<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4219" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/4219?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T13:07:19-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3287">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/30/4219/SNBU2008_068.pdf</src>
      <authentication>bc26906e6c319a36fc142a83d4eb9c8a</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="47568">
                  <text>��������������
�
�

���� ��

�������� ����� �� ����������

�
����������������������� �������!����" ����
���#��$�#������

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS (SIB/UEPB) COMO ELEMENTO DE AÇÃO
EMPREENDEDORA
MAIA, M. E.1
OLIVEIRA, B. M. J. F.2

RESUMO
O papel de gerenciar é uma das tarefas difíceis, sobretudo, em instituições sem fins
lucrativos, a exemplo das bibliotecas universitárias, cuja missão acadêmica cumpre
subsidiar informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob
essa perspectiva, compete ao gestor, além de bom senso, ter capacidade
empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Com esse objetivo,
apresentam-se as mudanças ocorridas no Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A metodologia de intervenção do SIB
baseou-se teoricamente na perspectiva da escola estratégica empreendedora,
estudada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel. Utilizou-se, como parâmetro para a
elaboração deste artigo, o diagnóstico feito nas bibliotecas do SIB e o relatório das
atividades desenvolvidas ao longo de um ano e seis meses, que apresentam as
mudanças sucedidas a partir da adoção da gestão empreendedora. Percebeu-se, ao
longo do período administrativo analisado, que a ação de diagnosticar constitui-se
relevante para definir os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a
organização do ambiente analisado em seus espaços internos e externos.
Palavras-chave: Gestão estratégica. Empreendedorismo.

ABSTRACT
The role of managing is one of the most difficult tasks, overall, in non-profit
organizations, such as university libraries whose academic mission aims to subsidize
information to teaching, research and extension activities. Under this context, it is the
manager´s duty, besides good sense, to have the entrepreneurship ability, to be able
to organize and stimulate the human resources. Having this objective in mind, the
changes that took place in the Library Integrated System (LIS) of the State University
of Paraíba (UEPB) are presented. The intervention methodology of the LIB was
theoretically based on the perspective of the entrepreneurship strategic school,

�2

studied by Mintzberg, Ahlstrand and Lampel. In order to write this article, it was used,
as parameter, the diagnose accomplished at the libraries of the LIS as well as the
report of the activities developed during 18 months, which presents the changes
occurred from the implementation of the entrepreneurship management. It was
noticed, during the analyzed administrative period, that the action of diagnosing is
relevant in order to define the strategic goals, taking into account, in their formulation,
the organization of the analyzed environment in its internal and external areas.
Keywords: Strategic management. Entrepreneurship.

1 INTRODUÇÃO
Gerenciar é uma tarefa difícil, sobretudo, em instituições sem fins
lucrativos, como a biblioteca, que tem como finalidade acadêmica subsidiar
informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob essa
perspectiva,

compete

ao

gestor,

além

de

bom

senso,

ter

capacidade

empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Também é seu papel
atualizar as relações pessoais, as informações cotidianas e as tecnológicas e driblar
problemas financeiros, que assolam qualquer administração, principalmente, a
pública.
Cabe,

ainda,

ao

gestor

perceber

a

realidade

que

o

circunda,

diagnosticando problemas e planejando as ações, com o objetivo de praticar uma
administração eficaz, como exemplificado pelo Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIB) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), composto por 18 bibliotecas,
distribuídas, territorialmente, no Estado da Paraíba, com a seguinte estrutura
organizacional:
Estrutura 1: Biblioteca Central, Biblioteca Átila Almeida, Biblioteca Digital, Biblioteca
do CIPE e Biblioteca da Pós-graduação (localizadas no bairro de Bodocongó, em
Campina Grande);
Estrutura 2: Museu, Biblioteca do CEDUC I (Pedagogia, Geografia e História),
CEDUC II (Filosofia e Letras), Administração e Contabilidade, Comunicação, Serviço
Social e Direito (localizadas em diversos bairros de Campina Grande);
Estrutura 3: Bibliotecas de Lagoa Seca, Monteiro, Patos, Guarabira, Catolé do
Rocha e João Pessoa (localizadas nas cidades da Paraíba, excetuando-se Campina
Grande).

�3

Nessa perspectiva, foram operacionalizadas ações, utilizando-se os
pressupostos teóricos da estratégia empreendedora que, de acordo com Mintzberg;
Ahlstrand e Lampel (2006, p.98), sugerem sua aplicação em organizações nãogovernamentais e / ou sem fins lucrativos, mas que tenham uma visão a alcançar.
“Essa visão serve como inspiração e também como um senso daquilo que precisa
ser feito – uma idéia guia, se você preferir.” Tendo em vista que a Escola
Empreendedora se baseia no alcance dos objetivos futuros, devem essas
instituições “submeter-se a líderes visionários que podem realizar mudanças
drásticas, através de reformulações” (MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006,
p. 113).
Do ponto de vista administrativo, o SIB é gerenciado pela Direção da
Biblioteca Central (BC), sediada no Campus I, em Campina Grande, órgão
responsável pela coordenação geral das atividades do Sistema. Tal sistema trata do
conjunto de bibliotecas integradas, sob os aspectos funcional e operacional, tendo
por objetivo a unidade das atividades de coleta, armazenagem, recuperação e
disseminação de informações, para apoiar os programas de ensino, pesquisa e
extensão oferecidos pela UEPB.
Na circunscrição territorial paraibana, a UEPB destaca-se por sua
importância e inserção em boa parte do estado, desempenhando papel social, ao
viabilizar um processo educacional de qualidade e preocupar-se com a melhoria de
seus procedimentos. Quanto a sua inclusão, é visível sua participação ativa nas
cidades de Campina Grande e João Pessoa e nas mais distantes, como Lagoa
Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, Monteiro e Patos, municípios de expansão da
UEPB.
Essa dispersão territorial apresenta algumas questões de cunho
operacional e organizacional no referido sistema, especificamente no que respeita à
unidade central, quanto à orientação e ao direcionamento de todas as bibliotecas
que integram o SIB.
Essas bibliotecas se originaram, quase sempre, para atender às
especialidades de determinadas áreas, mesmo quando fisicamente dentro do
mesmo campus, a exemplo das cinco bibliotecas no Campus da UEPB / Campina

�4

Grande / Bodocongó, a saber: Biblioteca Central, Biblioteca Átila Almeida, Biblioteca
da Pós-graduação, Biblioteca Digital e Biblioteca da CIPE; sete bibliotecas setoriais,
localizadas no centro de Campina Grande e em outros bairros, como Catolé e São
José, quais sejam: Biblioteca do CEDUC I, Biblioteca do CEDUC II, Biblioteca de
Direito, Biblioteca de Serviço Social, Biblioteca de Comunicação, Biblioteca de
Contabilidade e de Administração e Biblioteca do Museu; Acrescem-se a essas
outras seis bibliotecas setoriais localizadas em municípios fora da cidade de
Campina Grande, a saber: Lagoa Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, João Pessoa,
Monteiro e Patos.
A dinâmica organizacional coaduna-se com os interesses e as propostas
da atual administração, procurando elevar a qualidade dos serviços prestados pelo
SIB, entendendo-o como unidade de informação que baseia seus serviços na
qualificação de pessoal e tecnológica, por meio das mudanças realizadas para
atingir a visão, mesmo que em longo prazo.
Nesse sentido, a proposta trata de implementar um gerenciamento
“motivado, acima de tudo, pela necessidade de realização. Como as metas da
organização são simplesmente a extensão daquelas do empreendedor, a meta
dominante da organização que opera de modo empreendedor parece ser o
crescimento,

a

mais

tangível

manifestação

de

realização.”

(MINTZBERG;

AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p. 106). O sistema competitivo, interligado, integrado
e pró-ativo do SIB busca parcerias locais, regionais, nacionais e internacionais, com
o intuito de ampliar, cada vez mais, seus serviços, sem esquecer as possibilidades
de rejeição das inovações propostas. No pensamento dos autores citados, “o ponto
crítico é que uma visão articula uma expectativa de um futuro realista, digno de
crédito e atraente [...], uma condição melhor, em alguns aspectos importantes, que
aquela atualmente existente”.

2 BIBLIOTECA: espaço de interconexão de estratégias empreendedoras
A mudança parece ser a marca da era moderna. A evolução nas áreas da
informação, da comunicação e da telecomunicação exemplifica os últimos 200 anos
da humanidade em seu processo de transformação social. Observa-se, cada vez

�5

mais, o modelo de sociedade aproximar-se de um suporte tecnológico baseado na
interconexão, que tem como matéria-prima a informação, cuja importância é dada,
sobretudo, por sua capacidade de atingir a vida humana e pelo favorecimento da
lógica de redes, que atende à complexidade das relações sociais.
Além disso, segundo Castells (2000), a informação mostra-se flexível nos
processos e nos espaços institucionais, demonstrando competência de se reconfigurar a cada situação dada. Esse processo faz edificar o que se denomina
sociedade em rede, que demonstra não apenas ter habilidade de se comunicar, mas
de se apresentar estrategicamente no jogo de posições, convergindo para a
formação de um sistema altamente integrado entre as pessoas e os espaços físicos
e sociais.
A informação favorece, portanto, em seu cerne, a interdependência entre
os espaços e os saberes. Nessa direção, com essas configurações sociais, os
espaços e as pessoas passam por uma reanálise gerencial.
A princípio, o planejamento administrativo compreendia a organização
como sistema fechado, centralizando sua preocupação na estrutura e nas tarefas. A
partir da década de 60 do Século XX, o planejamento e a gestão funcionam na
perspectiva do entorno, ou seja, está em permanente diálogo com as estruturas
externas, envolvendo o campo da política, da educação, da cultura e da economia.
Dessa forma, planejar torna-se força estratégica para a vida das organizações, cuja
base é a relação de interdependência entre as partes que compõem uma
sistemática mais ampla (CHIAVENATO, 2000). Próximo dessa realidade, o
planejamento de escolas, de bibliotecas e de outras instituições se insere em um
prisma sistêmico, observando o contexto do qual fazem parte.
No que diz respeito à postura do planejador / gestor, o que nos parece
mais convincente é um modelo gerencial pautado na estratégia empreendedora que,
segundo Mintzberg (1973 apud MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p.
105), permanece ativa de novas oportunidades, centralizando de certo modo, o
poder de decisão das atividades nas mãos do principal gestor,.a quem competirá,
também, promover “grandes saltos”, tendo como meta dominante a mudança
movida pelo “ego empreendedor”.

�6

Nesse sentido, a direção do SIB adotou diretrizes amparadas em
posições de investimentos estratégicos. Isso acarreta, dentre outras implicações,
investimentos nas pessoas e na infra-estrutura, a fim de consolidar um espaço
competitivo e estratégico. Para atingir essas diretrizes e os interesses competitivos,
delineados segundo perspectivas estratégicas, é crucial a operacionalidade por meio
de ações, que decorrerão de modo concreto da execução dos planos, o que
pressupõe, dentre outros, um intenso processo de atuação, ajuste, controle e
avaliação. Assim, a ação diagnóstica é de fundamental importância para se
definirem os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a
organização do ambiente analisado em todos os seus espaços.

2.1 Estratégia empreendedora para o SIB
Na direção da ação empreendedora pautada em processos de
interconexão, vislumbrou-se a associação de um planejamento estratégico a ser
vivenciado por essa organização. Essa pareceu ser uma das formas de possibilitar
“golpes ousados”, com os quais a biblioteca poderá obter ganhos consideráveis.
Diante da complexidade da estrutura do SIB e da prioridade emergencial
de ações a serem viabilizadas, a análise tomou por base o envolvimento de parte
dos servidores da Biblioteca, somando o total de 23. Desses, sete são bacharéis em
Biblioteconomia, dois, auxiliares de serviços, três, servidores de carreira do quadro
funcional, e 11, colaboradores técnico-administrativos. Além disso, contou com a
participação de 28 professores efetivos, representantes das várias áreas do
conhecimento da UEPB. A elaboração do planejamento para o SIB ocorreu em três
fases, a saber:
�

A primeira fase: de caráter analítico-descritivo, objetivou conhecer, em
detalhe, o ambiente interno, através do diagnóstico situacional da Biblioteca.
Para tanto, foi elaborado um mapeamento do ambiente interno, cujo auxílio
dos servidores foi vital para tal empreendimento. A partir disso, identificaramse os pontos fortes e fracos, o que facilitou a tomada de decisão do gestor
com vistas à melhoria dos serviços e finalidades para a qual a biblioteca e o
seu sistema se destinam;

�7

A segunda fase: voltada para a análise bibliográfica referente à educação

�

superior, tanto em nível nacional quanto regional. Considerou documentos
das seguintes espécies: (1) de ordem técnica: textos voltados para as tarefas
e a prestação dos serviços da área de Biblioteconomia; (2) de ordem
estrutural: documentos legais, que dizem respeito à organização de
bibliotecas (seu ambiente físico); (3) de ordem gerencial: referências que
tratam das atividades a serem viabilizadas pelo gestor de unidades de
informação. Esta última análise teve como preocupação o enlace externo e
suas repercussões para o SIB / UEPB;
A terceira fase: nessa fase, apresentaram-se as escolhas e as decisões para

�

o gerenciamento do sistema. Definiram-se a missão e a perspectiva de futuro
(visão) para o SIB, que deve se organizar em sintonia com o mercado, com os
seguintes objetivos: atingir os princípios gerenciais a serem adotados; as
estratégias em longo, médio e curto prazos; os recursos humanos, físicos e
financeiros disponíveis.

2.1.1 Síntese da avaliação interna e organizacional da Biblioteca Central
As raízes da atual UEPB estão no ano de 1966, quando surgiu da Lei
Municipal n. 23, de 15 de março de 1966. Nascia com o nome de Universidade
Regional do Nordeste (URNe), funcionando como autarquia municipal.
Só em 1987, no governo de Tarcísio de Miranda Burity, a URNe foi
transformada em Universidade Pública Estadual, sendo somente reconhecida pelo
Conselho Federal de Educação no ano de 1996, com o nome de Universidade
Estadual da Paraíba. Uma espera de 30 anos, mas que mostrou o intenso processo
de luta e de afirmação dessa instituição no cenário paraibano e nordestino
(UNIVERSIDADE..., 2006). Essa luta e afirmação apresentam um quadro
significativo para a instituição, principalmente, nos últimos cinco anos, quando, de 31
cursos de graduação, a instituição passou a oferecer 42, e da inexistência de cursos
de pós-graduação para seis programas em pleno funcionamento, como se percebe a
seguir.
Hoje, a UEPB constitui-se num dos maiores parâmetros
de Campina Grande e Centro de Ensino Superior da

�8

melhor qualidade para a Paraíba e até mesmo para o
Nordeste, [...] contando com cerca de 42 (quarenta e
dois) cursos de graduação em todas as áreas, [6 (seis)
cursos de pós-graduação nível mestrado] e com mais
de 15.000 (quinze mil) alunos. (UNIVERSIDADE...,
2006)

A configuração estrutural da UEPB tem característica descentralizadora.
Os cursos funcionam em diferentes bairros / espaços, no município de Campina
Grande, bem como em outras cidades. Já que isso ocorre, a opção da instituição foi
a de estabelecer também a descentralização das bibliotecas, tanto do ponto de vista
físico quanto de acervo.
A Universidade foi crescendo e, junto com ela, a vontade de unir os cursos
em um único espaço. Daí ocorreu a transferência de alguns cursos para o novo
Campus, no bairro de Bodocongó / Campina Grande, e parte do acervo, constituindo
a nova sede da Biblioteca Central (BC).
Tal espaço se organizou em uma casa de aproximadamente onze
cômodos. Apesar do tamanho, era inadequado para instalar fisicamente a biblioteca.
O acervo encontrava-se dividido em Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) e
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Apesar de instalados no mesmo
ambiente, não havia princípios de unidade administrativa para a organização do
acervo e para a tomada de decisão. Além dessas questões, verificou-se que, na BC,
não havia direcionamento concretizado por uma série de documentos e ações, tais
como: regimento interno; políticas de desenvolvimento de coleções e de interface
usuário-biblioteca; controle e acesso de material utilizado pelo usuário; política de
manutenção e conservação documental do acervo regular; políticas de divulgação
interna e externa; manual de serviços, descrevendo rotinas destinadas aos setores e
suas atividades; reformulação da infra-estrutura para viabilizar o estudo individual e
em grupo e, implementação de sistemas de automação das rotinas..
Tal realidade só era possível adotando-se de uma gestão empreendedora,
em mãos de dirigente único, com capacidade de desenhar as ações estratégicas e
de ter veio indutivo para promover tais ações de forma radical e com criatividade,
como reafirmado por Cole (1959, apud MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL,
2006), ao mencionar o inventor calculista, o inovador que está sempre com idéias
criativas, o promotor superotimista e o construtor de um empreendimento forte.

�9

2.1.1.1 Da organização da biblioteca
Uma das primeiras questões viabilizadas foi a reestruturação orgânicoadministrativa da BC, considerando-se ser ela a responsável administrativa das
demais bibliotecas que compõem o SIB, gerenciando, portanto, todas as atividades
e se subordinando financeira e administrativamente ao Gabinete da Reitora, na
qualidade de órgão suplementar, com o objetivo de articular o planejamento /
gerenciamento e a execução das atividades que a envolvem.
Cabe acrescentar que o bibliotecário passou a desempenhar, de maneira
formal, as atividades e as funções determinadas na Lei n. 4.084, datada de 30 de
junho de 1962, e da Lei n. 7.504 de 02 de julho de 1986, como crédito aos
profissionais bibliotecários.
Outro aspecto corrigido na organização, no gerenciamento e na definição
de tarefas constou de mecanismos reguladores devidamente aprovados pelos
órgãos superiores da UEPB.
2.1.1.2 Infra-estrutura da biblioteca
Tornou-se urgente o redimensionamento do espaço físico da BC. Nesse
sentido, sua direção encaminhou proposta de mudança, para melhor redimensionar
os aspectos físicos de lay-out, resultando na seguinte estrutura: 1) setor destinado à
diretoria, com secretaria e sala de reunião; 2) setor de desenvolvimento de coleções;
3) setor de processos técnicos; 4) setor de orientação de trabalhos acadêmicos; 5)
setor de manutenção e conservação de acervo; 6) setor de periódicos; 7) auditório
para eventos; 8) seção de referências e do acervo geral e 9) setor de multimídia.
Seguindo as recomendações estabelecidas pelo Ministério da Educação,
foram incluídos as “cabines individuais” e o “espaço de estudo grupal”, pontos de
rede para acesso de informações acadêmicas por parte do usuário e para o uso de
serviço de automação da biblioteca. Atentou-se, sobretudo, para as questões
referentes à acessibilidade, o que requereu longas discussões e negociações com o
setor de arquitetura / engenharia da UEPB, para adequar a estrutura física,
vislumbrando o atendimento aos portadores de necessidades especiais.

�10

2.1.1.3 Avaliação dos serviços
Alguns serviços foram avaliados a fim de facilitar os processos que
culminaram na disseminação da informação, independentemente do seu suporte, a
saber: elaboração de página na internet do SIB; elaboração de ficha de catalogação
dos trabalhos acadêmicos dos alunos da UEPB, por via presencial e on-line; criação
de “caixa de sugestões” para conhecer e atender às expectativas dos usuários do
sistema; melhorias do serviço de comunicação entre a Direção da BC e as
coordenações de cursos e chefias departamentais; aquisição de 13 computadores
interligados à rede, visando à pesquisa dos usuários, entre outros serviços
relacionados à disseminação da informação, como a aquisição de sistema de
automação.
2.1.1.4 Tratamento e atualização do estoque informacional
No SIB, é usual utilizar como mecanismos de tratamento da informação o
Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2), o Código Decimal Dewey (CDD),
cabeçalhos de assunto e a tabela de notação de autor, e outras possibilidades
técnicas que envolvem as linguagens pré e pós-coordenadas. No caso dos livros e
das monografias, o procedimento adotado envolveu o processo de desdobramento
das fichas catalográficas em autor, título, assunto e topográfica, para o que usa
programa criado pelos servidores da biblioteca, recém-contratados por concurso
público, dando celeridade aos serviços, considerando que esse era um processo
realizado em máquina manual.
Outra questão solucionada se refere a cerca de 2.000 títulos a serem
recuperados ou desbastados, considerando-se a Lei n. 10.753, de 30 de outubro de
2003, em seu Art. 18, que estabelece o livro como material de consumo,
considerado na política de desenvolvimento de coleções, que levou em conta os
trâmites legais, estabelecidos pelos órgãos superiores.
Outra questão digna de menção é a relação livro / usuário. Ao que
indicavam as estatísticas, o acervo do SIB / UEPB deixava a desejar quanto às
orientações do MEC, que estipula a relação de um título para cada seis usuários, por
disciplina. Tendo em vista o atendimento a tais recomendações, empreendeu-se a

�11

atualização do acervo, com aquisição semestral de publicações bibliográficas e não
bibliográficas.
2.1.1.5 Os recursos humanos e a atmosfera organizacional
Partiu-se de uma análise pautada na observação da ação dos recursos
humanos nas bibliotecas dos Complexos 1, 2 e 3. Sem dúvida, havia um esforço
coletivo em satisfazer os usuários na busca pela informação. Porém, no caso das
setoriais observadas, a falta de conhecimento técnico acarretava dificuldades em se
atingir o desejado.
Por outro lado, em relação à BC, a atitude tomada foi a de estabelecer a
permanência de um bibliotecário responsável pela unidade de informação que,
dentre outras funções, orientaria os colaboradores, no tocante ao conhecimento
técnico e na relação para com o usuário, objetivando atingir, com eficácia, sua
finalidade: a disseminação da informação. A mesma proposta deveria ser realizada
entre a unidade de informação matriz e as suas filiais (setoriais), a fim de
estabelecer padrões de rotinas entre elas.
Cabe salientar que se intenta estabelecer diálogo permanente com o
Curso de Psicologia, para se investigar, com freqüência, o nível de satisfação dos
servidores, sobretudo, em relação às atividades que desempenham. Para tanto,
foram postos em evidência o relacionamento e a cordialidade entre gerência /
colaboradores, gerência / usuários e usuários / colaboradores; o atendimento aos
anseios e as afinidades nas atividades que exercem, focalizando a capacitação
quanto ao domínio técnico e ao atendimento ao usuário e sua permanente
percepção enquanto cliente.
2.1.1.6 Recursos disponíveis para o tratamento, a organização e a disseminação da
informação
Uma biblioteca universitária que se pretenda empreendedora firma-se no
tripé: tratamento, organização e disseminação da informação, com visão futurista.
Para a consolidação dessa base, são necessários recursos tecnológicos viáveis
para sua agilidade, segurança e exatidão. Quanto aos recursos tecnológicos,
devem-se adquirir equipamentos como: computadores, data-show, retro-projetor,

�12

aparelhos de som, entre outros, que auxiliem os usuários ao acesso às informações
e que favoreçam uma política educacional, por meio do uso da biblioteca e do
desempenho técnico de seus servidores / colaboradores, considerando a celeridade
dos procedimentos técnicos e de disponibilização de informações.

2.2 Síntese a avaliação externa
Observados os espaços nacionais e estaduais que envolvem o SIB da
UEPB, seu regulamento deve seguir as disposições legais determinadas pelo
Decreto nº 3.860, de 9 de julho de 2001, que trata da organização do ensino
superior, da avaliação de cursos e de instituições. Particularmente, no Art. 17, que
versa sobre a avaliação dos cursos superiores, o § 1o, item IV, estabelece que as
bibliotecas devem dar especial atenção ao acervo especializado, incluindo-se o
eletrônico, assim como às condições de acesso às redes de comunicação e aos
sistemas de informação, regime de funcionamento e modernização dos meios de
atendimento.
Ainda do ponto de vista do diálogo com o entorno, a Biblioteca da UEPB,
como instituição de Educação Superior, deve, segundo a Portaria nº 2.864, de 24 de
agosto de 2005, em seu Art. 1º, tornar públicas e manter atualizadas, em página
eletrônica própria, as condições de ofertas bibliográficas e não bibliográficas
referentes aos cursos ministrados pela instituição, em que há obrigatoriedade da
disponibilidade em rede da descrição da biblioteca quanto ao acervo de livros e de
periódicos, por área de conhecimento, política de atualização e informatização, bem
como, área física disponível e formas de acesso e utilização.
Tais exigências consideram adequação ao crescimento do mercado
competitivo e à satisfação do usuário / cliente, ênfase primordial de qualquer
empreendimento. Por isso, para a BC da UEPB, tornou-se urgente programar a
automação do sistema, considerando que a escolha fora encaminhada pela sua
Direção aos setores competentes. Outro fator importante e de impacto tecnológico e
informacional é a possibilidade de aquisição do Portal Capes. Ambos, sistema de
automação e Portal Capes, contribuem, satisfatoriamente, para a organização, o

�13

controle e a disseminação da informação contida em periódicos e aumento das
possibilidades de recuperação de informação, numa ação pró-ativa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A missão de qualquer biblioteca deve se coadunar com os interesses da
instituição à qual pertence. Mas toda e qualquer organização tem também que ter
visão futurista, isto é, criatividade para atingir mudanças, não somente no início e na
formação de novas organizações, mas também na “reformulação” de organizações
com problemas (MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p.102). O trabalho da
BC / UEPB, volta-se para a qualidade dos seus serviços, apresentando como visão
“a produção e a socialização do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento
educacional e sócio-cultural da Região Nordeste, particularmente do Estado da
Paraíba”. (UEPB, 2006). No cumprimento da missão da Biblioteca, está a excelência
da qualidade dos serviços que deve prestar para os usuários que utilizam tal sistema
de informação, apoiando o tripé das instituições superiores de educação: o ensino, a
pesquisa e a extensão acadêmicos.
Atingir tais objetivos estratégicos definidos por uma personalidade
empreendedora tornou-se condição vital para a reformulação institucional. Porém a
permanência ativa de suas atividades pressupõe mudanças individuais, coletivas,
sociais e culturais que começam a se definir pelo investimento em atitudes novas ou
em realização de coisas feitas de uma nova maneira. Isso atende ao que
preconizam Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2006), ao afirmarem que, entre as
características

atribuídas

à

personalidade

empreendedora,

estão

fortes

necessidades de controle, de independência e de realização e a tendência a aceitar
riscos, desde que de forma moderada.
Isso implica a não acomodação, ajustando-se, para tanto, a missão e a
visão de futuro, o que se consegue com a valorização e a capacitação permanente
dos recursos humanos, investimento permanente em tecnologias da informação e
comunicação, além de recursos materiais e financeiros, elementos essenciais para
tal propositura.

�14

REFERÊNCIAS
BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação: um enfoque gerencial. São Paulo:
Atlas, 1996.
CASTELLS, Manuel. A revolução da tecnologia da informação. In: _______. A
sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de
Janeiro: Campus, 2000.
FURTADO, João Salvador. Informação e organização. Revista Ciência da
Informação. Brasília, v. 11, n. 1, mar. 1982.
OLIVEIRA, Ângela Maria. Gerenciamento do capital humano em bibliotecas ou
centros de informação: desafio imposto pela sociedade do conhecimento.
Transinformação. São Paulo, v. 12, n. 2, jul./dez. 2000.
MINTZBERG, Henry; AHLSTRAND, Bruce; LAMPEL, Joseph. Safári de
Estratégias: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre:
Brokman, 2006.
OLIVEIRA, Bernardina Maria Juvenal Freire de. Plano de ação estratégica:
biblioteca central do UNIPÊ. João Pessoa, [s. n], 2005.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA. Disponível em:
&lt;http://www.uepb.pb.gov.br/&gt;. Acesso em: 15 out. 2006.

__________________
1
2

Manuela Eugênio Maia, manuelamaia@gmail.com.
Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira, bernardinafreire@yahoo.com.br.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="30">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46949">
                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46950">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46951">
                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46952">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46953">
                <text>CRUESP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46954">
                <text>2008</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46955">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46956">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46957">
                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47560">
              <text>Planejamento estratégico para o Sistema Integrado de BibliotecasS (SIB/UEPB) como elemento de ação empreendedora.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47561">
              <text>Maia, A, M. E.; Oliveira, B. M. J. F.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47562">
              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47563">
              <text>CRUESP</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47564">
              <text>2008</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47566">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47567">
              <text>O papel de gerenciar é uma das tarefas difíceis, sobretudo, em instituições sem fins lucrativos, a exemplo das bibliotecas universitárias, cuja missão acadêmica cumpre subsidiar informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob essa perspectiva, compete ao gestor, além de bom senso, ter capacidade empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Com esse objetivo, apresentam-se as mudanças ocorridas no Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A metodologia de intervenção do SIB baseou-se teoricamente na perspectiva da escola estratégica empreendedora, estudada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel. Utilizou-se, como parâmetro para a elaboração deste artigo, o diagnóstico feito nas bibliotecas do SIB e o relatório das atividades desenvolvidas ao longo de um ano e seis meses, que apresentam as mudanças sucedidas a partir da adoção da gestão empreendedora. Percebeu-se, ao longo do período administrativo analisado, que a ação de diagnosticar constitui-se relevante para definir os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a organização do ambiente analisado em seus espaços internos e externos.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67744">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="19">
      <name>snbu2008</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
