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Acessibilidade Web em Bibliotecas Digitais Universitárias
CUSIN, C. A.1
VIDOTTI, S. A. B. G.2
RESUMO
Este trabalho trata dos aspectos tecnológicos para proporcionar acessibilidade web
em bibliotecas digitais universitárias para usuários cegos e com baixa visão. Para
tanto, tem-se num primeiro momento o conceito de biblioteca digital e acessibilidade
web, sua importância, quais órgãos regulamentam a acessibilidade web e a
importância da web nesse cenário; posteriormente, os impactos da acessibilidade
web na inclusão informacional e digital, o trabalho do Governo Brasileiro frente a
isso, o papel da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no acesso a
informação, os problemas enfrentados pelos usuários cegos e com baixa visão e
quais são os componentes e guias para proporcionar acessibilidade web como uma
saída para o acesso ao conteúdo informacional das bibliotecas digitais universitárias.
Palavras-chave: Acessibilidade Web. Bibliotecas Digitais. Inclusão. Cego. Baixa
Visão.

ABSTRACT
This work deals with the technological aspects to provide web accessibility in
university digital libraries for blind users and low vision. For both, has been a first
time the concept of digital library and web accessibility, its importance, which the
governing bodies and the importance of web accessibility web that scenario, then,
the impact of web accessibility to information and digital inclusion, the work of
Brazilian government towards that, the role of the Information and Communication
Technology (ICT) access to information, the problems faced by users blind and low
vision, what are the components and guides to provide web accessibility as an outlet
for access to informational content of university digital libraries.
Keywords: Web Accessibility. Digital Libraries. Inclusion. Blind. Low Vision.

�2

1 INTRODUÇÃO
As Bibliotecas Digitais são sistemas de informação que propiciam criação,
gestão, distribuição e preservação de fontes complexas de informação. Seu objetivo
é permitir uma interação eficaz e eficiente dos usuários que se beneficiam do seu
conteúdo e serviços. Para que se possa atingir o grau desejado de satisfação do
usuário não pode-se ignorar a acessibilidade web.
A Acessibilidade Web significa que pessoas com necessidades especiais
podem usar a Internet (HENRY, 2005a). Mais especificamente, acessibilidade web
significa que pessoas com necessidades especiais podem perceber entender,
navegar, interagir na Internet, e que eles podem contribuir para a web.
Acessibilidade web trás também outros benefícios, inclusive para pessoas com mais
idade em que suas capacidades e habilidades se modificam devido aos danos do
envelhecimento, que podem ser temporárias ou crônicas.
Por questões de delimitação do tema, este artigo trata especificamente
das necessidades especiais dos usuários cegos e com baixa visão (BV) no acesso a
conteúdos informacionais em Bibliotecas Digitais, suas necessidades e dificuldades
de acesso.
Propõe-se uma web acessível com o objetivo de tornar o conteúdo
informacional disponível a todos, independente de necessidades especiais.
Tim Berners-Lee; diretor do World Wide Web Consortium (W3C); afirma
que “o poder da web está na sua universalidade. O acesso a todos
independentemente

de

necessidades

especiais

é

um

aspecto

essencial”

(BERNERS-LEE, 2008).
Shawn Lawton Henry trabalha na promoção da acessibilidade para as
pessoas com necessidades especiais no Web Accessibility Initiative (WAI) e afirma
que “espera que os web designers e os desenvolvedores entendam a importância da
acessibilidade, e como a web acessível dá possibilidades surpreendentes a
indivíduos com necessidades especiais, e também à sociedade como um todo”
(HENRY, 2008).

�3

O WAI é um órgão do W3C que desenvolve estratégias, guidelines (guias)
e recursos para tornar a web acessível a todas as pessoas com problemas
relacionados à falta de acessibilidade (HENRY, 2007).
É fato a natureza colaborativa da web e sua importância em facilitar a
comunicação. É importante pensar, aperfeiçoar e expandir as questões técnicas e
realçar a necessidade de considerar a acessibilidade do ponto de vista do
desenvolvedor web e do usuário. Uma web tecnicamente inacessível é pouco
provável que perdure ao longo do tempo. A meta da acessibilidade web é
proporcionar aos desenvolvedores uma base concreta para a acessibilidade através
do desenvolvimento de um conjunto de fatores associados a acessibilidade. A
extensão do problema da acessibilidade pode ser confirmada pelo W3C que estima
que mais de 90% dos sites são inacessíveis para os usuários com algum tipo de
necessidade especial. (BOLDYREFF, 2002).
Bailey e Burd (2006) confirmam a importância da web concluindo que ela
se tornou um dos mais importantes métodos de comunicação em um período muito
curto de tempo. O número e a variedade de serviços on-line têm aumentado
consideravelmente, tais como: serviços bancários, de educação, de compras e do
governo; todos têm agora presença on-line. Os usuários com necessidades
especiais têm dificuldade em acessar os serviços presencialmente e devem ser
capazes de fazer pleno uso desses novos serviços para tornar sua vida um pouco
mais fácil.

2 INCLUSÃO INFORMACIONAL E DIGITAL
Quando se fala em Acessibilidade Web, vêem à tona dois temas não
menos importantes: a Inclusão Informacional e Digital. A Acessibilidade Web é um
fator propulsor da Inclusão Informacional e Digital na medida em que proporciona
igualdade de acesso aos usuários, incluindo assim os usuários com necessidades
especiais.
Inclusão Informacional é a capacidade acessar, buscar, avaliar, usar e
recriar a informação com responsabilidade social, apropriando-se dos processos e

�4

conteúdos disponibilizados através, ou não, das tecnologias de informação. Já a
Inclusão Digital dá-se pela consciência política de se ampliar o uso das tecnologias
da informação na transição para a Sociedade da Informação (AUN, 2007).
A expressão “Sociedade da Informação” refere-se a um modo de
desenvolvimento social e econômico, em que a aquisição,
armazenamento,
processamento,
valorização,
transmissão,
distribuição e disseminação de informação desempenham um papel
central na atividade econômica, na geração de novos
conhecimentos, na criação de riqueza, na definição da qualidade de
vida e satisfação das necessidades dos cidadãos e das suas práticas
culturais (ALBAGLI, 2000).

Para Aun (2007), a Sociedade da Informação é aquela com pleno acesso
e capacidade de utilização da informação e do conhecimento para a sua qualidade
de vida, desenvolvimento individual e coletivo. Porém, Aun (2007) reflete quanto ao
despreparo para acessar e usar informações eletrônicas, a falta da “Competência
Informacional”.
Competência Informacional é um conjunto de conhecimentos, habilidades
e atitudes que capacitam e permitem aos indivíduos interagir de forma efetiva com a
informação, seja para a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o
aprendizado ao longo da vida.
Os projetos de inclusão digital não devem apenas ensinar a utilizar
máquinas. O cidadão não deve ser habilitado apenas para o acesso, mas também
para prover conteúdos relacionados à sua realidade (AUN, 2007).
O fato é que a inclusão; seja ela qual for; não se limita a ter acesso a
informações. Consiste na aquisição e construção de diferentes tipos de
conhecimentos, competências e habilidades (ALBAGLI; MACIEL, 2004).
Constata-se então a importância da Competência Informacional na era da
Sociedade da Informação para proporcionar a Inclusão Informacional e Digital e
melhorar o acesso às bibliotecas digitais universitárias. Mostra-se mais uma vez a
relevância e a necessidade de uma web acessível.

�5

3 A IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
(TIC)
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) exercem um papel
fundamental na acessibilidade web, na inclusão informacional e digital, atuando
como base para a prospecção dos mesmos.
De acordo com Aun (2007), para uma maior ou menor universalização das
TIC, cinco fatores são considerados determinantes:
1. existência de infra-estrutura física de transmissão;
2. disponibilidade de equipamento / conexão de acesso;
3. treinamento para uso dos instrumentos o computador e Internet;
4. capacitação intelectual e inserção social do usuário, produto da
profissão, do nível educacional e intelectual e de sua rede social, que
determina o aproveitamento efetivo da informação e das necessidades
de comunicação pela Internet;
5. produção e uso de conteúdos específicos adequados às necessidades
dos diversos segmentos da população.
Conforme Albagli e Maciel (2004), a importância da informação e do
conhecimento no mundo contemporâneo tem sido usualmente associada ao uso das
TIC.
Aun (2007) concorda e questiona o papel do governo brasileiro frente à
inclusão informacional e digital através do uso das TIC, afirmando que o governo
brasileiro ainda privilegia apenas a tecnologia pelo fascínio que ela exerce sobre as
pessoas e grupos, sem um olhar crítico que contemple a educação. Prova disso é
que a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Digital é coordenada pelo
Ministério de Ciência e Tecnologia, desvinculado assim da educação e que pela
lógica deveria ser coordenado pelo Ministério da Educação.
Albagli (2007) reforça os questionamentos de Aun (2007) alegando a
necessidade da clara distinção entre acesso à informação, acesso à tecnologia e
acesso ao conhecimento. Ela afirma que o acesso às tecnologias tem dominado a

�6

agenda política pela “bandeira” da inclusão digital; porém; Albagli (2007) ressalta
que é preciso questionar até que ponto o acesso a equipamentos de informática
viabiliza o acesso a informações e conhecimentos.
É preciso considerar outras dimensões quanto à produção coletiva de
conhecimentos propiciada pelas novas TIC: as dimensões tecnológica, social,
econômica e institucional. Dimensões essas por vezes contraditórias (ALBAGLI,
2007).
As TIC por si só demonstram não ser condição suficiente para garantir
benefícios ao conjunto dos segmentos sociais, países e regiões (ALBAGLI, 2006).
Aun (2007) lembra da importância da informação ressaltando que a
“informação que gera riqueza é a que é transformada em conhecimento, [...] a
informação é um instrumento pelo qual o sujeito social pode conquistar e exercer a
sua cidadania”.
Albagli (2006) reforça que “informação e conhecimento são socialmente
moldados e constituem elementos importantes no binômio inclusão-exclusão social”.
Propiciar às pessoas a fluência tecnológica significa utilizar criticamente a
tecnologia da informação e comunicação com os objetivos de alavancar a
aprendizagem significativa, autônoma e contínua, mobilizar o exercício da cidadania,
oportunizar a produção de conhecimentos necessários à melhoria das condições de
vida das pessoas e da sociedade e apoiar a criação e organização de nós da rede
de relações comunicativas na qual todos possam se conectar (AUN, 2007).

4 O USUÁRIO CEGO E COM BAIXA VISÃO
Muitas soluções de acessibilidade beneficiam tanto usuários com ou sem
problemas relacionados à acessibilidade como usuários com necessidades
especiais. Por exemplo, suporte da produção de discurso beneficia não só os
usuários cegos ou com baixa visão, mas também usuários de web cujos olhos estão
ocupados com outras tarefas; legendas do áudio beneficiam não só usuários surdos,

�7

mas também aumentam a eficiência de indexação e procura do conteúdo auditivo
em web sites (BREWER, 2005).
Existem usuários com os mais diferentes tipos de dificuldades de acesso,
dentre os motivos destacam-se (WCAG, 1999):
•

Dificuldade de ouvir, mover-se, ou podem não ser capazes de
processar alguns tipos da informação facilmente ou em absoluto;

•

Dificuldade de ler ou compreender um texto;

•

Dificuldades para usar um teclado ou mouse;

•

Podem ter uma tela só de texto, uma tela pequena ou uma conexão de
Internet lenta;

•

Dificuldades em falar ou entender a língua na qual o documento é
escrito;

•

Podem estar em uma situação onde os seus olhos, as orelhas, ou as
mãos estão ocupados ou impedidos (dirigindo para trabalhar,
trabalhando em um ambiente barulhento etc.);

•

Podem ter uma primeira versão de um browser, um browser diferente,
um browser de voz, ou um sistema operacional diferente.

Este artigo trata especificamente das necessidades especiais dos usuários
cegos e com BV por uma questão de delimitação de tema, haja vista a importância e
o grau de profundidade do mesmo.
A cegueira é a perda total da visão, até a ausência de projeção de luz
(SEESP/MEC, 2004).
Para acessar a web, muitas pessoas cegas usam tecnologias assistivas,
tais como: leitores de tela - software que lê o texto na tela - e sintetizadores de voz.
Outras usam browsers baseados em texto (Lince), ou browsers de voz em vez de
um browser de interface gráfica junto com leitores de tela.
Os exemplos de principais problemas que os cegos podem encontrar na
web incluem (BREWER, 2005):

�8

•

Imagens que não têm texto alternativo;

•

As imagens complexas (gráficos ou diagramas) que não são
apropriadamente descritos;

•

O vídeo que não é descrito em texto ou áudio;

•

Tabelas que não fazem sentido quando lidas em série (célula por
célula);

•

Frames que não têm alternativas “NOFRAME”;

•

Documentos fora dos padrões que dificultam o trabalho do leitor de
tela.

Baixa Visão (BV) é a alteração da capacidade funcional da visão,
decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados, tais como: baixa acuidade
visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou de
sensibilidade aos contrastes, que interferem ou que limitam o desempenho visual do
indivíduo.
A perda da função visual pode se dar em nível severo, moderado ou leve,
podendo

ser

influenciada

também

por

fatores

ambientais

inadequados

(SEESP/MEC, 2004).
Para usar a web, algumas pessoas com BV usam monitores maiores e
aumentam o tamanho de fontes e de imagens. Outros usam ampliadores de tela ou
software de aumento de tela. Algumas pessoas usam combinações específicas de
texto e cores de fundo, como uma fonte amarela brilhante de 24 pontos em um
contexto preto, ou escolhem certos estilos de caracteres que são especialmente
legíveis para as suas determinadas exigências de visão.
Os principais problemas que as pessoas com BV podem encontrar na web
incluem (BREWER, 2005):
•

As páginas web com tamanhos de fonte absolutos que não se
modificam (alargam ou reduzem) facilmente;

•

As páginas web que, por causa do layout inconsistente, são difíceis de
navegar quando alargado, devido à perda do contexto circundante;

�9

•

As páginas web, ou imagens em páginas web, que têm o contraste
pobre, e cujo contraste não pode ser facilmente modificado pelo
usuário, ignoram de folhas de estilo do autor.

5 COMPONENTES PARA ACESSIBILIDADE WEB
A acessibilidade web depende do relacionamento entre diferentes
componentes e como o aperfeiçoamento de componentes específicos pode
melhorar substancialmente a acessibilidade (HENRY, 2006).
É essencial que diferentes componentes do desenvolvimento e da
interação web se relacionem entre si com o objetivo de tornar a web acessível às
pessoas com necessidades especiais. Estes componentes abrangem:
•

Conteúdo - que a informação em uma aplicação web ou web site,
tenha:
•

informação natural com texto, imagens e sons;

•

código ou linguagem de marcação que definam a sua estrutura,
apresentação etc.

•

Browsers web, players e outros “agentes do usuário”;

•

Tecnologias assistivas, em alguns casos – leitores de tela, teclados
alternativos etc.;

•

O conhecimento dos usuários, experiências;

•

Desenvolvimento - participação de designers, programadores, autores,
etc. no desenvolvimento do web site, inclusive com a participação de
pessoas com necessidades especiais e usuários que possam contribuir
para o conteúdo;

•

Softwares para criar web sites (Authoring Tools);

•

Ferramentas de avaliação/validação da acessibilidade web (Evaluation
Tools), HTML Validator (validador das linguagens de marcação
HyperText Markup Language (HTML)) e eXtensible HyperText Markup

�10

Language (XHTML), CSS Validator (validador da Cascading Style
Sheets (CSS) - folhas de estilo) etc.
Os desenvolvedores geralmente utilizam softwares (authoring tools) para
desenvolver conteúdos web e usam ferramentas de avaliação/validação (evaluation
tools) para criar web sites. Os usuários utilizam os browsers, players, tecnologias
assistivas, ou outros “agentes do usuário” para captar e interagir com o conteúdo
web.
O W3C e a WAI desenvolveram os Web Accessibility Guidelines (Guias
para Acessibilidade Web) para diferentes componentes (Figura 1) (HENRY, 2006).

Figura 1 – Guias para Acessibilidade Web (HENRY, 2006).

Os

Desenvolvedores

(Developers)

se

baseiam

nos

Guias

de

Acessibilidade (Accessibility Guidelines) e usam as Especificações Técnicas
(Technical Specifications) para produzir ou implementar a Acessibilidade Web nas
mais variadas ambiências digitais, tais como Bibliotecas Digitais e Sites em geral.
Os Guias para Acessibilidade Web foram desenvolvidos pensando em
tornar o Conteúdo (Content) disponível e com acessibilidade; para tanto; foram
elaborados Guias de Acessibilidade e as Especificações Técnicas

para os

Desenvolvedores e Usuários (Users). Dada a importância dos Guias para
Acessibilidade Web, faz-se necessário uma explanação mais detalhada sobre cada
componente.

�11

O lado do Desenvolvimento, bem como o do Usuário, dispõe de Guias de
Acessibilidade e Especificações Técnicas, explicadas respectivamente a seguir:
Guias de Acessibilidade:
•

Authoring Tool Accessibility Guidelines (ATAG): fornece orientações
para desenvolvedores que usam as authoring tools. O seu duplo
objetivo é ajudar os desenvolvedores a projetar sites que produzam
conteúdos web acessíveis e a criar uma interface acessível (ATAG,
2000).

•

Web Content Accessibility Guidelines (WCAG): suas diretrizes
explicam como tornar o conteúdo web acessível a pessoas com
necessidades especiais. Destina-se a todos que disponibilizam
conteúdo web (autores e criadores de sites) e aos desenvolvedores
que fazem uso das authoring tools (WCAG, 1999).

Especificações Técnicas:
•

HTML: é uma linguagem de marcação e é língua de publicação da
World Wide Web (WWW). Esta especificação do HTML 4.01, que
sobrepõe o HTML 4, trás como fator adicional além do texto, recursos
para opções multimídia, linguagens de script, folhas de estilo,
facilidades de impressão e permite mais opções de recursos para
acessibilidade (HTML, 1999).

•

eXtensible Markup Language (XML): é um subconjunto do Standard
Generalized Markup Language (SGML); padrão que também habilita o
uso do HTML. Seu objetivo é permitir que os SGML genéricos possam
ser acessados, recebidos e processados na web via HTML. XML foi
projetado para a facilidade de implementação e de interoperabilidade
tanto com SGML quanto com HTML (XML, 2006).

•

CSS: é um mecanismo de folha de estilo que permite que
desenvolvedores e usuários possam anexar estilo (fontes, cores e
espaçamento etc.) a documentos HTML (CSS, 1999).

O lado do Usuário, tal como o do Desenvolvedor, para alcançar a
Acessibilidade faz uso de Guias e Especificações Técnicas:

�12

Guias de Acessibilidade:
•

User Agent Accessibility Guidelines (UAAG): fornece orientações para
os “agentes do usuário” reduzirem as barreiras à acessibilidade web
para pessoas com necessidades especiais, sejam elas quais forem
(visuais, auditivas, físicas, cognitivas e neurológicas) (UAAG, 2002).

Especificações Técnicas:
•

Scalable Vector Graphics (SVG): é uma linguagem para a descrição de
gráficos bidimensionais em XML. Permite três tipos de objetos gráficos:
gráficos vetoriais (caminhos compostos por linhas retas e curvas),
imagens e texto. Objetos gráficos podem ser agrupados, ter estilo,
transformados e compostos se renderizados anteriormente (SVG,
2003).

•

Synchronized Multimedia Integration Language (SMIL): define uma
linguagem baseada em XML que permite a escrita de apresentações
multimídia

interativas.

Com

o SMIL, é possível descrever

o

comportamento temporal de uma apresentação multimídia, hyperlinks,
a associação de objetos e de descrever o layout da apresentação na
tela (SMIL, 2005).

6 CONCLUSÕES
Os aspectos tecnológicos são muitos e importantes, pois, é com base
nesses aspectos que se pode garantir a satisfação do usuário no acesso às
bibliotecas digitais universitárias. A acessibilidade web auxilia nesse processo
fazendo uso das TIC para garantir o acesso de pessoas com necessidades
especiais, em especial, neste artigo, os usuários cegos e com baixa visão. O
interessante é que as mesmas soluções tecnológicas para esse tipo de necessidade
especial atendem muitas outras pessoas com outras necessidades especiais, sejam
elas, temporárias ou permanentes e também em outros ambientes, não se
restringindo ao acesso as bibliotecas digitais universitárias. A Internet se mostra com
um dos melhores meios de comunicação em massa, e a acessibilidade a todo esse

�13

conteúdo informacional é um direito de todo cidadão garantido por lei. Este artigo
contemplou formas de se executar esse direito via tecnologia. Ainda falta muita coisa
para que o acesso à informação aconteça efetivamente e de forma correta e justa.
As “ferramentas” necessárias para a acessibilidade web estão disponíveis e
“acessíveis” aos desenvolvedores, resta-lhes, fazer bom uso das mesmas. A
acessibilidade web pode e deve ser levada em conta em todo o processo de tornar a
informação acessível. Ainda há muito que ser feito de todas as partes: os usuários
reivindicando os seus direitos, os browsers com mais recursos, os desenvolvedores
se sensibilizando e posteriormente, se conscientizando e aplicando os recursos de
acessibilidade, fazendo assim, o ciclo da implementação.

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&lt;http://www.w3.org/TR/WAI-WEBCONTENT/&gt;. Acesso em 01 jun. 2008.
WCAGCL. Web Content Accessibility Guidelines 1.0 Conformance Logos. 2008.
Disponível em: &lt;http://www.w3.org/WAI/WCAG1-Conformance.html&gt;. Acesso em: 28
maio 2008.
XML. Extensible Markup Language (XML) 1.0 (Fourth Edition). 2006. Disponível
em: &lt;http://www.w3.org/TR/2006/REC-xml-20060816/&gt;. Acesso em 01 jun. 2008.

__________________
1

Cesar Augusto Cusin, PPGCI, UNESP, Marília e Faculdades Integradas de Itararé,
cesarcusin@hotmail.com.
2
Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti, PPGCI, UNESP, Marília, vidotti@marilia.unesp.br.

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              <text>Este trabalho trata dos aspectos tecnológicos para proporcionar acessibilidade web em bibliotecas digitais universitárias para usuários cegos e com baixa visão. Para tanto, tem-se num primeiro momento o conceito de biblioteca digital e acessibilidade web, sua importância, quais órgãos regulamentam a acessibilidade web e a importância da web nesse cenário; posteriormente, os impactos da acessibilidade web na inclusão informacional e digital, o trabalho do Governo Brasileiro frente a isso, o papel da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no acesso a informação, os problemas enfrentados pelos usuários cegos e com baixa visão e saída para o acesso ao conteúdo informacional das bibliotecas digitais universitárias.</text>
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