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VIDA MÉDIA DA LITERATURA DE BOTÂNICA: um estudo bibliométrico
para medir a obsolescência da literatura
FÉLIX, A.1
SANTOS, M. J. V. C.2
MELLO, P. M. A. C.3

RESUMO
O indicador bibliométrico é utilizado para evidenciar a vida média da literatura
científica para medir a obsolescência da literatura de Botânica. Para a análise foi
selecionado o periódico Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica,
considerado relevante para a área. As citações foram coletadas a partir dos artigos
neles publicados, no período de 1995 a 2005, base para o cálculo da vida média.
Palavras-chave: Vida média. Obsolescência. Bibliometria. Literatura de Botânica.

ABSTRACTS
Bibliometric indicators are used to show the cited half-life of botanic literature. Due to
its relevance the periodical “Boletim do Museu Nacional: Nova Serie Botanica” was
chosen to perform the analysis. The citations were extracted from the articles
published therein, from 1995 to 2005. The calculation of the cited half-life and the
obsolescence of the studied literature were done in accordance to the number of
citations found. The main results and the recommendations are presented in order to
support the decision-making in specialized libraries.�
������� �Cited half-life. Cited obsolescence. Bibliometrics. Botanical literature.

�2

1 INTRODUÇÃO
O processo de desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil provocou
e estimulou a criação de recursos que fossem úteis para auxiliar o planejamento,
estabelecimento e avaliação de políticas científicas. A importância do uso dos
indicadores científicos para avaliação de desempenho no setor, foi destacada por
Velho (1985), definindo-os como sendo “técnicas e instrumentos explícitos e
sistemáticos que permitem detectar as determinantes e entender o funcionamento
da atividade científica”.
No campo da Ciência da Informação, a bibliometria é definida, segundo
Tarapanoff, citada por Amaral (2006), como sendo o estudo de aspectos
quantitativos da produção, distribuição e uso da informação registrada, a partir de
modelos matemáticos, para o processo o processo de tomada de decisão. É um
importante instrumento para estabelecer indicadores em uma determinada área do
conhecimento

porque

apresenta

os

aspectos

quantitativos

da

produção,

disseminação e uso da informação científica registrada. Já Marcias-Chapula citado
por Vanti (2002) define cientometria como o estudo dos aspectos quantitativos da
ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica. É um segmento da
sociologia da ciência, sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas. E
do ponto de vista de Wormell citado também por Vanti (2002), informetria, é um
subcampo emergente da ciência da informação, baseada na combinação de
técnicas avançadas de recuperação da informação com estudos quantitativos de
fluxos da informação. Os resultados de uma análise bibliométrica contribuem para o
estabelecimento de critérios e tomadas de decisões na área estudada.
A Bibliometria apresenta um conjunto de leis e princípios baseados na
observação, utilizando métodos matemáticos e estatísticos para investigar, avaliar e
quantificar os processos de comunicação escrita. Dentre as diversas leis existentes
e mais utilizadas, destacam-se: a lei de Bradford que estima a relevância de
periódicos em determinada área; lei de Lotka que estima a relevância de autores em
determinada área; as leis de Zipf relacionadas à freqüência de ocorrência de
palavras em um determinado texto e os estudos de obsolescência e vida-média da
literatura científica, esses últimos, utilizados na realização deste trabalho.

�3

O interesse do presente trabalho é decorrente de parte de pesquisa
realizada anteriormente por Santos e Mello (1987) para projeto financiado pelo
CNPq que analisava a função do periódico científico nacional, projeto no qual o
Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica fazia parte do rol dos periódicos a
serem analisados, CNPq (1983).
No artigo de Miranda e Pereira (1996), são destacadas as funções de
disseminação e recuperação da informação e seu papel importante para a
visibilidade tanto do periódico, quanto de seus autores e editores. Outros aspectos
também

são

considerados

importantes

para

essa

visibilidade

como

o

estabelecimento do periódico no mercado editorial, sua consolidação pelo uso da
comunidade científica, a avaliação pelos pares e o fomento das suas atividades de
pesquisa.

1.1 O Museu Nacional e a edição do “Boletim de Botânica”
O Museu Nacional foi criado por D. João VI em 6 de junho de 1818 e em
1946 passa a integrar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Suas
atividades acadêmicas são desenvolvidas em nível de seus seis departamentos
(Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia/ Paleontologia, Invertebrados e
Vertebrados) e das Coordenações de Pós-Graduação (stricto sensu) em
Antropologia Social, Zoologia e Botânica e (lato sensu) em Geologia e Lingüística.
O surgimento da especialização, a institucionalização das ciências, a
ampliação da demanda de pesquisadores e as disputas de espaços institucionais
próprios, levaram o Museu Nacional a publicar outros periódicos em suas
especialidades. Surgem, entre outras publicações, as séries especializadas do
Boletim do Museu Nacional (Antropologia, Botânica, Geologia e Zoologia), Santos &amp;
Estevão (2007).
O Boletim do Museu Nacional. Nova Série - Botânica (Bol.MN. N.S.Botânica) iniciou sua publicação em 1942, registra e divulga a produção intelectual
da comunidade científica da área. É caracterizado como tradicional e relevante pelos
especialistas, cumpre o registro oficial público da informação, mediante a
reconstituição de um sistema de editor-avaliador e de um arquivo público-público

�4

para o saber científico, características essenciais apontadas por Costa (1988) para
um periódico científico tornar-se relevante. Embora tenha uma periodicidade
irregular é indexado nas principais bases de dados internacionais como: BIOSIS,
Ulrich’s International Periodicals Directory, Periódica, Biological Abstracts e C.A.B.
International.

1.2 Obsolescência e Vida Média da literatura científica
De acordo com Line citado por Guedes (2007), a obsolescência da
literatura de um determinado campo da ciência consiste na análise do declínio de
seu uso, no decorrer do tempo e é determinada na Bibliometria por meio do
indicador denominado vida média da literatura científica. A vida média é estimada a
partir da razão da obsolescência e da razão de crescimento do uso de um
determinado corpo de literatura mediante a análise do número de citações feitas a
determinado item.
Segundo Queiroz (1972), tomando-se por base um determinado ano, vida
média é o período retrospectivo durante o qual metade da literatura de determinado
assunto foi publicada, levando-se em consideração as citações que foram feitas no
ano base. Portanto, o indicador de obsolescência analisa o declínio do uso de
determinada literatura, no decorrer do tempo, e a vida média é calculada medindo as
citações ou referências bibliográficas que formam parte dos artigos de um periódico
científico.
Tem-se como certo que a citação bibliográfica apresenta-se como
evidência do comportamento derivativo e cumulativo da literatura de uma área, na
medida em que é feita a partir de trabalhos anteriores e, de acordo com Ziman
(1979), constituem-se em fundamento para trabalhos posteriores, explicitando
relações ou cruzamentos de informações. Para Garfield citado por Mello (1992) as
contagens de citação podem ser empregadas como medida do nível de contribuição
de um indivíduo para a ciência e proporcionam uma medida objetiva da utilidade ou
impacto do trabalho científico.
O cálculo da vida média em uma área específica do conhecimento é feito
com base em um título de periódico relevante da área realizando-se o levantamento

�5

e análise das referências listadas ano a ano em cada artigo e em um período
preestabelecido.
O indicador de vida média das citações (cited half-life) é uma das medidas
de obsolescência da literatura científica. Esse termo foi adaptado do conceito de
meia vida na área de Física, utilizado para medir o tempo que leva para que metade
dos átomos de elementos radioativos se desintegre.
O conceito foi introduzido na área de Ciência da Informação na década de
60, e depois foi adotado pelo Institute for Scientific Information (ISI) para expressar o
tempo (em anos) para que 50% das citações recebidas por uma revista apareçam
na literatura. Na base Scientific Electronic Library Online (SciELO), esse indicador é
apresentado como "Distribuição cronológica de citações de revistas citantes",
Goldemberg (2007)
Os indicadores bibliométricos também avaliam o fator de impacto de uma
determinada área e de certo período. Nesse sentido, o estudo da vida média é uma
técnica onde se calcula o tempo em que metade da literatura foi citada em uma
determinada área do conhecimento, ou seja, "a diferença entre o tempo de
publicação de um documento e o tempo de sua citação", CAPES (2001).
Segundo Campos (2003), ao avaliar o mérito científico de uma
determinada revista, a premissa básica é: “informação científica importante é aquela
que serve como referência para trabalhos científicos subseqüentes“. Assim sendo, o
trabalho citante e a revista que o publicou causaram impacto na comunidade
científica.
Propondo realizar um estudo da mensuração da informação e descrever a
dimensão do quanto a literatura da área de Botânica tem sido usada, este estudo
mostra o cálculo da vida média do conjunto de artigos científicos citados pelos
autores da área, utilizando especificamente o indicador de vida média para medir a
obsolescência.

�6

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral
� Calcular a vida média da literatura de Botânica por meio de levantamento
quantitativo das citações presentes nos números 98 a 126 referentes ao período de
1995 a 2005 do Boletim do Museu Nacional. Nova Série - Botânica (Bol. MN. N. S.
Botânica).

2.2 Objetivos Específicos
�Identificar, calcular e analisar a vida média da literatura de botânica para
determinar a obsolescência da literatura de Botânica no Bol. MN. N.S. Botânica;
�Apresentar e criticar os resultados da pesquisa;
�Contribuir com o desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias com
acervo especializado em áreas da ciência.

3 METODOLOGIA
A metodologia adotada no presente trabalho consistiu das seguintes
etapas:
�Etapa 1 - Levantamento das citações – foi realizado com base nos números 98 a
126 do Bol. MN. N.S. Botânica, ano de 1995 a 2005, classificando-se as referências
bibliográficas por tipologia de documentos predeterminada de acordo com critérios
para que tivessem a mesma normalização na coleta dos dados, como a seguir:
-

identificar e classificar as diversas tipologias de documentos: livros, artigos de
periódicos, comunicações a congressos, artigos de periódicos eletrônicos etc.;

-

limitar o estudo da vida média das referências bibliográficas somente a artigo de
periódico citados por serem o tipo de documento mais atualizado e mais citado
na ciência;

�7

-

computar os artigos de periódico impressos e eletrônicos publicados na Internet,
cujas datas tenham sido mencionadas;

-

considerar uma única contagem quando um documento aparecer referenciado
mais de uma vez na mesma lista do artigo analisado.

�Etapa 2 – Organização dos dados – os números do periódico Bol. MN. N.S.
Botânica foram separados ano a ano, gerando tabelas referentes às quantidades de
citações em cada nº./ano.
�Etapa 3 - Identificação, cálculo e análise dos dados acumulados – nessa etapa
foram realizados os cálculos de vida média da literatura utilizada nesse estudo para
indicar a evolução e os níveis de concentração e diluição da literatura de Botânica.

4 RESULTADOS
Os resultados serão analisados a partir das tabelas apresentadas no trabalho.
A tabela 1 apresenta os resultados de todos os tipos de materiais encontrados
nas citações presentes em cada número do periódico analisado, de 1995 a 2005.

Tabela 1 – Dados acumulados das citações no Boletim do Museu Nacional.
Nova Série - Botânica – 1995-2005
Tipologia /
Números
Artigo de
periódico
Livro
Capitulo de
livro
Dissertação de
mestrado
Tese de
doutorado
Comunicação
a congresso

98
out.
3

99 100
maio nov.
3
4

5
1

101
fev.
7
2

102
fev.
2

2

103
nov.
16
4

104
dez.
3
3

7

1

1

105
dez.

106
abr.

107
jun.

17
2

12
2

6
11

5

10

1

108
jun.
11
1

3

1

0
4

7

6

11

2

29

Quantidade
111 112 113
dez. abr. jun.

4
7

36
1

49
2

2

2

4

1

9

110
out.

4
4

18
1

24

1
26

1

1

1

12

17

14
16

115
out.
13
1

116
out.
11
1

117 118m 119
mar. ar.
set.
2

2
1

1

4
1

20

114
out.

3

3

2
Trabalho
conclusão
curso
Total geral

109
jul.

40

56

9

19

18
4

120
set.

121
out.

21
1

122
jan.

123
set.

124
out.

125
set.

Total
126
29 nos.
dez.

34
4

8
3

17
3

11
2

14
1

35
4

396
86

2

1

2

2

1

55

6

2

2

2

1

1

1

17

2

7

3

6

1
43

14

12

3

3

30

25

41

13

21

16

17

A tabela 2 a seguir, apresenta o total de citações encontradas nos 29
números do Bol. MN.N.S.Botânica e seus percentuais correspondentes.

40

2
569

�8

Tabela 2 - Citações/percentuais do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
Tipologia
Artigo Periódico
Livro
Capitulo de livro
Dissertação de mestrado
Tese de doutorado
Comunicação a congresso
Trabalho conclusão curso
Total geral

total
396
86
55
17
7
6
2
569

%
69,60
15,11
9,67
2,99
1,23
1,05
0,35
100,00

Observando-se a tabela 2 verifica-se que, no período de 1995 a 2005,
o Bol.MN.N.S.Botânica apresentou um total de 569 citações, das quais, 396 são
citações referentes a artigos de periódicos, que representam 69,60% do total de
citações encontradas; 86 citações (15,11%) foram referentes a livros; 55 (9,67%) a
capítulos de livros; 17 (2,99%) a dissertações de mestrado; 7 (1,23%) a teses de
doutorado; 6 (1,05%) a comunicações a congressos; e 2 citações (0,35%) a
trabalhos de conclusão de curso de graduação.
Das 386 citações a artigos de periódicos, apenas 4 artigos foram
consultados na Internet, representando um percentual de 1,01% dos artigos citados,
o que pode representar que, no período analisado esse tipo de suporte ainda não
era muito utilizado na área.
A distribuição dos artigos de periódicos coletados do Bol. MN. N.S.
Botânica, separados e analisados respectivamente, no período de 1995-2005, é
mostrada na tabela 3 composta de cinco (5) colunas referentes aos anos
encontrados nas citações em ordem decrescente e aos números de citações
correspondente a cada ano. Cada coluna corresponde às seguintes informações:
ano da citação; número de citações correspondente àquele ano (Nº de Citações);
somatório do número de citações (Σ
Σ); percentual das citações (%); somatório do
percentual das citações (Σ
Σ %).

�9

Os detalhes e o resultado final da análise do Bol. MN. N.S. Botânica bem
como, a determinação da vida média da literatura de Botânica no período estudado
são mostrados também na tabela 3.
Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(continua)
Nº de
Citações
Ano
ΣΝ
%
Σ%
1
2005
1
0,3
0,3
1
2004
2
0,3
0,6
1
2003
3
0,3
0,8
1
2002
4
0,3
1,1
1
2001
5
0,3
1,3
6
2000
11
1,6
2,9
4
1999
15
1,0
3,9
9
1998
24
2,3
6,3
7
1997
31
1,8
8,1
7
1996
38
1,8
9,9
4
1995
42
1,0
10,9
4
1994
46
1,0
12,0
10
1993
56
2,6
14,5
7
1992
63
1,8
16,4
7
1991
70
1,8
18,2
7
1992
63
1,8
16,4
7
1991
70
1,8
18,2
5
1990
75
1,3
19,5
11
1989
86
2,8
22,3
7
1988
93
1,8
24,1
9
1987
102
2,3
26,5
5
1986
107
1,3
27,8
6
1985
113
1,6
29,3
12
1984
125
3,1
32,4
12
1983
137
3,1
35,5
6
1982
143
1,6
37,1
8
1981
151
2,1
39,2
7
1980
158
1,8
41,0
6
1979
164
1,6
42,5
8
1978
172
2,1
44,6
12
1977
184
3,1
47,7
7
1976
191
1,8
49,5
8
1975
199
2,1
51,6
5
1974
204
1,3
52,9
1
1973
205
0,3
53,1
3
1972
208
0,8
53,9
3
1971
211
0,8
54,7

�10

Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(continua)
Nº de
Ano
Citações
ΣΝ
%
Σ%
2
1970
213
0,5
55,2
2
1969
215
0,5
55,7
1
1968
216
0,3
56,0
4
1966
220
1,0
57,0
4
1965
224
1,0
58,1
3
1964
227
0,8
58,8
6
1963
233
1,6
60,4
1
1962
234
0,3
60,7
3
1961
237
0,8
61,4
3
1959
240
0,8
62,2
4
1958
244
1,0
63,3
7
1957
251
1,8
65,1
3
1956
254
0,8
65,8
3
1955
257
0,8
66,6
2
1954
259
0,5
67,1
1
1953
260
0,3
67,4
2
1952
262
0,5
67,9
3
1950
265
0,8
68,7
2
1949
267
0,5
69,2
5
1948
272
1,3
70,5
3
1947
275
0,8
71,3
4
1946
279
1,0
72,3
2
1945
281
0,5
72,8
3
1943
284
0,8
73,6
2
1942
286
0,5
74,1
2
1941
288
0,5
74,7
4
1940
292
1,0
75,7
1
1938
293
0,3
75,9
3
1937
296
0,8
76,7
1
1936
297
0,3
77,0
1
1935
298
0,3
77,2
1
1933
299
0,3
77,5
6
1932
305
1,6
79,1
2
1931
307
0,5
79,6
1
1929
308
0,3
79,8
1
1926
309
0,3
80,1
1
1924
310
0,3
80,4
5
1922
315
1,3
81,6
1
1919
316
0,3
81,9
1
1918
317
0,3
82,2
3
1915
320
0,8
82,9
1
1914
321
0,3
83,2

�11

Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(conclusão)
Nº de
Ano
Citações
ΣΝ
%
Σ%
1
1911
322
0,3
83,5
2
1910
324
0,5
84,0
1
1909
325
0,3
84,2
2
1908
327
0,5
84,8
1
1906
328
0,3
85,0
5
1905
333
1,3
86,3
1
1904
334
0,3
86,6
2
1903
336
0,5
87,1
1
1902
337
0,3
87,3
1
1901
338
0,3
87,6
1
1899
339
0,3
87,9
2
1898
341
0,5
88,4
2
1897
343
0,5
88,9
4
1896
347
1,0
89,9
2
1895
349
0,5
90,5
1
1893
350
0,3
90,7
1
1892
351
0,3
91,0
1
1891
352
0,3
91,2
1
1890
353
0,3
91,5
2
1889
355
0,5
92,0
2
1888
357
0,5
92,5
1
1886
358
0,3
92,8
3
1882
361
0,8
93,6
1
1881
362
0,3
93,8
1
1878
363
0,3
94,1
3
1875
366
0,8
94,9
1
1874
367
0,3
95,1
2
1873
369
0,5
95,6
1
1872
370
0,3
95,9
1
1870
371
0,3
96,2
3
1865
374
0,8
96,9
1
1850
375
0,3
97,2
1
1848
376
0,3
97,5
2
1847
378
0,5
98,0
2
1846
380
0,5
98,5
2
1845
382
0,5
99,0
1
1843
383
0,3
99,3
1
1842
384
0,3
99,5
1
1839
385
0,3
99,8
1
1838
386
0,3
100,0

�12

A análise cobriu o período entre 1838 a 2005 que compreende 168 anos
apresentando um total de 569 citações, das quais, 386 são citações a artigos de
periódicos, objeto desse trabalho.
O cálculo da vida média da literatura de Botânica foi realizado tomando-se
por base o total de 386 citações encontradas para artigos de periódicos. Calculandose a metade (50%) das 396 citações, encontra-se como resultado 193 citações que
foram, por sua vez, localizadas na tabela 3, onde a faixa mais próxima a esse valor
incidiu em 191 citações recaindo no ano de 1976. A partir de 1976,. foi contado
quantos anos foram cobertos até o ano de 2005, ano final da análise, encontrandose o valor de 30 anos. Esse resultado revela que essa literatura possuiu vida média
de 30 anos.
Nesse contexto, o período de 30 anos de vida média é encontrado na
metade das citações aí representada pelo percentual de 49,5% do somatório das
citações. O fator de maior impacto das citações da literatura recai nesse período
(1976 a 2005). A outra metade da literatura encontra-se diluída nos 138 anos (1975
a 1838) restantes do conjunto analisado e apresenta um declínio de seu uso,
revelando o fator de obsolescência dessa literatura. Isso também revela que a
literatura não se perde, apenas deixa de ser citada.
Não foi encontrado outro trabalho que analisasse a literatura de Botânica
em outro periódico também relevante da área, fato que inviabilizou que
comparações fossem realizadas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A vida média da literatura de Botânica em análise feita no Bol. MN. N.S.
Botânica, no período de 1995 a 2005 foi calculada e identificada por meio de análise
bibliométrica utilizando o indicador de obsolescência e vida média da literatura
científica, encontrando-se uma porcentagem acentuada entre os anos de 2005 a
1976, concentrando a metade das citações em 30 anos, valor que indicou a vida
média da literatura estudada.

�13

A Botânica é uma ciência antiga e tradicional, isso é notório, a vida média
foi identificada e comprovada num tempo de 30 anos, período considerado longo em
relação a outras áreas como a química, por exemplo, que ao ser analisada por Pao
(1989), apresenta vida média da literatura de 8 anos.
Pode-se constatar que a velocidade da comunicação via web e o avanço
tecnológico, colaboram para um encurtamento na vida média em períodos menores
estabelecidos anos atrás, ficando evidente que esta tendência está pressionando a
literatura científica a ter mudanças mais rápidas apresentando uma vida média mais
curta, muitas vezes, constatada entre 4 a 5 anos.
Informalmente, consultando alguns especialistas, esses consideraram
válida a vida média de 30 anos da literatura de Botânica, uma vez que no Brasil os
trabalhos versam mais sobre o reconhecimento da flora brasileira, necessitando,
portanto, a identificação por meio de comparação com trabalhos anteriores.
Para a comparação dos dados encontrados a aplicação desse indicador
de vida média poderia ser realizado em outros periódicos de Botânica em níveis
nacional e estrangeiro.
Ao serem observadas característica tão específica e particular da área de
Botânica, não parece que um estudo simplesmente baseado em dados quantitativos
seja suficiente para ser utilizado como critério de avaliação ou de especificação de
títulos de periódicos mais representativos de uma área.
Recomenda-se que estudos exploratórios sejam realizados junto à
comunidade científica da área que, aliados aos dados quantitativos possam revelar
maiores detalhes de sua organização social (Mello, 1996).

�14

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__________________
1

Angela Félix, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sistema de Bibliotecas e Informação,
angelafelix@sibi.ufrj.br.
2
Maria José Veloso da Costa Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), Seção de
Memória e Arquivo, Museu Nacional, maze@mn.ufrj.br.
3
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sistema de
Bibliotecas e Informação, paulamello@sibi.ufrj.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <text>O indicador bibliométrico é utilizado para evidenciar a vida média da literatura científica para medir a obsolescência da literatura de Botânica. Para a análise foi selecionado o periódico Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica, considerado relevante para a área. As citações foram coletadas a partir dos artigos neles publicados, no período de 1995 a 2005, base para o cálculo da vida média.</text>
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