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                  <text>GESTÃO DE PROJETOS EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
ACADÊMICOS: EXPERIÊNCIA DA UNESP

Dilnei Fátima Fogolin *
dilnei@marilia.unesp.br
Maria Rosangela de Oliveira **
dirsbd@adm.feis.unesp.br

* UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas
Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Bairro Cascata 17515-901 Marília – SP Brasil
** UNESP – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação.
Avenida Brasil, 56 – Centro
15385-000 Ilha Solteira – SP Brasil

�RESUMO
A participação efetiva da UNESP nos Programas de Infra-estrutura de Agências de
Fomento contribuiu de forma decisiva na modernização e implementação dos serviços e
produtos das Bibliotecas da Rede. A UNESP, por meio da Coordenadoria Geral de
Bibliotecas, órgão que viabiliza o funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas,
constituída por 23 Bibliotecas, localizadas em 16 cidades do Estado de São Paulo,
apresentou projetos arrojados e inovadores que captaram cerca de R$15.000.000,00. A
experiência na gestão destes projetos levou à compilação de uma metodologia

a ser

adotada em cada uma das etapas, adequadas ao escopo da linha de financiamento
disponível, quais sejam: elaboração, execução e prestação de contas. Em cada uma das
etapas são detalhados os principais procedimentos para o desenvolvimento das

mesmas.

Na elaboração são detalhados o diagnóstico, a redação, a montagem e o envio do projeto.
Na execução são discriminados o planejamento, o detalhamento de itens e os
procedimentos de aquisição e recebimento dos bens ou serviços. A prestação de contas
inclui a organização e montagem dos documentos. Como resultado, apresenta-se a vivência
da Biblioteca do Campus de Ilha Solteira que captou R$ 990.117,26 de recursos que
possibilitaram: aquisição de mobiliário; encadernação de obras do acervo; climatização dos
ambientes; ampliação da rede lógica; aquisição de equipamentos de informática e
audiovisuais, entre outros.

2

�INTRODUÇÃO
O Universo das organizações vem-se tornando cada vez mais complexo, considerando o
momento de incertezas e desigualdades causadas pelas mudanças da sociedade, no
contexto globalizado, quer sejam

nos aspectos político, educacional, econômico, social e

tecnológico.

É consenso entre os gerentes a posição de que é fundamental a adoção, por parte das
organizações, de uma gestão voltada para a análise dos ambientes internos, externos e
sobre o futuro, integrando todos os aspectos positivos e negativos diante dos desafios e
problemas desta constante mudança.

Pode-se amenizar o trabalho com esta complexidade, se considerar a formulação de um
cuidadoso Planejamento Estratégico em busca da melhoria no desempenho organizacional,
por meio de uma participação mais efetiva de todos os envolvidos no processo, visando o
enfoque e funcionamento sistêmico do órgão.
Neste cenário, encontram-se as Universidades na Sociedade da Informação e do
Conhecimento. OLIVEIRA (2000) enfatiza que da mesma forma que a Universidade segue
uma orientação empresarial, desenvolvendo estratégias competitivas para competir com
outras fontes de treinamento e educação, e desenvolver programas e projetos mais
relevantes para atrair novos ‘clientes’, a biblioteca também deve se adequar aos impactos
do ambiente em mudança, e se tornar mais ‘business minded’.
Diante desta ótica, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas – CGB, órgão que viabiliza o
funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da UNESP – Universidade Estadual
Paulista, constituída por 23 Bibliotecas, localizadas em 16 cidades do Estado de São Paulo,
propôs uma mudança em sua gestão administrativa, elaborando um Planejamento e
Estratégico.

Essa nova proposta implantou, a partir do Planejamento Estratégico, uma gestão
participativa, articulando uma efetiva interação entre o meio acadêmico e administrativo,
visando alcançar a excelência nos produtos e na prestação de serviços informacionais
oferecidos pela Rede de Bibliotecas.
3

�Segundo CHIAVENATO (c1997), a administração participativa constitui uma forma de
administração onde as pessoas tenham reais possibilidades de participar, com liberdade de
questionar, discutir, sugerir, modificar, alterar, questionar uma decisão, um projeto ou uma
simples proposta. Isso não significa destruir ou anular os centros de poder, pois a
administração participativa é compatível com a hierarquia.
Encontramos em OLIVEIRA (1999), a afirmação de que o estabelecimento de projetos
proporciona ao executivo condições de identificar e operacionalizar os planos de ação que
a empresa irá desenvolver com o objetivo de alcançar os resultados esperados e enfocados
pelo planejamento estratégico.
Administrar por meio de projetos constitui-se uma maneira eficaz para superar os
problemas e desafios que surgem constantemente.
Marvin Bower citado por VASCONCELLOS FILHO (1984) afirma que o Planejamento
Estratégico é relacionado, principalmente, com o ajustamento da organização com o seu
ambiente, resolvendo problemas básicos, contornando as limitações, capitalizando sobre
vantagens herdadas ou desenvolvidas e aproveitando as principais oportunidades.

Com base nestas premissas, a UNESP oportunizou a participação nos Programas de Infraestrutura da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo,
apresentando projetos com propostas arrojadas e inovadoras que captaram cerca de
R$15.000.000,00, contribuindo de forma decisiva na modernização e implementação dos
serviços e produtos das Bibliotecas da Rede.
Destacam-se os projetos:
-

aquisição do software ALEPH-500 e da ampliação e adequação do parque
computacional, viabilizando a implementação do Projeto de automação da Rede
UNESP;

-

Climatização;

-

Editoração eletrônica;

-

Equipamentos audiovisuais;

4

�-

Reforma dos prédios, estruturando as Bibliotecas da Rede em função do
dimensionamento, dinâmica e a conjunção da prestação de serviços aos usuários da
informação com a qualidade desejada.

Expectativas quanto à administração e implementação destes projetos com a aplicabilidade
de novas tecnologias de informação, fizeram com que os Diretores das Bibliotecas da Rede
UNESP acompanhassem esse processo inovador, dando ênfase ao desenvolvimento ou
aprimoramento de habilidades e competências desta nova gestão de gerência estratégica.

A participação da CGB neste processo, objetivou integrar os gerentes das Bibliotecas,
norteando

ações,

fornecendo

orientações,

subsídios

e

condições

adequadas

aos

procedimentos e padronização na elaboração das ações destes projetos, enfatizando o
funcionamento

sistêmico

e

harmônico

da

Rede

em

um

trabalho

cooperativo

e

compartilhado.

GESTÃO DE PROJETOS
A experiência na gestão destes projetos levou à compilação de uma metodologia

a ser

adotada em cada uma das etapas, adequadas ao escopo da linha de financiamento
disponível, quais sejam: elaboração, execução e prestação de contas. Em cada uma das
etapas são detalhados os principais procedimentos para o desenvolvimento das mesmas.
+ Elaboração
A fase de

elaboração do projeto

é subdividida em etapas que visam coletar e organizar

todas as informações necessárias para a redação do mesmo. São detalhados o diagnóstico,
a redação, a montagem e o envio do projeto. Como etapa preliminar deve-se verificar as
linhas de financiamento existentes e levantar os itens financiáveis e os não financiáveis em
cada uma delas. Este levantamento preliminar será o norteador das solicitações.
Etapa de diagnóstico
-

levantar as carências de recursos atuais na Unidade de atuação;

-

levantar os itens necessários para um futuro próximo e que poderão completar os já
existentes ou que possam criar uma estrutura ou serviço absolutamente novo na
Unidade de Informação.

5

�Reforçando o conceito de administração participativa, estes levantamentos deverão ser
realizados através de reuniões e contatos com:
ü Funcionários da Biblioteca

Estas reuniões deverão ocorrer na ordem indicada para melhor desenvolvimento das
atividades e deverão contar com um espaço de tempo razoável para levantamento e análise
das informações para tomada de decisões. Deve-se:
a)

informar as linhas de financiamento disponíveis e solicitar que cada um indique os
itens necessários relacionados aos seus serviços (levantamento não censurado);

b) apresentar os itens levantados e

discutir sobre a viabilidade de sua inserção nos

projetos;
c) apresentar informações que o responsável pela elaboração dos projetos

obteve junto à:

Comissão de Biblioteca; Bibliotecários elaboradores de projetos da UNESP (Rede e
CGB) e de outras instituições e fornecedores. Os funcionários analisarão os itens
apresentados;
d) reunião final para fechar o escopo dos projetos.

ü Membros da Comissão de Biblioteca. Esta Comissão de Biblioteca é composta por

membros da Comunidade que poderão indicar itens e aprovarão o texto final do projeto
com o Coordenador do mesmo. Deve-se:
a) informar sobre as linhas de financiamento disponíveis e solicitar que cada um

levante

os itens que julgar necessários;
b) apresentar as informações coletadas em outras fontes e confrontar com as propostas
apresentadas pela Comissão;
c) discutir todas as propostas e deliberar sobre os itens a serem solicitados;
d) apresentar e aprovar o texto final dos projetos.

ü Bibliotecários, normalmente Diretoras de Bibliotecas da Rede UNESP, para levantar
possíveis itens para solicitação (incluindo informações sobre fornecedores) e elaboração
conjunta de projetos ou de projetos conjuntos.
ü Bibliotecários da CGB para indicação de itens necessários para solicitações

ü Bibliotecários de outras instituições para levantar itens para solicitações

6

�ü Docentes e funcionários da Unidade que podem assessorar na identificação e seleção

dos melhores itens disponíveis no mercado
ü Visitas a Bibliotecas para verificar possíveis itens para solicitação (tirar fotografias;

anotar dados sobre fornecedores idôneos etc.)

ü Contatos com fornecedores

a) visita de fornecedores à Biblioteca para que façam diagnósticos das necessidades e
proponham soluções;
b) visitas dos Bibliotecários às empresas para verificar itens disponíveis;
c) elaboração de propostas de fornecimento pelos fornecedores,

dependendo da

complexidade do produto e/ou serviço.
ü Contatos com usuários por meio de:

a) contatos informais;
b) Coleta em Caixas de sugestões.
Etapa de redação do projeto
•

Texto

ü apresentação da Instituição Proponente e da Unidade Executora (Biblioteca)
ü descrição da situação atual

a) infra-estrutura física (podem ser anexadas plantas, lay-out, fotografias etc);
b) recursos disponíveis (equipamentos de informática e audiovisuais. Devem ser feitas as
descrições completas e indicadas as quantidades dos recursos já instalados);
c) serviços e produtos oferecidos pela Biblioteca;

ü Descrição e justificativas da solicitação

a) descrição do problema que se propõe a solucionar ou situação que se pretende modificar
ou criar, relatando os esforços já realizados;
b) indicação dos recursos necessários para cumprir o que se pretende no item acima;
c) justificativas: reunir os argumentos para o convencimento e/ou comprovação da
importância

da solicitação. Este item pode estar amparado nas razões determinantes do

7

�projeto; em bibliografia levantada e citada sobre o assunto; em registros que ilustrem a
situação problema. (Por exemplo: fotografias, laudos de vistoria etc.).
Nesta fase é importante:
- indicar os problemas separadamente e, no texto, logo em seguida, arrolar as justificativas;
-

indicar quando ocorrerem itens interdependentes, sem prejuízo desta forma de

apresentação;
- procurar sempre relacionar os argumentos nas justificativas com o objetivo para o qual o
financiamento foi disponibilizado;
- enfatizar a importância do atendimento às solicitações, visando a otimização das
condições para atendimento ao usuário. Todos os esforços desenvolvidos para a melhoria
da Biblioteca têm como alvo ou foco o usuário e esta prioridade tem que estar clara para
quem redigir o texto do projeto e para quem for lê-lo e avaliá-lo.

•

Orçamentos

ü detalhamento dos itens solicitados, normalmente subdivididos pelo tipo de material:

permanente, consumo, serviços de terceiros, nacional ou importado
ü adotar para o orçamento a mesma numeração utilizada para o item no texto do projeto.

Isto facilita a compreensão e a aprovação completa do item solicitado
•

Preenchimento dos formulários

ü Coletar as informações solicitadas e preencher os campos dos formulários

Normalmente estes dados são coletados e disponibilizados por uma estrutura de apoio
existente na Universidade, que organiza e fornece as informações (Pesquisas em
Andamento, Currículo dos Pesquisadores etc.). Na UNESP existem Núcleo de Apoio à
Pesquisa, Escritório de Pesquisa etc.
Etapa de montagem e envio do projeto
ü confirmar o preenchimento de todos os campos dos formulários
ü conferir todas as partes do projeto e seus anexos
ü colher assinatura do responsável (Coordenador)
ü verificar a existência de cópia completa
ü enviar o projeto para a instituição de fomento

No recebimento das respostas aos pedidos enviados, temos as seguintes situações:

8

�ü projeto aprovado na íntegra = partir para a Execução
ü projeto aprovado parcialmente
-

os itens aprovados = partir para a Execução

-

os itens negados:
-

encaminhar recursos logo após a resposta

-

encaminhar solicitação de aditivo durante o desenvolvimento (execução) do projeto
caso se configure uma necessidade premente dos itens originalmente negados

ü projeto negado na totalidade = encaminhar recurso

+ Execução
Nesta fase são discriminados o planejamento, o detalhamento de itens e os procedimentos
de aquisição e recebimento dos bens ou serviços.
Etapa de planejamento
ü

para que as aquisições sejam realizadas de acordo com as regras definidas e não haja

problemas com a Prestação de Contas, é necessário uma releitura completa e atenta do
Manual de Instruções para Utilização de Recursos, Remanejamentos e Prestação de Contas
ü levantamento de todos os itens aprovados discriminados no Termo de Outorga e

Aceitação de Auxílio por tipo de verba
ü caso tenha sido aprovado mais de um projeto, com itens similares, encaminhar para

aquisição de forma conjunta
ü estabelecimento de um cronograma para aquisição dos materiais e realização dos

serviços. Para definição deste cronograma, considerar:
a) aquisições e serviços que devem ser realizados prioritariamente;
b) aquisições e serviços que não devem ser realizados em determinados períodos (por
exemplo: reformas ou construções,

em época

de chuvas; encadernação de itens do

acervo que são muito utilizados, em períodos de aula etc.);
c) restringir

a

quantidade

de

aquisições

e

serviços

que

podem

ser

realizados

concomitantemente. Não é aconselhável realizar grande número de aquisição e serviços
ao mesmo tempo, sob pena de perder o controle e a qualidade.
Etapa de detalhamento dos itens/serviços a serem adquiridos e seleção de fornecedores
ü descrição básica dos itens/serviços a serem adquiridos
9

�ü definição completa de configurações, marcas, modelos a partir de consultas a
especialistas. Estes especialistas podem ser pessoas da própria comunidade universitária
(por exemplo: especialistas em informática, recursos audiovisuais) ou consultores externos.
É interessante manter independência em relação a prováveis fornecedores para que não
ocorra uma "indução" a adquirir o que não é adequado à Biblioteca, ou, por outro lado, é
mais adequado ao fornecedor.
Nesta fase é importante alguns cuidados para:
-

não comprar “gato” por “lebre”

-

não adquirir item que não atenda a

necessidade (fique aquém) ou que seja muito

superior a ela
ü localização de possíveis fornecedores
ü solicitação de propostas de fornecimento
ü confronto de pelo menos 3 propostas para cada item/serviço a ser adquirido.
Aconselhável arquivar todas as propostas para eventual necessidade de comprovação de
realização de levantamento de preços
ü busca de informações sobre idoneidade dos fornecedores (por exemplo: junto a outras
Bibliotecas; à Seção de Compras da Instituição etc.)
ü seleção da melhor oferta
-

condições de fornecimento (prazo, entrega)

-

menor preço entre itens da mesma especificação

-

facilidade de manutençãoEtapa da aquisição e recebimento dos bens ou serviços

ü firmar contrato de fornecimento e manutenção (no mínimo dois anos)
ü exigir Termos de Garantia dos equipamentos/serviços adquiridos
ü conferir todos os materiais/serviços adquiridos e recebidos (testar os equipamentos)
ü conferir todos os dados das Notas Fiscais e arquivá-las para a fase de Prestação de
Contas. Caso haja

incorreção nas Notas Fiscais, solicitar substituição ou retificação das

mesmas
ü solicitar resgate do valor a ser utilizado para o pagamento
ü confirmar a disponibilidade do valor resgatado na conta bancária
ü efetuar pagamento

10

�Em algumas Unidades da UNESP as etapas de seleção dos fornecedores e aquisição são
realizadas pela Seção de Material, a pedido da Biblioteca.
Lembretes importantes para o desenvolvimento do projeto:
- A condução de todo o processo deve ser de responsabilidade da Biblioteca, auxiliada pela
Comissão de Biblioteca e por seções da Unidade que possam assessorar
- Nenhuma aquisição deve ser realizada sob pressão do fornecedor = quem tem um bom
produto, não precisa pressionar
- Todas as informações que tenham como fonte os fornecedores devem ser averiguadas
antes de servirem de base para qualquer decisão
- Durante a execução do projeto, controlar minuciosamente os montantes de: valores
resgatados, valores utilizados e valores disponíveis
- Procurar não deixar situações pendentes
- Não descentralizar demais as aquisições de modo que possa ocorrer descontrole nas
contas

Algumas solicitações/complementações que podem ocorrer durante a Execução do projeto
são discriminadas, a seguir:
-

aditivos: podem ser solicitados materiais ou serviços negados no pedido original ou
cuja necessidade tenha se apresentado no desenvolvimento do projeto. (Justificada)

-

remanejamentos de verba: caso sejam necessários remanejamentos de verbas não
previstos no Manual de Instruções para Utilização de Recursos, Remanejamentos e
Prestação de Contas, encaminhar solicitação (Justificada)

-

alteração do pedido original: pode ser solicitada a alteração de bem ou serviço
(Justificada)

-

prorrogação do prazo para encerramento do projeto: no Termo de Outorga e Aceitação
de Auxílio há a definição da data do encerramento do projeto. Caso não seja possível
executá-lo no período determinado, há possibilidade de se solicitar prorrogação no
prazo de apresentação da prestação de contas (Justificada)

ü utilização de saldo remanescente: tendo sido realizadas todas as aquisições previstas e,

tendo sido verificada a existência de saldo, o mesmo poderá ser utilizado, após
solicitação autorizada, para aquisição de itens não previstos no pedido original

11

�+ Prestação de Contas
Preliminarmente, faz-se necessário uma releitura do Manual de Instruções para Utilização
de Recursos, Remanejamentos e Prestação de Contas. Nesta faz, inclui-se a organização
dos documentos e montagem da prestação de contas.
Etapa de organização dos documentos
ü classificar as notas fiscais de acordo com a verba (material permanente, material de

consumo etc.)
ü em cada uma das verbas, organizar cronologicamente as notas fiscais

Etapa da montagem da Prestação de Contas
ü montar o balancete e as relações de materiais, conforme o modelo estabelecido no

Manual
ü juntar os documentos originais, conforme estabelecido no Manual, formando o dossiê
ü indicar, em anotações destacadas, situações que sejam exceções às regras da Prestação

de Contas
ü colher assinatura do Coordenador do Projeto
ü copiar o dossiê completo
ü encaminhar a Prestação de Contas

Em algumas Unidades, a Prestação de Contas é preparada pela Seção de Finanças, a pedido
da Biblioteca.
A VIVÊNCIA DA BIBLIOTECA DO CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA
O Câmpus de Ilha Solteira foi criado no ano de 1976 e instalado no ano de 1977, como
uma Unidade da UNESP, com o intuito de fortalecer os esforços para viabilização do
município de Ilha Solteira e utilizar a estrutura tecnológica decorrente da construção da
usina

hidrelétrica

(laboratório,

equipamentos,

acervo

técnico,

pesquisas

e

serviços

desenvolvidos etc.)

No ano de 1977, foi criada a Biblioteca do Câmpus, ocupando instalações adaptadas para
seu funcionamento. Com o passar do tempo, a precariedade das adaptações passou a causar

12

�prejuízos à qualidade dos serviços prestados pela Biblioteca. Finalmente, no ano de 1997,
foi inaugurado um novo prédio construído especialmente para abrigar a Biblioteca.
Com a titulação dos docentes e a implantação dos cursos de pós-graduação, o Câmpus de
Ilha Solteira solidificou as atividades relacionadas à pesquisa e tem desenvolvido vários
projetos financiados por Instituições de fomento. Este desenvolvimento possibilitou à
Biblioteca a elaboração e encaminhamento

de projetos para captação de recursos, dentro

do Programa de Infra-estrutura da FAPESP, proporcionando a inclusão de recursos que,
aliados à construção do novo edifício, alçaram a Biblioteca a um novo patamar.
Utilizando a metodologia apresentada neste trabalho para o desenvolvimento de cada uma
das etapas dos projetos, a Biblioteca do Câmpus de Ilha Solteira vivenciou uma completa
transformação que alterou profundamente sua infra-estrutura física e propiciou a sensível
melhoria nos produtos e serviços disponibilizados aos usuários.

Com os recursos obtidos foi possível, entre outros benefícios:
-

climatizar e mobiliar todos os ambientes da edificação de 1654m² que abriga a
Biblioteca. Assim, ficou garantido o conforto para usuários e funcionários e a adequada
acomodação de acervo e equipamentos;

-

garantir o aumento da vida útil e de preservação das principais obras do acervo
bibliográfico;

-

instalar rede lógica com 70 pontos de acesso à Internet (com possibilidade de
ampliação);

-

instalar e disponibilizar aos usuários 25 microcomputadores com acesso à Internet;

-

dotar o Anfiteatro com os recursos audiovisuais mais modernos e sofisticados para
apoiar as atividades desenvolvidas no ambiente (aulas, defesas, palestras etc.);

-

estruturar uma sala com funcionamento ininterrupto, a Sala 24 Horas;

-

automatizar o Serviço de Empréstimo domiciliar.
Expõe-se abaixo, o quadro demonstrativo com os projetos apresentados e os valores

captados:

PROJETOS APROVADOS NO PROGRAMA DE APOIO À INFRA-ESTRUTURA DE
PESQUISA DA FAPESP PARA A BIBLIOTECA DE ILHA SOLTEIRA

13

�FASE

TÍTULO

VALOR
CAPTADO

1

• Instalação de Sistema de Alarme Elet rônico Contra Furto
• Complementação ao Projeto de Automação da Rede de Bibliotecas da
UNESP

R$ 33.809,15
R$ 9.940,00

2

• Climatização
• Aquisição de Equipamentos e Suprimento para Confecção de Cartões
de Identificação de Usuários, com código de barras para utilização no
Serviço de Empréstimo Informatizado
• Aquisição de Mobiliário Complementar
• Encadernação, Conferência, Reetiquetagem, Imantação e Manutenção
de Obras do Acervo + Aditivo
• Automatização do Serviço de Empréstimo
• Aquisição de Equipamentos para Suporte aos Eventos Científicos que
se desenvolverão no Anfiteatro e Salas Especiais

R$ 376.985,67
R$ 6.756,00

3

• Infra-Estrutura do Serviço de Biblioteca e Documentação – SBD
(ampliação da rede lógica, equipamentos de informática e
audiovisuais)

R$ 130.007,00

4

• Infra-Estrutura do Serviço de Biblioteca e Documentação – SBD
(complementação aos recursos já instalados)
Recursos obtidos para reparo de equipamentos
• Reparo do Modulo Eletrônico do Sistema de Vigilância
• Reparo no Sistema de Ar Condicionado Central

R$ 185.596,44

TOTAL

R$ 116.896,00
R$ 96.278,00
R$ 7.787,00
R$ 14.891,00

R$
R$

2.726,00
8.445,00

R$ 990.117,26

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A introdução de todos estes recursos pode ser verificado a partir da intensa utilização dos
espaços e equipamentos da Biblioteca. Para alguns recursos disponibilizados, a demanda é
tão pronunciada que exige

definição de prioridades e agendamento prévio para utilização.

A Biblioteca é um ponto de referência positivo na Unidade, sendo reconhecida tanto pela
comunidade interna quanto por consultores que avaliam suas condições (Exemplo: MEC,
CAPES).

A rápida absorção destes recursos pelos usuários acabou resultando numa forte
contrapartida da UNESP que dotou cinco bibliotecas da Rede UNESP, entre elas a de Ilha
Solteira, de completa estrutura para Videoconferência.

14

�A comunidade científico-acadêmica compartilha do êxito desta trajetória preconizando os
benefícios e a satisfação em prol da qualidade do acesso e compartilhamento dos recursos
informacionais.
Pode-se afirmar que a participação das Bibliotecas da Rede UNESP nos Programas da
FAPESP, com uma grande soma na captação destes recursos externos, dotou-as de uma
infra-estrutra completa

permitindo a participação em convênios, consórcios, parcerias com

sistemas similares em âmbito nacional e internacional e a integração efetiva à “Sociedade
do Conhecimento”.

REFERÊNCIAS
CHIAVENATO, I. Gerenciando pessoas: o passo decisivo para a administração
participativa. 3.ed. São Paulo: Makron Books, c1997. p.62.
OLIVEIRA, D. P. R. de. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia, práticas.
14.ed. rev. São Paulo: Atlas, 1999. p.225
OLIVEIRA, S. M. de. Correlação entre atuação de gerentes de S.I. e aspectos gerenciais
considerados importantes. Transinformação, v.12, n.2, p.29-50, jul./dez. 2000.
VASCONCELLOS FILHO, P. de. Planejamento estratégico: formulação, implantação e
controle. Rio de Janeiro: LTC, 1984. p. 28
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
MAXIMIANO, A. C. A.
Administração de projetos: como transformar idéias em
resultados. São Paulo: Atlas, 1997.
OLIVEIRA, M. R. de. Projetos para captação de recursos externos: a experiência da
Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – UNESP com o Programa de
Infra-Estrutura da FAPESP. Marília: FFC, 2001. (Aula ministrada aos alunos do 4º ano do
Curso de Biblioteconomia no dia 22.11.2001)
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Programação de Gestão da informação e de pessoas em perspectiva sistêmica e
acadêmica na Rede de bibliotecas: 2001-2004. Marília: Unesp, 2001. 15p. (Documento
interno).
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral
Relatório; 1997-2000. Marília: Unesp, 2000. 40p. (Documento interno).

de

Bibliotecas.

15

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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