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                  <text>SEMINÁRIO SOBRE USO DAS FERRAMENTAS DE ACESSO À
INFORMAÇÃO ATRAVÉS DA HOME PAGE
http://dibd.esalq.usp.br
Eliana Maria Garcia
Bibliotecária Supervisora da Seção de Referência - Divisão de Biblioteca e Documentação
ESALQ/USP, Caixa Postal 9, Piracicaba, SP, Brasil - emgarcia@esalq.usp.br

Kátia Maria de Andrade Ferraz
Bibliotecária Supervisora da Seção de Circulação e Empréstimo - Divisão de Biblioteca e
Documentação ESALQ/USP, Caixa Posta 9, Piracicaba, SP, Brasil - kmaferra@esalq.usp.br

Ligiana Clemente do Carmo
Bibliotecária da Biblioteca Setorial do Departamento de Economia e Sociologia Rural - Divisão de
Biblioteca e Documentação, ESALQ/USP, Caixa Postal 9, Piracicaba, SP, Brasil ligiana@esalq.usp.br

Márcia Regina Migliorato Saad
Diretora Técnica da Divisão de Biblioteca e Documentação ESALQ/USP, Caixa Posta 9, Piracicaba,
SP, Brasil - mrmsaad@esalq.usp.br

Resumo
Tradicionalmente a Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD oferece aulas sobre
orientações bibliográficas vinculadas à disciplina “ Seminários” dos cursos de pós-graduação
da ESALQ.

No entanto, com os avanços na área de informação, principalmente no que se refere aos
acessos via internet, fizeram-se necessárias reformulações constantes no conteúdo dos
programas dos seminários oferecidos, adaptando-os às novas realidades.

Atualmente, a metodologia utilizada baseia-se no acesso direto e on-line a home page da
DIBD, através de equipamentos de multimídia com apresentações teóricas e práticas para cada
link selecionado.

�Neste contexto espera-se então, capacitar o usuário para que se torne auto-suficiente na
realização de suas pesquisas e serviços oferecidos “on-line” e, com isto conscientizá-lo de que
a biblioteca está a sua disposição 24 horas/dia.
1 Introdução
Nos últimos vinte anos, as bibliotecas universitárias têm sido transformadas pela
tecnologia eletrônica, e em decorrência disso pela avalanche de novas fontes e recursos de
informação, apesar das restrições orçamentárias.

Estas mudanças no ambiente de trabalho, aumentaram as responsabilidades do
profissional, as expectativas sobre o papel do bibliotecário de referência,

fez-se necessário

então, novas práticas, novas competências e habilidades (NOSFINGER, 1999).

Atualmente, o bibliotecário de referência mudou da posição conservadora de coletor e
curador das obras de referência, para educador, consultor de informação, mediador entre
usuários/informação, com a responsabilidade de assistir aos usuários e a Universidade, com
recursos que vão além dos muros da biblioteca.

O Serviço de Referência consiste no atendimento pessoal aos usuários, mas
principalmente no ensino e orientação, formalizados através dos seminários ministrados pelas
bibliotecas. Seminários estes, considerados de importância estratégica para o desenvolvimento
da pesquisa no país e para a auto-suficiência dos pesquisadores no que se refere à busca de
informações pertinentes às suas atividades e ao conhecimento do que se pesquisa no mundo
(através da internet), além do estímulo ao contato com os Centros de Informações.

Em função disto, a Divisão de Biblioteca e Documentação (DIBD) da Escola Superior
de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) vem realizando sistematicamente o
treinamento para seus usuários através dos seminários sobre o uso da ferramentas de acesso à
informação.

2

�O objetivo deste trabalho consiste em divulgar a experiência acumulada da DIBD neste
campo de atuação e demonstrar através de indicadores quantitativos e qualitativos a sua
contribuição no processo educacional, na visão daquele que tem participado.

Traz

também

um

apanhado

histórico

dos

treinamentos,

evidenciando

a

transformação/evolução do método e da tecnologia empregada.

2

Histórico
Desde 1959 a Biblioteca da ESALQ mostrou-se preocupada e comprometida com o

espaço que já ocupava no cenário agrícola. Onde já surgia a primeira iniciativa por parte de
suas bibliotecárias, de orientações sobre o uso da biblioteca e o manuseio dos índices,
bibliografias e revistas de resumos direcionadas à grupos de alunos.
Em 1962 após seminário realizado na ESALQ sobre a preparação de trabalhos agrícolas,
motivou em 1966 a introdução da disciplina optativa “Redação Técnica” no currículo dos
cursos dos pós-graduandos, cuja responsabilidade cabia a um professor titular, sendo a
biblioteca convidada a ministrar aulas sobre o seu uso. Somente a partir de 1970, esta
colaboração tornou-se efetiva e passou a denominar-se “Redação Técnica e Uso da
Biblioteca”.
Em 1975 devido às solicitações de docentes e pós-graduandos foi organizado o 1º curso
de orientação bibliográfica, considerado como curso de extensão universitária, ministrado
pelas bibliotecárias e docentes convidados. O impacto causado foi positivo e, em 1977 a
equipe foi convidada a ministrar cursos à técnicos de Instituto Açucareiro, capacitando muitos
pesquisadores.

Posteriormente, este seminário foi transformado em disciplina optativa denominada
“Orientação Bibliográfica”, com duração de um semestre para atender os alunos de graduação
dos cursos de Engenharia Agronômica, Florestal e Economia Doméstica.

3

�Inicialmente a preocupação com o conteúdo dos programas dos cursos restringia-se à
normalização de documentos, referências bibliográficas, estrutura do trabalho científico,
sistemas de indexação e pesquisa bibliográfica. No decorrer dos anos, ocorreram várias
alterações em função das necessidades informacionais dos usuários e do avanço tecnológico.

Já na década de 80, a DIBD passou a colaborar com o Departamento de Química, na
disciplina “Nutrição Mineral de Plantas”, onde já se aliava a prática da busca de informação ao
conhecimento agrícola (caráter mais específico), constituindo assim um estímulo mais
concreto e eficaz em relação ao interesse dos usuários.

Em paralelo, a biblioteca participava também da disciplina “Introdução à Agronomia”
oferecida aos calouros e coordenada por um docente, cujo objetivo era uma visita à biblioteca,
a divulgação e recuperação de seu acervo, e uma rápida explanação sobre “introdução à
pesquisa”.

A partir de 1998, por iniciativa da Sistema de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), criou-se a
Semana DEDALUS, um evento realizado no início de cada ano letivo dirigido à alunos
ingressantes na graduação, com o objetivo de ensinar noções básicas do uso da biblioteca e do
Banco de Dados Bibliográficos da USP (DEDALUS) que muito se aproximava ao que a
biblioteca já vinha realizando com seus alunos ingressantes.

Além desta iniciativa, a biblioteca oferecia treinamentos especiais direcionados às
atividades de pesquisa, aos alunos de graduação inscritos no Programa Especial de
Treinamento da CAPES – PET.

Diante da repercussão positiva que estes seminários causavam no campus, os docentes
dos cursos de pós-graduação solicitaram para que esta atividade fosse estendida aos alunos de
mestrado e doutorado, cujo o tema seria o “Uso da Biblioteca e Pesquisa Bibliográfica”, onde
eram abordados além do uso das ferramentas de busca para a pesquisa, os serviços e produtos
oferecidos pela DIBD e as orientações sobre as dissertações e teses, sempre acompanhada dos
novos recursos existentes para a exposição da aula.
4

�Mais recentemente esta atividade passou a ser incluída no programa oficial da pósgraduação na disciplina “Seminários” denominados “Pesquisa Bibliográfica em Ciências
Agrárias através da Internet”, envolvendo todos os cursos. Novamente houve a ampliação do
conteúdo, devido a abrangência e complexidade das informações e ao grande avanço da
tecnologia, principalmente com o acesso via internet. E, em decorrência disto a equipe de
bibliotecários responsável pelos seminários, vem sendo contemplada com certificado que
evidencia o valor e a relevância do trabalho desenvolvido.

Devido à grande demanda, a DIBD incluiu em seu programa do serviço de referência,
seminários extras desvinculados de qualquer disciplina.

3 Metodologia
3.1 Recursos Utilizados

Os recursos utilizados como material didático no decorrer destes últimos anos sofreram
muitas transformações: do quadro negro, flip-chart, slides e transparências para projetor de
multimídia, microcomputador e folders.

A DIBD sempre procurou acompanhar a evolução das informações e recursos existentes,
bem como a contínua capacitação dos seus profissionais envolvidos.

Atualmente, as aulas são realizadas na própria biblioteca, em auditório próprio com
capacidade para 60 pessoas, equipado com TV, vídeo, lousa, tela de projeção,
microcomputador com acesso à internet e projetor de multimídia.

3.2 Dinâmica

Os seminários são dinâmicos e interativos, com explanação específica sobre pesquisa,
onde há orientação de como se elabora as estratégias de busca através de lógica booleana e há
5

�demonstrações práticas de diversas bases de dados, ferramentas de busca e sites de interesse
geral, onde seu desenvolvimento se dá a partir da home page http://dibd.esalq.usp.br,
conforme ilustrado na Figura 1.

Figura 1 – Home page da DIBD

Os links demonstrados são os seguintes:

6

�3.2.1 Informações

Destaca-se neste link o regulamento da DIBD e o comprometimento da biblioteca
através de suas políticas básicas.

3.2.2 Serviços

Neste link “Serviços” são demonstrados todos os serviços oferecidos aos usuários,
alguns deles disponíveis de forma interativa, como a comutação bibliográfica, sugestão para
novas aquisições, catalogação na publicação, entre outros.

São apresentadas também com destaque, as normas para elaboração de dissertação ou
tese e os procedimentos para sua entrega final, considerados como pré-requisitos para a
conclusão do seu trabalho na universidade.

3.2.3 Bases de Dados
O primeiro passo para a explanação das bases de dados é divulgar aos ingressantes o
nome das bases de interesse, o seu conteúdo e qual o link da home page pode ser selecionado.

O passo decorrente é a explicação sobre como se faz a pesquisa, com orientações sobre
estratégias de busca – lógica booleana, utilizando para isso exemplos com os assuntos
pertinentes ao público alvo.

A partir de então faz-se o acesso das principais bases nacionais e internacionais, com as
devidas orientações de cada item referenciado, podendo-se inclusive pesquisar tópicos
solicitados pelos próprios usuários, tornando a aula mais dinâmica, interessante e participativa.

7

�3.2.4 Revistas Eletrônicas

São demonstradas a partir do Portal CAPES, o qual permite o acesso a textos completos
de aproximadamente 2000 títulos de periódicos científicos. Neste momento, há uma interação
com o público de forma a esclarecer dúvidas que possam surgir no momento do acesso.

Faz-se também uma demonstração da base de dados SCIELO, que disponibiliza também
textos completos de títulos de periódicos nacionais e latino-americanos.

3.2.5 Recursos da Internet
Destaca-se também o link denominado “Recursos da Internet”, onde são relacionados
sites específicos da área de ciências agrárias (instituições de pesquisa, universidades,
empresas, laboratórios, etc) e também sites de referência de caráter geral, que oferecem
facilidades ao pesquisador: dicionários, agências de fomento, fontes de conversão/cálculo e
guias de serviços de utilidade pública, sempre selecionando o tópico a ser demonstrado de
acordo com a área dos usuários participantes.

3.2.6 Expositor Eletrônico
É importante divulgá-lo aos alunos para que eles conheçam as recentes publicações
incorporadas semanalmente ao acervo da DIBD, caso estes estejam impossibilitados de virem
até o local.

3.2.7 Catálogo de Publicações
A divulgação deste tópico evidencia a interação virtual que o usuário tem acesso, pois
trata-se de uma lista com as publicações disponíveis para a venda, incluindo o formulário de
instruções e aquisições on-line.

8

�3.3 Inovações

Como complemento aos seminários formalizados, a DIBD disponibilizou mais um
formato de treinamento, “personalizado”, que pode ser agendado previamente e selecionado
pelo pesquisador/usuário os temas de seu interesse. Este serviço é divulgado através de folders
que inclui: a explanação simplificada de cada tópico oferecido, formulário para inscrição e um
kit com brindes da biblioteca.

Com a introdução do Programa de Gestão da Qualidade, a DIBD passou a fazer a
avaliação formal de todos os seminários oferecidos aos usuários, incluindo as visitas
orientadas, com o intuito de determinar possíveis falhas, aprimorar a didática, a forma de
apresentação, o conteúdo abordado, o espaço utilizado e o tempo gasto x benefício.

4

Resultados
O resultado obtido durante todos esses anos que a DIBD tem se dedicado aos

seminários,

foi

extremamente

satisfatório,

sendo

comprovado

através

de

certificados

expedidos pelos docentes às bibliotecárias, pela grande procura por parte dos pesquisadores e
alunos, pela própria evolução da atividade, desde os espaços utilizados, às modificações dos
conteúdos até a capacitação de seus profissionais envolvidos.

Já nos 02 últimos anos este resultado pode ser mensurado mais concretamente, pois as
avaliações foram incluídas já com um caráter mais formal. Realizou-se neste período 27
seminários, totalizando um público participante de 476 alunos de pós-graduação e docentes.
Os dados coletados se referem ao conteúdo, tempo, lógica booleana, dinâmica e espaço físico
e podem ser avaliados conforme Figuras 2 a 6.

9

�Resultado: 318 = ótimo; 153 = bom; 5 = regular; 0 = ruim

1%
32%

Ótimo

0%

Bom
Regular
Ruim

67%

Figura 2 – Conteúdo do seminário

Resultado: 381 = Sim; 95 = Não

20%
Sim
Não
80%

Figura 3 – Tempo gasto

10

�Resultado: 474 = Sim; 2 = Não

0%
Sim
Não
100%

Figura 4 – Lógica booleana

Resultado: 350 = Ótimo; 121 = Bom; 5 = Regular; 0 = Ruim

1%
25%

Ótimo

0%

Bom
Regular
74%

Ruim

Figura 5 – Dinâmica e recursos utilizados pela palestrante

11

�Resultado: 327 = Ótimo; 138 = Bom; 10 = Bom; 1 = Ruim

0%
2%

Ótimo

29%

Bom
69%

Regular
Ruim

Figura 6 – Espaço físico

5

Discussão
Após a análise dos resultados e mais especificamente destes 2 últimos anos, concluiu-se

que os seminários tiveram boa receptividade dos usuários, o conteúdo vem atendendo as
expectativas, o espaço atual físico foi considerado agradável e o desempenho da equipe, fator
crucial, foi considerado pelos participantes como ótimo, atestando a sua capacitação.

Algumas sugestões como a disponibilidade de microcomputadores individuais durante
as aulas devem ser avaliadas, e com isso que se continue a luta pelo auxílio orçamentário tão
essencial à evolução dos seminários.

A participação dos usuários na avaliação dos cursos é o caminho para um serviço de
melhor qualidade.

12

�5.1 Recomendações

Um programa de treinamento e orientação, requer da biblioteca um planejamento para
que se possa ajustá-lo às expectativas atuais do usuário, onde antes, a prioridade era apenas o
próprio usuário, e hoje as suas necessidades passaram a ser muito mais essenciais (MILLSONMARTULA; MENON, 1995).

Outro fator importante é definir o objetivo e a meta: o que, quando e quanto se quer
atingir. Simultaneamente, atentar-se ao custo, questão esta que deve ser negociada com a
administração, que no mínimo deve estar conscientizada e convencida da importância de se
envidar esforços para viabilizar o programa.

Nenhum programa dessa natureza pode ser realizado sem custo (equipamentos, acesso a
internet e homens/hora) e este, não pode ser absorvido para outros fins, por isso o papel do
bibliotecário e o espaço ocupado por ele na comunidade que está inserido, são fundamentais
nas negociações com a administração.

6

Conclusões
A experiência acumulada pela biblioteca, a capacitação dos profissionais e a

participação dos usuários no processo são fatores relevantes para a avaliação da continuidade e
melhoria destes seminários.
A equipe de bibliotecários responsável pelos treinamentos tem comprovado a evolução
ocorrida nestes anos e renova a cada ano suas políticas de atualização e revê a metodologia
adotada, baseando-se sempre nas necessidades e prioridades de atendimento. Neste sentido, a
DIBD tem investido muito e vem obtendo êxito e reconhecimento.

A divulgação deste trabalho tem a intenção de compartilhar esta experiência com as
outras bibliotecas, uma vez que, segundo Jurrow (1992), as bibliotecas universitárias vêm

13

�mudando rapidamente, desafiando seus profissionais a exercerem suas funções de forma cada
vez mais efetiva.

Para enfrentar as novas tecnologias e as transformações na sociedade, os bibliotecários
de referência precisam desenvolver novas habilidades, novos conhecimentos e reverem
constantemente suas atitudes, uma vez que as demandas tem sido cada vez mais complexas e
de alto nível, exigindo responsabilidade e competência.

Referências Bibliográficas
JUROW, S. Preparing academic and research library staff for the 1990’s and beyond. Journal
of Library Administration, v. 17, p. 14, 1992.
MILLSON-MARTULA, C.; MENON, V. Customer expectations: concepts and reality for
academic library services. College and Research Libraries, v. 56, n.1, p. 34, 1995.
NOFSINGER, M.N. Training and retraining reference professionals: are competences for the
21 st. Century. The Reference Librarian, n. 64, p. 9-19, 1999.
Bibliografia Consultada
KATZ, B.; FRALEY, R.A. (Ed.). Conflicts in reference services. New York: The Harworth
Press, 1985. 236p.
LUBANS Jr., J. Educating the library user. New York: R.R. Bowker, 1974. 435 p.
MORETTI, D.M.B. et al. Orientação bibliográfica na área agrícola. /Trabalho apresentado ao
9. Congresso Brasileiro e 5. Jornada Sul-Rio-Grandense de Biblioteconomia e Documentação,
Porto Alegre, 1977/.
REICHARDT, K. (Ed.). ESALQ 100 anos: um olhar entre o passado e o futuro. São Paulo:
Prêmio, 2001. 193p.

14

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Documentação&#13;
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