<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4214" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/4214?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T13:07:20-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3282">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/30/4214/SNBU2008_063.pdf</src>
      <authentication>beec44c601a10bcf10e4a30550714da1</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="47523">
                  <text>��������������
�
�

���� ��

�������� ����� �� ����������

�
����������������������� �������!����" ����
���#��$�#������

GESTÃO DO CAPITAL INTELECTUAL E AS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
TORINO, E.1
PAIVA, M. R.2
TORINO, L. P.3

RESUMO
A crescente competitividade impulsiona as organizações a investirem em algo que
realmente as propicie vantagens competitivas, com isso, é possível verificar que o
conhecimento contido nos recursos humanos dessas organizações é o único bem
capaz de lhes assegurar um bom posicionamento no mercado. Esta relação entre
organização e funcionários, quando vista sob a nova ótica do conhecimento, tornase mais clara, com isso, é perceptível a necessidade de investimento em
aprendizagem, uma vez que o conhecimento é o único ativo que permanece capaz
quando todo o restante está em crise. A organização que realmente investe em
aprendizagem, geração de conhecimento e valoriza o seu capital intelectual possui
um grande diferencial frente à concorrência, já que esses ativos, que constituem o
capital intelectual é que determinam o sucesso ou o fracasso de uma organização.
Neste sentido, o presente estudo se insere no contexto das bibliotecas universitárias
e discorre sobre a importância da valorização atribuída ao capital intelectual dos
seus gestores.
Palavras-chave: Capital intelectual. Aprendizado. Conhecimento.

ABSTRACT
The growing competition stimulates organizations to invest in something that
provides them with very competitive advantages. Through this, it is possible to verify
that the contained knowledge in the organizations' human resources is the unique
belonging capable of assuring them a good position into the market. The relationship
between organization and its staff, when viewed through the optics of knowledge,
becomes clearer. Due to this, it is noticeable the need for investment in learning,
once knowledge is the only one active which remains powerful when all the rest is in
crisis. The organization that really invests in learning and knowledge generation, that
values its intellectual capital, owns a great differential in the face of competition once
these actives, which constitute the intellectual capital, determine either the success

�2

or failure of an organization. In this sense, this work is inserted in the context of
university libraries and aims to approach the importance of attributing value to the
intellectual capital of their managers.
Keywords: Intellectual capital. Learning. Knowledge.

1 INTRODUÇÃO
Qualidade, produtividade e competitividade, são sem dúvida os três
conceitos sinalizadores dos atuais desafios das organizações, desta forma, a fim de
garantir a competitividade e até a sua sobrevivência no mercado, faz-se necessário
criar e cultivar um ambiente organizacional voltado e motivado para o constante
aprendizado.
Novas e relevantes percepções emergem quando as organizações
passam a ser vistas também sob a ótica do conhecimento. Na nova dinâmica, as
organizações, impulsionadas pela velocidade das mudanças do mercado, reduziram
a distância diferenciadora entre elas, que passaram a ter possibilidades de acesso
às novidades e evoluções surgidas em qualquer parte do mundo. Nesta ótica, a
única diferenciação sustentável que uma organização pode ter é o conhecimento
humano, capaz de gerar inúmeras vantagens competitivas para as organizações. O
conhecimento porém, precisa ser estimulado e valorizado, de forma a aperfeiçoar
ainda mais o aprendizado, envolvendo-se no ciclo da geração do conhecimento,
com isso, se inserem as teorias do capital intelectual.
Neste sentido, o presente trabalho, discute o capital intelectual na
realidade as bibliotecas universitárias e seus gestores.

2 CAPITAL INTELECTUAL
O capital intelectual é um assunto muito discutido atualmente, porém sua
existência e importância para as pessoas, as organizações e para as relações de
trabalho são muito antigas. Ao que Pontes e Sardenberg (2002, p. 2) acrescentam:
o Capital intelectual manifesta-se em todas as ações da vida, nas
decisões e até mesmo na sobrevivência da espécie humana, é a
partir de bem pouco tempo que as organizações e seus

�3

administradores vêm percebendo a sua influência e suas implicações
nos resultados empresariais.

O conhecimento, cuja origem está diretamente relacionada aos agentes
criativos da organização é que geram valores econômicos. Organizações de poucos
bens e muitos cérebros passam a ser mais valorizadas.
Neste cenário, impulsionadas pela competitividade as organizações
passam a encontrar nos seus recursos humanos um grande diferencial com relação
à concorrência, neste sentido, Rezende (2002, p.77) argumenta:
o diferencial entre as empresas não são mais as máquinas utilizadas
no processo produtivo, mas sim o somatório do conhecimento
coletivo, gerado e adquirido, as habilidades criativas e inventivas, os
valores, atitudes e motivação das pessoas que as integram, e o grau
de satisfação dos clientes.

O capital intelectual é uma das chaves criadoras de valor organizacional
na nova economia. É o capital contido no intelecto das pessoas, proveniente do
trabalho e da criação, que envolve habilidade, experiência, conhecimento e
informação. No contexto organizacional, é a experiência acumulada pela pesquisa
de novos produtos e métodos de trabalho, pelo desenvolvimento e domínio de
tecnologias e aprimoramento das relações e parcerias, é o talento e o nível de
eficiência atingidos e colocados efetivamente a serviço da realização de objetivos
econômicos. Rezende (2002, p. 78) acrescenta, “quanto mais inteligente, sofisticada
e integrada à nova economia, caracterizada por um alto grau de diversificação,
velocidade e complexidade, mais chances a empresa terá em sobreviver e crescer”.
As organizações, uma vez reconhecendo e investindo em capital
intelectual, estarão gerando constantemente conhecimentos capazes de levá-las ao
topo do mercado. Esses investimentos precisam crescer à medida que cresce o
patrimônio da organização. Ao que Chiavenato (1996, p. 180) complementa: “o êxito
de uma empresa depende do aumento da qualidade de seus produtos e serviços,
isto é, da sua competitividade como empresa no mercado. E a competitividade de
uma empresa depende do seu pessoal, seu principal ativo”.

�4

2.1 A importância do capital intelectual nas organizações
Presenciamos constantemente uma série de mudanças, que causam
impactos diretos à economia e conseqüentemente às organizações. Além de
mudanças estruturais, ocorrem as mudanças culturais e comportamentais
transformando o papel dos indivíduos envolvidos em seus processos, desta forma,
alteram-se as relações humanas e de trabalho.
Na realidade, alterações de cenários sempre aconteceram, a diferença,
atualmente, é que elas acontecem cada vez mais rápido. Esta aceleração ocasiona
a necessidade de atualização constante, uma vez que se faz necessário competir
com competência, e assim, garantir espaço no mercado.
As organizações, neste cenário turbulento, encontram no conhecimento
humano uma grande vantagem competitiva. Com isso, “o ser humano [...] passa a
ser o centro das atenções, pois somente os seres humanos competentes e
devidamente qualificados poderão produzir ou prestar serviços com qualidade”
(LOUREIRO, 2008).
Neste sentido, torna-se clara a importância da qualificação e do
conhecimento dos funcionários para sustentar vantagens competitivas frente à
concorrência.
Vivenciamos um momento em que a força de trabalho braçal é substituída
pela força de trabalho intelectual. Isso gera nas organizações uma necessidade de
possuir em seus funcionários conhecimentos gerais, do mercado e dos processos de
produção - entre outros - voltando suas atenções para a necessidade e satisfação
dos clientes, bem como as tendências da concorrência. Neste sentido, Monteiro
(2008), acrescenta:
o gerenciamento das informações (adquiridas) no mercado ou
acumuladas na história da empresa, coletadas e analisadas
estrategicamente permite encontrar soluções criativas para os
problemas organizacionais, construindo novos produtos e serviços e
melhorando o relacionamento com os clientes.

Desta forma o capital intelectual finalmente passa a ser visto com
importância vital nas organizações, uma vez que ele constitui-se de todo o

�5

conhecimento existente na organização e pode ser utilizado para a criação de
vantagens diferenciadas. Desta forma, quanto maior o conhecimento que a
organização possuir em seus funcionários, maiores as chances que ela terá de
sustentar-se e crescer.
O reconhecimento do capital intelectual nas organizações é uma maneira
de organizar ou estabelecer métodos para criar e renovar o conhecimento, bem
como investir em pessoas, a fim de desenvolver talentos e buscar excelência.
Vale destacar que, com a crescente competitividade, já não basta saber, é
necessário ser “o melhor”, ser capaz de utilizar o conhecimento com eficácia. Para
tanto, o acesso à informação e a geração do conhecimento precisam ser tão
dinâmicos quanto as mudanças no mercado.

2.2 Gestão do capital intelectual
O capital intelectual, à medida que objetiva se tornar visível e duradouro,
em complemento ao balanço tradicional, e de servir de elo entre as mais diversas
funções nas organizações, necessita ser gerenciado. Em contrapartida, será
possível executar a sua gestão?
O capital intelectual envolve valores extra-balanço, mede o imensurável,
busca relações humanas por meio de idéias e conhecimento, é um recurso
altamente renovável, por isso precisa ser cultivado. No entanto trata-se de um
processo orgânico, que não pode ser controlado, daí a relevância de suas
implicações nos resultados empresariais. Neste sentido Ludwing apud Rezende
(2002, p. 80) complementa:
gerenciar o capital intelectual é uma tarefa complexa, até porque
estão inclusas neste conceito a gestão do conhecimento (parte do
capital intelectual) e a gestão da informação (parte da gestão do
conhecimento), exigindo, portanto, da função de administrá-lo,
esforço multidisciplinar.

A gestão do capital intelectual é definida como uma abordagem
disciplinada para a identificação e o emprego produtivo, capaz de criar valor
econômico na organização. Esta forma de gestão torna-se complexa, uma vez que,
trata do conhecimento existente na organização em seus recursos humanos,

�6

portanto, trata de algo puramente intangível. Neste sentido, Cianconni (2001, p. 37)
afirma que a gestão de capital intelectual, por meio do conhecimento corporativo,
parece tentar resgatar o lado humano dos processos de gestão da
informação e da tecnologia nas organizações, partindo do princípio
que devem ser igualmente administradas as informações registradas
– os estoques de informação formalmente armazenados e as
informações informais, não registradas, ou seja, o conhecimento
tácito que reside no ser humano, agora considerado o principal papel
das organizações.

Com isso, é possível afirmar que grande parte do capital intelectual
consiste em conhecimento tácito e ainda não-expresso. Nas organizações, isso é
fundamental, uma vez que o conhecimento é a única forma de assegurar vantagens
competitivas no mercado, e a geração do conhecimento ocorre de forma simples,
necessita apenas de comprometimento das duas partes, uma no sentido de
maximizar as possibilidades de educação continuada – seja por meio de palestras,
eventos, especialização, etc. – e a outra, utilizando-se destes eventos para tornar-se
apto a gerar vantagens ao cenário em que está inserido. Além disso, vale destacar a
importância da comunicação interna da organização, capaz de realizar trocas de
informações

valiosas,

de

forma

a

cooperar

no

aprendizado

global

e

conseqüentemente na geração do conhecimento. Para tanto, a organização precisa
adotar uma cultura voltada à geração de conhecimento.
A organização, uma vez investindo adequadamente em aprendizado e
possibilitando esta troca de informações entre os funcionários, estará gerando
capital intelectual. Desta forma, gerenciá-lo torna-se mais simples, sendo necessário
apenas motivar as pessoas a cooperar para atingir um objetivo global, e certamente
o fluxo de conhecimento ocorrerá de forma a impulsionar a organização a gerar
novos conhecimentos e conseqüentemente sustentar suas vantagens competitivas.
Isso não significa que gerenciar ou administrar o capital intelectual de uma
organização seja uma função simples, uma vez que, trata-se de uma atividade nova,
para a qual ainda não há pontos de referência anteriores. Isso exige dos
profissionais envolvidos muita habilidade e conhecimentos específicos em recursos
humanos, o que possibilita maior aproveitamento das aptidões individuais, com isso,
a soma dos resultados individuais, será superior ao que se espera do grupo.

�7

2.3 Avaliação do capital intelectual
A humanidade, desde os primórdios, adotou a avaliação como um
conceito intrínseco aos seus padrões culturais, portanto ela sempre esteve presente
e ligada ao cotidiano das sociedades.
Da mesma forma que a competitividade propicia a geração de
conhecimento nas organizações, elas devem utilizar-se de práticas para avaliar se a
aprendizagem proporcionada está sendo utilizada adequadamente e se garante
algum retorno visível à realização de atividades profissionais. Nesse sentido
Stollenwerk (2001, p. 156) afirma que “devem ser medidos e acompanhados o
desempenho, o comportamento e as atitudes, para poder efetuar-se o devido
reconhecimento e a recompensa aos colaboradores”.
Isso significa que esta avaliação, assim como a avaliação de desempenho,
tem por finalidade observar se o funcionário possui os requisitos – de conhecimento
e comportamento – estabelecidos para o seu cargo, estimulá-lo a melhorar os
resultados de seu trabalho, desenvolver-se ainda mais. Ou seja, a importância da
avaliação, é diagnosticar por meio de inúmeras ferramentas, o desempenho dos
recursos humanos em determinado tempo, com isso a organização estará apta a
direcionar suas ações e políticas de geração de conhecimento, visando à
maximização do desempenho individual e global dos funcionários.
Essa atividade exige imparcialidade, uma vez que julgar terceiros envolve
opiniões, atitudes e interesses individuais, portanto, para que a avaliação seja justa,
faz-se necessário ponderar uma série de variáveis, dentre as quais a mais
importante é a aptidão de cada indivíduo dentro do conjunto.
Segundo Brooking (1996) apud Carvalho e Souza (1999, p. 77) a
avaliação

pode

ser

encarada

como

complemento

para

o

gerenciamento

organizacional, uma vez que possibilita à empresa:
� analisar o seu valor;
� fornecer informações básicas para seus programas de
reestruturação organizacional;
� melhor planejar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento;
� servir-se de base para a elaboração de programas de educação
organizacional e treinamento;

�8

� certificar-se de sua habilidade para atingir seus objetivos;
� ampliar a memória organizacional.

Nesta ótica, torna-se relevante afirmar que as atividades de avaliação e
acompanhamento permitem melhor foco nas ações, facilitam atingir as metas,
permitem melhor definição de padrões, etc.
Uma vez identificados os fatores de avaliação, torna-se importante definir
a forma de recompensar a colaboração dos empregados, para tanto, faz-se
necessário estabelecer uma política de reconhecimento e recompensa bem
definidas. Ao que Quinn, Baruch e Zien (1997) apud Stollenwerk (2001, p. 157)
sugerem: “as pessoas inovadoras seriam estimuladas pelos seguintes fatores:
desafios, reconhecimento pessoal, liberdade de ação e recompensa financeira”.
Porém, analisar o cenário da organização, bem como suas especificidades é
certamente o mais viável para estabelecer esta política de reconhecimento e
recompensa.

2.4 Bibliotecas Universitárias e Capital Intelectual
A Universidade, foco do presente estudo, pode ser entendida como uma
organização, cuja trajetória histórica e peculiaridades a torna sobremaneira
complexa, o que justifica a necessidade de informações atualizadas e pertinentes
para o cumprimento de sua missão. “A universidade é na realidade, do ponto de
vista organizacional, a instituição de estrutura mais complexa da sociedade
moderna” (LEITÃO, 1993, p. 69).
A isso, Botomé (1996, p. 106) acrescenta:
dizer que os objetivos ou as funções sociais da universidade são o
ensino, a pesquisa e a extensão é um equívoco. As atribuições da
universidade reduzidas aos seus tipos de atividade geram várias
dificuldades para o desenvolvimento e para a administração da
instituição. Esses três tipos de atividades são formas (meios) para a
instituição realizar suas funções ou atribuições na sociedade onde se
insere: produzir o conhecimento e torná-lo acessível a todos. A
pesquisa é um tipo de atividade por meio do qual se produz
conhecimento. Os demais tipos de atividades – o ensino e a
extensão – são meios para tornar o conhecimento produzido
acessível à sociedade.

�9

Sendo assim, pode-se afirmar que a Universidade é uma organização cuja
especificidade decorre de suas características em nível administrativo, da
qualificação dos profissionais que exercem suas atividades de forma autônoma,
porém dependente de intensa integração. Desta forma, torna-se relevante
diagnosticar as ações utilizadas pelas organizações acadêmicas para promover a
construção do conhecimento.
Em geral, as Bibliotecas Universitárias, figuram nos organogramas das
organizações acadêmicas como um órgão suplementar, que apóia as atividades de
ensino, pesquisa e extensão.
Neste sentido, torna-se relevante enfatizar que a biblioteca universitária
assume uma posição importante na gestão do conhecimento, uma vez que atua na
seleção, organização, armazenagem e disseminação de informações relevantes a
todos os setores, bem como à comunidade atendida pela organização.
Assim sendo, o bibliotecário, gestor das referidas unidades de informação
é um profissional qualificado a exercer tal atividade, e tendo em vista as alterações
no mercado organizacional, precisa adequar-se a elas, por meio da qualificação e
capacitação, com vistas a aplicação efetiva da gestão da informação, do
conhecimento e das tecnologias da informação.
Nesse sentido, Terra (2004) afirma que:
a verdadeira vantagem competitiva reside no “know-how” dos
indivíduos, sintetizada em capacitações organizacionais, próprias de
cada organização, e na construção de modelos mentais
compartilhados. Essas duas dimensões, técnica e cognitiva,
caracterizam o conhecimento tácito da organização, e é ele a real
fonte de vantagem competitiva sustentável.

De igual maneira, torna-se relevante salientar a importância dos
bibliotecários trocarem informações e construírem o conhecimento organizacional.
Isso posto esclarece que a construção do conhecimento organizacional ocorre por
meio de processos sociais capazes de gerar conhecimentos a partir da conversão
dos conhecimentos tácito e explícito em estratégico, subdivisão proposta por
Miranda (1999, p. 286).

�10

Na abordagem de Nonaka e Takeuchi apud Sveiby (1998, p. 97),
salientam-se

quatro

processos

que

poderiam

ser

desempenhados

ou

acompanhados pelo gestor visando promover a interação dos conhecimentos tácito
e explícito, a qual se denomina conversão do conhecimento do processo:
� A socialização – processo de trocas de experiências, de
conhecimento tácito, como os modelos e habilidades mentais
compartilhados, assim como faz o mestre e o aluno.
� A exteriorização – processo de articulação do conhecimento
tácito em explícito, onde o tácito assume forma de metáforas,
modelos, conceitos e equações.
� A combinação - processo de sistematização de conceitos
explícitos em um sistema de conhecimento, ou seja, de
conhecimento explícito para explícito.
� A interiorização – a absorção de conhecimento explícito em
tácito, intimamente ligado ao aprendizado pela prática.

Assim, uma vez inseridos no ciclo de geração do conhecimento, e em
constante atualização, os bibliotecários precisam ter seu capital intelectual
valorizado e recompensado, já que, a partir deles, há a disseminação da informação
para a construção de conhecimentos individuais e organizacionais, processo este
que envolve, docentes, discentes, funcionários administrativos, pesquisadores e até
mesmo a comunidade externa.

3 CONCLUSÃO
Discutir a importância do capital intelectual em uma organização pode
parecer simples e óbvio, uma vez que nenhum processo ocorre sem pessoas.
A valorização dos recursos humanos presentes em uma organização é
visível pelo simples fato de analisar a importância deles principalmente na geração
dos recursos intangíveis, expressos por conhecimentos, que são materializados nos
produtos/serviços

e

estes

por

sua

vez,

recursos

tangíveis

e

facilmente

contabilizados.
O que ocorre em muitos casos, é que esta relação direta, que confere aos
recursos humanos, “proprietários” do conhecimento gerador de recursos financeiros,
não é reconhecida pelos gestores das organizações, que continuam vendo as
pessoas apenas como mão-de-obra produtiva em atividades estáticas. Contudo,

�11

verifica-se que as organizações buscam recursos humanos qualificados, capazes de
auxiliá-las na obtenção de melhores resultados frente à concorrência por mercado.
Porém, a administração de recursos humanos, atualmente denominada
gestão de pessoas, ainda trabalha um modelo fechado e autoritário, preso a regras e
idéias permanentes, o que não ocorre de maneira alguma com a geração de capital
intelectual, que necessita de liberdade.
A geração de conhecimento e conseqüentemente de capital intelectual
não trabalha com verdades únicas, mas sim com a construção de um bem que não
pode ser exposto em gráficos ou planilhas de relatórios anuais.
Neste sentido, cabe a cada organização verificar onde está sua falha no
tocante à valorização do capital que possuem em cada funcionário. Ou falar em
capital intelectual, bem como na sua importância e valorização será algo
extremamente teórico e até mesmo utópico.

REFERÊNCIAS
BOTOMÉ, S. P. Pesquisa alienada e ensino alienante. Petrópolis: Vozes, 1996.
CARVALHO, Ana Cristina Marques de; SOUZA, Leonardo Pellegrino. Ativos
intangíveis ou capital intelectual: discussões das contradições na literatura e
propostas para sua avaliação. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 4, n. 1,
p. 73-83, jan./jun. 1999.
CHIAVENATO, Idalberto. Como transformar RH (de um centro de despesa) em
um centro de lucro. São Paulo: Makron Books, 1996. 209 p.
CIANCONI, Regina. Gestão da informação na sociedade do conhecimento.
Brasília: Senai, 2001.
LEITÃO, S. P. A decisão na academia I. Revista de Administração Pública, Rio de
Janeiro, v. 27, n. 1, p. 69-86, jan. /mar. 1993.
LOUREIRO, Roberto de Oliveira. Como competir na era do capital humano.
Disponível em: &lt;http://http://www.informal.informal.com.br/artigos/a26102000.htm&gt;.
Acesso em: 08 jan. 2008.
MIRANDA, R. C. da R. O Uso da informação na formulação de ações estratégicas
pelas empresas. Cienc. inf., Brasília, v. 28, n. 3, p. 284-290, set./dez. 1999.

�12

MONTEIRO, Lúcia G. O Capital intelectual chegou para ficar. Disponível em:
&lt;http://www.vece.com/capitalintelectual&gt;. Acesso em: 08 jan. 2008
PONTES, Ronaldo Miranda; SARDENBERG, Dalton Penedo. Capital intelectual:
ativo intangível. 2002. 149 f. Monografia (Mestrado em Planejamento &amp; Custos) –
Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina.
REZENDE, Yara. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento e a
gestão do capital intelectual. Cienc. inf., Brasília, v. 31, n. 1, p. 75-83, jan./abr. 2002.
STOLLENWERK, Maria de Fátima Ludovico. Gestão do Conhecimento: conceitos e
modelos. In: TARAPANOFF, Kira (Org). Inteligência organizacional e competitiva.
Brasília: Ed. UnB, 2001. p. 143-163.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
TERRA, José Claudio. O papel do recursos humanos na gestão do conhecimento.
Disponível em : &lt;http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/recursos
humanos/artigos/200704-recursos humanos_gestao_conhecimento_terra.shtm&gt;
Acesso em: 01 out. 2004.

__________________
1

Emanuelle Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campus de Apucarana, Paraná,
emanuelle@utfpr.edu.br.
2
Márcia Regina Paiva, Universidade Estadual de Maringá. Campus Regional de Cianorte, Paraná,
mpaiva76@yahoo.com.br.
3
Ligia Patricia Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campus de Campo Mourão,
Paraná, torino@utfpr.edu.br.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="30">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46949">
                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46950">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46951">
                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46952">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46953">
                <text>CRUESP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46954">
                <text>2008</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46955">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46956">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46957">
                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47515">
              <text>Gestão do capital intelectual e as bibliotecas universitárias.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47516">
              <text>Torino, E.; Paiva, M. R.; Torino, L. P.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47517">
              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47518">
              <text>CRUESP</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47519">
              <text>2008</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47521">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47522">
              <text>A crescente competitividade impulsiona as organizações a investirem em algo que realmente as propicie vantagens competitivas, com isso, é possível verificar que o conhecimento contido nos recursos humanos dessas organizações é o único bem capaz de lhes assegurar um bom posicionamento no mercado. Esta relação entre organização e funcionários, quando vista sob a nova ótica do conhecimento, torna-se mais clara, com isso, é perceptível a necessidade de investimento em aprendizagem, uma vez que o conhecimento é o único ativo que permanece capaz quando todo o restante está em crise. A organização que realmente investe em aprendizagem, geração de conhecimento e valoriza o seu capital intelectual possui um grande diferencial frente à concorrência, já que esses ativos, que constituem o capital intelectual é que determinam o sucesso ou o fracasso de uma organização. Neste sentido, o presente estudo se insere no contexto das bibliotecas universitárias discorre sobre a importância da valorização atribuída ao capital intelectual dos seus gestores.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67739">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="19">
      <name>snbu2008</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
