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FRBR – REQUISITOS FUNCIONAIS PARA REGISTROS
BIBLIOGRÁFICOS: primeiro estudo investigativo da USP
KNÖRICH, E. M. G.1
MORAES, J. S.2
FACINI, A. L. L.3
WOJCICKI, A. T.4
DIMARIO, C. J. K.5
JUK, G. B.6
FILET, N. B.7
RESUMO
Os FRBR se apresentam como uma nova filosofia na descrição dos objetos de
informação. Como tema recente no cenário biblioteconômico brasileiro, um grupo
de projetos do SIBi-USP propôs um estudo investigativo dos aspectos teórico e
prático sobre o tema. O método contemplou a pesquisa documental e o
levantamento de experiências. Os resultados indicam que a literatura em
Português ainda é incipiente, sendo a compreensão do tema dependente da
literatura inglesa. As vantagens da prática do modelo FRBR parecem ser a forma
de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos
registros. Não há relato da prática no Brasil; como conseqüência, não há
pesquisas de satisfação de usuários dos FRBR.
Palavras-chave: FRBR. Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos.

ABSTRACT
The FRBR are presented as a new philosophy in descriptive representation. As a
recent subject in brazilian library context, a group of projects of SIBi-USP
proposed an investigative study of theoretical and practical aspects on the subject.
The method included the documentary research and the practice in this subject.
The results indicate that the literature in Portuguese is still incipient, and the
understanding of the subject dependent on English literature. The advantages of
the practice of FRBR model seem to be how to display the information to the user
and how it makes the cataloguing of records easier. There is no report of the
practice in Brazil; as a result, there are no surveys of satisfaction of FRBR’s users.
Keywords: FRBR. Functional Requirements for Bibliographic Records.

�2

1 BREVE CENÁRIO DO EMPREENDEDORISMO
O termo empreendedorismo não representa algo novo no cenário
administrativo já há algum tempo; o conceito passou a ser uma marca desejada
por instituições privadas e públicas: ser uma organização empreendedora. Da
mesma maneira, no nível individual, o empreendedorismo passou a ser uma
característica requisitada e valorizada no perfil dos funcionários das organizações.
Sinônimo de habilidade criativa, de renovação, de mudança e de
implementação (VENTURE CAPITAL, 2008), mais que uma nova tendência
administrativa, o empreendedorismo pode ser compreendido como uma atitude
quase que obrigatória de garantia para a sobrevivência das organizações no
mercado em constante mudança.
Esse conceito surgiu no Brasil na década de 90, com a criação do
SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da
Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software). O SEBRAE é
conhecido pelos pequenos empresários brasileiros pelo suporte fornecido para o
início de suas empresas até a resolução de pequenos problemas dos seus
negócios, além das possibilidades de consultorias e de treinamentos; já a Softex
foi criada com o objetivo de levar as empresas de software do país para o
comércio externo, necessitando, para isso, de treinamento e de capacitação dos
empresários brasileiros de informática. Nesse contexto de parcerias, incluindo
incubadoras de empresas e universidades, é que o tema empreendedorismo
surgiu na sociedade brasileira (DORNELAS, 2005).
Para Hisrich &amp; Peters (2004, p.29)
O empreendedorismo é o processo dinâmico de criar mais
riqueza. A riqueza é criada por indivíduos que assumem os
principais riscos em termos de patrimônio, tempo e ou
comprometimento com a carreira ou que provêem valor para
algum produto ou serviço. O produto ou serviço pode ou não ser
novo ou único, mas o valor deve de algum modo ser infundido
pelo empreendedor ao receber e localizar as habilidades e os
recursos necessários.

Observa-se que o empreendedorismo não está vinculado apenas aos
serviços e produtos novos, mas também aos já existentes, favorecendo, com isso,

�3

um novo modelo de gestão nas organizações, focado no incentivo à inovação e à
criatividade dos funcionários.
No

nível

individual,

Dornellas

(2005)

cita,

pelo

menos,

três

características do empreendedor, sendo elas: 1) a iniciativa de criar um novo
negócio e gostar do que faz; 2) utilizar os recursos disponíveis de forma criativa
com a finalidade de transformar o meio social e econômico onde vive; 3) assumir
e aceitar os riscos previstos e o possível fracasso dentro de uma organização.
O empreendedorismo é resultado de um conjunto de habilidades que
algumas pessoas possuem e que podem ser potencializadas em função de um
ambiente organizacional favorável. Tais habilidades conduzem a vida da
organização, os seus projetos, os produtos e serviços oferecidos e a sua relação
com os clientes, imprimindo a todos a marca da sua conduta e do seu
comportamento no mercado.
Dentre as organizações consideradas empreendedoras, especialmente
nos aspectos técnico, científico e tecnológico, estão as universidades. Oliveira
Filho (2007) considera as pesquisas universitárias como fontes de idéias para
novos negócios, principalmente os de base tecnológica, embora, por outro lado,
afirme que a grande parte dos resultados das pesquisas tem sido patenteada em
outros países.
Além desse foco, Grynszpan (1999) coloca mais um ponto sobre a
universidade no cenário empreendedor, o de formadora de profissionais
inovadores. As organizações inovadoras precisam de profissionais que sejam
capazes de inovar, que sejam empreendedores; e, para o autor, esse é o principal
produto das universidades para as organizações.
Nesse raciocínio, como responsáveis pela geração e transferência do
conhecimento

e

pela

formação

de

profissionais

empreendedores,

as

universidades necessitam de infra-estrutura também com características do
empreendedorismo para a concretização dessas atividades, e neste ponto entram
as bibliotecas universitárias.

�4

As bibliotecas universitárias são consideradas segmentos importantes,
responsáveis pela infra-estrutura da informação registrada e utilizada nas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Gomes &amp; Barbosa (2001), quando
comentam a função da biblioteca universitária, colocam-na como contribuidora
decisiva no ensino, na pesquisa e na extensão, assumindo, assim, a função social
de prover a infra-estrutura documental e promover a disseminação da informação,
em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura.
A infra-estrutura informacional de qualidade e com a carga de inovação
necessária para o atendimento da nova demanda universitária – a de ser também
uma organização empreendedora - passa obrigatoriamente pelo bibliotecário, que
requer novos conhecimentos e permanente atualização, especialmente após a
inserção das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no seu ambiente
de trabalho.
De acordo com Dalpian, Fragoso &amp; Rozados (2007), dentre as
características determinantes para um perfil empreendedor do profissional
bibliotecário estão a atualização constante, a flexibilidade, a criatividade, a
polivalência, a liderança, o saber negociar, a excelência na comunicação, na
participação e nas redes tecnológica e social e, ainda, ser inovador.
Se uma das características do empreendedor é inovar e, por
conseqüência, introduzir mudanças no ambiente de trabalho, os gestores das
bibliotecas

precisam

estar

cientes

da

necessidade

da

existência

de

empreendedores em suas equipes e receptivos para tal fato, assim como
precisam criar ambientes favoráveis para que funcionários sejam motivados a
desenvolverem seus espíritos empreendedores. Conclui-se, portanto, que não
basta ter habilidades de empreendedor, é fundamental ter também espaço para
‘praticar o empreendedorismo’.
Sob a análise de COTTAM (1989), algumas características do espírito
empreendedor em bibliotecas incluem a permissão para que os funcionários
sejam estimulados a correr riscos calculados enquanto se dedicam a idéias e
produtos inovadores, a colaboração e apoio administrativo na resolução de

�5

problemas e o trabalho dentro das limitações burocráticas para superar
obstáculos, assumindo responsabilidades por uma iniciativa pessoal.
Na prática, destaca-se a constante preocupação do Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - SIBi-USP, como exemplo na
capacitação de sua equipe de profissionais e na prospecção das novas
tendências para as bibliotecas universitárias. Cursos, palestras, workshops,
eventos e a participação em projetos pertencentes ao Planejamento Estratégico
são formas freqüentes de atualização profissional e de estímulo à participação no
Sistema.
Em 2006, como primeiro reflexo da abordagem de um novo modelo
para a descrição da informação, os Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos (FRBR), e preocupado com a inserção do novo tema dentre as
bibliotecas universitárias da USP, o SIBi ofereceu uma palestra sobre esse novo
modelo aos seus bibliotecários catalogadores.
Em 2007, o tema foi novamente citado e indicado para constar como
um dos projetos que compôs o Planejamento Estratégico do SIBi-USP daquele
ano. Após a manifestação de interesse dos bibliotecários catalogadores, foi criado
o grupo de estudos.
O presente estudo fez parte do projeto 2, intitulado FRBR – Requisitos
Funcionais para Registros Bibliográficos: um estudo investigativo.

2 INTRODUÇÃO AOS FRBR E AO ESTUDO DO SIBI-USP
Com o objetivo de discutir uma estrutura que possibilitasse relacionar os
registros bibliográficos com as necessidades dos usuários e, somando a isso, o
desenvolvimento das tecnologias de informação, o crescimento vertiginoso do
número de publicações e a conseqüente elevação dos custos de catalogação
desses materiais, a partir da década de 90 um grupo de estudos da IFLA iniciou
uma reavaliação das práticas e normas de catalogação.

�6

O resultado desse estudo foi a proposta de um novo modelo de
descrição, os FRBR – Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos, que
pretende organizar a informação sob um novo olhar, com foco nas necessidades
de busca do usuário final.
Para atender a esse objetivo o modelo FRBR utiliza uma estrutura de
relacionamentos clara e lógica ao usuário, de modo que ele possa navegar
facilmente nos espaços de informação, facilitando a obtenção de resultados para
suas buscas e, mais, ampliando o rol de resultados possíveis, inclusive com
resultados sequer imaginados pelo próprio usuário. O modelo FRBR pode ser
definido como um modelo conceitual de descrição, baseado na concepção
“entidade-relacionamento”.
Considerando tal situação e a hipótese de que o modelo FRBR venha a
ser a nova filosofia no campo da representação descritiva, o estudo forneceu ao
Departamento Técnico do SIBi-USP um estudo preliminar. Além disso, este
estudo possibilitará que o modelo seja mais conhecido entre os bibliotecários do
SIBi, o que vem ao encontro da filosofia do Sistema sobre a inovação e
atualização permanente da sua equipe.
O objetivo geral do estudo foi investigar o modelo FRBR nos aspectos
teórico e prático e, para tanto, o estudo permeou entre a pesquisa teórica e a de
levantamento de experiências.

3 PESQUISA TEÓRICA DOCUMENTAL
Essa etapa da pesquisa abrangeu a revisão da literatura nacional e
internacional sobre o tema, e posterior leitura e análise dos conteúdos
encontrados. Uma lista de discussão foi montada (frbr-l@sibi.usp.br) com o
objetivo de possibilitar a troca de informações entre os membros da equipe. O
resultado dessa revisão encontra-se listado no último capítulo: Fontes
consultadas.

�7

4 PESQUISA DE LEVANTAMENTO DE EXPERIÊNCIAS
Essa etapa foi dividida em duas fases. A primeira delas foi a
identificação de empresas que produzem e ou comercializam softwares que
suportam o modelo FRBR e, conseqüentemente, as bibliotecas que trabalham
com esses sistemas. A segunda fase consistiu no levantamento de informações
técnicas e operacionais sobre a implementação e o uso do modelo FRBR por
meio das bibliotecas identificadas na primeira fase.
De acordo com Moreno (2006, informação verbal)1, atualmente a única
empresa a desenvolver um software que suporte a descrição e exibição de dados
utilizando o modelo FRBR é a VTLS (Visionary Technology in Library Solutions),
cujo software é chamado Virtua.
A partir dessa constatação a VTLS foi contatada com o objetivo de
identificar bibliotecas usuárias do software Virtua, obrigatoriamente implementado
com o modelo FRBR. Embora várias bibliotecas brasileiras utilizem o software
Virtua para gerenciar seus acervos, nenhuma delas estava com o modelo FRBR
implementado e em uso até o momento da pesquisa.
Em função da impossibilidade de levantamento das informações
técnicas e operacionais com um cliente real do sistema, foi realizado um segundo
contato com a empresa VTLS, com a finalidade de agendar uma demonstração
on-line do software implementado pelo modelo FRBR. Por meio das tecnologias
VNC (Virtual Network Computing) e Skype foi realizada a demonstração do
software à distância.
A demonstração durou duas horas, havendo explanação teórica e
exibição do banco de dados implementado com o modelo. Houve tempo para
perguntas, que seguiram um roteiro pré-estabelecido: procedimentos empregados
na representação descritiva; formatos de exibição; produtos e serviços; custo da
implementação; vantagens; pesquisa sobre a satisfação dos usuários após a
implementação dos FRBR e outras.

1

Informação fornecida por Fernanda Moreno, durante o workshop FRBR – Requisitos Funcionais para
Registros Bibliográficos, realizado em novembro de 2006, na FMVZ / USP, para os bibliotecários do SIBiUSP.

�8

5 SISTEMATIZAÇÃO DA TEORIA E OS RESULTADOS PRÁTICOS
A estrutura e a descrição da informação sempre foram realizadas com
ferramentas construídas na perspectiva de quem gerencia a informação e não na
perspectiva do usuário da informação.
Na reunião de Estocolmo, em 1990, uma comissão de estudos foi
estabelecida para reexaminar e indicar algumas diretrizes para o processo de
catalogação. O relatório final foi publicado em 1998, configurando uma
recomendação para reestruturar os registros de maneira a refletir a estrutura
conceitual das buscas de informação, levando em conta diferentes tipos de
usuários, tipos de materiais, tipos de suportes físicos e formatos. Nascia o modelo
Functional Requirements for Bibliographic Records – FRBR, desenvolvido
pela IFLA.
A intensificação dos custos de catalogação, a necessidade de
economia no processo de catalogação, o crescimento vertiginoso de publicações
e a rápida proliferação de novos formatos e materiais, com diferentes métodos de
acesso, todos aliados ao desenvolvimento tecnológico, impulsionaram a criação
dos FRBR.
A principal proposta dos FRBR é fornecer uma estrutura clara para
relacionar dados de registros bibliográficos às necessidades dos usuários desses
registros e, mais, recomendar um nível básico de funcionalidade para registros
criados por entidades bibliográficas nacionais. A primeira proposta, em especial,
indica que os catálogos on-line possam mostrar as relações entre os registros de
forma mais clara ao usuário, de maneira que ele possa navegar nos espaços de
informação e que o resultado da sua busca reflita um rol maior de registros
recuperados. Para o modelo FRBR todos os dados são usados conforme a
necessidade do usuário, e apresentados como uma hierarquia, da forma mais
ampla para a mais específica, resultando na particularização da busca pela
informação. A segunda proposta indica um nível básico ou mínimo de elementos
para a descrição bibliográfica, elementos esses identificados como necessários
para diversos tipos de usuários.

�9

No modelo FRBR são elementos da descrição: as entidades, os
atributos e os relacionamentos. Essa estrutura de entidades, atributos e
relações, assim como sua técnica de análise, é chamada de Modelo EntidadeRelacionamento, criada na década de 70. Modelos de dados são conjuntos de
conceitos utilizados para descrever um banco de dados; esse modelo específico é
um modelo lógico com base em objetos, e a identificação dos relacionamentos
entre eles é entendida como a captura da semântica desses dados, ou seja, do
que significam no universo a que pertencem. Esse modelo não visa à prática ou
implementação, pois está no âmbito da modelagem e representação dos dados.
Uma entidade é uma coisa ou objeto do mundo real, pode ser concreto
ou abstrato e, ainda, que pode ser descrito de forma unívoca. Os atributos são
as características da entidade, as suas propriedades descritivas e os
relacionamentos são as ligações, as associações entre as entidades.
Assim como o Modelo Entidade-Relacionamento, o FRBR não é um
modelo de dados, não é um formato de registro, tampouco um vocabulário de
metadados. O modelo FRBR opera no nível conceitual, é abstrato e genérico; é
uma nova percepção do objeto de informação para efeito da sua descrição.
As entidades podem ser subdivididas em 3 grupos. O grupo 1 reúne as
entidades que compreendem o produto do trabalho intelectual e ou artístico. Esse
grupo traz o grande diferencial na forma como o profissional deve perceber o
objeto de informação no momento da sua descrição e é composto por quatro
outras entidades. São elas: obra: entidade abstrata, criação intelectual ou artística
distinta; expressão: entidade abstrata; é a realização intelectual ou artística
específica da obra, excluindo-se seus aspectos físicos; manifestação: entidade
concreta; é a materialização da expressão de uma obra, ou seja, seu formato,
suporte físico e outras descrições físicas; item: entidade concreta; é um exemplar
da manifestação.
O grupo 2 reúne as entidades responsáveis pelo conteúdo intelectual e
ou artístico ou, ainda, responsáveis pela produção física, pela disseminação ou
pela guarda das entidades do primeiro grupo, sendo elas: pessoa e entidade

�10

coletiva. O grupo 3 reúne as entidades consideradas como assuntos das obras.
São elas: conceito; objeto; evento e lugar.
Os atributos são características atribuídas às entidades; podem estar
ligados direta ou indiretamente à entidade. Os atributos diretos ou inerentes estão
ligados aos aspectos físico e formal, ou outros identificados pelo exame do item.
Os atributos indiretos ou externos são aqueles imputados a uma entidade, são os
identificadores individuais e suas informações contextuais. Normalmente esses
atributos requerem o uso de outras fontes para serem estabelecidos. A principal
contribuição em definir entidades com seus atributos é distingui-las em seu
conteúdo intelectual ou artístico.
Os relacionamentos são considerados veículos para descrever as
ligações entre uma entidade e outra, e, conseqüentemente, como um meio de
ajuda ao usuário para navegar no universo do catálogo ou de um banco de dados.
Vários são os tipos de relacionamentos que existem entre os 3 grupos de
entidades, inclusive outros relacionamentos podem ser observados no decorrer
do uso do modelo FRBR. Três relacionamentos são claros e sempre presentes: o
relacionamento de responsabilidade, que associa as entidades do primeiro
grupo com as entidades do segundo grupo, ou seja, as obras com os seus
responsáveis, sob vários aspectos; o relacionamento de assunto, que une as
entidades do primeiro grupo (obras) e do segundo grupo (responsáveis) com as
entidades consideradas como assunto (conceito, objeto, evento e lugar); e os
relacionamentos implícitos, que representam a relação hierárquica natural entre
as quatro entidades do primeiro grupo, isto é, entre a obra, a expressão, a
manifestação e o item.
A estrutura do modelo FRBR, isto é, a hierarquia existente entre as
entidades do primeiro grupo e os relacionamentos possíveis entre todas as
entidades presentes no modelo, permite que o resultado da busca seja mais
amplo, exibindo, inicialmente, a reunião das obras que atendem ao requisito da
busca do usuário. Em seguida, para cada obra listada, diferentes expressões dela
mesma são desdobradas (original, traduções, versões, edições...). Em função do
desejo e da necessidade do usuário, cada uma das expressões é novamente
desdobrada em suas diferentes manifestações, ou seja, diferentes suportes

�11

(livros, e-books, artigos de periódicos, filmes...) e, ao final, a partir da
manifestação escolhida, tem-se acesso aos itens, isto é, aos exemplares da
manifestação por meio das suas notações de localização. Nesse raciocínio, o
modelo FRBR monta para o usuário uma árvore hierárquica seguindo a estrutura
proposta no seu modelo, do mais genérico para o mais específico, ou seja, da
obra para o item. Essa forma de exibição é sugerida como a forma pela qual o
usuário busca uma informação. Além da lógica do usuário e da didática na
exibição, o modelo ainda proporciona um rol de resultados maior do que o
oferecido pelos atuais sistemas de informação.
A sistematização da teoria cobriu detalhadamente a origem dos FRBR,
definição, propostas, elementos da descrição, estrutura e hierarquia. Em função
do tamanho previsto para os artigos, ela não pôde ser integralmente apresentada.
Toda a sistematização da teoria poderá ser obtida entrando em contato com os
autores por meio dos seus e-mails.
Sob o aspecto da pesquisa de levantamento de experiências, quanto
aos procedimentos empregados na representação descritiva, a implementação do
modelo FRBR não implica em mudança nos procedimentos tradicionais da
catalogação. A entrada de dados se faz com o uso do formato de registro MARC
e a descrição dos itens com as regras do AACR2. Bibliotecas que implementarem
o modelo em registros existentes não necessitam alterar seus procedimentos de
trabalho e as novas bibliotecas, que iniciarão a descrição de seu acervo já no
modelo FRBR, poderão estabelecer seus procedimentos de entrada de dados
conforme desejarem.
Quanto aos formatos de exibição, na prática, o software implementado
pelo modelo FRBR apresenta apenas um formato para o usuário. O modelo exibe
as informações resultantes da busca seguindo a hierarquia do modelo, ou seja, na
seqüência obra-expressão-manifestação-item. Dessa maneira, o modelo
apresenta primeiramente a “obra” e a partir dela, seguindo a vontade do usuário,
são desdobrados os tipos de “expressão” existentes. A partir de cada expressão
são apresentadas as “manifestações” e, por último, os “itens” para cada
manifestação existente. Essa característica propicia o diferencial da exibição e
apresentação das informações inseridas, pois, a partir dessa estrutura, podem ser

�12

visualizadas na forma hierárquica ou hierárquica inversa, denominadas como
“árvore” e “árvore inversa”, respectivamente.
Quanto aos produtos e serviços oferecidos, como conseqüência da
implementação do modelo FRBR, dois diferenciais podem ser classificados como
significativos: o enriquecimento do catálogo e a forma de exibição e apresentação
das informações ao usuário. O enriquecimento do catálogo se dá na medida que
todas as informações inseridas no banco de dados apresentam relações com
outras informações sob vários aspectos, estabelecendo uma teia entre registros
bibliográficos, integrando os semelhantes sob determinados aspectos. Além
disso, a catalogação é realizada seguindo também a hierarquia do modelo FRBR
(obra-expressão-manifestação-item), o que resulta em economia e facilidade de
catalogação num sistema cooperativo. Decorre daí a exibição e apresentação das
informações em forma de “árvore” e “árvore inversa”, conforme citado no
parágrafo anterior.
Quanto ao custo da implementação, é importante salientar que o
modelo FRBR não se trata de um módulo específico, sendo assim, não existe a
possibilidade de implementá-lo em separado em qualquer software de biblioteca.
Essa característica já limita a noção de custo. As propostas são calculadas em
função das características e necessidades de cada biblioteca como, por
exemplos, volume de registros bibliográficos existente, número de usuários
simultâneos e módulos a serem adquiridos.
Quanto à satisfação do usuário com sistemas implementados pelo
modelo FRBR, como não há biblioteca brasileira que já tenha a experiência de
uso do modelo, também não há pesquisas nesse aspecto, portanto, não existe o
olhar do usuário sobre a questão. No cenário internacional, até o momento da
pesquisa, também não se tinha conhecimento de pesquisas de usuários dos
FRBR.
Outros aspectos surgiram durante a demonstração; especial foco foi
dado com relação à migração de registros já existentes para o modelo FRBR.
Nesse aspecto é necessário realizar uma pesquisa com o banco de dados
existente com o intuito de verificar quais registros são candidatos a serem FRBR.

�13

Os registros que cumprem a hierarquia obra-expressão-manifestação são
candidatos a serem FRBR, pois têm a estrutura do modelo. Dentro desse
raciocínio, todos os registros constantes de um banco de dados são candidatos
(visto que são catalogados como um todo, ou seja, da obra até o item), desde que
sejam catalogados segundo a estrutura do MARC e as regras do AACR2. Na
transferência dos registros tradicionais para FRBR, eles são alterados em sua
estrutura, sendo então divididos em obra, expressão, manifestação e item, porém,
não sofrerão alterações em seus conteúdos. Para a entrada de dados, na ocasião
da inserção de um novo registro é possível optar por criar um registro tradicional
ou um registro FRBR e os catálogos, como conseqüência, podem ser puros ou
mistos.

6 CONCLUSÕES E PERSPECTIVA
A literatura em Português sobre o tema ainda é incipiente. Após estudo
e análise as vantagens da implementação do modelo FRBR parecem ser: a forma
de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos
registros. Não há relato da prática, visto que não existe efetiva aplicação no Brasil
e, como conseqüência, não há também pesquisas relatando a satisfação do
usuário com relação ao modelo. Em nível internacional os estudos também estão
em andamento. Por esses motivos este foi um estudo investigativo, sem uma
avaliação mais aprofundada da sua necessidade para a comunidade USP, bem
como sobre a aplicabilidade no seu banco de dados bibliográficos - DEDALUS.
Se o modelo se consolidar nos aspectos teórico e prático, e, ainda, nos
softwares de aplicação, certamente será necessário novo estudo, para que o SIBiUSP tenha subsídios suficientes para uma tomada de decisão e não fique à
margem das inovações no campo da representação da informação.

�14

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1

Edna Maria Gonçalves Knörich, Universidade de São Paulo, USP, eknorich@sibi.usp.br.
Juliana de Souza Moraes, Universidade de São Paulo, USP, jumoraes@icmc.usp.br.
3
Ana Lúcia de Lira Facini, Universidade de São Paulo, USP, anafacin@usp.br.
4
Andréia Teresinha Wojcicki, Universidade de São Paulo, USP, andreiaw@usp.br.
5
Clelia Junko Kinzú Dimário, Universidade de São Paulo, USP, clelia@iqsc.usp.br.
6
Guaraciaba de Barros Juk , Universidade de São Paulo, USP, guarajuk@usp.br.
7
Neide Bombeiro Filet , Universidade de São Paulo, USP, neide@biblioteca.fm.usp.br.
2

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Os FRBR se apresentam como uma nova filosofia na descrição dos objetos de informação. Como tema recente no cenário biblioteconômico brasileiro, um grupo de projetos do SIBi-USP propôs um estudo investigativo dos aspectos teórico e prático sobre o tema. O método contemplou a pesquisa documental e o levantamento de experiências. Os resultados indicam que a literatura em Português ainda é incipiente, sendo a compreensão do tema dependente da literatura inglesa. As vantagens da prática do modelo FRBR parecem ser a forma de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos registros. Não há relato da prática no Brasil; como conseqüência, não há pesquisas de satisfação de usuários dos FRBR.</text>
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