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O ÍNDICE H SOB A PERSPECTIVA DA REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: o que os bibliotecários devem saber
FAUSTO, S.1
COSTA, F. M. M.2

RESUMO
O surgimento de um novo índice bibliométrico, chamado índice h, suscitou um
debate pertinente sobre a avaliação de pesquisadores através de indicadores
bibliométricos e a visibilidade da ciência. Este trabalho aborda o índice h procurando
responder cinco questões básicas sobre ele: o que é, como, por que, para que e
onde aferi-lo, objetivando compartilhar com os profissionais bibliotecários de
referência uma melhor aproximação com este índice, importante para suas
atividades de busca em bases de dados, nas bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Índice h. Indicadores bibliométricos. Avaliação da ciência.

ABSTRACT
The emergence of a new bibliometric index, called index h, prompted a relevant
debate on the assessment of researchers through bibliometric indicators and visibility
of science. This work addresses the index h to answer basic questions about it: what
is, how, why and where to calculate, to share with the reference librarians better
approximation to this index, important for its search activities at the university library.
Keywords: H Index. Bibliometric index, Science assessment.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias fazem parte de organizações inseridas num
contexto dinâmico de produção, validação e disseminação de conhecimentos para
atender ao trinômio ensino, pesquisa e extensão, em consonância com os
imperativos da sociedade. Estão estruturadas para o processamento e transferência

�2

da informação, potencializando o desenvolvimento e produção de novos
conhecimentos. A estrutura da biblioteca universitária é sistêmica, com atividades
inter-relacionadas umas com as outras, em diferentes processos que
[...] ocorrem simultaneamente e exigem dos bibliotecários o
envolvimento e conhecimento de todos esses processos, uma vez
que o desempenho de um depende do desempenho do outro. E,
desta forma, estes profissionais podem exercer o importante papel
de mediadores da informação e fornecer aos usuários facilidades de
acesso às fontes de informação relevantes para o processo de
criação do conhecimento científico e tecnológico (ROSTIROLLA,
2006).

Há um consenso de que o Serviço de Referência, entre os vários
subsistemas que estruturam a biblioteca, é o espaço privilegiado onde ocorre a
mediação entre a informação e o usuário, com destaque para a função educativa do
bibliotecário deste setor. Segundo Rostirolla (2006), “[...] os bibliotecários de
referência [...] atuam na linha de frente, como mediadores da informação, ou seja, no
atendimento às necessidades de informação dos usuários [...]”, e neste processo,
acumulam conhecimentos tácitos1 premidos pela necessidade profissional de
constante adequação para atuar num setor de grande demanda informacional, num
contexto permeado pelo surgimento de novos paradigmas teóricos e novas
tecnologias.
Os novos paradigmas teóricos refletem-se tanto no fazer bibliotecário
como nas necessidades informacionais do usuário. No que concerne ao bibliotecário
de referência, novas abordagens teóricas da Ciência da Informação colocaram em
evidência o paradigma centrado no usuário2, de vertente cognitiva, que considera
este usuário um sujeito ativo cuja necessidade de informação muda à medida que

1

Conhecimento tácito: para Sveiby (1998), é aquele “[...] que nos prepara para a ação, e esse tipo de
conhecimento é aprendido da maneira mais difícil – pela prática”. O conhecimento tácito está na mente das
pessoas, e é conseqüência da vivência e de experiências práticas.
2
Neste paradigma, Belkin et al, em 1982, discutem os chamados estados anômalos do conhecimento (ASK Anomalous State of Knowledge), conceito em que a necessidade de informação, apesar de desconhecida pelo
indivíduo, está subjacente à tarefa de resolução de um problema ou da aquisição de um novo conhecimento. Isto
ocorre quando o usuário, diante de um problema, reconhece que seu o conhecimento não é suficiente para
resolvê-lo, por isso precisa obter novas informações; Dervin, em 1983, introduz o conceito de Abordagem SenseMaking (Sense-Making Approach), um modelo de busca que atribui significado ao contexto e Kuhlthau, em 1991,
a partir da concepção da “busca de informação como um processo de aprendizagem”, desenvolve o modelo de
busca denominado ISP – Information Search Process, onde a aprendizagem, para ocorrer, pressupõe que o
indivíduo precisa estar ativamente engajado e motivado (FERREIRA, 1995).

�3

ele avança no seu processo de busca de informação e que a necessidade de
informação é situacional e contextualizada.
Estes novos paradigmas teóricos, imbricados com a ascensão das
tecnologias de informação nas bibliotecas, conferem, para Alves e Faqueti (2002,
p.9), um novo papel ao bibliotecário de referência, que “[...] deverá ser respaldado
por um modelo de mediação no qual [...] assume uma postura pró-ativa, cria
situações que estimulem o gerenciamento da busca e de uso de informação a qual
deverá gerar um novo conhecimento”.
Em relação aos novos paradigmas teóricos que se reportam ao usuário da
biblioteca universitária, o surgimento de um novo indicador de avaliação da
produção científica, chamado Índice h, atraiu grande interesse e tem mobilizado a
comunidade de pesquisadores e cientistas, inclusive da área de Ciência da
Informação, produzindo discussões e debates pertinentes. O Índice h representou
uma mudança de paradigma para a comunicação científica, dando nova direção às
concepções coetâneas de impacto e visibilidade da produção científica.
Neste contexto, seguindo os pressupostos da abordagem centrada no
usuário, o bibliotecário de referência deve antecipar-se ao potencial comportamento
de busca e de uso da informação apresentadas pelo usuário. Assim, torna-se
indispensável a esses profissionais que atuam em bibliotecas universitárias
conhecer o objeto desta nova demanda informacional, representado pelo Índice h,
um indicador bibliométrico aferido através de bases de dados e ferramentas de
busca on-line, que fazem parte do domínio do bibliotecário de referência.
O Índice h foi estudado pelas autoras através de revisão bibliográfica e
treinamento através de exercícios, e aqui é apresentado e discutido, respondendo a
cinco questões norteadoras básicas – o que é, como, por que, para que e onde
calculá-lo, objetivando compartilhar os conhecimentos adquiridos e fornecer
subsídios para a melhoria do processo de referência e dos serviços prestados pela
biblioteca universitária.

�4

2 O ÍNDICE H
2.1 O que é? Definição
O Índice h foi proposto em 2005 por Jorge E. Hirsh, físico da Universidade
da Califórnia em San Diego, e também é conhecido como Índice de Hirsch ou
número de Hirsch. Quantifica a produtividade científica de um cientista com base no
número dos artigos publicados por ele e a freqüência que estes artigos são citados
por outros cientistas.
Hirsh (2005, p. 16569) assim o definiu: “A scientist has index h if h of his or
her Np papers have at least h citations each and the other (Np - h) papers have
fewer than - h citations each”, que podemos assim exprimir: um cientista tem índice h
se h de seu número total de trabalhos (Np) e os outros trabalhos (Np -h) possuírem
menos de h citações cada. Portanto, por definição, o índice h é igual ao número de
trabalhos publicados que têm pelo menos h citações.

2.2 Como? Cálculo
O Grupo SCImago (2006), voltado para a disseminação da produção
científica espanhola3, publicou uma explicação fácil de entender sobre o índice h.
Segundo os autores, a idéia é muito simples – consiste em tomar cada um dos
trabalhos de um autor e ordená-los em forma descendente em função do número de
citações recebidas. Cada trabalho tem, portanto, além de uma quantidade de
citações, um número de ordem em um ranking, que podemos chamar de posição.
Desta forma obtemos duas listas de números, uma ascendente (as posições) e uma
descendente (as citações). Quando os valores de ambas se cruzam, temos então o
índice h. O índice h é uma medida de posição, em que o volume de citações é
menor ou igual ao número de ordem que ocupa o artigo em uma distribuição
descendente de citações.
Na Tabela1 mostramos o exemplo de um autor que tem 10 trabalhos
(posição = 10), o mais citado deles apresenta 6 citações e os outros trabalhos
3

URL: http://www.scimago.es

�5

menos citações ou nenhuma. Neste caso h = 4, que é o valor onde as distribuições
numéricas se cruzam. Isto equivale a dizer que este autor tem 4 trabalhos com ao
menos 4 citações. Se o h fosse 50, este autor apresentaria 50 trabalhos com pelo
menos 50 citações.
Tabela 1 - Exemplo de cálculo do índice h
Posição do
artigo

Citações do
artigo

1

6

2

5

3

4

4

4

5

2

6

1

7

1

8
9

1
0

10

0
h=4

Fonte: Adaptado de SCImago, 2006

É importante lembrar que a proposta de Hirsh é reduzível a uma equação
matemática. Isso significa que esta equação, traduzida em algoritmos, é passível de
ser incorporada em softwares. Isso permite que o índice h seja recuperado e
calculado automaticamente em bases de dados. Bases de dados como Web of
Science e Scopus já incorporaram o mecanismo determinante do índice h,
permitindo aferi-lo diretamente ao se recuperar documentos nas mesmas.

2.3 Por quê? Vantagens, desvantagens e discussões
Após Hirsh propor seu índice, já em 2005 surgiram publicações discutindoo. Ball (2005) foi um dos primeiros autores a se manifestar, afirmando que o índice h
depende tanto do número de publicações quanto do impacto entre seus pares,
sugerindo a possibilidade deste índice ser um indicador eqüitativo e justo para a
avaliação de pesquisadores. Para Braun, Glänzel e Schubert (2005), o índice
combina a contagem de publicações e citações de modo balanceado, o que para
Kelly e Jennions (2006) faz o índice h favorecer aqueles autores que produzem uma

�6

série de artigos influentes ao invés dos que produzem muitos artigos pouco
relevantes ou apenas alguns com grande influência.
Meho (2007) demonstrou que este índice vincula-se tanto à contagem de
citações, fatores de impacto, contagens de publicações e avaliação de especialistas
(peer review) quanto ao impacto e à qualidade da pesquisa, refletindo
simultaneamente a qualidade e a sustentabilidade da produção científica, bem
como, em certa medida, a diversidade da investigação científica.
Resumindo, o índice h tem a vantagem de considerar a produção científica
de vários anos, valorizando um esforço de longo prazo numa carreira acadêmica; é
preditivo (HIRSH, 2007), permitindo extrapolar o rendimento científico em, por
exemplo, 5 anos. Permite também comparar as carreiras de pesquisadores com
diferentes idades, bem como é um número difícil de ser manipulado por outros
interesses, além de ser indiferente ao gênero do pesquisador, favorecendo homens
e mulheres indistintamente.
Apesar das alegadas vantagens, o novo índice também foi alvo de críticas
de diferentes autores, levantadas por Bornmann e Daniel (2007). Tais críticas
apontam suas desvantagens, como não considerar o número total de publicações do
autor; o número total de citações do autor, de todas suas publicações, inclusive as
mais citadas, mesmo que sejam muitas citações em poucos artigos; número de
autores por trabalho; auto-citações; fator de impacto das revistas em que os artigos
foram publicados; dá muita ênfase ao tempo de carreira, favorecendo pesquisadores
mais antigos, entre outras.
Essas críticas suscitaram estudos para melhorar o índice h. Batista et al
(2006) foram dos primeiros a realizar uma análise multimatemática do índice,
propondo o índice h1 para comparar áreas do conhecimento diferentes e tentando
resolver o problema de co-autorias, seguidos de outros estudos na mesma linha. Já
há vários trabalhos discutindo as limitações do índice h e propondo complementos.
Bornmann e Daniel (2007) encontraram 30 trabalhos discutindo ou sugerindo
variantes do índice publicados um ano após o artigo de Hirsh. Inclusive Bornmann,

�7

Mutz e Daniel (2008) empreenderam uma análise utilizando 9 variantes do índice4. O
contexto é de um debate saudável e bem vindo. De qualquer forma, Schereiber
(2007) afirma que “[...] quer se goste ou não, o índice h está aí para ficar”.

2.4 Para quê? A avaliação da ciência por indicadores
O índice h é destinado a resolver as principais desvantagens de outros
indicadores bibliométricos, utilizados principalmente para a avaliação da pesquisa e
de cientistas por agências de fomento. Tais indicadores são baseados no número
total de artigos publicados e no número total de citações. O número total de
documentos não reflete o impacto dos mesmos. Há casos de cientistas altamente
prolixos e escassamente citados, sendo que o total de artigos mede a produtividade,
não necessariamente a qualidade, penalizando o critério em favor da LPU (Least
Publishable Unit), ou “artigo salaminho” (BAGGS, 2008; BALL, 2007). Já o índice de
citação pode não captar o contexto do impacto, como o caso de um autor com
muitas citações em um ou vários trabalhos coletivos, onde teve uma participação
secundária.
Outra questão é a indexação de revistas científicas: os indicadores
bibliométricos amplamente utilizados para aferir a importância de um artigo baseiamse no fator de impacto do ISI (Institute of Scietific Information)5, da base de dados
Web of Science (WoS) (STREHL, 2005). Porém, estes indicadores são limitados a
esta base de dados, que adota critérios draconianos para indexar periódicos,
estabelecendo um ranking artificialmente projetado da ciência mundial. Segundo
Mugnaini, Annuzzi e Quonian (2004),
Há [...] vários questionamentos acerca da validade de uso dessas
bases do ISI para análise da produção científica de países em
desenvolvimento [...]. Entre as limitações dessas bases, uma das
principais críticas é a não-indexação de grande número de revistas
científicas desses países, oferecendo um perfil parcial da ciência
produzida nos países em desenvolvimento. Assim, as bases de
4

Algumas variantes do índice h sugeridas e seus propositores: índice h1 (BATISTA et al, 2006), índice g
(EGGHE, 2006a, 2006b), índice h(2) (KOSMULSKI, 2006), índice r (JIN et al, 2007), índice ar (JIN, 2007; JIN
et al, 2007), índices h sucessivos (SCHUBERT, 2007), quociente m (BURRELL, 2007), índice m
(BORNMANN; MUTZ; DANIEL, 2008).
5
O Fator de impacto (FI) é “[...] a razão entre o número de citações feitas no corrente ano a itens publicados
neste periódico nos últimos dois anos e o número de artigos (itens fonte) publicados nos mesmos dois anos pelo
mesmo periódico” (STREHL, 2005).

�8

dados bibliográficos não representam, em geral, toda a produção
científica de um país ou região, não se tratando nem de uma amostra
aleatória da mesma, mas sim de uma amostra intencionalmente
escolhida segundo os parâmetros dos gestores e compiladores das
bases.

Essa situação levanta questionamentos quanto à aplicabilidade desses
indicadores na avaliação da produção científica de países periféricos à ciência
considerada mainstream6, como o Brasil e outros países ibero-americanos em geral,
e a relevância de metodologias de avaliação baseadas em indicadores
complementares às bases de dados internacionais como o ISI. Assim, surgiram
soluções alternativas como o RICyT (Red de Indicadores de Ciência y Tecnologia
Iberoamericana) e o Scielo (Scientific Electronic Library Online), visando o
desenvolvimento de bases de dados locais e regionais que produzam indicadores
mais condizentes com as situações específicas destes países.
Entretanto, a indexação de periódicos ainda é problemática mesmo nestas
bases. De novo, os critérios de qualidade para o aceite de revistas em bases como a
Scielo produzem uma enorme demanda reprimida de revistas com qualidade, mas
que ainda não atendem aos requisitos exigidos pela base. O Índice h, por ser
passível de ser aferido em qualquer fonte on-line que contenha citações, representa
a possibilidade de uma maior flexibilidade no modelo de avaliação por indicadores,
permitindo sua aferição através de citações em artigos publicados em revistas já na
web, recuperáveis através de motores de busca como o Google Acadêmico. De fato,
autores já estudam esta possibilidade de buscas por citações em fontes diferentes
como o Google Acadêmico e a base Scopus (MEHO, YANG, 2007; MUGNAINI,
STREHL, 2008), comparando sua aferição em relação à Web of Science.
Devido a esta flexibilidade e alcance, o índice h já está sendo utilizado por
Comitês de Avaliação de agências de fomento, compondo o conjunto de critérios
que subsidiam as análises de produtividade e qualidade científica desses comitês.

6

Ciência mainstream: é a ciência considerada “top de linha”, determinada por sua influência, visibilidade e
alcance, e traduz a excelência em pesquisas dos países em nível global (MUGNAINI; CARVALHO;
CAMPANATTI-OSTIZ, 2006)

�9

2.5 Onde?
Já é possível obter o índice h diretamente de bases de dados que
incorporaram o mecanismo para sua aferição.
Entre elas, a Web of Science e a Scopus permitem sua aferição
automática bastando a pesquisa pelo nome do autor. É possível aferir o índice h de
forma indireta, através do Google Acadêmico, pois o mesmo, por utilizar motores de
busca conhecidos como robôs (crawlers, spiders, wanderers) (BRANSKI, 2004;
CENDÓN, 2001), e ordenar estas buscas de forma sistematizada, aponta as
citações de qualquer documento disponibilizado na web. Com o uso de softwares
que contam e ordenam estas citações, como o Publish or Perish7, é possível obterse, então, o índice h dos autores pesquisados.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O surgimento do índice h suscitou um debate pertinente sobre as
concepções vigentes a respeito de indicadores científicos e está na ordem do dia
para todos os envolvidos com o universo de pesquisas e ciência. É de extremo
interesse para as universidades, que por excelência são produtoras de
conhecimento técnico e científico e constantemente submetidas à avaliação. Isso
reflete também nas bibliotecas universitárias, pois sua aferição envolve buscas em
bases de dados, que é parte das atividades dos bibliotecários que atuam no setor de
referência destas bibliotecas.
Tal contexto configura a necessidade do bibliotecário conhecer bem o
índice h para poder atender a demandas por sua busca em bases de dados, que
com certeza surgirão, mais cedo ou mais tarde. Este trabalho pretende colaborar
para o conhecimento do índice h entre os bibliotecários, fornecendo informações
básicas sobre o mesmo, auxiliando os profissionais em suas demandas futuras.

7

Disponível para download gratuito em &lt; http://www.harzing.com/resources.htm#/pop.htm&gt;. Acesso em
05/05/2008.

�10

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_________________
1
2

Sibele Fausto, Universidade de São Paulo, sifausto@usp.br.
Flávia Maria Mattoso da Costa, Universidade Federal de São Paulo, flavia@unifesp.epm.br.

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O índice H sob a perspectiva da referência em bibliotecas universitárias: o que os bibliotecários devem saber.</text>
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              <text>O surgimento de um novo índice bibliométrico, chamado índice h, suscitou um debate pertinente sobre a avaliação de pesquisadores através de indicadores bibliométricos e a visibilidade da ciência. Este trabalho aborda o índice h procurando responder cinco questões básicas sobre ele: o que é, como, por que, para que e onde aferi-lo, objetivando compartilhar com os profissionais bibliotecários de referência uma melhor aproximação com este índice, importante para suas atividades de busca em bases de dados, nas bibliotecas universitárias.</text>
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