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A CONTRIBUIÇÃO DOS REPOSITÓRIOS DIGITAIS COMO AMBIENTES
COLABORATIVOS PARA A INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL DE
INDIVÍDUOS DA TERCEIRA IDADE
FERREIRA, A. M. J. F. C.1
VECHIATO, F. L.2
VIDOTTI, S. A. B. G.3

RESUMO
A sociedade da informação encontra-se intimamente relacionada ao uso de
tecnologias de informação e comunicação. Destaca-se, nesse contexto, a Web, que
possibilita a criação de conteúdo e o acesso à informação sem barreiras de tempo e
espaço. Com o crescimento do número de adeptos que encontram na Web um
ambiente propício para o desenvolvimento de diversas atividades, atenta-se para os
usuários da terceira idade. Percebe-se, entretanto, que alguns ambientes da Web
não estão organizados adequadamente, o que dificulta sua usabilidade e
acessibilidade, bem como prejudica a inclusão digital e social desse tipo de usuário.
Com a proposta de investigar as relações da terceira idade com a Web, foram
analisados os elementos de Arquitetura da Informação necessários para a criação
de ambientes colaborativos direcionados a esse público. Esses elementos estão
sendo utilizados para a construção colaborativa de um repositório digital que
contemple a produção e a preservação dos documentos da UNATI – UNESP –
Marília, promovendo o compartilhamento do conhecimento direcionado para a
inclusão social e digital dessa comunidade.
Palavras-chave: Inclusão Digital. Inclusão Social. Terceira Idade. Ambientes
colaborativos. Repositórios Digitais.

ABSTRACT
The information society is closely related to the use of information and
communication technologies. It is in that context, the Web, which allows for the
creation of content and access to information without barriers of time and space. With
the growth in the number of fans that are in a web environment for the development
of various activities, given up for users of the elderly. Clearly it is, however, that some

�2

Web environments are not structured properly, which hampers its usability and
accessibility, and affect the social and digital inclusion of such user. With the
proposal to investigate the relationship of seniors with the Web, we analyzed the
elements of Information Architecture required for the development of collaborative
environments targeted to that audience. These elements are being used for the
construction of a collaborative digital repository covering the production and
preservation of documents of UNATI - UNESP - Marília, promoting the sharing of
knowledge directed to social and digital inclusion that community.
Keywords: Digital Inclusion. Social Inclusion. Third Age. Colaborative Environments.
Digital Repositories.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea está representada por um novo contexto
sócio-político e econômico advindo do fenômeno da globalização, caracterizando-se
como sociedade da informação, na qual a evolução das tecnologias de informação e
comunicação (TIC’s), em especial da Internet, é uma constante. Nota-se o impacto
dessas tecnologias no âmbito social, cultural, educacional e organizacional (LIMA,
2000) desde a percepção por essas vertentes do papel fundamental da informação
na construção, compartilhamento e preservação do conhecimento.
O surgimento da Web, em meados da década de 1990, potencializou o
estabelecimento da sociedade da informação para o acesso e uso da informação,
permitindo a produção, a mediação e o consumo de informações em ambientes
hipermídia informacionais por quaisquer indivíduos e organizações. Isso vem
contribuindo constantemente para o aumento da gama informacional e de adeptos
dessa tecnologia.
Contudo, consideram-se algumas problemáticas intrínsecas a esse novo
contexto que dificulta o acesso e uso de informações, como a escassez de
ambientes informacionais devidamente estruturados a partir de uma arquitetura
informacional coerente com as necessidades de informações de determinados tipos
de usuários.
Além disso, os motivos que inferem na exclusão digital podem provir da
situação sócio-econômica dos indivíduos, bem como de sua dificuldade em operar
os equipamentos tecnológicos e de acessar os conteúdos digitais (CARVALHO,

�3

2003). Isso pode também estar intimamente relacionado à cultura da comunidade
no que diz respeito à localização geográfica em que vivem, ao grupo etário em que
se encontram e às oportunidades individuais de acesso e uso de informação, dentre
outros fatores.
Diante desse contexto, reflete-se sobre um grupo etário específico: os
indivíduos da terceira idade. Representam essa comunidade aqueles que,
atualmente, estão ausentes do mercado de trabalho e/ou aposentados, os quais
integram um grupo etário em crescimento demográfico mundial e que sofrem ainda
com o preconceito e com a dificuldade de exercerem seu papel como cidadãos.
Considera-se a Internet, em especial a Web, um meio que pode contribuir
para a inclusão social desses indivíduos, os quais podem construir conhecimento e
desenvolver habilidades e competências intrínsecas ao paradigma em questão. Para
permitir o desenvolvimento de potencialidades e competências pelos idosos,
entende-se que os recursos da Web podem ser utilizados para a construção de
ambientes que promovam a inclusão social dos indivíduos, além de permitir a
construção e compartilhamento do conhecimento, considerando que a identidade
individual pode inferir numa coletividade.
Além disso, tendo em vista a percepção de ambientes informacionais por
usuários da Web, considerados espaços digitais e/ou virtuais, Pratschke (2005,
p.91), considera que:
A percepção do espaço é sempre individual: sua imagem é formada,
registrada e interpretada pela mente humana. É, principalmente, pela
maneira individualizada como ele é percebido que o espaço digital
pode, por sua vez, ser comparado ao espaço arquitetônico, talvez
nutrindo-se, ambos, das mesmas fontes conceituais e metodológicas.

Assim, afirma-se que a arte de organizar espaços de informação está
atrelada à forma que os indivíduos da terceira idade percebem e interagem com as
informações dispostas no ambiente digital. Reflete-se sobre como esses indivíduos
como usuários da Web podem compartilhar suas percepções individuais na criação
de ambientes informacionais digitais colaborativos.
É necessário atentar-se ao fato de que os ambientes informacionais
devem contemplar os elementos de acessibilidade e usabilidade específicos aos

�4

usuários da terceira idade. Nesse contexto, a Arquitetura da Informação é uma
disciplina que trata o desenho (design) de espaços de informação, favorecendo a
estrutura e a organização das informações em interfaces computacionais que
possibilitem uma interação humano-computador mais efetiva. Para Tosete Herranz e
Rodríguez Mateos (2004), a arquitetura tradicional e a arquitetura da informação
relacionam-se. A primeira com relação à abordagem de princípios e convenções
utilizados para a construção de edifícios; enquanto que a segunda, na criação de
estruturas organizacionais em ambientes informacionais na Web, respectivamente.
A base tecnológica e informacional para a construção desses ambientes
respalda-se em áreas como a Ciência da Computação e a Ciência da Informação,
respectivamente. A Ciência da Computação é responsável pela aplicação das
linguagens e dos suportes tecnológicos disponíveis. A Ciência da Informação, por
sua vez, contempla os aportes teórico-metodológicos, a partir de critérios
preestabelecidos de organização, representação, recuperação e disseminação da
informação, focando seus projetos em usuários potenciais e objetivando torná-los
usuários reais.

2 Inclusão digital e social de usuários da terceira idade e a contribuição dos
repositórios digitais como ambientes colaborativos nesse contexto
A população idosa de todo o mundo está em crescimento devido, dentre
outros fatores, ao aumento da expectativa de vida. Em paradoxo, os idosos, que
deveriam ter grandes oportunidades de inclusão em conseqüência a esse contexto
demográfico, perdem cada vez mais seu direito de exercerem seu papel como
cidadãos. Essa situação contribui, para a exclusão desses indivíduos da sociedade
em alguns países, sendo este um problema de difícil solução.
Nesse contexto, a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI),
modalidade de educação continuada geralmente proposta como projeto de
extensão, possibilita a inclusão social de idosos por meio de trocas de experiências,
conhecimento

e

promove

o

desenvolvimento

de

suas

potencialidades

e

competências. Essas instituições têm a finalidade de “prover o idoso na retomada de

�5

papéis significativos e importantes dentro da sociedade, retirando-o do isolamento e
da situação de inatividade ou falta de perspectiva” (KACHAR, 2003, p.99).
No Brasil, na década de 1960, uma experiência similar do que seria a
Universidade da Terceira Idade foi implementada pelo Serviço Social do Comércio
(SESC) com a mesma metodologia de serviço social aplicada a crianças, jovens e
adultos. Tal experiência compreendia basicamente as seguintes atividades:
desenvolvimento

físico-esportivo,

recreação,

turismo

social,

biblioteca,

apresentações artísticas, cursos livres e supletivos entre outras atividades
(CACHIONI, 1999).
Outras iniciativas semelhantes à do SESC surgiram no Brasil nessa
época, mas grande parte não foi levada adiante. Somente a partir da década de
1980, “[...] as universidades começaram a abrir um espaço educacional, tanto para a
população idosa como para profissionais interessados no estudo das questões do
envelhecimento” (CACHIONI, 1999, p.161).
Nesse contexto, a partir de 1993, surgiram as UNATI da Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) que, segundo Cordeiro (2003),
atuam espalhadas em unidades por todo o Estado de São Paulo. Vinculadas à PróReitoria de Extensão Universitária - PROEX desenvolvem atividades de ensino,
pesquisa e extensão ligadas às questões do envelhecimento humano.
A idade de ingresso dos alunos no programa pode variar de uma unidade
a outra. Como exemplo, a idade mínima para admissão na UNATI da UNESP,
campus de Marília, é de 55 anos independente do nível de escolaridade. No caso
específico desta unidade, seu trabalho foi iniciado em 1995, oferecendo aos
integrantes do programa as seguintes atividades: palestras, cursos de línguas,
biblioterapia, oficinas de informática, oficinas de teatro entre outras (CORDEIRO,
2003).
Outro programa que se destaca é a UNATI da Universidade Estadual do
Rio de Janeiro (UERJ). Seu surgimento data de maio de 1992, como
prosseguimento de outro projeto em andamento, o Núcleo de Assistência ao Idoso
(NAI), criado no final da década de 1980. Esse programa é dividido em três áreas:
ensino (educação permanente e formação; desenvolvimento de recurso humanos

�6

em geriatria e gerontologia); extensão (atendimento ambulatorial, jurídico, nutricional
e do serviço social; cursos introdutórios e mais específicos em gerontologia); e
pesquisa (desenvolvimento de projetos que buscam investigar aspectos variados da
comunidade). Os alunos podem ingressar no programa a partir dos 60 anos,
independente de seu nível de escolaridade (CACHIONI, 1999).
Através da breve descrição dos programas de Educação Continuada para
a Terceira Idade da UNESP e da UERJ, pode-se afirmar que ambas, além de várias
outras espalhadas pelo Brasil, possuem objetivos similares. Seu objetivo principal é
a reintegração dos idosos na sociedade e o desenvolvimento de suas
potencialidades e habilidades.
As UNATI, atualmente, estão investindo também em iniciativas de inclusão
digital. De acordo com esses programas, os idosos se sentem atraídos e querem
aprender e se familiarizar com as tecnologias de informação e comunicação em
constante emergência e desenvolvimento.
Nesse contexto, destacam-se projetos como: o Centro de Referência e
Documentação sobre Envelhecimento (CRDE1), criado pela UERJ – UNATI, em
março de 1999, o qual visa, sobretudo, a inclusão digital do idoso através da
disponibilização de material pertinente à terceira idade, atuando como uma
biblioteca digital; e o primeiro curso virtual para a terceira idade, criado pela UNATI
da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-UATI2), incentivando o uso do
computador a partir de aulas fora do ambiente físico.
As iniciativas de inclusão social, bem como de inclusão digital da terceira
idade pelas UNATI, são de fundamental importância para os indivíduos envolvidos.
Isso diz respeito à reinserção num ambiente de trocas significativas entre membros
da mesma comunidade e indivíduos da comunidade acadêmica, bem como na
apreensão de conhecimento para investigação das tecnologias de informação e
comunicação.

1
2

Disponível em: &lt;http://www.unati.uerj.br&gt;. Acesso em: 04 jun. 2008.
Disponível em: &lt;http://virtual.epm.br/uati/&gt;. Acesso em: 06 jun. 2008.

�7

A percepção da importância dessas tecnologias possibilita melhor convívio
entre os pares; melhor desempenho nas tarefas rotineiras sem limites de espaço e
tempo; o acesso a informações de cunho social, político e intelectual; bem como no
âmbito de conteúdos específicos para a terceira idade.
Além disso, os usuários da terceira idade podem utilizar ambientes da
Web que permitem a interação e a colaboração na construção de conteúdos. Esses
ambientes permitem o compartilhamento de conhecimento entre os membros dessa
comunidade.

2.1 Repositório Digital como Ambiente Colaborativo
Entende-se repositório digital como um ambiente informacional “[...] de
armazenamento de objetos digitais que tem a capacidade de manter e gerenciar
material por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado” (VIANA;
MÁRDERO ARELLANO, 2006, p.2).
Segundo Café et al. (2003, p.3), os repositórios digitais
[...] utilizam tecnologias abertas e seguem a filosofia da Iniciativa dos
Arquivos Abertos, promovendo a maior acessibilidade à produção
dos pesquisadores e à discussão entre seus pares. Suas principais
características são: processamento automático dos mecanismos de
discussão entre os pares; geração de versões de um mesmo
documento; tipologia variada de documentos; auto-arquivamento; e
interoperabilidade entre todos os repositórios temáticos e seus
serviços agregados.

Nesse sentido, os repositórios digitais possibilitam a participação ativa dos
idosos, bem como a interação entre os mesmos através de elementos inclusivos em
interfaces desenvolvidas com usabilidade e acessibilidade digital. Isso contribui para
a criação de comunidades virtuais e para o relacionamento, intercâmbio e
compartilhamento de informações entre membros dessas comunidades.
Rheingold (19963 apud OLIVEIRA, 2005, p.44) define comunidades no
meio digital como “[...] as agregações sociais, que emergem da rede quando
pessoas em número o suficiente levam discussões públicas longe o suficiente, com

3

RHEINGOLD, H. A comunidade virtual. Lisboa: Gradiva, 1996.

�8

suficiente sentimento humano, para formar redes de relacionamentos pessoais no
Ciberespaço”.
Para Lévy (2003, p.104), o ciberespaço designa “[...] o universo das redes
digitais como lugar de encontros e de aventuras, terreno de conflitos mundiais, nova
fronteira econômica e cultural”. Assim, o propósito deste trabalho reflete numa
combinação entre a criação de um espaço de desenvolvimento dos indivíduos
idosos através da inclusão social em face às conseqüências intrínsecas. Como
exemplo, pode-se citar o estabelecimento de uma comunidade digital e a construção
do conhecimento, contribuindo para a inteligência de uma coletividade no
Ciberespaço.
Segundo Lévy (2003, p.28-29), a inteligência coletiva “[...] é uma
inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em
tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências. [...] a base e
o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuos
das pessoas [...]”.
No que diz respeito aos indivíduos da terceira idade, este trabalho almeja
estimular a inteligência coletiva com o intuito de contribuir para a construção do
conhecimento de maneira participativa. Permitindo assim, o estabelecimento de
comunidades virtuais e teias de comunicação, em que os usuários atuam
simultaneamente

como

autores

e

leitores,

compartilhando

informações

e

conhecimento e, criando, sobretudo, uma coleção de produções. “A geração de
conhecimento é um processo que se alimenta de aprendizados dinâmicos,
resultantes de tanto de experiências e

interações, como de informações

classificadas, processadas e analisadas, sobre as quais se reflete de modo a gerar
um tipo novo de saber” (LEGEY; ALBAGLI, 2000, p.4).
Isso propicia que a identidade individual interfira nas opiniões da
coletividade, bem como que a identidade coletiva contribua para o crescimento
intelectual individual. Além disso, contribui ao resgate e registro da memória dessa
comunidade específica, possibilitando o exercício da cidadania. Vianello Osti (2004)
comenta que, através da capacidade de memória, uma comunidade pode construir
conhecimento, sua identidade e sua história.

�9

A construção desse tipo de ambiente parte de uma comunidade local para
uma comunidade global, sendo que “[...] o local constitui-se em suporte e condição
para as relações globais” (FREIRE, 2006, p.59). Portanto, a construção de um
ambiente colaborativo local fornece subsídios para a disseminação da informação e
propicia que a comunidade global de usuários da terceira idade tenha acesso a essa
informação, extrapolando culturas locais e permitindo uma inteligência coletiva mais
efetiva. Isso pode culminar na inclusão desses indivíduos na sociedade da
informação a partir do uso das tecnologias simples para a construção do
conhecimento em nível infindável, contínuo e mutável.

2.2 Projeto de Inclusão Digital para a UNESP – UNATI – Núcleo de Marília
A proposta de identificação de elementos que podem propiciar a inclusão
social/digital através da construção de um repositório digital teve respaldo no projeto
‘Janelas da cultura local’, em desenvolvimento por Freire (2006). Esse projeto visa a
inclusão digital de uma comunidade por meio de um ambiente informacional que
considere a cultura local e que essa seja perpassada, atingindo e inferindo na
cultura global. Assim, como no projeto em questão, estão sendo utilizadas a
pesquisa-ação e a pesquisa-participante, considerando que a comunidade da
terceira idade da Universidade Aberta à Terceira Idade – UNATI – UNESP –
Campus de Marília está participando ativamente desta pesquisa.
Para Martins (2002, p.38), a pesquisa-ação é
[...] um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e
realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução
de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os
participantes da situação ou do problema estão envolvidos de modo
cooperativo ou participativo.

A utilização desse tipo de pesquisa fornece subsídios para a discussão
das necessidades de indivíduos idosos, a partir do auxílio da comunidade de alunos
da UNESP – UNATI – Campus de Marília, culminando em projetos de ação que
contribuem para a inclusão digital da comunidade em foco.
Com relação ao que está sendo realizado, a pesquisa-ação resultou em
palestras sobre o uso de tecnologias de informação e comunicação, em especial a

�10

Web, bem como as oficinas de informática que conta, a cada ano, desde 2004, com
mais interessados.
A pesquisa-participante, por sua vez,
[...] trata-se de um enfoque de investigação social por meio do qual
se busca a plena participação da comunidade na análise de sua
própria realidade, com o objetivo de promover a participação social
para o benefício dos participantes da investigação (MARTINS, 2002,
p.38).

Esse tipo de pesquisa está sendo usado para a construção colaborativa do
repositório digital, em que os alunos da oficina de informática da UNESP – UNATI –
Campus de Marília estão participando ativamente, contribuindo na identificação de
elementos que satisfaçam suas necessidades informacionais.
Um repositório digital permite armazenar qualquer tipo de documento e em
formatos variados. Sendo assim, serão incluídos nesse ambiente informacional,
depois

de

uma

prévia

seleção,

documentos

produzidos

anteriormente

e

posteriormente à criação do repositório da UNATI de Marília. Com relação ao
planejamento do repositório, foram selecionados documentos pertencentes à UNATI
e identificadas as necessidades informacionais dos alunos.
Refletir sobre o contexto da instituição UNATI, no que diz respeito à
missão, aos objetivos e ao público-alvo, bem como às necessidades informacionais
dos usuários que utilizarão o ambiente informacional digital em projeção, recai sobre
os pilares da Arquitetura da Informação (ROSENFELD; MORVILLE, 1998).
A consonância entre necessidades de produtores e necessidades de
usuários de informação possibilita um projeto centrado no usuário, considerando os
fatores humanos envolvidos na interação humano-computador (IHC) e contribuindo
para a acessibilidade e a usabilidade dos ambientes informacionais digitais.
Nesse sentido, são apresentados no Quadro 1 os resultados identificados
pelos alunos referentes às suas necessidades informacionais. As categorias e
subcategorias foram apontadas pelos alunos, inclusive os rótulos empregados para
representar os conteúdos que seriam disponibilizados por meio dos links.

�11

Categorias
A Instituição

Atividades

Cultura e lazer

Criatividade

Atualidades

Subcategorias
Documentos
administrativos

Coleções
- Ofícios
- Projetos de captação
de recursos
Histórico
- Atas administrativas
- Documentos
administrativos
- Portarias
- Regulamentos
Memória
- Filmes
- Fotos
- Folders
- Recortes de jornal
- Oficina de
- Materiais didáticos
francês
- Textos didáticos
- Oficina de Inglês - Textos produzidos
- Oficina de
italiano
- Oficina de leitura
- Oficina de Tai
Chi Chuan
- Oficina de
informática

Descrição
Documentos administrativos de acesso restrito

Ciclo de Cinema

Sinopses de filmes

Eventos
Festas regionais
Música

Fotos de eventos

Informações sobre o ciclo de cinema. Clube do Cinema e
Associação Paulista de Medicina (Marília-SP), PsicoCine
(realizado na UNESP – Campus de Marília), além de
informações sobre cinema em geral, como lançamento de
filmes.
Informações sobre festas, shows, eventos etc.
Informações sobre festas da região.
Informações sobre lançamentos de CDs, DVDs musicais e
letras de músicas.

Informações que resgatem a memória do núcleo, como fotos,
filmes, entrevistas, histórias relacionadas à UNATI.
Descrição das atividades realizadas na UNATI de Marília,
incluindo objetivos, responsável, periodicidade, horários, locais
etc.

- CDs com
apresentação do coral
(músicas natalinas)
- Letras de músicas em
diversos idiomas
Teatro
DVD apresentação de Divulgação do grupo de teatro da UNATI de Marília e de suas
peça de teatro UNATI
apresentações, além de outras divulgações como peças do
Teatro Municipal e da Secretaria da Cultura – SESI (MaríliaSP).
Turismo
Fotos
Informações sobre pontos turísticos de diversas cidades do
Brasil e países do mundo.
Artesanato
Informações sobre tricô, crochê e artesanato em geral.
Criações
Letras de música
Informações sobre a produção artística dos alunos
artísticas
CD-/ROM
Documentos produzidos pelos alunos
Criações literárias - Contos
- Estórias Infantis
- Prosas
Culinária
Livro de receita
Receitas selecionadas pelo grupo e publicação de receitas
pelos usuários, sugestões, dicas etc.
Informações atuais sobre o exercício da cidadania, educação,
Estatuto do idoso
política e espiritualidade.
Leis

Informação
científica
Canais de
Comunicação

Documentos que retratem a história do Núcleo. Informações
sobre o seu funcionamento legal.

- Artigos
- Relatório de
Pesquisa
Depoimentos
Mensagens
motivadoras
Outros canais

Links para bibliotecas digitais e revistas científicas que
abordam diversos temas.
Depoimentos e casos de pessoas que passaram por más
situações e as superaram.
Mensagens enviadas pelos usuários para seus colegas.

Lista de perguntas
mais freqüentes

Livro de visitas, mural, FAQ, bate-papo etc.

Figura 1 – Quadro de conteúdo informacional do repositório
Fonte: Elaborado em conjunto com os alunos da oficina de informática da UNATI – UNESP
– Núcleo de Marília.

�12

Percebe-se que a colaboração dos alunos foi fundamental para a definição
dos conteúdos informacionais, visto que permitiu o direcionamento da Arquitetura da
Informação do repositório digital para as necessidades desse grupo local. Vale
salientar que a estruturação do ambiente informacional com relação aos elementos
da Arquitetura da Informação e dos conteúdos disponíveis encontra-se em fase
contínua de desenvolvimento.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Iniciativas de inclusão digital estão sendo aplicadas amplamente em um
contexto mundial. “O objetivo da inclusão é despertar nas pessoas uma consciência
de respeito ao outro, em que este “outro”, antes considerado ineficiente, sinta-se
parte da sociedade. Assim, inclusão digital e social não é apenas ter acesso ou viver
junto, mas é participar, agir, criar, contribuir” (SPIGAROLI, 2005, p.213).
É nesse contexto que se reflete sobre a inclusão de indivíduos da terceira
idade na sociedade da informação. Verifica-se a importância da inclusão digital na
terceira idade, contribuindo com a qualidade de vida do idoso e proporcionando
maior participação e interação com as tecnologias de informação e comunicação.
Há necessidade de desenvolvimento de habilidades e competências
intrínsecas a esse público, considerando que o conhecimento adquirido no decorrer
de suas vivências pessoais e profissionais é de extrema relevância e deve ser
compartilhado em ambientes colaborativos para a definição e construção de
comunidades virtuais e teias de comunicação.
Os alunos da oficina de informática da UNATI – UNESP – Núcleo de Marília,
participam do processo de inclusão digital, colaboram na construção contínua do
repositório digital, contribuindo efetivamente do ciclo informacional, em atividades de
resgate, produção, representação, organização, auto-arquivamento, disseminação,
uso e preservação das produções individuais e coletivas do Núcleo.

�13

REFERÊNCIAS
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nova agenda. Datagramazero, Rio de Janeiro, v. 1, n. 5, p. 1-9, 2000. Disponível
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impulso alquímico. 2005. 123f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2005.
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�14

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(Coord.) La información en la posmodernidad: la sociedad del conocimiento en
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VIANA, C. L. de M.; MÁRDERO ARELLANO, M. A. Repositórios institucionais
baseados em DSpace e EPrints e sua viabilidade nas instituições acadêmicocientíficas. In: XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.
Anais... Salvador, 2006. p.1-15. Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/archive/00008488/01/Trabalho_SNBU_RI_DSpace_EPrints_I
ES.pdf&gt;. Acesso em 12 set. 2007.
VIANELLO OSTI. M. La memoria. In: CARIDAD SEBASTIÁN, M.; NOGALES
FLORES, J. T. (Coord.) La información en la posmodernidad: la sociedad del
conocimiento en España e Iberoamerica. Madrid: Centro de Estudios Ramón Areces,
2004. p.3-13.

__________________
1

Ana Maria Jensen Ferreira da Costa Ferreira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita
Filho” (UNESP), anajfcferreira@hotmail.com.
2
Fernando Luiz Vechiato, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP),
vechiato2004@yahoo.com.br.
3
Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
(UNESP), vidotti@marilia.unesp.br.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A sociedade da informação encontra-se intimamente relacionada ao uso de tecnologias de informação e comunicação. Destaca-se, nesse contexto, a Web, que possibilita a criação de conteúdo e o acesso à informação sem barreiras de tempo e espaço. Com o crescimento do número de adeptos que encontram na Web um ambiente propício para o desenvolvimento de diversas atividades, atenta-se para os usuários da terceira idade. Percebe-se, entretanto, que alguns ambientes da Web não estão organizados adequadamente, o que dificulta sua usabilidade e acessibilidade, bem como prejudica a inclusão digital e social desse tipo de usuário. Com a proposta de investigar as relações da terceira idade com a Web, foram analisados os elementos de Arquitetura da Informação necessários para a criaçã o de ambientes colaborativos direcionados a esse público. Esses elementos estão sendo utilizados para a construção colaborativa de um repositório digital que contemple a produção e a preservação dos documentos da UNATI – UNESP – Marília, promovendo o compartilhamento do conhecimento direcionado para a inclusão social e digital dessa comunidade.</text>
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