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COMPETÊNCIA SOCIAL DO BIBLIOTECÁRIO: uma reflexão
CORDEIRO, E. C. A.1
DIMÁRIO, C. J. K.2

RESUMO
Nova realidade traz à tona a importância de valorizar o capital intelectual e de
reconhecer a importância do desenvolvimento das competências e habilidades
interpessoais para os profissionais bibliotecários. Além da constante atualização
técnica, é importante o reconhecimento do papel social do profissional como
facilitador da disseminação da informação e da construção do conhecimento que a
nova sociedade globalizada exige.
Palavras-chave:
Bibliotecário-competência
social;
Bibliotecário-habilidades
sociais.

ABSTRACT
The current reality makes extremely important to value the intellectual stuff and to
recognize the importance of developing individual skills of the professional librarians.
Besides the support to a permanen technical update, it is important that the society
recognize the social role of the librarian as fundamental to the spreading of the
information and the building of the knowledge that the new globalized society
demands.
Keywords: Social librarian-competence; Social librarian-abilities.

1 INTRODUÇÃO
Graças ao avanço das novas Tecnologias de Informação e Comunicação
(TICs) aliado ao interesse das diversas indústrias de equipamentos (eletrônica,
informática, telefonia, cabos, satélites, entretenimento e comunicação), hoje recebese todo tipo de informações vindas de qualquer parte do mundo, sem o impedimento

�2

geográfico de antes. Mas será que está se

absorvendo tudo isso? Está se

adquirindo conhecimento?
Sabe-se que o desafio e o interesse pelo conhecimento fazem parte da
evolução do ser humano; conseqüentemente, o desejo de aprender e compreender
suas formas de aquisição vem de muito tempo atrás.
Atualmente,

este

período

é

conhecido

como

a

Sociedade

do

Conhecimento, onde a grande parte da força de trabalho ativa começa a depender
da geração e distribuição de produtos e serviços de informação como meio de
subsistência.
A informação, anteriormente era vista como um subproduto de processos
de trabalho e atividades. Hoje, na sociedade do conhecimento, a informação possui
valor passando a constituir um bem pelo qual se paga um preço, na maioria das
vezes elevada, pois ela é considerada a matéria prima do conhecimento.
Desta forma, faz-se necessário falar da importância do conhecimento para
as organizações que têm como premissa o investimento em seus funcionários
procurando retê-los, motivá-los, comprometê-los e valorizá-los com um único
objetivo – de que adquiram e desenvolvam competências para melhor realizar suas
atividades no dia-a-dia.
Para que isso ocorra, é necessário que as organizações passem a se
preocupar com o seu capital intelectual, ou seja, com a gestão do seu conhecimento
– GC.
A Gestão do conhecimento assume vários significados de acordo com o
contexto em que é aplicado. Ela engloba desde a capacidade de lidar de maneira
criativa com os dados transformando-os em informação e consequentemente em
conhecimento. (ROSETTI, 2007, p.132).
Segundo Teixeira Filho (2000, p.22) “a gestão do conhecimento pode ser
vista como uma coleção de processos que governa a criação, disseminação e
utilização do conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização.”
A gestão do conhecimento envolve principalmente a gestão de pessoas,

�3

afinal são as pessoas quem detém o conhecimento, especialmente aqueles
diretamente envolvidos na produção, coleta, disseminação e uso da informação.
E os bibliotecários e profissionais da informação são os responsáveis, nas
instituições de ensino, dentro das bibliotecas, por capacitar os usuários para que
cheguem até a informação; somente assim, se estará cumprindo a verdadeira
missão da biblioteca.
Faz-se oportuno, neste cenário, citar Cunha (2003, p.1) quando afirma que
“como nossa profissão é uma profissão essencialmente social, uma profissão de
mediação e de contato, de fazer com o outro de fazer pelo outro”, caberá ao
bibliotecário desempenhar, além das funções técnicas, suas funções sociais, a fim
de colaborar para o desenvolvimento social para chegar a uma sociedade mais
justa.
Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho é refletir sobre as novas
atuações e responsabilidades do profissional da informação, com destaque para as
habilidades sociais e competência social.
Para tal, foi realizada uma breve revisão da bibliografia relacionada ao
tema. Este trabalho foi subdividido, sendo que na primeira parte contextualiza e
diferencia a Sociedade da Informação e a Sociedade do Conhecimento; na segunda
parte, apresenta a definição do novo papel do profissional da informação nesta
sociedade do conhecimento. Ao final, pretende-se realizar algumas recomendações
diante das explanações no decorrer do trabalho.

Não se pretende esgotar o

assunto, uma vez que se esta lidando com tema emergente e carente de base
teórica no contexto da biblioteconomia, mas sim explaná-lo neste momento atual.

2 A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
Primeiramente, convém citar as diferenças entre essas duas sociedades,
uma vez que o profissional da informação está diretamente ligado a elas.
De acordo com Dudziak (2000, p.4) “a sociedade da informação é o
resultado deste cenário pós- moderno informático, onde as pessoas se angustiam

�4

diante do impacto da velocidade com que a tecnologia tem disponibilizado a
informação, principalmente através dos meios de comunicação como a TV e a
internet”.
A sociedade do conhecimento difere na medida em que as pessoas são
levadas a desenvolver uma consciência crítica em relação às informações que
chegam à ela, a analisar a importância disso para as suas necessidades assumindo
um papel relevante na busca e uso da informação, a fim de estabelecer vínculos
entre a informação processada, com a finalidade de adquirir conhecimento.
O conhecimento tornou-se, então, o principal ingrediente do que é
produzido, comprado e vendido. Como resultado, a sua gestão tornou-se a tarefa
econômica mais importante dos indivíduos, das empresas e dos países.
Segundo Dudziak (2000, p.5) “a sociedade do conhecimento surge por um
lado, alicerçada na sociedade da Informação, pois sem a informação não há
conhecimento; por outro lado, alicerçada na economia, pela transferência do
conhecimento em mercadoria, em um bem administrável”.
O grande aliado da Sociedade da Informação são as Tecnologias da
Informação – TI, afinal elas eliminam as fronteiras entre as organizações e entre os
países causando fortes impactos na vida dos indivíduos, nos seus ambientes
profissionais, familiares e sociais.
“A TI desempenha um papel de infra-estrutura na GC. É utilizada como
ferramenta de apoio à análise de mercado e suporte à tomada e
decisão. Funciona como instrumento para desenvolver e implantar
tecnologias que apóiem o mapeamento, a extração, a codificação, a
modelagem, a disponibilização, o compartilhamento do conhecimento e
a comunicação empresarial. Favorece a interação entre pessoas e
grupos (gestores, operadores do conhecimento e empregados)”.
(ROSSETI, 2007, p.134).

Porém, o rápido avanço tecnológico tem exigido profissionais cada vez
mais habilitados a trabalhar com essas tecnologias. De acordo com Drucker (1994,
p.165) para a sociedade do conhecimento, as pessoas são fundamentais, pois o
conhecimento está sempre incorporado a uma pessoa, é transportado por uma
pessoa, é aplicado, ensinado e transmitido por uma pessoa. Para ele, a sociedade
do conhecimento coloca a pessoa no centro e isso levanta indagações a respeito de
como preparar as pessoas para atuarem neste novo contexto.

�5

“Os principais grupos sociais da sociedade do conhecimento serão os
‘’trabalhadores do conhecimento” – executivos que sabem como alocar
conhecimento para usos produtivos, assim como os capitalistas sabiam
como alocar capital para isso, profissionais do conhecimento e
empregados do conhecimento. Praticamente todas essas pessoas
estarão empregadas em organizações”. (DRUCKER, 1994, p.xvi).

Dentre estas organizações, destacam-se as instituições de ensino superior
que são as responsáveis pela transferência de informações aos alunos, a fim de que
os mesmos adquiram o conhecimento específico para o exercício de uma
determinada profissão.
Também inserida nestas instituições, especial atenção é dada a biblioteca
universitária, e por sua vez aos bibliotecários, afinal são esses profissionais os
responsáveis pelo gerenciamento da informação nos mais variados suportes. A
biblioteca universitária é a responsável por apoiar as atividades de ensino, pesquisa
e extensão, assumindo e cumprindo a sua verdadeira função social, ou seja, auxiliar
o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva social e digital, pois é a mediadora
no processo de coleta, tratamento e disseminação da informação, contribuindo para
a geração e produção do conhecimento.
“A biblioteca universitária está diretamente ligada ao ensino superior e é
uma instituição fundamental para auxiliar no processo de aprendizagem.
Sua influência está ligada ao auxílio ao ensino, a pesquisa, ao
atendimento a estudantes universitários e a comunidade em geral. Seu
papel e suprir as necessidades de informações técnicas cientificas
e literárias ao ensino, ‘ a pesquisa e a extensão.” (SILVA, 2004. p.135).

Diante deste quadro, passa-se a refletir sobre quem é este profissional
que hoje é demandado pelas instituições.

3 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO.
Os profissionais da informação estão percebendo que a biblioteca
atualmente precisa sair do simples conceito de acervo de livros para acesso da
informação.
Diante desta afirmativa, o profissional da informação sentiu a necessidade
de se atualizar de acordo com as realidades de seu papel social na sociedade da
informação, através da busca de conhecimento amplo dos fatos produzidos no

�6

campo da ciência e tecnologia, da educação e da cultura. Ele pode ser considerado
um agente educacional, pois realiza suas atividades dentro de um contexto
educacional, suprindo as necessidades informacionais da comunidade acadêmica.
Para que isso ocorra de maneira satisfatória é imprescindível que a
instituição fortaleça as habilidades de cada funcionário com atualização, através de
treinamentos contínuos.
“Tradicionalmente, a escola tem sido o lugar onde se aprende, e o
emprego o lugar onde se trabalha. Porém, essa linha irá se tornar cada
vez mais indistinta. A escola será, cada vez mais, o lugar onde adultos
continuam a aprender, mesmo que trabalhem em tempo integral.
Eles voltarão à escola para um seminário de três dias, para um curso
de fim de semana, para um programa intensivo de três semanas ou para
freqüentar cursos duas noites por semana, durante vários anos, até
obterem seu diploma. Mas o emprego também será um lugar onde
os adultos continuarão a aprender”. (DRUCKER, 1994, p.161).

Neste enfoque, considera-se que essas atualizações não precisam
somente estar relacionadas à formação acadêmica, mas ao desenvolvimento de
suas competências e habilidades, até então desconhecidas por eles. Afinal, o que se
espera do profissional da informação não é que ele saiba tudo, mas que esteja
capacitado, habilitado e atualizado para transmitir a informação que possui.
Neste sentido, a educação dos bibliotecários de acordo com SILVA (2002,
p.77) “deverá ser no século XXI, priorizar a condição humana, enfatizar princípios
como o conhecimento pertinente, o aprender a ser, comunicar-se e a compreender
outros indivíduos.” É necessário relembrar que o bibliotecário é em sua essência um
mediador, um comunicador, alguém que coloca em contato a informação com
pessoas, pessoas com a informação.
Novos conhecimentos, habilidades e atitudes são exigidos do profissional
da informação porque diariamente novos desafios surgem. Dentre eles, atividades
que demandam maior envolvimento intelectual como o de melhorar a estratégia
pedagógica para capacitar os usuários a obterem a informação, afinal ensinar não é
só falar, mas se comunicar com credibilidade. É falar algo que se conhece
intelectualmente e vivencialmente e que, pela interação influencie mudanças no
comportamento do indivíduo, possibilitando assim adquirir o conhecimento.
Para haver esta interação faz-se necessário que o bibliotecário, além dos

�7

conhecimentos específicos sobre métodos, técnicas e ferramentas da gestão da
informação, seja capacitado para adquirir competências e habilidades sociais e
pedagógicas.

3.1 Competência e habilidade do profissional do conhecimento
No plano individual, uma definição para a competência, comumente
adotada pelos profissionais de gestão (principalmente os ligados à área de gestão
de pessoas), é a seguinte:
“O conceito de competência é pensado como conjunto de
conhecimentos, habilidades e atitudes (isto é, conjunto de capacidades
humanas) que justificam um alto desempenho, acreditando-se que os
melhores desempenhos estão fundamentados na inteligência e
personalidade das pessoas. Em outras palavras, a competência é
percebida como estoque de recursos, que o indivíduo detém.” (FLEURY,
2001, p.185).

A competência do profissional não é apenas uma questão de inteligência,
toda sua personalidade e ética estão em jogo. De acordo com Lê Boterf (2003,
p.80), ”todo profissional além das características profissionais é necessário que seja
capaz de tomar iniciativas e de fazer propostas, não se limitando apenas a seguir
instruções e procedimentos”.
Para isso é importante o favorecimento da autonomia permitindo assim
uma gestão holística, a descentralização do poder de planejar, decidir e agir
favorecem os profissionais no sentido de adquirirem mais segurança para a
realização de suas atividades.
Perrenoud (2002, p.164) afirma que a competência relaciona-se ao “saber
fazer algo”, que, por sua vez, envolve uma série de habilidades. De acordo com
MIRANDA, (2006, p.108) pode-se entender “competência como o conjunto de
recursos e capacidades colocados em ação nas situações práticas do trabalho:
saber (conhecimentos), saber–fazer (habilidades) e saber–ser/agir (atitudes)”.
“O conceito de competência social coloca em destaque a capacidade de
o indivíduo expressar-se honestamente, defender direitos, atingir
objetivos próprios e de outrem, maximizando as conseqüências
positivas e com perda mínima de reforçadores. Isto não significa,
entretanto, que o comportamento socialmente competente atinja,
sempre e necessariamente, todos os critérios de funcionalidade acima

�8

referidos ou que os atinja em grau máximo.” (DEL PRETTE, 1999, p.47).

É importante destacar o caráter relativista da competência social, uma vez
que sempre haverá um conjunto de normas ou expectativas ligadas às
características pessoais dos interlocutores e às características da situação e da
cultura onde a interação acontece. (DEL PRETTE, 1999, p.48).
Em resumo, existem várias definições a serem abordadas sobre a
competência, porém, como o nosso objetivo é apenas levá-los a tais reflexões de
melhor entendimento do assunto, coloca-se a competência como a capacidade de
agir nas organizações com foco em melhores resultados, ou seja, a utilização das
capacidades individuais de cada pessoa para a realização de suas atividades a fim
de cumprir a missão das organizações.
Pode-se

diferenciar

competência

e

habilidade,

utilizando

a

conceitualização definida por Moretto (2008 apud ZACHARIAS, 2008, p.1),
“Competências é um conjunto de habilidades que se harmonizam e se
caracterizam para uma determinada função/profissão. Já a habilidade
esta relacionada ao saber fazer: ação física ou mental que indica a
capacidade adquirida, como por exemplo, identificar variáveis,
compreender fenômenos, analisar situações-problema, relacionar
informações.”

Autores como Del Prette e Del Prette (1996, p.239) afirmam que “as
habilidades sociais correspondem a um universo mais abrangente das relações
interpessoais e se estendem para além da assertividade, de modo a incluir as
habilidades de comunicação e os desempenhos interpessoais próprios de algumas
atividades profissionais”.
De acordo com De Lucca (2008, p.1) as habilidades sociais poderão ser
consideradas como os comportamentos desejáveis que favoreçam a pessoa a
interagir de maneira que as necessidades sejam satisfeitas e de forma a satisfazer
também as

expectativas dos demais. São exemplos destes comportamentos: a

expressão facial, a postura, o contato visual, gestos, aparência física e não somente
a verbalização.
De acordo com Del Prette, (1999, p.44), os conceitos “habilidades sociais”
e “competência social” são empregados frequentemente como sinônimos na
literatura, porém, algumas enfatizam a funcionalidade do comportamento - sua

�9

adequação ao contexto e as conseqüências obtidas, e outras enfatizam o seu
conteúdo verbal e não verbal.
O diferencial nas instituições, principalmente com os avanços das TICs,
proporcionará novas formas de interação social, novos hábitos comportamentais.
Conforme afirmam Davenport e Prusak (1998, p. 113) “[...] reconhecer tanto o valor
do contato face a face quanto os eletrônicos e propiciar oportunidades para ambos”,
pois são as pessoas que atuam e compõem a força de trabalho e o capital
intelectual das organizações. Por outro lado, são os meios eletrônicos que
possibilitam o acesso às informações fora do alcance, bem como à mobilidade e à
rapidez de comunicação.
Partindo dos conceitos de competência social e habilidades sociais
presentes na literatura, caberá ao bibliotecário o papel de mediar a informação ao
usuário, utilizando para isso as técnicas e procedimentos habituais. Porém, o grande
diferencial nesta mediação estará nas competências comportamentais, que de
acordo com Lê Boterf (2003, p.125) nos chama a atenção para “a capacidade de
escuta, a acolhida, a capacidade de iniciativa, a tenacidade e a autoconfiança”.
Muitos bibliotecários ainda não têm consciência da importância da
competência social por isso, não consideram a interação social, desconhecem que
poderão exercer um importante papel como agentes sociais e disseminadores da
informação.

É necessária uma atuação interativa entre os funcionários com o

objetivo de gerar pensamentos críticos e atitudes conscientes, a fim de ajudar a
construir o conhecimento.
Para que isso ocorra, é necessário que as organizações além de
contratarem funcionários competentes e habilidosos, proporcionem autonomia para
seus funcionários para que os mesmos tenham a liberdade de disseminar seus
conhecimentos.
É importante, porém, que a organização favoreça uma administração que
permita que todos os funcionários pensem e ajam coletivamente, através de
parcerias e do trabalho em equipe, possibilitando atitudes comportamentais mais
flexíveis e dinâmicas, resultando em melhores produtos e serviços aos usuários.

�10

Afinal, como afirma Lê Boterf.

(2003, p.256) ninguém é competente

sozinho.
Através desta administração, o líder estará possibilitando que sua equipe
seja mais produtiva e, principalmente, comprometida com as necessidades da
sociedade. Percebe-se que talvez falte iniciativa ao profissional da informação em
desenvolver e oferecer serviços voltados para as necessidades da sociedade,
valorizando assim a sua atuação no relacionamento com os usuários e da
comunidade que atende.
Porém, é bom lembrar que não somente o líder, mas os liderados
desempenham

papéis

relevantes,

considerados

tão

decisivos

quanto

à

personalidade e o comportamento do próprio líder.
É preciso que os profissionais mudem seu paradigma, mudem suas
atitudes, seu comportamento e seus referenciais. À medida que se rompe com as
velhas maneiras de pensar, que um paradigma muda, abre-se toda uma nova era de
estímulo.

Assim as pessoas buscam desenvolver novos conhecimentos e

compreensão, que resultarão em melhorias em seus desempenhos a serem
oferecidos para a sociedade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Baseado no que foi comentado durante este breve estudo, considera-se
que, nos tempos de hoje, há a necessidade de uma reflexão dos profissionais da
informação quanto ao seu verdadeiro papel na sociedade.
É necessário que eles tenham consciência que não é porque utilizam
atualmente os instrumentos e ferramentas de alta tecnologia para o tratamento e
disseminação da informação, que eles exerçam apenas atividade tecnicista. É
necessário que eles saibam a diferença entre uma atividade e outra; ou seja, as
TICs proporcionam a rapidez à informação, mas são as pessoas e, neste caso, o
profissional bibliotecário, quem as utiliza dentro de seu contexto social,
organizacional e educacional.

�11

Acredita-se que o grande desafio será desenvolver novas habilidades e
competências sociais que poderão ser adquiridas através da educação continuada:
constante atualização através de cursos, treinamentos e workshops direcionados a
esta área específica.
Este processo de contínua atualização tende a favorecer mais
informações que geram o conhecimento, e com isso mais segurança a esses
profissionais permitindo a melhoria nas suas relações interpessoais com a sua
equipe de trabalho e usuários resultando assim, a empatia e a sinergia entre todos.
O verdadeiro processo da transformação social será contribuir para que os
usuários comecem a adquirir pensamentos críticos e atitudes conscientes com
relação ao meio em que estão inseridos no exato momento, uma vez que as ações,
atitudes e as responsabilidades pessoais interferem no coletivo.
É necessário que o profissional bibliotecário tenha uma nova visão de seu
papel, atuando como mediador do conhecimento e facilitador na troca de
informações contribuindo assim, para uma sociedade mais justa.

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Biblioteconomia Ciência da Informação, Florianópolis, n.15, p.1-6, 2003.
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1998. 237p.
DE LUCCA, E. Habilidade social: uma questão de qualidade de vida. Disponível
em:&lt;http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0224.pdf&gt; Acesso em: 09
jun.2008.
DEL PRETTE, A.; DEL PRETTE, A.Z.P. Habilidades sociais: uma área em
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DEL PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. Psicologia das habilidades sociais:
terapia e educação. Rio de Janeiro: Vozes, 1999. 206p.
DRUCKER, P. Sociedade pós-capitalista. 2.ed. São Paulo: Pioneira,1994. 186p.

�12

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novos paradigmas educacionais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11., Florianópolis, 2000. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. CDROM
FLEURY, M.T.L, FLEURY, A. Construindo o conceito de competência. Revista de
Administração Contemporânea, p.183-196, 2001. Edição especial
LE BOTERF, G. Desenvolvendo a competência dos profissionais. 3.ed. Porto
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a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.
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Disponível em: &lt;http://www.acbsc. org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=102&gt; Acesso
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ZACARIAS, V. L.C. Competências e habilidades. Disponível
em:&lt;http://centrorefeducacional.com.br:80/compehab.htm.&gt;. Acesso em: 09 jun.2008

__________________
1

Eliana de Cássia Aquareli Cordeiro, Universidade de São Paulo, Instituto de Química de São Carlos,
Serviço de Biblioteca e Informação “ Prof. Johannes Rüdiger Lechat”, eliana@iqsc.usp.br.
2
Clelia Junko Kinzú Dimário, Universidade de São Paulo, Instituto de Química de São Carlos, Serviço
de Biblioteca e Informação “ Prof. Johannes Rüdiger Lechat”, clelia@iqsc.usp.br.

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Nova realidade traz à tona a importância de valorizar o capital intelectual e de reconhecer a importância do desenvolvimento das competências e habilidades interpessoais para os profissionais bibliotecários. Além da constante atualização técnica, é importante o reconhecimento do papel social do profissional como facilitador da disseminação da informação e da construção do conhecimento que a nova sociedade globalizada exige.</text>
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