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PROJETO DE ESTABELECIMENTO DO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA

Ligia Scrivano Paixão

UNIVERSIDADE SANTA URSULA
SISTEMA DE BIBLIOTECAS
RIO DE JANEIRO - BRASIL
E-MAIL BCENTRAL@USU.BR
LPAIXAO@BR.INTER.NET

�2

RESUMO

Descreve o planejamento e a implantação do sistema de Bibliotecas da Universidade Santa
Úrsula (Rio de Janeiro) no que se refere a todos os aspectos de organização de bibliotecas :
aspectos físicos, de recursos humanos, de política de acervos, automação de serviços e
disseminação de produtos dentre outros.

�3

A) HISTÓRICO E DESCRIÇÃO ATUAL DA BIBLIOTECA SANTO AGOSTINHO
1.

Introdução
A Biblioteca Santo Agostinho, fundada em 1938, tem como finalidade dar acesso à
informação aos alunos, professores e funcionários da USU, como também à comunidade
acadêmica em geral
É importante e indispensável que se estabeleça a troca entre pessoas, a consulta direta
ou virtual, através de obras tradicionais ou graças às maravilhas das novas formas de
tecnologia e canais de comunicação.
Para isto é vital que a Biblioteca seja o coração e o cérebro da Universidade, o espaço
democrático do saber, o local do encontro e do encanto, fazendo sempre o prazer de
descoberta, a sensação do bem estar e da boa acolhida para que todos possam ter a vontade de
retornar.
2.

Histórico
A Biblioteca da USU que recebeu o nome de SANTO AGOSTINHO, um dos maiores
pensadores da Igreja, foi fundada em 15 de dezembro de 1938.
O acervo de 200 livros era constituído basicamente, por obras doadas pela Embaixada
da França e selecionada pelo Prof. Roberto Garric, na gestão da Madre Maria de Santo
Agostinho Godivier, O.S.U.
A Biblioteca inicial, fundada em 1938, servia de apoio didático ao primeiro grupo de
3º grau, da então Associação Universitária Santa Úrsula
Somente no dia 06 de agosto de 1938, a Biblioteca recebe seu nome de batismo :
BIBLIOTECA SANTO AGOSTINHO.
2.1 - Acervo atual
O acervo atual da BIBLIOTECA SANTO AGOSTINHO é de 97.928 volumes em
livros, teses, folhetos, relatórios etc. e 1.355 títulos de periódicos (entre correntes e
retrospectivos). A Biblioteca funciona como um Centro Cultural e de Educação Continuada,
com ênfase nos cursos oferecidos pela USU. O acervo geral do Sistema de Biblioteca é de
400.000 volumes
3.

A Estrutura

3.1 - Estrutura do Sistema

A estrutura do Sistema de Bibliotecas da Universidade Santa Ursula é formada por:
Biblioteca Central Santo Agostinho
Setorial de Ciências Ambientais
Setorial de Biologia e Ciências Nutricionais
Setorial de Direito
Setorial de Teologia
Setorial do ICEG (compondo as áreas de Economia, Administração e Ciências
Contábeis)
Setorial do ITIC (Tecnologia da Informação e da Comunicação e Biblioteconomia)
Setorial de História (a ser implantada em novas instalações (20.000 volumes)
Setorial de Educação Matemática

�4

3.2

Organização - A Biblioteca Central Santo Agostinho como cabeça do Sistema

Os seguintes setores compõem a estrutura da Biblioteca Central Santo Agostinho:
Chefia
A Chefia da Biblioteca tem como competência coordenar os trabalhos das Bibliotecas
Central e Setoriais, preparar relatórios, planejar melhorias e novos serviços a serem
oferecidos, visando a excelência no atendimento feito pelas Bibliotecas.
Setor de Referência
O Setor de Referência possui as obras de referência consideradas importantes para a
consulta dos alunos, professores e pesquisadores. Essas obras são compostas basicamente de
dicionários, enciclopédias, biografias, bibliografias etc.
Setor de Periódicos
O Setor de Periódicos possui o acervo de periódicos especializados nas áreas de interesse
dos diversos cursos de graduação e pós-graduação da USU.
Setor de Acervo Geral
O Setor de Acervo Geral possui o acervo de livros, monografias, teses, relatórios,
materiais especiais referentes às áreas de interesse dos diversos cursos de graduação e pósgraduação da USU.
Setor de Processos Técnicos
O Setor de Processos Técnicos é o setor que prepara tecnicamente as obras para sua
incorporação no acervo da Biblioteca Santo Agostinho (Central) e coordena a implantação de
novas obras dentro dos padrões do Bibliodata e do ALEPH, na Biblioteca Central e nas
Bibliotecas Setoriais.
3.4. Organograma

SISTEMA DE
BIBLIOTECAS
Chefia

S. Referência

S. Proc. Tec.

S. Periódicos

S. Acervo Geral

Bibliotecas Setoriais

Biologia

C. Ambientais

Economia

Teologia

ITIC

B.Setorial Direito

�5

3.5. Serviços.
São eles:
- Sistema Aleph 500
- Redes
BIBLIODATA
COMUT
BRITISH LIBRARY DOCUMENT SUPPLY CENTRE (Coordenado no Brasil pelo British
Council)
3.6. Integração dos Cursos com as Bibliotecas
Periodicamente a Biblioteca Central Santo Agostinho encaminha a todos os professores
da USU uma correspondência para que façam sugestões de títulos de obras (livros, periódicos,
material especial, periódicos etc.) a serem adquiridos.
As solicitações, também podem ser feitas através do preenchimento das “ Fichas de
sugestões”, fornecidas pelos funcionários da biblioteca responsáveis pelo atendimento.
3.7. Equipamentos adequados
A Biblioteca Central Santo Agostinho encontra-se com equipamentos computacionais
pertinentes às necessidades de trabalho.
4. Serviços oferecidos aos usuários das Bibliotecas Central e Setoriais da USU
Os seguintes serviços são oferecidos
- Consultas no local
- Empréstimo domiciliar
- Empréstimo-entre-bibliotecas
- Reservas
- Livre acesso às estantes
- Auxílio às pesquisas bibliográficas
- Comutação Bibliográfica
- Treinamento de usuários através de palestras para as turmas de novos alunos.
- Reprodução de documentos (Biblioteca Central)
5. Modernização das Bibliotecas da USU
A partir de maio 2000, a Biblioteca Central Santo Agostinho, coordenou, com o apoio
da Chancelaria e da Reitoria, a reforma e ampliação (física e do acervo) das Bibliotecas
Central e Setoriais de Ciências Biológicas e Nutricionais.
No que se refere às outras bibliotecas setoriais, estudos estão sendo feitos visando sua
melhoria.
As Bibliotecas da USU têm, hoje, instalações adequadas e confortáveis para estudo em grupo
e individual, pesquisa e atividades culturais.

�6

B) PROJETO DE CRIAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA USU
1- APRESENTAÇÃO
No que se refere à elaboração de um Projeto de Modernização das Bibliotecas da USU, sendo
assim criado um sistema de bibliotecas, é importante repensar algumas questões, tais como : o
espaço, a organização, o método e os instrumentos, em vista dos processos de informatização,
definindo-se algumas prioridades referentes à :
• modernização de meios, métodos e recursos humanos
• critérios para a aquisição de livros e assinaturas de periódicos
• agilização dos procedimentos de registro e acesso à informação
• relação entre a Biblioteca Central e as Bibliotecas Setoriais
• inter-relação com outras bibliotecas universitárias
• exame do perfil das bibliotecas setoriais face às novas tecnologias de acesso a acervos
bibliográficos de outras instituições
• instalação e aparelhamento da Biblioteca Central necessários à implantação do projeto
• indicação de prioridades para a progressão de ações na implantação do projeto
2. PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES
• Organização
• Levantamento e avaliação da situação de todas as bibliotecas que fazem parte do
sistema
• Revisão dos Organogramas das Bibliotecas Central e Setoriais
• Recursos Humanos
• Contratação / realocação de pessoal técnico : bibliotecários e funcionários
administrativos e funcionais
• Infra-estrutura
• Inclusão no orçamento anual de rubricas e programas destinados à atualização do
acervo
• Otimização do uso da Internet para divulgar os serviços oferecidos pelo Sistema de
Bibliotecas da USU
• Aprovação de parâmetros mínimos (de espaços, condições de conservação do
acervo, conforto dos usuários, equipamentos
etc para o funcionamento das
bibliotecas setoriais
• Aquisição de material bibliográfico
• Revisão das rotinas de aquisição, para eliminação de tarefas supérfluas
• Criação de um Comitê de Aquisição com função consultiva
• Processamento técnico
• Replanejamento das atividades de processamento técnico realizadas na Biblioteca
Central e nas Bibliotecas Setoriais, visando a priorizar as tarefas de catalogação.
• Preparação e informatização de toda a coleção (Bibliotecas Central e Setoriais) de
modo a permitir a pesquisa eletrônica de todo o catálogo
• Prioridade à implantação do software ALEPH
• Cooperação entre universidades

�7

• Revisão de todos os processos cooperativos (Bibliodata, Comut) visando aumentar
sua eficiência
• Formalizar os serviços de empréstimos entre bibliotecas praticados com outras
universidades.
• Ampliar a participação em Redes especializadas
3. QUADRO ATUAL
Ao assumir, em maio de 2000, a coordenação do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Santa Úrsula, foi
observado que, tanto a Biblioteca Central quanto as
Bibliotecas Setoriais trabalhavam independentemente com exceção da Biblioteca Setorial de
Direito, recentemente desmembrada da Biblioteca Central e trabalhando em sintonia.
Esse panorama estava causando alguns obstáculos, tais como :
• Diversidade no uso de sistemas e procedimentos biblioteconômicos : sistemas de
catalogação e de classificação, softwares de entrada e de recuperação da informação,
procedimentos de circulação de publicações etc.
• Falta de entrosamento entre os profissionais lotados nas diversas unidades
Na prática, cada segmento se desenvolveu numa linha própria, e as relações foram de
isolamento e de conflito
• Dupla subordinação dos bibliotecários e auxiliares que atuam nas várias bibliotecas
setoriais
• Distribuído o acervo em tantas unidades, é previsível que obras afins se encontrem em
diversos locais
• Grande atraso nos procedimentos de automação, constando em máquina um percentual
muito pequeno do acervo geral da USU
4. A RACIONALIDADE POSSÍVEL PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA USU :
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
Assentado numa solução de compromisso junto à Direção da Universidade, o Sistema
de Bibliotecas precisa promover uma interação eficaz entre os segmentos docente e técnicoauxiliares por um lado, e entre a Biblioteca Central e as Setoriais, de outro.
A Coordenação de Bibliotecas deve aprofundar ao máximo seu conhecimento em
relação às bibliotecas setoriais, o que permitirá assumir, de fato, em relação a elas o papel de
orientação que lhes cabe.
É importante que as Bibliotecas Setoriais e a Central aumentem sua interação no
terreno técnico, e provavelmente a melhor forma de o fazerem consiste em preparar
conjuntamente, um protocolo de colaboração destinado a fixar as
respectivas
responsabilidades, tão amplo e detalhado quanto possível. Aprofundar o conhecimento
recíproco dos dois segmentos evita a duplicação de meios para um mesmo fim e contribui para
a tomada de decisões individualizadas e casuísticas
É importante, também, priorizar o processo de catalogação do acervo (inserindo-o na
Rede Bibliodata e no ALEPH), informatizando-o em sua totalidade. .No que se refere à
automação, é importante a elaboração de um levantamento de recursos humanos e materiais

�8

necessários à sua implementação, e de propor uma planificação realista, articulada em metas
parciais.
4.1. CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO CONSULTIVA DE SELEÇÃO
Necessidade de uma equipe interdisciplinar de docentes e bibliotecários para planejar a
composição do acervo, permitindo atualização, de forma mais racional e integrada, da coleção,
sendo necessário o estabelecimento de diretrizes dessa comissão.
4.1.1 MEDIDAS RECOMENDADAS
4.1.1.1 - CURTO PRAZO
• Elaboração de um protocolo de atribuições e funções
• Formação de um grupo de trabalho interdisciplinar, tendo sua composição a ser
estabelecida, com a finalidade de definir o acervo das Bibliotecas da USU.
• Estabelecimento de recursos financeiros destinados à aquisição de novas obras - de forma
centralizada pela Biblioteca Central
4.1.1.2- MÉDIO PRAZO
• Inclusão no catálogo da Biblioteca Central de todos os acervos pertencentes à
Universidade, através do processamento técnico via Bibliodata e Aleph
• Incorporação ao Sistema de Bibliotecas de todas as coleções e bibliotecas existentes nos
campi da USU, garantindo a possibilidade de recuperar todas as informações disponíveis.
4.2. RECURSOS HUMANOS
Atualmente, o corpo de funcionários da USU é de 26 funcionários, assim distribuídos :
1 Coordenador do Sistema
15 Bibliotecários
11 Auxiliares de Biblioteca :
Os profissionais estão assim distribuídos :
Coordenação do Sistema

Central
Direito
Biologia
ITIC
Meio Ambiente
ICEG
Teologia
Educação Matemática
TOTAL
.

1

Bibliotecários
2
1
1
1
3
1
1
1
12

Auxiliares
6
1
2
1
1
11

-

�9

4.2.1 - ALGUNS CAMINHOS PROMISSORES
São eles :
• Assimilação por parte dos bibliotecários de uma mentalidade de trabalho interdisciplinar.
A mentalidade ultrapassada do corporativismo modificou-se profundamente à medida que
as tarefas de Biblioteconomia passaram a ser compartilhadas com os profissionais de
informática, devido a automação
• busca de interlocução com o segmento docente, devido ao apoio que os docentes poderão
vir à dar à Biblioteca.
4.2.2- - NOVAS PERSPECTIVAS
Diante do diagnóstico feito anteriormente, o importante é tratar de superar os
obstáculos tradicionais, tirando o máximo proveito das tendências positivas observadas e de
algumas experiências que deram resultados positivos nos últimos anos.
4.2.3. MEDIDAS RECOMENDADAS
4.2.3.1 - Curto Prazo
• identificar postos vacantes de caráter técnico e administrativo e providenciar seu
preenchimento mediante entrevistas e análise de curriculos.
• promover formas de rodízio entre as funções similares, e entre a Biblioteca Central e
Bibliotecas Setoriais
4.2.3.2. Médio Prazo
• que seja reavaliado o organograma da Biblioteca Central
5. INFRA-ESTRUTURA
Trataremos, sob o título geral de infra-estrutura, dos recursos físicos e técnicos e
através dos quais o Sistema de Bibliotecas garante seu próprio funcionamento, bem como o
conjunto de recursos colocado à disposição de seus usuários.
5.1 ACERVO
Espera-se que os acervos das bibliotecas universitárias de maneira exaustiva o cânone
de leituras que a cultura universal definiu para as áreas em que as instituições atuam. Nossa
universidade deve, portanto, seguir essa diretriz, mantendo nosso acervo atualizado.
Historicamente, as formas mais praticadas para promover o crescimento das coleções, foram :
• a compra de bibliotecas pré-formadas e a incoporação de doações
• a aquisição de livros
• atualização buscada pela seleção dos “melhores títulos” em catálogos recentes de editoras
comerciais
Apesar de suas diferenças e das vantagens específicas que cada uma comporta, essas
formas de aquisição se assemelham sob um aspecto representam ampliações de acervo de
caráter sempre localizado. Embora tenhamos, hoje, acervos de proporções razoáveis persistem
lacunas, em prejuízo de um ensino menos escolar e de uma pesquisa mais ampla.
É nesse contexto que se impõe a necessidade de qualificar os acervos , ou seja, de balizar seu
crescimento através de diretrizes e parâmetros mais especificamente voltados para a

�10

constituição de coleções que efetivamente representem os principais caminhos já trilhados
pelo saber, nos campos que a USU atua , e para um atendimento mais sistemático das
necessidades de ensino e suas áreas emergentes de pesquisa’
É indispensável que seja criada uma ou mais linhas de financiamento para a aquisição de
material bibliográfico visando atualizar o acervo e, também, criar acervos correspondentes a
cursos em fase de implantação.
5.2- ÁREA FÍSICA E EQUIPAMENTOS
Os sucessivos relatórios de atividades elaborados para dar conta do desenvolvimento
das bibliotecas, incluem as especificações de áreas físicas e equipamentos.
É importante que estudos sobre espaço físico valem para os outros aspectos de funcionamento
das bibliotecas da USU que envolvem o uso de equipamentos : a segurança (proteção de
acervos contra incêndios e água, proteção contra roubos), a duplicação de documentos, o
acesso online ou off line a bases de dados e outras fontes de pesquisa.
Para que a Biblioteca Central assuma seu papel de orientação das bibliotecas setoriais, numa
época que o trabalho realizado (por bibliotecários e usuários) em qualquer biblioteca, se torna
cada vez mais dependente da máquina, impõem-se, aqui também, duas tarefas que são faces de
uma mesma medalha : de um lado, a realização de levantamentos confiáveis, de outro a
definição de exigências mínimas de funcionamento em termos de equipamentos.
Em relação a esses “parâmetros mínimos”, a expectativa é que o grau de exigência neles
expressos venha a ser aumentado gradualmente, como forma de investir na melhoria do
Sistema. Soluções de padronização serão consideradas necessárias ou oportunas.
5.3. DISPONIBILIDADE E VIABILIDADE DOS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS
Muito ainda pode ser feito no que se refere a esses itens :
• visitas guiadas aos alunos e professores
• criação de um espaço no site da universidade, contendo um manual de uso do sistema das
bibliotecas ou um “tudo o que você gostaria de saber a respeito do sistema de bibliotecas da
USU e não sabia a quem perguntar”
5.4. MEDIDAS RECOMENDADAS
• Atualização do acervo
• Estabelecimento de parâmetros mínimos (de espaço, condições de conservação e segurança
do acervo. conforto dos usuários, recursos de várias ordens, incluindo os equipamentos
computacionais) para o funcionamento das bibliotecas setoriais.
• Teste da página WEB com vistas a seu uso como orientação sobre o sistema de bibliotecas.
Eventual revisão da página.

6. AQUISIÇÃO DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS (LIVROS, REVISTAS E
MATERIAIS ESPECIAIS)

�11

Todos os procedimentos de aquisição para as Bibliotecas Central e Setoriais serão
coordenados pela Biblioteca Central, com a finalidade de evitar a duplicação de acervos e um
melhor gerenciamento dessas atividades.
Algumas providências deverão ser tomadas, tais como:
• intensificar o relacionamento entre o Sistema de Bibliotecas e as coordenações dos cursos,
bem como com os docentes da universidade
• buscar junto ao corpo discente, suas necessidades de pesquisa.
• periodicamente, expedir correspondência aos docentes visando obter sugestões de aquisição
de publicações
• estabelecer uma Comissão Consultiva de Seleção
7. PROCESSAMENTO TÉCNICO NO CONTEXTO DA REDE BIBLIODATA
O Sistema de Bibliotecas da USU firmou um convênio com a FGV para usufruir da
Rede BIBLIODATA, que é uma Rede de Catalogação Cooperativa, da qual fazem parte
grande Bibliotecas Brasileiras. Tem como finalidade contribuir para o aperfeiçoamento dos
Serviços de documentação e informação das instituições, em relação aos trabalhos de registro
e recuperação das informações documentárias.
Na catalogação de documentos distinguem-se 3 situações :
• cooperação - ou, talvez exatamente catalogação cooperativa, quando a obra já foi
previamente incluída no catálogo coletivo, em uma outra biblioteca filiada, e há um
aproveitamento da catalogação anterior
• cooperação local, quando a obra já existe na mesma biblioteca, havendo, somente
acréscimo de exemplares
• implantação - quando a obra está sendo incluída pela primeira vez no catálogo coletivo
Os procedimentos para a catalogação são parcialmente diferentes de um caso para outro, assim
como o são o fluxo das informações, e os tempos de processamento.
No que se refere à circulação das informações entre a FGV e as Bibliotecas filiadas, o veículo
utilizado é o site do Bibliodata, facilitando extremamente essa comunicação de forma cada vez
mais rápida.

7.1. A IMPLANTAÇÃO DO BIBLIODATA NA USU
A adesão da USU à Rede Bibliodata começou em 1995, e os bibliotecários foram
habilitados para as suas tarefas., sendo observado alguns pontos negativos :
• o pessoal alocado para essas tarefas era insuficiente
• os bibliotecários lotados nas bibliotecas setoriais não tinham comprometimento em
participar da Rede
7.2. CONCLUSÕES
Ao assumir a Coordenação do Sistema de Bibliotecas da USU, observei o atraso
existente na entrada de dados da Biblioteca Central e, praticamente a inexistência de registros
no Bibliodata das Bibliotecas Setoriais.

�12

Hoje, o quadro encontra-se mais animador. Observa-se um crescimento do número de
registros no período de maio de 2000 até a presente data devido ao crescimento do acervo e da
diminuição do percentual de obras já existentes a serem inseridas no Bibliodata.
7.3. CUSTO-BENEFÍCIO NO USO DO BIBLIODATA
Importante enfatizar que a participação na Rede Bibliodata é de grande valia no
aumento da produção de obras catalogadas, possibilitando o bom andamento de inclusão de
obras no Sistema. È peça fundamental no desenvolvimento da instalação do ALEPH na USU.
A participação em redes desse tipo possibilita que as rotinas sejam agilizadas e,
consequentemente, as metas propostas de inserção de obras no sistema sejam alcançadas com
maior rapidez.
8. PERSPECTIVAS FUTURAS
• Substituição do acesso via Microisis pelo ALEPH
Para obter sucesso na implantação do Software ALEPH no Sistema de Bibliotecas da USU,
considero de extrema importância que a coordenação desse processo esteja a cargo da
Diretoria do Sistema de Bibliotecas da USU, por ter uma visão de conjunto no que se refere às
necessidades de automação e, também, no estabelecimento de prioridades no processo Cabe
enfatizar que estudos estão sendo feitos no sentido de agilizar esses processos, principalmente
na decisão sobre quais bibliotecas terão prioridade na automação.
A implantação do ALEPH possibilitará uma integração entre as Bibliotecas Central e
Setoriais, e, também, o trabalho bibliotecário totalmente interligado, uma vez que esse sistema
possibilita o controle automatizado desde a entrada do documento na biblioteca com o seu
registro até a consulta online à base de dados. O sistema ALEPH possibilita, também, toda a
administração de dados tais como : controle de aquisição e de periódicos, estatísticas e
emissão de relatórios.
É importante a adesão ao uso do ALEPH não só como integração entre as bibliotecas como
também a implantação do Sistema de Bibliotecas da Universidade.
No planejamento deverão ser considerados, necessariamente os seguintes aspectos :
• Cronograma de implantação - será preciso definir um cronograma em que sejam previstos,
numa sequência lógica e cronológica, os ajustes necessários à utilização do ALEPH no
contexto do Sistema de Bibliotecas da USU.
• Testes - Já está em fase final os testes de uma base considerada piloto com 9.000 registros
• Definição clara de objetivos - será preciso definir com muita clareza o que se espera para os
próximos anos, em termos de informatização do acervo.
• Definição clara dos agentes - Será preciso estimar o tamanho e a composição da equipe
encarregada de implantar o ALEPH e encaminhar o processamento do acervo. Um dos
aspectos a ser considerado é, naturalmente, a grande participação das bibliotecas setoriais
• Acompanhamento - será necessário prever mecanismos
para que o processo de
informatização do acervo através do ALEPH receba um acompanhamento adequado, pela
avaliação dos resultados obtidos nas etapas intermediárias em que se articula o processo.
• Divulgação - Será preciso prever mecanismos que permitam à comunidade universitária
inteirar-se do processo.

�13

Quanto ao apoio esperado, ele se traduz basicamente :
• encontrar, por parte da administração superior,
encaminhamento das questões do ALEPH

um

tratamento

prioritário

no

8.1 MEDIDAS RECOMENDADAS
• Preparação e informatização de toda a coleção, em formato MARC (utilizando o Bibliodata
e o ALEPH), de modo a permitir a pesquisa eletrônica de todo o catálogo
• Replanejamento das atividades de preparação técnica realizadas nas Bibliotecas Central e
Setoriais.
• Prioridade à implantação do software ALEPH
• A Biblioteca Central redimensiona suas equipes de modo a dar prioridade às tarefas de
catalogação
9- COLABORAÇÃO ENTRE INSTITUIÇÕES
Uma característica importante do trabalho a ser desenvolvido no Sistema de
Bibliotecas da USU é a colaboração, no terreno da informação bibliográfica, com outras
entidades, sejam elas instituições universitárias de ensino e pesquisa, ou entidades cuja função
é organizar e disponibilizar a informação bibliográfica mediante a criação de bases de dados
com diferentes âmbitos e propósitos.

9.1- COMPARTILHAMENTO
DE
INFORMAÇÕES
PRINCIPAIS LINHAS DE COLABORAÇÃO

BIBLIOGRÁFICAS

:

No que se refere ao compartilhamento de informações bibliográficas, é importante
participar mais ativamente do compartilhamento de recursos, firmando convênios com
bibliotecas de instituições similares à USU, ou que possibilite melhorais no desenvolvimento
de novas tecnologias, intercâmbio de informações, dentre outros.
Foram encaminhados à Chancelaria dois convênios a serem analisados :
• Rede de Bibliotecas na Área de Psicologia - Projeto coordenado pela USP, através do seu
Instituto de Psicologia, que possibilita o intercâmbio entre as bibliotecas brasileiras
especializadas em Psicologia.
• Compartilhamento de Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de
Janeiro - Grupo criado em março de 2000, contando com mais de 20 instituições de ensino
superior, que se reúne periodicamente com a finalidade de discutir problemas, estabelecer
intercâmbios e compartilhar recursos.
Outros contratos deverão ser firmados com a finalidade de aderir a novos grupos de
instituições que desenvolvam serviços e projetos de interesse para o desenvolvimento das
bibliotecas da USU.
10- CONCLUSÃO

Um grande trabalho deve ser feito para que - realmente - seja instituído o SISTEMA
DE BIBLIOTECAS DA USU.

�14

É fundamental que estejamos entrosados no que se refere à Biblioteca Central com as
Setoriais, que compartilhemos as mesmas tecnologias para conseguirmos um PADRÃO em
nossos serviços e processamento da informação e que RECURSOS sejam disponibilizados
visando essa implantação.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília : Briquet de Lemos, 2000.
CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de padróes para bibliotecas
universitárias. Fortaleza : Edições UFC, 1981.
FERREIRA, Glória Isabel S, OLIVEIRA, Zita Prates. Informação para administração de
bibliotecas. Brasília : ABDF, 1989.
MACIEL, Alba Costa. Instrumentos para gerenciamento de bibliotecas. Niteroi : EDUFF,
1995
------ . Pl anejamento de bibliotecas : o diagnóstico. Niteroi : EDUFF, 1993.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Descreve o planejamento e a implantação do sistema de Bibliotecas da Universidade Santa Úrsula (Rio de Janeiro) no que se refere a todos os aspectos de organização de bibliotecas</text>
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