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                  <text>TRABALHO ORAL
IMPACTO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NA GESTÃO
DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Atuação do profissional da informação

A QUESTÃO DA LIDERANÇA NO CONTEXTO BIBLIOTECONÔMICO
PEREIRA, D. G.1
BRAGA, M. F. A.2

RESUMO
A questão da liderança no contexto biblioteconômico universitário. Pauta-se em
revisão de literatura, onde se retrata o posicionamento de autores selecionados
como Kotter, Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto e Blattman entre outros, sobre
liderança. Traz à tona a liderança e sua incorporação no âmbito das organizações,
como geradora de mudanças, sejam estas atitudinais ou institucionais. Evidencia-se
a necessidade do bibliotecário desenvolver a capacidade de líder, mostrando como
este profissional poderá trazer para o ambiente da biblioteca universitária uma nova
forma de administrar. Conclui-se com a proposta de uma mudança paradigmática
quanto ao papel do profissional da informação, caracterizando-o como um
profissional capaz de liderar em ambientes competitivos, desprendendo-se de
modelos arraigados e de paradigmas ultrapassados.
Palavras-chave: Liderança. Bibliotecário-líder. Biblioteca Universitária.

ABSTRACT
The question of the leadership in the university biblioteconômico context. Guideline in
revision of literature, where if it portraies the positioning of selected authors as Kotter,
Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto and Blattman among others, on leadership. It
sails in direction to the good winds of the leadership and its incorporation in the
scope of the organizations, as generating of changes, is these institutional or
attitudinal. It is proven necessity of the librarian to develop the leader capacity,
showing as this professional will be able to bring for the environment of the university
library a new form to manage. It is concluded with the proposal of a paradigmatic
change how much to the paper of the professional of the information, characterizing it
as a professional capable to lead in environments competitive, getting loose
themselves of arraigados models and exceeded paradigms.
Keywords: Leadership. Librarian-leader. University library.

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1 INTRODUÇÃO
Ver a organização sob a ótica da satisfação do cliente e plena realização
profissional são alguns requisitos que fazem com que o esforço de desenvolver tal
estudo valha à pena. Mas, por que trabalhar a liderança no âmbito de uma
Biblioteca? Trazer à tona a questão da liderança, no contexto de uma unidade de
informação, é manter viva a chama latente de melhoria do ambiente organizacional,
posto que assumir uma posição de comando nas organizações pode transformar-se
numa real conquista, a partir da ação, convicções, ambiente no qual se está
atuando, pessoas envolvidas, causa abraçada, dentre outras.
A liderança é um processo envolvido por atitudes e atividades de
naturezas diversas, as quais podem ser aprendidas e desenvolvidas pelas pessoas
que buscam comandar outras, em prol de objetivos comuns. Esse processo,
construído no dia-a-dia através do relacionamento entre líderes e liderados, exige
esforço, dedicação e postura de ambas as partes, procurando algo quão se
conheça, entenda, aceite e seja incorporado na força de vontade dos envolvidos.
A história da liderança se confunde com a própria história da humanidade,
visto que por milhares de anos, tem-se mostrado hierárquica em sua estrutura. No
entanto, através de uma filosofia de liderança é possível uma organização tornar-se
bem sucedida, pois o líder suscita nas pessoas a conquista por vitórias, sejam
cooperativas e felizes no trabalho e na vida, além de assegurar que as atividades
sejam executadas. Assim, numa era em turbulência, os vencedores serão aqueles
empenhados em lidar com a realidade das mudanças organizacionais, que estão
ocorrendo em grande escala; deparam-se com novas tecnologias, reestruturações e
estratégias, globalização e metamorfoses culturais, as quais precisam ser
compreendidas e tratadas de maneira adequada.
De acordo com Kotter (2002, p. 193), “O pensamento claro é fator crítico
da mudança em grande escala, seja em corporações gigantescas, seja em unidades
de negócios menores ou em empresas de pequeno porte [...]”. A partir dessa
premissa, pode-se inferir que a Biblioteca, como veículo de disseminação da
informação tratada, possui, em seu âmbito, um negócio de muita valia que precisa
ser bem gerenciado para ter valor agregado e não assumir uma posição de mera

�3

interlocutora.
Isso se reflete, com mais intensidade, quando se abordam as bibliotecas
universitárias, pois se chega à conclusão de que estas possuem um verdadeiro
arsenal de capital intelectual, gerador de riquezas, detentores de bens intangíveis
(conhecimento e informação), o que representa, nos dias atuais, o grande diferencial
de competitividade no mercado. Portanto, é necessário avaliar os processos de
gestão que são utilizados pelas lideranças das bibliotecas; se estão sendo
potencializados para um propósito comum, para que seu pessoal tenha sentido de
missão, direcionamento, valores ou foco.
Como se faz notar no decorrer do trabalho, os líderes de mudança
assentam as armas contra os chefes castradores, contra as informações
inadequadas e das barreiras mentais à autoconfiança, decidindo, com astúcia, para
que a visão se converta em realidade, fomentando uma nova cultura, na qual as
mudanças são incorporadas como algo duradouro.
Tais líderes, considerados globais, são pessoas abertas, que têm a
capacidade e o carisma da comunicação, não se fecham em si mesmas, sabendo
transmitir seus pensamentos, dividir conhecimentos e, acima de tudo, liderar equipes
e perpetuar idéias. Apesar dessa moderna concepção,
O mito do indivíduo que triunfa sozinho está arraigado no espírito
mundial. Somos um mundo enamorado de heróis solitários,
autodidatas e vigorosos que enfrentam e vencem as adversidades.
Nossas visões contemporâneas de liderança estão vinculadas às
nossas idéias de heroísmos. Tanto isso é verdade que as distinções
entre líder e herói (ou celebridade, neste caso) muitas vezes se
confundem. Em nossa sociedade, liderança é freqüentemente vista
como um fenômeno individual. (FIGUEIREDO, 1999, p. 85).

Uma organização não deve se pauta nesse tipo de liderança em que o
egoísmo é fator vital, pois a força do impacto desse novo cenário difere dos padrões
do passado, tendo uma ligação mais forte com a estrutura do pensar e do agir. Esse
cenário exige um novo líder, com características e atributos diferenciados, formando
um novo perfil, que, de acordo com Vianna e Junqueira (1996, p. 21), é “[...]
entusiasta, comprometido, humano, motivador, tem vontade de aprender, prazer de
ensinar, visão estratégica, empreendedor, assertivo, ético [...]”.

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2 O BIBLIOTECÁRIO E A QUESTÃO DA LIDERANÇA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
As necessidades da organização de hoje são muito diferentes daquela de
um passado relativamente recente. Por meio de profundas transformações no modo
de trabalhar, nos processos de produção e no perfil do trabalhador, percebe-se que,
além dos ativos físicos e financeiros, outro recurso, denominado conhecimento, tem
se mostrado com forte poder de agregar valor à organização.
Portanto, é o conhecimento o principal produto do que se produz, compra
e vende. Assim, a geração, o compartilhamento, o armazenamento e a utilização
deste, vêm sendo cada vez mais difundidos e aplicados nas organizações.
Dentro desse contexto, as mudanças que se apresentam de forma
latente, estão afetando o gerenciamento das bibliotecas universitárias brasileiras e,
em especial, o comportamento dos bibliotecários-líderes, face às necessidades de
se atualizarem, com vistas a acompanhar essas mudanças impostas pela
ambiência.
Torna-se importante que os bibliotecários conheçam as tendências
administrativas, assim como as teorias que as fundamentam, para que possam ser
adaptadas e aplicadas às bibliotecas universitárias, pois apesar de serem
organizações sem fins lucrativos, as turbulências ambientais lhes conferem
características competitivas e inovadoras necessárias à auto-afirmação no mercado.

2.1 Biblioteca universitária e o capital intelectual
O conceito moderno de biblioteca, como organismo vivo, emergiu no
século XIX, a partir da proliferação das universidades e, conseqüentemente, com o
surgimento das bibliotecas universitárias. Elas não são organizações autônomas e,
sim, dependentes de uma organização maior, a Universidade e, portanto, sujeitas a
receber influências internas e externas do ambiente que as cercam. Desse modo, as
questões referentes à estrutura de uma organização determinam, em parte, quais
são os fatores ambientais que serão percebidos num meio influenciado pela própria
ação da organização.

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Devido à sua natureza, as instituições acadêmicas tornaram-se centros
de produção do capital humano, responsáveis pelo crescimento econômico,
científico e tecnológico dos países. À medida que elas se desenvolvem e se tornam
mais complexas, faz-se necessária uma preocupação maior com sua administração
(MACIEL; MENDONÇA, 2004).
Infelizmente, nas bibliotecas universitárias, principalmente as públicas
federais, o capital intelectual ainda não está recebendo o seu devido valor. As
deficiências são muitas, configurando-se, entre outras, a carência de pessoal e o
compartilhamento do conhecimento gerado, que têm provocado sérias dificuldades,
afetando os produtos e serviços oferecidos à clientela. Urge, portanto, que essas
instituições se adaptem à situação vigente, principalmente aquelas em que a rigidez
estrutural é ainda fator marcante em sua ambiência, capaz até mesmo de provocar
um choque com a realidade e, de certa forma, impedir que elas entendam o seu
próprio desígnio de criação.
Trabalhando com a informação, matéria-prima para a produção do
conhecimento, a biblioteca pode tornar-se o grande diferencial, à medida que
incorpore o novo conceito de desenvolvimento e competitividade que ora se
apresenta e desempenhe com competência o seu papel de gerenciadora da
informação para produção do conhecimento, o que por certo contribuirá na
relevância da biblioteca e, consequentemente, maiores investimentos destinados à
ela.
Por outro lado, há uma grande necessidade de ligação entre a biblioteca e
o seu meio: universidades, docentes, pesquisadores, alunos e a sociedade,
caracterizando o meio externo, o que exige compromisso e participação de todos os
funcionários para tornar claro o papel vital que a informação desempenha,
socialmente, no desenvolvimento e geração de novos conhecimentos. No tocante ao
ambiente interno, é a comunicação e o trabalho em equipe que irão garantir que
todos os recursos, esforços, desempenhos e relações interpessoais se conjuguem,
harmoniosamente, para alcançar os objetivos estratégicos e operacionais. Essas
relações, portanto, devem ser repensadas nas estruturas de uma biblioteca
universitária. Isso abrange desde o ambiente em que ela está inserida, até a
presença do bibliotecário, elemento essencial para o funcionamento de uma

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verdadeira biblioteca seja ela universitária ou não.
Por conseguinte, o capital humano cresce quando funcionários se sentem
responsáveis e parte integrante do processo de crescimento; os resultados do
trabalho executado, portanto, tornam-se melhores, porque, essencialmente, são
tarefas humanas como sentir, julgar, criar e desenvolver relacionamentos. É
importante, também, que sejam identificadas novas lideranças no ambiente da
biblioteca, pois esses novos líderes, além de comandar subordinados, precisam
aprender a liderar em situações que não fazem parte do organograma da biblioteca.

2.2 A questão da liderança e o bibliotecário
A competitividade começa nos negócios, passa pelo desenvolvimento das
tecnologias e chega às profissões e ao emprego. Por força dessas pressões
ambientais, atuando sobre as organizações que produzem e prestam serviços, para
apresentarem melhores resultados e padrões de qualidade, é necessário encontrar
maneiras e meios de maximizar o desempenho dos profissionais, das equipes e das
lideranças. Dentro desse contexto, Resende (2003, p. 9) aponta soluções
fundamentais: “[...] a) melhorar a utilização do potencial humano, o que significa
identificar e desenvolver competências e habilidades; b) melhorar a eficácia
(competência) organizacional e de gestão dos recursos utilizados [...]”.
A ênfase e importância que estão sendo dadas ao atributo organizacionalcompetência, em todo o globo, transformam o fato em fenômeno e, por suas
características de evolução, expansão e durabilidade, estão evoluindo, forte e
rapidamente. Isso significa que deve haver, também, a expansão da noção da
necessidade de competência profissional, organizacional e comportamental, nos
diversos níveis e setores sociais, em virtude da sua oportunidade, importância e
urgência, do envolvimento e participação das lideranças em geral, dos formadores
de opinião, dos educadores e da mídia.
Nessa atual conjuntura, conhecimento e informação estão sendo
considerados como patrimônio importante, principal diferencial competitivo das
pessoas e das organizações. A informação tornou-se uma matéria-prima abundante,
está em toda parte e tem-se “fácil” acesso a ela. A geração, transmissão e

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publicação da mesma tem crescido rapidamente, principalmente com a evolução das
tecnologias. No entanto, a quantidade de informações geradas é tão grande que
estamos incapazes de reuni-las adequadamente. Daí, como resultante dessa
realidade, tanto as pessoas, quanto as organizações, precisarão desenvolver a
competência de selecionar e priorizar informações; caso contrário, não serão
capazes de absorvê-las e tirar bom proveito. Nessa perspectiva, Resende (2003, p.
68) afirma: “Estar bem informado ou deter informações pode não significar
competência, se não as registrar, assimilar e elaborar bem, ou se não se fizer bom
uso delas [...]”.
Quando a autora se refere à elaboração da informação, deixa explícita a
necessidade de agregar valor a mesma, ou seja, transformá-la em conhecimento,
pois este é produto de maior peso e significado, posto que seja resultado de muitos
processamentos intelectuais, de associações e amadurecimentos mentais.
Como mencionado alhures, a informação passou a exercer novos valores,
decorrentes não só do seu uso, mas, principalmente, no fluxo intenso de
transmissão, o que, de certa forma, altera o seu significado nas organizações, pois
permeia, desde a utilização das redes de computadores, gestão dos talentos
humanos e inovação, até no “aprender a aprender”, alicerçando, assim, novos
valores na cultura organizacional. Por conta disso, Pinto e Blattman (2003, p. 2)
assinalam:
Técnicas informacionais passaram a ser integrantes nesse cotidiano.
O indivíduo necessita realizar constante o processo de busca, de
acesso e de disseminação da informação. A informação comunicada
exerce poder nas diferentes organizações, passando a ser um canal
formal de integração que serve como influenciador e facilitador na
tomada de decisão do líder.

Face ao exposto, o líder dentro de uma organização, constitui-se no elo
fundamental que interfere no desempenho da informação e da comunicação, posto
que pode ser considerado como identificador e comunicador de valores coletivos,
pelo fato de ouvir a maior parte do tempo, movendo equipes e a autonomia, que
privilegia a utilização de habilidades, talento e criatividade, para a resolução de
problemas dos clientes, bem como na busca de resultados melhores, necessários
para o desempenho eficiente e eficaz no atendimento das demandas do cliente.

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As habilidades envolvem conhecimentos teóricos e aptidões pessoais e
se relacionam à praticidade desses conhecimentos e aptidões. Assim, as
habilidades de liderança são aprendidas e moldadas, ao longo do tempo; e as
características da pessoa a ajudam a aprender.
Baseados nessa dinamicidade imposta pelo ambiente institucional,
Heifetz (1999, p. 64) propõe um modelo de liderança, cujos pilares são: habilidades,
conhecimentos e atitudes, representados no quadro abaixo:
HABILIDADES

CONHECIMENTOS

VALORES

Refletir e analisar

Análise pessoal e do contexto

Aumento da capacidade de
adaptação do sistema social

Diferenciar-se do papel
desempenhado no momento

Contexto para um processo
sistemático de trabalho de
adaptação

Paixão pela sabedoria

Saber ouvir

Contexto para a intervenção

Exame dos valores

Impor limites e saber lidar com
eles

Conhecimento de temas,
processos, instituições e
políticas relevantes.

Dilemas morais da liderança

Como lidar com a autoridade
Criar e aproveitar associações
Orquestrar o conflito e a
diversidade
Inspiração
Criatividade e curiosidade
Coragem e resistência

Quadro 1 - Novo sistema de liderança
Fonte: HEIFETZ, 1999, p. 63.

Em relação às habilidades, onde se apresenta a questão da autoridade,
esta foi algo presente no passado e agora cede espaço a uma atitude muito mais
participativa, em termos de liderança, o que não significa fraquejar, tendo em vista
que, hoje, começam a falar de uma liderança mais ampla, que não visa,
simplesmente, manter a eficiência, mas, também, criar um processo contínuo de
mudança organizacional. Mas, será que um líder, o qual não recorre à autoridade
pode criar um ambiente cujas pessoas permaneçam unidas, apesar dos conflitos, e
sejam capazes de resolvê-los de forma construtiva? A respeito dessa questão,
Heifetz (1999, p. 62) assinala:

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Um ambiente desse tipo forma-se com múltiplos ingredientes de
coesão, nos quais a autoridade não está necessariamente incluída.
O que não pode faltar, no entanto, é a confiança no líder; valores
semelhantes, uma linguagem parecida, tradição, laços de afinidade
entre os membros do grupo, familiaridade com o conflito e normas
que recompensem a solução e o aprendizado de novos
comportamentos.

Ademais, as características apresentadas são passíveis de adaptações
ao meio ambiente, pois nada é previsível, tendo em vista que não está garantido que
o perfil do líder atual será o mesmo do líder no futuro.
Ao cabo do que foi dito, faz-se necessária à pergunta: Como o
bibliotecário será capacitado para um ambiente altamente competitivo? Ao que
parece, existe uma quase indiferença da sociedade para com a biblioteca; o trabalho
do bibliotecário é pouco conhecido e, quando o é, diz-se que se tem uma imagem
estereotipada do profissional, o que o leva à insatisfação na realização dos
trabalhos, de certa forma, distanciando a profissão do trabalho social.
Assim, parece ser fundamental verificar, urgentemente, a questão central
da Biblioteconomia, não tão somente no conhecimento das necessidades
informacionais dos vários segmentos sociais e de sua capacidade profissional em
satisfazê-las, mas, também, centrada no entendimento mais preciso e crítico da sua
relação com a sociedade. Dessa forma, estará cumprindo com o papel para o qual
foi criada a profissão, que a Biblioteconomia encontrará o caminho para uma prática
profissional, em consonância com os interesses maiores da sociedade como um
todo, colocando-a entre as profissões, de que a população tem conhecimento,
porque precisa dela e ela corresponde aos seus interesses (CYSNE, 1993).
Em assim sendo, o trabalho do bibliotecário imergirá da conotação de
prática utilitária de recuperação de determinada informação, contida em diferentes
suportes físicos, para cumprir um interesse imediato de um estudante, professor,
técnico ou um pesquisador.
A desvinculação do estudo dos problemas informacionais com questões
sociais, políticas, econômicas e culturais do País, que produz indivíduos letrados ou
socialmente aptos ao acesso a informações produzidas e sistematizadas, e um
grande contingente de analfabetos e analfabetos funcionais, expropriados de bens

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materiais, produtivos e culturais e, por isso mesmo, sem as condições favoráveis ao
uso da informação registrada, leva a se ter uma análise parcial e, portanto, limitada
do fenômeno biblioteconômico. Dentro desse contexto, Almeida Júnior (1997, p. 92)
assinala:
A população vê a biblioteca como o templo dos eleitos: aqueles a
quem foi permitido entender o sentido daquele agrupamento de
símbolos impressos num livro. Ela não está entre os eleitos: logo,
aquele não é um lugar seu. Deve ser, tem que ser, mas na realidade,
não é. E a culpa é de toda uma estrutura que o bibliotecário ajuda a
manter.

Desde o início da sociedade, a biblioteca tem sido uma das responsáveis
pela organização da informação, tornando-se, também, uma acumuladora de
conhecimentos, não necessariamente uma disseminadora. Com as novas
tecnologias de apoio e com mudança de postura do bibliotecário, pode-se verificar
avanços na área. A biblioteca deixa de ser simples catalisadora de informações e o
bibliotecário como guardador de livros, assume a condição de líder e administrador,
tanto de pessoas, quanto de conhecimento, adotando uma postura ágil e dinâmica,
com uma visão moderna de gestão e organização.
Segundo Arruda (apud MARTINS 2004), a inserção das novas
tecnologias, bem como as novas formas de gerenciamento, traçam um novo perfil
para o bibliotecário, onde algumas qualificações são necessárias, tais como:
a) domínio das tecnologias de informação;
b) aquisição de mais de um idioma;
c) capacidade de comunicação e de relacionamento interpessoal;
d) capacidade gerencial e administrativa;
e) administração estratégica;
f) educação continuada;
g) planejamento estratégico;
h) gestão participativa, envolvendo todos os funcionários da unidade de
informação;
i) tomada de decisão compartilhada;

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j) trabalhar em equipe de forma globalizada e regionalizada;
k)

deve ser participativo, flexível, inovador, criativo, delegar poderes,
facilitando a interação entre os níveis hierárquicos e a comunicação
entre eles.

O perfil do bibliotecário deve ser caracterizado pelos atributos específicos
de um gerente de mudanças, capaz de gerenciar os recursos informacionais, com
habilidade exigida pelo setor de informação quaternário. Deve gerenciar sua unidade
de informação como um líder de uma organização moderna, com uma visão
centrada no ser humano, como um sistema aberto, participativo, com coresponsabilidades, voltado para interação com o meio externo e apresentar
características de administração estratégica, flexibilidade na hierarquia da unidade,
exercendo

controle

sobre

resultados,

trabalhando

em

equipe,

de

forma

compartilhada, com capacidades para avaliar a informação, da mesma forma que
deve possuir uma visão sistêmica da realidade, para que amplie a capacidade
organizacional de sua unidade de informação, criando e, por fim, inovando.
Com a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, instituída no Brasil em
1993, surgem as Diretrizes Curriculares para a área de Biblioteconomia, que
flexibilizaram a estrutura curricular dos cursos de biblioteconomia e tornaram os
profissionais da informação mais ágeis e dinâmicos. O quadro a seguir faz um
demonstrativo das competências e habilidades dos graduados de Biblioteconomia,
baseado nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ministério da Educação, aprovado
em 03 de abril de 2001.

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Competências e Habilidades dos Graduados em Biblioteconomia
• Gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;

Formular e executar políticas institucionais;
Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
Utilizar, racionalmente, os recursos disponíveis;
Desenvolver e utilizar novas tecnologias;
Traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidade nas respectivas
áreas de atuação;
• Desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir,
assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e
pareceres;
• Responder a demandas sociais e de informação, produzidas pelas
transformações tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo.
•
•
•
•
•

G
E
R
A
I
S

•

E
S
P
E
C
I
F
I
C
A
S

•
•
•

•

Interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso de
informação, em todo e qualquer ambiente;
Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de
informação;
Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a
aplicação de conhecimento teóricos e práticos de coleta, processamento,
armazenamento e difusão da informação;
Realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da
informação.

Quadro 2 - Competência dos graduados em Biblioteconomia
Fonte: BRASIL, 2004.

O que fica visível é que as competências e habilidades para o
desempenho das tarefas gerenciais, nos Sistemas de Informação, serão cada vez
mais indispensáveis. Os líderes precisam conhecer e lutar pela diversidade de idéias
existentes, mas precisam ter, constantemente, de acordo com Pinto e Blattman
(2003, p. 6):
[...] a devoção, a flexibilidade, a adaptação, a tenacidade, a
persistência, o comprometimento, a paixão para defendê-las e
implementá-las. Ao repensar estas colocações na formação dos
profissionais, significa em suma capacitar pessoas, fornecendo-lhes
valores éticos e respectivas técnicas [...].

Convém reiterar que os bibliotecários necessitam trabalhar dentro das
equipes nas organizações, evitando isolar os que pensam dos que executam, pois o
processo é sistêmico e a soma dos indivíduos faz o diferencial; conseqüentemente,
o saber fazer não pode ser substituído pelo saber operar, pois o símbolo de uma

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empresa é a inversão da pirâmide hierárquica, onde os clientes internos e externos
são colocados na primeira fila do espetáculo chamado negócio. Um líder eficiente
deve saber aplicar a inteligência emocional, ser aberto a críticas, saber recebê-las e
fazê-las; saber ouvir, resolver problemas, dentre outros.
Para enfrentar desafios e tomar decisões audaciosas, é preciso trabalhar,
tanto o aspecto psicológico, quanto o espiritual. Um líder deve ter força emocional
para tolerar incerteza, frustração, angústia e dor. Mas, também, não precisa levar
adiante o mito da liderança, segundo o qual o líder é um guerreiro solitário. Segundo
Goleman (1999, p. 68), “QI e conhecimentos técnicos são importantes, mas
inteligência emocional é condição sine qua non para a liderança eficaz [...]”. Para
tanto, os bibliotecários devem ir além dos conhecimentos técnicos, procurando
desenvolver componentes de inteligência emocional para a prática de uma liderança
eficaz, os quais podem ser com base em Goleman (1999, p. 71), visualizados no
quadro a seguir:
OS CINCO COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
AUTOCONHECIMENTO

AUTOCONTROLE

AUTOMOTIVAÇÃO

Capacidade de reconhecer e
compreender estados de espírito,
emoções, impulsos, bem como o
efeito desses aspectos sobre
outras pessoas
Capacidade de controlar ou
redirecionar impulsos e estados de
espírito perturbadores
Propensão a não julgar e a pensar
antes de agir

Autoconfiança
Auto-avaliação realista
Capacidade de rir de si mesmo
Confiança e integridade
Bem-estar na ambigüidade
Abertura a mudanças

Forte impulso para alcançar o
Paixão pelo trabalho por motivos
objetivo
que não dinheiro ou status
Otimismo, mesmo diante do
Propensão a perseguir objetivos
fracasso
com energia e persistência
Comprometimento com a empresa

Capacidade de compreender
a constituição emocional dos
EMPATIA

SOCIABILIDADE

outros
Habilidade para tratar as pessoas
de acordo com suas reações
emocionais
Competência para administrar
relacionamentos e criar redes
Capacidade de encontrar pontos
em comum e cultivar afinidades

Habilidade para formar e reter
talentos
Sensibilidade intercultural
Atendimento a clientes

Eficácia para liderar a mudança
Persuasão
Experiência em construir equipes e
liderá-las

Quadro 3 - Os cinco componentes da inteligência emocional
Fonte: GOLEMAN, 1999, p. 68.

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De todas as dimensões da inteligência emocional, a empatia é a mais
facilmente reconhecida. Para um líder, empatia não significa tomar os sentimentos
de outras pessoas como seus, nem tentar agradar a todo mundo. Isso seria um
pesadelo e impossibilitaria qualquer ação. Empatia, na verdade, significa levar em
consideração, seriamente, os sentimentos dos funcionários, junto com outros
fatores, no processo de tomada de decisão.
Contudo, pensar o papel das bibliotecas como centro de excelência,
inovação e crescimento, diante das ameaças e oportunidades do momento é,
necessariamente, pensar um novo perfil profissional para aqueles que atuam em
centros de informação, avaliando competências, talentos, lideranças, potenciais,
atitudes, interesse, valores, objetivos e forças individuais e coletivas.

3 CONCLUSÃO
Vive-se numa sociedade repleta de transformações que alteram o modo
como se vê as estruturas organizacionais. O que, antes, parecia estar firme e
moldado em gerenciamentos hierarquizados e de sistemas fechados, começou a ser
questionado, pois não mais se adaptam às mudanças de cunho global que causam
desordens e competitividade, fazendo com que a própria organização esteja fadada
ao fracasso, se não se revestir de uma maneira holística para observar seu
ambiente interno e externo.
O período que atravessamos é de questionamentos e reformulações dos
pressupostos que determinam o alicerce para o desenvolvimento das organizações.
Muitas transformações estão ocorrendo, determinadas, ora pelas imposições do
mercado, ora pela necessidade de reorganizar o ambiente interno das organizações,
sugerindo novas formas de administrar. A era do conhecimento mostra que muitos
motivadores de sucesso da era industrial se esgotam e necessitam de uma
reavaliação. O conhecimento humano emana como principal fonte de vantagem
competitiva para as organizações. Esse fato conduz para uma série de mudanças
organizacionais que possibilitem a criação e o compartilhamento do conhecimento,
por meio da adequação do ambiente e, principalmente, pela mudança de
comportamento do líder e dos colaboradores.

�15

Percebe-se que a liderança, baseada no comando e controle, na
autoridade e subordinação, aos poucos, foi sendo questionada e substituída por uma
visão mais comportamental, em uma era na qual o capital intelectual vem sendo
cada dia mais valorizado. Nesse contexto, surge a importância do líder, como figura
marcante no ambiente organizacional, capaz de buscar a qualidade dos serviços e
produtos oferecidos, sob diferentes aspectos (emocionais, sociais, econômicos,
políticos, educacionais), propiciando ao grupo confiança capaz de transcender os
limites das barreiras da própria existência.
Para gerar essas transformações, o líder deve buscar, dentro de sua
personalidade e competência, novas formas de relacionamento e condução, tanto
dos seus colaboradores quanto da ação administrativa. Ele deve estar apto a
desempenhar um papel mais afetivo na organização, responsabilizando-se pela
autonomia que lhe será dada e pelo grupo que compõe, comprometendo-se com a
organização.
Por conseguinte, o líder deve ser o articulador responsável pela mudança,
deve mostrar e ajudar as pessoas a perceberem as novas possibilidades de ação,
conquistando-as e engajando-as de forma determinante no processo de mudança,
possibilitando, assim, a expansão das visões pessoais, a reavaliação dos modelos
mentais, a realização do processo de aprendizagem organizacional e o
desenvolvimento do pensamento sistêmico; deve possuir outras habilidades, como
visão compartilhada, modelos mentais, aprendizado, trabalho em equipe.
Nesse contexto, o trabalho em equipe é visto como um fator facilitador,
pois ajuda a promover a criatividade do grupo, pela ruptura do isolamento individual
e pela dinâmica do trabalho multifuncional. Um grupo pode reunir diversas
habilidades diferentes e complementares, de forma que o desempenho do conjunto
se apresenta superior à soma dos desempenhos individuais. Assim, o ambiente
onde existe colaboração e compartilhamento torna-se mais prazeroso, pois a
informação flui e a criação se multiplica.
Esse período de transição e mudanças exige que os profissionais das
bibliotecas universitárias brasileiras integrem-se ao novo paradigma do capital
intelectual e humano, o que representa um salto estratégico rumo ao crescimento de

�16

suas

estruturas

internas,

proporcionando a

sua notoriedade

no mercado

informacional.
Sentimos que é possível as bibliotecas universitárias transformarem-se
em centros de excelência. No entanto, faz-se necessário o despreendimento de
modelos arraigados de paradigmas ultrapassados, para inovação e crescimento,
diante das ameaças e oportunidades do momento. A flexibilização das estruturas e o
melhor trabalho em equipe fazem com que o grupo se sinta parte integrante da
organização, por ter um ambiente propício ao desenvolvimento de suas
competências e participar ativamente das ações desenvolvidas pela mesma, além
do comprometimento com a missão e os objetivos a serem alcançados, o
compartilhamento e o cooperativismo para a obtenção dos resultados.
É notório, entretanto, que mudanças são necessárias e que o bibliotecário
deve assumir uma postura de verdadeiro líder, no âmbito de uma unidade de
informação, não por modismo e, sim, por compreender a real necessidade de fazer
parte do mundo dos negócios com imponência e compromisso para o exercício
profissional.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Sociedade e biblioteconomia. São
Paulo: Polis, 1997. 129 p.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes
curriculares para os cursos de biblioteconomia. Disponível em:
&lt;http://www.mec.gov.br/ sesu/ftp/ces0492.doc&gt;. Acesso em: 20 mar. 2004.
CYSNE, Fátima Portela. O problema e seu contexto: o social e o educativo da
Biblioteconomia. In: _____. Biblioteconomia: dimensão social e educativa.
Fortaleza: UFC, 1993. p. 21-68.
FIGUEIREDO, José Carlos. O ativo humano na era da globalização. São Paulo:
Negócio, 1999. 154 p.
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14, p.68-78, maio / jun. 1999.
HEIFETZ, Ronald. Os novos desafios. HSM Managemente, São Paulo, v. 3, n. 14,
p. 60-66, maio / jun. 1999.

�17

KOTTER, John P. O coração da mudança. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 202 p.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. A função gerencial
na biblioteca universitária. Disponível em:
&lt;http://www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro/&gt;. Acesso em: 06 jan. 2004.
MARTINS, Robson Dias. Perfil do bibliotecário: uma realidade brasileira.
Disponível em: &lt;http: // www. sinddibrj.com.br/artigos/0001.htm/&gt;. Acesso em: 29
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líder e a gestão da informação. Disponível em: &lt;http://www.ufsc.br/&gt;. Acesso em:
09 dez. 2003.
RESENDE, Maria Claúdia. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão de
pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, n. 2,
maio / ago. 2003. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/ scielo &gt;. Acesso em: 12 abr.
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VIANNA, Marco Aurélio Ferreira; JUNQUEIRA, Luís Augusto Costa Curta. Gerente
total: como administrar com eficácia no século XXI. São Paulo: Gente, 1996. 177 p.

__________________
1

Dejenane Gusmão Pereira, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA), Especialista em Didática do Ensino Superior, Especializanda em Gestão
Empresarial, dejenanepereira@hotmail.com.
2
Maria de Fátima Almeida Braga, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
do Maranhão (UFMA), Mestra em Psicologia Social, Doutoranda em Psicologia Social,
mfabraga@uol.com.br.

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              <text>A questão da liderança no contexto biblioteconômico universitário. Pauta-se em revisão de literatura, onde se retrata o posicionamento de autores selecionados como Kotter, Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto e Blattman entre outros, sobre liderança. Traz à tona a liderança e sua incorporação no âmbito das organizações, como geradora de mudanças, sejam estas atitudinais ou institucionais. Evidencia-se a necessidade do bibliotecário desenvolver a capacidade de líder, mostrando como este profissional poderá trazer para o ambiente da biblioteca universitária uma nova forma de administrar. Conclui-se com a proposta de uma mudança paradigmática quanto ao papel do profissional da informação, caracterizando-o como um profissional capaz de liderar em ambientes competitivos, desprendendo-se de modelos arraigados e de paradigmas ultrapassados.</text>
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