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PADRÕES ESPACIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO
CONTEXTO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: revendo para adequar
SANTOS, A. R.1
ANDRADE, M. V. M.2

RESUMO
Revisão de literatura sobre padrões espaciais em bibliotecas universitárias.
Apresenta fontes primárias, como leis; e fontes secundárias, nacionais e
estrangeiras, que tratam do assunto arquitetura em bibliotecas universitárias,
adequação espacial. Apresenta-se como um estudo teórico, não exaustivo, subsidio
do trabalho no Conselho Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense. Esse estudo foi proposto visando à criação de
padrões espaciais para criação e reforma de bibliotecas centrais na Universidade.
Essas obras serão proporcionadas pelo Plano de Reestruturação e Expansão das
Universidades Públicas Brasileiras, REUNI. Tenciona proporcionar a todos nossos
usuários/clientes um ambiente adequado, e inclusivo na sociedade da informação,
através da criação padrões de qualidade.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Arquitetura de bibliotecas.
Padrões de qualidade.

ABSTRACT
Review of literature about standards for libraries in higher education. Provides
primary sources, such as laws and secondary sources, national and foreign, it
presents as a theoretical study, not exhaustive, base for work in the Conselho
Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense.
This study was proposed to establish standards for space creation and reform of
central libraries in University. Intends to offer to users/customers a suitable
environment and inclusive information society, by establishing quality standards.
Keywords: Academic Libraries. Library Architecture. Library Buildings. Standards of
quality.
.

�2

1 INTRODUÇÃO
O Núcleo de Documentação – NDC é o órgão responsável pela
coordenação técnica e administrativa do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense. Com o fim de embasar as decisões a serem
tomadas, pelo planejamento de resultados, estabelecimento de estratégias e metas
foi criado o Conselho Técnico – CONTEC, que dentre outras funções compartilha as
responsabilidades de analisar a conjuntura, estudo de alternativas, propostas de
soluções para os problemas do Núcleo (ANDRADE, 2004, p. 95).
No último Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, da UFF (2002),
foi estabelecido como eixo central seria a “Expansão de Vagas e a Melhoria
Qualitativa dos Cursos”. Essa idéia foi reforçada pelo Programa de Apoio a Planos
de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, da UFF que
considera:
O REUNI como uma oportunidade para ampliar, aprofundar e conferir
sustentabilidade às ações de seu PDI, melhorando a qualidade da
expansão já existente e realizando investimentos planejados em
infra-estrutura e pessoal que estabeleçam uma base sólida para o
desenvolvimento da Universidade para além dos 5 anos de duração
deste projeto” (REUNI-UFF, 2007).

O REUNI-UFF destaca também que:
As bibliotecas da UFF têm se pulverizado em bibliotecas menores,
dificultando a alocação de funcionários. Pela construção ou reforma
de biblioteca central em cada campus, serão otimizados recursos
humanos e as bibliotecas funcionarão nos dias úteis das 8:00 às
22:00 horas e nos finais de semana.

Desse modo é exposta a proposta de construção ou reforma de
bibliotecas

centrais

na

UFF.

A

discussão

sobre

a

centralização

e/ou

descentralização começou na década de 70 do século passado, e agora na
chamada sociedade do conhecimento, volta-se a ela. Neste contexto, o Conselho
Técnico – CONTEC do Sistema de Bibliotecas e Arquivos – NDC começou a
desenvolver um estudo de modo a buscar um posicionamento diante do REUNI –
UFF, que propõe a reforma e construção de bibliotecas centrais.

Destarte a

literatura sobre o assunto padrões espaciais e arquitetura de bibliotecas
universitárias começou a ser levantada. Apresenta-se aqui parte deste estudo que
deve subsidiar as discussões desse Conselho. Para corroborar com esta discussão,

�3

a presente revisão de literatura caracteriza as diferentes fases do planejamento
espacial das bibliotecas universitárias, observando as tendências tanto no Brasil
quanto no exterior. A arquitetura de bibliotecas universitárias a muito vem sendo
discutida. No Brasil pouco foi escrito, os poucos padrões estabelecidos precisam ser
rediscutidos nessa nova sociedade, em que a tecnologia da informação e da
comunicação se estabelece como base.

2 CONTEXTUALIZANDO A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
A sociedade nas últimas décadas tem sofrido transformações com a
quebra de paradigmas e o surgimento de novos conceitos como a globalização, os
arranjos

inovativos

e

as

tecnologias

da

informação

e

comunicação.

Conseqüentemente, novos modelos de gestão foram surgindo. Os processos
organizacionais também foram levados a uma mudança, a uma reestruturação para
se adequar a essa nova sociedade que não somente valoriza o conhecimento, como
o reconhece como essencial.
Andrade e Santos (2007) destacam que de maneira geral, as bibliotecas
universitárias também foram englobadas nessa busca por um novo modelo de
gestão, com maior ou menor sucesso. E o que se percebe, no tocante ao
planejamento em Biblioteconomia é que o estabelecimento de padrões é
fundamental. Há muito se procura estabelecê-los e neste novo contexto social, esse
objetivo deve ser alcançado por uma questão de sobrevivência.

Nessa nova

sociedade os padrões devem estar pautados no novo, no flexível. Parece
contraditório, e é. São esses os novos desafios que as tecnologias da comunicação
e informação nos apresentam. E a biblioteca universitária deve está pronta para
desempenhar uma das suas funções primordiais que é disponibilizar informação
cientifica, acadêmica, de qualidade.
Destaca-se ainda que o papel não é mais o seu suporte principal, os
formatos eletrônicos, e principalmente a internet, que vem sendo o suporte preferido
pela academia. Garantir a acessibilidade com qualidade continua ser a missão da
biblioteca. Para isso é preciso rever os padrões espaciais estabelecidos no passado

�4

e contextualizá-los de forma enquadrar a biblioteca universitária nesses novos
tempos.

3 PADRÕES ESPACIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: uma revisão
Carvalho (1981) desenvolveu um estudo sobre padrões de bibliotecas,
nesse a questão espacial é bastante presente, são referenciados padrões nacionais
e estrangeiros. Destaca-se também a discussão quanto à importância da criação e
estabelecimento de padrões.
Percebe-se que os padrões não devem apresentar grande rigidez, mas
devem existir para fins de avaliação, de “benchmarking”, bem como verificar, e
comparar os parâmetros de qualidade.
Miranda (1998) aponta a dissertação, de 1987, de Valci Augustinho a
“Aclimatação ambiental dos prédios de Bibliotecas Centrais universitárias:
especificações de construção seguidas após a Reforma”, como “a primeira grande
avaliação da experiência brasileira de construção de prédios de bibliotecas
universitária”. Na ocasião foram destacadas algumas conclusões:
A maioria das bibliotecas pesquisadas expressou o desejo de levar
em consideração o clima, porém grande parte das soluções e dos
materiais empregados na construção foi inadequada, uma vez que
todos, sem restrição, apresentam algum tipo de problema.
As soluções e materiais utilizados não obedeceram à regionalização
climática. Materiais e soluções de partidos arquitetônicos foram
utilizados indiscriminadamente como se fossem os mesmos para
todas as regiões sem considerar o clima de cada região. (Miranda,
1998, p. 14)

Nas décadas de 70, 80 e 90, do século passado, uma questão polêmica
era o grau de centralização das bibliotecas universitárias, que segundo Miranda
(1998) foi bem equacionada por estudo de Luzimar Silva Ferreira que conclui que:
as bibliotecas mais centralizadas pertencem a: universidades mais
novas, universidades com bibliotecas centrais mais novas,
universidades que possuem menor número de bibliotecas no sistema
e universidades que já funcionam totalmente na Cidade Universitária.
Em outras palavras, quanto mais antigas as universidades, mais
descentralizados os prédios de bibliotecas embora todas elas

�5

estivessem (e continuam) em processo de integração sistêmica em
redes, o que implica em considerar tais tendências no planejamento
da infra-estrutura física. (p. 18)

Nesse artigo, Miranda ainda apresenta aspectos positivos e negativos
relativos às bibliotecas centrais. Destaca-se de seu trabalho de análise e
processamento de dados de 400 bibliotecas, feito em 1993, juntamente com
arquiteto Galbinsky. Miranda revelou em sua conclusão problemas como:
A falta de experiência de equipes locais na fase de planejamento dos
edifícios; uma baixa participação da comunidade nas definições do
partido arquitetônico;. dificuldades de negociação com autoridades e
burocracia das instituições, o que pode ter levado à tomada de
decisões unilaterais por parte das agências financiadoras e das
equipes externas de planejamento e construção; a baixa capacitação
de arquitetos e bibliotecárias em questões específicas.(...) Aquilatar a
própria experiência e detectar os problemas de forma mais científica
já faz parte da própria solução que acreditamos aponta para um
amadurecimento da atividade de planejamento físico de bibliotecas
universitárias no Brasil. (p. 27)

Gico (1990) apud Miranda (2004) alerta em sua dissertação o
autoritarismo na montagem de sistemas de informação no Brasil.
A autora pretendeu esclarecer o princípio da centralização dos
sistemas de bibliotecas, que orientava a organização/reorganização
das bibliotecas universitárias federais e a construção de prédios de
bibliotecas como uma imposição do MEC e do Banco Mundial. A
questão era defendida como necessária, dentro das determinações
legais do princípio de —minimizar custos e maximizar resultados“,
impondo a concentração de esforços e a sistematização das
atividades. Iniciativa louvável, não fosse a maneira impositiva de sua
implantação.

Cunha (2000) apresenta a nova tendência internacional na educação que
preconiza como centro o estudante. Afirma que a biblioteca deve procurar se adaptar
fisicamente a esse novo paradigma, de modo “serem reconhecidas como instituições
necessárias” (p. 18).
Esse novo paradigma da educação centrada no estudante é a tendência
da

educação

superior,

está

assentado

nos

quatro

pilares

da

educação

contemporânea: aprender a ser, a fazer, a viver juntos e a conhecer 1. divulgada na
Conferência Mundial Sobre o Ensino Superior, em 1998. (PPI-UFF, 2002)
1

CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE O ENSINO SUPERIOR (1998: Paris, França). Tendências da educação superior para o
século XXI. Brasília : UNESCO/CRUB, 1999.

�6

3.1 Padrões Espaciais e a Acessibilidade
A questão da acessibilidade (Andrade e Santos, 2004) hoje é um dos
aspectos que não podem ser esquecidos em um projeto de biblioteca. A Lei nº
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que “estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências”, pode diminuir as barreiras
urbanísticas, arquitetônicas. O Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que
regulamenta a Lei no 7.853, em seu artigo 53, estabelece que:
as bibliotecas, os museus, os locais de reuniões, conferências, aulas
e outros ambientes de natureza similar disporão de espaços
reservados para pessoa que utilize cadeira de rodas e de lugares
específicos para pessoa portadora de deficiência auditiva e visual,
inclusive acompanhante, de acordo com as normas técnicas da
ABNT, de modo a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e
comunicação.

A Norma Brasileira sobre “Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos” - ABNT NBR 9050:2004 – no que tange às
bibliotecas, destacam-se do item 8.7:
8.7 Bibliotecas e centros de leitura
8.7.1 Nas bibliotecas e centros de leitura, os locais de pesquisa,
fichários, salas para estudo e leitura, terminais de consulta, balcões
de atendimento e áreas de convivência devem ser acessíveis,
conforme 9.5 e figura 1572*.
8.7.2 Pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas devem ser
acessíveis, conforme 9.3. Recomenda-se, além disso, que pelo
menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.
8.7.3 A distância entre estantes de livros deve ser de no mínimo 0,90
m de largura, conforme figura 158*. Nos corredores entre as
estantes, a cada 15 m, deve haver um espaço que permita a
manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se a rotação de 180°,
conforme 4.3*.
8.7.4 A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance manual
e parâmetros visuais, conforme 4.6 e 4.7*.
8.7.5 Recomenda-se que as bibliotecas possuam publicações em
Braille, ou outros recursos audiovisuais.
8.7.6 Pelo menos 5% do total de terminais de consulta por meio de
computadores e acesso à internet devem ser acessíveis a P.C.R. e
P.M.R. Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10%
sejam adaptáveis para acessibilidade.

*

Os itens e figuras que não foram transcritos podem ser consultados no endereço:
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/ABNT/NBR9050-31052004.pdf.

�7

Como pode ser visto todas essas recomendações demandam alterações
no design das atuais e futuras bibliotecas; e pelo menos por força das leis, devemos
procurar construir ou adaptar nossas bibliotecas, de forma que elas sejam inclusivas.
Fora do Brasil, desde o início da chamada Sociedade do Conhecimento
muitos projetos de novas bibliotecas universitárias e reformas vem sendo
implementados. E o que se tem em comum é a preocupação com a implantação
das tecnologias da informação e da comunicação e a mudança de paradigma do
ensino superior, que agora busca está centrada no estudante.

3.2 A Biblioteca Universitária do “futuro” e os novos espaços
Bazillion (2001) diz que a biblioteca no futuro deverá está preparada para
oferecer instalações especiais para novas tecnologias de comunicação e
informação, se transformando em um componente com valor agregado na educação
superior.
Harrington (2001) apud Schmidt e Wilson (2004) apresenta algumas
tendências em design de bibliotecas, de onde se destacam: auto-serviço e eficiência
operacional, extrema flexibilidade e integração de tecnologias, “construção verde”,
construção Sustentável e preocupação com a estética.
Powell (2002) revendo a literatura aponta a tendência dos designers em
biblioteca para o século 21 tendo como centro o aluno, a aprendizagem, e não mas
o ensino (p.110). Afirma que as novas tecnologias contribuíram enormemente para
esse tendência, e, que desse modo a biblioteca para contribuir deve estar pronta
fisicamente para essas novas tecnologias.
Recomenda a criação de vários espaços, incluindo o chamado “social
space”, que seria um espaço onde se poderia comer e beber, conversar com
amigos.

Powell

justifica

que

esses

espaços

também

colaboram

com

a

aprendizagem, afirmando que:
A literatura sobre espaços de bibliotecas, que colocam o estudante
como centro se caracteriza por duas qualidades: flexibilidade - a
capacidade de reconfigurar o layout para corresponder evolução das
exigências dos usuários; variedade - a oferta de tipos de espaços
que facilitem a diferentes formas de aprendizagem (p. 115-116).

�8

Bundy (2004) reforça essa tendência dos vários espaços, incluindo o
“social space”.

Assim como Schmidt e Wilson (2004), que também ressaltam a

importância da comunicação entre o bibliotecário e o arquiteto.
Em 2004 a Association of College and Research libraries (ACRL) , como
divisão da American library Association (ALA) , lançou a última versão dos
“Standards for Libraries in Higher Education”. Deste, destaca-se o padrão intitulado
facilities, instalações, que pode ajudar na reflexão sobre os novos espaços:
As instalações de uma biblioteca devem ser bem planejadas, de
modo proporcionar um espaço adequado e seguro, propício ao
estudo e de investigação com as condições ambientais adequadas
para os seus serviços, pessoal, recursos e coleções.
Os
equipamentos de uma biblioteca do devem ser adequadas e
funcionais.

Esse padrão apresenta alguns questionamentos, dentre os quais
destacam-se:
•

•
•
•
•

•
•
•
•

Será que a biblioteca proporcionar bem-planejado, seguro, e
espaço suficiente para satisfazer as necessidades do pessoal e
dos usuários?
Os sistemas mecânicos foram devidamente projetados e mantidos
para controlar a temperatura e umidade em níveis recomendados?
Qual a percepção do usuário em relação à oferta de espaços
propícios ao estudo, em relação a quantidade e tipos?
Existe espaço suficiente acervos bibliográficos e de crescimento
futuro?
Será que o pessoal tem espaço suficiente, e é configurado para
promover a eficácia das operações para as necessidades atuais e
futuras?
Será que a sinalização da biblioteca facilita a utilização das
instalações?
Será que a biblioteca previu estações de trabalho ergonômicas
para os usuários e para o staff?
A fiação elétrica e de rede de computares são suficientes para
satisfazer as necessidades relacionadas com o acesso eletrônico
Será que a biblioteca satisfaz as exigências da lei em relação as
pessoa de portadoras de deficiência?

Em 2007, a Association of College and Research Libraries (ACRL) and
the Library Administration and Management Association (LAMA) lançaram um guia
para arquitetos no planejamento de bibliotecas universitárias, onde muitas sugestões
podem ser retiradas, esse guia afirma que os: “Planejadores devem empenhar em
construí projetos flexíveis - ou seja, que preveja futuras tecnologias, e mudanças de
acervos bibliográficos, eventual e futura expansões, alterações usuário no perfil dos
usuários, etc.“ (Guide, c2008).

�9

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que as Bibliotecas Universitárias e conseqüentemente as
organizações que as abrigam vêm sofrendo os impactos das mudanças decorrentes
da chamada Sociedade do Conhecimento, sejam elas de cunho estrutural ou
tecnológico.
No tocante as Bibliotecas Universitárias as mudanças trazidas ofereceram
possibilidades de crescimento e melhoria da oferta de produtos e serviços em função
do grande potencial das novas tecnologias da informação que permitem agilizar a
produção e disseminação de conhecimentos, ampliando significativamente as
possibilidades de acesso e interação tanto por parte dos produtores quanto por parte
dos “consumidores” de informação.
As Bibliotecas Universitárias devem se adequar aos processos de
reestruturação nos quais são fundamentais os redesenhos estruturais que possam
acomodar as forças que surgem dessas interações, das novas práticas de gestão e
dos novos e diversificados aparatos tecnológicos surgidos da sofisticação e do
refinamento das demandas por novos produtos e serviços.
É observado que os novos “modelos” propostos para a construção e
adaptação das Bibliotecas Universitárias podem representar um fator de
diferenciação, e conseqüentemente, o sucesso da organização, tendo como
resultado positivo a maior interação Universidade X Comunidade, minimizando
assim o processo de exclusão na ambiência de atuação das Universidades. Esse
será um desafio que todas bibliotecas precisarão enfrentar, e essa revisão pretende
ser uma contribuição nesse embate.

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universitárias: indicadores de desempenho e padrões de qualidade Dissertação de
Mestrado. Niterói: Universidade Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção, 2004.
ANDRADE, M. V. M.; SANTOS, A. R. Acesso a usuários portadores necessidades
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�10

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__________________
1

Ana Rosa dos Santos, Universidade Federal Fluminense, Núcleo de Documentação, Biblioteca das
Faculdades de Nutrição e Odontologia (BNO), ndcars@vm.uff.br.
2
Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Universidade Federal Fluminense, Núcleo de Documentação,
Biblioteca da Escola de Arquitetura e Urbanismo (BAU), marcosvinicius@vm.uff.br.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Revisão de literatura sobre padrões espaciais em bibliotecas universitárias. Apresenta fontes primárias, como leis; e fontes secundárias, nacionais e estrangeiras, que tratam do assunto arquitetura em bibliotecas universitárias, adequação espacial. Apresenta-se como um estudo teórico, não exaustivo, subsidio do trabalho no Conselho Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense. Esse estudo foi proposto visando à criação de padrões espaciais para criação e reforma de bibliotecas centrais na Universidade. Essas obras serão proporcionadas pelo Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Públicas Brasileiras, REUNI. Tenciona proporcionar a todos nossos usuários/clientes um ambiente adequado, e inclusivo na sociedade da informação, através da criação padrões de qualidade.</text>
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