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                  <text>Um Ambiente Cooperativo para dar Apoio à Atividade
Acadêmica e Suporte ao Desenvolvimento de Coleções
Rachel Cristina Mello Guimarães1, Claudia Mara Amigo Lopes 2, Crediné Silva
Meneses3
12Faculdade

Estácio de Sá de Vitória – FESV

Rua Herwan Modenesi Vanderlei
Quadra 6 – Lote 1 – Vitória -ES - Brasil
rachelcristina@fesv.br
amigo@fesv.br

3

Universidade Federal do Espírito Santo – UFES

Centro Tecnológico – Departamento de Informática
Av. Fernando Ferrari, s/n, Goiabeiras – 29060-900 – Vitória - ES
credine@inf.ufes.br

�1 INTRODUÇÃO
Os avanços da tecnologia da informação reforçam mudanças econômicas e sociais que
estão revolucionando os negócios e a sociedade.

A nova espécie de economia –

baseada na informação – está emergindo onde o comércio e o investimento são globais
e empresas competem utilizando o conhecimento, redes eletrônicas e agilidade
(LEVY, 1999). Assim, cada vez mais as pessoas interagem com as novas tecnologias
buscando o conhecimento de como elas funcionam, como se adaptarem aos artefatos
tecnológicos existentes e como adquirir habilidade no manuseio dos recursos (LEVY,
1999).

Além disso, a tecnologia é um direito do cidadão contemporâneo, na medida em que
possibilita a ele conhecer e utilizar novas ferramentas e novas linguagens,
fundamentais para o domínio e a autonomia na convivência e no trabalho com o
mundo atual e globalizado.

Neste contexto, a escola exerce um papel fundamental,

propiciar o acesso aos alunos a essa nova tecnologia e as suas linguagens. Dessa
forma, surge uma nova proposta pedagógica que tem como objetivo incorporar a
interação dos alunos com o computador através da elaboração e da concretização de
projetos e incentivando-os na aquisição e troca de conhecimento.
Entretanto, a maior dificuldade que enfrentamos no momento é o de interagir com a
informação, ou seja, como conhecer os dados e a informação que são usados pelas
pessoas e organizações. Dessa forma, a pergunta chave é como obter domínio da
informação? Como conhecer caminhos para localizar a informação necessária para o
desenvolvimento de uma determinada tarefa? Como ter o suporte da informação no
momento de uma tomada de decisão?

As novas facilidades introduzidas pelas Tecnologias da Informação e da Comunicação
possibilitam um repensar de nossas atividades. O elemento central para esse repensar é
a integração da informática com a comunicação que possibilitou a criação de
ambientes virtuais onde pessoas trabalhando em locais e tempos distintos podem
cooperar para resolução de problemas complexos. Assim, atividades que antes eram
feitas sem a participação dos vários interessados, onde se declinava o potencial das

�múltiplas contribuições, empobrecendo com isso a qualidade das soluções, começam a
ser repensadas a partir do uso de ambientes telemáticos cooperativos.
Neste contexto, este trabalho busca integrar dois projetos oriundos de duas dissertações
de mestrado em informática “Amigo OnLine – Um Ambiente Cooperativo para
Compartilhamento de Recomendação Bibliográfica” (LOPES, 2000) e “Um Ambiente
Cooperativo para Seleção de Material Bibliográfico a Adquirir” (GUIMARÃES, 2001)
desenvolvidas a partir da percepção de alguns pontos que serão descritos. O objetivo é
apoiar as atividades acadêmicas e dar suporte ao desenvolvimento de coleções de uma
biblioteca.
E é nesse cenário, que o trabalho propõe desenvolver um modelo cooperativo de
compartilhamento de recomendações bibliográficas, a construção de uma biblioteca
personalizada, um ambiente cooperativo para a construção de uma base de dados de
sugestões de material bibliográfico para que em um determinado momento essas
sugestões sejam selecionadas para a elaboração de uma lista de sugestões de material
bibliográfico a ser adquirido para as bibliotecas.

Além disso, a integração é possível a partir da observação de que os dois trabalhos
possuem como meta principal a interação entre professores, alunos e bibliotecários para
que eles trabalhem em conjunto, colaborando uns com os outros, utilizando as
tecnologias de ambientes cooperativo, filtros de informação e agentes inteligentes.
Assim, a discussão sobre o trabalho desenvolvido é realizada nas seções subseqüentes.
Os problemas encontrados no ambiente atual e o tratamento dado, são descritos na
seção 2. As técnicas utilizadas, na seção 3. A proposta de uma ambiente cooperativo
com uma abordagem orientada a agentes para tratar o problema é apresentada na seção
4. Na seção 5 e 6, as considerações finais e referencias.

2 O PROBLEMA E SEU TRATAMENTO ATUAL

Nesta seção serão apresentados os problemas encontrados no desenvolvimento da
pesquisa e o tratamento dado no desenvolvimento das atividades do ambiente estudado
.

�2.1Compartilhando Recomendações
Diariamente alunos e professores consultam, avaliam e/ou ficham diversos tipos de
material bibliográfico, tais como, livros, filmes, músicas e outros. Entretanto, o
produto final da análise elaborada pelos alunos e professores e as obras consultadas por
eles ficam perdidos e não são compartilhadas entre eles ou outros indivíduos que
pudessem ter acesso a essas informações, pois na maioria das vezes as pessoas não
registram suas opiniões para que as outras pessoas tenham acesso. Além disso, não
existe um mecanismo de busca para encontrar recomendações sobre o que as pessoas
estão precisando.
Assim, as dificuldades descritas acima podem ser exemplificadas em vários tipos de
trabalhos dentro de uma organização, mostrando que a abrangência do uso das
recomendações em grupo facilita a execução de um projeto. Como exemplo de
aplicação podemos citar:

• A Rede Pública de Ensino, que mesmo tendo reuniões pedagógicas com os
professores não possuem meios para dar suporte a tantas informações sobre livros
adotados, trabalhos criados, metodologias de ensino, enfim tudo que todos os
professores da rede desenvolvem. Entretanto é obvio que o conjunto dos professores
(milhares)

possui

em

suas

cabeças

informações

isoladas

que

poderiam

ser

compartilhadas.

• Ainda no contexto educacional, professores e alunos não registram informações
referentes aos trabalhos acadêmicos desenvolvidos que poderiam servir de base para
futuras pesquisas.

• No contexto cultural, o registro de informações a respeito de filmes, peças de
teatro, músicas, como também, informações turísticas (melhores praias, vida noturna,
locais visitados) que poderiam ser disponibilizados para que as pessoas tenham ajuda
no momento de tomar uma decisão.

�Diante destes problemas, surgem os seguintes questionamentos:
• Como organizar as informações que serviriam como recomendações?
• Como possibilitar a reutilização das recomendações?
Dessa forma,

com a proliferação dos computadores pessoais em conjunto com a

popularização da Internet aumentou o nível de comunicação entre diversos usuários,
criando uma variedade de serviços oferecidos por essa rede de diferentes ambientes,
diferentes sistemas e diferentes plataformas. Entretanto,

observa -se que há limitações

nos mecanismos de buscas na recuperação e entrega da informação, pois o conteúdo
resultante de uma pesquisa nem sempre tem relação com o conteúdo desejado, além do
tempo dedicado na busca da informação.
Assim, a proposta é desenvolver um ambiente que estimule e proporcione de forma
significativa no processo educacional uma alta interatividade, oferecendo vários
recursos para que professores alunos e bibliotecários trabalhem em um ambiente
baseado na Web projetado para grupos que possuam um mesmo interesse e possuam
como objetivo principal a criação de comunidades de conhecimento.

2.1 Seleção de Material Bibliográfico a Adquirir.
O desenvolvimento de um ambiente cooperativo para seleção de material bibliográfico
a adquirir surgiu a partir das dificuldades encontradas no Setor de Aquisição do
Sistema de Bibliotecas das instituições de ensino, tais como,

dificuldade de

comunicação entre professores, alunos e bibliotecários, a análise das sugestões é feita
somente pela Seção de Aquisição sem a participação dos departamentos de ensino.

É isso que faz com que o processo de seleção das sugestões de material bibliográfico
não seja democrática, eficiente e preciso no que diz respeito a real necessidade dos
departamentos de ensino podendo acontecer que uma determinada decisão tomada pela
biblioteca não seja adequada para algum departamento de ensino e que alguns
departamentos de ensino sejam contemplados e outros não.

Então, para entender o

problema e suas dificuldades começamos por um estudo das práticas correntes,

�visando ao desenvolvimento de coleções do Sistemas de Bibliotecas da Universidade
Federal do Espírito Santo - SIB/UFES.
A partir desse estudo foram realizados o levantamento e análise dos processos que
envolvem a coleta e a seleção das sugestões de material bibliográfico enviadas pelos
professores e alunos ao SIB/UFES.

Esse processo ocorre conforme as etapas descritas abaixo:
a) Distribuição de disquetes contendo o programa para cadastrar sugestões;
b) Recebimento dos disquetes distribuídos;
c) Análise das sugestões enviadas pelos departamentos de ensino;
d) Preparação da lista de sugestões feitas pelos departamentos de ensino;
e) Aquisição do material bibliográfico sugerido;
f) Recebimento das obras adquiridas;
g) Registro das obras adquiridas;
h)Envio das obras registradas para a Seção de Processamento Técnico do SIB/UFES;
i)Envio de relatórios para cada departamento de ensino, informando a respeito das
obras adquiridas.

Nesse

cenário,

foram

encontrados

alguns

problemas

referentes

às

atividades

desenvolvidas durante o processo de coleta e seleção das sugestões de material
bibliográfico a ser adquirido pelo SIB/UFES, a saber:

1) A não disponibilidade das informações referentes às sugestões de material
bibliográfico.
2) A dificuldade no processo de seleção do material bibliográfico.
Em síntese, é necessário que no processo de seleção das sugestões de material
bibliográfico a ser adquirido haja a colaboração entre corpo docente e o bibliotecário,
pois

este último não é um especialista em todos os assuntos referentes à área

acadêmica, mas deverá ser um especialista na coordenação dos trabalhos a serem
desenvolvidos durante o processo de seleção do material bibliográfico.

�3)A realização de serviços repetitivos e maçantes pelos funcionários da seção de
aquisição.
É nesse cenário, que os funcionários atuam filtrando às informações pertinentes as
necessidades de cada um dos alunos e professores aleatoriamente.

4)A falta de comunicação e colaboração entre os departamentos de ensino e entre os
departamentos de ensino e SIB/UFES.
E assim, constatamos que os departamentos de ensino, seus professores e o SIB/UFES
não trabalham em conjunto na alimentação da base de dados de sugestões, ou seja, não
há cooperação entre eles para que as sugestões de material bibliográfico sejam feitas
com um alto nível de qualidade, pois isto é um fator fundamental no momento de
selecionar e adquirir o material bibliográfico.

2.3 Compartilhamento de Informações Integrado ao Processo de Seleção de
Material Bibliográfico
Avaliando os dois ambientes, constatou-se que ambos estão inseridos no contexto
educacional, possuem uma comunidade de conhecimento e possibilitam a criação de
uma transição viável de pesquisa tradicional para a pesquisa virtual, oferecendo a
oportunidade de se reusar o material educacional existente.

Além disso, a tecnologia de agentes será utilizada para automatizar tarefas repetitivas
dos usuários, como por exemplo, o agente amigo (LOPES, 2000) que tem a função de
aproximar grupos de mesmo interesse para trocarem informações; ou o agente
NotificaMateria (GUIMARAES, 2001)... que conhecendo o perfil do usuário notifica-o
sempre que novas Obras são inseridas na base de dados.

3 TÉCNICAS UTILIZADAS
Na sociedade contemporânea é cada vez mais importante a existência de ambientes que
proporcionem o compartilhamento, o acesso e a troca de informações e conhecimento
dentro das organizações.

�Dessa forma, diante das dificuldades diagnosticadas nos ambientes estudados, foi
elaborado um projeto que propõe a utilização das tecnologias de redes (Internet e a
Intranet) (EVANS, 1998), ferramentas de groupware (HILLS, 1997), filtros de
informação e agentes (WOOLDRIDGE; JENNINGS, 2000) como ferramentas para
apoiar

no desenvolvimento de um Ambiente Cooperativo para compartilhar

recomendações bibliográficas, coletar e selecionar sugestões de material bibliográfico
para aquisição, a fim de solucionar os problemas encontrados e otimizar os processos
analisados em cada ambiente. Essas tecnologias são descritas nas seções 3.1 e 3.2.

3.1 TRABALHO COOPERATIVO
A relação de um indivíduo com outros incidem de forma decisiva sobre o processo de
socialização, para a aquisição de aptidões e de habilidades, através do desenvolvimento
das estruturas intelectuais. Para a obtenção de resultados favoráveis, é preciso ter uma
boa organização social das atividades envolvidas no ambiente. Assim, os sujeitos que
trabalham conjuntamente, têm um interesse coletivo e, existe uma cooperação mútua
entre todos os participantes, ou seja, uma interação cooperativa contínua.

O ato de cooperar é, antes de qualquer coisa, um ato social e, portanto, requer todos os
tipos de interação humana, desde a fala até a linguagem de sinais, passando pela escrita.
Cooperar pode ser considerado também um acordo de cavalheiros onde todos se
comprometem a trabalhar para atingir um objetivo comum.
Além disso, a cooperação envolve vários processos - comunicação, negociação,
coordenação, co-realização e compartilhamento. A comunicação entre os participantes
de um grupo é obviamente fundamental para que a cooperação ocorra. Isto é, para que
duas pessoas, em um mesmo local ou geograficamente distribuídas, trabalhem
cooperativamente, é preciso haver algum mecanismo que apoie a comunicação entre
elas. Uma linguagem que ambas compreendam, um protocolo de comunicação e um
telefone são exemplos destes mecanismos. Enfim, em um trabalho cooperativo quase
sempre ocorre o desenvolvimento de algum produto ou objeto. Durante o trabalho, este
objeto é compartilhado e manipulado pelos membros do grupo.

�Durante os últimos anos, principalmente a partir da grande popularização da Internet,
pesquisadores e especialistas tem buscado facilitar o trabalho cooperativo através da
utilização de ambientes onde as pessoas possam interagir cooperando, comunicando e
coordenando, para a concretização de um objetivo comum. Esses ambientes são
chamados de ambientes cooperativo.

3.2 Agentes que Filtram Informação
Os agentes são entidades de software que levam a cabo algum conjunto de operações
em nome de um usuário ou outro programa com algum grau de independência ou
autonomia, desta forma o agente irá empregar um pouco do seu conhecimento ou
representação das metas ou desejos do usuário.

Com essa visão, no desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas técnicas de filtro
de informação para a construção dos agentes que fazem parte do sistema. Esses agentes
foram desenvolvidos para automatizar tarefas repetitivas dos professores, alunos e
bibliotecários filtrando informações que darão suporte a tomada de decisão.

Além disso, o uso da tecnologia de filtro de informação permitirá ao usuário especificar
o seu perfil através de uma interface. Assim, o usuário poderá receber informações
personalizadas de acordo com o seu perfil, pois os agentes de filtros de informação
juntam informação de fontes variadas, filtram esta informação baseado nas preferências
pessoais do usuário, e apresentam a informação filtrada para o usuário.

4 UM AMBIENTE COOPERATIVO COM UMA ABORDAGEM ORIENTADA
A AGENTES
Diante dos problemas detectados já descritos na seção 2 e das tecnologias citadas na
seção 3, foi realizada uma análise orientada a agentes para a construção de uma
arquitetura interna e especificação dos agentes (FIGURA 1) que irão interagir
ambiente cooperativo.

no

�amigo.exe
FiltraAreaInteresse.exe

Servidor
Banco de
Dados

NotificaSugestao.exe

Seleção.exe
FiltroColaborador

ISAonlienexe

BDE

Sql

SMPT

NotificaMaterial.exe

Figura 1- Arquitetura Interna do Ambiente Cooperativo

É nesse cenário, que os ambientes foram integrados, possibilitando assim que os
usuários da biblioteca possam fichar, consultar e analisar as obras, e compartilhar as
informações extraídas com outros usuários, como também poderão, sugerir a obra
consultada para compra. Além disso, haverá a interação entre os agentes dos dois
ambientes, como por exemplo o agente utilizado para recomendar indicações dos
usuários e o agente que informa quando uma sugestão é armazenada na base de dados
de sugestões. Esses agentes contribuem tanto para a troca de conhecimento, como
também para dar suporte a aquisição de material biblio gráfico de uma biblioteca.

a) Compartilhamento de Recomendações Bibliográficas
Utilizando uma interface que proporcione a cooperação de informações, alunos e
professores poderão registrar, filtrar ou recuperar

“fichas” de recomendações que

sejam de seu interesse a respeito de um determinado assunto. As “fichas” possuem
dados, tais como, de autor, título, ano e outros, do documento desejado, bem como
registros das principais idéias, críticas e a opinião pessoal do usuário colaborador que
ficará disponível a todos usuários do ambiente.
Além disso, as recomendações possuem informações a serem recuperadas através de
palavras-chaves e meta-informações (FIGURAS 2-3). Dessa forma, usuários poderão
contar com o sistema para indicação, e registro das informações para pesquisas futuras.

�Figura 2 – Formulário Fichando Documentos

Figura 2 – Fichando Documentos

Figura 3 – Formulário de Opiniões
É nesse cenário que vários agentes foram identificados para automatizar tarefas
repetitivas dos usuários. Esses agentes iniciam suas tarefas a partir da ação de um
usuário que irá fazer uma recomendação.

Assim, no ambiente cooperativo o usuário

“ficha” a obra e a partir dai, o agente captura de interface “capturará” a obra e
baseado em alguns campos recupera obras semelhantes. O agente consulta adiciona a
sua base de conhecimento os campos mais utilizados na pesquisa. O usuário
personaliza sua biblioteca adicionando seus interesses (FIGURA 4) para que possa
automatizar seus fichamentos e organizar suas obras de interesse.

Figura 4 – Formulário Amigo On-line

�O agente Amigo busca usuários que possuem o mesmo tipo de interesse para
aproximá-los. O agente filtro colaborador verifica através da sua base de
conhecimento a que usuários pode interessar a obra armazenada. O agente captura o
perfil da obra, e a medida que o usuário interage com o ambiente adicionando
recomendações ele vai gerando o “melhor perfil”. Com o “melhor perfil” o resultado
será cada vez mais preciso. Os documentos resultantes da busca são exibidos para que
o usuário defina se quer ou não adicionar a sua estante de favoritos.

b) Processo de Coleta de Material Bibliográfico
Para agilizar ainda mais o processo de coleta (FIGURA 5) e seleção (FIGURA 6-7) de
sugestões de material bibliográfico, incluindo também a aquisição das sugestões é
desejável que várias tarefas repetitivas dos funcionários da biblioteca, dos professores
e alunos que participam de todo o processo sejam automatizados, pois desta forma, os
esforços dos participantes estarão voltados para as atividades que realmente requerem
intervenção humana.

Figura 5 – Sugestão de Material Bibliográfico para Compra

Figura 6 - Abertura de Seleção de Material Bibliográfico para Compra.

�Figura 7- Seleção de Material Bibliográfico para Compra

Para modelar o sistema, foi escolhida a tecnologia de agentes, tendo em vista que sobre
ela

apresenta

como

a

mais

apropriada

segundo

a

literatura

técnica

atual

(WOOLDRIDGE; JENNINGS; KENNY, 2000).

O Agente Área de Interesse verifica a área de conhecimento das sugestões compara
com área de conhecimento do usuário.

Então, comunica ao usuário as sugestões

referentes à área de conhecimento que está na base. Dois agentes funcionam como
notificadores. O primeiro, é o Agente Sugestão que possui a função de notificar aos
representantes de departamentos de ensino que os seus departamentos não estão
enviando sugestões, como também enviar informações de sugestões de material
bibliográfico que fizeram parte da lista de compra, mas que não foram adquiridos por
algum motivo. O segundo, é o agente Material que tem a função de enviar informações
de materiais bibliográficos adquiridos que chegaram à biblioteca para os representantes
de departamento de ensino, professores, alunos e bibliotecário de referência que
participaram do processo de seleção. Outra função deste agente é enviar informações
para os usuários das bibliotecas, de que os materiais bibliográficos adquiridos já estão
disponíveis para consulta.

O agente Disciplina tem como função informar aos professores coordenadores de curso
quando a quantidade de uma determinada obra não é suficiente para atender

ao

número de alunos que estão matriculados numa determinada disciplina.
Nestes dois ambientes os agentes executam uma série de atividades que são repetitivas,
pois estar informando a alunos e professores continuamente a respeito das
recomendações bibliográficas, sugestões que eles estão colaborando é um trabalho

�contínuo e que requer tempo. Os agentes computacionais darão suporte aos alunos e
professores através das constantes indicações de recomendação bibliográficas, fazendo
com que eles estejam sempre informados dos assuntos referentes a seus perfis. Já o
Bibliotecário Coordenador ganhará tempo para estar trabalhando com outras atividades
que requerem sua dedicação e com isso haverá melhoria na qualidade no
gerenciamento do processo de elaboração da lista de compra de material bibliográfico.

Além disso, um fator essencialmente importante é que os professores e alunos não
deixarão de ser informados a respeito de suas sugestões e com isso eles estarão
motivados a colaborar, pois o fato de saber dos resultados referentes às suas sugestões
fará com que ele participe mais do processo.

c) Integração
O Agente Integração terá como principal função tomar conhecimento das sugestões
bibliográficas indicadas pelos professores e através deste conteúdo consultar as
opiniões que foram fichadas atravé s das recomendações bibliográficas feitas pelos
alunos e professores. Assim, envolvendo no processo de sugestão e aquisição de
material as opiniões registrada no Amigo OnLine podemos construir um acervo que
seja realmente utilizado na atividade acadêmica, e contribuir de forma real no
desenvolvimento da coleção.
5 Considerações Finais
Na nossa cultura temos dificuldades em trabalhar em grupo, pois temos tendências ao
individualismo, porém hoje quando estamos diante de um problema notamos que se faz
necessário o trabalho cooperativo para que possamos resolvê-lo mais facilmente. Assim,
pode-se dizer que a falta de cooperação seria um dos principais problemas para o
sucesso do ambiente apresentado.

Observamos, que aplicando a proposta do ambiente cooperativo na “vida real” notamos
como somos favorecidos na resolução de problemas, e como o trabalho pode ser
enriquecido com as idéias do grupo. A proposta de integrar os ambientes possibilitará
aos professores, alunos e bibliotecários a trabalhar em conjunto com o objetivo

�compartilhar recomendações e de formar uma lista de sugestões de material
bibliográfico a ser adquirido que expresse a real necessidade da comunidade acadêmica
em qualquer instituição de ensino.
Além disso, o modelo proposto poderá ser aplicado, tanto no compartilhamento de
recomendações bibliográficas e na elaboração de uma lista de materiais bibliográficos,
quanto na criação de uma lista de compra para quaisquer tipos de material a ser
adquirido numa organização ou recomendação de qualquer objeto.

Em resumo, percebemos como é importante que a nova sociedade, valorize a
inteligência coletiva, e tenha consciência da importância de se compartilhar informações
na construção do conhecimento.

6 REFERÊNCIAS
[1] EVANS, Tim. Construindo uma Intranet. São Paulo: MAKRON Books, c1998.
[2] HILL, Mellanie. Intranet como groupware. São Paulo: Berkeley Brasil, 1997.
[3] LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática.

Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

[4] WOOLDRIDGE, M.; JENNINGS, N. R. Agent theories, architetures, and
languages: In: Intelligents Agents. Berlin: Springer-Verlag, 1995. p. 1-22.
[5] WOOLDRIDGE, M.; JENNINGS, N. R.; KENNY, David. The Methodology for
Agent- Oriented Analysis and Design. Boston: Kluwer Academic, 2000.
[6]GIRAFFA, L.; Boff,E (2000) “Construindo um Ambiente de Ensino -Aprendizagem
Cooperativo: Uma Experiência Interdisciplinar”. Anais SBIE 2000.
[7]LOPES, C.M.A. (2000) “Amigo OnLine: Um Ambiente Cooperativo para
Recomendações Bibliográficas”. Dissertação de Mestrado, UFES, 2000.
[8]BARROS, L. A. (1994) “Suporte a Ambientes Distribuídos para Aprendizagem
Cooperativa”. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, Tese de Doutorado.
[9]GUIMARÃES, R, C.: “Um Ambiente Cooperativo para Seleção de Material
Bibliográfico

a

Adquirir”.

Dissertação

de

Mestrado,

UFES,

2001.

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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