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HEMEROTECA DIGITAL TEMÁTICA:
socialização da informação em cinema
MEDEIROS, R.1
MELO, E. S. F.2
NASCIMENTO, M. S.3

RESUMO
Apresenta a criação de uma Hemeroteca Digital sobre cinema. Um corpora
documental constituído de 180 artigos de jornais impressos, cujo acervo pertence à
Seção de Coleções Especiais, da Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tornou-se objeto desse estudo. Essa
documentação retrata a história do cinema em âmbito nacional e internacional,
referente ao período de 1959 a 1990. Durante esse processo investigativo, tornou-se
possível identificar a falta de tratamento técnico desse material informacional. Com
isso, o seu objetivo principal foi tratar documentariamente esse artigos para
elaboração e recuperação de informações, tanto do material impresso quanto o de
conteúdo digital, com vistas a sua visibilidade e disponibilização na internet. A
pesquisa foi desenvolvida no período de agosto de 2007 a junho de 2008. Sua
metodologia foi constituída dos seguintes processos: seleção, representações
descritiva e temática, digitalização, tratamento de imagens e inserção dos dados no
sistema automatizado ALEPH. Com isso os principais resultados obtidos foram:
tratamento dessa coleção, visibilidade, acesso e possibilidade de recuperação,
preservação através da sua disponibilização em formato digital, permitindo assim
uma grande circulação desse material, independente do lócus geográfico onde se
localiza a demanda de informação nesse campo do saber. Ademais, o seu principal
resultado foi a própria criação de uma fonte de informação digital. Portanto, esse
estudo contribuiu, fundamentalmente, para a organização de informação e pesquisa
em cinema, por meio desses resultados estruturantes que permitiram a difusão e
recuperação dessa documentação em dois formatos: impresso e o digital.
Palavras-chave: Hemeroteca digital. Cinema. Comunicação.

�2

ABSTRACT
This work deals with the creation of a newspaper library on cinema. It has 180 printed
newspaper articles that belong to Special Collections of the Zila Mamede Central
Library at the Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). This
documentation retreats the national and international story of cinema related to the
period between 1959 to 1990. During this investigative process it was possible to
identify the lack of technical treatment towards this kind of informational material.
Thus, this work aims to treat this collection, either printed or digital, so information
retrieval and its visibility through the Internet is possible.The research was developed
from August of 2007 to July 2008. The methodology was selection: descriptive and
thematic representation, digitalization, image treatment as well as data input in the
ALEPH library software. The main results obtained were: collection treatment,
visibility, access and information retrieval possibility. The collection also permits
preservation once it is in digital format and is an information font, making its
circulation wider (digital and printed) independently of the geographical place of the
information demand in the area. Thus, this study fundamentally contributes for the
organization information related to the cinema subject.
Keywords: Newspaper Digital Library. Cinema. Information Socialization

1 INTRODUÇÃO
Durante a Segunda Guerra Mundial a produção cientifica e técnica se deu
de forma exponencial, cujo resultado acarretou no acúmulo de informação. Com o
pós-guerra, identificou-se o grande registro dessas informações, até então, mantido
em sigilo. E, ainda, a necessidade de que toda essa gama informacional seja
disponibilizada para a sociedade, independente do lócus geográfico. Assim, diante
do fenômeno da explosão informacional têm-se questionado, a partir desse período,
o modo de organização, disponibilização e recuperação dessas informações.
A partir disso, se inicia uma preocupação com as técnicas de
processamento, armazenamento e recuperação da informação. Nesse sentido,
surgiu uma proposta fundamental que viabilizasse o processo de tratamento e
recuperação da informação dessa natureza, como exemplo, o Memory Extension
(Memex) de Vannevar Bush. Este, por conseguinte, apontou para a utilização do
aparato tecnológico para a documentação e a sua recuperação. (OLIVEIRA, 2005).
Então, com a evolução da sociedade e as suas conseqüências surge, no
âmbito da documentação, a necessidade premente de novos conhecimentos que
incorporassem a informação como objeto de discussão e, notadamente, de ordem

�3

teórico-conceitual. Nesse sentido, surge a Ciência da Informação como uma
disciplina científica que privilegia sobremaneira a geração, difusão e recuperação da
informação e, ainda, por meio do uso das tecnologias de informação.
Na incursão pela literatura, tornou-se evidente uma vasta terminologia que
tende caracterizar a sociedade atual, ou seja, Sociedade da Informação, Sociedade
do Conhecimento, Sociedade Tecnotrônica, Era Informacional ou, ainda, Era Digital.
Nesse contexto, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) têm
contribuído fundamentalmente para o tratamento, armazenamento, preservação,
visibilidade e recuperação da informação, bem como a democratização do acesso e
uso da Informação (TAKAHASHI, 2000).
Diante disso, as bibliotecas universitárias emergem nesse contexto como
um espaço privilegiado de produção, transferência e recuperação da informação,
sobretudo, a técnico-científica. Com isso, assumem um papel de grande importância,
ou seja, criar novos produtos e serviços de informação evidenciando o uso das TICs
para promover o acesso aos seus acervos em tempo real.
Desde logo, a Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN), Zila Mamede, ao perceber os avanços dessa sociedade, tem
buscado de forma incessante, modos alternativos de gerar conteúdos digitais.
O acervo da Seção de Coleções Especiais, que é diretamente relacionada
à Divisão de Apoio ao Usuário (DAU), se constitui de materiais informacionais
especiais. Então, ao se identificar à importância de uma parte desse acervo – artigos
de periódicos sobre cinema – percebeu-se a necessidade de dar um tratamento
técnico que desse visibilidade a essa importante massa documental, haja vista que a
mesma se encontrava apenas armazenada e sem grande visibilidade e acesso.
Entretanto, trata-se de um acervo que contém um caráter também memoriográfico.
Por

isso,

buscou-se

um

tratamento

documental

que

possibilitasse

seu

armazenamento, conservação, preservação, difusão, acesso e uso.
Torna-se oportuno destacar, que o acervo dessa Seção é formado por
periódicos, coleção de autores norte-riograndense, coleção da UFRN, coleção Zila
Mamede, coleção acadêmica, eventos, folhetos, obras raras, multimeios e coleção

�4

cinema. Esse último é objeto desta investigação por se tratar de um acervo
especializado e relevante. Este, por conseguinte, é formado de livros, periódicos,
dentre outros. No que concerne aos periódicos sobre a temática cinema, esses
datam de 1919 a 2002, enquanto que os recortes de jornais são de 1959 a 1990.
Com isso, o propósito deste trabalho foi investigar sobre a possibilidade de
criar uma hemeroteca digital temática, cujo objetivo foi tratar parte dessa
documentação - artigos de jornais e revistas - na área de cinema, com vistas a sua
disponibilização e a sua recuperação na Internet.
Para

tanto,

tornaram-se

imprescindíveis

os

questionamentos

que

nortearam o desenvolvimento deste estudo, ou seja: Em que medida tornar-se-ia
possível o tratamento dessa documentação especializada? Como seria possível a
geração de um produto de informação digital que contribuísse para o processo de
ensino-aprendizagem e de difusão na Internet?
Considerando que este trabalho tratou de um projeto piloto, o corpora
documental, atualmente trabalhado, se constitui apenas de artigos de jornais e
revistas, tanto de caráter local quanto nacional. Dentre esses se destacaram: Folha
de São Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, A República, Correio do
Povo, O Poti, O Diário de Pernambuco, Diário de Natal e Tribuna do Norte, O Globo,
Correio Braziliense, Isto é, Gazeta de notícias e Veja. Os recortes de jornais dos
referidos periódicos datam de diversos momentos do século XX, respectivamente,
anos de 1959 a 1990 e, ainda, meados do século XXI.
Deste modo, foi necessário o uso de alguns procedimentos de ordem
teórico-metodológica que possibilitassem a elaboração de uma ferramenta que
privilegiasse o acesso a essa coleção. Isto posto, pela fundamental importância da
coleção, bem como pela criação de conteúdos digitais a partir desses textos
jornalísticos.
Então, no intuito de desenvolver essa ferramenta de pesquisa, ou seja,
Hemeroteca Digital sobre Cinema, foram adotados os seguintes procedimentos
metodológicos: seleção, catalogação no sistema Automated Library Expandable
Program (ALEPH 500), uso de linguagem documentária, digitalização dos artigos,
tratamento da imagem e disponibilização em rede. Esses procedimentos se

�5

adequaram à natureza desse tipo de material, ou seja, o texto jornalístico.
Portanto,

presumiu-se

que

o

tratamento

dessa

documentação

possibilitasse a disponibilização dos artigos de jornais e revistas na rede mundial de
computadores,

favorecendo

o

acesso

democrático

e

a

socialização

da

informação/conhecimento, em especial, na área de cinema.
Então, no sentido de elucidar a importância dessa Nova Era e a sua
articulação com o processo de produção da informação, enfoca-se a seguir aspectos
inerentes à Sociedade da Informação.

2 A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
De modo geral, o Programa Sociedade da Informação tem sido
evidenciado, notadamente, com o processo de globalização. Por isso, foi
desenvolvido com o objetivo de lançar políticas de desenvolvimento nas diversas
áreas do conhecimento e em diversos países do mundo.
No Brasil, nas duas últimas décadas, discute-se o papel da informação
como um insumo para geração do conhecimento, bem como elemento estratégico
para tomada de decisão. Com isso, emergem programas e projetos que têm
contemplado a informação enquanto elemento de medida das organizações.
No caso brasileiro, o programa partiu da iniciativa do Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT) em 2000 e buscou contribuir de forma efetiva para:
-

-

a construção de uma sociedade mais justa, em que sejam
observados princípios e metas relativos à preservação de nossa
identidade cultural, fundada na riqueza da diversidade;
a sustentabilidade de um padrão de desenvolvimento que
respeite as diferenças e busque o equilíbrio regional [...].
(TAKAHASHI, 2000, p. 6)

Ainda de acordo com esse Programa que objetiva também integrar,
coordenar e fomentar ações para a utilização de Tecnologia de Informação e
Comunicação (TIC) promove a inclusão social de todos os brasileiros e assim ter
uma economia competitiva no mercado globalizado.

�6

Com a globalização do mercado, o produto intelectual passa por diversos
processos de mudanças. Isso se dá em função da TIC ter propiciado um grande
número de informação circulando pela internet e mídias eletrônicas.
No tocante aos aspectos de geração de conteúdos e da regionalização
brasileira discutidos no ‘Livro Verde’ afirma-se que:
[...] a maior parte dos conteúdos nacionais são produzidos nas
grandes cidades e nas corporações localizadas no Centro-Sul do
País, o que remete para a necessidade de se incentivar a produção
de conteúdos que expressem a cultura de diversas regiões, bem
como daqueles que se identificam por área de interesse profissional
[...] e até mesmo de caráter alternativo. (TAKAHASHI, 2000, p. 63)

Logo, pautado nessas premissas, essa instituição buscou produzir uma
fonte de informação alternativa para disponibilizar esse acervo para acesso na
Internet e, ainda, de modo presencial. Pois, ao organizar esse conteúdo em formato
impresso e, ainda em digital, a Biblioteca Central Zila Mamede possibilitou a
disponibilização e o acesso à informação de modo democrático, onde todos terão
livre acesso a essa informação.
Nesse sentido, Carvalho (2004, p. 22) afirma que:
[...] as bibliotecas universitárias federais brasileiras devem se
revestir como catalizadoras, como espaço de comunicação
pedagógica para promover a cooperação entre pessoas e grupos,
canalizando o potencial das tecnologias da informação e
comunicação no sentido de acelerar a socialização do conhecimento
estocado em seus ambientes quer no tradicional, quer no virtual [...].

No que diz respeito às informações que circulam na rede Takahashi (2000,
p. 8) afirma que: “passa a ser um indicador da capacidade de influenciar e de
posicionar as populações no futuro da sociedade”.
Deste modo, vê-se a necessidade de aumentar tanto a quantidade como a
qualidade desses conteúdos informacionais que circulam na rede nacional.
Assim, tendo como base o contexto da política desenvolvida pelo
Programa Sociedade de Informação, a BCZM buscou a possibilidade de promover o
tratamento, a disponibilização e o acesso a uma hemeroteca digital temática, com a
finalidade de democratizar o acesso e uso da informação especializada.

�7

Na perspectiva de melhor compreender a temática cinema, faz-se em
seguida uma breve abordagem conceitual.

3 CINEMA: uma base conceitual
A arte cinematográfica possibilita em termos visuais representar, por meio
da mensagem fílmica, os movimentos das formas de vida.
De acordo com Morais (2007, p. 9 ) o cinema é definido “[...] como um
sistema de imagens em movimento”, e pode ser considerado como um meio de
comunicação

que

causou

grande

impacto

na

sociedade

do

século

XX,

revolucionando o conceito da arte.
Por isso, essa arte é um instrumento que traduz “manifestações em
diferentes momentos históricos como forma de expressão e comunicação”
(MORAIS, 2007, p. 9).
Com isso, reflete comportamentos, valores e ideologias de uma
determinada sociedade, em um determinado período histórico. Pois, o seu
significado social “e seus efeitos supõem uma revolução na concepção da arte e da
cultura em geral: o progresso conseguido através da reprodução da obra de arte
tirou-a do terreno do sagrado, da elite, e tornou-a acessível às massas”.
(FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, 1987, p.187).
Na discussão acerca dos tempos do cinema, enquanto importante
referência cultural os autores Silva; Chaves (2006, p. 14) afirmam que:
O florescer da cultura cinematográfica significou a formação
continuada de fazedores de filmes (diretores, atores,
técnicos
etc.), o crescimento de setores especializados da imprensa e de
outras áreas da cultura (universidades, bibliotecas, cinematecas,
museus), dedicados ao noticiário, à preservação e à exegese das
obras e um saber disseminado entre apreciadores [...].

Diante disso, ressalta-se o valor histórico da arte do cinema e,
conseqüente mente, da documental, visto que o próprio filme, os estudos e
documentos que fazem análise sobre o seu conteúdo, são de mera importância em
estudos históricos. Desse modo, observou-se à importância da temática cinema

�8

como fonte de informação e estudo em várias áreas das ciências sociais e humanas,
especialmente, na História, nas Ciências Sociais e na Arte.
Assim, passa-se então a apresentação de aspectos sobre uma
hemeroteca.

4 HEMEROTECA: do formato impresso ao digital
No contexto documental, uma hemeroteca se constitui como uma fonte de
informação alternativa, seja impressa ou digital.
De acordo com Buonocore (1976) hemeroteca é um termo de origem
grega, onde heméra significa “dia” e théke, significa “depósito” ou “coleção”.
Para Ferreira (1986, p. 886) o termo hemeroteca significa “seção das
bibliotecas em que se colecionam jornais e revistas”.
Diante do exposto, entende-se que hemeroteca refere-se a um acervo de
jornais e revistas, de modo que apresente uma determinada organização técnica
que facilite o processo de busca e recuperação da informação.
No seu processo organizacional, faz-se uso de técnicas documentárias
como, por exemplo, a indexação de assunto, tanto de modo genérico, quanto
específico.
Geralmente, o arranjo de uma hemeroteca impressa é feito por assunto ou
título, e seu armazenamento é realizado em pastas suspensas ou em caixas arquivo,
podendo também passar por uma encadernação (OLIVEIRA, 2005). Esse tipo de
hemeroteca exige bastante espaço por parte das bibliotecas ou centros de
documentação, o que pode torná-la inviável para a instituição.
Deste modo, justificou-se o desenvolvimento de uma hemeroteca digital na
Biblioteca Central Zila Mamede, uma vez que foi identificada uma brecha digital
nesse espaço institucional.
Segundo Fernandes e Ferreira Júnior ([200_?], p. 37) “o conceito de

�9

hemeroteca digital não foge ao atribuído às hemerotecas tradicionais. Estas apenas
diferem na forma de armazenamento, ou seja, do armazenamento físico para o
digital”. Este tipo de hemeroteca possibilita o armazenamento e o tratamento do
conteúdo de forma digital, facilitando sobremaneira o acesso e uso dessas
informações, independente de onde surja à demanda de informação.
Com a digitalização do conteúdo informacional encerra-se, de certa forma,
a problemática do armazenamento, uma vez que não se torna mais necessário o
dispêndio de um determinado espaço físico para a sua disponibilização. Assim
como, facilita também a comunicação à medida que possibilita a transmissão de
dados em tempo real, pois o suporte de veiculação é a rede mundial de
computadores.
Nesse

sentido,

Lévy

(2000

apud

MONTEIRO,

2007),

conceitua

ciberespaço como um “[…] espaço de comunicação aberto pela interconexão
mundial dos computadores e das memórias dos computadores. E, complementa
ainda que:
Essa definição inclui o conjunto dos sistemas de comunicação
eletrônicos (aí incluídos os conjuntos de rede hertzianas e
telefônicas clássicas), na medida em que transmitem informações
provenientes de fontes digitais ou destinadas à digitalização. Insisto
na codificação digital, pois ela condiciona o caráter plástico, fluido,
calculável com precisão e tratável em tempo real, hipertextual,
interativo e, resumindo, virtual da informação que é, parece-me, a
marca distintiva do ciberespaço. Esse novo meio tem a vocação de
colocar em sinergia e interfacear todos os dispositivos de criação de
informação, de gravação, de comunicação e de simulação. A
perspectiva da digitalização geral das informações provavelmente
tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de
memória da humanidade a partir do próximo século.

Conforme premissa acima, o processo de digitalização desenvolvido por
este trabalho viabilizará a disponibilização dos artigos de jornais sobre cinema no
ciberespaço.
No caso específico deste estudo, a indexação dos artigos de jornais foi
feita por meio de instrumentos teórico-metodológicos e à luz da Análise
Documentária. Conseqüentemente, fez-se uso do processo de leitura para fins
documentários e, ainda, de Linguagem Documentária (LD). Isto se deu em função
da necessidade de dispor uma informação qualitativa. Pois, para Cintra et al. (2002,

�10

p. 34-35) as linguagens documentárias são:
[...] construídas para a indexação, armazenamento e recuperação
da informação e correspondem a sistemas de símbolos destinados a
“traduzir” os conteúdos dos documentos.[...] Sua função
comunicativa, entretanto é restrita a contextos documentários , ou
seja, as LDs devem tornar possível a comunicação usuário-sistema.

Sendo o texto jornalístico objeto de análise desse trabalho, o uso da
linguagem documentária, tornou-se essencial para qualificar a informação tratada.
Nesse sentido, é importante ressaltar as acepções de Medeiros (1999, p. 350, grifo
nosso) acerca do texto jornalístico:
Caracterizam-se pela questão da atualidade e dos fatos sociais
[históricos] sem se preocuparem com a estrutura científica da
informação. Em geral, são solicitadas pelo usuário para inteirar-se
de acontecimentos diários ou de uma determinada época. Por isso,
se constrói em instrumentos utilizados tanto pelo cidadão comum
como pelo pesquisador.

Portanto, após essa breve abordagem passa-se então a apresentação da
metodologia utilizada no desenvolvimento deste estudo.

5 METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida no contexto da UFRN, no período de
agosto 2007 a junho de 2008.
Os procedimentos metodológicos que constituíram o presente trabalho são
abordados a seguir, por meio do material e do método.

5.1 Material
O universo da pesquisa envolveu um acervo físico sobre cinema,
constituído de artigos de revistas e jornais. Ademais, o espaço físico da Biblioteca
Central Zila Mamede, especialmente, na Seção de Coleções Especiais, na Seção de
Automação e Estatística (SAE) e na Seção de Processos Técnicos.
Desta forma, os recursos humanos envolvidos nesse processo foram
constituídos de Bibliotecário-Documentalista, Informático e bolsistas na área de

�11

Biblioteconomia, Letras e História.
Quanto aos instrumentos metodológicos adotados estes foram aplicados à
guisa da análise documentária, por meio de linguagens documentárias Classificação
Decimal Universal (CDU), Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2) para
os processos de representações, ou seja, temática e descritiva, respectivamente.
Além de ferramentas de tecnologias de informação e comunicação como: sistema
automatizado ALEPH, scanner, computador e impressora.

5.2 Método
O processo operacional desenvolvimento neste estudo foi realizado
totalmente na BCZM, especialmente, na Seção de Coleções Especiais, pois o
acervo físico estava armazenado nessa seção.
Com isso, buscou-se adotar uma metodologia que privilegiasse tanto o
processo de representação do conteúdo informacional dessa documentação, quanto
o tratamento digital. Logo, a sua metodologia foi abordada com os seguintes
procedimentos:

seleção,

representação

descritiva,

representação

temática,

digitalização, tratamento das imagens e inserção dos dados no sistema
automatizado, ou seja, o ALEPH.
Inicialmente foi feita a leitura documentária para a compreensão dos
conceitos a serem extraídos, uma vez que a mesma subsidiaria a extração das
palavras-chave, isto é, dos termos que traduzem o conteúdo do documento. Nesse
processo, denominado de análise documentária, fez-se o uso de linguagem
documentária para o processo de representação temática, onde foram extraídos
termos da CDU.
O processo seguinte foi à catalogação dos documentos, ou seja, a
representação descritiva dessa massa documental, onde foi utilizado o AACR2. Para
o processo de inserção automatizada dos dados descritivos foi utilizado o sistema
ALEPH. Neste sistema, esse processo fez uso de uma linguagem de padrão
internacional, o formato Machine-Readable Cataloguing (MARC 21) que permitiu a
conversão dos registros de entrada de dados bibliográficos e de automação dos

�12

textos analisados. Este se constitui numa ferramenta tecnológica que permite tanto a
inserção de dados bibliográficos, como a interatividade e a interoperabilidade dos
dados a partir do conteúdo gerado dos textos.
Então, por tratar-se de documentos de natureza jornalística e, ainda, pelo
motivo de seu conteúdo ser disponibilizado eletronicamente, observou-se a
necessidade de se fazer adaptações na planilha eletrônica do ALEPH.
Em seguida, a digitalização dos artigos foi feita através de scanner. As
imagens foram tratadas eletronicamente, sendo adaptadas dimencionalmente para
se adequarem ao layout estabelecido para a interface dessa hemeroteca digital.
Após o tratamento das imagens, estas foram inseridas nesse sistema
automático de gerenciamento – ALEPH, para a sua posterior disponibilização em
rede através do catálogo on-line do referido sistema. Em seguida a esse processo
tornou-se possível manter a preservação dos documentos, bem como a ampla
divulgação e socialização desse material informacional.
Portanto, torna-se oportuno destacar que o sistema acima mencionado faz
parte das TICs do Sistema de Bibliotecas da UFRN e que permitiu que essa
documentação fosse disponibilizada via rede mundial de computadores.

5.3 Coleta de dados
A coleta de dados foi realizada na referida Seção, onde foram
selecionados 180 recortes de artigos de jornais e revistas, para posteriormente
serem tratados tecnicamente. Em seguida o material foi identificado segundo a sua
fonte e sua data de publicação, conforme quadro abaixo:

�13

Título do periódico

Décadas dos artigos
1959 - 60

1961 - 70

1971 - 80

Diário de Natal

-

-

Tribuna do Norte

-

-

O Poti

-

-

13

-

A Republica

-

-

01

-

O Globo

-

-

01

25

Folha de São Paulo

-

-

06

46

Jornal do Brasil

-

-

19

20

Correio do Povo

01

-

-

-

Gazeta de Notícias

-

-

01

-

Correio Braziliense

-

-

-

01

Veja

-

-

03

-

Isto É

-

-

-

02

O Estado de São Paulo

-

-

04

04

01

-

81

98

Subtotal
Total

330

1981 - 90
-

180

Quadro 1- Caracterização dos recortes de jornais e revistas

4 RESULTADOS
Com base nos dados coletados, a análise parcial permitiu tratar,
documentariamente, 180 artigos de jornais. A partir desses resultados parciais
tornou-se evidente que essa ação viabilizou a produção de uma fonte de informação
digital que inclui, até o presente momento, esse total de artigos sobre cinema. Com
isso, o trabalho em discussão está em consonância com a promoção do acesso à
informação na Era Digital.
A contribuição de diversos atores sociais foi fundamental para a geração
desse produto informacional, notadamente, no que diz respeito ao processo de
representação, bem como do tratamento das imagens. Pois, o refinamento inerente
a esse tipo de produto informacional tornou-se essencial.
Portanto, por meio do seu tratamento técnico tornou-se possível
democratizar o acesso e uso da informação nesse campo do saber, permitindo
assim um fato emblemático, ou seja, a socialização da informação/conhecimento

�14

através de uma hemeroteca digital sobre cinema.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No âmbito da Biblioteca Central Zila Mamede, visualizou-se a importância
de se trabalhar tecnicamente um acervo sobre cinema, até então, apenas
armazenado nessa unidade de informação. Isto se deu em função da relevância do
tema e pela possibilidade de se dar maior visibilidade a essa coleção documental
composta de artigos de periódicos.
Com base nos procedimentos adotados para consecução dos objetivos
propostos, a linguagem documentária e o processo de representações utilizadas
nesse trabalho permitiram atribuir uma maior qualidade na organização dessas
informações, bem como proporcionar ao pesquisador uma maior precisão na busca
e recuperação dessas informações tratadas.
Após todo o seu tratamento e a criação de uma fonte de informação digital
sobre cinema, tornou-se possível o acesso a pesquisadores e admiradores da
temática a este conteúdo. Isto poderá contribuir para que os mesmos tenham
contato com a história do cinema e suas contribuições para a história das
sociedades. Logo, a possibilidade de registrar em formato digital esse tipo de
manifestação artística, por meio de recortes de jornais, resultou na geração de uma
fonte de informação alternativa sobre a temática em discussão.
Cabe enfatizar, que na fase de elaboração deste estudo, a participação do
profissional bibliotecário e do informático tornou-se essencial, haja vista a
intervenção dos mesmos para possíveis tomadas de decisões, a respeito do
tratamento técnico para geração dessa fonte de informação.
Por fim, um resultado estruturante acerca dessa fonte de informação
digital diz respeito também à possibilidade da sociedade inteirar-se da concepção de
cinema em determinadas épocas. Pois, a documentação analisada compreende um
período do cinema em preto e branco até os dias atuais.

�15

REFERÊNCIAS
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Aires: Marymar, 1976.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. A socialização do conhecimento no espaço
das bibliotecas universitárias. Niterói: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência,
2004.
CINTRA, Anna Maria Marques et al. Para entender as linguagens documentárias.
2. ed. revista e ampliada. São Paulo: Polis, 2002.
FERNANDES, T. B.; FERREIRA JÚNIOR, J. R. C. Hemeroteca digital: modelo para
implementação no Centro de Biotecnologia da Amazônia. [200_?]. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=23465&gt;. Acesso em 26 maio 2008.
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&lt;http://www.dgz.org.br/ago04/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 04 jun. 2008.
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�16

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__________________
1

Rildeci Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ril@bczm.ufrn.br
Érica Simony Fernandes de Melo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
erica@bczm.ufrn.br
3
Maria do Socorro do Nascimento, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
socorronascimento@bczm.ufrn.br
2

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              <text>Apresenta a criação de uma Hemeroteca Digital sobre cinema. Um corpora documental constituído de 180 artigos de jornais impressos, cujo acervo pertence à Seção de Coleções Especiais, da Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tornou-se objeto desse estudo. Essa documentação retrata a história do cinema em âmbito nacional e internacional, referente ao período de 1959 a 1990. Durante esse processo investigativo, tornou-se possível identificar a falta de tratamento técnico desse material informacional. Com isso, o seu objetivo principal foi tratar documentariamente esse artigos para elaboração e recuperação de informações, tanto do material impresso quanto o de conteúdo digital, com vistas a sua visibilidade e disponibilização na internet. A esquisa foi desenvolvida no período de agosto de 2007 a junho de 2008. Sua metodologia foi constituída dos seguintes processos: seleção, representações descritiva e temática, digitalização, tratamento de imagens e inserção dos dados no sistema automatizado ALEPH. Com isso os principais resultados obtidos foram: tratamento dessa coleção, visibilidade, acesso e possibilidade de recuperação, preservação através da sua disponibilização em formato digital, permitindo assim uma grande circulação desse material, independente do lócus geográfico onde se localiza a demanda de informação nesse campo do saber. Ademais, o seu principal resultado foi a própria criação de uma fonte de informação digital. Portanto, esse estudo contribuiu, fundamentalmente, para a organização de informação e pesquisa em cinema, por meio desses resultados estruturantes que permitiram a difusão e recuperação dessa documentação em dois formatos: impresso e o digital.</text>
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