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CONSTRUÇÃO DE BIBLIOTECAS:
considerações e avaliação pós-ocupação
CRISTIANINI, G. M. S.1
MORAES, J. S.2

RESUMO
Este estudo apresenta algumas considerações sobre a avaliação pós-ocupação
realizada na Biblioteca Prof. Achille Bassi do Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação da Universidade de São Paulo – ICMC/USP. A avaliação foi realizada
com os funcionários da biblioteca e teve como objetivo o levantamento de problemas
identificados logo após a mudança para o novo prédio e serviu para auxiliar a
administração da biblioteca na melhor adequação dos espaços de trabalhos de seus
colaboradores.
Palavras-chave: APO – Avaliação Pós-Ocupação. Arquitetura de bibliotecas.
Administração de bibliotecas.

ABSTRACT
This study presents some considerations on post-occupancy evaluation in the Library
Prof. Achille Bassi of the Institute of Mathematical Sciences and of Computation of
the University of Sao Paulo – ICMC/USP. The evaluation was carried out by the
employees of the library and it took as an objective the lifting of problems identified
soon after the change for the new building and served to help the administration of
the library in the best adaptation of the spaces of works of his collaborators.
Keywords: POE - Post-Occupancy Evaluation. Library architecture. Library
administration.

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1 INTRODUÇÃO
A construção de bibliotecas sempre exigiu estudos diferenciados em
função das especificidades para a manutenção e disposição do material bibliográfico
e uso do local.
De acordo com Neufert (2007), pautado nos exemplos arquitetônicos
significativos do século XIX, o projeto para construção de bibliotecas pertence à
categoria das grandes tarefas sociais.
Inicialmente esses projetos refletiam somente a guarda adequada de
material bibliográfico e eram analisados sob um prisma diferenciado do que se tem
hoje nas bibliotecas, como citado por Moraes e Cristianini (2004), “as mudanças, os
paradigmas e os conceitos ocorridos nos últimos anos, no que se referem às
bibliotecas, são muitos e interferem diretamente nos serviços e espaços oferecidos
para os usuários”.
Muitos investimentos humanos e financeiros são despendidos para a
elaboração de um projeto para a construção de bibliotecas. Depois da conclusão dos
trabalhos de construção inicia-se um novo planejamento para o dimensionamento e
previsão de espaços e imobiliário adequados.
Após a mudança para um novo espaço sempre há um período de
desgaste seguido de um período de euforia. O desgaste se dá em função do
planejamento e execução da mudança e a euforia pela ocupação de um novo
ambiente.
Apesar de todo o planejamento previsto para as etapas que antecedem a
ocupação de um espaço, muitos problemas só serão percebidos durante o período
de ocupação, quando se iniciam efetivamente as atividades no local previamente
destinado.
A Biblioteca Prof. Achille Bassi do Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação da Universidade de São Paulo – ICMC/USP, está, desde agosto de
2007, em novas instalações. Com o intuito de proporcionar melhores condições para
o trabalho desenvolvido na biblioteca, foram identificadas as necessidades iniciais
de cada servidor da biblioteca com relação ao novo ambiente.

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Este trabalho teve o objetivo de identificar problemas e possibilitar a
melhor adequação dos espaços de forma a melhorar o ambiente profissional. Tratase de uma análise preliminar para auxiliar a diretoria da biblioteca na adequação dos
espaços e propiciar melhor qualidade de vida dos profissionais que desempenham
suas atividades na biblioteca.
Importante evidenciar que não houve a intenção de elaborar um estudo
arquitetônico aprofundado e tão pouco tecer comentários que evidenciassem o
partido arquitetônico proposto para a obra, somente levantar e sanar casos
específicos em relação ao espaço recém-ocupado.

2 AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO - APO
Para Voordt e Wegen (2005) a qualidade funcional de um edifício é a
capacidade de satisfazer as funções previstas de bem-estar, proteção e segurança
entre outras. Um edifício funcional deve se ajustar às atividades previstas com
eficiência, conforto, saúde e segurança para seus usuários.
A proposta da avaliação está justamente em identificar se a nova
construção atendeu as funções previstas para o bem-estar dos usuários do espaço
edificado.
Em países desenvolvidos os produtos colocados em uso, inclusive os
ambientes construídos, passam por mecanismos de controle da qualidade, tendo em
vista atender as necessidades de seus usuários. (ORNSTEIN, 1992).
Considerando o ponto de vista do usuário como um controle de qualidade
no âmbito de edificações, foi identificada a APO como um recurso de análise da
nova construção.
A APO pode ser encarada como uma área do conhecimento que se refere
a um conjunto de metodologias de avaliação específicas para captar a opinião dos
usuários em relação a um espaço edificado. O primeiro objetivo de uma APO é
medir a intensidade com que cada projeto satisfaz as funções para as quais foi

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destinado e preenche as necessidades, expectativas e percepção dos seus
usuários. (SALGADO, 1997)
De acordo com Morgado, Bastos e Salgado (1997) a APO é uma
metodologia de avaliação do ambiente construído e de seus componentes que reúne
avaliações comportamental e técnica de todos os elementos relacionados ao
desempenho do ambiente construído, além de resgatar como subsídios de análise, o
histórico da produção do ambiente que está sendo avaliado.
Os mesmos autores afirmam que no Brasil há poucos registros conhecidos
de como os ambientes agem, positiva ou negativamente, sobre os usuários e
insistem do aprendizado por meio do inventário de produção e uso das edificações
no que diz respeito aos aspectos comportamentais, construtivos, funcionais,
econômicos e estéticos.
Pinhal (2008) define a APO como uma das metodologias correntes de
avaliação de desempenho de ambientes construídos e acrescenta que a mesma
difere de outras metodologias que se detêm nas questões relativas ao projeto e à
construção, prioriza aspectos de uso, operação e manutenção, considerando
essencial o ponto de vista dos usuários, in loco. Para o autor, as metas de uma APO
são: promover a ação que propicie a melhoria da qualidade de vida daqueles que
usam um dado ambiente e produzir a informação na forma de banco de dados,
gerando conhecimento sistematizado sobre o ambiente e as relações ambientecomportamento.
A partir das definições encontradas percebe-se que a APO é uma
metodologia relativamente recente no Brasil que oferece mecanismos para um
controle de qualidade de construções pautadas no foco do usuário. Auxilia na
identificação de problemas construtivos e de conforto em uma edificação após sua
ocupação.

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3 MÉTODO E PROCEDIMENTOS
3.1 A Biblioteca Prof. Achille Bassi
A Biblioteca do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação foi
inaugurada em 12 de setembro de 1974 e reúne um acervo de mais 35.000 volumes
de livros, mais de 800 títulos de periódicos, possui um total superior a 130.000
publicações em Matemática, Estatística, Computação e áreas correlatas. A unidade
conta com 1.246 alunos de graduação, 307 alunos de pós-graduação e 125
docentes e atende uma comunidade com mais de 8.000 alunos das quatro unidades
do campus USP de São Carlos, sendo, aproximadamente, 4.000 da graduação,
4.000 de pós-graduação e mais de 400 docentes e pesquisadores.
No início de 2007 foi finalizada a construção do novo edifício da Biblioteca
Prof. Achille Bassi, em meados de julho se iniciou a mudança do material
bibliográfico para o novo prédio e em agosto do mesmo ano a mudança total da
biblioteca foi finalizada. Em 18 de fevereiro de 2008 foi inaugurado o novo edifício da
Biblioteca Prof. Achille Bassi.
A concepção do novo prédio iniciou-se no ano 2000, pela COESF –
Coordenadoria do Espaço Físico da USP – e por um grupo de trabalho do ICMC,
que cuidaram dos aspectos arquitetônicos, de layout e de infra-estrutura. Trata-se de
um projeto inovador que possibilitou a ampliação em mais de três vezes o espaço
que a Biblioteca dispunha anteriormente. Atendeu assim uma demanda existente e
tem condições de atender o potencial de crescimento previsto para a unidade nos
próximos anos.
O novo prédio da Biblioteca do ICMC dispõe agora de uma área total de
3.009 m2, distribuídos em quatro pavimentos, e propiciou aos usuários e servidores
um espaço mais adequado com salas para estudo em grupo e mais espaço para
estudo individual.
Em paralelo com o projeto do prédio, o Grupo QUAPÁ, da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da USP, elaborou o projeto de circulação e paisagismo no

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entorno do novo edifício da biblioteca, propiciando um espaço diferenciado e
arborizado na região central da unidade.

3.2 Instrumento de coleta de dados
Após a imediata ocupação do novo prédio algumas necessidades já foram
sentidas pelos servidores nos locais de trabalho e algumas providências foram
encaminhadas para sanar os problemas identificados e possibilitar o início e
continuidade dos trabalhos.
A APO prevê uma consulta aos usuários das edificações e assim foi
providenciada a primeira consulta oficial. Como essa primeira abordagem tinha o
objetivo de auxiliar a diretoria da biblioteca para o atendimento das necessidades
básicas de seus colaboradores objetivando o mínimo de conforto no ambiente
funcional, os sujeitos identificados para a realização desta pesquisa foram os
servidores da biblioteca.
Por tratar-se de uma consulta feita somente aos servidores da biblioteca,
ou seja, por somente uma categoria de usuários envolvidos com o ambiente em
estudo, esse trabalho apresenta uma APO parcial. De acordo com Morgado, Bastos
e Salgado (1997) a obtenção de dados por meio de uma APO parcial não invalida os
resultados obtidos em uma pesquisa.
O instrumento de coleta de dados utilizado foi um questionário elaborado a
partir do modelo proposto por Zancul (2007) e utilizado para a avaliação pósocupação das habitações estudantis em São Carlos.
O questionário contou com três blocos de questões, sendo que o primeiro
bloco apresentou somente questões fechadas e abordou itens sobre os espaços
comuns como portas e janelas emperradas, revestimentos soltos, piso solto, trincas
nas paredes ou no forro, infiltrações, identificando ou não o problema e constando
de resposta para assinalar se o problema tinha ou não sido resolvido. O segundo
bloco apresentava questões abertas e fechadas e limitava a itens sobre as
condições do espaço ocupado pelo servidor no início da ocupação do prédio e o
terceiro bloco abordava os mesmos itens considerados no bloco dois mas no

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momento atual. Ou seja, o terceiro bloco apresentava se os problemas detectados
haviam sido resolvidos até o momento.
Os itens do segundo e terceiro blocos diziam respeito ao conforto térmico,
lumínico e sonoro, piso, espaços (distribuição e quantidade) e quantidade de
tomadas e interruptores.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
A biblioteca conta com uma equipe de treze profissionais e mais quatro
alunos que realizam atividades de estágio no local totalizando dezessete
colaboradores. Os questionários foram entregues a todos os colaboradores e o
percentual de retorno dos mesmos foi de 82,35%.
Com relação às questões dos espaços comuns, os resultados foram bem
satisfatórios pois a maior parte das respostas identificaram poucos problemas de
portas e janelas emperradas sendo que todos foram resolvidos. Piso ou
revestimento solto só apontou para uma ocorrência também resolvida. As trincas
foram apontadas por 35,7% da população estudada e todas resolvidas. As
infiltrações foram identificadas por somente um pesquisado e também foram
corrigidas. As lâmpadas queimadas foram apontadas por todos os respondentes e a
reposição das mesmas foi confirmada pela maioria, sendo que dois respondentes
identificaram que em espaços específicos o problema ainda não foi resolvido.
As questões do segundo e terceiro blocos apresentaram um resultado
bem variado, o que era esperado uma vez que os postos de trabalho se estendem
por quatro pavimentos com especificidades distintas.
O maior problema apontado pela iluminação natural foi levantado no início
das atividades no novo prédio e dizia respeito ao excesso de claridade. A
luminosidade em vários pontos do prédio era intensificada pela reflexão da luz solar
nas paredes laterais do edifício que são brancas. O reflexo das paredes nas salas
de trabalho paralelas às paredes brancas era intenso e dificultava a visualização da
tela do computador. Este problema já havia sido apontado pelos engenheiros do
trabalho que mediram a intensidade da luz no local, por meio de um fotômetro, e

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comunicado à direção da biblioteca. O problema foi sanado com a colocação de
persianas nos ambientes identificados.
A iluminação artificial, de acordo com a maioria dos respondentes,
manteve-se entre ótima e boa.
O conforto térmico apontado pela maior parte dos respondentes não
apresentou resultados satisfatórios. As respostas foram bem equilibradas entre as
opções: bom, ruim e péssimo. A maior queixa está para o excesso de calor no verão
e a baixa temperatura no inverno. Constatou-se que no terceiro pavimento, de
acordo com os respondentes, o conforto térmico no inverno é muito bom e no verão
extremamente quente.
O item que verificou o nível de ruído no local de trabalho foi o que
apresentou maior variação de respostas distribuída entre os itens: ótimo, bom,
regular e ainda alguns respondentes (21,4%) não souberam opinar. Não foi
apresentada nenhuma informação que esclarecesse a indicação sobre o nível de
ruído.
A quantidade de tomadas e interruptores apresentou em sua maior parte
um resultado satisfatório, ou seja, a maior parte dos respondentes identificou como
bom ou ótimo este item. Cabe ressaltar que foram apresentadas informações sobre
a falta de tomadas extras em um dos setores, assim como em outro setor constatouse que a distribuição de tomadas não foi feita de acordo com o layout do mobiliário e
distribuição dos equipamentos, o que resultou em uma correção inadequada do
problema com fios fora de canaletas adequadas e passando por espaços longos
dentro da sala.
Outro problema apontado no item de interruptores foi o uso de sensores
de presença para o acendimento automático das lâmpadas que, devido à
sensibilidade necessária para o ambiente, acendem-se com muita facilidade e
acabam gerando um gasto maior de energia, ao contrário do que a proposta de
economia apresentada pelo projeto inicial.
O piso foi outro item satisfatório para a maior parte dos respondentes
apresentando resultados que variam de ótimo a bom. O índice de respondentes que

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apontaram para péssimo ou regular identificaram o piso do terceiro pavimento como
muito ruim esteticamente e também para limpeza e manutenção. Vale acrescentar
que o terceiro pavimento da biblioteca foi o primeiro a ser concluído na obra e o
problema foi identificado antes mesmo da mudança, mas, considerando problemas
de ordem financeira e legal, não foi possível efetuar a troca do mesmo até o
momento. Os pisos dos demais pavimentos foram substituídos antes da execução
da obra e apresentaram um resultado final muito superior nos quesitos citados
acima.
A variável de quantidade de espaço foi muito bem conceituada por todos
os servidores que responderam, na maior parte, entre ótima e boa. Já a distribuição
do espaço foi um item que obteve uma diferenciação considerável entre ótima/boa e
regular/ruim. As observações para o item mal avaliado couberam ao balcão de
atendimento e também por um dos setores, apontado pelos servidores como um
espaço pequeno para a quantidade de servidores.
O pouco espaço disponível no balcão de atendimento foi identificado no
início da construção do prédio e encaminhado para atendimento no final deste ano.
As reclamações apontadas foram para a falta de lugar adequado para a guarda das
chaves dos escaninhos, o espaço inadequado para os funcionários assim como para
a quantidade de equipamentos necessários em um balcão de empréstimos que vão
desde os microcomputadores, impressoras para emissão de comprovantes de
empréstimo, aparelho desmagnetizador de material bibliográfico, guarda de
publicações em reserva e espaço para o material devolvido e ainda não
encaminhado para o acervo.

5 CONCLUSÃO
A solução para muitos problemas identificados não cabem somente a
direção da biblioteca. A maior parte dos mesmos já havia sido encaminhada para as
instâncias adequadas e estão aguardando verba ou autorização para a devida
resolução.

�10

De forma geral pode-se afirmar que a maior parte dos colaboradores está
satisfeita com o ambiente de trabalho e que os pontos mais críticos foram resolvidos
ou estão devidamente encaminhados.
Existem problemas que fogem totalmente à concepção dos idealizadores
de um projeto ao definirem espaços e tecnologias diferenciadas que podem não
atender às expectativas dos usuários no local, como o caso do uso de sensores de
presença para o acendimento automático das luzes e a opção pela ventilação
cruzada para o prédio na tentativa de eliminar os aparelhos condicionadores de ar.
Nesse caso a APO certamente servirá para embasar a justificativa para a solução
dos problemas apresentados.
As variáveis mais insatisfatórias identificadas pelos servidores foram as
temperaturas que, tanto no inverno quanto no verão, não atendem um nível ideal
para o conforto térmico aos servidores. No caso de uma biblioteca existe um
problema diferenciado e que exige uma atenção especial para as temperaturas que
é a conservação do acervo bibliográfico.
Este estudo possibilitou a identificação de problemas por parte da
administração da biblioteca que ainda não haviam sido detectados e dessa maneira
possibilitará um estudo mais direcionado em determinados setores de maneira a
corrigir possíveis falhas e atender o bem-estar e qualidade de trabalho dos
servidores.
É necessário o uso de aparelhos adequados para medir os níveis de ruído
nos espaços, assim como a temperatura e desempenho lumínico e a partir daí
possibilitar uma adequação, dentro de padrões de atendimento específicos, para
cada item relacionado.
A próxima APO será estendida aos usuários da biblioteca para finalizar
uma primeira etapa de avaliação e obter uma avaliação total do espaço edificado.
Entende-se que as avaliações devem ser constantes e que as variáveis podem se
alterar em determinados momentos, assim como as necessidades dos usuários.
Percebe-se por meio da literatura consultada e pelo estudo realizado que
a APO é uma ferramenta muito importante para a adequação dos ambientes

�11

construídos e auxílio para futuros empreendimentos na arquitetura de ambiente
específicos como é caso de bibliotecas.
A APO deve fazer parte de um projeto de gestão da unidade para todas as
construções locais, possibilitando a correção de ações que se mostraram deficientes
e propiciando uma adequação dentro de um padrão de qualidade diferenciado:
aquele definido pelo usuário dos espaços edificados.

REFERÊNCIAS
ORNSTEIN, S.W. Avaliação pós-ocupação (APO) do ambiente construído. São
Paulo: Nobel, 1992.
MORGADO, C.O.; BASTOS, L.E.G.; SALGADO, M.S. Avaliação pós-ocupação do
conforto ambiental na FAU-UFRJ. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA
DE PRODUÇÃO, 17., 1997, Gramado, RS. Anais... Gramado: ABEPRO, 1997.
MORAES, J.S.; CRISTIANINI, G.M.S. Planejamento da construção de edifícios para
bibliotecas: requisitos básicos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal. Anais... Natal: UFRN, 2004. CD-ROM.
NEUFERT, E. A arte de projetar em arquitetura. 17.ed. Barcelona: GG, 2007.
PINHAL, P.S. APO – Avaliação pós-ocupação: estudo de caso em edifícios de
uma universidade privada no Brasil. Disponível em:
&lt;http://pinhalarquitetura.com.br/artigoapo.pdf&gt;. Acesso em: 6 jun. 2008.
SALGADO, M.S. Utilização do planejamento experimental na avaliação pósocupação. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 17.,
1997, Gramado, RS. Anais... Gramado: ABEPRO, 1997.
VOORDT, D. J. M.; WEGEN, H. B. R. Architecture in use: an introduction to the
programming, design and evaluation of buildings. Amsterdam; Boston : Architectural
Press, 2005.
ZANCUL, J.S. Habitação estudantil: avaliação pós-ocupação em São Carlos – SP.
São Carlos, 2007. 203f. Dissertação (Mestrado em arquitetura, Urbanismo e
Tecnologia) – Curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Escola de
Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo.

_________________
1

Gláucia Maria Saia Cristianini, Universidade de São Paulo, USP, Instituto de Ciências Matemáticas e
de Computação, glaucia@icmc.usp.br.
2
Juliana de Souza Moraes, Universidade de São Paulo, USP, Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação, jumoraes@icmc.usp.br.

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              <text>Construção de bibliotecas: considerações e avaliação pós-ocupação.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Cristianini, G. M. S.; Moraes, J. S.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2008</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este estudo apresenta algumas considerações sobre a avaliação pós-ocupação realizada na Biblioteca Prof. Achille Bassi do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo – ICMC/USP. A avaliação foi realizada com os funcionários da biblioteca e teve como objetivo o levantamento de problemas identificados logo após a mudança para o novo prédio e serviu para auxiliar a administração da biblioteca na melhor adequação dos espaços de trabalhos de seus colaboradores.</text>
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          <name>Language</name>
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      <name>snbu2008</name>
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