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TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO, EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
EM BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
PALETTA, F. C.1
PALETTA, F. A. C.2

RESUMO
O estudo aborda a temática do empreendedorismo e inovação como um novo
modelo de gestão nas bibliotecas das universidades. As novas tecnologias e a
utilização de rede são desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões
rápidas e eficientes são requeridas. Essa dinâmica leva as bibliotecas a
estabelecerem uma nova postura na administração, mediante a adoção de
Tecnologia de Informação (TI), empreendedorismo e inovação centrada no usuário.
A forma inovadora de atuação permite uma melhor utilização dos recursos
disponíveis, favorece um maior entrosamento e promove um atendimento e serviços
de qualidade a serem oferecidos.
Palavras-chave: Tecnologia de informação. Empreendedorismo em biblioteca.
Inovação em biblioteca.

ABSTRACT
This paper is focused on the theme of entrepreneurship and innovation like a new
model of management at libraries and universities. The new technologies and the
use of net are developed in decentralized way and where fast and efficient decisions
are required. This dynamics takes the libraries to establish a new position in the
administration, by means of the adoption of Technology of Information (TI),
entrepreneurship and innovation centered in the user. The innovative form of
performance allows one better use of the available resources, it favors a bigger
intermeshing and it promotes an attendance and services of quality to be offered.
Keywords: Technology of Information. Entrepreneurship in Library. Innovation in
Library.

�2

1 INTRODUÇÃO
O economista Schumpeter (1942) definiu o termo "destruição criativa"
para descrever um dos aspectos da inovação. Esse termo incorpora as implacáveis
influências e melhorias de inovações anteriores para criar novas inovações de maior
valor. A qualidade cumulativa dessa definição indica que a inovação é o resultado
de melhorias contínuas em ambientes relativamente estáveis. Schumpeter também
acreditava que as grandes organizações eram os baluartes da inovação, implicando
que a inovação é um empreendimento previsível e de baixo risco.
No livro “O Dilema da Inovação” Christensen (1947) argumenta que
muitas organizações dedicam-se tanto à melhoria dos produtos e serviços
existentes para os clientes/ usuários de hoje que simplesmente não conseguem ver
a chegada das mudanças radicais até que seja tarde demais.
Atualmente, a Internet aumenta as chances em níveis nunca vistos. Pelo
fato de combinar alcance global com custos de transações cada vez menores e
retornos de escala cada vez maiores, ela torna a revolução dos modelos de gestão
dos recursos de Tecnologia da Informação (TI) muito mais universal.
Embora as inovações de produtos, serviços e processos possam ser
grandes fontes para agregar valor, as inovações radicais são fundamentais e fator
predominante no aumento da valorização pelo usuário.

�3

2 INOVAÇÕES EM SERVIÇOS E O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE VALOR
A incorporação da inteligência nos modos de produção e a conseqüente
conquista de novos serviços abrangentes vêm recebendo destaque e ganhou novas
roupagens nas últimas décadas: inovação e globalização.
Para se tirar vantagens das oportunidades apresentadas pelas novas
tecnologias, são necessárias a criação de instituições e mecanismos que permitam
a atualização e modernização dos modelos de gestão. Um fator importante neste
novo contexto é a inovação e o empreendedorismo.
O conhecimento, que sempre foi um dos principais insumos para a
geração de riqueza e bem estar social, passou a ser reconhecido como tal a partir
da revolução da informação trazida pela Internet. A capacidade de uma nação de
gerar conhecimento e converter conhecimento em riqueza e desenvolvimento social
depende da ação de alguns agentes institucionais geradores e aplicadores de
conhecimento. Os principais agentes que compõem um sistema nacional de

�4

geração e apropriação de conhecimento são organizações, universidades e
governo.
Empreendedores sociais formam modelos de políticas públicas no Brasil.
Em geral, eles partem da identificação de um problema e da busca de soluções
inovadoras, que não reproduza modelos existentes, comprovadamente ineficazes.
Passa-se então à experimentação dessa solução em uma pequena escala. Uma vez
que o modelo foi testado com sucesso, em geral o empreendedor vai buscar sua
expansão, através de sua sistematização e multiplicação. Assim, a solução
inovadora ganha escala e pode vir a se tornar um modelo.
Podemos identificar as várias “gradações” da inovação e enumerar sua
presença na cronologia da longa jornada de evolução da humanidade. O ponto de
inflexão dessa evolução ocorreu com a publicação do livro “Discurso sobre o
Método” do filósofo e matemático francês Descartes (1937) Essa obra marca o início
do método científico, o pensamento metodológico que possibilitou a passagem do
estágio da observação e da lógica para o estágio da experimentação. Nessa
metodologia,

partindo

do

nível

das

idéias

e

observações,

chegamos

à

experimentação que conduz naturalmente ao desenvolvimento tecnológico. No
mundo globalizado a etapa seguinte consiste em levar a tecnologia para o mercado,
mediante o uso de modelos de gestão. Essa cadeia de valores, que fornece a
metodologia para se passar do nível das idéias para os serviços é o que chamamos
de “pipeline” de inovação. Desse ponto de vista, a inovação é o uso de novas idéias
para melhorar os processos ou para diferenciar os produtos ou serviços. Portanto,
não basta ter novas idéias, elas devem se refletir nos serviços da empresa, e na
cadeia de valores que leva do universo das idéias ao dos serviços. Gestão da
inovação é, na realidade, a gestão desses “pipeline” que envolve idéias, modelos de
gestão e processos. É uma área multidisciplinar e multifuncional que abrange
pesquisa e desenvolvimento, planejamento estratégico, produção, operações,
marketing e desenvolvimento organizacional.
Quando nos referimos à inovação na biblioteca universitária, visando
melhorias de processos e diferenciais de serviços, estamos falando sobre a cadeia
de valores que transforma idéias em experimento, que resulta em aplicações
associadas a modelos de atendimento. Através da inovação, as Bibliotecas

�5

evoluem, lançam novos serviços e produtos, conquistam novos usuários e criam
diferenciais estratégicos.
A gestão da inovação é fundamental para desenvolver os serviços da
biblioteca, e o bibliotecário empreendedor é o elo chave nesse processo. Podemos
definir um empreendedor como um gestor da inovação. Ele atua em um amplo
espectro que vai da estratégia da inovação à estratégia dos serviços. O bom
empreendedor não é necessariamente um bom gestor de serviços. A gestão de
serviços está relacionada com a qualificação e treinamento nos processos
administrativos, enquanto a gestão da inovação exige uma associação do gene da
inovação com o dos serviços. É essa conjunção que caracteriza o DNA do
empreendedor. O grande desafio do empreendedorismo está em concentrar a área
de conhecimento na gestão da inovação e não na gestão do serviço. Como gestor
da inovação, o empreendedor é uma figura essencial para a biblioteca devido à sua
visão estratégica da inovação.
Em uma economia baseada no capital intelectual e de relacionamento,
poucas pessoas discutem que a inovação, avanço científico e mudanças
tecnológicas são fatores preponderantes na criação de valor e na determinação de
fatores de desempenho.
A inovação é a principal alavanca no processo de criação de valor.
Entretanto, poucas pessoas entendem o que é inovação, muito menos como ela
afeta a criação de valor. E menos pessoas ainda conseguem enxergar além das
crenças tradicionais sobre inovação – elas pressupõem que se trata apenas do
desenvolvimento de novos produtos ou de um novo processo de fabricação,
alcançando novas interpretações que são essenciais ao alto desempenho. Esses
mal-entendidos destacam a necessidade de se desenvolver um novo vocabulário
para a inovação.

�6

3 EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
O trabalho de Christensen (1997) professor em Harvard, continua de
onde Schumpeter parou. Em seu livro, “O Dilema da Inovação”, CHRISTENSEN
(1997) postula que as grandes organizações ficam tão envolvidas em atender à
base de clientes que já possuem que não conseguem compreender o impacto
revolucionário das novas tecnologias em seus mercados. Assim, as tecnologias
revolucionárias acabam levando ao deslocamento das grandes organizações. Nos
primeiros estágios, o risco é moderado, aumentando radicalmente à medida que a
nova tecnologia obtida se estabelece.
Começando pelo exemplo do ramo de unidades de armazenagem de
informação tal como o disco rígido, Christensen mostra como a maioria das
primeiras organizações que dominaram o setor acabou por ser deslocada pelos
novos concorrentes. Essas organizações desenvolveram unidades de disco
menores, com menos funções, direcionadas a mercados menores não atendidos
pelas grandes organizações. Embora fizessem tudo certo para atender aos clientes
que já possuíam as grandes organizações não conseguiram avaliar a “trajetória”
entre valor e desempenho da tecnologia mais recente. Quando perceberam que a
nova tecnologia evoluíra para atender às necessidades do mercado em geral, já era
tarde demais. O resultado disso foi que os novos concorrentes derrubaram as
grandes organizações dos seus pedestais de domínio do mercado.
Christensen (1997) destaca que se dedicando aos clientes que já
possuíam, as organizações enfatizavam a inovação paulatina para melhorar os
produtos e serviços já oferecidos. Portanto, elas tiravam o foco da tecnologia e
negligenciavam o impacto potencial futuro das novas tecnologias em suas áreas de
atuação. Em outras palavras, elas não conseguiam desenvolver uma abordagem de
diversificação que equilibrasse inovações incrementais e radicais. Como na tragédia
grega, Christensen mostra como essa situação se repetiu em ramos de atividade
diferentes entre si, como computadores, equipamentos de escavação, motocicletas
e siderurgia.
A Internet leva a visão de Christensen a um ser mais abrangente. As
organizações menores, com menos capital físico e novos modelos de serviços,

�7

podem surgir da noite para o dia em qualquer lugar do mundo. Aprimorando seus
serviços centrais e, ao mesmo tempo, estabelecendo parcerias de maneira fluída
para ter acesso a conhecimentos complementares, elas ameaçam reconstituir
dinamicamente as economias de escopo que antes só podiam ser atingidas por
hierarquias maiores.
Existe outro fator na equação da inovação radical: as mudanças radicais
nos novos modelos de serviços são precedidas por um evento precursor ou
disparador. O telégrafo despedaçou os atrasos associados ao transporte físico da
informação. O motor a vapor, o motor de combustão interna e as viagens em
aparelhos mais pesados que o ar fizesse surgir, respectivamente, os ramos
ferroviário, automotivo e de viagens aéreas. A Internet combina forças tais como
alcance global, redução nos custos de transações e maiores retornos de escala,
fazendo surgir novos modelos de serviços.
Além disso, outros catalisadores de revoluções estão no horizonte. O
mapeamento do genoma humano promete redefinir o ramo farmacêutico e de
seguros. A tecnologia de célula a combustível poderá substituir o motor de
combustão interna, afetando o ramo petrolífero.
O empreendedorismo em torno da inovação demanda investimentos e
uma avaliação do conceito de uma hierarquia entre inovação e valor. Inovações
radicais de alto risco, em caso de sucesso, devem obter a maior valorização pelo
mercado. Inovações incrementais previsíveis devem acompanhar valorizações
menores.

Dois elementos são indispensáveis nessa cadeia: aquele que gera a

inovação e o empreendedor que a implementa.
A hierarquia entre inovação e valor apresenta o principal aspecto de uma
decisão sobre inovação, gerando questões como: Que tipo de inovação as
organizações devem assumir – radical ou incremental?

Ter a capacidade para

atingir o sucesso em inovações incrementais não significa necessariamente a
capacidade de dominar inovações radicais. Na verdade, elas estão, freqüentemente,
em extremos opostos. Na época do descobrimento do transistor, os especialistas
em amplificadores a válvula queriam compactá-las a dimensões milimétricas, onde
atualmente cabem milhões destes componentes.

�8

Se uma empresa estiver preparada para gerar apenas inovações
incrementais, ela não conseguirá gerar as inovações radicais necessárias à
reinvenção do seu modelo de serviços. Um dos argumentos centrais é que a
inovação bem-sucedida leva à criação de valor.
Devemos considerar as seguintes definições:
� Inovação Incremental: O refinamento e aprimoramento contínuos de
produtos, serviços ou processos existentes dentro de um ambiente
competitivo, relativamente estável.
� Inovação Radical: A exploração dedicada de tecnologias emergentes para
reinventar radicalmente os ramos de atividade (através de novos modelos de
serviços) ou para deslocar produtos ou serviços de organizações em
mercados atuais.
� Criação de Valor: avaliação entre dois períodos do capital integralizado,
mantendo-se constantes todos os outros fatores.
A hierarquia entre inovação e valor apresenta o principal aspecto da sua
decisão sobre inovação. Que tipo de inovação assumir? – Radical ou Incremental?
Ter a capacidade para atingir o sucesso em inovações incrementais não significa
necessariamente a capacidade de dominar inovações radicais. Na verdade, elas
estão, freqüentemente, em extremos opostos.
A inovação bem-sucedida não cria valor por si mesmo, simplesmente
conduz a ele. Como inovação e valor estão ligados entre si? O que leva uma
empresa a inovar? O economista Romer (2006), argumenta uma elegante resposta
capitalista: “A inovação é gerada pela sedução do poder semelhante ao do
monopólio. Obter uma presença incontestável na sociedade do conhecimento,
mesmo por um breve período, é o bastante para impulsionar a inovação”.
Uma ferramenta de auto-diagnóstico é apresentada para determinar o
estado das iniciativas de inovação de uma organização. Seus filtros proporcionarão
um conjunto de competências principais, de apoio e um conjunto que pode ser
executado de forma mais eficiente que é por parcerias. O grupo de competências

�9

principais é o mais importante – o qual realmente cria valor para a sua empresa - e
cuja defesa merece investimentos sérios. (FIGURA 1).

Figura - 1 - Avaliando a capacidade de inovação.
Fonte: Cambridge Technology Partners

Os esforços para chegar primeiro ao mercado podem ser recompensados
pela aceitação de pioneiros fundamentais, o que pode levar ao aumento dos
retornos de escala e, potencialmente, a margens mais elevadas para subsidiar a
rodada seguinte de inovações. É um ciclo virtuoso que pode reforçar o predomínio
na sociedade do conhecimento. Esse predomínio, por sua vez, leva as grandes
valorizações na sociedade do conhecimento. Se a meta for o predomínio, qual é a
estratégia?
Em toda a era capitalista, os inovadores bem-sucedidos sempre
invocaram variações de uma estratégia em três estágios. Primeiro, eles entram no
jogo logo no início. Em segundo lugar, eles expandem agressivamente a sua rede

�10

de usuários. Finalmente, eles se dedicam a atividades defensáveis e que agregam
valor.
A mudança para uma economia em rede está intensificando esses
princípios estratégicos. A convergência da economia de rede, a redução dos ciclos
de serviços, o aumento dos retornos de escala e as leis da vantagem comparativa
estão remodelando a clássica estratégia de três etapas.
As clássicas curvas normais de maturidade de mercado classificam
distintamente os compradores em pioneiros na adoção, normais e retardatários.
Uma organização pode optar por representar o papel de líder de mercado, seguidor
acelerado ou concorrente atrasado.
Essas convenções funcionam bem em mercados estáveis, com longos
ciclos de serviços. Comprima esses ciclos em 18 meses ou menos, e a coisa muda
de figura. Apague a categoria dos “retardatários”; os líderes de mercado não terão
tempo de cortejá-los. Elimine os concorrentes atrasados; eles perderão cada vez
mais a sua presença na sociedade do conhecimento para os pioneiros.

4 INTERNET COMO CATALIZADORA DE MUDANÇAS
Ter uma presença incontestável na sociedade do conhecimento, ainda
que por um curto período, é o suficiente para impulsionar a inovação. Os esforços
para chegar primeiro à sociedade do conhecimento podem ser recompensados com
a aceitação por parte de pioneiros cruciais na adoção, os quais podem levar a
retornos em escala cada vez mais alta e retornos potencialmente maiores para
subsidiar a próxima rodada da inovação.
A Internet apenas cataliza estes efeitos, reduz os custos de transações e
coordenação, proporcionando às pequenas organizações interligadas em rede as
mesmas vantagens de grandes organizações estruturadas em uma hierarquia
vertical. Em vez de construir ou adquirir todas as competências necessárias para
entrar em novos mercados, elas podem reunir os pontos fortes de competências
coordenadas - mesmo que seja por um breve período. A Internet desencadeia um
poderoso efeito de rede que acelera os fluxos de informação.

�11

Mas ter o que é necessário para atingir o sucesso em inovações
incrementais não significa necessariamente a capacidade de dominar inovações
radicais. Então, o que é necessário? No livro “A Disciplina dos Líderes de Mercado”,
os autores Treacy &amp; Wiersema (1995) propuseram que as organizações se
dedicassem principalmente a uma dentre três dimensões de valor. Organizações
voltadas ao cliente dedicam-se a aproveitar os relacionamentos com clientes e
parceiros de serviços. Esse é o capital de relacionamento. Organizações dedicadas
a produtos ou serviços aproveitam o poder intelectual dos seus funcionários para
criar novas ofertas. Esse é o capital intelectual. E as organizações dedicadas a
operações aproveitam seu patrimônio – o capital estrutural – para superar em
desempenho os seus rivais. Cada uma dessas dimensões possui um conjunto
associado de especialidades, e que as estratégias de inovação radical exigem
especialidades diferentes das especialidades exigidas pelas estratégias de inovação
incremental. Os quadros abaixo apresentam comparativo estratégico entre inovação
incremental e inovação radical.

Estratégias de Inovação Radical Exigem Competências Diferentes...
Componentes da Estratégia
Meta

Exemplos

Pioneiro na
Introdução...

Rede de
Usuários-Alvo

Competência
Base de Capital

Competências
Aproveitáveis

Pioneiros na
Adoção entre as
Grandes
Organizações da
Base de Clientes

Intelectual

Reinventar
o Ramo

Novo Modelo de
Serviços Que
Enxerga a
Tecnologia

Conquista de
clientes
Gestão de
parcerias e
alianças

E commer
MP3

Reinventar
a Categoria

Introduzir a Nova
Tecnologia em
um Mercado
Existente

Pioneiros na
Adoção fora da
“Zona de
Conforto” das
Grandes
Organizaçòes

Conhecimento
em pesquisa
Projeto e
Desenvolvimento
Transferência de
Experiência

Biotecnologia
Corretagem
on-line

Relacionamento
Estrutural

�12
...........das Estratégias de Inovação Incremental
Componentes da Estratégia
Meta

Pioneiro na
Introdução...

Rede de
Usuários-Alvo

Competência
Base de Capital
Intelectual

Refinar
Produtos ou
Serviços

Novas
Melhorias e
Recursos de
Produtos

Base Principal
de Clientes

Relacionamento

Otimizar a
Execução

Economia de
Tempo e/ou
Custos

Parceiros de
Serviços

Estrutural

Competências
Aproveitáveis
Projeto e
desenvolvimento
Gestão de Projetos
Melhores Práticas
Gestão de Marcas
Gestão da Cadeia
de Suprimentos
Cumprimento
Eficiente
Utilização do
Patrimônio

Exemplos

Farmacêuticas
Software

Manufatura
Telecomunicações

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inovação é uma proposta inerentemente arriscada que exige
significativos investimentos adiantados e a conquista de novos usuários e a
aceitação pela sociedade não é garantida. Portanto, não basta simplesmente ser o
primeiro a entrar na sociedade do conhecimento. O status semelhante ao do
monopólio será concedido ao pioneiro que explorar com sucesso as oportunidades
que surgirem. Para isso, é fundamental avançar ao segundo estágio da estratégia
de inovação: o poder da economia de rede, capaz de criar as condições para
comercialização e distribuição dos resultados da inovação.
O apoio às atividades com uma vantagem intelectual também apresenta
duas opções. Primeiramente, elas são linhas de defesa potencial na proteção das
suas

competências

principais.

Em

segundo

lugar, trata-se de áreas de

conhecimento que é possível oferecer aos parceiros de serviços para fortalecer o
seu relacionamento. Finalmente, o apoio as atividades que não geram vantagens
intelectuais representam áreas nas quais é importante manter o ”status quo”.
Compreender os elos existentes entre a inovação e a criação de valor é essencial
para compreender onde a empresa começa e termina na economia de rede. Para

�13

atingir o sucesso nesse ambiente, é preciso olhar com muita atenção para o espelho
corporativo e avaliar, com metodologia, as competências exclusivas que a empresa
possui. Conhecendo-as, pode-se determinar onde será agregado valor na economia
de rede, através do planejamento estratégico do serviço.
Os candidatos a empreendedores com capacidade e domínio dos fatores
essenciais à elaboração de uma estratégia para o sucesso, ou seja, um Plano de
Serviços que lhes permita abrir a “porta” do sucesso constituem a exceção e não a
regra. As suas “start-ups normalmente possuem nenhum ou quase nenhum dos
critérios que se utiliza para identificar empreendimentos de sucesso: vantagens
competitivas sustentáveis, dimensionamento do serviço, planejamento estratégico,
definição de mercados, foco e estratégia de serviço”.
Todavia,

acredita-se

que

é

possível

agregar-lhes

competências,

principalmente em gestão organizacional e na definição de estratégias para
alavancarem do serviço o fortalecimento de sua credibilidade além de capital de
risco para suportar um processo de crescimento sustentável da organização.
No que diz respeito à incorporação de inovações tecnológicas, as
organizações do topo da pirâmide, quando não mantém estruturas próprias de
pesquisa e desenvolvimento, têm amplas possibilidades de contratá-las fora. Reside
aí um dos principais diferenciais competitivos dessas organizações, que é a
dinâmica inovadora. As organizações da base da pirâmide, situadas na fronteira do
conhecimento produtivo, possuem uma dinâmica de inovação muito própria e são
vistas como fundamentais às práticas indutoras de processos de mudanças
organizacionais, capazes de criar mecanismos internos facilitadores da incorporação
de inovações e condições favoráveis à ampliação da capacidade produtiva e
empreendedora.

�14

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__________________
1
2

Francisco Carlos Paletta, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), fpaletta@ipen.br.
Fátima Aparecida Colombo Paletta, Universidade de São Paulo (USP), Divisão de Biblioteca e
Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ), fatima@bcq.usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O estudo aborda a temática do empreendedorismo e inovação como um novo modelo de gestão nas bibliotecas das universidades. As novas tecnologias e a utilização de rede são desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões rápidas e eficientes são requeridas. Essa dinâmica leva as bibliotecas a estabelecerem uma nova postura na administração, mediante a adoção de Tecnologia de Informação (TI), empreendedorismo e inovação centrada no usuário. A forma inovadora de atuação permite uma melhor utilização dos recursos disponíveis, favorece um maior entrosamento e promove um atendimento e serviços de qualidade a serem oferecidos.</text>
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