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BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, ACESSO LIVRE À
INFORMAÇÃO E REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS:
contribuições para gestão do conhecimento acadêmico
NEVES, E.1
SUANNO, M. V. R.2

RESUMO
Analisa as transformações advindas da sociedade da informação e as implicações
ocasionadas pelas tecnologias de informação. Enfatiza a importância da biblioteca
universitária no contexto das instituições de ensino superior, ressaltando sua
relevância na gestão do conhecimento acadêmico, aliado ao acesso livre à
informação e aos repositórios institucionais.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Acesso livre. Repositórios institucionais.
Conhecimento acadêmico.

ABSTRACT
It analyses the changes stemming from the information society and the implications
caused by information technologies. Stresses the importance of the university library
in the context of higher education institutions, highlighting its importance in the
management of academic knowledge, coupled with free access to information and
institutional repositories.
Keywords: University libraries. Open access. Institutional repositories. Academic
knowledge.

1. INTRODUÇÃO
Na sociedade da informação ou sociedade em rede, assim designada por
Manuel Castells, a grande questão é como as pessoas terão amplo e livre acesso
aos benefícios das tecnologias de informação e comunicação (TICs), de maneira

�2

que por sua apropriação social, seja um poderoso instrumento de educação, ciência
e tecnologia, cultura e formação de cidadania. Em A sociedade em rede, o autor
mapeia um cenário mediado pelas novas tecnlogias de informação e comunicação
(TICs) e como estas interferem nas estruturas sociais. Castells(2001) descreve a
sociedade contemporânea como uma sociedade globalizada, centrada no uso e
aplicação de informação e conhecimento, cuja base material está sendo alterada
aceleradamente por uma revolução tecnológica concentrada na tecnologia da
informação e em meio a profundas mudanças nas relações sociais, nos sistemas
políticos e nos sistemas de valores.
São

evidentes

as

transformações

advindas

pelas

novas

TICs.

Tofller(1990) esclarece que a tecnização, informatização e globalização da
sociedade colocam o conhecimento em posição privilegiada como fonte de valor e
de poder.
O pensador polonês Adam Schaff publicou o livro: A sociedade
informática, apresentando - o como uma obra de "futurologia sócio-política”, na qual
procura dar resposta a seguinte pergunta: Que futuro nos aguarda? No que se refere
às dimensões sociais do desenvolvimento, dando conta de uma visão de futuro para
vinte ou trinta anos.
De acordo com Schaff(1995), as três últimas décadas do século vinte,
mostram as sociedades humanas em meio a uma acelerada e dinâmica revolução
da microeletrônica na qual as possibilidades de desenvolvimento são enormes, da
mesma forma, que são enormes os perigos inerentes a elas, não só nos aspectos
tecnológicos mas igualmente nas relações sociais, uma vez que as transformações
da ciência e da técnica, com as conseqüentes transformações na produção e nos
serviços deverão conduzir a transformações também nas relações sociais.
Embora a gestão do conhecimento tenha se desenvolvido no ambiente
das organizações empresariais e tem suas pesquisas e aplicações voltadas para o
ponto de vista do conhecimento organizacional. Observamos que existem outros
contextos nos quais, a gestão do conhecimento pode ser estudada, como por
exemplo, o contexto acadêmico, direcionado para a perspectiva do conhecimento
científico.

�3

Dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), as bibliotecas
universitárias se apresentam como fortes aliadas no processo de mediação do
conhecimento, pois é nela que estão armazenados conteúdos necessários para
subsidiar estudos e pesquisas da comunidade acadêmica.
Sendo a informação um elemento essencial para que as atividades
profissionais estejam incorporadas na evolução que acelera a universalidade do
conhecimento, o bibliotecário deve estar atento em proporcionar aos usuários, a
informação certa, de forma rápida e precisa, nos diversos suportes informacionais.
É notório que a explosão de informações que hoje se apresenta em vários
recursos informacionais precisa ser avaliada pelo profissional da informação em
decorrência da constante evolução de informações em diversas áreas e sabemos
que não é fácil acompanhar esse processo. Nesse sentido, o Open Archives ou
Acesso Livre, e os Repositórios Institucionais, aparecem com alternativas bem
sucedidas para a transmissão rápida de informações.
O presente estudo propõe discutir a importância da biblioteca universitária
no contexto acadêmico, destacando seu valor dentro do sistema de avaliação
proposto pelo Ministério de Educação (MEC). São descritos os conceitos de Acesso
livre à informação e repositórios institucionais, analisando suas contribuições para a
democratização do acesso à informação, ao mesmo tempo em que proporcionam
maior visibilidade da produção científica.

2. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: SUA RELEVÂNCIA PARA O ENSINO
SUPERIOR
A biblioteca universitária é uma importante unidade no contexto
acadêmico, desenvolvendo um papel essencial para o ensino superior.
A American Library Asociation (ALA), definiu a biblioteca universitária
como aquela estabelecida, mantida e administrada por uma universidade, para
cumprir as necessidades de informação de seus estudantes e apoiar programas
educativos de investigação e outros serviços.

�4

Na descrição de Silva (2004) a biblioteca está diretamente ligada ao
ensino superior e é uma instituição fundamental para auxiliar no processo de
aprendizagem. Sua influência está relacionada ao auxílio, ao ensino, à pesquisa, ao
atendimento a estudantes universitários e a comunidade em geral. Seu papel é
suprir as necessidades de informações técnicas, científicas e literárias ao ensino,
pesquisa e extensão.
Como defende Silva C. (2006) esta tríade: ensino, pesquisa e extensão
fornecem apoio à consecução dos objetivos da universidade, centrando seu foco nas
necessidades informacionais dos indivíduos. A autora destaca a missão da
biblioteca universitária:
•

Prestar serviço de informação as atividades de ensino pesquisa e
extensão;

•

Promover o acesso, a recuperação e a transferência de informação para
toda a comunidade universitária, colaborando no desenvolvimento
científico, tecnológico e cultural da sociedade como um todo;

•

Prover a infra-estrutura bibliográfica, documentária e informacional para
apoiar as atividades da universidade, centrando seus objetivos nas
necessidades informacionais dos membros da comunidade universitária.
De acordo com Garbelini (2004) as bibliotecas universitárias são os

sistemas de informação mais representativos de um país quanto à produção da
informação e do conhecimento no contexto da sociedade global e com muitas
possibilidades para uma integração diante dos desafios da globalização.
Ainda segundo Norezo e Vaughan (2000 apud Gaberline, 2004), as
bibliotecas universitárias, são um fenômeno do século XXI no que diz respeito à
educação superior, enfrenta numerosos desafios, por passar por constantes
mudanças dentro de si mesma e por vivenciar uma realidade que oferece todos os
recursos tecnológicos. A biblioteca universitária, por assim dizer, deve possuir
material de referência bibliográfico e eletrônico; um serviço de informação para apoio
a pesquisa e ainda favorecer o acesso à cultura do seu entorno e época.

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Contudo, Cunha (2000) adverte que para a biblioteca, torna se cada vez
mais difícil prover acesso à totalidade da informação demandada por seus usuários.
Isso se dá principalmente pelo fato da chamada explosão bibliográfica, por questões
de custos e da falta de espaço é praticamente impossível de adquirir todas as
publicações que são produzidas. De acordo com Hankins (1994 apud CUNHA,
2000), o crescente custo dos documentos é um dos óbices, porém talvez o mais
importante seja a explosão bibliográfica que tornou quase impossível adquirir e
encontrar espaço físico para atender uma gama de interesses dos possíveis
usuários.
Segundo Pinto (1993), as bibliotecas universitárias são instituições e,
como tal, constituídas por um conjunto de funções responsáveis, que vão desde a
localização até a recuperação. A sua estrutura organizacional está formada por
departamentos denominados de divisões e seções que, em muitos casos, são
designados com outros nomes. A cada departamento cabe a responsabilidade pelo
desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma cadeia até a
execução final.
Para Woodsworth(1989), o valor da biblioteca não será mensurado pelo
tamanho, profundidade ou amplitude das coleções que possuem, mas sim, pela sua
capacidade de prover acesso a informação em todos os formatos possíveis.
Nesse contexto, com afirma Silva C.(2006), as atividades do bibliotecário
em sua essência não mudam, o seu trabalho continua sendo o de apoio à busca de
informação. O que mudou foi à tecnologia utilizada para a realização desse trabalho.

2.1 A biblioteca universitária diante dos olhares do instrumento de avaliação dos
cursos de graduação
A Biblioteca é um setor estratégico dentro de uma instituição de ensino
superior, uma vez que, é um dos itens de grande importância e peso nos critérios de
avaliação, utilizados pelo Ministério de Educação (MEC) para a autorização e
reconhecimentos dos cursos de graduação.

�6

A Avaliação dos Cursos de Graduação é um método empregado pelo
MEC para o reconhecimento ou renovação de reconhecimento dos cursos de
graduação, representando uma medida necessária para a emissão de diplomas.
No próprio texto de apresentação sobre avaliação dos cursos de
graduação é esclarecido que existem três grandes dimensões a serem avaliadas: a
qualidade do corpo docente, a organização didático-pedagógica e as instalações
físicas, com ênfase na biblioteca.
Quando discutimos a necessidade de melhorar a biblioteca temos como
referencial pelo menos dois pontos fortes: a necessidade de oferecer a comunidade
acadêmica (professores, alunos e funcionários da instituição) melhores condições
para desenvolver suas atividades e a necessidade de atender as exigências feitas
pelo MEC.
Esses pontos são extremamente importantes, pois, sabemos que uma
biblioteca com qualidade pode contribuir muito para boa formação dos alunos, além
disso, são eles que sustentam a instituição por meio do pagamento das
mensalidades, no caso de instituições privadas e, portanto, merecem ensino de
qualidade. É do nosso conhecimento que os docentes e funcionários necessitam de
acesso a informações para melhor desempenharem suas funções. Atender as
exigências do MEC é também imprescindível, pois é este o órgão que autoriza e
reconhece os cursos superiores.
Mas, vale salientar, que além de cumprir com as exigências do MEC, a
biblioteca deve assumir seu papel, pedagógico, social, de dar suporte informacional
ao ensino, pesquisa e extensão, contribuindo também para o desenvolvimento da
sociedade.
De acordo com Krzyzanowski (1998) a Universidade é o contribuinte
dinâmico no processo pela geração, difusão e intercâmbio de novas idéias e
conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e do ensino. Neste contexto,
cabe às bibliotecas universitárias tornar disponível a informação, tanto para apoio às
atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio à tomada de decisão. O uso
das tecnologias da informação e da comunicação eletrônica apropriada ao acesso, à
organização e ao processamento da informação, cada vez mais eficientes e

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eficazes, fundamenta as ações estratégicas das bibliotecas universitárias e trazem
novos desafios para o cumprimento de seus objetivos, exigindo um moderno perfil
gerencial dos agentes de informação.

2.3 Acesso livre: caminhos percorridos e análise conceitual
Por Acesso Livre, podemos afirmar que se trata de um movimento a favor
da informação de acesso aberto e digital, on line, isento de taxas para leitura e livre
de muitas restrições de direito autoral e licença. Consideramos oportuno descrever
caminhos percorridos por esse movimento.
Com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação
surgiram novas alternativas de comunicação científica provocando alterações nos
seus paradigmas e dando origem ao Acesso Livre. Podemos citar com exemplo, o
Open Archives Initiative (OAI), a partir do qual foram estabelecidos alguns padrões
tecnológicos e ideais que se associam em um processo visando a democratizar o
acesso à informação científica.
Em decorrência dessa iniciativa, surgiu o movimento denominado Open
Access to Knowledge and Information in Sciences and Humanities. Diversas
instituições de pesquisa, localizadas em vários países, integraram esse movimento
por meio de declarações, como, por exemplo, a Declaration of Berlin, a Declaration
of Bethesda, na Europa e o Manifesto Brasileiro de Apoio ao acesso livre à
Informação Científica no Brasil, lançado em setembro de 2005 pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). A origem desse
movimento se deve em função das dificuldades encontradas para se obter acesso à
produção da informação publicada pelos pesquisadores, nem sempre acessível pela
própria comunidade científica.
Mueller (2006) lembra que a aparente estabilidade de que gozava o
sistema de comunicação científica mundial foi abalada quando estourou a chamada
crise dos periódicos, em meados da década de 1980, que já vinha se anunciando
desde a década de 70. O gatilho da crise foi a impossibilidade de as bibliotecas
universitárias e de pesquisa americanas continuarem a manter suas coleções de
periódicos e a corresponder a uma crescente demanda de seus usuários,

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impossibilidade decorrente da falta de financiamento para a conta apresentada pelas
editoras, cada ano mais alta, mais alta mesmo que a inflação e outros índices que
medem a economia. Isso já vinha acontecendo nos países em desenvolvimento,
inclusive no Brasil, cujas bibliotecas já não conseguiam manter suas coleções
atualizadas, mas a crise só detonou quando atingiu as universidades norteamericanas.
Ainda de acordo com Muller(2006) quando estourou a crise, novas
alternativas para os periódicos científicos foram procuradas. O estado de
desenvolvimento da tecnologia de informação na época permitia antever muitas
possibilidades, quase sempre suprimindo as editoras do processo. Essas
alternativas começam a ganhar espaço nas discussões acadêmicas nos últimos
anos da década de 80 e no início de década de 90. Um artigo que marcou época,
Scholarly Skywriting and the Prepublication Continuum of Scientific Inquiry, de
Stevan Harnard (1991), preconizava skywriting – escrever nos céus, uma expressão
que ele criou para exprimir sua visão de futuro: ele previa que a disseminação da
palavra escrita na “Era Pós-Galáxia de Gutenberg” seria como escrever no céu, para
todo mundo ver e adicionar seus comentários como se fosse grafite nos banheiros
públicos”, mas em uma escala galáctica Harnad (1998 apud MULLER 2006).
Também nesta época começam a surgir iniciativas concretas de acesso livre a
textos acadêmicos. Uma das mais bem-sucedidas dessas iniciativas foi o arquivo de
pré-prints montado em Los Alamos, em 1991, por Paul Ginsparg, que, de acordo
com artigo publicado na seção “Debates” da revista Nature em 2002 (portanto já
com alguma perspectiva histórica), teria transformado a natureza e o alcance da
informação científica em física e outras áreas. Ginsparg iniciou um sistema
eletrônico no Laboratório Nacional de Los Alamos, Novo México, Estados Unidos,
que permitia que pesquisadores da área de física e outras áreas relacionadas,
localizados em qualquer parte do mundo, enviassem seus trabalhos para um
repositório central, de onde poderiam ser recuperados por outros pesquisadores
interessados. Na maioria dos casos tais trabalhos não haviam sido avaliados, mas o
sistema verificava alguns pontos para garantir uma qualidade mínima (por exemplo,
filiação do autor). Os autores enviavam seus preprints para Los Alamos, ao mesmo
tempo em que os submetiam às editoras. Cada dia, o sistema comunicava por
correio eletrônico aos seus assinantes quais trabalhos haviam sido depositados, e,

�9

no caso de interesse, o assinante recebia, também por correio eletrônico, uma cópia
do trabalho Levy (2006 apud MULLER 2006). Atualmente, esse serviço está
instalado em Michigan.
Mas, vale salientar, que essas iniciativas precursoras não foram de início,
recebidas como formas legítimas de certificação da ciência e comunicação científica.
Nas primeiras propostas que foram feitas, ainda na década de 90, vislumbrava - se
um mundo novo, mais democrático, no qual seria se não eliminado, pelo menos
bastante diminuído o poder das editoras e dos avaliadores. E foram justamente esse
dois pontos os maiores entraves para sua aceitação. A legitimidade foi negada às
publicações eletrônicas porque predominava a crença de que apenas à publicação
nos moldes tradicionais poderia ser atribuída autoridade para validação do
conhecimento científico.
De acordo com Kuramoto(2006) a publicação de acesso livre deve
satisfazer a duas condições:
•

Autor (es) e o(s) detentor (es) de direitos de reprodução (copyright)
concede(m) a todos os usuários o acesso livre mundial e perpétuo ao
trabalho, assim como uma licença de cópia, uso, distribuição,
transmissão e exibição pública, e ainda de produzir e distribuir
trabalhos dele derivados, em qualquer meio digital, para qualquer
finalidade devida atribuição de autoria*, e concedem adicionalmente o
direito de produção de uma pequena quantidade de cópias impressas
para seu uso pessoal.

•

Uma versão integral do trabalho e de todo o material suplementar,
incluindo uma cópia da permissão, em um formato eletrônico
adequadamente padronizado, é depositada imediatamente após a
publicação inicial em um repositório on-line mantido por uma instituição
acadêmica,

por

uma

associação

científica,

por

uma

agência

governamental ou por qualquer outra organização solidamente
estabelecida, a qual vise a propiciar o acesso livre, a distribuição
irrestrita, a interoperabilidade e o arquivamento de longo prazo (para as
ciências biomédicas, a PubMed Central se constitui em um repositório
desta natureza.

�10

De acordo com o autor, Acesso Livre representa um marco, pois, oferece:
soluções técnicas efetivas, ágeis, econômicas e viáveis para que comunidades
científicas reconstruam práticas e processos de comunicação científica, sistemas de
gestão cooperativos, mecanismos de controle bibliográfico, preservação da
memória, promovendo assim a consolidação de seu corpus de conhecimento.

2.4. Repositório institucional: recurso de apoio à gestão do conhecimento
acadêmico
Na definição apresentada no glossário do IBICT, repositórios são sistemas
de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção
intelectual de comunidades científicas. Incentivam e gerenciam a publicação pelo
pesquisador (auto-arquivamento), utilizam tecnologia aberta e podem ser acessados
por diversos provedores de serviços nacionais e internacionais.
Linch(2003) esclarece que eles podem ser temáticos : quando colocam o
foco em uma determinada área do conhecimento; ou institucionais : quando se
constituem em um conjunto de serviços oferecido por uma dada instituição aos
membros de sua própria comunidade para a gerência e a disseminação dos
materiais digitais criados por ela, ou seja, seu foco é a memória técnica de uma
dada instituição que pode ser composta por trabalhos publicados e/ou originais e
apresentados em distintos formatos, suportes e tecnologias.
De acordo com Crow (2002) repositório institucional é um conjunto de
serviços que a universidade oferece aos membros de sua comunidade para a gestão
e disseminação de materiais digitais criados pela universidade e membros de sua
comunidade.
Sinteticamente Kuramoto (2006), define repositórios institucionais como
um conjunto de serviços oferecidos por uma instituição aos membros de uma
comunidade para a gestão e disseminação da sua produção técnico-científica em
meio digital.
Os repositórios institucionais têm aumentado de forma significante nos
últimos anos especialmente dentro da comunidade universitária, com objetivos
direcionados à gestão, ao armazenamento, à preservação e à disseminação do

�11

trabalho intelectual produzido pela comunidade acadêmica. Eles podem reunir todos
os tipos de documentos produzidos na instituição, como por exemplo, trabalhos dos
professores e pesquisadores apresentados em congressos e reuniões profissionais,
versões de artigos impressos, relatórios de pesquisa, programas de disciplinas e
textos elaborados para aulas, monografias, dissertações e teses, trabalhos de
disciplinas, anais e toda a produção científica produzida pela comunidade
acadêmica.
Segundo Crow (2002) os repositórios institucionais possibilitam reunir,
preservar, dar acesso e disseminar boa parte do conhecimento da instituição,
contribuindo para aumentar a visibilidade da sua produção cientifica.
Como defende Weitzel (2006), os repositórios podem ser visualizados
como readaptações das antigas bibliografias especializadas, ou ainda, dos serviços
de indexação e resumo, agora implementados e gerenciados pelas próprias
comunidades científicas visando contribuir para: o aumento da visibilidade, estatuto,
imagem e “valor” público da instituição, servindo como indicador tangível de sua
qualidade e demonstrando as relevâncias científicas, econômicas e sociais das suas
atividades de pesquisa e ensino; a reforma do sistema de comunicação científica,
expandindo o acesso aos resultados da pesquisa, reassumindo o controle
acadêmico sobre a publicação científica, aumentando competitividade e reduzindo o
monopólio das revistas científicas,
Os repositórios institucionais tem sido fruto da necessidade de instituições,
de preservar digitalmente documentos, que antes se encontravam apenas em meio
impresso e permitir que os mesmos estejam acessíveis a qualquer pessoa,
independente do local que estiver.
É notável que os repositórios contribuam de forma contundente para a
gestão do conhecimento acadêmico, em seu livro: A quinta disciplina, Peter Senger,
afirma que a gestão do conhecimento tem como principal objetivo transformar o
conhecimento em bem institucional, ao invés de um bem de um individuo ou de um
grupo dentro de uma instituição. Condizente a essa informação os repositórios
aparecem como recurso decisivo de compartilhamento e difusão de conhecimento e
informação entre as pessoas e as organizações.

�12

Nesse sentido, Crouw (2002) defende que enquanto os repositórios
institucionais centralizam, preservam, tornam acessíveis e disseminam o capital
intelectual de uma instituição, ao mesmo tempo eles constituem um sistema global
de repositórios distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo modelo de
publicações científicas.
Dessa forma, podemos afirmar que os repositórios são ferramentas que
possibilitam agrupar e disseminar o conhecimento produzido na organização,
mostrando com mais visibilidade a produção técnico-científica da instituição. Além
de contribuir para a preservação da memória institucional.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o advento da sociedade da informação, onde a produção de
informação é exorbitante e o crescimento das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) é acelerado, o grande cerne da questão é como transmitir as
informações necessárias aos pesquisadores e como as TICs podem ajuda-los.
As novas tecnologias da informação e da comunicação trouxerem
mudanças significativas, surgiram novas alternativas de comunicação científica
provocando alterações nos seus protótipos e deram origem ao Acesso Livre ou
Open Archives, cujo objetivo se concentra em democratizar o acesso à informação
científica. Além disso, reforçaram a idéia de que a informação, bem utilizada, é um
valioso instrumento de poder.
Os repositórios institucionais contribuem de forma significativa para a
gestão do conhecimento científico produzido nas universidades, uma vez, que é
possível armazenar documentos, projetos, artigos e trabalhos produzidos na
instituição, proporcionando também a preservação e divulgação dos mesmos.
Os profissionais devem ser cautelosos diante das alterações na estrutura
da sociedade, preparando-se para desenvolver suas competências de modo a
acompanhar as tendências de mudanças. Para resistir a esse contexto, é
fundamental que esses indivíduos saibam absorver as transformações e estejam
aptos em ocasionar inovações no ambiente que atuam.

�13

Por excelência, a biblioteca universitária é considerada instituição
essencial para orientar no processo de aprendizagem. Sua influência está
relacionada ao auxílio, ao ensino e a pesquisa para toda a comunidade universitária.
Pressupõe que seus objetivos estejam de acordo com o meio acadêmico a qual está
inserida.
O bibliotecário é o agente mediador entre o conhecimento, a biblioteca
universitária e o pesquisador. Nesse sentido, esse profissional deve estar preparado
para lidar com todos os suportes informacionais e dominar as tecnologias de
informação.

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__________________
1

Edilane Neves, Instituto Aphonsiano de Ensino Superior (IAESup), edilaneneves@yahoo.com.br,
biblioaphon@terra.com.br.
2
Marilza Vanessa Rosa Suanno, Instituto Aphonsiano de Ensino Superior (IAESup),
marilzasuanno@uol.com.br.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Analisa as transformações advindas da sociedade da informação e as implicações ocasionadas pelas tecnologias de informação. Enfatiza a importância da biblioteca universitária no contexto das instituições de ensino superior, ressaltando sua relevância na gestão do conhecimento acadêmico, aliado ao acesso livre à informação e aos repositórios institucionais.</text>
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