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IMPLANTAÇÃO DE SERVIÇO ESPECIAL DE INFORMAÇÃO PARA
DEFICIENTES VISUAIS: ações na biblioteca universitária
BATISTA, E. M. T.1
ALVES, A. P. M.2
DIAS, L. V.3
MATIAS, A. A.4
PASSONI, L. A.5
SILVA, S. P.6
VICENTINI, P. C. B.7
VIGENTIM, U. D.8

RESUMO
Conscientes do papel das bibliotecas universitárias nas questões de acessibilidade
para portadores de necessidades especiais, abordaremos a implantação de um
serviço especial de informação para deficientes visuais (DV) na Biblioteca da
Faculdade de Ciências e Letras – UNESP, do Campus de Araraquara. O ponto de
partida do trabalho foi o ingresso de um discente com deficiência visual na Unidade.
Buscando atender a necessidade de forma imediata, o primeiro passo da equipe da
Biblioteca foi auxiliar na aquisição de informações, com intuito de ajudar o discente
em sua formação acadêmica. A Biblioteca procurou, com os equipamentos que
possuía no momento, atender os pontos emergenciais, principalmente na questão
da leitura dos documentos digitalizados. Neste instante a equipe percebeu e sentiu a
necessidade de criar um local propício para o atendimento aos deficientes visuais.
Posteriormente, a Instituição conseguiu um microcomputador, um scanner e
softwares para auxilio na digitalização dos materiais necessários para suas aulas na
Universidade. Considerando o fato da biblioteca ser o local propício para a
disseminação da informação e ter como objetivo atender todos os seus usuários,
seja estes com ou sem necessidades especiais, conseguiu-se, nas dependências da
própria Biblioteca, um espaço para utilização dos equipamentos necessários para
leitura e digitalização dos documentos, criando assim um laboratório especializado
para pessoas portadoras de deficiência visual. A expectativa deste laboratório é de
se expandir e futuramente atender toda a comunidade.
Palavras-chave: Acessibilidade em Bibliotecas Universitárias. Deficientes visuais.
Laboratório de apoio. Pesquisas para educação especial no
ensino superior. Bibliotecas e deficientes visuais.

�2

ABSTRACT
Conscientious of the paper of the university libraries in the questions of accessibility
for people with special necessities, we will approach the implantation of a special
service of information for visual deficient (DV) in the College of Sciences and Letters’
library - UNESP, of the Campus of Araraquara. The initial point of the work was the
ingression of a student with visual deficiency in the Unit. To attend the necessity of
immediate form, the first step of the Library’s team was assistant in the acquisition of
information, with intention to help the student in its academic formation. The Library
looked for, with the equipment that had, to attend his necessities, mainly in reading
digital documents. In this moment, the library’s team perceived the necessity to
create an appropriate place for the attendance to the visual deficient. Later, the
Institution obtained a microcomputer, a scanner and softwares for to produce digital
material of the necessary for its lessons in the University. In reason the library to be a
place for the dissemination of the information and to have as objective to attend all its
users, with or without special necessities, was created a space where this student
could use the necessary equipment for its reading, a specialized laboratory, thus, for
people with visual deficiency. The expectation of this laboratory is to attend, in the
future, people of the all community.
Keywords: Accessibility in University Libraries. Visual deficient. Laboratory of
support. Research for special education in superior education. Libraries
and visual deficient.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente,

a

sociedade

encontra-se

num

momento

de

grande

valorização da informação, reconhecendo nesta o poder de transformar as pessoas
e, consequentemente, a própria sociedade. Assim, a era da informação trouxe a
importância da disseminação da informação, sendo a matéria-prima para gerar
conhecimento e para o desenvolvimento de tecnologias.
Conforme o censo demográfico de 2000 existem 24.6 milhões de
brasileiros portadores de algum tipo de deficiência, dessa população 48,1% são
deficientes visuais (DV)1. Vale citar que as tecnologias de informação estão
provocando impactos consideráveis nas bibliotecas. Dessa forma, o uso da internet
e de microcomputadores na vida acadêmica e profissional está possibilitando às
pessoas com deficiências acompanharem as atuais mudanças de forma real.

1

Cf. IBGE, 2000; GIL, 2002.

�3

O acesso à informação é crucial para o desenvolvimento individual e
coletivo do cidadão e um exemplo dos locais onde se disponibiliza a informação são
as bibliotecas. De acordo com Fernandes (2000), a biblioteca é uma instituição
voltada para suprir as necessidades informacionais da comunidade, dessa maneira,
é fundamental que a mesma não se omita perante a necessidade de estruturar seus
serviços e também estendê-los ao deficiente visual, participando assim, do processo
de emancipação do mesmo dentro da sociedade.
De acordo com a definição da Secretaria de Educação Especial “[...]
deficiência visual é a perda ou redução total da capacidade de ver com o melhor
olho e após a melhor correção ótica.” (BRASIL, 1994, p. 16).
Massini (1994) divide os portadores de deficiência visual em dois grupos: o
primeiro grupo é o dos cegos – aqueles que perderam totalmente ou possuem uma
pequena porcentagem da visão, esses necessitam de equipamentos específicos
para o desenvolvimento educacional e sua integração social; e o segundo, o grupo
dos portadores de visão subnormal – são aqueles que possuem porcentagem maior
da visão e conseguem ler impressos a tinta com ampliadores ou com uso de
equipamentos específicos.
A inclusão de pessoas com deficiência tem como dever ético respeitar as
diferenças e reduzir as desigualdades sociais, superando, assim, todos os tipos de
preconceitos. De acordo com Neves (2006), a formação da pessoa com deficiência
visual na Universidade contribuirá para a mudança cultural, promovendo uma
sociedade mais inclusiva.
A universidade é uma organização social com a função de transmitir o
saber que é gerado através dos estudos e pesquisas; é uma instituição que trabalha
para a formação e capacitação contínua de recursos humanos, constituindo-se num
espaço de desenvolvimento científico e de descoberta de novas tecnologias. Tem o
objetivo de concentrar-se nos processos de ensino, pesquisa e extensão,
transmitindo o conhecimento, a cultura e a educação, enfocando a socialização do
indivíduo.
Nesta perspectiva, o presente projeto tem como finalidade destacar a
integração de pessoas deficientes visuais (DV) em uma das unidades da

�4

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, que, dentro do
perfil de organização social e com o objetivo de disseminação do conhecimento, da
cultura e da educação, é uma das importantes universidades públicas do Estado de
São Paulo, juntamente com a Universidade São Paulo (USP) e Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP). A UNESP está presente no estado de São
Paulo, com maior concentração no interior do estado, composta por 32 unidades,
estendendo-se por 23 municípios.
O presente projeto está sendo desenvolvido na unidade da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara (FCLAr)2 que foi criada como Instituto
Isolado Superior do Estado de São Paulo em 1957, pela Lei Estadual

3.842,

autorizada a funcionar em 13 de abril de 1959, ano em que começou suas
atividades. Integravam-na, na época, os cursos de Pedagogia e de Letras. O curso
de Ciências Sociais iniciou em 1963, e a Faculdade teve seus cursos reconhecidos
em 22 de fevereiro de 1965 (VAIDERGORN, 1995).
Em 30 de janeiro de 1976, era criada a Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, que reuniu os 22 Institutos Isolados do Estado
de São Paulo, entre eles a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.
Em 22 de abril de 1989 a Faculdade passou a denominar-se pelo novo estatuto da
UNESP, Faculdade de Ciências e Letras – FCL. Em setembro de 1981, foi aprovada
a instalação do Curso de Ciências Econômicas e no ano de 1989 passou a ser
oferecido o curso de Administração Pública.
A universidade é uma organização formada por vários subsistemas, sendo
um deles a Biblioteca universitária, que tem como objetivo dar suporte informacional
às atividades da universidade, com foco nas necessidades informacionais da
comunidade universitária, tendo, assim, importância na vida acadêmica.
Os bibliotecários, em parceria com a sua equipe, devem desenvolver
serviços visando relacionar o “tripé” da universidade, que é o ensino, a pesquisa e a
extensão. A biblioteca universitária, como toda unidade de informação, é um grande
acervo de conhecimentos e proporciona a comunicação e a circulação de
informações com o objetivo de sanar dúvidas e gerar novos conhecimentos.
2

As informações do histórico da FCLAr e da biblioteca foram também adquiridas na própria
Faculdade através de conversas com as Bibliotecárias e no site da Faculdade (UNESP, 2008a).

�5

Para Neves (2006), o profissional da informação deve superar, nas
bibliotecas universitárias, todos os preconceitos e criar uma estrutura de acesso à
informação, através de parcerias, compartilhamento de acervos virtuais, melhorando
as condições de acesso à informação dos cidadãos com deficiência. Desta forma,
com o uso das novas tecnologias o profissional tem capacidade de contribuir para a
formação dos alunos com deficiência visual, abordados especificamente nesse
trabalho.
A Biblioteca da FCLAr, vinculada administrativamente à Direção da
Unidade e tecnicamente à Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB, é parte
integrante da Rede de Bibliotecas da UNESP, estabelecendo a interface entre a
informação e a clientela interna e externa, por meio de serviços voltados para a
administração, organização e disseminação da informação.
Conta com um acervo de aproximadamente 90.000 livros (adquiridos por
compra, doação e permuta) em 7 idiomas diferentes, 3.581 títulos de periódicos com
aproximadamente 83.300 fascículos, além de teses, folhetos, separatas, dicionários,
enciclopédias, mapas, fitas de vídeo, CDs-ROM e DVDs; além do acervo geral
possui acervos particulares que foram doados e também contribuem para atender as
necessidades dos usuários da instituição, são eles: a Sala de Estudos Clássicos,
acervo particular da professora Gilda Maria Reale Starzynski, o Centro de Estudos
Portugueses – Jorge de Sena e a Sala de Estudos Sociais - Acervo Octavio Ianni.
Para desempenhar suas funções a biblioteca trabalha com duas equipes
formadas por bibliotecários, técnicos em Biblioteconomia e bolsistas da FCL:
• STRAUD – Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação.
• STATI – Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação.
Na Unidade alguns projetos isolados eram desenvolvidos e que tinham
como objetivo atender aos portadores de necessidades especiais da Faculdade,
inclusive na Biblioteca. Porém, o ponto inicial deste projeto específico da Biblioteca
FCLAr para deficientes visuais ocorrera após o ingresso, em 2007, de um aluno do
curso de Ciências Sociais que possui a referida deficiência. O discente procurou os
servidores da Biblioteca para auxiliá-lo em suas atividades acadêmicas. Os

�6

profissionais da equipe, conscientes do papel da Biblioteca na acessibilidade e das
necessidades do discente em localizar informações e materiais gerais para sua
formação acadêmica, iniciaram o atendimento, com as condições existentes, dando
os primeiro passos de um serviço especial de informação.
O projeto portanto, propõe desenvolver esse serviço especial de
informação para usuários deficientes visuais na Seção Técnica de Referência,
Atendimento ao Usuário e Documentação na Biblioteca da FCLAr. Isso porque, de
acordo com a Declaração dos Direitos do Deficiente, o mesmo tem direitos civis e
políticos iguais aos demais seres humanos; o deficiente tem direito às medidas
destinadas a permitir-lhe alcançar a máxima autonomia possível. (DECLARAÇÃO...,
1975).
Para atingir o objetivo proposto, determinou-se três grandes metas:
implantar um laboratório de apoio e pesquisa para educação especial, formar e
desenvolver um acervo informacional e desenvolver serviços e produtos, com
estudos para ampliação da abrangência dos mesmos para a comunidade.
Para a realização desse projeto, a equipe deverá ser formada por um
bibliotecário, um técnico em biblioteconomia, dois bolsistas da STRAUD e um
técnico em informática que está alocado no pólo computacional da unidade.
No momento, a Biblioteca oferece o serviço especial de informação para
apenas um discente portador de deficiência visual com perda total da capacidade de
ver, sendo esse trabalho de responsabilidade de um bibliotecário e um técnico em
biblioteconomia, com a colaboração de um discente (bolsista) responsável pela
digitalização de material bibliográfico do curso de Ciências Sociais e Letras.
No Decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a Lei nº
7.853, de 24 de outubro, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da
Pessoa Portadora de Deficiências (BRASIL, 1999).
São objetivos da Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora
de Deficiência:
•

o acesso, o ingresso e a permanência da pessoa portadora de deficiência em
todos os serviços oferecidos à comunidade;

�7

•

integração das ações dos órgãos e das entidades públicos e privados nas
áreas de saúde, educação, trabalho, transporte, assistência social, edificação
pública, previdência social, habitação, cultura, desporto e lazer, visando à
prevenção das deficiências, à eliminação de suas múltiplas causas e à
inclusão social;

•

desenvolvimento de programas setoriais destinados ao atendimento das
necessidades especiais da pessoa portadora de deficiência;

•

formação de recursos humanos para atendimento da pessoa portadora de
deficiência;

•

garantia da efetividade dos programas de prevenção, de atendimento
especializado e de inclusão social.
Além disso, há necessidade de se adequar a legislação federal que possui

a portaria nº 3.284, que determina a garantia de equipamentos e Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs) para deficientes visuais (BRASIL, 2003):
•

de manter sala de apoio equipada como máquina de datilografia braille,
impressora braille acoplada ao computador, sistema de síntese de voz,
gravador e fotocopiadora que amplie textos, software de ampliação de tela,
equipamento para ampliação de textos para atendimento aos usuários com
visão subnormal, lupas, réguas de leitura, scanner acoplado ao computador;

•

de adotar um plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em braille e
de fitas sonoras para uso didático.
Desta forma, a elaboração deste projeto justifica-se pela necessidade de

adequar o ensino superior à legislação.

De acordo com Silveira (1999) as

Bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e que devem objetivar suas
atividades na utilidade social e na sua capacidade de contribuir para o crescimento
de seres humanos. A Biblioteca da FCLAr tem como missão “[...] contribuir para o
processo educacional, auxiliando o ensino, a pesquisa e a extensão universitária.”
(UNESP, 2008c). Assim, a existência de usuários portadores de deficiência visual na
Biblioteca determinou a elaboração deste projeto que pretende atender, de forma
adequada, a estes usuários contribuindo para o crescimento dos mesmos,
promovendo a educação e a geração de conhecimento.

�8

2 DESENVOLVIMENTO
Para atingir o objetivo geral do projeto foram definidas três grandes metas
a serem atingidas e, dentro de cada uma delas, as atividades necessárias para seu
funcionamento:
META 1 - Implantação de um laboratório de apoio e pesquisa para educação
especial
A idéia de criação desse laboratório, fora estruturada depois do ingresso
de um discente no curso de Ciências Sociais na FCLAr, portador de deficiência
visual com perda total da capacidade de ver, no início do ano letivo de 2007;
salientamos que o discente, por intermédio de uma funcionária do Campus, procurou
o auxílio da equipe da Biblioteca.
O discente do curso de Ciências Sociais relatou suas necessidades à
bibliotecária responsável, ou seja, descreveu o tipo de material de apoio que
necessitaria (microcomputador com tecnologia assistiva e scanner para digitalização
de material).
Como medida paliativa, a Biblioteca disponibilizou um microcomputador
que era utilizado para pesquisa bibliográfica e nesse foram instalados pelo pólo de
informática os softwares Jaws demostrativo e o DOSVOX (free), até o momento em
que fosse efetivada a aquisição dos equipamentos e softwares necessários de
acordo com a ação realizada formalmente pelo discente para garantir sua
acessibilidade na Universidade.3
Num primeiro momento para atender ao usuário em questão, a Biblioteca
dispôs de um técnico em biblioteconomia para digitalizar a bibliografia básica do
curso de Ciências Sociais, a qual integrar-se-à ao acervo informacional que será
utilizado pelo laboratório. Posteriormente uma discente bolsista da Unidade
ingressou no projeto para auxílio na digitalização do material bibliográfico dos cursos
de Ciências Sociais e Letras.

3

Para que esta medida fosse realizada empreenderam esforços integrados três segmentos da
Unidade: Serviço Técnico de Informática, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação e o Grupo
de Estudos “Educação Especial: contextos de formação e práticas pedagógicas”.

�9

Em maio de 2008, os equipamentos (microcomputador e scanner) e
softwares Jaws 6.20 e OpenBook 8.0 solicitados formalmente pelo discente do curso
de Ciências Sociais foram adquiridos pela FCLAr e disponibilizados para uso na
Biblioteca num local improvisado.
Um dos objetivos do laboratório é atender aos usuários com deficiências
visuais da Biblioteca da FCLAr visando a construção de um espaço inclusivo. Os
discentes devem estar regularmente matriculados na Universidade e serem usuários
cadastrados no sistema da Biblioteca.
Atividades para a realização da META 1 :
1.1 Laboratório: serão verificadas as instalações elétricas, rede, mobiliário,
iluminação, acondicionamento, etc. da sala onde se pretende instalar o laboratório.
1.2 Portadores de deficiência visual: será realizado junto à seção de graduação e
pós-graduação um levantamento do número de discentes que possue deficiência
visual e também o grau de deficiência de cada um – visão subnormal, cegueira, etc.
1.3 Equipamentos necessários: de acordo com o grau de deficiência e necessidades
dos mesmos; será verificado o equipamento necessário para a compra.
1.4 Softwares necessários: de acordo com o grau de deficiência dos usuários e
necessidades dos mesmos, serão verificados os softwares necessários para a
compra.
1.5 Recursos humanos: os funcionários da biblioteca e o técnico em informática,
receberão treinamento adequado para utilização dos equipamentos e softwares.
1.6 Capacitação da equipe: o bibliotecário e o técnico em biblioteconomia deverão
visitar centros de reabilitação, como a Fundação Dorina Nowill para cegos e
Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual - LARAMARA, laboratórios
de acessibilidade em universidades no estado de São Paulo ou ainda outros
laboratórios que mantém este serviço.

�10

META 2 - Formação e desenvolvimento do acervo informacional
Os alunos com necessidades especiais necessitam de ítens especiais.
Pretende se formar um acervo com obras e textos digitalizados, livros falados, além
de obras em Braille.
Atividades:
2.1 Obras e textos para a formação do acervo: essa atividade será realizada com a
ajuda dos docentes da FCLAr, que formularão uma lista de obras abrangendo as
áreas de graduação e pós-graduação.
2.2 Editoras e instituições que produzam livros em Braille e falado: será pesquisado
através da internet e de contato com outras Bibliotecas, editoras e instituições que
produzam livros em Braille e falado.
2.3 Aquisição de obras em Braille e faladas: junto à seção de materiais da Unidade
serão adquiridos livros de editoras específicas.
2.4 Tratamento técnico das obras em Braille e faladas: serão tratadas as obras
compradas como também as obras impressas e gravadas no laboratório. As obras
faladas serão disponibilizadas no portal para que o usuário possa baixar no micro
e/ou gravar no CD. Os livros em Braille e os que eventualmente forem impressos
serão processados física e tecnicamente e incluídos no catálogo da Biblioteca.
2.5 Digitalização de obras da bibliografia básica dos cursos, obras indicadas pelos
docentes na listagem: através do scanner serão digitalizadas as obras, pelos
bolsistas, para serem disponibilizadas aos usuários, estes poderão usar os
softwares leitores e ampliadores de tela ou, através da digitalização, imprimir em
Braille para ter acesso à informação. Com o laboratório em funcionamento, serão
digitalizadas obras solicitadas pelos usuários.
2.6 Convênios e cooperação inter e extra-institucionais para intercâmbio de
publicações: a coordenação do projeto, através de contatos com outras Unidades da
rede Unesp e outras instituições que oferecem serviços a usuários com deficiências
visuais, pretende firmar convênios para intercâmbio de ítens.

�11

META 3 - Desenvolvimento de Serviços e Produtos
Os usuários portadores de necessidades especiais possuem os mesmos
direitos que os outros usuários, portanto, serviços e produtos devem ser
desenvolvidos com o objetivo de atendê-los.
Atividades:
3.1 Criação e atualização do portal: o técnico de informática, junto com o
coordenador, deverá desenvolver um portal para disponibilizar um catálogo com as
obras faladas e digitalizadas, colocando links para outras instituições de interesse,
promovendo assim os serviços oferecidos pelo laboratório.
3.2 Empréstimos de obras em Braille: será permitido, aos usuários que estejam em
situação regular com a Biblioteca, o empréstimo de obras disponíveis no acervo
especial com a apresentação do cartão de usuário, através do sistema em uso.
3.3 Desenvolver serviço de leitura e gravação de textos/livros: o serviço será
realizado por bolsistas, sendo que estes irão ler e gravar as obras para os discentes
ouvirem nos computadores do laboratório; ou, podendo também, ser gravadas num
CD para que os mesmos ouçam em qualquer lugar, sendo, posteriormente,
disponibilizados no portal.
3.4 Visita orientada à Biblioteca: os técnicos deverão orientar os usuários especiais
para que conheçam o espaço destinado a eles na Biblioteca.
3.5 Levantamento bibliográfico: esse serviço será disponibilizado para o usuário com
necessidades especiais da mesma maneira que para os outros usuários, ou seja,
levantar material sobre o assunto que eles necessitarem. Esse material pode
pertencer à Biblioteca, ser solicitado por EEB, Comut ou pesquisado em bases de
dados. O formato pode ser tradicional, em braille, falado ou digitalizado e com a
ajuda das tecnologias assistivas os usuários poderão ter acesso à informação
presente no documento.
3.6 Treinamento dos usuários deficientes visuais para uso dos equipamentos e
serviços: a equipe do projeto deve elaborar um treinamento específico com o
objetivo de capacitar os usuários do laboratório a usarem os equipamentos,
softwares e os serviços disponiblizados.

�12

3.7 Novos serviços para a comunidade acadêmica: será divulgado no site da
Unidade e na página da Biblioteca o novo serviço; além disso, será feita a
comunicação por cartazes, palestras e comunicados nas Congregações e centros
acadêmicos da FCLAr, bem como em outros meios de comunicação (rádio, jornal e
tv local).

3 CONCLUSÃO
O foco principal do projeto é abordar a criação de um laboratório
informacional para atender pessoas com deficiência visual na Biblioteca da
Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. Procura-se também mostrar a
necessidade dos profissionais bibliotecários em saber atender e lidar com novas
estruturas computacionais, além do atendimento aos usuários diferenciados.
A Biblioteca da FCLAr juntamente com sua equipe, buscou a partir da
necessidade de um primeiro usuário com deficiência visual, atender suas demandas
computacionais, transformando assim a visão de um atendimento com qualidade.
Vale ressaltar que o bibliotecário, com sua formação acadêmica, necessita
também avaliar sua postura e suas formas de atender seus usuários, em especial
aos usuários portadores de necessidades especiais.
A Biblioteca é considerada um local de importante valor para preparar e
contribuir na formação acadêmica de seus usuários, como é o caso da Biblioteca da
FCLAr. Para isso é preciso a conscientização da equipe em poder disponibilizar e
atender da melhor forma possível às demandas dos usuários portadores de
deficiência visual.
Este trabalho teve início com um único discente, porém a expectativa é
que cresça e atenda outros usuários portadores de deficiência visual que
ingressarem na Unidade; futuramente expandir para toda a comunidade, podendo
assim, auxiliar a população da cidade na aquisição de conhecimento e utilizar-se de
recursos, assegurando-lhes também igualdade de oportunidades.

�13

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria n. 3.284, de 07 de novembro de 2003.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições. Diário Oficial da União, Brasília, 11 nov. 2003.
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. Acesso em: 04 abr. 2008.
_____. Decreto n. 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei n. 7.853,
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Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras
providências. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm&gt;. Acesso em: 03 abr. 2008.
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&lt;http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/dec_def.pdf&gt;. Acesso em: 03 abr. 2008.
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educação especial. Brasília: SEEP, 1994. p.83-103.
NEVES, E. da C. et al. Acessibilidade do deficiente visual nas bibliotecas da Usp. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14.,2006, Salvador.
Anais... Salvador, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.snbu2006.ufba.br/soac/papers.php?first_letter=all&gt;. Acesso em: 30 mar.
2008.

�14

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&lt;http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/anaisem1.php&gt;. Acesso em: 02 abr.
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Araraquara, 2008c. Disponível em:
&lt;http://www.fclar.unesp.br/bib/missao.php?id=bib&gt;. Acesso em: 10. jun. 2008
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– Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo: Alguns subsídios
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1

Elaine Martiniano Teixeira Batista, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”,
Faculdade de Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação,
elaine@fclar.unesp.br.
2
Ana Paula Meneses Alves, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, anameneses@fclar.unesp.br.
3
Luciana Viana Dias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação,
lucianavd@fclar.unesp.br.
4
Aline Aparecida Matias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação,
alinematias@fclar.unesp.br.
5 Luciane Antonia Passoni, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, luciane@fclar.unesp.br.
6
Sandra Pedro da Silva, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, sandrasilva@fclar.unesp.br.
7
Priscila Carreira Bittencourt Vicentini, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”,
Faculdade de Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação,
priscila@fclar.unesp.br.
8
Uilian Donizete Vigentim, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de
Ciências e Letras, Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, uilian@fclar.unesp.br.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <text>Implantação de serviço especial de Informação para deficientes visuais: ações na biblioteca universitária.</text>
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              <text>Conscientes do papel das bibliotecas universitárias nas questões de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, abordaremos a implantação de um serviço especial de informação para deficientes visuais (DV) na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras – UNESP, do Campus de Araraquara. O ponto de partida do trabalho foi o ingresso de um discente com deficiência visual na Unidade. Buscando atender a necessidade de forma imediata, o primeiro passo da equipe da Biblioteca foi auxiliar na aquisição de informações, com intuito de ajudar o discente em sua formação acadêmica. A Biblioteca procurou, com os equipamentos que possuía no momento, atender os pontos emergenciais, principalmente na questão da leitura dos documentos digitalizados. Neste instante a equipe percebeu e sentiu a necessidade de criar um local propício para o atendimento aos deficientes visuais. Posteriormente, a Instituição conseguiu um microcomputador, um scanner e softwares para auxilio na digitalização dos materiais necessários para suas aulas na Universidade. Considerando o fato da biblioteca ser o local propício para a disseminação da informação e ter como objetivo atender todos os seus usuários, seja estes com ou sem necessidades especiais, conseguiu-se, nas dependências da própria Biblioteca, um espaço para utilização dos equipamentos necessários para leitura e digitalização dos documentos, criando assim um laboratório especializado para pessoas portadoras de deficiência visual. A expectativa deste laboratório é de se expandir e futuramente atender toda a comunidade.</text>
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