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                  <text>DINÂMICA EVOLUTIVA DA PESQUISA ESCOLAR
proposta de um modelo

Marouva Fallgatter Faqueti
Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú - BU UFSC - Florianópolis/SC/Brasil
Marouva@bol.com.br

Gregório Varvakis Rados
CIN - PPGEP -UFSC
Florianópolis/SC/Brasil
Grego@eps.ufsc.br

�1

DINÂMICA EVOLUTIVA DA PESQUISA ESCOLAR:
proposta de um modelo
Marouva Fallgatter Faqueti – BSCAC – BU - UFSC
Gregório Varvakis Rados - CIN – PPGEP - UFSC

Resumo
A Dinâmica da pesquisa, numa perspectiva construtivista, é um recurso educacional que
favorece a aprendizagem escolar, bem como, oportuniza ao educando o contato com um
instrumento que pode lhe ajudar no continuo aprendizado ao longo da vida através do uso de
informações. Neste sentido o artigo apresenta um modelo denominado “Dinâmica Evolutiva
da Pesquisa escolar” que objetiva traçar um caminho que possibilite facilitar a vivência do
processo da pesquisa escolar de uma forma dinâmica, criativa e crítica, envolvendo professor,
aluno e bibliotecário. A organização do modelo possui uma concepção sistêmica e complexa
apresentando suas premissas educacionais, o referencial teórico que apresenta as etapas
evolutivas do processo de pesquisa e uma organização didática que orienta sua
implementação.
.
Palavras-chave: Bibliotecário escolar; pesquisa escolar; processo de aprendizagem; pratica da
pesquisa

1 Introdução
Pode-se dizer que existe um consenso entre os bibliotecários escolares sobre a
importância de sua ação educativa no que tange a dinamização do prazer pela leitura,
mediação na

busca e uso de recursos informacionais disponíveis e/ou acessíveis em

bibliotecas, normalização de trabalhos escolares dentre outros.

Também se considera fato de

que essas ações, quando desenvolvidas de forma integrada com os professores, tendem a
alcançar um dimensionamento mais satisfatório para todos os envolvidos (QUINHÕES, 1998;
KIESER, FACHIN, 2000; FURTADO, 2000; COELHO, DIEGUEZ, MACHADO, 2000;
NEVES, 2000; BIANCARDI, 2000; BLATTMANN, 2000; MARTUCCI, 2000; CAMPELLO
et al, 2000).
Vê-se então a escola como um sistema complexo, como um organismo vivo,
composto de pessoas que interagem entre si e com o meio

em que estão inseridos

modificando-o e sendo modificados constantemente (MORIN, 2000). Esta forma de entender

�2

a realidade é que permite se fazer novas leituras quanto a

identidade do profissional

bibliotecário e o alcance de suas ações em biblioteca.
Uma das finalidades básicas da biblioteca escolar é buscar atender as necessidades
informacionais de seus usuários. Essas necessidades podem ser pontuais como por exemplo,
saber qual a produção de grãos em Santa Catarina no ano de 2001, ou mais abrangentes como
buscar elementos socio-econômicos que contribuíram para a referida produção de grãos; ou
ainda mais complexas envolvendo variáveis diferenciadas e interdisciplinares sobre o assunto.
Para cada um desses níveis, a interação educativa bibliotecário/usuário, segundo
Kulhthau ( apud ALVES, 2001) abrange envolvimentos de

mediação diferenciados. Quanto

maior for o nível de complexidade, maior deverá se o grau de entendimento do bibliotecário
sobre o processo de aprendizagem que se desenvolve no uso das informações, bem como suas
implicações inerentes considerando que os envolvidos não apenas pensam e agem, mas
também sentem.
Neste sentido, este trabalho visa apresentar um modelo para dinamizar a vivência
do processo de pesquisa escolar denominado “Dinâmica Evolutiva da Pesquisa Escolar”.
Fundamentado na atuação integrada de professores, bibliotecários e alunos, possui um
referencial teórico sobre as etapas evolutivas da pesquisa escolar,

avança

em direção a

construir orientações e instrumentos metodológicos para essa ação interdisciplinar e tendo
como sustentação básica algumas premissas educacionais.

2

A construção do modelo: etapas desenvolvidas

Visando contribuir para a reflexão e a busca de alternativas viáveis para se instituir
na prática a melhoria da qualidade da pesquisa escolar, articulando as potencialidades dos
sujeitos envolvidos nesse processo (aluno, professor e bibliotecário) em prol dos objetivos
educacionais das instituições de ensino, este trabalho foi construído tendo-se os seguintes
passos:

�3

Inicialmente buscou-se na literatura nacional e internacional identificar elementos
teórico-práticos sobre o processo de pesquisa escolar, bem como o papel do bibliotecário nesse
contexto
A análise comparativa das abordagens encontradas permitiu que se delineasse uma
proposta metodológica para a vivência processual da pesquisa escolar. Estruturou-se as etapas
da pesquisa em quatro grandes momentos (figura 01):
Iniciação

Exploração

Formalização

Avaliação

Figura 01 – Estrutura básica do pré-modelo para o processo de pesquisa escolar

Em posse desse estudo foi possível desenvolver uma pesquisa de campo junto a
alunos, professora e bibliotecária-educadora no Colégio Agrícola de Camboriú/UFSC,
objetivando conhecer como os sujeitos envolvidos no processo experienciariam a vivência da
pesquisa escolar em suas diversas etapas.
A aplicação da proposta permitiu avaliar sua pertinência e complexificar sua
estruturação visando ampliar os subsídios teórico-práticos que estimulem o desenvolvimento
do processo de ensino-aprendizagem através da pesquisa escolar de uma forma evolutiva,
envolvendo professores, alunos e bibliotecários. Originou-se assim o modelo “Dinâmica
Evolutiva da Pesquisa Escolar”.

3 Dinâmica Evolutiva da Pesquisa escolar: referenciais básicos do modelo
Entende-se por Pesquisa [...] "a atividade básica da Ciência na sua indagação e
construção da realidade" (MINAYO, 2000). O termo pesquisa escolar, corroborando a visão
de Minayo, é trazido na percepção de Freire (2000, p.32) onde o ato de pesquisar surge da
dinâmica do [...]“buscar curioso que indaga e se indaga, constata e constatando intervém e
intervindo educa e é educado".
Sendo assim, a pesquisa escolar é percebida enquanto ação, onde os sujeitos
envolvidos buscam respostas, reorganizam seus conhecimentos já existentes dando-lhes um
novo arranjo e agregando-lhes valores distintos de caráter inusitado. Entende-se também que

�4

este movimento se desenvolve de forma evolutiva, seguindo um curso probabilístico,
justificando-se assim a escolha do nome “Dinâmica Evolutiva da Pesquisa Escolar”.

3.1 Organização estrutural do modelo
A organização estrutural do modelo proposto possui uma concepção sistêmica e
complexa. Essa concepção apresentada por Leite (2000) fundamenta-se principalmente na
complexificação da Teoria dos Sistemas proposta por Edgar Morin.
Sendo assim o modelo proposto se caracteriza pela organização relacional de três
elementos fundamentais: a filosofia, a ciência e a técnica formando assim uma unidade global.
A filosofia engloba os saberes relativos aos valores e crenças que permeiam o contexto. A
Ciência apresenta a dimensão científica e conceitual e a técnica, organiza sua viabilidade
aplicativa.
A aplicação desse padrão organizacional ao modelo proposto para abordar a
“Dinâmica Evolutiva da Pesquisa Escolar”, configura o seguinte desenho (figura 1):

Premissas Educacionais

Referencial Teórico

Orientações
metodológicas

Figura 1 - Organização estrutural do modelo proposto
Fonte: Faqueti (2002)

Nesta estrutura:
•

As premissas educacionais que embasam este trabalho são adequadas aos referenciais
apresentados na Lei de Diretrizes e Bases, tendo como construto filosófico o pensamento

�5

de diversos autores destacando-se: Dewey (visão construtivista) e Paulo Freire (visão
dialógica e crítica).
•

O referencial teórico apresenta a evolução progressiva das fases da pesquisa escolar e a
análise de suas características apoiada no curso probabilístico de uma pesquisa, numa
perspectiva não linear.

•

As orientações metodológicas norteiam a aplicação prática do modelo, fornecendo
diretrizes para a organização didática dos procedimentos integrando a participação do
bibliotecário-educador junto a professores e alunos no processo de ensino-aprendizagem
através da pesquisa, podendo ser adequado a diversos níveis de escolaridade.
Essa organização revela-se sistêmica e complexa porque seus elementos interagem

de forma interdependente. Este formato adotado para o modelo proposto resulta da busca de
uma alternativa integradora para se pensar processos educativos. As linhas do pensamento
educacional necessitam de um canal que as transformem em uma proposta vivencial, desta
forma, o modelo teórico que fundamenta cientificamente a prática educativa deve estar
intimamente associado a uma reflexão sobre suas premissas e comprometido com orientações
metodológicas e procedimentos didáticos coerentes.

3.2 Referencial teórico sobre o processo de pesquisa escolar
Estudos na literatura nacional e internacional sobre o processo evolutivo da
pesquisa escolar oportunizaram o reconhecimento de diversas abordagens. Eisenberg e
Berkowitz (EISENBERG, 1997; 1998) apresentaram uma proposta de processo de pesquisa
focada no uso da informação para resolução de problemas. Kulhthau (1994; 2000) elaborou
um modelo processual

de busca de informação em

bibliotecas desenvolvido a partir de

padrões comuns de comportamento (pensamento, sentimento e ações) vivenciados por
estudantes de nível médio. Leite (2000) traçou uma relação entre o processo de pesquisa
escolar com o desenvolvimento da criatividade. Por fim, Demo (1997), enfatizou suas
contribuições, sob um enfoque metodológico-propedêutico, aliando teoria e prática para a
construção do conhecimento pela pesquisa, de forma crítica e criativa.

�6

A análise comparativa das abordagens supra citada, aliada aos resultados da
pesquisa de campo realizada junto a professores e alunos possibilitaram a elaboração do
quadro demonstrativo (figura 2) das etapas evolutivas do processo da pesquisa escolar,
comentado na seqüência:
ETAPAS EVOLUTIVAS DO PROCESSO DE PESQUISA ESCOLAR
INICIAÇÃO

Mobilização da
curiosidade

Identificação do
tema/problema
de pesquisa
Contatos
preliminares
com fontes de
informação
Seleção inicial
de um tópico de
Figuraestudo

EXPLORAÇÃO

FORMALIZAÇÃO

AVALIAÇÃO

Busca de
informações sobre
o tópico
selecionado

Avaliação
interpretativa das
informações

Retrospectiva do
processo vivido

Síntese e
reconstrução dos
conhecimentos

Apreciação do
produto final

Organização final
da pesquisa

Avaliação do
processo e
produto final

Seleção das
informações

Formulação do
foco

Coleta de dados
específica

Apresentação

Generalização da
experiência
vivida

Figura 2 – Etapas Evolutivas da pesquisa escolar
Fonte: Faqueti (2002)

Conforme indica o quadro acima, cada etapa envolve ações específicas a serem
vivenciadas pelo aluno/pesquisador, dentro de um curso probabilístico, podendo ser assim
descritas:

3.3.1 Iniciação
Refere-se ao início de todo o processo para o desenvolvimento de uma pesquisa
escolar, envolve a percepção sobre a necessidade de novas informações para a resolução de

�7

um problema, para o entendimento de um fenômeno ou elaboração de um trabalho. A vivência
desta etapa pode abranger as seguintes passos:
•

Mobilizar a curiosidade – Estar aberto e curioso diante dos fatos ou fenômenos
convocando a imaginação do aluno/pesquisador, suas emoções, sua capacidade de
formular perguntas criativas e descobrir o que não conhece.

•

Identificar o problema/tema da pesquisa – Elaborações mentais se processam do
educando/pesquisador que busca compreender o problema/tema relacionando com
experiências anteriormente adquiridas, tecendo considerações sobre possíveis tópicos a
serem abordados e formulando questionamentos. Cada qual estabelece uma relação
significativa com o objeto de investigação.

•

Contatar preliminarmente as fontes de informação – O educando/pesquisador busca
obter informações gerais sobre a temática, observando o contexto envolvido, conversando
com professores, colegas, pais ou parentes, consultas aos catálogos de bibliotecas, Internet,
acessando algumas informações.

•

Seleção do tópico de estudo – O reconhecimento geral sobre as possibilidades
informacionais disponíveis aliado aos interesses pessoais, o tempo disponível e os
objetivos as serem alcançados com a realização da pesquisa permitem ao educando a
escolha de seu tópico de pesquisa.

3.3.2 Exploração
O educando, após ter escolhido em termos gerais o tema/problema a ser resolvido e
o tópico a ser estudado, parte em busca de informações, numa perspectiva do geral para o
específico:
•

Busca de informações bibliográficas sobre o tópico selecionado – investigação inicial
sobre o tópico selecionado, buscando reconhecer as possibilidades e limites sobre o
assunto. Neste momento é normal que se depare com informações contraditórias e
inconsistentes, muitas vezes não ratificando previsões construídas.

�8

•

Seleção das informações – A leitura e seleção das informações, até então, adquiridas é
que permite que o educando/pesquisador reconstrua seus questionamentos com um
aprofundamento crítico, agora com mais conteúdos sobre o tópico de pesquisa. Envolve
identificar e selecionar as fontes de informação e idéias relevantes sobre o tópico de
pesquisa.

•

Formulação do foco – Embora o foco possa ser formado num repentino insight, ele
normalmente emerge gradualmente num processo de construção da aprendizagem como no
momento da iluminação do processo criativo. Quanto maior for o envolvimento do
educando melhor são as chances de que o foco do trabalho adquira um caráter
personalizado e criativo. A formulação do foco afunila os limites do estudo de acordo com
as informações coletadas, os conhecimentos e experiências anteriores do educando e sua
interação contextual. Ele marca o fim do período exploratório difuso e pouco delineado e o
início do período de exploração focada. A partir deste momento o aluno/pesquisador é
capaz de definir a coleta de dados sobre o foco da pesquisa e formular estratégias de busca
das informações com maior precisão.

•

Coleta de dados específica – A tarefa é reunir informações pertinentes sobre o foco
escolhido, utilizando o(s) método(s) escolhido(s). Neste momento é importante definir
quais são as fontes de informação mais relevantes e saber como acessá-las.

3.3.3 Formalização
Nessa terceira etapa,

se processa o uso efetivo das informações onde se

evidenciam a reflexão crítica, a interpretação e a elaboração própria do pesquisador. Refere-se
as fases de reconstrução do conhecimento:
•

Avaliação

interpretativa

das

informações

–

As

informações

coletadas

são

criteriosamente avaliadas e selecionadas de acordo com parâmetros pré-estabelecidos.
•

Síntese e reconstrução do conhecimento – É a aplicação de todas as informações
consideradas necessárias para responder sobre o tópico ou problema levantado. A síntese
envolve a reestruturação e reorganização da informação com elaboração própria, de uma
forma original, crítica e criativa.

�9

•

Organização final da pesquisa - Durante todo o processo vivido o educando/pesquisador
esteve construindo esta organização. O cessar deste movimento culmina com o
encerramento das buscas e a formatação final da pesquisa de acordo com os padrões
estabelecidos inicialmente.

•

Apresentação – Comunicação formal dos resultados da pesquisa.

3.3.4 Avaliação
Fase final do processo de pesquisa escolar. Momento de reflexão sobre o processo
vivido e o produção final do trabalho.
•

Apreciação do produto final – Este olhar permite apreciar o produto sem ainda tecer
julgamentos de valor.

•

Avaliação do produto final – Os alunos/pesquisadores auto-avaliam seu produto
podendo-se utilizar os critérios pré-estabelecidos no início dos trabalhos, favorecendo
assim o incremento da responsabilidade por sua aprendizagem.

•

Avaliação do processo vivido – Envolve o reconhecimento pelos alunos do processo
vivido para elaboração da pesquisa escolar. Esta forma de avaliação raramente é
considerada relevante no sistema educacional brasileiro, mas assume significação especial
para a reflexão do educador e educando sobre os caminhos trilhados e os resultados
alcançados, tornando-os assim mais capazes de organizar a experiência vivida.
Identificado assim o fluxo probabilístico do processo de pesquisa escolar pode-se

delinear algumas orientações metodológicas e procedimentos didáticos para facilitar sua
vivência em sala de aula e integrando o bibliotecário no contexto.

3.4 Referências didático/metodológicas
A organização metodológica visa oferecer suporte para facilitar a experimentação
processual da pesquisa escolar, respeitando-se a progressividade de sua dinâmica evolutiva.
Para tanto, segue-se o padrão convencional de planejamento didático acrescentando algumas
proposições apresentadas Leite em seu
(FAQUETI 2002).

Método de Facilitação do Processo Criativo

�10

A

implementação

do

modelo

envolve

uma

seqüência

de

atividades

de

planejamento, execução e acompanhamento, conforme indica a figura 3 - Evolução do ciclo
didático, dando assim condições para que os organizadores (professores e bibliotecários) da
Dinâmica tenham condições de prever, programar, executar e avaliar o processo de ensinoaprendizagem.
EVOLUÇÃO DO CICLO DIDÁTICO

Plano geral
da
“Dinâmica
Evolutiva da
Pesquisa”

Fase de
Planejamento

Profissionais
Envolvidos:
Professores
e
bibliotecários

Fase de
Execução

Acompanhamento
evolutivo

Retroalimentação

Figura 3 - Evolução do ciclo didático
Fonte: Faqueti (2002)

3.4 1 Procedimentos didáticos
Visando favorecer a vivência evolutiva da pesquisa escolar tendo-se como público
alvo, alunos do ensino médio e ensino técnico profissionalizante, organizou-se um quadro
(figura 04) indicando possíveis

ações a serem implementadas pelos professores e

bibliotecários envolvidos durante cada etapa da pesquisa.
Destaca-se que as indicações orais apresentadas emergiram de estudos e análises
sobre os resultados da pesquisa de campo realizadas junto a alunos e professora no Colégio
Agrícola de Camboriú, quando foi possível diagnosticar zonas potenciais de intervenção
bibliotecária.

�11

AÇÕES DOS EDUCADORES NA PESQUISA ESCOLAR
PROFESSOR
INICIAÇÃO

EXPLORAÇÃO

• Apresentar o tema e/ou acolher de • Apresentar uma introdução
temas trazidos pelos alunos;
sobre o processo da pesquisa, fontes
de informação primária, secundária e
• Facilitar o contato progressivo
terciária, bem como, métodos de
com a temática explorando-se diversas
coleta de dados;
possibilidades;
• Diagnosticar
lacunas
de
• Introduzir noções básicas sobre o
conhecimento entre os envolvidos
que é pesquisa, o que é pesquisável,
sobre as formas de acesso a
sua importância no nível da formação
informações
disponíveis
em
pessoal e profissional; tipos de bibliotecas;
pesquisa.
• Organizar, com base no
• Favorecer um espaço para reflexão
diagnóstico
acima
citado,
para a escolha de um tópico de estudo;
treinamentos específicos para suprir
Estabelecer com os alunos os as necessidades identificadas.
parâmetros gerais da pesquisa:
objetivos a serem alcançados, métodos
de pesquisa, forma de apresentação,
cronograma e forma de avaliação.
• Acompanhar as buscas de
informação proporcionando espaços
para livre exploração dos tópicos de
pesquisa selecionados visando ampliar
o repertório de conteúdos e
experiências e facilitar o despertar
criativo

• Mediar o processo de busca de
informações
na
biblioteca,
formulação de estratégias de busca,
avaliação e seleção das fontes de
informações, podendo-se organizar
intervenções
diretas
(aulas
estruturadas) ou indiretas (mediação
informal), de forma individual ou
• Orientar o processo de formulação
grupal dependendo do nível de
do foco da pesquisa (delimitação do
complexidade da pesquisa e das
problema/tema).
necessidades dos alunos.

FORMALIZAÇÃO • Orientar
o
processo
de
formalização final do trabalho,
buscando favorecer que o educando
encontre uma forma harmônica e
adequada aos parâmetros préestabelecidos para apresentar os
resultados alcançados.
AVALIAÇÃO

BIBLIOTECÁRIO-EDUCADOR

• Orientar
bibliográfica.

a

referenciação

• Colaborar na orientação sobre a
apresentação final do trabalho
escrito.

• Organização de um espaço que • Participar do processo avaliativo
favoreça aos alunos e educadores da pesquisa escolar.
envolvidos poder apreciar e avaliar o
• Sugerir formas da divulgação
produto final da pesquisa;
dos resultados para a comunidade
• Proceder à avaliação do produto escolar
(jornal,
arquivo
na
final dos alunos, levando-se em biblioteca, etc).
consideração os resultados de sua
própria auto-avaliação;

�12

Figura 04 – Ações dos educadores na pesquisa escolar

Vale ressaltar que os procedimentos didáticos deverão ser ajustados de acordo com
o público alvo a que se destina e os objetivos que se deseja atingir com o trabalho de pesquisa,
devendo-se, portanto proceder às devidas adequações em cada aplicação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A configuração desse modelo resultou da busca de uma alternativa integradora para
se pensar processos educativos. Sua proposta visa assegurar um desenvolvimento gradativo e
seqüencial das atividades de ensino-aprendizagem através da pesquisa escolar, possibilitando
o acesso à informação, à reflexão crítica e à formalização criativa na produção de
conhecimentos, integrando bibliotecário, professor e aluno no processo.
A proposta apresentada de um modelo para a vivência do processo de pesquisa
escolar interligando bibliotecário, professor e aluno, foi o resultado de uma ampla investigação
teórica e prática.
A pesquisa escolar é um importante instrumento metodológico de ensinoaprendizagem, sendo possível, através dela, desenvolver ações educativas de cunho
interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar. Sua utilização, dentro de parâmetros
construtivistas,

favorece

ao

desenvolvimento

de

competências,

habilidades

básicas

e

específicas indispensáveis à formação profissional do educando. Em fim, sua prática pode
contribuir para que o educando aprenda como transformar informação em conhecimento e
assim continuar aprendendo ao longo de sua vida profissional.
Ressalta-se que para sua aplicação, tanto professor quanto o bibliotecário devem
estar conscientes de suas funções educacionais enquanto estimuladores do processo de
aprendizagem desenvolvidos na escola. Estar presente em tudo o que fazem, de forma
significativa e abertos para o estabelecimento de parcerias são alguns elementos chaves para
que os objetivos educativos possam ser alcançados com proficiência e sabedoria.

�13

REFERÊNCIAS

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estudantes do curso de pedagogia da UFSC, a luz do modelo SPI (Information Search
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Information.

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�14

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                <text>SNBU - Edição: 12 - Ano: 2002 (UFPE - Recife/PE)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: espaços de (r) evolução do conhecimento e da informação.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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