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                  <text>PRODUÇÃO INTELECTUAL DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNICAMP :
O GERENCIAMENTO DAS DISSERTAÇÕES E
TESES DIGITAIS PELA BIBLIOTECA

Gildenir Carolino Santos
Rosemary Passos
Sérgio Ferreira do Amaral
Universidade Estadual de Campinas – Faculdade de Educação
Av. Bertrand Russel, 801 – Cidade Universitária
Campinas – São Paulo - Brasil
gilbfe@unicamp.br / bibrose@unicamp.br / amaral@unicamp.br

1. INTRODUÇÃO
Há um abismo entre os novos meios de comunicação e seu público. Os meios de
guarda e divulgação das informações atualmente, centralizam o acesso em locais específicos o
que gera um grande problema de restrição ao acesso à informação. A tendência que se observa
para o futuro é que ela esteja ao alcance das pessoas, não importando o local físico ou
localidade.
Atualmente ao passarmos de suportes materiais, ou analógicos, para suportes digitais,
estamos experimentando a ausência de limitações ou pontos de apoio com que estávamos
acostumados no meio analógico.

Ao mudarmos para o universo digital e/ou virtual, não teríamos limite de tamanho para
uma página (até o conceito de página é questionável), o acesso seria rápido e possível através
de Robots (software) de busca, o espaço físico ocupado reduzir-se-ia drasticamente e a mídia
poderia ser conservada por períodos de tempo incomparavelmente maiores que o sistema
analógico. Mas, isso seria apenas a metade do caminho andado, toda essa informação depois
de digitalizada, ainda estaria restrita aos centros de produção e veiculação sejam eles
bibliotecas de universidades, instituições de pesquisa, etc.

Como fazer para promover a distribuição coletiva dessa informação? Como fazer para
que ela seja útil e disponível a um número cada vez maior de pessoas? Uma das alternativas

�possíveis, seria tornar acessível parte dessa mídia já digitalizada e existente em bancos de
dados diversos, através do maior meio de disseminação de informação existente atualmente, a
Internet, através de uma biblioteca digital. Para tanto, pensamos na elaboração de um estudo
de viabilidade, para que este projeto de uma biblioteca digital de teses e dissertações na área
de Educação fosse possível.

Essa

melhoria

na

disseminação

de

informatização,

justificaria

o

investimento

necessário, um software de controle poderia ser usado, a digitalização ou escaneamento do
material poderia ser realizado por pessoas com treinamento técnico, páginas e mais páginas de
texto e documentação poderiam ser lidos por programas como o Acrobat, que possui 99% de
acerto na leitura e coloca diretamente o material lido em editores de texto como o Word.

2. BIBLIOTECA DIGITAL DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO

O projeto Biblioteca Digital, foi uma iniciativa da Biblioteca da Faculdade de
Educação da Universidade Estadual de Campinas (BFE-UNICAMP), em disponibilizar em
meio eletrônico, as dissertações e teses, defendidas na Unidade, através de autorização direta
com os autores.

Devido a grande procura para cópia ou mesmo empréstimo do material, e pelo motivo
de espaço físico, a BFE está inovando com sua experiência, em sociabilizar as informações de
modo que todos tenham acesso e possam adquirir gratuitamente o material desejado, visto que
os exemplares impressos encontram-se encadernados, e para preservá-los encontrou-se a
melhor forma de tornar disponível o acervo das teses em formato digital.

Desde 1997, a BFE possui mais de 300 trabalhos, formatados e armazenados em
disquetes e/ou CD-ROM, conforme acordo mantido com a Coordenação de Pós-Graduação da
Faculdade de Educação (CPG-FE), para preservação da memória e da conservação do material
impresso.

�Alguns dos autores, não autorizam a extração completa dos arquivos, apenas dados
essenciais

como

sumário,

resumo,

bibliografia,

que

ficam

registrados

em

formulário

padronizado fornecido pela CPG-FE durante a finalização para a defesa dos trabalhos na Pós.
A idéia de compor uma equipe para auxiliar na execução do Projeto, foi iniciativa da Direção
da Biblioteca, em que apostou confiantemente na formação do grupo. Hoje contamos com
pessoas competentes da própria Biblioteca, que manifestaram interesse em participar e
colaborar nas árduas etapas do Processo de Digitalização dos materiais.

Todas as teses e as dissertações autorizadas para publicação na Web, também terão um
link direto na base de dados Acervus da UNICAMP, gerenciada pelo software VIRTUA, onde
basta apenas executar o levantamento, e aquelas que se encontrarem com link multimídia,
poderá ser acesso o conteúdo completo do material. Para que isto aconteça, basta apenas
possuir instalado no computador pessoal ou de trabalho, a cópia do software Acrobat Reader
da Adobe1, que disponibiliza gratuitamente o software para execução de download pela
Internet. (UNICAMP, 2000).

3. OBJETIVOS

Entre os objetivos desejáveis para a concretização do projeto, acreditamos nos
seguintes (UNICAMP, 2002):
•

Disponibilizar em meio digital, as teses e as dissertações produzidas na Faculdade de
Educação.

•

Reunir um acervo digital especializado em Educação, com intuito de tornar-se uma
Biblioteca Digital 24 horas.

•

Buscar parcerias internas ou externas a UNICAMP, para a divulgação das teses e das
dissertações digitais.

•

Otimizar espaço físico, preservando apenas um exemplar impresso para a conservação
da memória, e dispor de mais exemplares a comunidade através da Biblioteca Digital.

1 Consulte o site da Adobe em: www.adobe.com.br

�4. TESES E DISSERTAÇÕES : CONCEITO
Teses e dissertações são documentos originados das atividades dos cursos de pósgraduação. Esses cursos visam principalmente a capacitar professores para o ensino superior,
além de formar pesquisadores e profissionais de alta qualificação em vários níveis. No nível
de mestrado, o aluno, para obter o título de mestre, deve, além de completar um curso formal,
elaborar uma dissertação consistindo em um trabalho de pesquisa que demonstre sua
capacidade de sistematização e domínio do tema e da metodologia científica. Já no nível de
doutorado, o aluno deve produzir uma tese que envolva uma revisão bibliográfica adequada,
sistematização

das

informações

existentes,

planejamento

e

realização

de

trabalho

necessariamente original. (CAMPELLO, 2000).

Segundo Campello (2000), no Brasil, o termo dissertação está associado ao grau ou
título de mestre, e o termo tese ao grau de doutor. É importante observar que em outros países
os termos são usados de maneira diversa. Na Grã-Bretanha, tese (thesis) é normalmente
utilizado para descrever todo o gênero, independentemente do grau acadêmico a que se refere,
enquanto que nos Estados Unidos e na Europa continental, o termo mais utilizado é
dissertação (dissertation).

Com a entrada da Internet nos meios de comunicação, houve uma grande mudança nos
conceitos tradicionais, passando a entrar neste universo também, o termo tese eletrônica, que
significa a disponibilização em forma digital da versão original impressa, a qual é nosso foco
neste artigo.
5. TESES E DISSERTAÇÕES NO MUNDO : CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
As teses e dissertações tiveram origem nas universidades medievais que, desde o
século XII, conferiam graus

acadêmicos. As universidades, naquela época, eram muito

diferentes das atuais, formais e burocráticas, e consistiam de associações informais de
estudantes e professores. O emprego de professor em uma universidade medieval quase
sempre implicava no estabelecimento de um contato direto com os estudantes, que pagavam
determinada quantia pelas aulas ministradas. (CAMPELLO, 2000).

�Com o aumento do número de comunidades universitárias, houve a necessidade de
proteger a reputação do ensino do ensino das melhores escolas, e isso forçou o aparecimento
de um sistema que pudesse assegurar a competência dos novos docentes. Assim, os candidatos
a professor nessas comunidades deveriam submeter-se a um processo de avaliação de
conhecimentos, dirigido por um grupo de docentes mais antigos do estabelecimento.

No século XIII, na Universitá degli Studi di Bologna, a avaliação era feita em duas
etapas: um exame público e outro privado; o primeiro era o verdadeiro teste de competência,
sendo o exame público uma formalidade. Para o exame privado o candidato era apresentado
por um patrocinador (isto é, um professor que já lecionasse no estabelecimento) e deveria
fazer exposição oral sobre dois assuntos escolhidos no momento

pelo grupo de examinadores.

O candidato tinha algumas horas para preparar a apresentação dos temas, auxiliado pelo
patrocinador. Em seguida à apresentação, era argüido por dois professores escolhidos pelo
grupo, sendo que todos os outros poderiam propor questões. O processo concluía-se com uma
votação, e a maioria simples dos votos era suficiente para a provação do candidato.
(CAMPELLO, 2000).

Atualmente, as práticas para a atribuição de graus acadêmicos variam de país para país
e de universidade para universidade; dentro de uma mesma instituição de ensino superior pode
haver variações no processo, de uma escola para outra. Os cursos de pós-graduação das
universidades brasileiras conferem títulos de mestre e de doutor que, na carreira acadêmica,
permitem que o titulado exerça as funções de professor assistente e adjunto, respectivamente.

A proliferação dos cursos de pós-graduação no mundo inteiro reflete os esforços feitos
para a formação de pesquisadores, e a manutenção de curso de pós-graduação strictu sensu2 ,
isto é, nos níveis de mestrado e doutorado, confere às universidades um grande privilégio. No
Brasil, a maioria delas despendeu muito esforço nos últimos anos, não só criando novos

2 No Brasil os programas de pós-graduação se estruturam em três níveis: especialização, mestrado e doutorado.

�cursos, como também melhorando a qualidade dos já existentes, de forma a obter o conceito
mais alto nas avaliações da CAPES3

6. TESES DIGITAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECA DA UNICAMP
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

(SBU) tem se empenhado ao máximo para

viabilizar a difusão de informação científica e tecnológica.

Recentemente, uma equipe formada por profissionais da UNICAMP tem a participação
de bibliotecários4

e docentes5, que, por meio de um trabalho de cooperação, busca soluções

para a implementação da Biblioteca Digital de Teses. O grupo de trabalho conta ainda com o
suporte técnico de profissionais da área de informática6, para darem suporte n a área técnica.
Esta equipe foi indicada através de portaria para criarem o a Biblioteca Digital de Teses da
UNICAMP, a qual engloba a Biblioteca da Faculdade de Educação, que tem como base inicial
a disponibilização na íntegra, dos trabalhos desenvolvidos e apresentados por mestrandos e
doutorandos da universidade na Internet.

A proposta tem em vista, assim como a biblioteca digital da Faculdade de Educação, a
agilidade na divulgação e

obtenção da informação; a disponibilização online para a

comunidade acadêmica interna e de outras instituições de pesquisa nacionais e internacionais;
o uso simultâneo do documento por pesquisadores; acesso 24 horas; biblioteca acessível a
diferentes classes de usuários; a preservação dos originais; a racionalização dos espaços com
armazenamento em formato eletrônico/digital; e a oferta de suporte às iniciativas de ensino a
distância (EAD) na UNICAMP. (UNICAMP, 2002).

3

Coordenadoria de Aperfeiçoamento e Pesquisa em Ensino Superior – agência de fomento responsável pelo
financiamento da pós-graduação das instituições de ensino superior no Brasil.
4 Luiz Atílio Vicentini (BC); Gildenir Carolino Santos (FE); Rita Aparecida Sponchiado, do Instituto de Física
(IFGW); Valéria dos Santos Gouveia Martins (BC); Regina Aparecida Blanco Vicentini (BC); Sandra Lúcia
Pereira (FCM); Célia Maria Ribeiro (BC) e Gilmar Vicente (BC).
5 Professor Sérgio Ferreira do Amaral (FE) e Professor Janito Vaqueiro Ferreira (FEM).
6 Rubens Queiroz de Almeida (CCUEC) e Marcos Dario Garcia Sae (BC).

�O projeto do SBU vem ao encontro da expectativa de muitos pesquisadores em poder
ver futuramente seus trabalhos – atualmente em formato impresso, com uso restrito de
pesquisadores de sua área – atingindo sua proposta social, acessível a usuários do mundo todo.
A produção arquivada em formato impresso restringe a difusão de pesquisas.

O que impulsionou

a equipe do projeto a criar a Biblioteca Digital de Teses é a

responsabilidade legada ao SBU de difundir e disseminar as produções acadêmicas. Conforme
dados estatísticos do anuário da universidade, a produção intelectual da UNICAMP chega a
aproximadamente mil teses por ano. Acreditamos que, a divulgação por meios eletrônicos,
utilizando meios de comunicação e informação, ruma para a criação de um significativo
acervo de informação de domínio público, acessível a qualquer pessoa.

Atualmente, de acordo com as formalidades finais de defesa para o preenchimento de
formulários exigidas por cada Coordenadoria de Pós-Graduação da UNICAMP, são
encaminhados dois exemplares impressos à Biblioteca Central para a inserção no Catálogo
Eletrônico Referencial – Acervus.

Após a inclusão, um exemplar retorna à biblioteca de origem e outro fica no Banco de
Teses Impressas como depósito legal da Produção Científica da Universidade, que atrapalha o
acesso ao documento até o fim destes processos burocráticos.

7. BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES BRASILEIRA

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) vem
coordenando, nestes últimos anos, um sistema cooperativo que integra, em uma única base de
dados, referências bibliográficas provenientes de 17 instituições de ensino superior (IES). Esta
base conta atualmente com cerca de 121.000 registros. Embora seja uma iniciativa importante,
este sistema tem sua abrangência limitada. Não só há restrições quanto à cobertura das teses
produzidas por brasileiros como as informações registradas referem-se tão somente à
descrição bibliográfica do documento.

�Com a proliferação de tecnologias de informação e comunicação que viabilizam a
publicação

eletrônica de textos completos, diversas instituições em nível nacional e

internacional iniciaram ações para a disponibilização dos textos completos desse tipo de
documento em rede de computadores. Seguindo essa tendência, no ano passado (2001) o
IBICT formou um grupo de estudo para analisar questões tecnológicas e de conteúdo
relacionadas com a publicação de teses e dissertações na Internet. Esse grupo, formado por
especialistas da Bireme7, CNPq, IBICT, USP, PUC-Rio e UFSC e consultores contratados
pelo Instituto, com base em experiências internacionais e considerando necessidades de
informações nacionais, propôs um padrão de metadados para o intercâmbio de informações de
teses e dissertações. Este padrão, expresso em uma DTD (Data Type Definition) não só inclui
itens de dados relativos à descrição e localização de informações de teses e dissertações como
também incorpora itens de dados que possibilitam a gestão dessa informação e a interligação
entre fontes de informação. (IBICT, 2002).

Em fins de 2001, foi desenvolvido um projeto-piloto onde três das instituições
representadas no grupo de estudo enviaram uma amostra dos metadados das teses e
dissertações publicadas em seus servidores, seguindo o padrão então estabelecido. A base de
dados gerada, embora apresentando alguns erros de conversão de formatos, comprovou a
viablidade da solução proposta. Ajustes finais nesse padrão estão atualmente em andamento.

Considerando essas duas iniciativas: a base cooperativa de referências bibliográficas de
teses e dissertações e a base de metadados de teses e dissertações publicadas em meio
eletrônico, o IBICT propôs a criação do Consórcio Brasileiro de Teses e Dissertações. (IBICT,
2002).

O consórcio está sendo formado por instituições de ensino superior que cooperam com
o Instituto seja por meio do envio de referências bibliográficas sobre as teses e dissertações
defendidas e aprovadas localmente, seja por meio da disponibilização de informações sobre a
localização eletrônica dos textos integrais desse tipo de documento. O consórcio, integrando

7 Bireme

– Centro de Informações em Ciências da Saúde para a América Latina e do Caribe.

�essas duas iniciativas, passa a ser o principal alimentador da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações - BDTD. (IBICT, 2002).

Do ponto de vista do usuário final, ao acessar a BDTD, este poderá realizar buscas de
forma unificada a informações de teses e dissertações existentes nas diversas instituições
consorciadas. Existindo cópias em meio eletrônico dos textos integrais destes documentos,
estas poderão ser acessadas a partir de ponteiros de hipertexto que irão recuperá-las no
servidor da instituição provedora da informação. Na inexistência de versão eletrônica do
documento desejado, o usuário poderá solicitar cópia do mesmo por meio do serviços de
Comutação Bibliográfica - COMUT.

O desenvolvimento da BDTD ocorre no âmbito do programa da Biblioteca Digital
Brasileira e, portanto, vale-se das soluções tecnológicas que vem sendo adotadas naquele
programa. A tecnologia de coleta automática de metadados (harvesting) será particularmente
importante na implementação da BDTD.

A BDTD se operacionalizará por meio da geração de uma base centralizada de
metadados. Enquanto que na fase inicial do projeto as instituições consorciadas enviam
arquivos de metadados para alimentar a base centralizada, numa segunda fase, quando o
processo de coleta automática de metadados estiver implantado no IBICT, este processo será
capaz de ir buscar os metadados diretamente nos servidores das instituições provedoras das
informações. (IBICT, 2002).

8. METODOLOGIA DA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO

A metodologia utilizada pela BFE para o processamento das teses e dissertações digitais
foi constituída

em seis etapas. A primeira etapa foi a elaboração de documento que procede

com a elaboração de um formulário de Autorização dos Direitos Autorais (ADA) que
reconhecesse a importância do depósito da tese ou dissertação em meio magnético na
biblioteca e sem complicações na Internet. Nesta etapa foi realizada ações junto a CPG-FE,
através da elaboração de um documento, visando estabelecer a forma de encaminhamento das

�futuras teses e dissertações impressas e em formato eletrônico à biblioteca, e o resgate das já
defendidas e existente em formato eletrônico.
Iremos descrever as etapas desta metodologia ao decorrer deste trabalho, porém
poderemos sintetizar este início, conforme observa-se na FIG. 1 a seguir:
1. Recolhimento dos
Direitos Autorais no
momento da elaboração
da ficha

2. Recebimento do
material (CD ou Disquete)
da Pós-Graduação

4.

Conversão dos
arquivos (JPG,
DOC) em PDF

3. Processamento
técnico temporário
(identificação)

5.

Salvamento dos
arquivos parciais e
integrais no
servidor

6. Preparação da
página em HTML e
disponibilização do site
na Internet

FIGURA 1 – Fluxo resumido da metodologia utilizada pela BFE

8.1 Recolhimento dos Direitos Autorais
O primeiro passo para o processamento da reformatação das teses é o recolhimento dos
direitos autorais. Este procedimento acontece no momento em que o usuário comparece na
biblioteca para a elaboração da ficha catalográfica, que é obrigatória para a defesa e entrega
dos documentos para a CPG-FE. Entrevista-se o usuário e este é informado sobre o projeto de
construção da biblioteca digital. Se há concordância do usuário em participar do projeto, é
preenchido um formulário com controle seqüencial, contendo os seguintes dados, conforme
apresentados na FIG. 2:
1.Autor

Formulário ADA

4.Orientador

2.Título

5.Data de Defesa

3.Grau

6.E-mail

FIGURA 2 - Conteúdo do formulário da Autorização dos Direitos Autorais

O usuário assina duas cópias impressas do documento, e a direção da biblioteca também.
Uma das cópias, é entregue ao usuário, e a outra permanece na biblioteca, como registro do
repasse dos direitos autorais da publicação para disponibilização na Web, isentando a
biblioteca de qualquer irregularidade que possa ocorrer.

�8.2 Recebimento do material: disquete ou CD-ROM

No momento da entrega da documentação para a defesa, o usuário entrega uma cópia
de sua tese ou dissertação na

CPG-FE, a qual será depositada na biblioteca. A CPG-FE

fornece ao usuário um formulário, que será preenchido com seus dados e autorizando ou não a
disponibilização do material para cópia de terceiros

Logo após o disquete ou CD, são encaminhados à biblioteca, juntamente com o
formulário para permissão de cópias.

8.3 Processamento técnico temporário e leitura dos arquivos (DOC – GIF – JPG)

O material recebido na
relacionados os

biblioteca é registrado em um bando de dados, onde são

dados de autor, título, n. de chamada e quantidade de disquetes ou CD

entregues, a seguir os disquetes ou CDs são arquivados, no aguardo dos próximos passos da
digitalização.

Os arquivos recebidos, são abertos para verificar qual o formato utilizado para gerar o
documento. Alguns possuem extensão DOC, outros já estão em

PDF, existem ainda arquivos

que possuem imagens separadas nos formatos GIF ou JPG, ou ainda BMP.

8.4 Tratamento automatizado dos arquivos e conversão para formato PDF

Após verificar qual formato do arquivo, os arquivos em DOC, são separados dos
demais, para serem convertidos em PDF. O arquivo recebido em DOC e que está autorizado
para disponibilizar na Internet, é copiado para um diretório temporário e a seguir, inicia-se o
processo para a conversão em PDF, clicando no ícone Adobe do software Acrobat Write
(versão atual da biblioteca é 4.05). Surge na tela o histórico de conversão e porcentagem de
conclusão da conversão. Na FIG. 3, podemos observar a simulação para conversão do formato
PDF a seguir:

�Transformação
em PDF

Arquivo DOC
recebido em
CD-ROM

Salvamento no
Servidor

Seleção
dos
Arquivos

FIGURA 3 – Processo de conversão de documentos DOC em PDF

8.5 Salvamento dos arquivos integrais e parciais

Ao término do processo de conversão para PDF, aparece na tela do computador, uma
janela indicando o diretório onde o arquivo convertido será salvo, e por se tratar de um
arquivo aberto, salva-se sem senha de proteção no diretório onde contém os dados do site da
Biblioteca Digital. Os arquivos fragmentados que vem no disquete são salvos cada um com os
seus

nomes

específicos

convertidos

em

PDF.

Exemplo:

Resumo,

Abstract,

Sumário,

Introdução, etc.

8.6 Design e inclusão de itens na página em HTML para acesso na Web
O site da Biblioteca Digital é elaborado através do software FrontPage8, que permite
um design simples e fácil de acessar. Os dados do design da página são alterados em HTML,
salva-se os arquivos da página; formata-se no padrão das páginas que fazem parte do site da
Biblioteca Digital e coloca-se no formulário apropriado para busca.

Alterando o design, são incluídos os dados necessários a recuperação do documento na
Internet em HTML, a saber :

•

Autor: digita-se o nome do autor de forma direta.

•

Título: digita-se o título e o subtítulo da tese ou dissertação.

•

Grau (mestrado ou doutorado): digita-se o grau do trabalho.

•

Ano: digita-se o dia, o mês e o ano em que a tese ou dissertação foi defendida.

�•

Autorização dos Direitos Autorais (ADA): digita-se o n.º de controle dos direitos autorais.

•

Resumo: digita-se o resumo da tese ou dissertação, conforme apresentado no original.

•

Conteúdo (trabalho completo ou em partes): nesta etapa, após inserir o trabalho completo
ou as partes, como Capa, Introdução, Resumo, Abstract, etc., faz-se um link para acessar o
documento.

Os trabalhos convertidos em PDF, são armazenados no servidor da biblioteca e
disponibilizados no site da Biblioteca Digital, onde é permitido ao público interno e externo da
universidade,

o acesso aos dados completos ou até a execução de download de cópias das

teses e dissertações, de acordo com o site abaixo:

FIGURA 4 – Tela de acesso ao site da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da BFE

9. COOPERAÇÃO EM PROJETOS INTERNACIONAIS

Na oportunidade de disponibilizar o acesso as teses digitais da Faculdade, e com o
intuito de tornar-se uma das bibliotecas a disponibilizar o seu acervo via Internet, a BFE
tornou-se membro da Networked Digital Library of Theses and Dissertation (NDLTD)9, que
facilitou a divulgação do trabalho realizado na biblioteca da Faculdade.

8 O software FrontPage usado na BFE
9 http://etd.vt.edu

é a versão FP2000.

�Por estar participando deste consórcio, a UNICAMP, em vez de apenas a Faculdade de
Educação, solicitou inclusão dela num todo.

A NDLTD, foi uma das primeiras instituições a criar o conceito de teses e dissertações
eletrônicas (ETDs), este conceito foi discutido e aberto por profissionais de informação em um
encontro em Ann Arbor (EUA), organizado pela University Microfilm International (UMI) em
1987. (NDLTD, 2002).

Atendida pelos representantes da Virgínia Tech, da Universidade de Michigan, do
SoftQuad, e do ArborText. Como segue, a Virgínia Tech criou o primeiro desenvolvimento do
formato

SGML através do Document Type Definition (DTD) para esta finalidade,

pelo

consorciado Yuri Rubinski do SoftQuad. (NDLTD, 2002).

O Dean Gary Hooper da
desenvolvimento

em 1991.

Virgínia Tech concordou no financiamento adicional do

Os consorciados e idealizadores da rede Edward Fox e John

Eaton (Dean of the Graduate School) tiveram a colaboração neste projeto desde o início,
investigando os problemas associados com a produção, arquivamento e acesso, com o auxílio
inicialmente de um comitê local da faculdade. (NDLTD, 2002).

Desde de 1992 eles trabalharam com o Coalition for Networked Information (CNI),
Council of Graduate Schools (CGS), UMI e outras organizações interessadas, que ajudaram
no

funcionamento

de uma série de projetos e reuniões realizados através de discussões.

Adicionalmente, a University Library´s Scholarly Communications Project, desenvolveu os
procedimentos e os sistemas para processar, arquivar, e fornecer o acesso público aos
trabalhos de pesquisa dos graduados da Virgínia Tech. (NDLTD, 2002).

Com

proposta, a NDLTD agrega atualmente em seu consórcio, aproximadamente 132

instituições de diversos países, inclusive a Faculdade de Educação da UNICAMP, como já
mencionado, e futuramente a UNICAMP como um todo.

�10. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A concretização desse projeto da Biblioteca Digital de Teses da UNICAMP, bem como
da Faculdade de Educação, deverá propiciar difusão do conhecimento de domínio público a
nível nacional, por meio de parceria com a futura Biblioteca Digital Brasileira do IBICT, e em
nível internacional, por meio da iniciativa global, reconhecida pela UNESCO, da NDLTD,
como as iniciativas já existentes na Virgínia Tech University (EUA), e outras instituições.
A apresentação da metodologia utilizada pela BFE, demonstra que na verdade, basta que
a instituição tenha uma pequena infra-estrutura e disposição para poder disponibilizar o seu
acervo para acesso público de forma digital, já que os custos e mão-de-obra necessários, não
irá afetar as rotinas da biblioteca e

sim de agregar uma nova tarefa ao seu papel de

gerenciadora de conhecimentos de produtos gerados pela instituição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOTECA de teses digital. Semana da UNICAMP, Campinas, n.161, p.9, 24 a 30 set. de
2001. (Conhecimento e Educação). Disponível na Internet:
&lt;http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/semana/unihoje_sema161pag09.html&gt;.
Acesso em: 26 abril 2002.
CAMPELLO, B.S. Teses e dissertações. In: CAMPELLO, B.S. ; CENDÓN, B.V. ;
KREMER, J.M. (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais . Belo
Horizonte : Ed. UFMG, 2000. Cap. 9. (Aprender).
IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.
Brasileira. Disponível em: &lt;www.ibict.br/bdb&gt;. Acesso em: 08 junho 2002.

Biblioteca Digital

NDLTD - Networked Digital Library of Theses and Dissertations. NDLTD : information
about the initiative. 2002. Disponível em: &lt;http://www.ndltd.org/about.html&gt;. Acesso em: 26
abril 2002.
UNICAMP - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Faculdade de Educação.
Biblioteca Prof. Joel Martins. Biblioteca Digital de Dissertações e Teses. Campinas, 20002002.
Disponível em: &lt;http://www.bibli.fae.unicamp.br/bibdig/teses/form.html.&gt;
Acesso em:
26 abril 2002.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Produção intelectual da Faculdade de Educação da UNICAMP: o gerenciamento das dissertações e teses digitais pela biblioteca.</text>
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