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INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL E O AMBIENTE DA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
BARBALHO, C. R. S.1
MARQUEZ, S. O. M. 2

RESUMO
Discorre sobre a inteligência organizacional e sua aplicação no ambiente da
biblioteca universitária. Discute os aspectos teóricos que poderão embasar a
implantação desta filosofia de trabalho nas bibliotecas universitárias. Arrola as
definições de inteligência organizacional na expectativa de promover uma ampla
compreensão conceitual especialmente no que envolve seu processo delineado por
um ciclo. Aponta os elementos que compõem tal ciclo da inteligencia organizacional
destacando o fazer de cada uma de suas fases bem como suas implicações.
Destaca os elementos para implantação, funções e objetivos da inteligência no
ambiente da biblioteca universitária. Conclui destacando que esta atividade deve ser
estruturada para o estabelecimento de estratégias de ação da biblioteca
universitária.
Palavras-chave: Inteligência organizacional. Biblioteca Universitária

ABSTRACT
It discourses on organizacional intelligence and its application in the environment of
the university library. It argues the theoretical aspects that will be able to base the
implantation of this philosophy of work in the university libraries. It enrolls the
definitions of organizacional intelligence in the expectation to promote an ample
understanding especially conceptual in what it involves its process delineated for a
cycle. It points the elements that compose such cycle of organizacional intelligence
detaching making of each one of its phases as well as its implications. It detaches the
elements for implantation, functions and objectives of intelligence in the environment
of the university library. It concludes detaching that this activity must be structuralized
for the establishment of strategies of action of the university library.
Keywords: Organizacional intelligence. University library

�2

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A informação é um recurso estratégico para qualquer organização que
tenha a preocupação com o acompanhamento e a avaliação de seu negócio, não
sendo diferente para uma biblioteca inserida em uma instituição de ensino superior,
pois o pressuposto básico é de que ela necessária para a solução dos seus
problemas decisórios. Um sistema adequadamente estruturado de informação deve
estar obrigatoriamente interligado com o ambiente organizacional.
Neste sentido, a inteligência organizacional (IO) tem um papel muito
importante para dimensionar o fazer das bibliotecas universitárias que hoje vivem
dias de incertezas, de competição acirrada e de mudanças freqüentes que
contribuem para que seu ambiente competitivo seja visto como um enigma a ser
desvendado a cada dia. A informação certa, no momento certo e na hora certa pode
tanto evitar perdas inimagináveis para o seu negócio como também proporcionar
ganhos consideráveis, bem como melhorar o seu posicionamento na instituição onde
se insere, deixando-a em uma posição de destaque.
Na realidade, uma nova economia baseada no conhecimento já se
configurou e as bibliotecas universitárias devem anuir que as informações relevantes
e oportunas sobre os concorrentes, fornecedores e clientes são necessárias para a
tomada de decisão estratégica no mercado em que atuam. De fato, elas já sabem
que, apenas, um planejamento estratégico anual, não é mais suficiente para definir
as ações a serem realizadas.
Diante o exposto e, considerando que o processo de inteligência
organizacional se configura como uma realidade para aplicação em qualquer
ambiente e para qualquer tipo de instituição, é que este artigo busca discutir os
aspectos teóricos que poderão embasar a implantação desta filosofia de trabalho
nas bibliotecas universitárias.

�3

2 INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL: compreendendo sua conceituação
Segundo a Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva
(ABRAIC, 2002, p.1), a inteligência organizacional:
É um processo informacional proativo que conduz à melhor tomada
de decisão, seja ela estratégica ou operacional. É um processo
sistemático que visa descobrir as forças que regem os negócios,
reduzir o risco e conduzir o tomador a agir antecipadamente, bom
como proteger o conhecimento gerado.

De fato, tal processo informacional é composto pelas etapas de coleta e
busca ética de dados, informes e informações formais e informais, análise de forma
filtrada e integrada e respectiva disseminação.
Cabe destacar que a inteligência organizacional assume diversas
denominações em função dos diferentes contextos onde foi desenvolvida, entretanto
o princípio de tratar a informação para oferecer subsídios à tomada de decisão é o
mesmo, mudando apenas a nomenclatura.
Santos (2002, p.5) afirma que:
IC é um processo sistemático que transforma bits ocasionais e peças
de dados em conhecimento estratégico. É a informação estratégica
da posição competitiva dos concorrentes, tanto atual quanto de seus
planos futuros específicos, das forças que interagem no mercado, de
produtos específicos e de novas tecnologias. Da mesma forma, são
informações externas do meio ambiente: econômicas, legais,
políticas e demográficas, que tenham um impacto no mercado.

Além desses dados fatuais, citados pela autora, a IO envolve também a
competência organizacional para desenvolver um entendimento das estratégias e
potencial de inteligência de seus concorrentes chave. Um dos fatores chave do
sucesso, neste tipo de processo, é desenvolver um senso de reação competitiva
provável para o desenvolvimento da instituição ou para uma iniciativa própria.
Monitoramento contínuo dos concorrentes, clientes, fornecedores e outras
forças produtivas, devem fazer parte de todo um processo da gestão estratégica das
empresas, pois alerta para a ocorrência de surpresas. Pelo monitoramento do
desenvolvimento empresarial e atividades de inteligência, uma empresa pode tornar
uma ação estratégica apropriada e oportuna.

�4

O Núcleo de Inteligência Competitiva da Universidade de Brasília (1999)
aponta que dentre os principais objetivos da IO estão:
1) Antecipar os movimentos competitivos da concorrência;
2) Aprender sobre novas tecnologias, produtos e processos que afetam sua
atividade;
3) Aprender sobre mudanças políticas, legislativas e regulatórias que podem
afetar seu negócio;
4) Identificar as novas oportunidades de mercado, a partir da análise dos
pontos fortes e fracos da concorrência;
5) Aumentar a qualidade e as possibilidades de aquisições, fusões e alianças
estratégicas; e
6) Aprender com o sucesso e com o fracasso.
Entende-se, portanto, que a IO atua como referencial para a organização,
proporcionando-lhe o conhecimento das oportunidades e ameaças identificadas no
ambiente interno e externo, subsidiando tomadas de decisão, visando à conquista
de vantagem competitiva.
Entretanto, buscar e utilizar a informação são atividades intrínsecas e
componentes importantes da teoria organizacional para tomada de decisão,
inovação, determinação do fazer organizacional e a criação do conhecimento. As
organizações desenvolvem sua própria cultura para procurar e empregar a
informação, estabelecendo valores e normas quando as busca se fazem
necessárias. Para pautar tais questões, o trabalho de inteligência se apóia em um
procedimento capaz de operacionalizá-lo e, neste sentido, a literatura apresenta um
ciclo que se configura conforme a figura 1:

�5

Identificação
das
Necessidades

Coleta das
Informações

Avaliação

Análise
das
Informações

Disseminação

Figura 1 –
Ciclo
da

inteligência organizacional

Observando a figura 1, pode-se inferir que se trata de uma sucessão de
fases que complementam o processo iniciando-se pela identificação da necessidade
de informação e seu planejamento, seguido da coleta sistematizada, da análise,
disseminação e avaliação do produto oferecido ao cliente. Deste modo, em se
tratando de discorrer sobre os trabalhos de cada etapa, cabe esclarecer que,
individualmente, elas envolvem (NIC/UNB, 1999):
Planejamento e Identificação de Necessidade de Informação
Planejamento – deve atender os seguintes requisitos básicos:
•

Estar focado nas reais necessidades de informação estratégica;

•

Adequar as fontes de informação às necessidades identificadas e à
realidade dos usuários; e

•

Adequar-se

à

disponibilidade

de

recursos

(humanos,

técnicos

financeiros) da organização para fazer frente à solução da questão.

e

�6

Nesta etapa pode-se ressaltar que uma forma de estruturar o processo
planejamento é a montagem do projeto de IO, usando os roteiros básicos de
elaboração de projetos que envolvem a exposição do problema, dos objetivos, dos
resultados esperados e demais outros itens.
Necessidades de informação – a identificação das necessidades dos
usuários facilita o conhecimento do mercado de atuação, tendo como foco o
entendimento real de como a informação será utilizada e qual será o seu impacto no
desenvolvimento do indivíduo e da organização. Este levantamento pode ser
realizado de várias formas, com o emprego das seguintes técnicas:
•

Entrevistas, principalmente junto aos gestores universitários;

•

Pesquisa de opinião junto ao cliente, geralmente usando técnicas
estruturadas, como as baseadas nos processos-chave de decisão;

•

Método dos Fatores Críticos de Sucesso (FCS) implicam na identificação
das atividades decisivas para a sobrevivência e o crescimento da
biblioteca universitária. Sua aplicação permite que elas focalizem
estrategicamente suas ações e monitorem, de forma sistemática, as
tendências e os sinais de mudança do ambiente em que atuam.
Diante da identificação das necessidades de informação desenvolve-se,

segundo o NIC/UNB (1990), o mapeamento das necessidades estratégicas e a
identificação das fontes de informação adequadas para responder às necessidades
expostas.
Com a estruturação desta fase são definidas as bases do sistema a ser
implantado na organização.
Coleta das informações
Esta etapa inclui:
•

Identificação e seleção de fontes de informação: considerando que as
informações têm origem diversificads somando-se a essa complexidade, a
diversidade dos meios de suporte e os altos níveis de ruídos hoje
existentes e amplamente utilizados pelas organizações.

�7

•

Coleta de dados: para se obter a informação a ser analisada para produzir
inteligência, deve ser constituído inicialmente um plano sistemático para
aquisição da informação com identificação de sua fonte. Nesta fase utilizase coleta de fontes de informação publicada e não publicada, internas e
externas à organização.

•

Triagem dos dados: é a seleção feita a partir do material documental
disponível considerando os aspectos de: relevância para com o tema;
inovação; e nível de atualização.

•

Tratamento dos dados – para manter uma atividade de inteligência é
necessário que se assegure uma série de procedimentos que devem estar
sempre em revisão, dada a constante mutação e flexibilidade de qualquer
mercado, seja de informação, de bens e ou serviços. Esta fase envolve as
seguintes etapas:
§ Processamento de dados;
§ Registro das informações requeridas através dos levantamentos
realizados;
§ Apreciação do conteúdo;
§ Elaboração de sínteses (resumos);
§ Condensação das informações relevantes; e
§ Indexação.
Outros elementos também devem ser definidos com critérios que

quantifiquem o processo de análise da informação, onde os mais utilizados são: (i)
credibilidade da fonte, se é digna de confiança, com risco, pouco segura ou suspeita;
e (ii) relevância da informação, se importante, interessante, útil ou inútil.
O armazenamento de dados também compõe esta fase que se caracteriza
pela conclusão do processamento e classificação das informações. Para tanto, é
necessário que se tenha um sistema com suporte de armazenamento e recuperação
adequado para a disponibilização destas no momento que se demande, sendo que
um dos mecanismos eficazes para este caso é o uso de programas ou softwares de
gestão da informação.

�8

Análise da Informação
Esta fase requer grande participação de pessoas, pois muito se imagina
que IO limita-se apenas a coletar dados, no entanto, o trabalho humano de análise é
o que transforma a informação em inteligência. A análise é o processo de apreciação
de informações. Os bons analistas são aqueles que sabem refletir linearmente e em
padrões. Para atuarem com sucesso, devem ter vasto embasamento geral e ser,
acima de tudo, curiosos nos mínimos detalhes.
Existem várias metodologias de análises disponíveis, tanto quantitativa
quanto qualitativa. Entretanto, a literatura sugere que a maneira para selecionar o
conjunto de técnicas mais adequadas a cada situação está diretamente relacionada
às expectativas e demandas da própria instituição.
Neste sentido as metodologias envolvem:
•

Identificação das técnicas disponíveis, passíveis de serem utilizadas
considerando os aspectos de conhecimento, tempo e recursos e seu interrelacionamento;

•

Definição do foco e do escopo da ambiência competitiva relacionada com
a situação em estudo; e

•

Identificação das resistências de tempo e recurso que possam
comprometer o desenvolvimento da análise.
Na escolha do método de análise a ser utilizado deve-se atentar ainda

para os seguintes aspectos:
•

Recursos necessários;

•

Informações resultantes – produtos gerados; e

•

Nível de atualização.
Portanto, a etapa de análise é considerada pelo NIC/UNB (1999) como a

essência do ciclo de IO e, com aplicação de metodologias adequadas a cada
situação, é possível:

�9

•

Produzir inteligência concisa, compreensível e profunda de modo a
estimular a ação dos decisores;

•

Identificar os relacionamentos-chave entre a organização e o ambiente
competitivo onde está inserida;

•

Fornecer uma perspectiva dos observadores externos;

•

Sintetizar as informações relevantes; e

•

Orientar a coleta de informações (reto alimentação), tornando esta etapa
mais eficaz.

Disseminação
Esta etapa envolve a utilização estratégica da informação, elemento
fundamental para que sejam utilizadas técnicas e produtos de comunicação
adequados a cada tipo de usuário para divulgação dos resultados de inteligência,
considerando além dos aspectos de formato e linguagem, o componente tempo, isto
é, a periodicidade de elaboração e disseminação da informação.
Neste ponto é relevante considerar os seguintes aspectos:
•

Usuário-alvo;

•

Adequabilidade da linguagem (como deve chegar à mensagem);

•

Nível de conteúdo que deve ser incorporado ao produto;

•

Relação direta com o usuário a que se destina;

•

Freqüência de disponibilidade;

•

Avaliação de impacto das informações;

•

Relevância da informação transmitida;

•

Credibilidade; e

•

Essencialidade (se atende às necessidades do usuário).
Deste modo, a disseminação é a estratégia de ação pró-ativa, para

incorporar adeptos e colaboradores da atividade de inteligência. É o momento em

�10

que ocorre o retorno à rede de colaboradores das etapas de coleta e análise das
informações.
É recomendado o uso de eventos de divulgação tais como: colóquios,
seminários, conferências e palestras internas e externas, cursos de formação de
colaboradores e de multiplicadores na estratégia de divulgar face-a-face os produtos
de IO, servindo ainda como indutor do processo de constituição de redes de
inteligência, que vem a ser um sistema que integra e articula pontos ou nós e estão
baseados na interconectividade, interatividade e relacionamento destacando-se
principalmente, os seguintes fatores:
•

Provedores de informação ou antenas de captação;

•

Analistas e colaboradores que desenvolvem as atividades de análise; e

•

Os usuários, em seus mais diversos níveis e hierarquias do processo de
tomada de decisão.

Avaliação
Nesta etapa é realizado o acompanhamento e avaliação das atividades de
inteligência, sendo de suma importância para o monitoramento do processo. Na
avaliação deve ser mensurado o sucesso ou o fracasso das atividades, destacando
que todo o processo deverá ser integrado por uma ferramenta de auto-avaliação,
dentro do esforço de reavaliar o desempenho e incorporar ganhos de qualidade e
melhoria de procedimentos. Três pontos devem ser considerados:
•

Conjunto de indicadores que afiram os aspectos financeiros e não
financeiros dos resultados conseguidos a partir da ação da atividade de
inteligência. Esses indicadores irão medir a eficiência do processo de
gestão dos recursos disponíveis, tais como: produtividade, redução de
custos, investimentos em inovação e qualidade;

•

Clareza desse processo de aferição, adequação aos indicadores e
entendimento pelos atores envolvidos; e

•

Coleta, análise e difusão desses indicadores junto aos atores participantes
da atividade de inteligência.

�11

As avaliações são fundamentais para que os gestores das bibliotecas
universitárias monitorem continuamente a atividade de inteligência e incorporem,
permanentemente, melhorias do processo.
A partir do emprego sistemático do ciclo de inteligência, com apoio das
ferramentas elencadas, é possível constituir uma argúcia capaz de viabilizar uma
decisão melhor pautada e com maior conhecimento do cenário onde ela se inserirá.

3 ELEMENTOS PARA IMPLANTAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL
NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Do ponto de vista defensivo, os informes obtidos e as informações
produzidas devem propiciar à biblioteca universitária, que se serve do processo de
IO, respostas rápidas em relação a movimentos praticados no ambiente onde atua.
As bibliotecas, de um modo geral, principalmente as de maior porte, são
depositárias de grande quantidade de informações, as quais nem sempre alimentam
seu processo decisório. No entanto, é comum que as informações se encontrem
dispersas pelas diversas áreas que a compõem. Juntá-las, analisá-las e dar-lhes
uma interpretação que contenha um caráter corporativo constitui-se no grande
desafio da criação de uma atividade de inteligência.
Ademais, no contexto atual de hiperinformação, uma atividade de
inteligência é um desafio, pois ela dará suporte às organizações que necessitam
detectar o que é efetivamente relevante. São essas as informações que importam no
processo decisório. Cabe a atividade, proteger as informações e os conhecimentos
gerados internamente para favorecer os clientes. Essa atividade pode fazer a
diferença em um ambiente altamente competitivo e o das instituições de ensino
superior é composto por uma série de variáveis que podem ser observadas na figura
2:

�12

Figura 2 – Características do ambiente das instituições de ensino superior
FONTE: ANDRADE; TACHIZAWA (2002)

Observando a figura 2 é possível destacar que a atividade de inteligência
organizacional na biblioteca universitária não pode ocorrer isolada do restante da
instituição. De fato, ela deve ser capaz de coletar, buscar e sistematizar informes de
modo que possa produzir informações que se tornem referências tangíveis ao
processo decisório. No entanto, para que o processo cumpra sua finalidade é
necessário que as informações sejam disseminadas, de forma a produzir o impacto
desejado para a organização no processo de tomada de decisões que levem à ação.

4 FUNÇÕES DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL NA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
As atividades de inteligência organizacional na biblioteca universitária têm
o papel de:
•

Determinar o que o gestor da biblioteca universitária necessita e mais
concretamente, o que ele valoriza;

�13

•

Monitorar o ambiente que cerca a universidade e, em especial, o da
biblioteca universitária;

•

Monitorar e prospectar ambientes de ação para a biblioteca universitária;

•

Analisar os fatores que podem ser considerados concorrentes aos serviços
e produtos oferecidos pela biblioteca universitária;

•

Identificar fornecedores e distribuidores;

•

Determinar o que os usuários desejam;

•

Identificar onde os conhecimentos ou a tecnologia podem ser obtidos para
satisfazer as necessidades e os desejos dos usuários.
Assim expostas, a função da atividade de inteligência aplicada a gestão da

biblioteca universitária configura os objetivos que tal ação poderá assumir no novo
cenário a ser constituído com a aplicação do que foi anteriormente exposto.

5 OBJETIVOS DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL NA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A atividade tem como objetivo apoiar as decisões dos níveis estratégicos e
táticos de uma biblioteca universitária. Segundo Gomes e Braga (2001) o nível
estratégico é aquele que pode, com um produto de um sistema de IO, mudar
potencialmente a natureza do negócio, a médio e longo prazo, e se concentra em
análises de novos produtos, novos mercados, etc. Os mesmos autores comentam
que dimensão tática se referem ao nível de execução na biblioteca universitária que
geralmente está associada a uma área funcional específica da organização, por
exemplo, o atendimento. Esse nível de decisão precisa de informação de curto
prazo, de modo focar a melhoria de um determinado processo.

�14

6 CONCLUSÕES
À medida que se vivencia ao século XXI, observa-se que a sociedade do
conhecimento, baseada no capital humano, afeta todos os aspectos da vida
humana. Antigas verdades e crenças não vão ser mais aplicáveis em um mundo da
ciência

de

computação,

automação,

tecnologias,

produtos

inteligentes,

trabalhadores do conhecimento e comunicação instantânea. Se isto se torna
verdade,

então,

provavelmente,

gestão

do

conhecimento

e

inteligência

organizacional tornar-se-ão parte integrante de qualquer negócio.
Por agora, um crescente número de iniciativas de sucesso surgiu.
Algumas enfatizaram estratégias e aspectos culturais, outras a tecnologia de apoio,
enquanto poucas tentaram combinar as duas facetas em uma abordagem mais
sistemática. Do ponto de vista da implantação, muitas começaram com projetospiloto ou iniciativas confinadas e apenas algumas outras buscaram implementar
soluções completas para toda a empresa.

O real poder da IO está apenas

começando a ser descoberto, muito mais está para ser visto nos próximos anos.
O monitoramento contínuo do ambiente externo (concorrentes, clientes,
fornecedores, novas tecnologias, novos produtos, etc.) deve tornar-se parte do
processo de gestão estratégica das bibliotecas universitária. É dessa forma que elas
conseguirão manter um aprimoramento contínuo que permitirá que se mantenham
competitivas em um ambiente que exige respostas cada vez mais rápidas às
constantes mudanças ambientais.
A utilização da inteligência organizacional é uma das respostas que pode
ser ofertada pelas bibliotecas universitárias como forma de transformação da
informação obtida com o monitoramento externo em tomada de decisão.
A atividade de inteligência nas bibliotecas universitárias não pode ser
considerada algo novo, mas o que ocorre no momento é a percepção de que essa
atividade precisa estar bem estruturada, caso ela pretenda se tornar mais eficaz e
com um melhor posicionamento no ambiente universitário.

�15

Diante dessa percepção e da importância que o papel da inteligência
organizacional tem assumido no ambiente das bibliotecas, buscou-se sistematizar
como tal atividade pode ser implantada neste contexto.
A primeira conclusão obtida da análise teórica é a inexistência de um
modelo que possa ser prontamente adotado.
De maneira geral, pode-se dizer que, do ponto de vista do funcionamento
da atividade de inteligência, é necessário um trabalho profundo de avaliação para se
definir a forma que deverá tomar a equipe e o sistema de IO. Tamanho da biblioteca,
localização geográfica, estrutura organizacional, atividades exercidas, poder de
decisão e tecnologia disponíveis têm que ser considerados na escolha.
Por outro lado, do ponto de vista estratégico, existe quase que uma
unanimidade em relação às opiniões no que diz respeito aos pré-requisitos
necessários para se começar e direcionar um trabalho de IO.
A inteligência organizacional não é um pacote que possa ser comprado
em uma empresa de consultoria. A inexistência desse modelo, no entanto, pode
contribuir para que a biblioteca universitária, ao ter que avaliar sua situação para
optar por um ou outro procedimento, promova uma revisão de seus processos e o
desenvolvimento da cultura de compartilhamento necessária para que possa
alcançar seus objetivos.

REFERÊNCIAS
ABRAIC. Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva. Código de
ética. Disponível em: http://www.abraic.org.br/notícias_antigas Acesso em: 07 out.
2002.
ANDRADE, Rui Otavio Bernardes; TACHIZAWA, Takeshy. Gestão de instituições
de ensino. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002.
GOMES, Elisabeth; BRAGA, Fabiane. Inteligência competitiva: como transformar
informação em um negócio lucrativo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
NIC/UnB. Inteligência Competitiva: estratégias para pequenas empresas. Brasília:
UnB, 1999.

�16

SANTOS, Nery. Inteligência competitiva. Programa de pós-graduação em
Engenharia de Produção. Santa Catarina: Universidade Federal de Santa Catarina –
UFSC. Núcleo de Inteligência Competitiva, 2002.

__________________
1
2

Célia Regina Simonetti Barbalho, Dra., Universidade Federal do
simonetti@ufam.edu.br.
Suely Oliveira Moares Marquez, MSc., Universidade Federal do
suelymoraes@ufam.edu.br.

Amazonas

(UFAM),

Amazonas

(UFAM),

�</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Inteligência organizacional e o ambiente da biblioteca universitária. (Pôster)</text>
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              <text>Discorre sobre a inteligência organizacional e sua aplicação no ambiente da biblioteca universitária. Discute os aspectos teóricos que poderão embasar a implantação desta filosofia de trabalho nas bibliotecas universitárias. Arrola as definições de inteligência organizacional na expectativa de promover uma ampla compreensão conceitual especialmente no que envolve seu processo delineado por um ciclo. Aponta os elementos que compõem tal ciclo da inteligencia organizacional destacando o fazer de cada uma de suas fases bem como suas implicações. Destaca os elementos para implantação, funções e objetivos da inteligência no ambiente da biblioteca universitária. Conclui destacando que esta atividade deve ser estruturada para o estabelecimento de estratégias de ação da biblioteca universitária.</text>
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