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                  <text>Aplicativo móvel “Bibliotecas USP”: a biblioteca universitária de
bolso
Anderson Santana (USP) - desantana.anderson@gmail.com
Elisabeth Adriana Dudziak (USP) - elisabeth.dudziak@sibi.usp.br
Jun Okamoto Jr. (USP) - jokamoto@usp.br
Ricardo Amaral Faria (USP) - ricardo.faria@sibi.usp.br
Daniel Jorge Caetano (USP) - daniel.caetano@dt.sibi.usp.br
Sibele de Fausto (USP) - sibele.fausto@dt.sibi.usp.br
Resumo:
O presente trabalho descreve o processo de desenvolvimento do aplicativo "Bibliotecas USP"
tanto na sua primeira versão (lançada em dezembro de 2014) como sua segunda versão,
lançada em agosto de 2015 com melhorias incorporadas. O aplicativo, desenvolvido pelo
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo em
parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação, teve como foco o crescente
uso de dispositivos móveis pelos usuários das bibliotecas que tem gerado um profundo efeito
sobre a forma como se busca, acessa e processa as informações. Através de uma análise de
logs de uso durante o ano de 2015 foi possível obter como resultados parciais dados
quantitativos relativos aos usos anual, mensal, por dia da semana e por horários, além dos
termos mais buscados no aplicativo. Por fim, considera-se que as bibliotecas precisam se
apropriar dos recursos tecnológicos existentes, aproximando-se efetivamente das
necessidades de acesso e uso da informação da sua comunidade de usuários.
Palavras-chave: Aplicativos móveis; Tecnologias digitais; Tecnologias para bibliotecas; USP;
Sistema Integrado de Bibliotecas
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Dispositivos móveis em contexto acadêmico

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
O Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (DT/SIBiUSP) em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI)
iniciou em setembro de 2014 o planejamento para desenvolvimento de um aplicativo que
permitisse a busca no banco de dados bibliográfico da Universidade. Tal proposta fazia parte
de um projeto maior que previa o desenvolvimento de aplicativos móveis para serviços
direcionados à comunidade USP em geral. Figuravam entre os aplicativos já desenvolvidos:
cardápio dos restaurantes universitários, agenda de eventos da Universidade e notícias.
No entanto, era sentida uma demanda emergente por um aplicativo que permitisse a
busca nos acervos da Universidade de forma prática e rápida. Portanto, uma equipe da STI,
liderada pelo Prof. Jun Okamoto Jr.1 da Escola Politécnica da USP propôs ao SIBiUSP, que
vinha identificando parceiros para a criação de soluções móveis, o desenvolvimento de uma
aplicação móvel que oferecesse à comunidade a busca e a identificação da localização dos
materiais bibliográficos existentes nos acervos das Bibliotecas USP.
Tal solução permitiria maior mobilidade e liberdade ao usuário, uma vez que, por meio
de seu celular ou tablet, poderia acessar a qualquer tempo o catálogo bibliográfico da USP e
localizar uma determinada obra que precisasse por meio de alguns simples toques na tela.
Assim, teve início o desenvolvimento do aplicativo, intitulado Bibliotecas USP, e sua
primeira versão foi ar em dezembro de 2014. Atualmente o aplicativo está na sua segunda
versão, que foi ao ar em agosto de 2015.
Nesse sentido, este trabalho objetiva apresentar a experiência do Aplicativo Biblioteca
USP, inserindo essa inovação no ambiente tecnológico vivenciado atualmente pelas bibliotecas
– em especial as bibliotecas universitárias.

2 A evolução das tecnologias da biblioteca para os dispositivos móveis
Há pouco mais de meio século, a Associação das Bibliotecas Americanas (American
Library Association – ALA) apresentou sua visão da biblioteca do século 21 (Library 21) na
Feira Mundial do Século 21 (Century 21 World’s Fair), realizada entre 21 de abril e 21 de
outubro de 1962 em Seattle, Washington - evento este que atraiu quase 10 milhões de visitantes.
Segundo a ALA, a exposição Biblioteca 21 foi projetada principalmente para prever o papel da
tecnologia nas bibliotecas do futuro, e a estrela da exibição foi o à época ultramoderno
computador UNIVAC (acrônimo para UNIVersal Automatic Computer), modelo Solid State 90,
da Sperry-Rand, divisão da Remington-Rand. Revolucionário, o computador era capaz de
fornecer determinadas informações com rapidez e ser programado para imprimir partes de
textos armazenados eletronicamente (GORDON; LIEBERMAN, 1962).
Meio século depois, o ambiente do futuro percebido pela mesma ALA (2008) já mostra
um cenário totalmente diferente daquele da exposição de 1962, quando o UNIVAC, com suas
mais de 3 toneladas de peso (SMIL, 2006), representava a revolução para as bibliotecas. Ainda
evoluindo, a revolução digital não mostra sinais de desaceleração, levando a instituição a criar,
através de seu escritório para Políticas de Tecnologia da Informação (American Library
Association’s Office for Information Technology Policy - OITP), o Programa de Bibliotecas da
América para o século 21 (Program on America’s Libraries for the 21st Century) em 2008. O
programa já publicou vários relatórios de tendências abordando a evolução das tecnologias da
informação e suas implicações para o futuro das bibliotecas.
Em um destes relatórios, Hendrix (2010) discorre como a tecnologia muda as formas
tradicionais de informação, e que qualquer instituição, incluindo as bibliotecas, deve avaliar o
1

Prof. Jun Okamoto Jr.: http://lattes.cnpq.br/4185679659611455

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

seu lugar num mundo cada vez mais online. De fato, um estudo da ALA em 2010 apontou que
66% das bibliotecas públicas ofereciam e-books para seus usuários (acima de 55% no ano
anterior), estimando ainda que 83% das bibliotecas ofereciam conteúdo de áudio online, e cerca
de 63% ofereciam vídeos online, levando à constatação de que as coleções das bibliotecas não
são compostas unicamente de unidades físicas para empréstimo e consulta, mas cada vez mais
são transmitidas via online, on-demand ou baixadas.
Nesse cenário progressivamente virtual, Hendrix (2010) destaca, entre outras
tendências, a crescente popularidade da computação móvel (mobile computing), indicando que
muitos especialistas insistem que no futuro toda a computação pessoal será móvel. Esta
tendência tem profundo efeito sobre a forma como os usuários buscam, acessam e processam
informações, na medida em que o aparato das tecnologias de comunicação e informação (TIC),
ao migrar para dispositivos móveis e sem fio, propiciam maior liberdade aos usuários, com o
acesso à informação, tornando-se independentes de restrições físicas ou temporais. Para
Hendrix (2010, p. 9), os usuários dessas novas tecnologias tornaram-se "nômades digitais",
engajando especialistas em diversas áreas, como sociólogos e antropólogos, no estudo de como
as comunicações móveis afetam a dinâmica da interação humana. A autora adverte que os
bibliotecários devem considerar tais mudanças e oportunidades propiciadas pela computação
móvel e seu papel para as bibliotecas do futuro.
De acordo com dados do Pew Research Center (MADDEN et al, 2013), cerca de 37%
dos adolescentes com idades entre 12 e 17 anos possui um smartphone e três quartos deles usam
dispositivos móveis para acessar a internet pelo menos ocasionalmente. E, segundo o relatório
Horizon Report, da NMC (New Media Consortium) (JOHNSON et al, 2015), comunidade
internacional de especialistas em tecnologias educacionais, sobre as perspectivas tecnológicas
e seu impacto nas bibliotecas acadêmicas e de pesquisa em todo o globo, prevê-se que em 2020
80% da população adulta mundial será usuária de smartphones. Essa prevalência de dispositivos
móveis mudará substancialmente a forma como os indivíduos interagem com a informação,
sublinhando a importância de reconhecer novos comportamentos na busca, acesso e uso da
informação.
Os usuários da biblioteca desenvolvem novas expectativas relacionadas aos conteúdos
e serviços das bibliotecas, que devem ajustar sua estrutura tecnológica para continuar a evoluir,
considerando uma variedade de plataformas portáteis e levando em conta o desenvolvimento
de sites ajustados para dispositivos móveis, aplicativos, catálogos e e-books, bem como
ferramentas de descoberta que atendam aos usuários através de alertas SMS e de mídia social
(JOHNSON et al, 2015).
Outro relatório da ALA (VOLLMER, 2010) explora com mais detalhe esse cenário
tecnológico das bibliotecas face ao advento dos dispositivos móveis com grande potencial de
aplicação em serviços de informação. Os dispositivos móveis executam aplicativos cada vez
mais complexos, por meio da interação com serviços em nuvem, que possibilitam reproduzir
multimídia, permitindo a interatividade do usuário com várias ferramentas e conteúdos.
Bluetooth, telas multi touch, smartphone, sites móveis, sistemas de posicionamento global
(GPS), wi-fi, bem como mensagens de texto (Short Message Service – SMS), envio de arquivos
de imagens, textos, sons, etc. são exemplos das várias utilidades dos dispositivos móveis, que
são cada vez mais "always on", isto é, sempre conectados, além de integrados em um só
dispositivo de comunicação.
A conectividade pervasiva, a criação de perfis online, reconhecimento de local e
integração estreita com as redes sociais tornam as tecnologias móveis instrumentos com grande
potencial de aplicação em serviços de informação. Cada vez mais as Bibliotecas estão utilizando
as tecnologias móveis para a prestação de seus serviços, oferecendo também o acesso móvel a
seus sites e catálogos online. O Quadro 1 sumariza a gama de serviços móveis que as bibliotecas
podem oferecer aos seus usuários.

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Quadro 1: Serviços móveis de bibliotecas
Serviço
Catálogos online de
acesso público
(OPAC)

Descrição

Exemplo

Acesso ao catálogo através de sites
otimizados para dispositivos móveis

Biblioteca Pública de Nova
Iorque (New York Public
Library) http://m.nypl.org/

Aplicações móveis

Aplicativos para celular que
possibilitam colocar os itens em
espera, também fornecendo
informações sobre horários e
localização de bibliotecas locais

Biblioteca do Distrito de
Columbia (District of
Columbia Public Library)
http://dclibrarylabs.org/proj
ects/iphone/

Conteúdos móveis

Coleções de terceiros em parcerias
com bibliotecas para disponibilizar
áudio books, e-books, cursos de
idiomas em áudio, streaming de
música, filmes, imagens e outras
multimídias que podem ser acessadas
em dispositivos móveis.

Biblioteca da Universidade
de Duke (Duke University
Library)
http://itunes.apple.com/app/
dukemobile/id306796270?
mt=8

Capacitação e
instrução

Oferecimento de materiais didáticos e Projeto “Research First
recursos educacionais da biblioteca via Aid” da Universidade da
plataformas móveis.
Carolina do Leste (East
Carolina University)
http://www.ecu.edu/csdhs/laupuslibrary/researchfi
rstaid.cfm

Serviços de
mensagens (SMS)

Notificações via SMS para uma
variedade de propósitos como
informar novos itens disponíveis,
lembretes de datas, números de
telefone e localização, etc.

Referência por
mensagens SMS

Serviço de atendimento de referência Biblioteca da Universidade
por SMS, ideal para perguntas simples de Yale (Yale University
que exigem respostas rápidas.
Library)
http://www.library.yale.edu/
science/textmsg.html

Biblioteca Pública de
Cleveland (Cleveland
Public Library)
http://cpl.org/?q=node/1225
8

Fonte: adaptado de Vollmer (2010)

2.1 No Brasil
Este novo cenário que se apresenta para as bibliotecas está em vias de se tornar realidade
também no Brasil. A última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios realizada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionada à inclusão digital e agregando
dados referentes às TIC (PNAD-TIC) apontou o forte incremento do acesso online por

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dispositivos móveis no país: entre 2013 e 2014 o acesso online através de dispositivos
eletrônicos diferentes do computador disparou 155,6%, de 4,2% para 10,5% dos lares.
Enquanto o percentual de acesso por microcomputador recuou de 88,4% para 76,6%, o acesso
à internet por celular saltou de 53,6% para 80,4% no mesmo período. Ainda segundo a PNADTIC, 77,9% da população, ou 136,6 milhões de pessoas com 10 anos ou mais, possuíam telefone
celular para uso pessoal. Esse contingente cresceu 142,8% desde 2005, considerando que mais
da metade (52,5%) da população rural possuía celular, sendo que nas áreas urbanas esse
percentual chegou a 82,3% (GROSSMAN, 2016).
Essa proliferação massiva dos dispositivos móveis impõe às bibliotecas brasileiras os
mesmos desafios de ajustes e inovações em sua estrutura tecnológica enfrentados pelas suas
congêneres estrangeiras. Segundo Souza (2011), na utilização de dispositivos móveis ocorre
um processo multidirecional, em que usuários, bibliotecários e outros profissionais exploram
novas formas de relacionamento e viabilizam o desenvolvimento de serviços inovadores, que
atendem aos anseios da comunidade. De acordo com Bastos (2014), o aplicativo mobile é um
recurso extra, com potencial de uso por muitas pessoas, devendo ser oferecido como outros
serviços da biblioteca, sendo um diferencial para os usuários que utilizam o acesso remoto com
mais frequência.
Já surgem bons exemplos da adoção de tecnologias móveis em bibliotecas do Brasil,
conforme verificado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 2, na Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)3 e na UNIVATES4, todas instituições
localizadas no Estado sul-riograndense. Tais iniciativas são auspiciosas e apontam o caminho
para as demais bibliotecas brasileiras.

3 Materiais e métodos
Apresentaremos a seguir os procedimentos adotados para o desenvolvimento do
aplicativo móvel Bibliotecas USP, um produto criado em parceria pelo DT/SIBiUSP e a
STI/USP.
A estrutura de planejamento dessa aplicação possui duas equipes distintas trabalhando
em duas frentes de desenvolvimento:
1 – Equipe STI: responsável pelo desenvolvimento da interface, imagens, estrutura do
aplicativo e sua gestão nas plataformas de distribuição;
2 – Equipe DT/SIBi: responsável pelo desenvolvimento de uma aplicação de software
que fizesse a entrega dos dados bibliográficos em uma estrutura legível pelo aplicativo
desenvolvido pela STI.
O planejamento previu duas versões para o aplicativo:
1ª. Versão (2º Semestre/2014 – Lançamento até Dezembro/2014): Contemplava
as seguintes funcionalidades para o aplicativo:
a) Busca no acervo: busca no acervo físico e em bibliotecas digitais da
universidade;
b) Lista de resultados com identificação da localização no acervo: ao
realizar uma busca, é possível salvar resultados selecionados e criar uma
lista de referências;
c) Exportação da Lista: com base nos dados salvos na lista de referências é
possível enviar os dados referenciais dos itens salvos;
d) Busca por ISBN (International Standard Book Number – Número Padrão
UFRGS: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/universidade-lanca-aplicativo-para-dispositivos-moveis
PUC-RS: http://www.pucrs.br/biblioteca/apps/
4
UNIVATES: https://www.univates.br/noticias/17732-biblioteca-da-univates-conta-com-aplicativo-paradispositivos-moveis
2
3

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Internacional de Livro) utilizando a câmera do celular/tablet:
funcionalidade que permite ao usuário ler um ISBN com código de barras
por meio da câmera do seu dispositivo e lançar automaticamente uma
busca no catálogo USP para verificar se o item existe ou não em alguma
Biblioteca;
e) Geolocalização das Bibliotecas: utilizando o sistema de localização
geográfica (Latitude e Longitude) foi criado um mapa com todas as
Bibliotecas da USP e permitindo, assim, que o usuário possa localizar
aquela mais próxima;
f) Informações das Bibliotecas: foram incluídas no aplicativo informações
sobre o SIBiUSP e as Bibliotecas do Sistema (endereços, telefones, emails, áreas temáticas, horário de funcionamento), permitindo ainda que
o usuário selecione a sua biblioteca preferida, fazendo com que os
resultados apresentados sejam somente dela.
2ª. Versão: Contempla as seguintes funcionalidades adicionais (1º
Semestre/2015 – Lançamento da 2ª Versão Agosto/2015):
a) Integração com o sistema de autenticação da Universidade: a USP utiliza
um sistema de senha única para autenticação em todos os seus sistemas
corporativos, portanto a integração do aplicativo a esse sistema facilitaria
o processo de reconhecimento do usuário por utilizar a senha a qual ele
está mais habituado;
b) Gestão da conta do usuário: por conta da utilização da senha única, o
aplicativo permitiria ao usuário acompanhar seus empréstimos, renovar
obras em seu poder, reservar e cancelar reservas de itens.
Na primeira reunião de planejamento foi definido o cronograma de trabalho para a
primeira versão do aplicativo, que previu entregas semanais e/ou quinzenais de partes da
infraestrutura de dados. Reuniões de controle aconteciam entre 15 e 30 dias.
O objetivo inicial definido foi o desenvolvimento do aplicativo para dispositivos móveis
que utilizam o sistema operacional IOS da empresa Apple (iPhone, iPad, iPod e iPodTouch) e
seu lançamento se deu em dezembro de 20145. A versão para dispositivos que utilizam o sistema
operacional Android da empresa Google foi desenvolvida com base na programação realizada
para IOS e teve seu lançamento realizado em fevereiro de 20156.

Aplicativo Bibliotecas USP na loja eletrônica da Apple, iTunes: https://itunes.apple.com/br/app/bibliotecasusp/id944696808?mt=8
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Aplicativo Bibliotecas USP na loja eletrônica da Google, Google Play:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.usp.bibliotecas_usp
5

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Figura 1: Telas da 1ª Versão do Aplicativo

Fonte: Telas obtidas da 1ª Versão IOS do Aplicativo

O aplicativo executado no dispositivo móvel é o componente mais proeminente do
sistema, mas não o único. Um outro componente, executado em um servidor de aplicações da
universidade, foi desenvolvido com o propósito de permitir que as buscas sejam processadas
rapidamente e minimizar a necessidade de transferência de dados pela rede. Esse componente,
denominado Servidor de Aplicação Móvel, recebe as requisições do aplicativo móvel e, a partir
das informações fornecidas, compõe e executa a lógica completa de busca nas diversas bases
de dados que compõem o acervo do SIBiUSP.
Essa estratégia permite que as buscas, a seleção de informações e a padronização das
mesmas sejam processadas por um equipamento servidor de alta capacidade e alta velocidade,
enviando pela Internet apenas a quantidade necessária de informações para o aplicativo móvel.
Como decorrência, mesmo dispositivos móveis sem muita capacidade de processamento e
memória são capazes de apresentar, com desempenhos similares, os mesmos resultados. Em
termos de benefícios adicionais, a centralização das buscas permite que as mesmas sejam
registradas – para posterior análise e proposição de melhorias na aplicação –, além de reduzir
drasticamente o consumo de bateria por parte do aplicativo móvel, uma vez que o
processamento mais complexo é realizado exclusivamente no servidor.
Logo após o lançamento da primeira versão do aplicativo as equipes da STI e DT/SIBi
iniciaram o desenvolvimento da segunda versão do aplicativo. Tal versão traria inúmeras
novidades, a principal delas seria a possibilidade de o usuário gerenciar seus empréstimos,
renovações e reservas pelo aplicativo. Para tanto, seria necessário que o aplicativo permitisse a
autenticação do usuário.
Essa segunda fase exigiu uma significativa expansão das funções do Servidor de
Aplicação Móvel. Uma vez que o sistema passaria a manipular – e transferir pela Internet –
dados e solicitações dos usuários, fez-se necessária a criação de uma infraestrutura de
comunicação segura. Essa infraestrutura inclui não apenas a camada de comunicação segura
por meio do protocolo HTTPS7 (Hyper Text Transfer Protocol Secure - Protocolo de
7

Hyper Text Transfer Protocol Secure: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hyper_Text_Transfer_Protocol_Secure

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Transferência de Hipertexto Seguro), mas também a integração com o sistema de autenticação
corporativo da Universidade de São Paulo.
Tal integração mostrou-se um desafio, visto que os mesmos usuários possuíam cadastros
com nomes e senhas diferentes no sistema de bibliotecas, em relação ao sistema corporativo. A
solução final para o problema de autenticação envolveu mudanças tanto no aplicativo móvel
quanto no servidor, além de ajustes na base de dados dos sistemas da biblioteca para que haja
correlação entre os usuários dos dois sistemas de autenticação.
Desafios adicionais envolveram a fragmentação das informações operacionais dos
vários sistemas e a disparidade de informações de disponibilidade em tempo real. No primeiro
caso, a maioria das operações requisitadas pelo usuário deve ser precedida de uma infinidade
de checagens de sanidade; no outro caso, o problema se manifestava pela inconsistência entre
as informações de disponibilidade de publicações, contrapondo o dado fornecido pelo sistema
de buscas ao fornecido pelo sistema de reservas – ainda que ambos os sistemas tenham sido
desenvolvidos pelo mesmo fornecedor.
Superados todos os desafios, a segunda versão foi lançada em agosto de 2015,
simultaneamente para os dois sistemas operacionais (IOS e Android).
Figura 2: Telas da 2ª Versão do Aplicativo

Fonte: Telas obtidas da 2ª Versão IOS do Aplicativo

4 Resultados parciais/finais
O aplicativo Bibliotecas USP teve uma boa repercussão nas mídias da Universidade de
São Paulo tendo sido matéria nas editorias Sala de Imprensa 8 e página principal da
Universidade9.
Em termos de uso, o aplicativo está instalado em mais de cinco mil dispositivos com
sistema operacional Android e mais de quatro mil com IOS.
SIBi lança versão 2.0 do aplicativo “Bibliotecas USP”: http://www.usp.br/imprensa/?p=52163
SIBiUSP lança segunda versão do aplicativo móvel ‘Bibliotecas USP’: http://www5.usp.br/96774/sibiusplanca-segunda-versao-do-aplicativo-movel-bibliotecas-usp/
8
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Figura 4: Nota do aplicativo Bibliotecas USP na Google Play

Fonte: Aplicativo Bibliotecas USP na Google Play

Com base nas resenhas recebidas da comunidade, as equipes têm planejado o
desenvolvimento de uma terceira versão do aplicativo, porém ainda sem data definida para
lançamento. Todo o processo de planejamento, desenvolvimento e implantação do dispositivo
móvel Bibliotecas USP descrito neste trabalho envolveu diferentes setores técnicos do
SIBiUSP, corroborando a afirmação de Johnson et al (2015) sobre a necessidade de ajuste da
estrutura tecnológica dos serviços de informação para o atendimento de novas demandas dos
usuários. Os resultados preliminares obtidos apontam para o que Souza (2011) e Bastos (2014)
observam em relação à utilização de dispositivos móveis, que passam a ser um recurso extra da
biblioteca oferecido aos seus usuários, em um novo processo multidirecional em que usuários,
bibliotecários e outros profissionais envolvidos (como o setor de TI) exploram novas formas de
relacionamento e viabilizam o desenvolvimento de serviços inovadores no atendimento às
demandas da comunidade.

5 Considerações parciais/finais
Os resultados obtidos com o aplicativo Bibliotecas USP têm sido bastantes satisfatórios
para o SIBiUSP.
O uso pela comunidade ainda é baixo, levando-se em consideração um universo de
94.875 alunos de graduação e pós-graduação10, todavia campanhas de incentivo ao uso têm sido
planejadas para todo o início de semestre letivo, além de material promocional.
As Bibliotecas da Universidade são os principais difusores do aplicativo e têm também
auxiliado na divulgação. E os relatos delas obtidos, somados às resenhas nas lojas eletrônicas
da Apple e Google, têm auxiliado o planejamento de uma terceira versão, que inclua por
exemplo o envio de mensagens por meio de tecnologia Push 11 (transmissão de dados de uma
rede interna ou um serviço baseado em nuvem para o dispositivo móvel de um usuário). Por
meio de Push, seria possível enviar alertas aos usuários de data de vencimento das obras
emprestadas, chegada de uma obra reservada ou avisos gerais da Biblioteca.
Tal desenvolvimento demandaria muitas horas de desenvolvimento pelas equipes
envolvidas, todavia, agregaria uma solução amplamente desejada pela comunidade.
Do ponto de vista do papel da Biblioteca e do Bibliotecário, tecnologias de comunicação
e informação como esta permitem uma aproximação maior do usuário à Biblioteca,
demonstrando a ele uma atenção mais responsiva e compromissada às suas demandas.
Nesse sentido, as bibliotecas precisam se apropriar dos recursos tecnológicos existentes,
aproximando-se efetivamente das necessidades de acesso e uso da informação da sua
comunidade de usuários. Ademais, as parcerias internas das instituições são fundamentais tanto
para o desenvolvimento de aplicações, como para a integração de sistemas. E as bibliotecas têm
10
11

USP em Números 2015: https://uspdigital.usp.br/anuario/
Definição de tecnologia Push: http://www.pcmag.com/encyclopedia/term/49977/push-technology

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muito a contribuir no que tange o desenvolvimento de produtos focados nos usuários.

6 Referências
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BASTOS, T.R. Aplicativos para dispositivos móveis e seu uso em bibliotecas: uma visão
das experiências em âmbito internacional. Goiânia, Universidade Federal de Goiás, 2014.
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&lt;http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/10806&gt;. Acesso em: 26 abr 2016.
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Bulletin, special issue, p. 230-232, March, 1962. Disponível em:
&lt;http://cdm15015.contentdm.oclc.org/cdm/ref/collection/p15015coll3/id/4962&gt;. Acesso em:
26 abr 2016.
GROSSMAN, L. O. IBGE: acesso à Internet pelo celular dispara 155% no Brasil.
Convergência Digital, 06 abr., 2016. Disponível em:
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&amp;infoid=42048&amp;sid=14&gt;. Acesso em: 26 abr 2016.
HENDRIX, J. C. Checking out the future: perspectives from the library community on
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acesso a novos espaços de aprendizagem. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., Maceió,
2011. Anais. Disponível em:

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

&lt;https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/898118/1/Bibliotecasdigitais.pdf&gt;.
Acesso em: 26 abr 2016.
VOLLMER, T. There’s an app for that! Libraries and mobile technology: an introduction
to public policy considerations. Washington, D.C.: ALA Office for Information Technology
Policy, 2010. (Policy Brief, n.3). Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/offices/sites/ala.org.offices/files/content/oitp/publications/policybriefs/m
obiledevices.pdf&gt;. Acesso em: 26 abr 2016.

Agradecimentos

Contribuíram para o desenvolvimento do aplicativo: Vagner da Silva Machado (STI/USP Desenvolvimento), Jean Carlo de Souza Silva (STI/USP - Desenvolvimento), Allan Rodrigo
de Lima da Silva (DT/SIBiUSP - Infraestrutura), Zacharias Gadelha (DT/SIBiUSP Infraestrutura), Dra. Maria Fazanelli Crestana (Chefe Técnica do SIBiUSP), Mariza Leal de
Meirelles Do Coutto (Ex-Chefe Técnica do SIBiUSP), Tiago Rodrigo Marçal Murakami
(DT/SIBi Apoio Tecnológico) e Profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (FFCLRP/USP –
Ex-Chefe Técnica do SIBiUSP)

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Santana, Anderson; Dudziak, Elisabeth Adriana; Okamoto Junior, Jun; Faria, Ricardo Amaral; Caetano, Daniel Jorge; Fausto, Sibele de.</text>
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              <text>O presente trabalho descreve o processo de desenvolvimento do aplicativo Bibliotecas USP tanto na sua primeira versão (lançada em dezembro de 2014) como sua segunda versão, lançada em agosto de 2015 com melhorias incorporadas. O aplicativo, desenvolvido pelo Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação, teve como foco o crescente uso de dispositivos móveis pelos usuários das bibliotecas que tem gerado um profundo efeito sobre a forma como se busca, acessa e processa as informações. Através de uma análise de logs de uso durante o ano de 2015 foi possível obter como resultados parciais dados quantitativos relativos aos usos anual, mensal, por dia da semana e por horários, além dos termos mais buscados no aplicativo. Por fim, considera-se que as bibliotecas precisam se apropriar dos recursos tecnológicos existentes, aproximando-se efetivamente das necessidades de acesso e uso da informação da sua comunidade de usuários.</text>
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