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                  <text>AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFGD: ESTUDO DE
CASO DE UM DE ESTUDO DE USUÁRIOS
Cibele Andrade Nogueira (UFGD) - cibele.andradenogueira@gmail.com
Maiyara Mino Kina (UNIGRAN) - kinamino73@gmail.com
Resumo:
Os estudos de usuário são ferramentas de grande importância para avaliar o nível de
satisfação dos usuários em relação aos serviços ofertados pela biblioteca. Através desta
ferramenta é possível perceber quais serviços precisam de melhorias, quais estão atendendo a
demanda informacional dos usuários e quais precisam ser repensados. Nesse sentido, houve
uma preocupação da equipe que atua na Biblioteca Central da Universidade Federal da
Grande Dourados em saber o que os usuários têm pensado a respeito dos serviços oferecidos
pela BC. Foi elaborado um questionário (através do Google Forms) e amplamente divulgado
pela Assessoria de Comunicação da instituição. Pelo fato do questionário ser muito extenso,
nesta pesquisa optou-se por abordar somente o perfil desses usuários, questões que tratam
propriamente dos serviços oferecidos pela biblioteca, wireless e redes sociais.
Palavras-chave: Estudo de usuários. Serviço de Referência. Avaliação de Serviços. Biblioteca
Universitária.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Estudos de usos e usuários de serviços de informação

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
As avaliações de serviços de bibliotecas são classificadas em 4 tipos segundo
Lancaster (2004) – a primeira consiste em uma “escala” para saber em que nível de
desempenho o serviço está funcionando, a segunda serve para propor uma comparação de
desempenho entre várias bibliotecas ou serviços, a terceira serve apenas para justificar a
existência do serviço e, por fim, a quarta se baseia nas possíveis causas de ineficiência do
serviço, visando a elevar o nível de desempenho do serviço no futuro. O objetivo desta
pesquisa é apontar a importância do estudo de usuário para se desenvolver um trabalho com
foco total no usuário, pois muitas vezes, sem perceber são desenvolvidas ações para facilitar o
trabalho do bibliotecário, esquecendo-se o mais importante, que é o usuário. Se os serviços
prestados não estão atendendo as necessidades informacionais dele, é necessário repensar
algumas práticas, para que assim, o usuário se sinta satisfeito. A pesquisa se justifica pelo fato
de muitas vezes, o usuário não ser pensado como prioridade, seja na prestação de serviços,
seja no regulamento, ou na própria estrutura física da biblioteca. Em suma, o usuário deve ser
visualizado como um cliente. Nesse sentido, o estudo de usuário vem justamente para saber
qual é a opinião desse usuário/cliente em relação ao que vem sendo desenvolvido, pois,
muitas vezes o bibliotecário acaba se preocupando mais com aspectos técnicos e, deixando de
lado a interação com o usuário, que deveria ser a razão de ser das bibliotecas.
Mais do que enxergar o estudo de usuário como uma ação isolada, sem definir um
objetivo é cair no engano de que os dados obtidos servirão para mudar alguma coisa. É de
suma importância definir claramente os objetivos do estudo em questão: seja ele para avaliar
o acervo, avaliar a infraestrutura, avaliar o sistema de automação, as redes sociais, conhecer o
perfil dos usuários e mais além saber como atrair os usuários potenciais para a utilização do
espaço físico da biblioteca e os serviços que esta oferece.

2 Revisão de literatura
É fato que os estudos de uso e usuários fazem parte do serviço de referência e é
com base nos dados obtidos nessa ferramenta que é possível estabelecer diretrizes para as
ações já desenvolvidas ou futuras ações a serem implantadas no serviço de referência.
O termo bibliotecário de referência foi criado por Dewey em 1888, não utilizado em
bibliotecas públicas até o início do século XX. Por outro lado, mesmo com a expansão deste
serviço, as bibliotecas universitárias conseguiram expandir sua demanda de usuários, nos
Estados Unidos, graças ao impulso que os professores de ensino superior deram aos seus
alunos mandando-os buscarem conhecimentos além das fronteiras das salas de aula. Na
mesma época, na Grã-Bretanha, o progresso nas bibliotecas chegou de forma menos visível.
Este auxílio os usuários surgiu em intermeio do século XX.
Os estudos de uso e usuários possuem vários objetivos: avaliar o acervo, avaliar os
serviços oferecidos, conhecer o perfil do usuário real e suas necessidades informacionais, bem
como perceber meios de atrair os usuários potenciais. Figueiredo (1994) acerca do tema em
questão discorre que:

“Esses estudos são, assim, canais de comunicação que se abrem entre a
biblioteca e a comunidade a qual ela serve. São estudos necessários também
para ajudar a biblioteca na previsão da demanda ou da mudança de demanda
de seus produtos e serviços, permitindo que sejam alocados os recursos
necessários na época adequada.”

Por isso a importância desses estudos serem realizados com certa periodicidade para se
comparar quais eram as demandas em uma determinada época e quais são as demandas atuais.
Vale destacar a importância de o bibliotecário de referência ser meio que uma espécie

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de “relações públicas” dentro da biblioteca. Grogan (2001) afirma que:

“É impossível estudar qualquer aspecto do processo de referência sem estar
informado de quanto o mesmo depende inevitavelmente para seu êxito dos
atributos pessoais do bibliotecário. Isso implica não os dotes profissionais,
como intimidade com as fontes de referência ou domínio das técnicas de
busca informatizadas, uma vasta cultura geral ou até mesmo a experiência
em lidar com os consulentes, mas aqueles atributos pessoais humanos, inatos
ou adquiridos, como simpatia, criatividade, confiança e outros mais.”

A empatia presente neste profissional deve ser um aspecto a ser muito desenvolvido, o
ato de se colocar no lugar do outro, tentando entender seus anseios e suas dificuldades é uma
das atitudes mais belas da profissão.
Podemos dizer de certa forma, que o estudo de usuários permite os mesmos a
externarem suas necessidades informacionais, sendo encorajados a entendê-las e a
divulgarem-nas, podendo assim, ser analisadas com relação à quais os seus objetivos quando
buscam devidas informações. Nota-se portando a ponte de comunicação entre a biblioteca
(centro informacional) para com seus utilizadores, auxiliando também a verificação de seus
serviços prestados e a correção dos mesmos.
Após o início destes estudos, em meados da década de 40, a biblioteca deixou de ser
passiva com relação aos usuários. Segundo Figueiredo (1994):
“A mudança foi no sentido de a biblioteca tornar-se mais ativa,
dinâmica, com a criação de novos serviços, ou com o aperfeiçoamento
de outros já prestados. [...] serviços novos, como o da disseminação
seletiva da informação, e os serviços de alerta, na forma de fichas,
boletins e conteúdos de periódico etc., foram criados com base em
perfis de usuários, isto é, a maneira mais direta e objetiva de atender às
necessidades individuais de cada usuário.”
Analisamos, na década de 30, que os bibliotecários do setor de referência das
bibliotecas eram chamados de profissionais do serviço de acompanhamento de leitura
(reader’s advisory service), figura chave para indicar as necessidades, preferências e
motivações para os usuários das bibliotecas na época.
Estes primeiros estudos de uso não analisavam o usuário com suas necessidades e sua
identificação correta. O usuário era visto apenas com funções mecânicas dentro da biblioteca.
A Conferência da Royal Society, em 1948, modificou a forma como os estudos de
usuários iam procedendo com o passar dos anos. Destacaram-se: acessibilidade para o acesso
à informação; percepção de volume excessivo de informação por falta da seletividade no
processo de aquisição da mesma; atualização, principalmente nas ciências, das informações
fornecidas; importância dos canais informais de comunicação; negligência na educação de
usuários e; a falta do marketing para os produtos oferecidos (GROGAN, 2001).
2.1 Estudos de usuários em Bibliotecas Universitárias
A partir do início do século XX é que nas Bibliotecas Universitárias dos Estados
Unidos passam a desenvolver a prestação do serviço de referência, de forma constante, já que
nessa época é que começa a ser proposto pelos professores o “estudo pela pesquisa”
(GROGAN, 2001). O bibliotecário precisava se antecipar as demandas que os usuários
começavam a criar.
O que de fato, deve ser feito até hoje, antecipação junto às necessidades dos usuários,
seja através de pesquisas de avaliação (estudo de uso e usuários), seja pelo contato direto com
o próprio usuário. É válido lembrar que a biblioteca universitária atende a vários segmentos
diferentes, dentre eles: acadêmicos (graduação e pós-graduação), docentes, técnicos-

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administrativos e visitantes. E é nesse contexto que entra o trabalho do bibliotecário de
referência, figura muito importante que serve de elo/intermediação entre o que o usuário
procura e os caminhos que ele deve percorrer para poder encontrar o que se deseja.
Mais que se preocupar somente com o aspecto da informação em si é preciso que haja
uma preocupação também com a satisfação desse usuário. Se o ambiente da biblioteca tem
dado condições necessárias para que ele se sinta “acolhido” nesse local, se o mobiliário é
confortável, se a iluminação é boa, se há espaços para que ele possa estudar em grupo (onde o
silêncio não seja tão cobrado), se há um espaço mais calmo e silencioso em que ele possa
estudar individualmente, se a internet é boa para que ele possa navegar de maneira rápida,
enfim todos esses aspectos merecem uma atenção especial. Não adianta o acervo ser o mais
completo possível em todas as áreas do conhecimento, a quantidade de exemplares e títulos
atender a quantidade de acadêmicos, o sistema de automação da biblioteca ser o melhor e
mais eficiente se essas outras questões não estão suprindo as expectativas dos usuários.
Segundo Guinchat e Menou (1994): “O usuário deve ser a base da orientação e da
concepção das unidades e dos sistemas de informação, a serem definidos em função de suas
características, de suas atitudes, de suas necessidades e de suas demandas.” Pode-se dizer,
portanto, que a razão de existir de uma biblioteca é o seu usuário, pois para eles estão
direcionados todos e quaisquer atividades/serviços desta. O usuário é um elemento
fundamental de todos os sistemas de informação, visto que a única justificativa das atividades
deste sistema é a transferência de informação entre dois ou mais interlocutores distantes no
espaço e no tempo.
Ainda segundo Figueiredo (1994), os estudos de uso de bibliotecas universitárias
apresentam o seguinte quadro:
 Relativos a uma universidade;
 As avaliações adotadas nos estudos não são comparáveis, pois os estudos ora são
direcionados ao empréstimo, ora a coleção, alunos de graduação; os calouros apenas
etc.;
 Pelas variáveis não seres as mesmas, não podem ser comparadas entre si;
 Portanto, as estatísticas não se tornavam confiáveis.
É preciso conhecer o perfil de cada categoria de usuários, tentando suprir o que cada
um precisa dentro do seu contexto. É importante que o usuário se sinta o centro das atenções
da biblioteca, é fundamental que ele perceba que os serviços oferecidos são para suprir as
demandas dele. Por isso a importância de saber sua opinião através das avaliações. Mais do
que isso, é necessário que ele veja as mudanças (seja de prestação de serviço, seja mudanças
no ambiente físico ou digital) resultantes do próprio resultado das pesquisas.
Observamos seis importantes apontamentos com relação ao estudo de usuários, sendo
eles:
1. Adaptação dos sistemas de informação com relação aos hábitos de busca de
informação dos cientistas;
2. Existem diferentes necessidades informacionais devido aos diferentes perfis de
usuários;
3. As variáveis de língua, formato e nível da informação também são relevantes para com
a utilidade dos documentos e os interesses dos usuários;
4. A localização do documento deve ser feita para proporcionar acessibilidade ao
mesmo;
5. Diálogo inteligente dos profissionais para com os usuários para os mesmo obterem
confiança no sistema informacional da biblioteca;
6. Dificuldade dos usuários demonstrarem necessidade informacional para ser convertida
em demanda do serviço da informação.
De nada vale realizar estudos de usuários ano após ano e não se preocupar em desenvolver

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ações ou mudanças que representem a opinião desse usuário.

3 Materiais e métodos
As questões que orientaram essa pesquisa foram: os serviços prestados pela Biblioteca
Central da UFGD têm sido voltados para atender as necessidades informacionais dos
usuários? Os bibliotecários conhecem o perfil dos usuários que frequentam a biblioteca? Há
uma preocupação da parte dos bibliotecários com os usuários potenciais1?
A pesquisa é exploratória, caracteriza-se como estudo de caso, método quali/quantitativo, pois ao mesmo tempo em que se trabalharam as estatísticas, também foi
trabalhado o método quantitativo em algumas questões da avaliação.
A população pesquisada foram acadêmicos, docentes e técnicos administrativos da
Universidade Federal da Grande Dourados e da Universidade Estadual de Mato Grosso do
Sul2.
O instrumento de coleta de dados foi o questionário que foi disponibilizado na página
da Biblioteca através de um link e também foram impressos alguns questionários e deixados
no balcão de circulação.
A análise dos dados obtidos foi feita por meio de estatísticas e gráficos.

4 Resultados parciais/finais
O questionário consistiu em 22 questões, porém foram selecionadas para esta pesquisa
4 questões que trataram sobre o perfil dos usuários, 2 questões que dizem respeito as razões
do usuário frequentar a biblioteca e se ele possui conhecimento dos serviços que a biblioteca
oferece mais uma questão sobre como o usuário qualifica o atendimento prestados pelos
funcionários da biblioteca, 1 questão a respeito da qualidade do wireless e 1 questão sobre as
redes sociais.
A respeito do sexo 51,9% dos usuários que frequentam a biblioteca são do sexo
masculino, contra 48,1% do sexo feminino. Já a idade predominante dos usuários foi a faixa
etária de 15 a 25 anos, com 76,2%, seguido de 18% na faixa etária de 26 a 35 anos, 3% de 35
a 45 anos e 2,6% de 46 anos ou mais. Já a instituição que mais respondeu a pesquisa foi a
UFGD com 99,3% das respostas, contra 0,7% da UEMS colocar uma nota falando do
compartilhamento entre as duas instituições. Em relação ao vínculo do usuário na instituição
90,2 % declararam que estão na graduação, 4,9% técnicos-administrativos, 30,7% estão no
mestrado, 3, 5% são docentes, 0,5% no doutorado, 0,2% na especialização e 0,7% outros.
Não era obrigatório o preenchimento de nenhuma questão do questionário, e nas
questões da figura acima era possível assinalar mais de uma alternativa. O que se pode
observar é que a principal razão dos usuários frequentarem a biblioteca é para emprestarem
livros, seguido do estudo individual, na sequencia estudar em grupo, logo mais utilizar o wifi, utilizar o laboratório de informática, descansar, emprestar revistas e por último outras.
Cabe procurar saber, por exemplo, porque no empréstimo de revistas não houve um número
muito significativo de respostas, talvez isso se dê pelo fato dos periódicos não estarem
inseridos no sistema de automação da biblioteca, seja pelos usuários preferirem o acesso
Acerca dos usuários potenciais Faria (2010, p. 27) discorre que: “são todos os indivíduos inseridos na
comunidade da unidade de informação que podem utilizar os serviços e produtos de informação disponíveis, ou
seja, aqueles para quem os serviços estão disponíveis, ainda que eles não o utilizem efetivamente.”.
2
As bibliotecas da UFGD e da UEMS estão localizadas na Cidade Universitária e dividem o mesmo prédio por
um acordo criado há alguns anos atrás. O acervo da UFGD fica no primeiro andar, enquanto o acervo da UEMS
fica no térreo. Cada biblioteca possui seu próprio sistema de automação, porém é permitido ao acadêmico da
UFGD o empréstimo de materiais bibliográficos na biblioteca da UEMS e vice-versa.
1

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através do portal de periódicos da Capes, ou até mesmo por desconhecerem a possibilidade de
empréstimo desse material. Outro fator que merece destaque é o número significativo de
usuários que utilizam a biblioteca para descansar, há de se atentar para as medidas que a
biblioteca tem tomada para que esse usuário possa ter um local agradável e aconchegante para
descanso, pois muitos cursos da instituição são integrais, o acadêmico passa o dia todo na
universidade e entre uma aula e outra é na biblioteca que ele encontra um ambiente agradável
para descansar, seja pelo fato de ter ar-condicionado no ambiente ou pelo fato de terem sofás
no hall de entrada.

Figura 1 – Razões de frequentar a Biblioteca e Serviços que a Biblioteca oferece
Já sobre os serviços que a biblioteca oferece os usuários responderam que o serviço
mais conhecido é o empréstimo e devolução de materiais bibliográficos, seguido de acesso
aos computadores, confecção da 2ª via da carteirinha, acesso ao Portal de Periódicos
Capes, acesso às normas da ABNT, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações,
Elaboração de ficha catalográfica, visitas orientadas, comutação bibliográfica,
treinamentos e outros. Um apontamento que se pode afirmar com base nas respostas é que
muitos serviços como as visitas orientadas, treinamentos, e a comutação bibliográfica
precisam de uma divulgação maior, uma vez que se o usuário desconhece a existência desses
serviços ele não irá utilizá-los.

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Figura 2 – Como você avalia o atendimento prestado na Biblioteca Central da UFGD
Através do gráfico acima é possível perceber que de modo geral, o atendimento
prestado na BC da UFGD foi bem avaliado. Principalmente no quesito da equipe que realiza
empréstimos e devoluções. O que de fato, é muito importante, pois o atendimento deve ser o
cartão de visitas da biblioteca. Quando o usuário é mal atendido, dificilmente esse voltará
para a biblioteca, ou sentirá certa barreira caso encontre dificuldades ou tenha dúvidas em
algum serviço. Quanto ao esclarecimento de dúvidas a qualificação foi considerada boa, o que
também pode ser considerado satisfatório. Como a equipe é formada por auxiliares,
assistentes administrativos, bibliotecários, estagiários e terceirizados há uma rotatividade de
pessoal muito grande, é necessário que as informações sejam sempre repassadas corretamente
para cada membro da equipe, para que possam dessa maneira esclarecer as dúvidas da
comunidade acadêmica, sejam elas da própria biblioteca, sejam sobre outros assuntos
pertinentes a universidade. No quesito agilidade também nota-se o destaque para a
qualificação “boa”, o que pode ser justificado pelo fato da equipe ter a preocupação em
poupar o tempo do acadêmico, que já é escasso, devido a grande gama de atividades que estes
possuem. Como nos demais quesitos a resolução de conflitos também foi considerada boa,
existe o regulamento da BC, e nele constam os deveres e os direitos dos acadêmicos, porém
existem situações excepcionais, cabe ao bibliotecário utilizar-se da empatia para que esses
conflitos sejam resolvidos.

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Figura 3 – Wireless e Redes Sociais
Em relação à qualidade da internet sem fio da Biblioteca é expressivo o número
apresentado no gráfico classificando como ruim 48,1% e 40% regular. O usuário precisa de
um wireless de qualidade para desenvolver suas pesquisas em seu notebook ou até mesmo
utilizar as redes sociais, seja de seu notebook ou de um smartphone. Até porque o laboratório
de informática da Biblioteca não consegue atender a quantidade de pessoas que frequentam a
biblioteca.
Já se tratando das redes sociais desde algum tempo a equipe da biblioteca vinha
percebendo a importância da comunicação via redes sociais para com os usuários. Visto que é
um meio de comunicação presente na vida de muitas pessoas, ao postar algum aviso ou dica
via rede social a visibilidade do que se deseja comunicar acaba sendo maior e mais eficaz do
que simplesmente postar as informações na página da biblioteca. Até mesmo pro serviço de
referência virtual seria muito útil a criação dessas redes, pois não haveria nem necessidade de
o usuário vir pessoalmente até a biblioteca ou ter que ligar para sanar alguma dúvida.

5 Considerações parciais/finais
O que se pode concluir, através dos resultados obtidos é que o estudo de usuário é uma
ferramenta essencial para descobrir o grau de satisfação dos usuários com os serviços
oferecidos, se eles possuem conhecimento desses serviços, se é necessário trabalhar mais com
a questão do marketing. No caso das principais razões dos usuários frequentarem a biblioteca
é esperado que o empréstimo fosse a principal razão, mas é perceptível a quantidade de
usuários que tem utilizado a biblioteca como ambiente de descanso e isso não torna esses
usuários menos importantes do que os que a utilizam para outras finalidades. É preciso pensar
em estratégias para que a biblioteca possa satisfazer a demanda desses usuários também, criar

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um espaço mais sofás e almofadas, fazer uso da criatividade. No caso dos serviços oferecidos
há um desconhecimento de certos serviços que seriam muito mais utilizados se fossem mais
bem divulgados, seja pela própria página da biblioteca no site da UFGD, seja através das
redes sociais.
Acredita-se que os serviços têm sido voltados para os usuários, observou-se que o
perfil desse usuário é quase que dividido entre homens e mulheres e a faixa etária dos 15 a 25
anos mostra que é um público bem jovem que está na graduação, sendo que a maioria é
vinculado à própria UFGD. É interessante desenvolver ações que cativem esse público a
frequentar mais o ambiente da biblioteca, saber mais sobre seu universo e suas necessidades,
promover ações culturais e exposições sobre temas que chamem a atenção desse público.
No quesito atendimento a equipe está de parabéns pelo trabalho prestado à
comunidade acadêmica e acredita-se que com os resultados obtidos a equipe estará mais
motivada ainda a realizar um trabalho com excelência.
Em relação à qualidade do wireless com base nos dados que se obteve já foram
providenciados repetidores de sinais wireless para serem colocados em pontos estratégicos do
prédio da biblioteca. Quanto às redes sociais será realizada uma reunião com a Assessoria de
Comunicação para saber mais detalhes sobre a política de criação de redes sociais por setores
específicos da instituição.
Espera-se que essa pesquisa tenha contribuído para posteriores estudos de usuários,
tanto na própria instituição para saber se houveram avanços, quanto em outras instituições.
Também é preciso desenvolver ações que possam trazer os usuários potenciais para a
biblioteca. Toda a comunidade acadêmica seja professores, alunos ou técnicos administrativos
deve se sentir inserida no contexto da biblioteca. Atender as demandas de cada um dos
segmentos é uma atitude que deve ser observada.
Outra sugestão é que essa avaliação da BC seja realizada com certa periodicidade
(semestralmente, anualmente) para que possa haver uma comparação dos resultados a fim de
saber se os aspectos que precisavam ser melhorados foram de fato, melhorados, os aspectos
que tiveram boas avaliações manterão o padrão. Enfim essa análise é primordial.

6 Referências
FARIA, Cleide Vieira de. Identificação das necessidades informacionais e comportamento
de busca dos usuários da biblioteca central da UFMG: ênfase nos alunos de graduação do
Instituto de Ciências Exatas e Instituto de Ciências Biológicas. 2010. 66f. Trabalho de
Conclusão de Curso (Especialização em Gestão Estratégica da Informação) – Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Estudos de uso e usuários da informação. Brasília:
IBICT, 1994. 154p.
GUINCHAT, Claire; MENOU, M. J. Introdução geral às ciências e técnicas da informação
e documentação. 2. ed. Brasília: IBICT, 1994. 540p.
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2001. 196p.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Manaus (Amazônia)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Avaliação da Biblioteca Central da UFGD: estudo de caso de um de estudo de usuários. </text>
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              <text>Nogueira, Cibele Andrade; Kina, Maiyara Mino</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Manaus (Amazonas)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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              <text>Os estudos de usuário são ferramentas de grande importância para avaliar o nível de satisfação dos usuários em relação aos serviços ofertados pela biblioteca. Através desta ferramenta é possível perceber quais serviços precisam de melhorias, quais estão atendendo a demanda informacional dos usuários e quais precisam ser repensados. Nesse sentido, houve uma preocupação da equipe que atua na Biblioteca Central da Universidade Federal da Grande Dourados em saber o que os usuários têm pensado a respeito dos serviços oferecidos pela BC. Foi elaborado um questionário (através do Google Forms) e amplamente divulgado pela Assessoria de Comunicação da instituição. Pelo fato do questionário ser muito extenso, nesta pesquisa optou-se por abordar somente o perfil desses usuários, questões que tratam propriamente dos serviços oferecidos pela biblioteca, wireless e redes sociais.</text>
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