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                  <text>O PAPEL DOS POSTOS DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO NOS SISTEMAS DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS: O Exemplo da Coleção do Lamce
Magda Almada
Responsável pela Biblioteca
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/Brasil
Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE)
almada@lamce.ufrj.br
Resumo
Desde o surgimento do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) as
bibliotecas universitárias brasileiras vêm se desenvolvendo no sentido de oferecer melhores
serviços e produtos para a comunidade acadêmica adaptando-se sobretudo às mudanças
sociais, econômicas, políticas e tecnológicas. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) em particular, surgiram os chamados Postos de Serviços de Informação, que são na
verdade uma espécie de evolução de bibliotecas paralelas, descentralizadas, mas integradas ao
sistema de bibliotecas, subordinados às bibliotecas centrais do Centro de Ciências que esteja
integrado. Como exemplo, pode-se citar os Postos de Serviços de Informação do Centro de
Tecnologia da UFRJ, que atende à demanda específica das Áreas Interdisciplinares em
Mestrado e Doutorado da COPPE/UFRJ, em especial aquelas coordenadas pelos professores
do

Laboratório

de

Métodos

Computacionais

em Engenharia: Computação de Alto

Desempenho (Mecânica Computacional, Sistemas Computacionais); Engenharia Ambiental
(Modelagem

Computacional,

Ciências

Atmosféricas

em

Engenharia);

Tecnologia

para

Explotação dos Recursos do Mar (Estruturas Offshore, Sistemas Computacionais orientados à
Indústria do Petróleo, Sistemas Petrolíferos, Modelos Numéricos para Simulação de
Reservatórios). Vale ressaltar que esses últimos citados integram um dos Programas de
Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo e Gás da Agência Nacional de
Petróleo (PRH02-ANP/UFRJ – Formação de Profissionais em diversas áreas da Engenharia
para o Setor Petróleo e Gás). Neste caso, o Posto de Serviço de Informação oferece todo o
suporte técnico bibliográfico ao desenvolvimento da ciência e tecnologia de tais áreas. O
estabelecimento de tais Postos de Serviços de Informação é também decorrente do aumento de
informações de forma geral e conseqüentemente, de maior volume de publicações, livros,

1

�periódicos e trabalhos científicos produzidos relativos a cada área específica de conhecimento.
Dentro desse contexto, pretende-se, através deste trabalho, discutir a importância da interação
de tais Postos de Serviços de Informação com a Biblioteca Central, visto que seu trabalho é
complementar àquele realizado pelas Bibliotecas Setoriais da Universidade, atendendo às
demandas específicas de informação e/ou conhecimento. Os Postos de Serviços de Informação
tornam-se, cada vez mais, uma realidade no Sistema de Bibliotecas Universitárias Brasileiras,
como alternativa para reduzir custos, dividir investimentos e compartilhar acervo bibliográfico
de forma racional.
Palavras – chave: postos de serviços de informação, bibliotecas universitárias

1 INTRODUÇÃO
Desde os primórdios dos eventos realizados pelo Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias (SNBU) tem ocorrido um constante aprofundamento nas reflexões, talvez por
influência do rápido processo de mudanças na área científica, tecnológica, econômica, política
e social. “A partir dos anos 80 visando a criação de um sistema para as bibliotecas
universitárias houve um planejamento que pudesse refletir a situação das bibliotecas
universitárias brasileiras existentes em suas Unidades, sob o ponto de vista de organização e
funcionamento, de recursos e serviços, das bibliotecas ligadas a Escolas, Faculdades,
Institutos, Departamentos e Cadeiras, surgiram e funcionaram , sem obedecer a uma
coordenação efetiva.” (POBLACIÓN, 1982)

Analisando os documentos apresentados nos SNBU, verifica-se uma preocupação
relacionada com determinados temas, tais como: planejamento, recursos humanos e
financeiros, estudo de usuários, desenvolvimento de coleções, processos técnicos, automação ,
arquitetura de bibliotecas e atividades cooperativas. Sem descartar a importância desses itens,
acreditamos que o tema inovador, como Posto de Serviços de Informação (PSI) poderia
participar para complementar os enriquecedores assuntos ressaltados nos encontros.

2

�Com base nesse enfoque é que foi realizado este trabalho, cujo objetivo é uma
tentativa de apresentar, sugerir e contribuir com as expectativas e as tendências no cenário das
bibliotecas universitárias brasileiras para o desenvolvimento de empreendimentos desta
natureza. Os temas abordados inserem um breve histórico do Programa de Engenharia Civil
(PEC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); breve histórico do Laboratório de
Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da UFRJ; considerações sobre Postos de
Serviços de Informação; o surgimento, desenvolvimento e funcionamento do acervo do
LAMCE. Nessas apresentações serão vistas, de maneira relevante, as modificações ocorridas
na realidade das bibliotecas universitárias brasileiras que vêm se desenvolvendo no sentido de
oferecer melhores serviços e produtos à comunidade acadêmica adaptando-se sobretudo às
mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas. Existe uma tendência cada vez maior
na implantação dos PSI, cujo papel ainda encontra-se em estudo dentro do cenário da
biblioteconomia

uma

vez

que

bibliotecas

diretamente ligadas às Escolas, Institutos,

Departamentos e Laboratórios possuem informações mais personalizadas, atendendo às
necessidades específicas do local ao qual ela esteja ligada.

É valido dizer que, por se tratar de uma abordagem pioneira dentro da UFRJ, não é
intenção e nem tão pouco pretensão, analisar e concluir a realidade futura no sistema de
bibliotecas universitárias brasileiras. Pretendeu-se, no entanto, que este trabalho servisse de
instrumento auxiliar na importante reflexão sobre o tema, pois é sabido que “a nossa é uma
dessas épocas em que a poeira das perguntas demora a assentar e quando as respostas chegam
já estão obsoletas.”(CAMPOS, 1999)

2 BREVE HISTÓRICO DO PROGRAMA DE ENGENHARIA CIVIL (PEC) NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)
O PEC iniciou suas atividades em 1967 e oferece atualmente cursos de Mestrado e
Doutorado credenciados pelo Conselho Federal de Educação, avaliados com nota 6 (que é
uma das notas máxima concedida a cursos de pós-graduação em engenharia) pela
CAPES/MEC. Tem também importante participação em cursos de mestrado executivo
(extensão) promovidos pela COPPE como MBE – Meio Ambiente e MBP – Petróleo. A

3

�excelência acadêmica do PEC verifica-se através de sua participação proeminente em 3
projetos PRONEX (Programa de Núcleos de Excelência) do MCT e também por ter 4 de seus
docentes Líderes de Grupos de Pesquisa laureados como Cientista do Nosso Estado da
FAPERJ.

A estrutura acadêmica é baseada nas três áreas clássicas que são as seguintes:
Estruturas, Geotecnia e Recursos Hídricos. Mais recentemente o PEC tem atuado em diversas
áreas interdisciplinares, como Engenharia Ambiental, Computação de Alto Desempenho e
Tecnologia para Explotação dos Recursos do Mar.

Cabe citar a forte inserção nacional e internacional do PEC, através de acordos de
cooperação científica, participação de professores visitantes, estágios de professores e alunos,
além de participação em comitês de diversas associações de pesquisa.

Ao longo dos seus trinta anos o PEC tem desenvolvido importantes atividades de
consultoria e desenvolvimento de projetos técnico-científicos com empresas estatais, privadas
e organismos governamentais através da Fundação COPPETEC, possuindo atualmente uma
carteira de aproximadamente 100 Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

Aliando conhecimento científico à solução dos problemas práticos colocados pela
indústria e pela sociedade, o Programa de Engenharia Civil da COPPE/UFRJ está capacitado a
oferecer uma formação de pós-graduação de elevado nível em engenharia civil.

3

BREVE

HISTÓRICO

DO

LABORATÓRIO

DE

MÉTODOS

COMPUTACIONAIS EM ENGENHARIA (LAMCE) DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)
“Com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia contemporâneas, as fronteiras
interdisciplinares são cada vez mais ricas e menos rígidas. A linha de pesquisa em Métodos
Computacionais pode ser citada como uma delas. Através de métodos numéricos como o dos

4

�Elementos Finitos, esta linha de pesquisa atende aos diversos segmentos da mecânica do
contínuo, formulando, desenvolvendo e implementando técnicas e sistemas computacionais
para a solução de seus problemas. Além disso esta linha permite atuar em atividades de
pesquisa correlatas como Computação Gráfica, Inteligência Artificial, Confiabilidade de
Sistemas, Computação de Alto-Desempenho (Computação Vetorial/Paralela), etc.No caso da
COPPE e, semelhante ao que vem ocorrendo em diversos outros centros de ensino e pesquisa
do exterior, estas atividades tiveram início no programa de Engenharia Civil (P.E.C.). Desde
1970, com a defesa da 1 a Tese de Doutorado no assunto, o P.E.C. é reconhecido como um
dos mais importantes centros de pesquisa em métodos numéricos da América Latina. O
Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE), reúne um grupo de
pesquisadores do Programa de Engenharia Civil, que vem se dedicando há mais de 2 décadas
à pesquisa, formulação e desenvolvimento de métodos numéricos nas áreas de Sistema e
Mecânica Computacional. A transferência dos resultados das pesquisas e desenvolvimentos
tecnológicos obtidos por este grupo tem sido realizada ao longo deste período através de três
vias principais de comunicação com a sociedade: publicação de trabalhos científicos,
formação de recursos humanos e realização de projetos de sistemas computacionais e de
consultoria técnica”. (MELLO, 2002)

4 CONSIDERAÇÕES SOBRE POSTOS DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
Segundo a definição adotada pelo SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO SIBI- da Universidade Federal do Rio de Janeiro citada por GUEDES (2001), “postos de
serviços de informação se caracterizam como unidades informatizadas do SIBI/UFRJ,
localizadas em áreas da universidade, subordinadas administrativa e tecnicamente a uma
biblioteca do sistema, que permite acesso interativo às bases bibliográficas interna, para
consulta e reserva de publicações, e a bases externas. Estes postos não possuem acervo
bibliográfico próprio, para empréstimo e assim possibilitam a consulta local, restrita a obras
de referência e a um acervo limitado de periódicos correntes, cedido temporariamente pela
biblioteca a qual estiverem subordinados”.

5

�5 SURGIMENTO, DESENVOLVIMENTO E FUNCIONAMENTO DO ACERVO
DO LAMCE
“A Universidade é contribuinte dinâmico no processo pela geração, difusão e
intercâmbio de novas idéias e conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e do ensino.
Neste contexto, cabe às bibliotecas universitárias tornar disponível a informação, tanto para
apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio à tomada de decisão. O uso das
tecnologias da informação e da comunicação eletrônica apropriadas ao acesso, à organização e
ao processamento da informação, cada vez mais eficientes e eficazes, fundamentam as ações
estratégicas das bibliotecas universitárias e trazem novos desafios para o cumprimento de seus
objetivos,

exigindo

um

moderno

perfil

gerencial

dos

agentes

de

informação”.

(KRZYZANOWSKI, 1998)

Inicial e sucintamente falando, o espaço era utilizado apenas para localizar Teses,
Congressos, livros e alguns títulos de periódicos ligados direta e/ou indiretamente à
Engenharia Civil com ramificação para a Geociências. No entanto para atender às
necessidades bibliográficas dos docentes, pesquisadores e alunos de Mestrado e Doutorado em
Sistemas Petrolíferos foi necessário solicitar os serviços de biblioteconomia para que assim se
pudesse dar início à organização, administração e automação da “Coleção do LAMCE”.

A demanda foi aumentando devido à oferta, ou seja, com a presença da profissional
(bibliotecária) iniciaram as solicitações de produtos e serviços bibliotecários, somando-se ao
cotidiano de uma biblioteca (classificação, aquisição, empréstimo, catalogação, levantamento,
pesquisa e levantamento bibliográfico). Devido ao cenário bibliográfico que foi se formando,
começou uma mobilização da responsável pelo acervo, no intuito de poder colaborar através
da inclusão do mesmo no SIBI/UFRJ, uma vez que a coleção apresentada, não se enquadrava
na categorização das bibliotecas pertencentes aos seguintes grupos: bibliotecas centrais,
bibliotecas setoriais e bibliotecas departamentais. Assim podendo ser cadastrado e oficializado
no centro ao qual pertença – Centro de Tecnologia (CT), será possível viabilizar a utilização
dos serviços oferecidos pelo ALEPH – Automatic Library Expanded Program às atividades

6

�técnicas e dessa maneira qualificando os produtos e serviços da coleção como do próprio
LAMCE.

A intenção da integração desse projeto de Posto de Serviço de Informação ao SIBI
constitui uma espécie de evolução de bibliotecas paralelas, descentralizadas e isoladas. O
produto final passa a ser um somatório de contribuições da Biblioteca Central com os Postos
de Serviços de Informação, onde as atividades estão vinculadas intrinsicamente umas às
outras; assim podemos compreender que a pesquisa com eficiência e eficácia é um trabalho de
parceria, complementar.

Atualmente o acervo é composto de livros (em papel) aproxidamente 800 títulos e 910
exemplares; livros (em CD-ROM) com 5 títulos e periódicos (em CD-ROM) com 3 títulos.
Em relação aos serviços que caracterizam esse tipo de tentativa que inclui levantamento e
pesquisa bibliográfica em base de dados, na Internet, CD-ROM e meios tradicionais, além da
prestação dos seguintes serviços : empréstimo e consulta; atendimento ao cliente; busca
bibliográfica na Internet, incluindo a Base Minerva ; busca em base de dados em CD-ROM;
normatização técnica de trabalho; reprodução de documentos; pesquisas entre bibliotecas;
comutação bibliográfica e exposição de novas aquisições.

É válido dizer que a formação de “bibliotecas paralelas” no cenário de bibliotecas
universitárias brasileiras está crescendo de uma maneira funcional, mas isto não significa que
a “biblioteca paralela” ou posto de serviço de informação esteja fazendo prestação de serviços
e produtos isoladamente da Biblioteca Central; pelo contrário, são atividades complementares,
pois o que categoriza a biblioteca é seu tipo, usuário e coleção. Normalmente, um posto de
serviço de informação é mais voltado para um público específico, enquanto a Biblioteca
Central a que este posto está ligado hierarquicamente, tem o trabalho de disseminação da
informação em aspecto geral ao centro ao qual pertença.

“As necessidades da sociedade acadêmica determinam as aplicações do conhecimento
gerado nas universidades.”(CUNHA, 2000). Partindo dessas mesmas necessidades que a

7

�perspectiva e tendência nas bibliotecas universitárias brasileiras estão cada vez mais
direcionando-se às coleções que desenvolvem-se nas Escolas, Institutos, Departamentos,
Laboratórios, etc.

6 CONCLUSÃO
Podemos perceber, com propriedade, que há carência de material para consulta na
literatura da área abordada.

Embora o material bibliográfico do LAMCE ainda não está participando do
SIBI/UFRJ, a experiência profissional em um considerado Posto de Serviços de Informação é
enriquecedora tanto para o bibliotecário quanto para a universidade, pois as bibliotecas
universitárias brasileiras mostraram que elas precisaram mudar e se adptar visando à
preservação da informação tradicional ou digital, geral ou especializada. Portanto, apesar de
os impulsos de mudança nessa nova era da informação serem bem mais rápidos, devido ao
meio virtual e eletrônico, o sistema de bibliotecas universitárias brasileiras está tentando se
ajustar, adaptar e adotar esse novo perfil que está se instalando nas bibliotecas universitárias
brasileiras. Isso devido a esta era de transformações rápidas, destacando-se como uma das
importantes instituições do nosso tempo, a universidade e com ela suas Unidades de
Informação que atendem a crescentes e variadas solicitações da comunidade acadêmica,
porque cada usuário sejam estes alunos de pós-graduação, professores e pesquisadores têm um
enfoque diferenciado de informação.

Podemos verificar que as necessidades dos clientes são diretamente proporcionais as
publicações existentes na biblioteca, o que a uma biblioteca central atende perfeitamente ao
grupo da graduação e o corpo docente, o Posto de Serviços de Informaçào já possível não
atenderá; porque seu acervo é específico à uma determinada àrea do conhecimento

8

�É interessante deixar entendido que o desafio de mudança não seja observado como
ameaçador, mas sim como uma oportunidade de contribuir para renovação nas próprias
bibliotecas universitárias brasileiras.

9

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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GUEDES, Vânia L. da S. Posto de Serviço de Informação da Escola de Química da
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Disponível
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08

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MELLO, Luís F. N. Publicação eletrônica [mensagem pessoal] . Mensagem recebida
por &lt; almada@lamce.ufrj.br &gt; em 27 jun. 2002

10

�POBLACIÓN, Dinah A.; et.al. Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo:
roteiro para um diagnóstico. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.10, n.1, p.55 –
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11

�</text>
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Documentação&#13;
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