<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4391" public="1" featured="1" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/4391?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-09T05:25:21-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3459">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/31/4391/SNBU2016_009.pdf</src>
      <authentication>2280bc3cacfaa1b14b256176851325c5</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="49124">
                  <text>A COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO (CoInfo) COMO UM RECURSO
DIDÁTICO PEDAGÓGICO E INSTITUCIONAL – O WEBSITE
LABIRINTO DO SABER COMO FONTE DE INFORMAÇÃO, DE
PESQUISAS E PRÁTICAS

Regina Celia Baptista Belluzzo (UNESP) - rbelluzzo@gmail.com
Marcia Rosetto (FAU USP) - mrosetto@usp.br
Gloria Georges Feres (Unesp/Marilia) - ggeorgesferes@yahoo.com.br
Resumo:
A questão da sustentabilidade parece ser um dos principais movimentos sociais iniciados
nesses últimos 60 anos sendo representado em três pilares: desenvolvimento econômico,
desenvolvimento social, e salvaguarda do meio ambiente. Nessa esfera está incluída a área da
educação e a UNESCO estabeleceu o período de 2005 a 2014 como a “Década da Educação
para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS)”, com o objetivo de alertar a sociedade sobre a
importância dessa temática e a necessidade de um envolvimento mais enfático das pessoas e
organizações com os propósitos locais e em nível mundial. Nesse contexto se insere a questão
do desenvolvimento das competências compatíveis com um mundo em constante mudança
exigindo das pessoas e das organizações a necessidade da Competência em Informação
(CoInfo), que é uma vertente transversal às outras competências necessárias. Assim, é um
fator preponderante que deve estar contemplado no planejamento estratégico de uma
biblioteca, em especial na universitária que é o objeto de análise nesse momento. A partir
desse cenário, o projeto de desenvolvimento do Website Labirinto do Saber tomou forma com
o intuito de propiciar um locus com informações sobre essa temática para os profissionais da
informação e outros interessados. Além disso, intenta ser também um canal de divulgação e
compartilhamento de experiências, práticas e de pesquisas realizadas pela comunidade
nacional e internacional.
Palavras-chave: Competência em Informação. Website Labirinto do Saber. Biblioteca
Universitária. Sustentabilidade. Planejamento estratégico
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Educação de usuários e competências informacionais

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A questão da sustentabilidade parece ser um dos principais movimentos sociais
iniciados nesses últimos 60 anos com inúmeras proposições como a da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que inseriu essa temática
em 1968 na Conferência Intergovernamental sobre o Meio Ambiente. Primeira, de vários
outros eventos realizados por essa organização, em 1992 foi estabelecida a “Agenda 21” para
o desenvolvimento sustentável como resultado do evento “Rio Earth Summit” (Rio de Janeiro
(Brasil). A partir do Século XXI, foram realizados os eventos “Millenium Summit”, em 2000
(Nova York, Estados Unidos), e o “Johannesburg World Summit on Sustainable
Development”, em 2002 (Johannesburg, África do Sul), sendo consolidados e agrupados em
três pilares as questões relativas à sustentabilidade: desenvolvimento econômico,
desenvolvimento social, e salvaguarda do meio ambiente como partes interdependentes e
mutuamente intercambiantes (UNESCO and Sustainable Development, 2005). Esses pilares
vem sendo representados de várias formas, como exemplificado na Figura 1, e inseridos nas
práticas organizacionais.1
Figura 1 - Tripé da Sustentabilidade proposta pela UNESCO

Fonte: Adaptado pelas autoras: Tripés: Econômico - Promover a excelência e manter padrões éticos
de alto nível; Social - Engajamento da comunidade e promoção da responsabilidade social;
Ambiental - Desenvolvimento da prática da organização verde e minimizar emissões para o
aquecimento global. 2

Segundo Matsuura (2005, p.1), “Sustentabilidade é um preceito moral, e também um
conceito científico. Está intimamente ligada com a questão da paz, dos direitos humanos e da
equidade, e incluindo a ecologia e o aquecimento global. Estando conectada às ciências
naturais, econômicas e políticas, é também uma questão cultural”. Conforme Barbieri (2010,
1

Os estudiosos dessa área identificam que o marco inicial da sustentabilidade ocorreu a partir da década de
1970, sendo fundamental a publicação do relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento (CMMAD), editado em 1987, e mais conhecida como Comissão Brundtland (Nosso Futuro
Comum) (BARBIERI, 2010).
2
https://www.google.com.br/search?hl=ptA imagem utilizada encontra-se Disponível em:
BR&amp;site=imghp&amp;tbm=isch&amp;source=hp&amp;biw=1539&amp;bih=736&amp;q=sustentabilidade+simbolo&amp;oq=susten&amp;gs_l=i
mg.1.4.0l10.1673.4596.0.6616.16.7.4.5.2.0.85.333.7.7.0....0...1ac.1.64.img..0.8.185.VUZSgbHghVg#hl=ptBR&amp;tbm=isch&amp;q=3+pilares+da+sustentabilidade&amp;imgdii=Q_9OVIvst9swnM%3A%3BQ_9OVIvst9swnM%3A
%3B4rAAk4A5aF8LRM%3A&amp;imgrc=Q_9OVIvst9swnM%3A Acesso em: 06/04/2016.

�2

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

p. 149), “Na sociedade atual, os valores ligados ao desenvolvimento sustentável e o respeito
às políticas ambientais têm sido institucionalizadas em maior ou menor grau nos diversos
países pela mídia, pelos movimentos sociais e ambientalistas, e governos. Como resposta a
essas pressões institucionais, surgem novos modelos de organizações inovadoras e
sustentáveis”. Para o autor, uma organização sustentável é a que simultaneamente procura ser
eficiente em termos econômicos, mas respeitando a capacidade de suporte do meio ambiente e
promovendo a inclusão social em sintonia com as dimensões da sustentabilidade.
Nessa esfera está incluída a área da educação. Em 2002, durante a Assembleia Geral
das Nações Unidas (ONU), foi instituída a resolução 57/254 que estabeleceu o período de
2005 a 2014 como a “Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS)”, 3
com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância da sustentabilidade e a necessidade
de um envolvimento mais enfático das pessoas e organizações com os propósitos locais e em
nível mundial, considerando ser esse programa uma excelente oportunidade para reforçar as
diferentes áreas de competências e desenvolver a convergência de esforços dos governos,
educadores e de estudantes para integrar o tema nos sistemas educacionais em todos os níveis
formais e não formais. Competências podem ser caracterizadas como a disposição individual
para o autodesenvolvimento que inclui elementos relativos a atitudes cognitivas, afetivas,
voluntárias e motivacionais e que se interconectam. No entanto, as competências também
podem ser desenvolvidas e adquiridas durante ações embasadas em experiências e reflexões
(UNESCO and Sustainable Development, 2005). Nesse sentido, a inserção da questão da
sustentabilidade pode estar inserida em programas curriculares que incluam, por exemplo, o
desenvolvimento de competências em tarefas interdisciplinares, de cooperação em grupos
heterogêneos, programas interculturais, e manuseio de vários tipos de informação e mídias.
Em pesquisa realizada através de trabalhos publicados no período de 2001 a 2010 no
periódico International Journal of Sustainability in Higher Education (IJSHE) para verificar
como a sustentabilidade vinha sendo conduzida na esfera da educação em nível superior, foi
possível conhecer exemplos de como as universidades estavam inserindo esse componente em
seus planejamentos. A partir dos textos recuperados, analisados e categorizados em dez áreas,
constatou-se que a questão das competências e o desenvolvimento profissional estavam
identificados como um dos tópicos importantes a ser inserido nos planos de ação (WALS,
2014). Na área da Ciência da Informação em pesquisa realizada por Zins (2007), verificou-se
também que o tema competência vinha se confirmando como um elemento importante nos
programas de capacitação do profissional de informação e dos usuários para o uso competente
da informação. Os resultados apontaram para a inserção da Competência em Informação
como uma disciplina a ser considerada nos cursos e pesquisas. Na Tabela 1 encontram-se
relacionadas as diferentes denominações identificadas para essa disciplina.
Tabela 1 – Ciência da informação e Competência em Informação (CoInfo)

3

Nome da Categoria

Nome da disciplina

Informação/Sociedade aprendiz

Competência em Informação

Treinamento

Habilidades para o uso da Informação

As quatro (4) vertentes estabelecidas pelo DEDS foram: Promoção da educação básica; Reorientar e revisar os
programas educacionais; Desenvolver a compreensão e conscientização pública; Promover capacitações práticas
(UNESCO and Sustainable Development, 2005).

�3

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Uso da Informação &amp; usários

Competência em Informação e em
Tecnologias

Competência em Informação &amp;
Educação

Competência em Informação

Questões Sociais

Competência em Informação, Aprendizado ao
longo da vida

Dimensões sociais

Informação educacional/Informação científica

Disciplinas Sócio – Culturais

Competência em Informação

Fonte: (ZINS, 2007). Síntese elaborada pelas autoras.

Em conformidade com o alinhamento dessas propostas já em 2002 a Federação
Internacional de Associações de Bibliotecários e Instituições (IFLA) lançava durante a
Assembleia Geral, realizada em Glasgow (Irlanda), a “Declaração sobre Bibliotecas e
Desenvolvimento Sustentável”, contemplando os seguintes princípios: 1 - Todos os seres
humanos tem o direito fundamental a um ambiente adequado para sua saúde e bem estar; 2Reconhece-se a importância de um compromisso com o desenvolvimento sustentável para
satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as capacidades do futuro; 2- Afirmase que os serviços de bibliotecas e informação promovam o desenvolvimento sustentável ao
assegurar a liberdade de acesso à informação. (IFLA. Declaración acerca de las Bibliotecas y
el Desarrollo Sostenible, 2002).
Além disso, dentre os vários outros tópicos identificados na declaração, é indicado
que:
 Os profissionais das bibliotecas e informação reconhecem a importância da educação,
em suas diversas modalidade, para todos. Os serviços de biblioteca e informação
atuam como portais do conhecimento e da cultura. Oferecem acesso a informação, às
ideias e às obras da imaginação em diversos formatos, apoiando o desenvolvimento
pessoal de todos os grupos etários assim como a sua participação ativa na sociedade
nos processo de tomada de decisões.
 Os serviços de bibliotecas e informação prestam um apoio essencial à aprendizagem
ao longo da vida, à tomada independente de decisões e ao desenvolvimento cultural de
todos. Mediante as suas vastas coleções e variedade de suportes informacionais
oferecem orientação e oportunidade de aprendizagem. Os serviços de bibliotecas e
informação ajudam as pessoas a melhorar suas competências educativas e sociais,
condições imprescindíveis à sociedade da informação e para uma participação
sustentável na democracia. As bibliotecas devem fomentar os hábitos de leitura, a
competência em informação e promoverem a educação, o conhecimento público e as
oportunidades de capacitação.
A partir dessas diretrizes emanadas pelos programas da UNESCO e IFLA e de estudos
sobre a questão da sustentabilidade, fica evidenciada a importância quanto à questão do
desenvolvimento de competências compatíveis com um mundo em constante mudança
exigindo das pessoas e das organizações a necessidade da Competência em Informação
(CoInfo), que é uma vertente transversal às outras competências necessárias. Assim, é um

�4

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

fator preponderante que deve estar contemplado no planejamento estratégico de uma
biblioteca, em especial na universitária que é o objeto de análise nesse momento. A CoInfo
compreende uma das áreas em que o processo de ensino e aprendizagem está centrado e
constitui-se num conjunto de ações que promove a interação e internalização de fundamentos
conceituais, atitudinais e de habilidades específicas. Essas ações são essenciais à
compreensão da informação, e de sua abrangência, na busca de fluência e capacidades
necessárias à geração de novos conhecimentos e sua aplicabilidade ao cotidiano das pessoas e
das comunidades ao longo da vida (BELLUZZO, 2004).
Na esfera da biblioteca acadêmica, conforme pesquisa realizada por Uribe Tirado
(2012), apenas 53,5% do universo analisado apresentava algum tipo de programa de
aprendizagem em relação à Competência em Informação. A partir dos dados coletados, o
autor propôs uma classificação das bibliotecas, Tabela 2, por tipo de atividades de formação e
que pode auxiliar na tomada de decisão por parte das bibliotecas em seus planejamentos
estratégicos.
Tabela 2 - Classificação dos níveis de comprometimento em Competência em Informação
(CoInfo) proporcionados pelas bibliotecas universitárias brasileiras
Nível de
comprometimento

Tipo de atividades em CoInfo

COMPROMETIDAS

Programas de CI. Nivel 2 : cursos na biblioteca para desenvolver a CI
: o instrumental + aprendizado ao longo da vida + pensamento crítico; e
cursos/módulos específicos inseridos oficialmente nos currículos de
distintos programas acadêmicos-carreiras para formar de maneira
transversal e disciplinar nessa competência.

EM CRESCIMENTO

Programas de CI. Nivel 1: cursos na biblioteca para desenvolver a CI :
o instrumental + aprendizado ao longo da vida + pensamento crítico.

INICIANDO

Educação de Usuários. Nivel 2 : capacitação em serviços oferecidos
pela biblioteca e alguns cursos bastante instrumentais para a busca da
informação : utilização de catálogos/bases de dados, apesar de se poder
notar um princípio de análise da necessidade de mudança nesta forma
tradicional de educação.

DESCONHECEDORAS

Educação de Usuários. Nivel 1: somente capacitação para o uso de
alguns serviços e do catálogo. Não há indicação da presença de
programas de desenvolvimento de CI.

Fonte: URIBE TIRADO, 2012 (Elaborado pelas autoras).

Dessa forma, a partir desse cenário, o projeto de desenvolvimento do Website
Labirinto do Saber tomou forma com o intuito de propiciar um locus onde informações sobre
a temática em foco e relacionadas à mesma estivessem consolidadas e disponíveis para os
profissionais da informação e outros interessados. Além disso, intenta ser também um canal
de divulgação e compartilhamento de experiências, práticas e de pesquisas realizadas pela
comunidade nacional e internacional.

�5

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

2 Competência em Informação como um recurso didático, pedagógico e
institucional
A UNESCO identifica, juntamente com as organizações voltadas para a área de
informação, que o intercâmbio livre das ideias e do conhecimento ser um dos principais
sustentáculos para um mundo sustentável. A participação e integração social, a liberdade de
expressão e a salvaguarda dos valores democráticos estariam totalmente dependentes do
acesso à informação, que juntamente com a comunicação e o conhecimento são o coração do
progresso da humanidade em nível local, nacional, regional e global. Informação e
tecnologias da comunicação, novas e tradicionais, podem propiciar o nível elevado que se
espera para beneficiar milhares de pessoas em todas as regiões do mundo. Dessa forma,
promover a “Sociedade do Conhecimento” fundamentada em princípios de acesso livre e
universal à informação, a preservação da diversidade cultural e o acesso à educação de
qualidade são concepções básicas dos principais objetivos da “Agenda do Milênio”
(UNESCO and Sustainable Development, 2005). Nesse sentido, os centros multimídia, os
telecentros comunitários, as bibliotecas, os arquivos, os serviços de informação e as redes são
as bases desse desenvolvimento, assim como a existência de profissionais da área de
informação e comunicação devidamente
capacitados, para, juntamente com outros
profissionais, oferecerem a sustentabilidade necessária para os projetos organizacionais
propostos.
Segundo Cunha (2010), as bibliotecas universitárias são organizações complexas com
uma série de procedimentos, produtos e serviços que foram sendo desenvolvidos ao longo do
tempo. Porém, devido ao impacto da tecnologia digital vem perdendo a sua supremacia na
realização desse papel. Nesse novo contexto, conforme o autor, serviços inovadores tem
evoluído dentre eles a provisão de espaços para o aprendizado, criação de metadados, serviços
de referência digital, seleção e escolha de recursos digitais, coleta e digitalização de materiais
de arquivo, manutenção de repositórios digitais, e ensino da competência em informação.
Seguindo esses preceitos de mudanças é fundamental a inserção no planejamento da
biblioteca a promoção de cursos para a formação de usuários, e ter em conta que essa questão
é estratégica e também um valor agregado a esses usuários. Conforme Bernhard (2002), a
Competência em Informação inclui uma série de habilidades necessárias durante os estudos
superiores e que estão agrupadas em dez (10) grupos: 1- Identificação da necessidade da
Informação; 2- Criação e organização da informação; 3- Estratégias de busca de informação;
4- Habilidades em tecnologia de informação; 5- Avaliação e tratamento da informação; 6Utilização e comunicação da informação; 7- Aspectos éticos e sociais; 8- Atitude ativa junto
ao processo de aprendizagem ao longo da vida; 9- Crítica aos meios de comunicação; 10Autoavaliação.
Para o desenvolvimento de um programa de Competência em Informação (CoInfo)
pressupõe-se a existência de profissionais qualificados para propor um projeto apoiado em
bases pedagógicas a fim de contemplar o estudo do contexto, análise de características e
peculiaridades dos usuários, especialmente suas necessidades de informação. Como pode ser
constatado nos resultados de pesquisa realizada por Uribe Tirado (2012), as bibliotecas
universitárias brasileiras ainda apresentam tímidas e fragmentadas ações no que se refere à
promoção da CoInfo, devido talvez à falta de políticas ministeriais e acadêmicas. Dessa
forma, é importante que os profissionais e a comunidade tenham consciência da
responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento de potencialidades cognitivas e da
atitude científica, porém, em articulação com as atividades acadêmicas e com o apoio de

�6

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

abordagens adequadas. A formação em CoInfo é um dos principais desafios das bibliotecas
universitárias frente à possibilidade de acesso aos recursos de informação que os meios
digitais proporcionam e é necessário se conhecer e aplicar os melhores critérios de seleção e
avaliação da informação para recuperar de forma mais pertinente e com maior qualidade.
Dessa forma, conforme as proposições identificadas, os profissionais devem conhecer
o contexto social, em nível nacional e internacional, os processos organizacionais de ensino e
de pesquisa existentes, articulados aos processos de aprendizagem e de avaliação da
qualidade, assim como as formas de melhora contínua devem ser pressupostos para trabalhar
em instituições educativas com programas de ensino alinhadas com as dimensões: social,
econômica e ambiental, as quais compreendem os pilares definidos em programas de
sustentabilidade. Nesse sentido, as bibliotecas universitárias, em especial, conforme
proposição na Figura 2, devem desenvolver ações estratégicas que integrem essas dimensões
e inserindo a Competência em Informação como uma ação transversal a todas outras ações e
como parte integrante da capacitação permanente dos formadores de uma comunidade de
aprendizagem (professores de diferentes disciplinas, bibliotecários, informáticos, entre
outros), e alunos.
Figura 2 - Desenvolvimento de Programas de CoInfo versus Tripé da
Sustentabilidade proposta pela UNESCO

Fonte: Elaborado pelas autoras.
Competências representam potenciais a serem desenvolvidos em contextos de relações
significativas, prefigurando ações a serem realizadas em determinado âmbito de atuação. Elas
fornecem a condição de se exercer a autonomia intelectual, condição essencial para as
exigências das capacidades de: iniciativa, decisão, domínio cultural (geral e técnico), domínio
lógico (saber pensar e resolver) e psicológico (perceber os significados e significações),
permitindo aprender a aprender, assimilando, criticando e aprimorando o conhecimento
especializado. Na esfera da área de informação, a UNESCO (2014) identifica que usar
tecnologias, os vários tipos de mídias e provedores de informação são variáveis que devem

�7

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

ser consideradas para o acesso à informação e conhecimento. Nesse sentido propôs um
conjunto de diferentes tipos de competências delineadas como “Competências em Informação
e Mídias – CIM”, com ênfase na Competência em Informação (CoInfo), e que devem ser
consideradas para subsidiar o desenvolvimento de programas de formação e de reciclagens
contínuas.
Na América Latina informações sobre o estado da arte nessa área podem ser
consultadas no portal organizado por Alejandro Uribe Tirado 4. No Brasil estudos e
experiências são elaboradas desde os anos 2000 registrados em artigos de periódicos,
trabalhos em eventos, entre outras fontes. Um overview quanto às atividades realizadas nesse
período é descrito no livro “Competência em informação: de reflexões às lições aprendidas”
(BELLUZZO; FERES 2013), e que referenciam as várias abordagens do emprego da CoInfo
como elemento estratégico no desenvolvimento das pessoas e organizações, organizados em
três eixos: 1- Trajetórias da Inserção do Tema da Competência em Informação no Brasil como
parte das Linhas de Gestão da FEBAB; 2- Formação e Atuação do Profissional da Informação
e a Transversalidade da Competência em Informação; 3- Aplicações e Lições Aprendidas com
Programas Institucionais no Contexto Brasileiro. Além disso, vários tipos de encontros
também foram realizados nesse período oferecendo espaços diferenciados para que os
profissionais analisassem com maior profundidade o tema, sendo que em alguns deles,
proposições de manifestos e cartas foram apresentadas consolidando-se como indicadores
para subsidiar o desenvolvimento de políticas e práticas de aprendizagem. Entre as
manifestações encontra-se a “Carta de Marília” emitida em setembro de 2014, 5 e que, dentre
os tópicos arrolados, exprime a necessidade do compartilhamento de experimentações e
vivências aplicáveis à realidade brasileira com o propósito de se elaborar diretrizes para a
inserção da CoInfo nos vários níveis educacionais, incluindo nesse processo as unidades e
serviços de informação. Dessa forma, cabe aos gestores de informação e do conhecimento,
incluindo as bibliotecas universitárias, conhecerem as necessidades de informação de sua
comunidade e construírem processos que propiciem o desenvolvimento de competências
apropriadas em distintos ambientes.
Com base nessas proposições, verificou-se a importância de se realizar um Website
especifico que pudesse congregar informações sobre a Competência em Informação,
incluindo grupos de estudo e comunidades de prática de forma prospectiva e interativa. Dessa
forma, foi desenvolvido o projeto de organização do Website Labirinto do Saber tendo como
missão central ser um “Núcleo de Pesquisa e de Aprendizagem em Gestão da Informação,
Gestão do Conhecimento e Competência em Informação”. Formado por um grupo de
profissionais com experiência em pesquisa e ensino no âmbito da articulação entre diferentes
áreas do saber ciência da informação, comunicação, educação e administração, busca alcançar
o desenvolvimento social e a inovação in continuum apoiados em conhecimento e aplicação
de instrumentos e metodologias que auxiliem os profissionais na sociedade para atuarem
como formuladores de políticas públicas, gestores, e empreendedores para enfrentar as
múltiplas realidades e desafios, conforme as dimensões delineadas na Figura 3.
Busca também promover espaços de reflexão e formação em diferentes dimensões e
modalidades estabelecendo vínculos e relações interativas e colaborativas entre pessoas,
organizações, áreas do conhecimento em diferentes contextos, níveis e âmbitos, além de
contribuir para o aprendizado na gestão ética, crítica e efetiva da informação e do
4
5

Disponível em: http://alfiniberoamerica.blogspot.com.br Acesso em: 10 de abril de 2016.
Disponível em: http://www.valentim.pro.br/GICIO/Textos/Carta_de_Marilia_Portugues_Final.pdf Acesso em:
10 de abril de 2016.

�8

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

conhecimento na sociedade contemporânea. Para isso, estabeleceu o espaço “Observatório”
composto de uma comunidade de prática e grupo de pesquisa com a participação de pessoas
que possam compartilhar interesses comuns e troca de competências e vivências entre os seus
participantes, estimulando a aprendizagem e geração de novos conhecimentos. Tendo como
aporte essas ações estratégicas, espera-se contribuir para uma articulação efetiva com os
gestores das bibliotecas universitárias a fim de adotarem a CoInfo como um parâmetro
norteador de sua missão, visão e valores na mediação da informação para a construção de
conhecimento junto à comunidade acadêmica.
Figura 3 - Dimensões do Website Labirinto do Saber

Fonte: www.labirintodosaber.com.br

3 Materiais e métodos
Seguindo a tendência quanto ao uso das tecnologias digitais para estabelecer espaços
com conteúdos especializados e com interatividade, e a partir dos estudos em CoInfo
consolidados em nível internacional e nacional, foi elaborado um plano de ação para a
construção e instalação do website na esfera dessa temática denominado Labirinto do Saber.
O website tem por objetivo proporcionar um ambiente diferenciado com uma estrutura que
permita consolidar informações, estabelecer links com outros sítios e publicações, e criação de
grupos de pesquisa para refletir e articular a CoInfo como um fator essencial para o

�9

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

desenvolvimento de estudos, pesquisas e práticas em ambiente acadêmico. Para uma maior
dinamização foi projetado também um “Observatório” com uma metodologia que proporciona
a criação de uma comunidade de práticas, instrumentalizado a partir do Facebook para
estabelecer uma interatividade com profissionais interessados no tema. As etapas para o
desenvolvimento do projeto estão descritas a seguir:
 Estabelecer plano de ação contemplando a missão, os valores e objetivos que se
pretendia alcançar.
 Efetivar contatos com especialistas em comunicação/marketing e designer de websites.
 Elaborar a arquitetura de informação para o website.
 Contatar empresa especializada para a organização do website.
 Selecionar e organizar os conteúdos e seus links de acordo com a arquitetura da
informação elaborada.
 Estabelecer parâmetros para gestão e manutenção técnica.
 Realizar teste com o modelo piloto e efetivar ajustes.
 Lançar o Website para acesso público.
O Labirinto do Saber está organizado com a seguinte estrutura: Institucional,
Observatório, Aprendizagem, Referencias, Projetos &amp; Publicações, Destaques, Contato. Para
cada tópico, há subtópicos que os interessados poderão navegar e ter acesso aos conteúdos
identificados.

4 Resultados parciais/finais
Como resultado das etapas desenvolvidas, como descrito no item 3, o Website
Labirinto do Saber, Figura 4, foi lançado em 05 de dezembro de 2015. A partir da divulgação
entre os pares e outras comunidades interessadas, foi possível iniciar a construção do grupo de
especialistas interessados e que farão parte da Comunidade de Prática, tópico que integra o
Observatório. Encontra-se em fase de organização o Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em
Competência em Informação (GECi), com o intuito de iniciar estudos de forma sistematizada
conjuntamente com outros pesquisadores na área e poder ser um instrumental de apoio aos
gestores de bibliotecas e unidades de informação, em especial as bibliotecas universitárias, a
fim de que possam ser consideradas como organismos multifacetados com novas propostas
que estão diretamente relacionadas com as competências acumuladas, a inserção e integração
com o meio, além da capacidade inovativa para participar do ambiente social como um todo
(ARRUDA, 2009).
Figura 4 - Website Labirinto do Saber

�10

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Fonte: www.labirintodosaber.com.br

5 Considerações parciais/finais
Tomando-se como marco o início do século XXI, mediante sistematização de
informações e o conhecimento disponibilizado no Website envolvendo estudos e vivências
sobre a Competência em Informação no Brasil, busca-se contribuir para uma melhor
compreensão desse tema, oferecendo-se um novo locus como instrumento referencial sobre a
matéria. Conforme a Missão explicitada no Labirinto do Saber, espera-se inspirar os
profissionais que atuam na gestão das bibliotecas universitárias, pessoas e comunidades em
geral a desenvolverem o seu potencial mediante o acesso e uso inteligente da informação para
a construção de conhecimentos com inovação em diferentes realidades sociais
contemporâneas: o exercício da cidadania, o aprendizado ao longo da vida com qualidade de
vida, responsabilidade social, participação e compartilhamento, autodesenvolvimento, ética e
legalidade, pontos considerados estratégicos e integrantes nas dimensões estabelecidas em
programas de sustentabilidade.

6 Referências
ARRUDA, R. G. Unidades de informação e sustentabilidade: requisitos para organizações do
conhecimento, o caso Embrapa. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,
Nova Série, São Paulo, v.5, n. 1/2, p. 28-41, jan-dez. 2009.
BARBIERI, J. C. et al . Inovação e sustentabilidade: novos modelos e proposições. RAE, São
Paulo, v.50, n. 2, p. 146-154, abr./jun. 2010.
BELLUZZO, R.C.B.; FERES, G. G. F. Competência em informação: de reflexões às lições
aprendidas. São Paulo, SP: FEBAB, 2013. Disponível em: http://goo.gl/hMmJYe Acesso em:
05 abril 2016.

�11

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

BERNHARD, P. La formación en el uso de la información: una ventaja en la Educación
Superior. Anales de documentación, n. 5, 2002.
CUNHA, M. B. Da A biblioteca universitária na encruzilhada. DataGramaZero Revista de
Ciência da Informação, v.11, n.6, p.1-22, dez. 2010.
IFLA. Declaración acerca de las Bibliotecas y el Desarrollo Sostenible, 2002. Disponível
em: http://www.ifla.org/ES/publications/declaraci-n-acerca-de-las-bibliotecas-y-el-desarrollosostenible Acesso em: 30 de março 2016.
MATSUURA, K. Sustainable development, our common task.
Sustainable Development. Paris: UNESCO, 2005 p. 1.

In: UNESCO and

UNESCO and Sustainable Development. Paris: UNESCO, 2005.41p.
UNESCO. Overview of information literacy resources worldwide, 2014. Disponível em:
&lt;http://infolit.org/wp-content/uploads/2014/10/UNESCO-IL-ResourcesEd.2.pdf&gt;. Acesso
em: 10 abr. 2016.
URIBE TIRADO, A. La alfabetización informacional en las bibliotecas universitarias de
Brasil: visualización de los niveles de incorporación desde la información publicada en sus
sitios web. Perspectivas em Ciência da Informação, v.17, n.1, p.134-152, jan./mar. 2012.
WALS, A.E.J. Sustainability in higher education in the contexto of the UN DESD: a review of
learning and institutionalization processes. Journal of Cleaner Production, n.62, p.8-15,
2014.
ZINS, Chaim. Knowledge map of information science. Journal of the American Society for
Information Science, v. 58, n. 4:p. 526-535, 2007.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="31">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49036">
                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49037">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49038">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49039">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49040">
                <text>UFAM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49041">
                <text>2016</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49042">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49043">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49044">
                <text>Manaus (Amazônia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49116">
              <text>A competência em informação (CoInfo) como um recurso didático pedagógico e institucional – o website Labirinto do Saber como fonte de informação, de pesquisas e práticas.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49117">
              <text>Belluzzo, Regina Celia Baptista; Rosetto, Marcia; Feres, Gloria Georges</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49118">
              <text>Manaus (Amazonas)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49119">
              <text>UFAM</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49120">
              <text>2016</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49122">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49123">
              <text>A questão da sustentabilidade parece ser um dos principais movimentos sociais iniciados nesses últimos 60 anos sendo representado em três pilares: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, e salvaguarda do meio ambiente. Nessa esfera está incluída a área da educação e a UNESCO estabeleceu o período de 2005 a 2014 como a “Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS)”, com o objetivo de alertar a  sociedade sobre a importância dessa temática e a necessidade de um envolvimento mais enfático das pessoas e organizações com os propósitos locais e em nível mundial. Nesse contexto se insere a questão do desenvolvimento das competências compatíveis com um mundo em constante  mudança exigindo das pessoas e das organizações a necessidade da Competência em Informação (CoInfo), que é uma vertente transversal às outras competências necessárias. Assim, é um fator preponderante que deve estar contemplado no planejamento estratégico de uma biblioteca, em especial na universitária que é o objeto de análise nesse momento. A partir desse cenário, o projeto de desenvolvimento do Website Labirinto do Saber tomou forma com o intuito de propiciar um locus com informações sobre essa temática para os profissionais da informação e outros interessados. Além disso, intenta ser também um canal de divulgação e compartilhamento de experiências, práticas e de pesquisas realizadas pela comunidade nacional e internacional.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67916">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
