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UMA ANÁLISE DOS SÍTIOS DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
FEDERAIS NA ÓTICA DE SERVIÇOS DE REFERÊNCIA DIGITAL
VIEIRA, D. V.1
LAZZARIN, F. A.2
BRITO, J. L.3

RESUMO
Os Serviços de Referência Digital - SRDs - oferecem acesso à informação em qualquer
lugar e em qualquer tempo. O presente estudo enfocou o papel da informação e da
tecnologia nas Bibliotecas Universitárias Federais frente aos serviços eletrônicos
disponibilizados através da Web. Discute sobre a implementação dos SRDs, ocorridos
nos sítios das Bibliotecas Universitárias Federais de vinte e seis estados brasileiros e
uma do Distrito Federal. Buscou-se analisar através de um quadro de referência quais
fazem uso das novas fontes para informação de acesso on-line. Os impactos percebidos
neste cenário indicam: o oferecimento de ferramentas on-line para oferecer suporte aos
usuários, bem como uma nova forma de atuação para o bibliotecário de referência.
Palavras-chave: Tecnologia da Informação. Serviço de Referência Digital.
Bibliotecas Universitárias Federais.

ABSTRACT
Digital Reference Services - DRSs - offers information access in anywhere and anytime.
The present paper focus in the leading of information and technology on Federal
Universities Libraries across electronic services available on Web. Discuss about
implementation of DRSs, available on the Federal Universities Libraries’ web site of
twenty six Brazilian states and one in Federal District. It analyses through framework
which of them use yourself new information fonts of on-line access. The impacts realized
on this scenario indicates the availability of on-line tools to help users and a new leading
of reference librarian.
Keywords: Information Technology. Digital Reference Services. Federal Universities
Libraries.

�2

1 INTRODUÇÃO
A informação sempre teve uma vasta importância na vida das sociedades,
em todos os tempos; contudo, no contexto atual, a informação se configura como
insumo básico, passando a ser considerada, como um bem imprescindível para
tomada de decisões em diversas áreas do conhecimento. De acordo com Araújo
(1995), o poder da informação, aliado aos modernos meios de comunicação de
massa, tem a capacidade ilimitada de transformar culturalmente o homem, a
sociedade e a própria humanidade como um todo.
Tal acesso à informação, e através dela ao conhecimento, proporcionou e
alterou em maior medida o cotidiano das pessoas, criando e recriando novas
identidades, novos hábitos sociais, e uma nova forma de cultura através das
Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC – cujo ícone é a Internet.
Desta forma, com o advento da Internet, criada em 1983, há uma explosão
de informação, e as antigas ressalvas ocorridas no início do uso deste conglomerado
de redes on-line interligadas mundialmente, que chegaram até mesmo a gerar
documentos com recomendações e dicas sobre como o usuário se comporta ao
navegar com uma maior segurança, foram, aos poucos, sendo transpostas,
revertendo o que era ameaça de ambiente em forte aliado para a aquisição e
disseminação da informação. De acordo com Bottentuit Junior (2003):
Um dos principais e mais difundidos meios de comunicação de
informação na atualidade, é feito via Internet, isto é resultado do seu
poder de alcance e rapidez de transmissão, ou seja, porque constitui
hoje, o meio mais fácil de se trocar informações em tempo real e com
menor custo possível.

Assim sendo, diante de tais transformações, as Bibliotecas Universitárias
Federais, se vêem impelidas a adentrarem em um novo contexto. O que antes era a
biblioteca de referência, cuja principal função era a de assistir de forma direta ao
consulente, depara-se hoje com um usuário mais exigente, reclamando ao direito de
mudanças quanto às formas operacionais da disseminação da informação por parte
do bibliotecário.
Caminhando neste prisma que o serviço de referência digital – SRD –
através do advento de novas TICs, permitiu aos bibliotecários redefinir e explorar

�3

mais livremente todas as possibilidades dos serviços de referência. Através de email, Chat, video-conferência, softwares específicos para este serviço, entre outros,
o SRD sugere-se como uma ferramenta poderosa de comunicação para os usuários
e bibliotecários.

É assim que, Marques &amp; Gouveia (2004) apud Alves &amp; Vidotti

(2006), apresentam a importância do SRD para as bibliotecas ao descreverem que :
Preparar, identificar conceitos-chaves, palavras, sinônimos e termos
relacionados, construir a pesquisa com emprego de ferramentas
comuns como operadores booleanos, truncatura, sistemas de
classificação com índices e thesaurus, identificar os auxiliares
disponíveis em cada base de dados, analisar criticamente os dados
obtidos são atividades que devem estar por detrás de um serviço de
referência digital que permita criar um serviço com a capacidade
responder a um utilizador cada vez mais exigente, uma vez que
agora no mundo digital as bibliotecas digitais não lidam com perfis
pré-estabelecidos de utilizadores, mas com todos aqueles que
navegam diariamente na Web.

Tal conceituação descreve os maiores avanços que as Bibliotecas
Universitárias Federais podem adquirir, gradativamente, através dos SRDs. É deste
modo que, o presente foco de análises, deste artigo, busca através de vinte e seis
estados brasileiros e um Distrito Federal, quais são os sítios de Bibliotecas
Universitárias Federais que fazem uso das novas fontes para informação de acesso
on-line. Busca também dimensionar quais os impactos que os SRDs podem gerar
nestas, salientando que não se trata de estudo exaustivo, mas de caráter informativo
e instrucional.

2 AS BIBLIOTECAS E O ACESSO A INFORMAÇÃO
As

bibliotecas

carregaram

ao

longo

dos

tempos

estigmas

que

impregnaram o seu sentido e o seu significado de existência; estes estigmas mesmo
séculos depois, ainda se fazem presentes nas bibliotecas dos “novos tempos”. Os
usuários das bibliotecas monásticas, ao entrarem neste ambiente, tinham sua ânsia
de informações podadas em primeira instância pelo silêncio inviolável e, em
segunda, pelo receio de pedir uma informação, que para o bibliotecário da época,
poderia ser entendido como inconveniente; fato este que impedia o usuário de
avançar e se aprofundar em suas pesquisas.

�4

Hoje, por outro lado, o novo usuário não se depara com restrições quanto
a sua entrada e sua permanência dentro das bibliotecas, mas encontra-se com outro
tipo de silêncio, um antagonismo dos tempos modernos, onde a informação precisa
ser disseminada, o usuário precisa desta informação, mas a interação entre
bibliotecário-usuário está constantemente sendo interrompida pelo fato do usuário
não saber recuperar a informação da qual necessita.
É neste contexto que, o crescente papel desempenhado pelas TICs,
adentrou nos processos das Bibliotecas Universitárias Federais, processos tais
como: a aquisição da informação, o gerenciamento desta, o armazenamento, o
tratamento e a utilização adequada da informação; estes fazem parte de um mundo
informacional com muitos labirintos dos quais, muitas vezes, o usuário se perde na
hora de recuperar as informações necessárias para ele; ou por uma escassez de
conhecimento ou por falta de treinamento para o uso destas novas tecnologias, o
usuário depara-se a necessidade de um modelo de organização que o leve com
eficiência à informação e ao conhecimento.
Para tanto, Heijst (1996) criou um modelo organizacional objetivando
alavancar a informação/conhecimento conforme a Figura 1.
Interação

Sistema de
informação

Usuário

Comunicação

falada
Proc. Inf.

Desen. Inf.

impressa

Combinação da
Informação

Resultado

Triagem

Seleção/Uso

em rede

Difusão de Informação

Figura 1 – Modelo organizacional de informação
Fonte: baseado em Heijst, 1996.

Neste modelo percebe-se a importância da interação entre o sistema
de informação e a comunicação com o usuário. Para que o usuário possa ser
beneficiado através do processo de informação, o desenvolvimento deste modelo se

�5

dará de três formas distintas: falado, impresso ou em rede. Tendo, portanto, a
combinação de elementos necessários para que o resultado da pesquisa do usuário
seja positivo, concretizando-se a difusão da informação, que é o papel fundamental
das Bibliotecas Universitárias Federais.

3 O BIBLIOTECÁRIO E O SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL
Comparando a sociedade industrial ainda muito presente nos anos de
1990, com a sociedade informacional, período do qual vivenciamos, meados dos
anos 2000, denominado a Era da Informação e do Conhecimento, verifica-se que a
atual

está

marcada

basicamente

pela

intensa

e

contínua

evolução

do

desenvolvimento das TICs e pelo processamento da informação. Este fato gerou um
grande número de informações disponibilizadas, principalmente on-line, e que tem
causado embaraços aos usuários no momento da busca de um acesso preciso e
relevante aos documentos disponibilizados na Internet.
É neste ambiente de diversos links e múltiplas fontes que o bibliotecário e
o SRD adentram nas Bibliotecas das Universidades Federais: o bibliotecário como
um agente facilitador que busca atender a necessidade da informação que o usuário
traz consigo; e o SRD como uma fonte estratégica de pesquisa e captura de
informações nas bases de dados disponíveis na Web.
De acordo com Márdero Arellano (2001), os serviços de referência virtual
estão se tornando realidade, e são parte ativa na evolução dos serviços de
bibliotecas na Internet, pois este serviço diz respeito a uma rede de conhecimentos
técnicos, de intermediação e de recursos colocados à disposição de alguém que
procura informação num ambiente ‘em linha’. (LANKES, apud FERREIRA, 2004).
Há tempos ocorre por parte dos bibliotecários a intenção de aprimorar o
processo de comunicação com os usuários da biblioteca, bem como, a disseminação
dos serviços de informação através de mecanismos virtuais que busquem reproduzir
a interação em tempo real, e garantir qualidades a esta mediação.
Em documento da Reference and User Services Association (RUSA,
2004), a referência virtual é um serviço de referência iniciado eletronicamente,

�6

freqüêntemente em tempo real, onde os usuários utilizam computadores ou outra
tecnologia da Internet para se comunicarem com a equipe de referência sem
estarem fisicamente presentes.
Neste contexto, os SRDs têm objetivado promover melhores práticas de
referência digital, prestando um serviço público com utilização das novas
ferramentas de tecnologia, tendo em si suas características exclusivas. É o que
destaca Ferreira (2004) ao afirmar que os serviços de referência digital têm suas
características peculiares como a inclusão do conhecimento humano e do
conhecimento do assunto, características advindas deste assunto específico.
Ainda como característica humana, a virtualização pode ser aplicada a
qualquer área da vida, inclusive no exercício profissional em benefício da qualidade
da mediação com o sujeito interlocutor. Portanto, o serviço de referência e a
virtualização não são algo novo na Biblioteconomia, pois as bibliotecas tradicionais
estão repletas de mecanismos virtuais de referência e mediação, como por exemplo
o catálogo e todas as suas derivações.
A essência nesta prestação de serviços de referência permaneceu ao
longo dos anos, assim como hoje, de um lado, os usuários buscando informações, e,
do outro, bibliotecários com o objetivo de atender-lhes, porém, o que vem mudando
de acordo com Linguanotto; Grandi; Sampaio (2001) é a maneira como esses
serviços vêm sendo prestados diante das realidades atuais das bibliotecas, onde a
cada dia são disponibilizadas novas ferramentas de apoio à organização, busca e
recuperação de informações.
Mood (1994) apud Darries (2002), ainda argumenta que os bibliotecários
de referência devem proporcionar aos usuários a informação e a escolha de artigos
ou livros, isso resultará ao usuário gastar seu tempo lendo, absorvendo e aplicando
a informação disponível, não envolvido no processo de procura da informação. Tal
afirmação em um banco de dados on-line não sobrecarregaria o usuário de
informações indesejáveis e os bibliotecários passariam a dar conselhos mais
específicos.
Os serviços de referência que utilizam tecnologia digital, de uma ou de
outra forma, são intercambiáveis para descrever os diversos termos: “referência

�7

digital”, “referência virtual”, “referência permanente”, “referência on-line”, e “serviço
de informação em Internet”, de acordo com a Virtual Reference Canadá (VCR).

4 ADMINISTRAÇÃO DOS SRD NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS
O Serviço de Referência Digital nas Bibliotecas Universitárias tem uma
relevância estratégica, constituindo-se em fator importante para o sucesso de
qualquer biblioteca. Bax (1998) ressalta que a Web é de importância fundamental
para as bibliotecas e centros de informação, sendo que as bibliotecas que não forem
capazes de integrar tais mudanças de forma efetiva, ainda que gradual,
simplesmente desaparecerão ao longo do tempo, muito provavelmente por falta de
usuários.
Mas para que tais mudanças sejam implantadas de forma efetiva e para
que as melhorias na prática de uso sejam alcançadas, faz-se necessário seguir
algumas recomendações estratégicas para nortear a utilização do SRD nas
Bibliotecas Universitárias Federais. Algumas dessas recomendações são definidas
na IFLANET Reference Work Section (2004), pois antes de iniciar o SRD, deve ser
identificado o usuário ao qual o serviço será dirigido, e:
devem-se examinar as políticas institucionais existentes, de modo a
identificar as prováveis mudanças que serão provocadas pela
introdução de tecnologias no ambiente, como por exemplo,
adaptações físicas, metodológicas e políticas no ambiente de
serviço. Precisam-se estabelecer políticas de referência, como por
exemplo: objetivos para o novo serviço, elaborar normas de
funcionamento em consonância com tais objetivos e com a missão
da instituição; estabelecer uma equipe supervisora, responsável por
desenvolver melhores práticas e definir a conduta aceitável e as
normas de funcionamento; estabelecer a periodicidade em que estas
políticas serão revistas; como se dará este procedimento e quem
serão os responsáveis; assegurar regras de respeito aos diretos
autorais e demais restrições legais aplicáveis; definir a clientela
primária; e, estabelecer quais as informações que se pretende
oferecer, como dados de conteúdo ou referência que se quer.

As recomendações acima requerem o planejamento, que é de
fundamental importância, pois as ofertas de serviços devem estar de acordo com a
necessidade dos usuários aos quais se pretende servir e com os recursos
financeiros disponíveis na instituição. Dentro do planejamento precisa-se: identificar

�8

as opções de serviço que pretende oferecer de imediato, e aqueles que pretende
oferecer a médio e longo prazo; avaliar os serviços de programas informatizados que
estejam

disponíveis;

determinar

os

serviços

e

programas

informatizados

necessários; coletar informações em uma amostra de clientela; por fim, elaborar um
plano de ação e então, assegurar o apoio institucional.
Tais diretrizes estabelecidas têm o intuito de subsidiar a implantação de
um SRD nas bibliotecas brasileiras, neste estudo específico, nas Bibliotecas
Universitárias Federais.

5 TIPOS DE SRD
Existem vários tipos de SRD oferecidos pelas Bibliotecas Universitárias
Federais, que podem ser desde os mais simples, onde as bibliotecas disponibilizam
suas obras de referência na rede, até os serviços mais avançados, que são
classificados pela sua sincronia, os assíncronos e os síncronos. Os assíncronos
através de e-mail e formulário Web, não sendo este, realizado em tempo real. Os
síncronos, como chat e videoconferência, em que o usuário interage em tempo real.
De acordo com Janes; Carter e Memmot (1999) apud Darries (2002), estudos
realizados, revelaram que até 1999, em 150 bibliotecas universitárias americanas
pesquisadas, aproximadamente a metade oferecia SRD assíncrono, entretanto
nenhuma delas oferecia SRD em tempo real, síncrono.
E ainda neste estabelecimento de idéias que a produção exponencial de
conhecimentos on-line estimula as bibliotecas a criarem acordos de cooperação que
se efetivarão em catálogos coletivos, redes cooperativas de catalogação e,
atualmente, em bibliotecas digitais e virtuais. Foi desta forma que ocorreu com o
(SRD), no exterior, que, na maioria das vezes, se estabeleceu mediante projetos
colaborativos.
Inúmeras iniciativas de serviços colaborativos de referência digital vêm se
destacando no cenário internacional.
Em 2004, Sloan relacionou 77 projetos colaborativos em diversos
países, dentre os quais podemos citar The Alliance Library System
(Illinois, EUA) que congrega 253 participantes e o das bibliotecas do

�9

Colorado (EUA, em número de 43), que tem um diferencial nos
serviços : disponibilizam-nos em dois idiomas, em inglês e espanhol.
As redes de serviço colaborativo com maior destaque no cenário
mundial são a do QuestionPoint Cooperative Reference (inicialmente
Collaborative Digital Reference Service (CDRS) e a do Vitual
Reference Desk Project (VRD). (BOTTARI e SILVA, 2005)

Embora a sociedade esteja passando por um período de transformações
tecnológicas e esteja enfrentando os conseqüentes impactos sociais gerados por
esta, as dúvidas quanto ao processo de aquisição e recuperação digital, tem gerado
entraves para a disseminação de tal serviço.

6 METODOLOGIA
O presente estudo analisou quais são os sítios de Bibliotecas
Universitárias Federais que fazem uso das novas fontes para informação de acesso
on-line e os impactos que os Serviços de Referência Digital podem gerar nestas. A
pesquisa é de cunho exploratório e possui uma amostra de 27 Bibliotecas
Universitárias Federais sendo 26 de todos os Estados Brasileiros e 1 do Distrito
Federal. O levantamento foi realizado no período de maio a junho de 2008.
Para determinar estes impactos selecionamos como variáveis os
seguintes

serviços: a) “pergunte ao bibliotecário”; b) tipo de orientação; c)

capacitação do usuário; d) arquivo com orientação de uso da biblioteca ao usuário;
e) página de orientação de normalização ABNT; f) mensagem instantânea; g) fórum
de discussão (pergunta e resposta); h) e-mail para referência (podendo ser o do
bibliotecário).
Foi realizada também uma pesquisa bibliográfica onde foram visitadas as
principais revistas da área de ciência da informação, encontros ou congressos
também da área, sítios da internet e dissertação de mestrado na área. A maioria das
fontes da presente pesquisa foi acessada via rede mundial Internet.

�10

7 RESULTADOS
A presente análise dos resultados baseia-se nas informações obtidas
somente via on-line através dos sítios web das Bibliotecas Universitárias Federais
conforme o anexo do artigo.
Na conjuntura em que as Bibliotecas Universitárias Americanas se
encontravam em 1999, conforme citado anteriormente por Janes; Carter e Memmot
(1999) apud Darries (2002) em seus estudos realizados sobre SRD é que as
Bibliotecas Universitárias Federais Brasileiras ainda caminham conforme os quadros
de 1 a 4 descritos abaixo:

Quadro 1 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Norte do Brasil

No quadro 1 referente as Bibliotecas da Região Norte constata-se que os
SRDs são os mais escassos. Porém para destacar algumas delas encontramos por
exemplo, no sítio da biblioteca da UFPA, como tipo de orientação ao usuário o meio
multimídia. Quase todas ofereciam e-mail para referência ao usuário. O sítio da
UNIR não oferecia nenhum tipo destas variáveis encontradas.

Quadro 2 - Bibliotecas Universitárias Federais da Região Nordeste do Brasil

No quadro 2 referente as Bibliotecas da Região Nordeste verificou-se de
forma positiva que os SRDs presentes nos sítios destas, trabalhavam com a

�11

capacitação do usuário e com arquivos de orientação para o uso da biblioteca ; do
mesmo modo oferecem e-mail para referência em todos eles.

Quadro 3 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Sudeste e Sul do Brasil

No quadro 3 que representa as Bibliotecas da Região Sudeste e Sul, é
importante destacar de forma positiva como ferramentas para as práticas dos SRDs,
o sítio da Biblioteca da UFSC que oferecia um fórum de discussão com pergunta e
resposta, e também um Mecanismo On-line para REferências chamado (MOREhttp://more.rexlab.ufsc.br). O sítio da USP também oferecia um fórum de discussão.
Sendo

estas

significativas

ferramentas

de

serviço

on-line.

Contudo,

não

encontramos no próprio sítio das bibliotecas um espaço que oferecesse um serviço
de mensagem instantânea ou SRD síncrono.

Quadro 4 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Centro-oeste e Distrito Federal do
Brasil

No quadro 4 que representa as Bibliotecas da Região Centro-oeste e
Distrito Federal, assim como nas análises dos sítios anteriores, percebe-se a
presença dos serviços de capacitação do usuário e com arquivos de orientação para
o uso da biblioteca ; do mesmo modo oferecem e-mail para referência em todos
eles. Pode-se verificar também que a UNB apresentava uma página de orientação

�12

para normalização no padrão da ABNT que é o mesmo endereço disponibilizado
pela UFSC.

8 CONCLUSÃO
O advento das novas TICs permitiram redefinir o âmbito dos serviços de
referência e explorar livremente todas as suas possibilidades, inserindo as
Bibliotecas Universitárias Federais em um novo cenário, o do mundo virtual.
Possibilitando assim, aos usuários buscarem as respostas as suas necessidades, e
tendo por certo que a realidadade do mundo virtual está muito próxima a ele através
dos SRDs.
Tal serviço mostrou-se de suma importância dentro destas, pois é o
agente facilitador que agiliza, informa, diminui custos, tempo e consolida a inserção
destas bibliotecas no mundo eletrônico.
Apesar dos SRDs através da Web estarem desafiando e mostrando novas
oportunidades para as Bibliotecas Universitárias Federais, o impacto gerado pela
utilização destas, até o momento, ainda não proporcionou um lado mais interativo,
ou seja, com o uso de ferramentas do tipo síncrono.
Percebe-se que entre algumas das bibliotecas avaliadas, há entre elas
uma que disponibiliza ferramenta on-line que ajuda no processo de referenciar uma
bibliografia no padrão da ABNT. Este é um grande avanço para a interação do
usuário com a Biblioteca, pois proporciona uma desintermediação para o usuário
intermediário (aquele que precisava da intermediação do bibliotecário) acaba virando
usuário final pela primeira vez ao fazer uso da automatização dos serviços da
biblioteca
É nesta conjuntura que o bibliotecário de referência passa a atuar como
instrutor primordial das ferramentas de busca da informação no futuro.

�13

REFERÊNCIAS
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Biblionline, v. 2, n. 2, p. 01-08, 2006. Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/viewFile/611/448&gt;. Acesso em:
10 nov. 2007.
ARAÚJO, V. M. R. H. Sistemas de informação: nova abordagem teórico-conceitual.
Ciência da Informação, Brasília, v. 24, n. 1, p. 54-76, jan./abr. 1995.
BAX, M. P. As Bibliotecas na Web e Vice-versa. Perspectivas em Ciência da
Informação. Belo Horizonte, MG, v. 3, n. 1, p. 5-20, 1998.
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São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 2005.
BOTTENTUIT JUNIOR, J. B. A informática na Educação: Mudando os Paradigmas
da Educação. Revista Olhares Trilhas, v. 4, n.4, 2003, Uberlândia: Universidade
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&lt;http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/viewFile/161/159&gt;. Acesso
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DARRIES, F. The impact of the Internet on reference services in higher
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Information Science) University of Cape Town, South Africa, 2002.
FERREIRA, M. I. G. M. High Tech/High Touch: Serviço de Referência e Mediação
humana. In: VIII Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e
Documentalistas. 2004, Estoril. Anais... Estoril: APBAD, 2004. Disponível em:
&lt;http://badinfo.apbad.pt/congresso8/com29.pdf&gt;. Acesso em: 13 nov. 2007.
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�14

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do SIBi/USP. São Paulo: s.n.; 2001.
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Virtual Reference Canadá (VCR). Disponível em:
&lt;http://www.collectionscanada.ca/vrc-rvc/&gt;. Acesso em: 18 mai. 2008.

ANEXO
Sítios das Bibliotecas Universitárias Federais visitados
UFAM
UFPA
UNIFAP
UNIR
UFRR
UFT

http://www.ufam.edu.br/bc/index.php
http://www.ufpa.br/bc/
http://www.unifap.br/biblioteca.php
http://www.unir.br/index.php?pag=biblioteca
http://www.bc.ufrr.br/
http://www.bibliotecas.uft.edu.br:3128/

UFC
UFMA
UFPE
UFRN
UFPB
UFBA
UFS
UFPI
UFAL

http://www.biblioteca.ufc.br/
http://www.biblioteca.ufma.br/
http://www.ufpe.br/
http://www.bczm.ufrn.br/
http://www.biblioteca.ufpb.br/
http://www.bibliotecacentral.ufba.br/
http://www.biblioteca.ufs.br/
http://www.ufpi.br/
http://www.sibi.ufal.br/index.php

USP
UFRJ
UFMG
UFES

http://www.usp.br/sibi/
http://www.sibi.ufrj.br/
http://www.bu.ufmg.br/
http://www.bc.ufes.br/

UFPR
UFSC
UFRGS

http://www.portal.ufpr.br/index.php
http://www.bu.ufsc.br/
http://www.biblioteca.ufrgs.br/

UFMT
UNB
UFMS
UFG

http://www.ufmt.br/
http://www.bce.unb.br/
http://www.cbc.ufms.br/
http://www.bc.ufg.br/page.php

_________________
1

David Vernon Vieira, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri, profdavidvernon@yahoo.com.br.
Fabiana Aparecida Lazzarin, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri,
fabilazzarin@yahoo.com.br.
3
Jorgivânia Lopes Brito, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri, vania_ufc@yahoo.com.br.
2

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            </element>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Uma análise dos sitios das bibliotecas universitárias federais na ótica de serviços de referência digital.</text>
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              <text>Os Serviços de Referência Digital - SRDs - oferecem acesso à informação em qualquer lugar e em qualquer tempo. O presente estudo enfocou o papel da informação e da tecnologia nas Bibliotecas Universitárias Federais frente aos serviços eletrônicos disponibilizados através da Web. Discute sobre a implementação dos SRDs, ocorridos nos sítios das Bibliotecas Universitárias Federais de vinte e seis estados brasileiros e uma do Distrito Federal. Buscou-se analisar através de um quadro de referência quais fazem uso das novas fontes para informação de acesso on-line. Os impactos percebidos neste cenário indicam: o oferecimento de ferramentas on-line para oferecer suporte aos usuários, bem como uma nova forma de atuação para o bibliotecário de referência.</text>
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