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PERFIL DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO: o olhar do
Sistema CFB/CRBs
BARBALHO, C. R. S.1
ROZADOS, H. B. F.2

RESUMO
Discute as ações do Sistema CFB/CRBs no sentido de mapear o perfil profissional e
as competências informacionais dos bibliotecários, através do projeto do Censo
Bibliotecário. Expõe sobre o instrumento de pesquisa elaborado para coletar os
dados que formarão o cadastro. Apresenta os resultados parciais do referido projeto.
Conclui mostrando a importância do projeto para os profissionais bibliotecários, o
mercado de trabalho, as intuições de ensino, os pesquisadores da área e para o
Sistema CFB/CRBs.
Palavras-chave: Competência profissional. Bibliotecário. Projeto Censo do
Bibliotecário. Cadastro bibliotecário. Sistema CFB CRBs

ABSTRACT
Argues the actions of System CFB /CRBs in the direction of serch the professional
profile and the informacionais abilities of the librarians, through the project of the
Census Librarian. It displays on the elaborated instrument of research to collect the
data that I register in cadastre they will form it. It presents the partial results of the
related project. It concludes showing the importance of the project for the
professional librarians, the market of work, the intuitions of education, the
researchers of the area and for the CFB/CRBs System.
Keywords: Professional ability. Librarian. Project Census of the Librarian. I register
in cadastre librarian. System CFB CRBs

1 INTRODUÇÃO
Atualmente existe uma vasta literatura brasileira que discute o perfil do
moderno profissional da informação (MPI) para atender as dinâmicas mudanças que
ocorrem no mundo do trabalho. A quase totalidade do amplo material vigente

�2

discute, teoricamente, qual o perfil desejado do bibliotecário para atuação na
chamada sociedade de informação.
Contudo Müeller, em 1989, – portanto há quase duas décadas, –
destacava durante o Encontro Londrinense de Biblioteconomia e Documentação,
uma das angústias vivenciadas atualmente no âmbito do Sistema CFB/CRBs, ao
evidenciar a afirmação de Patterson (1986 apud MÜELLER, 1989, p.2), para quem:
Neste momento, depois de mais de cem anos de existência de uma
associação organizada de bibliotecas, quando fazemos uma pausa
para comemorar o centenário dos cursos de biblioteconomia neste
país, ainda lutamos com o problema de identidade, de quem somos,
que fazemos, que ensinamos e como nos autodenominamos.

A despeito do que Patterson evidenciou sobre a constatação de um fato
ocorrido fora do país, hoje, no Brasil, é explícito que não existem dados efetivos
sobre quem é o bibliotecário brasileiro, o que ele faz, onde ele atua. De fato, Mueller
(1989, p.1) ainda corrobora com esta assertiva afirmando que: “O perfil de um grupo
profissional é determinado pelo conjunto de conhecimentos e competências
necessários para o desempenho da função atribuída â profissão”. Assim, para além
de conhecer os elementos que caracterizam o espaço de ação destes profissionais,
é necessário também compreender quais as competências que eles admitem
possuir ou não para qualificar sua atuação.
Preocupado com estas questões e com a total falta de informação, o
Sistema CFB/CRBs viu-se envolvido com uma problemática fundamental para
delinear seus mecanismos de ação: conhecer quem é o profissional brasileiro e as
competências que eles julgam possuir, constitui-se em elemento essencial para
dimensionar a atuação de um organismo que representa uma categoria profissional
e o deseja fazê-lo com eficiência e eficácia.
Ademais, os conselhos profissionais regulatórios das profissões liberais
são pessoas jurídicas que visam à defesa dos interesses econômicos, políticos,
sociais e laborais da classe profissional, bem como se destinam a fiscalização do
exercício das respectivas profissões com vista à proteção do coletivo, no que tange
ao exercício profissional qualificado.

�3

Os conselhos federais foram criados no Brasil na época imperial (18221889), quando determinados membros de alguns segmentos profissionais, em
especial alguns integrantes de maior prestígio social e econômico das profissões
liberais, especialmente médicos, engenheiros e advogados, buscaram estabelecer o
privilégio exclusivo do exercício de tais profissões, mediante a criação de leis que
delimitassem a competência para o exercício profissional. Posteriormente, os
conselhos profissionais ganharam força e acabaram por adquirir a atual feição de
órgãos profissionais basicamente destinados à fiscalização e à regulamentação
supletiva das respectivas profissões.
Entretanto, para favorecer uma ampla compreensão dos fazeres de tais
profissionais de modo a fomentar uma ação qualitativa, faz-se necessário entender
como ocorre a apropriação das competências dos trabalhadores, em especial
bibliotecários, pelo capital, de seus saberes em ação, dos seus talentos, de sua
capacidade de inovar, de sua criatividade e de sua autonomia que têm lhes exigido
uma série de responsabilidades para validar regularmente sua carteira de
competências de modo a evitar a obsolescência e o desemprego.
Assim, para muito além da questão fiscalizatória, a preocupação do
Sistema CFB/CRBs está associada a necessidade de saber quem é o profissional
bibliotecário brasileiro, qual sua formação, o que ele faz, como atua, quais são as
necessidades para melhor se inserir no mundo do trabalho, de modo a atender as
exigências acima destacadas. Nisto se constitui a finalidade do projeto, ora exposto,
que visa contribuir para analisar os cenários da profissão, apontar tendências,
colaborar para uma ampla discussão acerca das políticas públicas que estão
diretamente ligadas ao saber-fazer e o saber-ser do bibliotecário e mapear as
competências que estão instaladas no país, de modo a levantar possíveis gaps
existentes para favorecer novas práticas no cenário da sociedade do conhecimento.
Neste contexto, os esforços efetuados pelo Sistema CFB/CRBs tem sido
no sentido de consolidar um cadastro de profissionais bibliotecários, primeira fase de
uma mapeamento de competências, para oportunizar o conhecimento de seu perfil
de modo a contribuir, com dados e reflexões, para o aprimoramento e a reafirmação
do espaço de atuação no mercado de trabalho e sua valorização profissional,
visando oferecer à sociedade o que ela espera dele.

�4

Por

outro

lado,

considerando

que

os

conselhos

de

profissões

regulamentadas atuam para favorecer um melhor fazer profissional de modo a
garantir para a coletividade a oferta de um serviço de qualidade, faz-se necessário
compreender quais as competências profissionais que estão sendo colocadas em
jogo, tanto pela demanda de serviços de informação no âmbito da sociedade
contemporânea quanto pela atuação de tais profissionais nos seus ambientes de
trabalho.
Diante o exposto, este artigo se propõe a expor o trabalho desenvolvido
pelo Sistema CFB/CRBs para equacionar a problemática levantada. Para tal, expõe
as concepções de mapeamento de competências que permeia as ações que estão
em processo de desenvolvimento e descreve como elas se constituíram em uma
proposta de ação.

2 MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS
O gerenciamento de competências configura-se como uma das áreas da
gestão do conhecimento. De fato, a busca por armazenar dados sobre as
competências de profissionais, a fim de permitir certas combinações requeridas na
formação de equipes, no preenchimento de cargos, no planejamento de treinamento,
dentre outras aplicações, é um dos atributos daqueles segmentos que se preocupam
com aquilo que Davenport (1996) alertou sobre a composição da cultura
organizacional que, em boa parte, ocorre pelos comportamentos dos indivíduos
cujos perfis demandam por serem mapeados, incentivados e premiados, pois seus
comportamentos irão incrementar e energizar o processo organizacional.
O Sistema CFB/CRBs tem ciência de que conhecer uma categoria
profissional, seu modus operandis, é uma forma de viabilizar o conhecimento de
mecanismos que favoreçam seu crescimento e, conseqüentemente, fomentar ações
capazes de promover uma maior satisfação daquele que usufrui do serviço
profissional oferecido.
Assim, o Sistema também entende que objetivo de mapear competências
é garantir, ao processo contínuo de atualização dos perfis, avaliação, treinamento e

�5

desenvolvimento dos bibliotecários, para que a força de trabalho esteja sempre
adequada aos objetivos para o qual a formação foi delineada.
Visando corroborar para qualificar o processo de atuação do profissional, o
mapeamento de competências irá, preliminarmente, permitir compreender qual o
perfil do bibliotecário que atua no contexto nacional e, cotejando com os aspectos
teóricos que dizem respeito ao conjunto de saberes que compõem a sua formação,
compreender quais são as fortalezas e as debilidades, quando de sua ação. Deste
modo, o mapeamento de competências do Sistema CFB/CRBs está assim
delineado:

Inventário de
competências
necessárias

Atributo Teórico
de Competências

Literatura

Conhecimentos
Habilidades
Atitudes

GAP

Perfil Profissional
Competências
Existentes

Figura 1 - Metodologia para o mapeamento de competências do bibliotecário brasileiro

Como exposto pela figura acima, o mapeamento de competências do
bibliotecário brasileiro visa, acima de tudo, compreender quais as necessidades
apontadas pelos aspectos teóricos que envolvem o seu fazer e cotejar com aquilo
que, de fato, o profissional executa, para permitir o entendimento de onde está
inserida sua ação e de que modo suas práticas não refletem aquilo que dele é
esperado, quando da composição do perfil pelas entidades formadoras.
Constituir a compreensão da variedade de competências significa
estabelecer

um percurso metodológico que permita

inferir sobre o que é

necessário, o que é real e o que demanda por ser desenvolvido, fatores esses que
constituem o mapeamento de competências.

�6

A partir dos objetivos propostos partiu-se para a estruturação do
instrumento de pesquisa.

3 CARACERÍSTICAS DA AÇÃO DESENCADEADA
O projeto de mapeamento das competências envolve dois momentos
distintos: (i) o cadastramento dos bibliotecários brasileiros, oriundo da necessidade
em consolidar o que foi revelado nas expectativas apresentadas pelo cenário
percebido, bem como em cotejar com o que foi exposto pela revisão de literatura,
buscando levantar o perfil do profissional; (ii) o rol das competências identificas
pelos profissional como inerentes ao seu fazer. É fato que um perfil de competências
existentes não se estabelece pelo olhar de um único sujeito. A literatura sobre o
tema aponta que outros atores, como os empregadores, precisam corroborar para
construção do perfil de competências de uma categoria profissional, entretanto, esta
pesquisa se debruça inicialmente sobre o profissional para, no segundo momento,
constituir o olhar do empregador.
Para consolidar a investigação com objetivo identificar quem é o
profissional bibliotecário brasileiro, foram delineados os seguintes propósitos
específicos: prover dados estatísticos que orientem os governos federal, estaduais e
municipais no desenvolvimento de políticas que impactem na ação do profissional
bibliotecário; gerar um banco de dados nacional sobre o bibliotecário brasileiro;
delinear o perfil de atuação do bibliotecário no contexto nacional; descrever a
formação do profissional bibliotecário; e identificar as demandas por educação
continuada.
Para atender os objetivos acima expostos, a pesquisa foi estruturada em
três fases, a seguir descritas:
a) Fase 1 – Planejamento da pesquisa envolve: (1) constituição do grupo de
trabalho que coordenará, em nível macro, as atividades; (2) elaboração do
instrumento para coleta de dados; (3) pré-teste do instrumento para coleta de
dados; (4) consolidação do instrumento para coleta de dados; (5)

�7

estabelecimento das estratégias para coleta de dados; (5) modelagem do
banco de dados com seus respectivos níveis de acesso.
Resultados almejados: definição do instrumento de coleta de dados, bem
como das estratégias a serem adotadas.
b) Fase 2 – Coleta de dados compreendendo a coleta de dados e a
alimentação da base de dados ocorrerão de forma descentralizada, através
do Sistema CFB/CRBs.
Resultados almejados: cadastramento de 90% dos profissionais registrados
nos Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRBs), conforme dados
levantados em 2007, junto aos Conselhos Regionais e apresentados na
Tabela 1.
Tabela 1 – Situação de registro de profissionais no Sistema CFB/CRBs
CRB
Sede
Numero de
Delegacias
registros
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
TOTAL

Distrito Federal
Pará
Ceará
Pernambuco
Bahia
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Paraná
Rio Grande do Sul
Amazonas
Espírito Santo
Maranhão
Santa Catarina
Paraíba
15

2.269
1.197
606
1.121
1.481
2.528
5.896
7.639
1.488
1.811
415
464
555
1.025
399
28.894

Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Amapá e Tocantins
Piauí
Alagoas
Sergipe
Acre, Rondônia e Roraima
Rio Grande do Norte
12

Fonte: Conselhos Regionais de Biblioteconomia, 2007.

c) Fase 3 – Análise, avaliação e apresentação dos resultados, envolvendo,
após o levantamento dos dados em campo, o grupo de trabalho constituído
para coordenar, em nível macro, as atividades delineadas, balizará os
resultados obtidos e sintetizará os principais indicadores levantados,
efetuando sua disseminação através de um Relatório Final, consubstanciado,
que será encaminhado aos órgãos competentes para subsidiar ações
governamentais nos diferentes níveis, para todo o Sistema CFB/CRBs e
exposto no Portal do CFB para amplo acesso.

�8

Resultados almejados: análise dos resultados obtidos e elaboração do
relatório final que se configurará no documento a ser publicado e amplamente
disseminado.
A avaliação ocorrerá ao final de cada etapa do trabalho, obedecendo aos
seguintes momentos e indicadores:
a) Fase 1 – O instrumento delineado e pré-testado nos 180 (cento e oitenta)
dias previstos e se as estratégias de coleta de dados foram claramente definidas e
repassadas para as equipes locais. Serão mensurados não só o cumprimento do
prazo como também a quantidade de sujeitos que participaram do pré-teste, as
sugestões apresentadas e necessárias para atender aos objetivos propostos;
b) Fase 2 – Cadastramento de 90% dos profissionais registrados nos CRBs, o
que corresponde a 26.085, dos 28.894 profissionais registrados, segundo dados
levantados em 2007 junto aos Conselhos Regionais. Serão mensuradas as
dificuldades encontradas através da reunião dos coordenadores (Geral, de Apoio e
Local), em Brasília, no quinto mês da coleta de dados com objetivo de avaliar o
processo e promover as alterações que se façam necessárias para garantir a
eficácia da obtenção dos dados;
c) Fase 3 – Reunião final dos coordenadores (Geral, de Apoio e Local), em
Brasília, no 16º (décimo sexto) mês da pesquisa com objetivo de avaliar o processo
e compor o material de divulgação da pesquisa. Publicação dos resultados obtidos.
Conforme verificado, a Fase 1 já está em processo final de implementação
para promover a coleta no espaço virtual, ou seja, para disponibilizar o instrumento.
Deste modo, a constituição do instrumento foi configurada a partir de um amplo
estudo, sendo sua finalização resultado parcial do trabalho executado para que o
objetivo seja cumprido.

�9

4 INSTRUMENTO DE PESQUISA
Gil (1999) afirma que as fontes documentais são capazes, com freqüência,
de proporcionar ao pesquisador, dados relevantes, evitando a perda de tempo com
levantamentos de campo. Desta forma, para embasar a pesquisa proposta,
buscaram-se documentos que se debruçassem sobre a questão das competências,
o que permitiu, no momento da estruturação do instrumento de pesquisa, listar as
competências consideradas importantes pelo CFB. A Figura 2 apresenta como foi
estruturado o instrumento de pesquisa para
composição do perfil de competências,
tendo em vista que os campos inerentes ao
cadastro

envolvem:

a

identificação,

a

formação, a atuação, abarcando questões
inerentes a local de trabalho, faixa salarial,
entre outros, e a necessidade de educação
continuada.
Figura 2 - Composição do instrumento

Partindo de Duarte et al. (2007),
Faria et al. (2005) e Valentim (2004) as

competências e habilidades dos graduados em Biblioteconomia podem ser
explicitadas, conforme as tabelas a seguir apresentadas.
Tabela 2 – Competências e habilidades dos graduados em Biblioteconomia

GERAIS

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DOS GRADUADOS EM BIBLIOTECONOMIA
•
•
•
•
•
•
•
•
ESPECÍFICAS

•
•
•
•

•

Gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;
Formular e executar políticas institucionais;
Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
Utilizar racionalmente os recursos disponíveis;
Desenvolver e utilizar novas tecnologias;
Traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de
atuação;
Desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, assessorar, prestar
consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e pareceres;
Responder a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas que
caracterizam o mundo contemporâneo.
Interagir e agregar valor aos processos de geração, transferência e uso da informação, em todo e
qualquer ambiente;
Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de informação;
Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de
conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e difusão da
informação;
Realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da informação.

Fonte: MEC/CNE. Diretrizes Curriculares Nacionais – Biblioteconomia, 2001

�10

No entender de Faria et al. (2005), 43,0% dos itens estabelecidos na CBO
compõem o núcleo de competências das organizações, conforme a Tabela 3.
Tabela 3 – Competências do profissional da informação e suas correspondências no núcleo
de competências requeridas pelas organizações
Competências exigidas pelas
Competências requeridas pelas
organizações na Classificação Brasileira
organizações
de Ocupações – CBO
Manter-se atualizado
Disposição para mudanças
Liderar equipes
Liderança
Trabalhar em equipe e em rede
Afetividade + sociabilidade
Demonstrar capacidade de análise e síntese Análise e síntese/ou avaliação
Demonstrar conhecimento de outros idiomas Comunicação
Demonstrar capacidade de comunicação
Comunicação
Demonstrar capacidade de negociação
Negociação
Agir com ética
Ética ou liderança
Demonstrar senso de organização
Organização e planejamento
Demonstrar capacidade empreendedora
Realização
Demonstrar raciocínio lógico
Criatividade + outras capacidades cognitivas
Demonstrar capacidade de concentração
Atenção/ priorização
Demonstrar proatividade
Antecipação de ameaças
Fonte: Faria et al. (2005).

Para Valentim (2004), as competências e habilidades percebidas para a
formação profissional, na área de Ciência da Informação, mais especificamente em
Biblioteconomia, são:

COMPETÊNCIAS
DE
COMUNICAÇÃO
E EXPRESSÃO

Tabela 4 – Competências e habilidades percebidas para a formação profissional bibliotecário
(continua)
•
•
•
•
•
•

COMPETÊNCIAS
TÉCNICOCIENTÍFICAS

•
•
•
•
•
•

Formular e gerenciar projetos de informação;
Aplicar técnicas de marketing, de liderança e de relações públicas;
Capacitar e orientar os usuários para um melhor uso dos recursos de
informação;
Elaborar produtos de informação;
Executar procedimentos automatizados próprios;
Planejar e executar estudos para formação de usuários da informação,
entre outras.
Desenvolver e executar o processamento de documentos em distintos
suportes;
Selecionar e difundir a informação gravada em qualquer meio para os
usuários;
Elaborar produtos de informação;
Utilizar e disseminar fontes, produtos e recursos de informação em
diferentes suportes;
Formular políticas de pesquisa na área;
Pesquisar sobre metodologias de elaboração e utilização do
conhecimento registrado, entre outras.

�11

COMPETÊNCIAS
SOCIAIS E
POLÍTICAS

COMPETÊNCI
AS
GERENCIAIS

Tabela 4 – Competências e habilidades percebidas para a formação profissional bibliotecário
(conclusão)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Gerenciar unidades, sistemas e serviços de informação;
Gerenciar projetos de informação;
Aplicar técnicas de marketing, de liderança e de relações públicas;
Planejar recursos econômico-financeiros e humanos do setor; planejar,
coordenar e avaliar a preservação e conservação de documentos;
Planejar estudos de usuários da informação;
Planejar e manipular redes globais de informação, entre outras.
Participar da formulação de políticas de informação;
Fomentar a interação com os diversos atores sociais; identificar as
demandas sociais de informação;
Contribuir com o desenvolvimento do mercado de trabalho;
Atuar coletivamente no âmbito das instituições para promover a
profissão;
Formular políticas de pesquisa e elaborar normas jurídicas em
Biblioteconomia e Ciência da Informação, entre outras.

Fonte: Valentim, 2004.

A partir desta contextualização, foram definidas as competências que
integraram o instrumento de pesquisa. As etapas pelas quais este instrumento
percorreu, com

o objetivo de sofrer diferentes avaliações e adequações, são

explanadas em resultados parciais obtidos.

5 RESULTADOS PARCIAIS OBTIDOS
Considerando o projeto exposto está em fase de execução, os resultados
parcialmente obtidos estão expostos a seguir.
a) Elaboração, discussão e reformulação do instrumento de coleta de dados
Em julho de 2007, foi apresentado um modelo para cadastro de
profissionais e de unidades de informação, utilizado em pesquisa realizada na
Universidade Federal do Amazonas. Tal instrumento, após análise, permitiu a
composição dos dados a serem obtidos junto aos profissionais, composto das
seguintes seções, como exposto anteriormente: 1. Identificação; 2. Formação
Profissional; 3. Atuação Profissional; e 4. Educação Continuada.
Da análise deste instrumento, pela Comissão de Cadastro, resultou um
instrumento base, que foi encaminhado para análises e criticas por parte dos
Conselhos Regionais. As questões por eles levantadas foram discutidas no âmbito

�12

da Comissão e levadas para discussão em Reunião Plenária do CFB, para serem
incorporadas ao instrumento.
O instrumento para levantamento das competências foi composto das
seguintes assertivas, com indicação de que medida ela se enquadra:
ASSERTIVAS

1

MEDIDA
2 3 4

Tenho capacidade para gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;
Trabalho na formulação e executar de políticas institucionais;
Elaboro, coordeno, executo e avalio planos, programas e projetos de interesse para a biblioteca e
para a instituição.
Sei utilizar racionalmente os recursos disponíveis;
Tenho aptidão para desenvolver e utilizar novas tecnologias;
Sei como traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas
de atuação;
Desenvolvo atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, assessorar, prestar
consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e pareceres;
Respondo as demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas
que caracterizam o mundo contemporâneo.
Sei interagir e agregar valor aos processos de geração, transferência e uso da informação, em
todo e qualquer ambiente;
Sou capaz de criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de
informação;
Trabalho com fontes de informação de qualquer natureza;
Processo a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de
conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e difusão da
informação;
Realizo pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da informação.
Mantenho-me atualizado
Sei liderar equipes
Trabalho em equipe e em rede com alguma facilidade
Possuo capacidade de análise e síntese
Sei me expressar em outros idiomas
Tenho uma grande capacidade de me comunicar com as pessoas
Sei conduzir um processo de negociação para fornecimento da informação adequada
Conheço e pratico o Código de Ética Profissional
Sou uma pessoa organizada
Sou um profissional empreendedor
Possuo um raciocínio lógico que facilita a tomada de decisões
Tenho Facilidade de me concentrar
Sou um profissional proativo
Tenho facilidade para formular e gerenciar projetos de informação
Aplico técnicas de marketing no trabalho que desenvolvo
Aplico técnicas de liderança no trabalho que desenvolvo
Aplico técnicas de relações públicas no trabalho que desenvolvo
Possuo capacidade para orientar os usuários para um melhor uso dos recursos de informação
Elaboro produtos de informação
Sou capaz de executar procedimentos automatizados
Planejo e executo estudos para formação de usuários da informação

(continua)
Quadro 1 – Instrumento para mapeamento das competências e habilidades percebidas
pelo profissional bibliotecário

�13

ASSERTIVAS

1

MEDIDA
2 3 4

Desenvolvo e executo o processamento de documentos em distintos suportes
Seleciono e difundo a informação gravada em qualquer meio para os usuários
Tenho facilidade para utilizar e disseminar fontes,
Manuseio diversos produtos e recursos de informação em diferentes suportes
Formulo políticas de pesquisa na área
Pesquiso sobre metodologias de elaboração e utilização do conhecimento registrado
No meu trabalho, gerencio unidades, sistemas e serviços de informação
As minhas atividades profissionais estão relacionadas ao processo de gerenciar projetos de
informação
Planejo recursos econômico-financeiros e humanos do setor que trabalho
Planejo, coordeno e avalio a preservação e conservação de documentos
Sou capacitada para planejar e manipular redes globais de informação, entre outras.
Participo da formulação de políticas de informação
Promovo a interação com os diversos atores sociais
Identifico as demandas sociais de informação para o desempenho de minhas atividades
Contribuo com o desenvolvimento do mercado de trabalho através das ações que desenvolvo
Atuo coletivamente no âmbito das instituições para promover a profissão

(conclusão)
Quadro 1 – Instrumento para mapeamento das competências e habilidades percebidas
pelo profissional bibliotecário

O instrumento acima exposto contribuirá para que o profissional elenque,
em uma escala de 1 a 4, as competências que ele reconhecer possuir.
b) Pré-Teste do instrumento
Um pré-teste do instrumento foi efetuado durante o XIV Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), contando com a participação de 306
profissionais que preencheram o instrumento e apresentaram as seguintes críticas,
sugestões e dificuldades, discutidas no âmbito da Comissão e levada para
discussão da Reunião Plenária:
•

Ampliação do espaço destinado à Identificação;

•

Formação em Biblioteconomia. Retirar a linha que vem depois, pois fica
parecendo que precisa preencher alguma coisa;

•

No lugar de empresa, colocar organização ou instituição, que deixa
mais claro;

•

Atuação profissional (fonte diferente);

•

Faixa salarial (líquido ou bruto?). Especificar;

�14

•

Educação continuada. Acrescentar – colocar em ordem de preferência;

•

Dificuldade de preenchimento no caso dos profissionais que estão em
situação irregular com o Conselho Regional;

•

Muitos profissionais não sabiam o seu nº de inscrição no CRB;

•

Elaborar texto para os Conselhos Regionais, informando sobre o
Censo;

•

Incluir um campo para pessoas com notório saber, no questionário;

•

Definir níveis de acesso às informações do Banco;

•

Complementar a pesquisa com um estudo de mercado;

•

Elaborar texto sobre o perfil antropológico do profissional, a partir dos
resultados do Censo;

•

Participação dos Conselhos Regionais na construção do estudo.

A partir do estudo das questões levantadas pelos Regionais, foram
definidas quais questões impactavam no instrumento de pesquisa e incorporadas ao
mesmo.
O passo seguinte que foi a modelagem do banco de dados.
c) Modelagem do Banco de Dados
Foi realizada a modelagem o banco de dados, que dará suporte à
armazenagem dos dados. O banco está foi modelado em software livre e gratuito e
com diferentes níveis de acesso. Em função das demandas oriundas da reunião
anteriormente ocorrida com os Conselhos Regionais, novos metadados foram
inseridos e houve a preocupação em resguardar as informações inseridas no banco
de dados, resultando em auditoria para averiguar a segurança dos dados.
O banco modelado foi apresentado em reunião aos Conselhos Regionais.
A interface do instrumento, acima descrita (Figura 3), buscou criar um mecanismo
que facilite o preenchimento.

�15

Figura 3 – Interfaces do instrumento de coleta de dados

O instrumento, como pode ser observado, contempla os itens descritos
para o cadastro do profissional e do mapeamento de suas competências.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considera-se que esta pesquisa é de fundamental importância, tanto para
o profissional bibliotecário quanto para o mercado de trabalho e para as instituições
de ensino ligadas à área de Ciências da Informação.

�16

O profissional bibliotecário terá à sua disposição diferentes dados como os
diversos nichos de mercado em que ele se pode colocar ou preparar sua
especialização, o mapeamento dos profissionais por estados/regiões do país ou por
tipo de atividade, dentre outros.
O mercado de trabalho terá acesso a informações como âmbito de
atuação dos bibliotecários, o que facilitará o entendimento do seu fazer
proporcionando uma maior visibilidade sobre as questões que envolvem as áreas de
sua competência.
As instituições de ensino poderão utilizar os dados levantados como
subsídios para alterações curriculares, criação de cursos de pós-graduação e
implementação na formação continuada, através de cursos de extensão, atualização
e educação à distância.
Os professores e os pesquisadores poderão ter acesso aos dados para
subsidiar ou gerar pesquisas importantes, que contribuirão ao crescimento da
profissão e/ou para dar maior visibilidade ao profissional bibliotecário.
O estudo dos dados levantados na pesquisa e o cruzamento das
diferentes variáveis, no caso específico do Sistema CFB/CRB, proporcionarão, como
foi anteriormente citado, informações necessárias ao controle, a avaliação e a
reestruturação de seu planejamento estratégico.

REFERÊNCIAS
DAVENPORT, Thomas. The future of knowledge management. CIO Magazine,
janeiro, 1996. Disponível em: &lt;www.cio.com/archive&gt;. Acesso em 13 ago. 2000.
DUARTE, Emeide Nóbrega et al. Compartilhamento de conhecimentos como
estratégia para fortalecer as competências do profissional da informação. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E CIENCIA DA
INFORMAÇÃO, XXII, 2007, Brasília, Anais .... Brasília: 2007 1 CD ROM.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 1999.

�17

FARIA, Sueli et al. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ciência da Informação, Brasília,
DF, v. 34, n. 2, p.26-33, maio/ago, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28552.pdf&gt;. Acesso em: 10 de nov. 2006.

__________________
1

Célia Regina Simonetti Barbalho, UFMA, Conselho Federal de Biblioteconomia,
simonetti@ufam.edu.br.
2
Helen Beatriz Frota Rozados, UFRGS, Conselho Federal de Biblioteconomia, hrozados@gmail.com.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Discute as ações do Sistema CFB /CRBs no sentido de mapear o perfil profissional e as competências informacionais dos bibliotecários, através do projeto do Censo Bibliotecário. Expõe sobre o instrumento de pesquisa elaborado para coletar os dados que formarão o cadastro. Apresenta os resultados parciais do referido projeto. Conclui mostrando a importância do projeto para os profissionais bibliotecários, o mercado de trabalho, as intuições de ensino, os pesquisadores da área e para o Sistema CFB/CRBs.</text>
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