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                  <text>PLANO DE GESTÃO DO WEBSITE DO SIB i/USP COM A IMPLANTAÇÃO
DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Marcia Rosetto
Universidade de São Paulo
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
mrosetto@usp.br
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Universidade de São Paulo
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
marizadc@usp.br
Virgínia de Paiva
Universidade de São Paulo
Instituto de Física
Serviço de Biblioteca e Informação**
vfrances@sbi.if.usp.br

*

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS – Departamento Técnico
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374 - 1º andar - Cidade Universitária
05508-900 - São Paulo, SP - Brasil
Fone: (0XX11) 3091-4194 e 3091-4197 - Fax: (0XX11) 3815-2142 - dtsibi@org.usp.br
http://www.usp.br/sibi
**
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
INSTITUTO DE FÍSICA – Serviço de Biblioteca e Informação
Rua do Matão, Trav. R, 187 - Cidade Universitária
05508-900 - São Paulo, SP - Brasil
Fone: (0XX11) 3091-6923 e 3091-6746 - Fax: (0XX11) 3091-6703 – bib@if.usp.br

�Resumo
Os ambientes de trabalho, estudo e lazer vêm sendo significativamente impactados pela
incorporação de tecnologias de informação e comunicação. Nessa nova ordem social, a
informação e os meios de comunicação se confirmam como fatores estratégicos para a geração
de novos conhecimentos. Na área de Ciência da Informação, a serviço das atividades de
ensino,

pesquisa

e

extensão,

as

transformações

em

andamento

são

significativas,

especialmente nas metodologias para o desenvolvimento de conteúdos e nas formas de
comunicação. Nesse cenário, a biblioteca desenvolve recursos on-line, com ênfase para o
acesso a índices de citações, periódicos eletrônicos, bases de dados, entrega de documentos
entre outros. Para isso deve desenvolver a capacidade de categorizar, armazenar, e dispor de
sistemas com funções integradas, que proporcionem acesso às informações com recursos
eletrônicos. Assim, para melhor aproveitamento da tecnologia

disponível

para o Sistema

Integrado de Bibliotecas da USP, foi elaborado um plano de gestão para o seu website, que
possibilitará a reunião de informações selecionadas nos repositórios web do Sistema,
ampliando a disseminação e facilitando o acesso ao usuário final, com agregação de valor aos
recursos informacionais (produtos e serviços) oferecidos.

Eixo temático: Gerenciamento de Tecnologias em Bibliotecas Universitárias
Palavra-Chave: Website – gerenciamento
Sistema de informação

�1 Introdução
São muitos os sinais de que o conhecimento se tornou o recurso econômico mais
importante para a competitividade das organizações e dos países, onde a gestão pró-ativa
desse conhecimento adquire um papel central (Terra, 1999).
Esse cenário decorre, principalmente, do desenvolvimento das tecnologias de
comunicação e de informação que nessas últimas décadas trouxeram grande impacto à
sociedade, proporcionando a infra-estrutura apropriada às estratégias de gestão, com redes
de serviços locais, regionais e internacionais, dentre as quais se consagrou a Internet.
Os ambientes de trabalho, estudo e lazer vêm sendo significativamente impactados
pela incorporação dessas tecnologias e, segundo Fonseca (2000), estas sempre foram
forças transformadoras da comunidade humana ao longo de toda sua história. “Sinais de
fumaça, códigos sonoros e tambores, escrita, imprensa, fotografia, telégrafo, rádio, cinema,
televisão e Internet são exemplos de como a humanidade necessita de informação e de
canais de comunicação para criar o ambiente propício ao seu crescimento e evolução”.
Assim, nessa nova ordem social que se estabelece, a informação e os meios

de

comunicação estão se confirmando cada vez mais como fatores estratégicos para a geração
de novos conhecimentos, equiparando-se aos recursos de produção, materiais e financeiros;
“agora a informação não é apenas um recurso, mas o recurso... a importância de
informação para as organizações é universalmente aceita, constituindo, senão o mais
importante, pelo menos um dos recursos cuja gestão e aproveitamento estão diretamente
relacionados com o sucesso desejado” (Moresi, 2000).
Através dessas características, um novo paradigma se define, designado pelos
pesquisadores como Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento, criando
novos conceitos para as atividades sociais, de poder, de tempo e espaço, onde o virtual é o
novo território e a informação desempenha um papel crescente para a geração de novos
conhecimentos. Nesse contexto, o paradigma de posse da informação se altera para o
acesso à informação, independente de onde ela esteja.
Na área de Ciência da Informação, a serviço das atividades de ensino, pesquisa e
extensão,

as

transformações

em

andamento

são

significativas,

especialmente

nas

metodologias para o desenvolvimento de conteúdos e nas formas de comunicação.
Conforme Moran (2000) “Educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas e
organizações transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem (...). Na
1

�sociedade da informação todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a
ensinar e a aprender; a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal
e o social”.
Os avanços tecnológicos aumentam a dimensão do acesso e da distribuição da
informação e do conhecimento. Na área biblioteconômica,

de acordo com Lancaster e

Sandore (1997), a “Internet é o recurso eletrônico que atualmente tem provocado maior
impacto nos serviços e operações de bibliotecas e nas atividades profissionais dos
bibliotecários”.
Verificam-se as modificações que vêm ocorrendo nas formas tradicionais de
transmissão de conteúdos(1) e as possibilidades que a rede Internet oferece (2) , novas
metodologias para preparação e apropriação de conteúdos.
Da mesma maneira, as bibliotecas modificam sua forma de atuar, com a implantação
de serviços em rede:
Formas Tradicionais

Em Rede (Internet)

− Catálogos em fichas

− Catálogos on-line

− Índices impressos

− Bases de dados

− Comutação via correio (cópias)

− Comutação on-line

− Empréstimo local

− Empréstimo on-line

− Assistência face-a-face, ou por meios de

− Interatividade via rede (virtual)

comunicação tradicionais (fax, telex etc.)
Fonte: Lancaster e Sandore (1997)

Nesse panorama, a tecnologia de comunicação e de informação contribuem,
velozmente,

para o desenvolvimento de novas formas de acesso e transmissão do

conhecimento, caracterizando novos sistemas componentes da “educação virtual” (Samier,
1998).
O novo modelo de atuação está levando as instituições a reverem e modificarem as
políticas e os procedimentos existentes. Como exemplo de estratégia para a construção de
uma comunidade eletrônica para o aprendizado, pode ser citado o projeto realizado em
1996 pela California State University: “ Target 2000 – Building the Electronic Learning

(1)
(2)

Oral , textos, audiovisuais (slides, filmes, vídeos, outros), TV, entre outros.
Videoconferência, e-mail, chat, fórum, recursos multimídia.
2

�Community”, onde são implementados programas(3) com essa filosofia. Esse projeto
estabelece que “o programa da biblioteca deve prover e organizar a informação de forma
que seja o coração do ambiente eletrônico para o aprendizado”. Nesse ambiente, a
biblioteca desenvolve recursos on-line, com ênfase para o acesso a índices de citações,
periódicos eletrônicos, bases de dados com textos completos e entrega de documentos.
Deve, também, desenvolver a capacidade de categorizar, armazenar, prover acesso a
informações e dispor de sistemas com funções integradas, que proporcionem

a

recuperação de dados com “recursos eletrônicos”.
Para isso, as organizações precisam de profissionais com “...capacidade de planejar,
comunicação mais fácil, trabalho em equipe...competência teórica, conhecimento dos
produtos/serviços e dos processos/atividades, habilidades de intervir na produção,
capacidade de organização do próprio trabalho e senso de auto-crítica” (Belluzzo, 1999),
para atender a demanda a partir do novo paradigma. Por sua vez, para melhor proveito
desses recursos, o segmento usuários remotos(4) deve ter, como pressuposto, domínio de
informática e habilidades para a apropriação adequada dos conteúdos. Os dinamizadores
e/ou mediadores de informação/conteúdos e os receptores

estarão interagindo num

ambiente que ao mesmo tempo é real e virtual, sendo esse último efetivado pelas redes
telemáticas que proporcionam essa amplitude na comunicação.
Como pode ser verificado, o desenvolvimento tecnológico se revela como um dos
setores mais promissores para a difusão do conhecimento. No Brasil, de acordo com dados
estatísticos (5) , o País brevemente será o 9º, em escala mundial no uso da Internet, com
previsão de 24 milhões de usuários, em 2005.
Em decorrência desse avanço, as características da biblioteca vêm se modificando.
Conforme Michael Dertouzos “as bibliotecas continuarão com a custódia dos materiais
sólidos, com destaque para os livros. Contudo, elas se tornarão também gerenciadoras de
linhas de comunicação com outros locais de conhecimento (...) decidindo quais merecem

(3)

Cinco programas macro são explanados: Instructional Support (Faculty Computing, Student Co mputing,
Classroom Technology, Library Resources and Services, Distance Learning); Communication Systems;
Institutional Support; Curriculum Development Support; Faculty/Staff/Student Training and Support.
(4)
Usuário remoto – que se utiliza dos recursos tecnológicos (meios de comunicação via rede de
computadores e equipamentos – hardware e software ) e informacionais a distância, mediados
principalmente pela Internet, que oferece ferramentas para serviços de correio eletrônico, transferência de
dados e acesso on-line à informação, entre outros (Hypólito, A. et al, 2000).
(5)
Seminário Regional da OMPI sobre Comércio Eletrônico e Propriedade Intelectual para Países da América
Latina (2000).
3

�menção pelos selecionadores e hiperorganizadores da biblioteca local (...) e será crucial
para a qualidade das instituições de ensino no futuro” (apud Cunha, 2000).
Nesse ambiente, a rede Internet se constitui em um grande canal a ser utilizado como
ferramenta de trabalho, oferecendo maior

visibilidade e acesso aos serviços de

informação, e promovendo maior interatividade com os usuários e outros profissionais.
Várias experiências estão sendo desenvolvidas quanto à utilização da Internet na área
educacional; no tocante à Universidade de São Paulo (USP), que já possui iniciativas na
área, a tendência é ampliar o desenvolvimento de programas/conteúdos através desse meio
de comunicação e o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP se insere nesse
contexto.
2 O SIBi/USP na WWW
Atualmente, no SIBi/USP convivem 39 bibliotecas com diferentes níveis/estágios de
automação, de acordo com os recursos tecnológicos utilizados em suas atividades e
prestação de serviços. Predominam as bibliotecas híbridas, ou seja, aquelas que dispõem de
recursos tradicionais e eletrônicos (Anexo 1).
De acordo com seu planejamento estratégico e em consonância com a política da
Universidade, o SIBi/USP desenvolve ações que propiciam a ampliação dos serviços de
informação (Anexo 2), com uso de recursos tecnológicos, participando inclusive, de
programas interdisciplinares para elaboração de novos serviços/produtos em ambientes
digitais/virtuais (ex. Teses Digitais da USP – http://www.teses.usp.br; Biblioteca Digital de
Obras Raras, em desenvolvimento).
Desde 1997, com a reformulação do website do SIBi/USP, foi possível disseminar
informações sobre o mesmo (39 bibliotecas e o Departamento Técnico), pela Rede de
Serviços do SIBi/USP – SIBiNet, bem como oferecer o acesso público ao Banco de Dados
Bibliográficos da USP-DEDALUS, catálogo coletivo das bibliotecas do Sistema, com
recursos de www (6) .
Para melhor aproveitamento de recursos tecnológicos disponíveis para o Sistema e
atendimento à demanda por aprimoramento dos serviços e produtos já existentes, tornou-se
urgente mais uma reformulação do website do SIBi/USP para acompanhamento das
tendências.
(6)

O DEDALUS esteve disponível para acesso pela Internet, desde 1993 , por ferramenta Telnet.
4

�Dessa forma, pretende-se instalar, a partir do novo website,

um serviço que

possibilite a reunião de informações selecionadas nos repositórios web do DT/SIBi e
bibliotecas, ampliando a disseminação e facilitando o acesso para o usuário final, com
agregação de valor aos recursos informacionais (produtos e serviços) oferecidos.
A construção da nova versão do website contempla a estrutura da informação e o
projeto gráfico propriamente dito. Está apoiada em procedimentos, ferramentas e padrões
normativos, consagrados por estudos e experiências congêneres, em consonância com a
bibliografia consultada. O website deve ter como características:
• conteúdo calcado nos repositórios de informação do DT/SIBi e bibliotecas;
• ferramenta de busca por diretórios;
• base de dados com estrutura de metadados;
• projeto gráfico que proporcione uma interface de navegação simples, clara e
objetiva, com etiquetas de fácil compreensão pelo usuário;
• adoção de software(s) que proporcionem facilidade de uso (relativo ao esforço
despendido pelo usuário)

e

acessibilidade (tecnologias adaptativas para

portadores de deficiência visual);
• mecanismos de recuperação de informações sobre uso (indicadores) do sistema
para subsidiar novas ações.
Através dos recursos tecnológicos, os conteúdos devem ser organizados, de forma
qualificada, para oferecer um serviço que atenda às expectativas da comunidade usuária,
com mecanismos capazes de mediar as informações e o usuário propriamente dito, a partir
das suas reais necessidades.

3 Plano de gestão para reformulação do website do SIBi/USP com a implantação de
um sistema de informação
Para desenvolver um novo website para o SIBi/USP, com um sistema de informação,
foi constituído um projeto, desdobrado em duas etapas:
1ª Etapa - Reformulação do projeto gráfico do website da SIBiNet, a partir da
reestruturação dos conteúdos nele já existentes como núcleo inicial da
proposta (etapa implantada);

5

�2ª Etapa

- Criação de um sistema de informações que amplie os conteúdos já existen-tes,
com

outros

oriundos

dos

websites

das

bibliotecas

do

SIBi/USP,

proporcionando aos usuários mecanismos de busca para recuperação dos
serviços e produtos na área de bibliotecas, na USP, a partir de um mesmo
instrumento localizador. Nessa etapa, a manutenção deve ocorrer de forma
dinâmica.
3.1 Objetivos
3.1.1 Geral:
Oferecer ao usuário um sistema de informação, via web, para o SIBi/USP, de modo
a proporcionar visão ampla dos recursos informacionais disponíveis no Sistema.
3.1.2 Específico:
Planejar

ações para criar um sistema de informação, contendo a metodologia para

estruturar e representar os conteúdos dos websites das bibliotecas e do DT/SIBi,
agrupando-os e qualificando-os de modo a permitir a recuperação dos mesmos por sistema
de busca em base de dados, a partir de website.
3.2 Metodologia da proposta
A elaboração da presente proposta está fundamentada nas tendências observadas na
literatura, no ambiente externo e nas experiências já desenvolvidas sobre o assunto.
Considera a situação atual do website do Sistema (DT e bibliotecas), que conta com um
potencial de informações existentes nesses ambientes. Propõe a elaboração de um plano
para a construção de um sistema de informações, ampliando as facilidades de acesso para o
usuário final, e recomenda procedimentos para a implantação do mesmo.
Dessa forma, a metodologia tem característica de análise descritiva, levando em
conta: as condições atuais do website, as necessidades identificadas em estudos efetivados
e sugestões recebidas, e como alcançar as soluções para atendê-las, ou segundo Salomon
(1972 p.131-132), “análise de conteúdo que consiste no exame sistemático de informes ou
documentos como fonte de dados”.
3.3 Metas, Resultados e Atividades
Para se atingir os objetivos propostos, foram definidas metas, resultados a atingir e o
roteiro de atividades a serem desenvolvidas para a consecução das mesmas (Quadro 1).

6

�Quadro 1 –Desenvolvimento do projeto: metas, atividades, resultados
Fases de
Desenvolvimento

• Análise de dados

Metas

Resultados a atingir

Atividades a serem desenvolvidas

• Definir a abrangência

• Relação dos itens levantados

− Identificação dos conteúdos dos websites das
bibliotecas e do DT/SIBi.

• Estruturar as informações do

• Tabela de categorias dos recursos

− Estabelecimento das grandes categorias para a
classificação dos itens identificados, tendo por base
as categorias de serviços já prestados pelo SIBi/USP
(Anexo 2), cujos indicadores numéricos denotam a
relevância dos mesmos(7).

do
conteúdo das informações
dos
websites a serem
indexados (inventário).
inventário em
hierárquicas.

categorias

informacionais
indexados

a

serem

• Outras tabelas de categorias em
função das bases a serem criadas:
notícias, entidades (bibliotecas,
Unidades
USP,
instituições
conveniadas)

• Desenvolvimento
do Website

• Estabelecer

padrão
de
navegação para acesso às
informações nos websites do
sistema.

• Mapa do site

− Tratamento das informações:
a – categorização dos itens identificados pelas
grandes áreas estabelecidas; ex: tipos de
serviços;
b – indexação por assunto, utilizando o Vocabulário
Controlado da USP.
− Elaboração, nos mesmos moldes da tabela de
categoria de serviços, para bases de dados
complementares como por exemplo: notícias,
entidades (bibliotecas, Unidades USP, instituições
conveniadas e prestadores de serviço na área, entre
outros).
− Definição das categorias (rótulos/ etiquetas) para
estruturar a navegação no website.
− Estabelecimento dos fluxos de navegação (menu) e
da manutenção de coerência entre os mesmos.

(7) Universidade de São Paulo. Sistema Integrado de Bibliotecas. Dados Estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas 2001. São Paulo: SIBi/USP. 2002. 93p.
Outras categorias poderão ser incluídas, de acordo com as tendências observadas na literatura especializada que registra novas modalidades de serviços incorporadas à
cultura das bibliotecas e sistemas de informação.

7

�Fases de
Desenvolvimento

Metas

• Desenvolver projeto gráfico,

Resultados a atingir

Atividades a serem desenvolvidas
− Estabelecimento de critérios para o visual do website
(ex.: navegação simples, mínimo de recursos
tecnológicos, identidade visual, entre outros).

• Proposta gráfica do website

com base na estrutura da
informação definida.

• Sistema
Informação

de

• Definir bases de dados a
serem criadas para o sistema
de informações, a partir do
inventário dos conteúdos.

• Relação das bases de dados que
integrarão
o
informações

sistema

de

• Definir padrão de estrutura

• Modelagem das bases de dados

dos dados para a construção
de bases de dados definidas.

a serem criadas, com a adoção de
padrão internacional

− Análise da estrutura da informação categorizada para
estabelecimento das bases de dados.

− Análise e definição de formato metadados, de acordo
com padrão internacional, para a modelagem das
bases de dados a serem implantadas; exemplos:
GILS, Dublin Core, MARC, entre outros.
− Análise e definição dos campos a serem adotados
dentro das especificações do formato selecionado.
− Estabelecimento dos campos a serem indexados, com
vistas à recuperação da informação pelo usuário
final.

• Definir diretrizes para a
descrição das informações
nas bases de dados.

• Procedimentos de descrição dos
conteúdos nas bases de dados

• Estabelecer diretrizes para a

• Políticas de responsabilidade,

manutenção das bases de
dados.

formulários on-line e programa
de
treinamentos
para
a
manutenção das bases de dados,
suporte técnico para resolução de
dúvidas

8

− Estabelecimento de padrões para a introdução de
dados
qualificados,
utilizando
instrumentos
existentes, como por exemplo: ISDN, AACR2,
tabelas de assunto, tabelas de conteúdos pré definidos, entre outros.
− Elaboração de procedimentos para os integrantes do
Sistema participarem da manutenção das bases de
dados.
− Elaboração de formulários para cadastramento dos
conteúdos nas bases de dados.
− Planejamento de um programa de treinamento para a
manutenção das bases propriamente ditas.

�Fases de
Desenvolvimento

Metas

Resultados a atingir

Atividades a serem desenvolvidas
− Definição do tipo de atendimento a ser oferecido para
suporte técnico das atividades de manutenção das
bases de dados.

• Estrutura

física
(programas
e
equipamentos)

• Indicadores
qualitativos
quantitativos

• Analisar

e
selecionar
software para:
gerenciamento da base de dados e
interface de recuperação das
informações; acessibilidade
(acessos especializados às
informações dos websites);
controles
estatísticos;
editoração gráfica do site.

• Estabelecer mecanismos para
e

interatividade com o usuário.

• Estabelecer mecanismos para
controles numéricos
atividades do website.

• Avaliação
projeto

do

das

• Estabelecer parâmetros para

• Indicação de software(s) para as
diversas finalidades:
implementação gráfica, bases de
dados, busca, entre outros

− Levantamento de software(s) existentes no mercado
para as finalidades pretendidas.
− Análise das características dos software(s)
identificados, dando preferência aqueles de domínio
público.

para envio de
sugestões pelo usuário (livre ou
dirigido)
com
mecanismos
automáticos de indexação para
identificar
necessidades
de
informação, bem como de perfis
dos usuários para subsidiar
estudos
de
possíveis
aprimoramentos dos serviços/
produtos e atendimento por
segmentação de usuário

− Elaboração de formulário on-line para manifestação
do usuário quanto a: sugestões, necessidades, entre
outros.

• Relatórios numéricos de acesso

− Definição dos tipos de controles estatísticos a serem
fornecidos, a partir dos acessos efetivados ao
website.

• Formulário

às informações com vistas a
subsidiar elaboração de matriz de
necessidades do usuário

• Implantação do projeto

acompanhar o progresso do
projeto no decorrer de suas
etapas.

9

− Estabelecimento de procedimentos para classificar,
via software, os dados coletados quanto a: tipos de
serviços/ produtos ou categorias de usuários.
− Elaborar procedimentos para verificação do nível de
satisfação do usuário (formu -lário específico e
definição de periodicidade).
− Análise dos resultados das avaliações periódicas para
retroalimentação do sistema.

− Análise das atividades a serem desenvolvidas para
verificação de possíveis desvios em relação às metas
definidas e respectivas ações corretivas.
− Elaboração de parâmetros para medição do
desempenho da equipe face às responsabilidades
definidas.

�3.4 Planejamento de recursos para execução da proposta (8)
3.4.1 Recursos humanos e equipamentos/materiais
Para o desenvolvimento das fases previstas e respectivas metas delineadas, será
necessário:
•

definir uma equipe e estabelecer as qualificações pessoais a serem observadas no
preenchimento das posições no projeto, inclusive as atribuições/ responsabilidades;

•

definir recursos físicos e materiais necessários para implementação do sistema
pretendido.
No Quadro 2 apresenta-se o dimensionamento previsto para o desenvolvimento do

sistema de informação da SIBiNet – Rede de Serviços de Informação do SIBi/USP.
Quadro 2 – Previsão de recursos para implementação da proposta
Fases de
Desenvolvimento

Recursos
Humanos

Análise de Dados

2 Bibliotecários
1 Técnico de
Documentação

Desenvolvimento do
Website

2 Bibliotecários
1 Webdesigner
1 Webmaster

Sistema de Informação

2 Bibliotecários
1 Analista de sistema

Materiais

- 3 microcomputadores
- Software Excel
- Vocabulário Controlado USP
- Software para design gráfico (ex.: PhotoShop, Coral Draw)
- Editor de WebPage (ex.: Dreamweaver, Composer,
Frontpage)

- Servidor (hardware)
- Servidor de páginas web (ex.: Apache, Windows)
- Software para base de dados (entrada e gerenciamento de
dados)

- Software para interface de recuperação
- Normas e padrões para estrutura de dados de descrição de
Estrutura física
(programas e
equipamentos)

1 Bibliotecário
1 Analista de sistema
(Base de Dados)
1 Webmaster
Indicadores qualitativos e 1 Bibliotecário
quantitativos
1 Analista de sistema

-

- Software para gerenciamento e controle de mensagens
-

(8)

conteúdos
Catálogos e fonte de informação sobre equipamentos
computacionais, software, entre outros

recebidas
Software para verificação de frequência de ocorrências em
busca
Software para realização de dados estatísticos do website

“Em pequenos projetos, o planejamento de recursos, estimação de custos e elaboração do orçamento podem ser
tomados como um processo único”, entendendo-se por “...recursos (pessoas, equipamentos, materiais)
necessários à execução do projeto e as respectivas quantidades” (Silveira, José Augusto G., 2001).
10

�3.4.2 Estimativa de custos e elaboração de orçamento
Para a realização dessa etapa será observado o roteiro que se segue, para cada fase de
desenvolvimento prevista (item 3.3).
• Levantamento de custos diretos (recursos humanos, equipamentos, programas e
materiais) e indiretos (transporte, alimentação, material de consumo, entre outros);
• Levantamento, análise e seleção de orçamentos;
• Determinação de custo real (orçamento), após análise;
• Determinação do custo total;
• Elaboração do plano de administração dos gastos;
• Definição do cronograma de prazos de desembolso;
• Organização da documentação administrativo/financeira, gerada durante a execução do
projeto (orçamentos, contratos, notas fiscais, planilhas de custo, entre outros);
• Elaboração de relatórios de controle e prestação de contas.

11

�3.5 Cronograma para execução das fases previstas na proposta
2001
Etapas

Período

Maio

Jun.

Jul.

2001/2002
Ago.

Set.

Mês 1

Mês 2

Mês 3

Mês 4

Mês 5

Mês 6

Mês 7

Mês 8

Elaboração da Proposta de Projeto
----------

−

definição

−

elaboração

−

apresentação da proposta (preliminar)

−

entrega da versão preliminar

−

apresentação em seminário

03

−

apresentação da proposta (final)

13

--------- --------- ---------02
20

Desenvolvimento da proposta (Fases)
----------- ----------- -----------

−

Análise de dados

−

Desenvolvimento do website

−

Sistema de informação

−

Estrutura
física
equipamentos)

−

Indicadores

−

Avaliação

---------------- --------------------- ----------- ----------- ----------- ----------- ----------- -----------

(programas

----------- ----------- ----------- -----------

e

----------- ----------- ----------- ----------- --------------------- ----------- ----------- ----------- ----------- ----------- ----------- -----------

12

�3.6 Atividades complementares para a implantação do novo website da SIBiNet
Em paralelo, para a implementação final do website deverão ser, ainda, definidas ações
que complementam a implantação propriamente dita, bem como a manutenção, a saber:
• definição de uma equipe permanente de gerenciamento do website; (1 bibliotecário, 1
analista, 1 webmaster, 1 comunicador);
• estabelecimento de responsabilidades quanto a: manutenção de equipamentos e
software; controle/manutenção dos conteúdos (serviços/produtos, notícias e outros);
análise de dados gerenciais e propostas de adequações/novas implementações;
• obtenção de recursos para novas implementações, quando for o caso;
• plano de divulgação do próprio website;
• interação com as equipes de marketing e grupo de usuários do SIBi/USP para oferecer
e coletar subsídios (indicadores) para novas ações.

4 Considerações finais
O plano de gestão ora proposto atualiza o website nesse momento. Entretanto, para o
contínuo aprimoramento dos serviços/produtos e recursos tecnológicos, é necessário manter-se
em harmonia com o ambiente local e global, em constante mutação. A sintonia mencionada e
o desenvolvimento contínuo de novas ações caracterizam uma organização em permanente
processo de aprendizagem, sensível ao seu contexto.
Para isso, as oportunidades de maior interatividade com os usuários proporcionarão
subsídios para outras implementações, a serviço do interesse coletivo, ratificando o aspecto
empreendedor, inovador de mudanças da instituição.

13

�5 Referências Bibliográficas
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Gerenciamento de equipes bibliotecárias: enfoques
modernos. (Material apresentado em aula da disciplina Administração de Recursos Humanos,
do Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica e
Tecnológica para o SIBi/USP, 1999).
CALIFORNIA State University. Target 2000: building the electronic learning community.
Disponível em: &lt;htpp://www.csuchico.edu/inf/T2000&gt;. Acesso em: agosto de 2000.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
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apresentado no curso Programa de Administração da Inovação Científica e Tecnológica nos
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&lt;http://web3.infotrac.apla.galegroup.com&gt;. Acesso em: 31 jul.2001.

15

�Anexo 1 – Descrição dos vários estágios de biblioteca que a tecnologia proporciona

Biblioteca tradicional

Biblioteca Virtual
(ou Biblioteca Eletrônica)

Biblioteca Digital

− Local específico
com uma coleção
“finita”

− Que se utiliza de
meios eletrônicos
para acesso à
informação em
todos os níveis

− Aquela que contempla
documentos gerados ou
transpostos para o ambiente
digital (eletrônico)

− Biblioteca que
transformou parte
de seus canais de
provimento da
informação em
formato eletrônico
(catálogo on-line);
usuário não precisa
comparecer à
biblioteca para
obter informações
do acervo
Ex. no SIBi/USP :
DEDALUS (Catálogo
on-line das bibliotecas
USP)

− Nenhum acervo,
nem salas, mas
dissemina
informação seletiva
ao usuário,
geralmente por
meios eletrônicos

Ex.: Biblioteca Virtual
do SIBi/USP

− Um serviço de informação
(em todo tipo de formato) no
qual todos os recursos são
disponíveis na forma de
processamento eletrônico
(aquisição, armazenagem,
preservação, recuperação e
acesso são via tecnologias
digitais)

Ex.: - Biblioteca Digital de
Dissertações e Teses da
USP
- Revistas eletrônicas
- Bases de dados on-line

Biblioteca Híbrida
Coexistência entre coleções impressas, digitais e acessos via rede eletrônica (virtual)
(Oppenheim, 1999; Poulter, 1994)

�Anexo 2 – Tipos de serviços oferecidos pelo SIBi/USP, para acesso à informação pelos
usuários
Manutenção de acervos (atualização da coleção, preservação e conservação)
On-line
Bases de dados produzidas pelo Sistema
CD-ROM
Consulta ao acervo

Consulta a bases de dados

Empréstimo (inclui EEB)

Catálogo tradicional

âmbito local

Catálogo on-line

âmbito global/local

CD-ROM

âmbito local

On-line e Biblioteca Virtual

âmbito global

Tradicional

âmbito local

On-line

em implantação
Convencional

Internacional

Atendimento e
solicitação
On-line
(programas de
gerenciamento)

Comutação Bibliográfica
(Interna/ Externa)

Nacional

COMUT
BIREME
British Library
Istec/LigDoc
DEDALUS (em
implantação)

Local
Formas de envio e
recebimento

Correio
Fax
Eletrônico (Ariel/Correio eletrônico)

Serviços de Referência (*)

Publicações elaboradas

(*)

Acesso ao documento
Atendimento à comunidade
Disseminação Seletiva de Informação
Levantamento bibliográfico
Normalização técnica de publicações
Treinamento de usuários
Guias, Diretórios, Boletins etc.
Catálogos da Produção Docente
Bibliografias especializadas
Apoio às publicações dos usuários e das Unidades Universitárias

Disponív eis: Local, Telefone, Fax, Correio, Correio eletrônico, Ariel.
Nota: Quadro elaborado a partir dos serviços constantes no RIBI (Relatório Individual para Bibliotecas) 1999, com dados de
1998. (Hypólito, A. et al, 2000)

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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