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INFORMACÃO EM COMUNIDADES CARENTES:
desafio para a biblioteca universitária
LIMA, J. A.1

RESUMO
Este trabalho analisa a existência de comunidades carentes que não contam com a
presença de órgãos públicos de informação. A pesquisa foi realizada em um
conjunto de comunidades denominado de Grande Rosa Elze, situada no município
de São Cristóvão, Sergipe. O objetivo foi analisar a ausência de políticas públicas de
informação e a possível presença da Universidade Federal de Sergipe, através de
um programa institucional, como desafio para a biblioteca universitária. Observou-se
que a circulação da informação é frágil, dependente de fontes midiáticas, e que a
região é tecnologicamente atrasada. Conclui-se que a região é um lugar onde a
informação não acontece, e que é necessário à existência de um órgão público para
integração da comunidade aos processos da informação.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Informação pública. Comunidades
carentes. Circulação da informação. Políticas públicas de informação.

ABSTRACT
This study examines the existence of poor communities who do not have the
presence of organs of public information. The study was conducted in a number of
communities known as Big Rosa Elze, located in the municipality of São Cristóvão,
Sergipe. The objective was to examine the lack of public information policies and the
possible presence of the Federal University of Sergipe, through an institutional
programme, as a challenge for the university library. It was observed that the flow of
information is fragile, dependent on media sources, and that the region is
technologically backward. It follows that the region is a place where the information is
not true, and it is necessary to the existence of a public agency for integration of the
processes of information.
Keywords: University Library. Public information. Communities need. The flow of
information. Public policies for information.

�2

1 INTRODUÇÃO
Criada em 1968, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) teve seu
Campus Universitário construído no ano de 1980. A construção do Campus ocorreu
em área afastada do centro de Aracaju, no município de São Cristóvão, atendendo a
uma proposta de metropolização vigente à época, que consistia na construção de
conjuntos habitacionais para diminuir o déficit habitacional, e ao mesmo tempo
diminuir a concentração populacional na capital.
Sobre o assunto, Lima (2003) afirma que a escolha da área para a
construção da Universidade foi para:
desafogar o centro da cidade de Aracaju, e para atender a demanda
de moradia, pois em virtude do constante êxodo da população do
interior para a capital em busca de emprego e estudo, aqueles mais
pobres se aglomeravam em vilas que aumentavam a cada dia [...]
(LIMA, 2003, p.10).

Com o passar do tempo a região, denominada de Grande Rosa Elze
(GRE), se transforma em área urbana, crescendo sem a devida atenção do setor
público. Além das deficiências infra-estruturais, acumularam-se problemas na área
cultural e educacional. Atualmente, o GRE conta com sete escolas do sistema
municipal de educação e quatro escolas públicas estaduais para atender as 11
comunidades da região, com uma população estimada de 50.000 habitantes. Não
existe biblioteca pública, museu, arquivo, centro cultural, como também nenhum
espaço público que tenha computador à disposição da comunidade.
A Universidade Federal de Sergipe, no ano de 1988, incluiu na sua
proposta para o desenvolvimento do Campus a criação de uma biblioteca
comunitária.

O projeto previa a construção de uma biblioteca para atender as

necessidades de informação das comunidades circunvizinhas. No entanto, quando
construída, embora denominada Biblioteca Comunitária (BICOM), revelou-se uma
biblioteca escolar dentro do Colégio de Aplicação (CODAP), sendo de uso restrito
aos alunos do Colégio.
Com tal decisão, a UFS pretendia resolver a situação da informação na
região, detectada já no início da década de 1980, pela presença constante de
escolares pesquisando na Biblioteca Central.

�3

2 A PRESENÇA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NO GRANDE
ROSA ELZE
A Universidade Federal de Sergipe, por meio da Pró-Reitoria de Extensão
e Assuntos Comunitários (PROEX), vem desenvolvendo ações de promoção social
na região do Grande Rosa Elze desde 2002. A região foi institucionalmente definida
como um local de práticas acadêmicas e para tal foi estabelecido, pela Portaria nº.
395, o Campus Aproximado Grande Rosa Elze, tomando-se como base “a posição
estratégica em que se situa a região do Grande Rosa Elze entre a Capital e a cidade
sede do município de São Cristóvão, no qual se inserem todas as mazelas que
ocorrem em áreas periféricas” e considerando-se que as comunidades com uma
“população em torno de 50.000 habitantes têm em comum indivíduos que em sua
maioria vivem abaixo da linha de pobreza e sem o mínimo atendimento pelas
políticas públicas” (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, 2005, p.6-8).
O programa instituído (Programa Promoção Social) para ser aplicado no
Campus Aproximado Grande Rosa Elze, foi pensado a partir de questões que
promovessem igualdade social, buscando-se a melhoria de índices sociais por meio
de ações de inclusão social.

O Programa privilegia ações voltadas para o

empreendedorismo solidário, a alfabetização de jovens e adultos, a educação
permanente de professores, a agricultura urbana, a educação ambiental e uma linha
de trabalho voltada para a atenção integral à família, à criança e ao idoso. É
aplicado com moradores das comunidades formadas no entorno da cidade
universitária, beneficiando 3.000 pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.
As ações programáticas são levadas a efeito e apresentadas no Fórum de
Discussão, criado especificamente para dar conhecimento ao poder municipal
(Secretarias da Saúde, Educação, Administração, Ação Social e Sub-Prefeitura), às
organizações sociais (Associações de Moradores e Conselho Tutelar), e a
Organizações Não-Governamentais. Os programas são coordenados e executados
pela UFS, com as organizações sociais sendo responsáveis pela participação da
comunidade, e o poder municipal responsável pelos espaços para operacionalização
dos programas.

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3 PRÁTICAS DE OBTENÇÃO DA INFORMAÇÃO
Embora

a

informação

seja

considerada

importante

para

o

desenvolvimento social, e que pode ajudar a combater problemas sociais como os
presentes no GRE as administrações públicas têm demonstrado pouca preocupação
para com a questão da informação. Na ausência de órgãos públicos que possam
fornecer informação, o cidadão tem como fontes de informação os instrumentos
privados, acessados na sua residência, como a TV e o rádio, principalmente, mais
os suportes impressos, jornais e revistas.
Então, o que fazer considerando-se a situação descrita acima? Como as
comunidades têm acesso à informação? Onde buscar a informação necessária?
Como resolver a questão da informação?
Embora existam ações incidindo sobre as comunidades objeto desta
pesquisa (conforme citado no item 2), não existem ações sobre as áreas da
educação e da cultura. Por se tratar de um conglomerado de comunidades carentes,
as dificuldades interpostas para a consecução da informação revelam-se na questão
da escolaridade e do poder aquisitivo. Assim, a informação impressa cede lugar
para a informação oral e visual. Como os modelos e canais de informação são por
demais tradicionais e potencializam a informação impressa, é fácil deduzir que os
habitantes do GRE situam-se naquele nível que Polke (1982, p.131) considera
penalizado: “A obtenção da informação é tanto mais difícil e penosa quanto mais
baixo o nível socioeconômico do indivíduo que a busca”.
Foi

realizada

uma

investigação

pretendendo-se

saber

como

as

comunidades fazem para conseguir informação e quais os meios utilizados para
consegui-las. Através de questionário buscou-se captar junto aos habitantes do
Grande Rosa Elze o significado de informação dentro da realidade das comunidades
sempre expostas ao processo de comunicação midiática, principalmente rádio e TV,
considerando-se a ausência de uma biblioteca pública, ou órgão similar.

�5

4 DIREITO À INFORMAÇÃO
Embora tida como garantida pela Constituição, esta coloca a informação
como um serviço prestado ao público, passa longe de qualquer direito que se queira
previsto. O poder público, conhecido por sua ausência em alguns setores do serviço
público, revela a sua falha para com as necessidades de informação dos seus
cidadãos. È o que afirma Novaes:
[...] hoje um 60 por cento dos brasileiros, carentes de quase tudo,
não têm igualmente direito à informação. Não apenas porque não
têm nenhuma garantia do seu direito de serem informados
corretamente – não há legislação que os proteja -, como também
porque não têm possibilidade de emitir informação, para que seja
recebida pelo conjunto da sociedade e se transforme em objeto de
decisão. (NOVAES, 1994, p. 86).

Garantir o direito à informação pressupõe etapas sociais anteriores,
históricas e políticas ao mesmo tempo: uma educação que atente para um conjunto
social em constante evolução e uma comunicação que atenda uma sociedade
democrática com igualdade estabelecida. O Estado, por um lado, tomando a
iniciativa de aplicar recursos na educação pública, estabelecendo regras que
disciplinem o uso da mídia, e os cidadãos, por outro, incorporando-se à rotina das
comunidades, participando com questionamentos e sugestões para formatação da
informação.
Enquanto se discute a informação pública numa sociedade globalizada,
comunidades se defrontam com todo tipo de carência. Para aproximar-se desta
sociedade é preciso que indivíduos e instituições tenham acesso a informações
básicas que os integre harmonicamente e os façam vencer etapas que levem ao
pleno exercício da cidadania. Ou seja, que permitam o direito à informação. Para
Carvalho (1991, p. 1177) “o direito à informação antecede a prática de direitos
humanos, e precisa-se garantir que as aspirações sociais sejam exercidas com
liberdade”.
A relação necessária entre comunidade e informação se apóia no
pressuposto do exercício da cidadania.

Marshall, citado por Carvalho (1991, p.

1173), articula tal exercício em três categorizações: civil, político e social. O civil
responde pelos direitos individuais de liberdade e propriedade.

O político é a

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possibilidade de eleger representantes com o fim de formular políticas públicas e
legislação.

Quanto ao social, busca-se o “bem-estar social e para tanto, as

facilidades de acesso aos serviços de comunicação e de informação...”
(CARVALHO, 1991, p. 1174).
Entretanto, por mais que se queira moderno, no Estado não se pensa na
questão da informação como nos outros setores sociais; há um interesse, é
inegável, em solucionar as áreas de saúde e educação, para citar apenas as mais
pontuais.

No entanto, com políticas públicas sempre em dívida para com a

prestação de serviços, fica cada vez mais distante se ver a informação como
necessidade básica.

O setor informação é cristalizado no setor privado, via

comunicação, e de pouca intervenção estatal (REIS, 2004).
Esse processo de informação fica então mais difícil de ser encontrado em
comunidades excluídas, desfavorecidas por políticas públicas, o que termina por
aprofundar o estado de pobreza que Lewis, citado por Menou e Mchombu (2004,
p.129), denuncia: “A cura fundamental para pobreza não é dinheiro, mas
conhecimento”. Considerando-se como fundamental essa citação de William Arthur
Lewis, precisa-se então entender o processo de conhecimento como resultado do
processo de informação. Não existindo presença do Estado, não existem recursos e
estruturas adequadas para gerenciamento da informação que culmine no
conhecimento.
A esse respeito, Milanesi (1991, p. 182) afirma que “enquanto o país não
tomar como prioridade a batalha do conhecimento, não haverá como superar todas
as feridas e seqüelas que a ignorância propicia”. Essa ignorância é resultado do
desequilíbrio social patrocinado por um Estado que concede privilégios a quem não
precisa e deixa de lado quem necessita. Menor desigualdade social vai implicar em
maior acesso às informações. Isso implicará num equilíbrio que por certo diminuirá
a extrema pobreza do país, quer pela inserção no processo educacional, quer pela
geração de empregos e discussão da distribuição de renda.
Para que a comunidade passe a ter suas necessidades atendidas, é
preciso então que se mude a trajetória tradicional de serviços institucionais.
questão é como fazer tal mudança.

A

A literatura mostra alguns exemplos de

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tentativas (MILANESI, 1990; ALMEIDA JÚNIOR, 1997), mas os exemplos citados,
mesmo que insistindo na mudança dos serviços, não promovem o que se persegue:
a democratização dos serviços informacionais, configurada na resposta das
instituições aos anseios de informação.
Então o problema está posto: o atendimento das necessidades de
informação de determinadas comunidades.

Observe-se, entretanto, que as

necessidades referem-se a perspectivas por demais conhecidas: necessidades
localizadas.

Fica difícil, no entanto, pensar informação para o desenvolvimento

(social, econômico) sem pensar no poder público que possibilite a inserção de
informação no cotidiano da comunidade.

5 INFORMAÇÃO EM COMUNIDADES CARENTES: um novo desafio para a
biblioteca universitária
Considerando-se os suportes físicos disponíveis, observa-se que o rádio e
a televisão estão sempre presente nas comunidades. Já a mídia impressa está
associada a algumas situações que não permitem ser alternativa na busca de
informações: a competência do ato de ler é uma delas. A televisão leva vantagem
em relação à leitura por a informação está pronta, não é preciso despender tempo,
nem é preciso se deslocar para comprar a informação.
Os questionários aplicados nas comunidades revelam a conveniência que
a TV proporciona em relação à leitura. Alguns fatores podem ser destacados neste
procedimento, como: a) o índice de escolaridade, pois embora as comunidades
apresentem um grande número de alfabetizados, não existe a seqüência escolar; e
b) e o fator econômico, por existir um número elevado de subempregados e
desempregados. Fatores que podem indicar porque não existe nenhuma livraria e
apenas duas bancas de revistas e jornais no Grande Rosa Elze.
Considerando-se, além das mídias falada, escrita e televisada, a
possibilidade da informação existir em outros equipamentos como os órgãos
públicos de cultura, constata-se a ausência total desses espaços. Não existindo no
Grande Rosa Elze nenhum espaço público de cultura, sejam atuando como

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disseminadores de informação, ou proporcionando entretenimento, as mídias falada
e televisada são os meios possíveis para canalizar a informação.
Os comunitários afirmam a importância da existência de uma biblioteca na
região. As pessoas, quando necessitam, usam a Biblioteca Central da Universidade
Federal de Sergipe. Normalmente, tal uso é feito por pessoas diferenciadas dentro
das comunidades, um pequeno número que possui nível de escolaridade de
segundo grau, em busca de realização de trabalhos escolares.
De acordo com as informações levantadas, para os comunitários o
governo tem a obrigação de disponibilizar uma biblioteca para a região,
considerando-se que as dificuldades financeiras impedem que as pessoas se
desloquem até Aracaju. Observa-se que instados a se manifestarem sobre a
importância da biblioteca pública no cotidiano das comunidades, as manifestações
são associadas ao ensino e à pesquisa.

Ou seja, os comunitários consideram

necessário a existência de uma biblioteca na comunidade, mas fazem uma
abordagem formal, uma abordagem da educação escolar para essa necessidade.
Delineia-se, então, uma perspectiva do uso de informação na região: informação
para a educação.
Há o sentimento que, com a inexistência da biblioteca pública na
comunidade, criou-se o distanciamento do público com este tipo de Instituição.
Mesmo diante do exponencial crescimento da região, com uma concentração
populacional maior que muitos municípios sergipanos, não existe qualquer projeto
municipal, estadual ou federal que beneficie a região no trato da informação.
Buscou-se, então, saber qual a importância dada a alguns locais possíveis
de se encontrar informação. Apresentou-se uma relação de locais: associação de
moradores, biblioteca, escola, espaço cultural, igreja, jornal, rádio, revista e
televisão. As respostas apresentadas, em relação à importância que as pessoas
das comunidades dão ao local em que podem encontrar informação, levam à
seguinte classificação: 1˚ – Escola, com 80,88%; 2˚– Biblioteca, com 69,11%; 3˚ –
Jornal, com 58,82%.
Essa classificação guarda uma lógica, pois, a comunidade, convivendo
rotineiramente com problemas sociais, entende: a) a escola como um lugar em que

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as informações podem ajudar a melhorar as questões sociais por meio da educação,
residindo, nesse contexto, a preocupação com o mercado de trabalho; b) a biblioteca
é associada à escola, é como ela é conhecida; c) o jornal está associado às
entidades sindicais, e aos classificados em busca de emprego.

6 CONCLUSÃO
A pesquisa realizada nas comunidades pertencentes ao Grande Rosa Elze
evidencia que nada acontece na região em termos de informação. Configura-se,
além da inexistência de biblioteca, conseqüentemente de livros, a inexistência de
computadores colocados à disposição pública, o que impossibilita o acesso à
Internet, o meio de acesso à informação mais difundido modernamente.
Embora a realidade a que está exposta à comunidade do Grande Rosa
Elze, diga respeito ao convívio com o rádio e a TV, tal realidade não se coaduna
com os anseios, pois, quando perguntados sobre a importância que dão a
determinados locais, o rádio e a TV ocupam o quinto e o sexto lugares,
respectivamente. O que comprova que não tendo acesso a algum órgão público que
lhe conceda informação, os residentes dos núcleos habitacionais da Região se
conformam com as informações proporcionadas pelos veículos de comunicação de
massa.
Por outro lado, segundo manifestações, a escola e a biblioteca se
apresentam como os dois locais mais importantes para a comunidade, o que revela
uma preocupação social. Neste sentido, conclui-se pela importância da existência de
uma biblioteca no Grande Rosa Elze, posto que, ao se considerar a escola e a
biblioteca como os locais mais importantes onde se pode encontrar a informação, as
comunidades, mesmo não sendo algo consciente do ponto de vista acadêmico, mas
consciente do ponto de vista social, inserem a informação nos procedimentos
necessários do cotidiano.
Precisam, então, de informação para: 1º – a educação formal, escolar,
quando as famílias concretamente precisam suprir as deficiências de pesquisa para
a confecção de trabalhos escolares, uma vez que não solucionam tal problema nas

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escolas; 2º – a melhoria do padrão de vida, quando precisam de informação para a
saúde, como procedimento familiar, para a educação profissionalizante, como forma
de inserção no mercado de trabalho, e para o transporte e moradia, como a melhoria
do bem estar social.
Considerando-se que, na Região, não existe um serviço de informação
prestado pelo poder público municipal ou estadual, e considerando-se a
responsabilidade da Universidade Federal de Sergipe com a área em que está
inserida, configurado no Programa Promoção Social do Campus Aproximado
Grande Rosa Elze, este trabalho conclui pela necessidade da presença da biblioteca
universitária, enquanto órgão público responsável por serviço de informação.
Neste sentido, levanta-se a solução pensada nos anos 1980 citada no
início deste trabalho, quando no ano de 1988 pensou-se e, posteriormente,
construiu-se a Biblioteca Comunitária para fazer frente às necessidades de
informação da região do Grande Rosa Elze.

REFERÊNCIAS
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alternativas. Londrina: Editora da UEL, 1997. 171p.
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BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16, Salvador, 1991.
Anais. Salvador: APBEB, 1991. V. 2, p. 1172-1180.
LIMA, Deuza Silva. Concepções do ensino de história em escolas públicas noturnas
da Grande Aracaju: diagnósticos no Jardim Rosa Elze, São Cristóvão, Se. São
Cristóvão, 2003. 67p.
MELO, José Marques de. Comunicação: direito à informação. Campinas: Papirus,
1986. 152p.
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comunidades desfavorecidas. In: VALENTIM, Marta Lígia (Org.). Atuação
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MILANESI, Luís A. A casa da invenção: centros de cultura: um perfil. São Paulo:
Siciliano, 1991. 189p.
______. Centro de cultura: forma e função. São Paulo: Hucitec, 1990. 91p.

�11

NOVAES, Washington. Informação e cidadania. In: CAVALCANTI FILHO, José
Paulo (Org.). Informação e poder. Rio de Janeiro: Record, 1994. 126p. p.79-91.
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__________________
1

Justino Alves Lima, Universidade Federal de Sergipe (UFS), justino@ufs.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Informação em comunidades carentes: desafio para a biblioteca universitária.</text>
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              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
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              <text>Este trabalho analisa a existência de comunidades carentes que não contam com a presença de órgãos públicos de informação. A pesquisa foi realizada em um conjunto de comunidades denominado de Grande Rosa Elze, situada no município de São Cristóvão, Sergipe. O objetivo foi analisar a ausência de políticas públicas de informação e a possível presença da Universidade Federal de Sergipe, através de um programa institucional, como desafio para a biblioteca universitária. Observou-se que a circulação da informação é frágil, dependente de fontes midiáticas, e que a região é tecnologicamente atrasada. Conclui-se que a região é um lugar onde a informação não acontece, e que é necessário à existência de um órgão público para integração da comunidade aos processos da informação.</text>
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