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ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE EXISTENTES NAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS PARA USUÁRIOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
MARENGO, L.1
DUTRA, S. K.2

RESUMO
O trabalho buscou dimensionar a infra-estrutura de ambientes inclusivos existentes
nas bibliotecas universitárias brasileiras, em decorrência do impacto das tecnologias.
Foi realizado um levantamento dos aspectos da acessibilidade arquitetônica,
comunicacional, instrumental e metodológica e verificou-se a existência de ações
voltadas à definição de metodologias e rotinas de atendimento, o suporte
pedagógico nas atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do
acervo; a capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; a
definição e projeção do espaço físico necessário. Apesar da baixa adesão à
pesquisa, apenas 10,3% de participação no total de 771 bibliotecas, o estudo
revelou a necessidade de investimentos nas bibliotecas das Instituições de Ensino
Superior para que estejam aptas a receber os alunos portadores de qualquer tipo de
deficiência. Das questões propositivas apresentadas, 73% das bibliotecas
responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
This work reached to evaluate the necessary infrastructure of existing inclusion
environments at the Brazilian University Libraries. It was made a scrutiny of several
aspects, as: accessibility, architectural, communicability, instrumental and
methodology, and it was checked existing actions, directed to the definition of
methodologies and routines for the attendance services, the pedagogical support for
the activities offered at the libraries, the process to build a book collection, the skills
of librarians responsible for such specialized sector; definition and projection of the
necessary physical space. Despite the low adhesion to this research, only 10.3% of
participation among 771 libraries, the study shows the necessity of investments in the
university libraries, so that they would be able to welcome students with any kind of

�2

physical deficiency. From the presented proposals questions, 73% of the libraries
gave a negative answer and just 26% gave a positive one.
Keywords: Accessibility. Inclusion. University libraries.

1 INTRODUÇÃO
A promoção de políticas públicas voltadas à diminuição das desigualdades
sociais é iniciativa percebida em muitas instâncias da sociedade atual. Assim, a
bandeira da inclusão social e educacional é um processo que se observa no Brasil, e
no que se refere à política de educação inclusiva, seus pressupostos filosóficos
compreendem a construção de uma escola aberta para todos.
Nesse contexto, percebem-se mudanças significativas nos sistemas
educacionais, considerando necessário torná-los cada vez mais inclusivos, ou seja,
possibilitar o acesso ao conhecimento e eliminar as barreiras existentes, pois se
traduzem em fontes de discriminação e perda de oportunidades.
A Federação Internacional de Associações de Bibliotecários- IFLA, no
âmbito da Seção Bibliotecas para Deficientes Visuais (Libraries for the Blind Section)
manifesta a preocupação com os serviços da biblioteca para os deficientes visuais e
outras pessoas com deficiência. Os principais esforços da Seção são nacionais e
internacionais visando a cooperação neste domínio e o incentivo na investigação e
no desenvolvimento desta área, melhorando assim o acesso à informações aos
deficientes visuais. O foco está no estabelecimento de metas, padronização de
material, problemas de direitos autorais, controle bibliográfico, normas técnicas, o
livre envio postal e de telecomunicações ou de qualquer meio de distribuição de
material, bem como a identificação dos locais de acesso à coleções especiais e
atividades para os deficientes visuais.
Ao longo da última década, a IFLA, tem desenvolvido uma consciência
internacional, em particular entre as organizações de e para os deficientes visuais,
revelando que ainda é restrito o acesso à leitura das pessoas deficientes visuais, o
que reduz suas oportunidades de qualidade de vida, bem como em termos de
colocação no mercado de trabalho e de lazer.

�3

Neste sentido, considera-se necessário verificar as ações das bibliotecas
universitárias brasileiras na busca de soluções estratégicas que contemplem o
acesso à informação, considerando-se as diferentes necessidades de seus usuários
em face às mudanças decorrentes do impacto das tecnologias.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Biblioteca universitária e a acessibilidade
A demanda real vem se ampliando e a legislação vigente exige das
instituições públicas e sociedade em geral o compromisso legal e social de adequar
suas estruturas para a inclusão social da pessoa portadora de deficiência. A questão
da acessibilidade da pessoa deficiente é fato consolidado na legislação e nas
políticas sociais. Em vista disto, o planejamento da construção e adaptação de
edifícios, criação de setores específicos e/ou implantação de serviços especializados
deve se orientar pela legislação vigente, que é vasta.
Para Mazzoni et all (2001, 30) sugere que para todas as pessoas, ter o
acesso à informação é parte indissociável da educação, do trabalho e do lazer, e
isso, naturalmente, também se aplica às pessoas portadoras de deficiência. São as
pessoas que constroem o conhecimento, gerando informação, e esta diferença de
posição, de agente passivo à agente ativo do conhecimento, corresponde a uma
grande diferença qualitativa.
A ação de inclusão deve, portanto, construir uma integração com a
comunidade, com as associações e estabelecer parcerias entre a comunidade e a s
instituições, no sentido de facilitar a inclusão na escola e no mercado de trabalho.
Pupo (2006, 42) ressalta que “o principal objetivo da educação inclusiva é
não deixar ninguém de fora da escola, em todos os níveis da classe de ensino
regular, e para tanto propõe uma organização escolar e pedagógica que considera
todos os alunos em função de suas necessidades”.

�4

Para Souza (2006, 1) a acessibilidade no contexto escolar representa para
um aluno com deficiência visual a facilidade na aproximação, na obtenção de
alguma coisa. Significa ter permissão para ir, vir, possuir, sentir, falar, pensar, etc.
Freqüentemente, a instituição universidade, a fim de fortalecer as ações
de inclusão, é responsável pela criação de um Laboratório de Educação Inclusiva
com o objetivo de ampliar a ação de inclusão dentro da IES e atendendo também as
demandas sociais. Neste sentido cabe ao Laboratório de Educação Inclusiva criar
projetos mais amplos que abordem todos os aspectos necessários e cabe à
biblioteca a disponibilização e o acesso à informação mediante consultas e uso de
seus acervo e serviços.
Para Pupo (2007):
Para as pessoas com deficiência, os principais resultados da
legislação traduziram-se em ações voltadas à vida independente e
autonomia a partir do final do século passado, destacando-se:
implementação de projetos de equiparação de oportunidades;
implantação de redes locais de informação, conectadas a redes
regionais e internacionais e implementação gradual das leis de cotas
na contratação de pessoas com deficiência. Vale ressaltar que os
avanços em Ciência e Tecnologia e o desenvolvimento de novas
tecnologias
da
informação
e
comunicação
contribuíram
significativamente, ampliando as possibilidades de acesso de
pessoas com deficiência à web e, conseqüentemente, ao
conhecimento.

Mazzoni et all. (2001, 29) também menciona que o desenvolvimento de
ajudas técnicas, principalmente com a contribuição no século XX das tecnologias da
informática e comunicação, permite hoje que muitas pessoas portadoras de
deficiência encontrem as condições necessárias para que possam se dedicar às
atividades de estudo, trabalho e lazer, contribuindo, assim, de forma ativa, para o
desenvolvimento da sociedade.
O setor inclusivo de uma biblioteca universitária deve oferecer serviços de
pesquisas bibliográficas, consultas internas e externas, realizando os mesmos
serviços básicos oferecidos pelo sistema de bibliotecas. O ambiente físico do setor
deve ser estruturado com os equipamentos e softwares especiais, ressaltando ainda
que o acervo e o complexo tecnológico deve ser constituído para atender não
somente o deficiente visual, mas também contemplando o atendimento aos

�5

portadores de diferentes limitações físicas. Daí a necessidade de constituir acervos
físicos e eletrônicos.
Nesse sentido, as tecnologias assistivas são recursos e serviços que
visam facilitar o desenvolvimento de atividades da vida diária das pessoas com
deficiência. Procurando aumentar capacidades funcionais e, assim, promover a
autonomia e a independência de quem as utiliza. Existem tecnologias assistivas para
auxiliar na locomoção, no acesso à informação e na comunicação, no controle do
ambiente, e em diversas atividades do cotidiano, como o estudo, o trabalho e o
lazer. Cadeiras de rodas, bengalas, órteses e próteses, lupas, aparelhos auditivos,
softwares e o controles remotos são alguns exemplos de tecnologias assistivas.
As novas tecnologias da informação e da comunicação têm contribuído
para amenizar a questão da acessibilidade, especialmente aquelas pessoas com
deficiência física ou sensorial. Entretanto, a aquisição e equiparação das bibliotecas
universitárias nem sempre é possível, dada as restrições orçamentárias, pois é alto o
custo dos equipamentos e a manutenção.

2.2 Contextualização nacional
Os dados do Censo da Educação Superior 2005 revelam que 49% das
6.328 matrículas de alunos portadores de necessidades especiais estão em
Instituições de Educação Superior localizadas na Região Sudeste. A seguir vêm o
Sul, com 24% desse total, e o Centro-oeste, com 14%. O Nordeste e o Norte
concentram, respectivamente, 9% e 4% desse universo de estudantes.
De acordo com as estatísticas do Censo da Educação Superior 2005, o
tipo de deficiência mais freqüente entre os alunos portadores de necessidades
especiais matriculados nas Instituições de Educação Superior é a física (38%). A
seguir vêm os estudantes com deficiência visual, que representam 32% do total. Já
os deficientes auditivos detêm 23% dessas matrículas.
O INEP também coleta, entre os dados de alunos portadores de
necessidades especiais, informações de superdotados. De acordo com essas
estatísticas, há registro de 306 estudantes com “altas habilidades” matriculados em

�6

IES brasileiras, sendo que 184 (60%) estão em instituições privadas e 122 (40%),
em públicas.
O número de alunos portadores de deficiências e necessidades especiais
(como deficiência física, auditiva e visual e dislexia) nas universidades do país
aumentou 179,4% entre 2000 e 2005. As matrículas passaram de 2.155 para 6.022
em cinco anos. Se considerados os alunos superdotados, os matriculados subiram
de 2.173 para 6.328 e o aumento percentual foi de 191%.
Em função dos dados acima algumas ações, programas e projetos foram
implantados no âmbito do Ministério da Educação, através da secretaria de
Educação Especial, como o programa educação inclusiva: direito à diversidade;
apoio à educação de alunos com deficiência visual, com surdez e deficiência
auditiva, apoio à educação infantil e educação profissional, apoio técnico e
pedagógico aos sistemas de ensino, projeto de informática na educação especialPROINESP, Programa de apoio à educação especial – PROESP, Projeto Educar na
adversidade e Programa INCLUIR - Igualdade e oportunidades para estudantes com
deficiência
O Programa INCLUIR é uma iniciativa da Secretaria de Educação Especial
e da Secretaria de Educação Superior que visa principalmente:
•

Promover a acessibilidade na Educação Superior

•

Promover ações que garantam o acesso pleno de pessoas com deficiência às
Instituições Federais de Educação Superior

•

Apoiar propostas desenvolvidas nas IFES para superar situações de
discriminação contra os estudantes com deficiência;

•

Fomentar a criação e/ou consolidação de núcleos de acessibilidade nas
instituições federais de ensino superior

•

Implementar a política de inclusão das pessoas com deficiência na educação
superior;

•

Promover a eliminação de barreiras atitudinais, pedagógicas, arquitetônicas e
de comunicações. 2.3 A Proposta da CBBU

�7

A Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias – CBBU, criada em
1987 tem como principal meta a elaboração de diagnóstico da situação das BUs com
a finalidade de mapear características e disponibilidades visando a intensificação de
intercâmbio e a criação de programas cooperativos, propiciando as condições
adequadas ao atendimento das necessidades da comunidade científica brasileira.
Atua no sentido de promover o compartilhamento dos recursos bibliográficos e indica
diretrizes para aperfeiçoamento das BU's.
Conforme salientam Mazzoni et all. (2005)
“ dentro da estrutura de uma biblioteca universitária, a
acessibilidade
envolve
tantos
aspectos
urbanísticos
(estacionamento e caminhos de acesso), como aspectos
arquitetônicos (iluminação, ventilação, espaço para circulação
entre .ambientes, banheiros, rampas adequadas) e aspectos de
infonnação e comunicação (sinalização, sistemas de consulta e
empréstimos, tecnologia de apoio para usuários portadores de
deficiências, sistemas para acesso remoto).

Para dimensionar uma infra-estrutura adequada e acessível foi preciso
fazer um levantamento dos materiais e recursos necessários, desde os tecnológicos,
mobiliários e de pessoal, bem como verificar a existência de ações voltadas a
definição de metodologias e rotinas de atendimento; suporte pedagógico nas
atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do acervo; a
capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; o tratamento
técnico do acervo (catalogação); definição e projeção do espaço físico necessário.
Lembrando ainda que a estrutura física adequada deve considerar o
mobiliário, os acessos, sinalização, pisos antiderrapantes, área espaçosa e sem
interferências para o deslocamento e locomoção, equipamentos e softwares
especiais, recursos didáticos adequados para usuários com deficiência visual.
Assim, a proposta de verificar a infra-estrutura de ambientes inclusivos em
bibliotecas existentes nas BUs brasileiras considerou:
•

Constituição do acervo;

•

Planta baixa e layout do espaço físico para o setor especial;

•

Mobiliário;

�8

•

Estabelecimento de rotinas e metodologia de trabalho para o atendimento no
setor;

•

Recursos tecnológicos (hardware, software e periféricos);

•

Sinalização (comunicação visual);

•

Adequação da página da biblioteca na web em relação ao setor especial;

•

Capacitação Pessoal;

•

Plano de Marketing para Divulgação do Serviço.

3 METODOLOGIA
A natureza do levantamento proposto é essencialmente quantitativo, e é
do tipo exploratório, descritivo e avaliativo baseando-se no conhecimento e
experiência prévia das autoras, abordando fundamentos teóricos de outros trabalhos
sobre a temática, apresentando ao final uma análise dos dados levantados e
recomendações para incremento da promoção da acessibilidade nas Bibliotecas
Universitárias.
A

população

consultada

consistiu

no

conjunto

das

bibliotecas

universitárias brasileiras, pois é o objeto de estudo da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias – CBBU. O total de bibliotecas universitárias cadastradas
no banco de dados da CBBU é de 771 instituições, para onde foram enviados os
questionários, e das quais foram recebidos somente 80 questionários o que
representa apenas 10,3% do total de bibliotecas universitárias brasileiras.
O material utilizado para a coleta dos dados foi um questionário de 15
questões, que foram enviados via lista de mailing da CBBU. As questões
contemplaram os seguintes aspectos (PUPO, 2006):
•

acessibilidade arquitetônica

•

acessibilidade comunicacional

•

acessibildade instrumental

•

acessibilidade metodológica

�9

•

acessibilidade Programática.

4 RESULTADOS
Os resultados se baseiam nas respostas das 80 instituições que
participaram da pesquisa, respondendo ao questionário. Embora não seja
numericamente expressiva, essa massa, pode ser considerada representativa, o
suficiente para se fazer uma análise inicial sobre a questão da acessibilidade nas
Bibliotecas Universitárias do Brasil.
Para a primeira questão “A Biblioteca tem informações sobre o número de
estudantes portadores de necessidades que freqüentam a universidade?“ 65% das
instituições responderam que não tinham conhecimento do número de alunos
portadores de deficiência e 35% responderam que sim. O que demonstra que
apenas uma pequena parcela das bibliotecas estudadas tem conhecimento da
existência

de

usuários

portadores

de deficiência nas

suas

IES,

e

que

conseqüentemente, reduz a possibilidade da biblioteca criar novos ou serviços
específicos para esse tipo de usuário.
Sobre a questão se a Biblioteca possui informações sobre o número de
estudantes portadores de necessidades que freqüentam a biblioteca, 54%
responderam que sim e 46% não tinham conhecimento dos alunos portadores de
deficiência que freqüentavam a biblioteca. O que nos leva a supor que nem todas as
bibliotecas têm conhecimento ou dados sobre a comunidade que atende.
A questão sobre a existência de recursos financeiros assegurados para
que a biblioteca possa atender as leis de acessibilidade, obteve um resultado
relevante, demonstrando que 92% das instituições não possuem em seus
orçamentos recursos para contemplar a acessibilidade. Apenas 8% responderam
que sim.
Questões sobre a acessibilidade arquitetônica foram contempladas da
quarta à décima questão e revelaram que:

�10

•

92% das bibliotecas possuem as medidas ideais na entrada para cadeirantes
e apenas 8% não obedecem este padrão mínimo.

•

83% o balcão não permite a aproximação frontal para a utilização de um
usuário cadeirante, com redução de altura para 75 ou 85 cm e 17% das
bibliotecas possuem balcão com a altura ideal.

•

88% das bibliotecas não existem faixas guias táteis e pisos antiderrapantes
apenas em 12% das bibliotecas possuem.

•

53% das bibliotecas não possuem banheiros ou não são adaptados, dos
banheiros existentes somente 47% são adaptados.

•

64% não existem elevadores nas bibliotecas e/ou não são adaptados e 36%
possuem elevadores e rampas, sendo que apenas 3% dos elevadores
possuem voice.

•

98% das bibliotecas não há sinalização tátil com caracteres em Braille e em
relevo nas placas sinalizadoras acessíveis ao alcance do tato localizadas nas
portas, entrada a novos cômodos ou salas, somente 2% possuem esses
recursos.
Sobre as questões das tecnologias disponíveis nas bibliotecas, os

resultados demonstram que há 57% de computadores com ferramentas de busca de
informação com programas de informática e páginas de internet acessíveis, e 43%
das bibliotecas não possuem, sendo que 47% das bibliotecas consideram que
disponibilizam quantidade de computadores suficiente para a comunidade especial e
53% consideram insuficientes.
A grande maioria das bibliotecas (88%), não possui em seu quadro de
pessoal profissional capacitado para atender e desenvolver atividades ligadas à
acessibilidade, somente 12% das bibliotecas possuem.
Nas bibliotecas 85% não possuem acervos específicos, das quais, 80%
não investem em aquisição desses acervos. Os tipos de acervo para deficientes
visuais mais encontrados nas bibliotecas foram nessa ordem: periódico 23%,
multimídia 31%, livros 38%, outros 8%.

�11

5 CONCLUSÕES
Os resultados deste diagnóstico, ainda sem uma análise mais profunda e
que levem em consideração todas as questões do formulário, com uma amostra com
maior número de instituições, já aponta para a necessidade de se investir ainda nas
bibliotecas das Instituições de Ensino Superior para que estejam aptas a receber os
alunos portadores de qualquer tipo de deficiência.
Das

questões

propositivas

apresentadas,

73%

das

bibliotecas

responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.
As Instituições de ensino superior são o espaço ideal para a construção do
processo de construção da acessibilidade, pela formação de diferentes categorias
de profissionais e seu efeito multiplicador na sociedade. A acessibilidade é um
processo dinâmico, associado não só ao desenvolvimento tecnológico, mas
principalmente ao desenvolvimento da sociedade.
A sociedade que garantir às pessoas portadoras de deficiência o direito de
participar da produção e disseminação do conhecimento, contará com a participação
ativa destas pessoas em todos os seus setores. Para tanto, é necessário criar
ambientes nas Bus para oferecer os recursos de acessibilidade, com a infraestrutura necessária aos estudos e pesquisas com recursos tanto em termos de
mobiliário, software e hardware, etc.
Recomenda-se ainda que as políticas públicas para as Instituições de
Ensino Superior insiram a questão da acessibilidade de forma mais efetiva.

REFERÊNCIAS
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bibliotecas universitárias. In: Ciência da Informação.Brasília, v.30, n.2, p.29-34,
maio/ago. 2001.

�12

MAZZONI, A.A. et all. Propostas para alcançar a acessibilidade para os portadores
de deficiência na biblioteca universitária da UFSC. Revista ACB, Brasília, DF, 5.5,
22 08 2005. Disponível em:
&lt;http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=50&gt;. Acesso em: 24 06 2008.
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Disponível em:
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PUPO, D.T.: MELO, A.M.: FERRÉZ, S.P. Acessibilidade: discurso e práticas no
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PUPO D. T., CARVALHO, S. H. R. de, OLIVEIRA,V. C. Educação inclusiva e
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Seminário Nacional de Bibliotecas Braille. Florianópolis: 23 e 24 de novembro de
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odosnos/artigos-cientificos/doc-educacao-inclusiva-e-bibliotecas-acessiveis-nateoria-e-na-pratica-atendimento-a-alunos-com-deficiencia-visual-na-biblioteca-centralcesar-lattes-daunicamp+Para+as+pessoas+com+defici%C3%AAncia,+os+principais+resultados+da
+legisla%C3%A7%C3%A3o&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;cd=4&amp;gl=br&gt;. Acesso em 22.out.
2007
SOUZA, Olga Solange Herval. Acessibilidade: problematizando a integração do dv
no contexto escolar. Disponível em: &lt;http://intervox.nce.ufrj.br/~abedev/TextoOlga.doc&gt;. Acesso em 28/ ago. 2006.

__________________
1
2

Lúcia Marengo, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), luciamarengo@udesc.br.
Sigrid Karin Dutra, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sigrid@bu.ufsc.br.

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Documentação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Análise das condições de acessibilidade existentes nas bibliotecas universitárias brasileiras para usuários portadores de necessidades especiais.</text>
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              <text>Marengo, Lúcia, Dutra, Sigrid K. W.</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>O trabalho buscou dimensionar a infra-estrutura de ambientes inclusivos existentes nas bibliotecas universitárias brasileiras, em decorrência do impacto das tecnologias. Foi realizado um levantamento dos aspectos da acessibilidade arquitetônica, comunicacional, instrumental e metodológica e verificou-se a existência de ações voltadas à definição de metodologias e rotinas de atendimento, o suporte pedagógico nas atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do acervo; a capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; a definição e projeção do espaço físico necessário. Apesar da baixa adesão à pesquisa, apenas 10,3% de participação no total de 771 bibliotecas, o estudo revelou a necessidade de investimentos nas bibliotecas das Instituições de Ensino Superior para que estejam aptas a receber os alunos portadores de qualquer tipo de deficiência. Das questões propositivas apresentadas, 73% das bibliotecas responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.</text>
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