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                  <text>CURSO DE PRESERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE MATERIAL
BIBLIOGRÁFICO NA PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE MARINGÁ: RELATO
DE EXPERIÊNCIA

Adélia Tomaz - UEM
Ana Maria Marquezini Alvarenga -UEM
Célia Regina da Silva -UEM
Iza Maria Cavalcanti Brito -UEM
Vera Lúcia da Silva - UEM

MARINGÁ - 2002

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RESUMO

Relata a experiência vivida no decorrer do Curso de Preservação e Restauração de
Materiais Bibliográficos oferecido pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Maringá. Mostra a importância do trabalho como atividade de reintegração e socialização
dos detentos. Os procedimentos utilizados na realização do curso e também a contribuição
do mesmo para diminuir os problemas da conservação e restauração do acervo da BCE. Há
planejamento para que outras atividades sejam oferecidas, no sentido de diminuir o
problema da ociosidade carcerária dando a chance para uma futura profissionalização e
colocação no mercado de trabalho tão carente nesta área de pessoal especializado.
Palavras-chaves: Biblioteca – Curso de Restauração – Penitenciária

�3

1.

INTRODUÇÃO

O homem sempre teve a necessidade de deixar registrada a sua história, seus
costumes e seus conhecimentos. Para isso, desde o início da humanidade, utilizou-se no
decorrer do tempo de vários suportes como: pedra, argila, papiro, tecido, papel: nos nossos
dias, há o uso de novas tecnologias.
Mesmo com o surgimento de novas tecnologias, o papel continua sendo um dos
suportes mais importantes e utilizados pela humanidade. Segundo Martins (1996, p.242)
“o livro guarda a sua superioridade própria e venerável de veículo privilegiado.”
Infelizmente,

muitas

bibliotecas

do

mundo

inteiro,

mesmo

em

países

desenvolvidos, enfrentam grave problema para manter seus acervos: a falta de uma política
efetiva de preservação e restauração. No Brasil a realidade não é diferente, pois o crescente
aumento por consultas às coleções, vandalismo e a falta de recursos, refletem no número
alarmante de material bibliográfico danificado.
O esforço do homem para melhorar a qualidade e durabilidade do papel não tem
sido suficiente para “deter” a ação do tempo no material produzido com a celulose e a
lignina que o tornam altamente ácido e auto destrutível. O manuseio incorreto e o ambiente
inadequado no armazenamento do acervo de nossas bibliotecas tornam nosso material
bibliográfico menos durável e muito mais sujeito a danos.
A degradação dos materiais exige uma ação preventiva. A preservação é um dos
instrumentos urgentes que deve ser uma ação prioritária pelas Unidades de Informação.
Isso requer custo e planejamento para preparação, educação e conscientização dos
usuários, que, na maioria das vezes, não aprenderam a respeitar os livros como parte do
patrimônio cultural da humanidade. Com isso, torna-se grande o número de material
danificado nos acervos. Um dos fatores que dificulta a recuperação é a falta de
profissionais qualificados no Brasil.
A prática da restauração consiste em se recuperar para pleno uso um objeto,
desgastado ou deteriorado, quer pela ação do tempo, quer pela ação do próprio homem.

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Trata-se, portanto, de uma recuperação, de uma renovação de seus elementos ou das partes
danificadas, com a intenção de torná-lo utilizável.
Quando os materiais já apresentam algum tipo de degradação, são necessárias
ações restauradoras. Santos (1995) afirma que: “restauração é, primeiramente, a maneira de
impedir processos de deterioração que possam causar perda total de uma obra.”
“A restauração visa à preservação de documentos para a posteridade, de tal maneira que a
intervenção feita seja imperceptível no conjunto e delimitada no particular, mantendo a sua integridade,
mesmo quando comprometidos pelo descuido humano, pela ação do tempo, dos danos físicos e biológicos”.

Motta (1994, p.27).
Como já foi observado, há falta de pessoal capacitado para atuar na área de
preservação e restauração nas bibliotecas brasileiras. A realidade da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá não é diferente. Com o aumento de cursos oferecidos
por ela e a criação de novas faculdades em Maringá e região, o número de consultas em
seu acervo cresceu substancialmente, tendo aumentado os serviços de rotina, não sobrando
tempo para que os técnicos possam se dedicar à atividade de restauração ou aos pequenos
reparos das obras.
No setor de restauração, apenas uma funcionária desempenha essa função em
horário integral, não conseguindo, assim, atender de forma satisfatória ao grande número
de materiais danificados. Apesar das ações de restauração e conservação, existindo mais de
7.000 (sete mil) obras para serem restauradas. Várias tentativas já foram feitas, visando
atenuar essa situação. Uma delas surgiu quando a chefe da Divisão Ocupacional e de
Qualificação da Penitenciária Estadual de Maringá entrou em contato com a diretoria da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá, com o objetivo de verificar se a
mesma poderia oferecer algum tipo de serviço, ou projeto que auxiliasse no programa de
recuperação dos detentos. Segundo Foucault (1982, p.131-132)

“Desde o começo a prisão devia

ser um instrumento tão aperfeiçoado quanto a escola, a caserna ou o hospital, e agir com precisão sobre os
indivíduos. O fracasso foi o próprio projeto. Desde 1920 se constata que a prisão, longe de transformar
criminosos em gente honesta, serve apenas para fabricar novos criminosos ou para afundá-los ainda mais na
criminalidade”.

Martins (1977,p.30) enfatiza: “A

prisão

torna-se,

o

grande

instrumento

de

recrutamento, e a partir do momento que alguém adentrar a ela, estará acionando todo o mecanismo que o
tornará infame; e a dela sair, pouco ou nada poderá fazer, a não ser voltar a ser delinqüente”.

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A proposta de reintegração do detento através do trabalho veio ao encontro com
uma das funções do bibliotecário, ou seja, de estar envolvido com as necessidades da
comunidade e participante do desenvolvimento e do progresso de seu país. Não é preciso
ser penitenciarista ou criminólogo para reconhecer que a insuficiência de trabalho, os
desajustes, a monotonia e o ócio, freqüentemente encontrados nas penitenciárias
brasileiras, somente poderão ser combatidos por meio de incentivos que dêem ao detento a
ressocialização através da profissionalização.
Desta

forma,

este

trabalho

tem

o

intuito

de

relatar

a

experiência,

o

desenvolvimento do Curso de Restauração de Material Bibliográfico, a sua contribuição
para o acervo da Biblioteca Central, bem como para os detentos da Penitenciária Estadual
de Maringá.

2.

CARACTERIZAÇÃO

DA

BIBLIOTECA

CENTRAL

DA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
A Biblioteca Central da UEM tem como objetivos apoiar as unidades
universitárias e demais órgãos em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Cabe a ela, também, a missão de atender a comunidade externa, pesquisadores,
alunos das outras universidades de Maringá e região. Atende os alunos de primeiro e
segundo graus de Maringá e outras cidades vizinhas.
Foi criada em 1974, no campus universitário, inicialmente contando com um
prédio de 1.050m2. Em virtude do aumento de usuários, foram necessárias ampliações no
seu espaço físico.
Com o tempo, a universidade foi aumentando o número de seus cursos e
conseqüentemente, o seu espaço, a cada ano, torna-se insuficiente para comportar as
coleções do seu acervo geral, bem como dos próprios alunos.
Soma um acervo de 126.835 livros, 3.600 teses, 1.511 monografias e 5.179 títulos
e 206.806 fascículos de periódicos. Possui uma videoteca e sala de projeção, utilizadas
como recurso didático.

�6

O volume de consulta é expressivo. Com a grande movimentação e uso de
material bibliográfico, trazendo tipos e níveis diferentes de usuários, o acervo da biblioteca
paga um preço, sofrendo um severo desgaste.

3.

CARACTERIZAÇÃO

DA

PENITENCIÁRIA

ESTADUAL

DE

MARINGÁ
A Penitenciária Estadual de Maringá – PEM, inaugurada em 10 de abril de 1996,
funciona em regime fechado e é uma das unidades pertencentes ao Departamento
Penitenciário do Estado do Paraná. Com capacidade para 360 sentenciados, possui 170
servidores, entre agentes penitenciários, funcionários técnicos e administrativos. Sua
estrutura física compõe-se por 60 celas, galerias, guaritas, solários, refeitórios, salas de
aula, salas de atendimento técnico, cozinha, panificadora, lavanderia, consultório médico,
consultório dentário, enfermarias, enfermarias de isolamento, área íntima e pátios para
visitantes.
A segurança externa é realizada pela Polícia Militar e a interna, de
responsabilidade dos agentes penitenciários, é reforçada por portões automatizados,
quadrantes suspensos, sistemas de alarme e som (com sirenes eletrônicas), detector de
metais ( fixo e móvel), rádios transceptores, portas de segurança das celas e ouriço.
A população é formada por detentos da cadeia Pública de Maringá, das cadeias
públicas da região e oriundos de outros estabelecimentos penais com familiares na região.
Possui programas de ressocialização como o ensino de 1 º e 2 º graus, cursos
profissionalizantes e canteiros de trabalho. Conta também com serviços assistenciais
(jurídicos, clínica médica e odontológica, psicólogos, sociais, educacionais e religiosos).
Foi construída objetivando a execução do programa de interiorização dos
presídios e diminuição da população carcerária das cadeias públicas da região.

4. METODOLOGIA DO CURSO

�7

Para dar início ao projeto do Curso de Preservação e Restauração de Material
Bibliográfico na Penitenciária Estadual de Maringá, contou-se inicialmente com a
colaboração da chefe da Divisão Ocupacional e de Qualificação desta instituição, que
entrou em contato com a diretoria da Biblioteca Central da UEM. O objetivo não era
apenas recuperar os livros danificados da biblioteca mas também desenvolver, nos
participantes, a reintegração e a profissionalização dos detentos.
Foi realizada inicialmente uma visita à Penitenciária pela diretora e pela chefe de
Divisão do Acervo Geral da BCE. Para a execução do curso, solicitou-se à Diretoria de
Extensão (DEX) a concessão para a viabilização do mesmo, bem como a liberação da
verba.
Na primeira etapa, selecionaram-se cinqüenta livros e os materiais utilizados no
processo de restauração, como: cola, pincel, linha, bisturi, estilete, régua, régua metálica,
cartolina, folha de guarda, prensa, tinta esmalte, bacia plástica, sulfite, papel Kraft; agulha,
lápis, peso, tesoura, cabeceado, dobradeira de osso, morim, papel percalux, papel Paraná e
trincha.
O curso foi divulgado na Penitenciara e se inscreveram 72 internos, sendo que
destes, 12 foram selecionados. Os critérios utilizados para esta seleção incluíram o tipo de
crime, tempo da pena e habilidade manual observada em outros cursos. Os detentos foram
avaliados por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, assistente social, segurança e
pedagoga).
O curso foi ministrado por cinco funcionárias da BCE, no período de 02 a 06 de
julho de 2001, no horário das 14h às 18h.

4.1 Processo de Desenvolvimento do Curso
1 º dia: Higienização
Procedimentos:
Os doze detentos foram orientados no processo de higienização; preparou-se o
material a ser usado neste processo, bem como especificou-se a função de cada um deles.

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2 º dia : Conserto De Livros De Folhas Soltas
Procedimentos:
Separou-se a capa do miolo, soltando folha por folha e com o bisturi retirou-se o
excesso de cola. As páginas foram ordenadas, respeitando-se sua numeração.
Posteriormente, o livro foi colocado na prensa. Retirado, colocou-se a lombada.
3 º dia : Continuidade Do Dia Anterior E Técnicas De Marmorização
Procedimentos:
Com a cola da lombada seca, serrou-se a mesma, nas devidas medidas,
costurando-a. Preparou-se a folha de guarda e a capa de cartolina.
4 º dia : Costura Em Cadernos Feitos De Sulfite
Procedimentos:
Os sulfites foram dobrados, formando blocos de quatro cada um, totalizando doze
cadernos. Riscou-se a lombada com as devidas medidas, serrando e finalmente costurando.
5 º dia : Encadernação Do Material Costurado
Procedimentos:
Após colado o cabeceado, o morim e o fóleo, preparou-se a encadernação de capa
dura.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O sentido deste projeto foi de tornar público questões relativas à importância e à
eficácia do trabalho, como um fator de valorização e recuperação do ser humano.
A reintegração do homem à sociedade não pode ser vista apenas como um fator de
produção, mas como um novo sentido pessoal e humano. Daí, a importância da busca de

�9

melhores soluções e oportunidades a serem oferecidas aos detentos, que, na maioria das
vezes, encontram-se ociosos nas penitenciárias.
Do ponto de vista social e educativo, a integração do bibliotecário nesta questão
carcerária e na comunidade como um todo é de fundamental importância.
Nesse aspecto, Santos (1996, p.12) enfatiza que este profissional está saindo de
sua área de domínio, segura e confortável (o documento escrito), e entrando no tratamento
específico da informação. Cabe entender que ela está, intrinsecamente, ligada ao
desenvolvimento da sociedade.
Infelizmente, há os que vêem experiências como a presença na Penitenciária, com
certa revolta, como se fossem injustificáveis privilégios para os delinqüentes. O que se
pretendeu foi apenas dar um tratamento mais humano ao preso, para ajudá-lo na
reintegração de fato à sociedade, pois o maior beneficiado acaba sendo a própria.
O Curso de Preservação e Restauração superou as expectativas de ambas as partes
envolvidas. A capacidade e a dedicação dos participantes, foi observada através do grande
aproveitamento e qualidade nos cinqüenta materiais restaurados durante o curso e após
mais de trezentos já foram recuperados de maneira primorosa. Mostraram-se à altura de
qualquer homem livre que também trabalha com as mesmas finalidades de sobrevivência
social e econômica.
Dos doze inscritos, cinco foram selecionados para o canteiro de trabalho e terão
como benefício, além da redução da pena, uma remuneração de R$40,00 (quarenta reais)
mensais, pelos serviços prestados à Biblioteca Central da UEM.
A própria seleção dos cinco detentos demonstrou o respeito entre eles, pois os
demais já possuíam canteiro de trabalho, deixando a oportunidade aos que não
desenvolviam nenhuma atividade.
Dessa forma, percebe-se que a biblioteca cumpre seu papel social, desenvolvendo
um projeto que vem contribuir e modificar a desconfiança do meio para com o detento e
deste para com a sociedade, dando-lhe um pouco de dignidade. Buscou-se diminuir a
ociosidade e proporcionar a sua volta ao seio da sociedade, através da profissionalização.
Sendo esta a filosofia da direção e grande maioria dos funcionários da Penitenciária

�10

Estadual de Maringá: a confiança
dignidade

e

elevação

da

e esperança que o caminho da recuperação está na

auto-estima

dos

internos

através

dos

inúmeros

cursos

proporcionados e os “canteiros de trabalho” onde há uma simbólica remuneração mensal e
a remissão da pena: a cada três dias trabalhados é abatido um dia na pena.
A biblioteca pretende dar continuidade a este trabalho ministrando outros cursos,
propiciando a outros detentos a oportunidade de aprender a preservar e restaurar.
Oferecendo também um período de estágio e aperfeiçoamento após a saída deles do
cárcere e tendo-os na biblioteca prestando serviços como pré-egresso.
Apesar deste projeto não ser suficiente para solucionar todos os problemas dos
materiais que encontram-se danificados, ele poderá contribuir de forma significativa para
amenizar tais problemas.

�11

BIBLIOGRAFIA
BRITO, Iza Maria Cavalcanti. Conservação preventiva: uma proposta emergencial para a
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Londrina, 2000. Monografia
(Especialização) – Universidade Estadual de Londrina. Depto. de Ciências da Informação.
Londrina, 2001.
COELHO, Gustavo Neiva. Pôr que e como restaurar. Estudos, Goiânia, v.23, n.1/2,
jan./jun. 1996.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis : Vozes, 1977.
FOUCAULT, Michel. .Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1982, p.131-132.
KAWAMOTO, Julia Satiko. Caracterização dos internos da Penitenciária Estadual de
Maringá.

Maringá,

1988.

Monografia

(Especialização) –

Universidade Estadual de

Maringá. Depto. de Estatística. 28 p. Maringá, 2000.
MARTINS, Lígia Maria. Psicologia em estabelecimentos penais. Bauru : Édipo, 1997.
p.30.
LANE, Sandra S. ; VAL, Marta R. S. Ribeiro do. Preservação de acervos de bibliotecas :
degradação dos materiais. São Paulo : APB, 1996. ( Ensaios APB, n.26).
MARTINS, Wilson. A palavra escrita. São Paulo : Ática, 1996.
MOTTA, Edson. Restauração. Cultura, Brasília, v.3, n.12, p.27, jan./mar. 1974.
SANTOS, Fausto Henrique dos ; FANAI, Liamara Leite ; CHISTO, Tatiana Ribeiro.
Restauração : metodologia aplicada no laboratório de restauração da Biblioteca Nacional.
Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional, 1995. 12p.

�12

SANTOS, Jussara Pereira. O moderno profissional da informação : o bibliotecário e seu
perfil face aos novos tempos. Informação &amp; Informação, Londrina, v.1, n.1, p. 12, jan./jun.
1996.
THOMPSON, Augusto F.G. A questão penitenciária. Petrópolis : Vozes, 1976.

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Documentação&#13;
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Recife (Pernambuco)</text>
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          <name>Date</name>
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          <name>Type</name>
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              <text>Relata a experiência vivida no decorrer do Curso de Preservação e Restauração de Materiais Bibliográficos oferecido pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Mostra a importância do trabalho como atividade de reintegração e socialização dos detentos. Os procedimentos utilizados na realização do curso e também a contribuição do mesmo para diminuir os problemas da conservação e restauração do acervo da BCE. Há planejamento para que outras atividades sejam oferecidas, no sentido de diminuir o problema da ociosidade carcerária dando a chance para uma futura profissionalização e colocação no mercado de trabalho tão carente nesta área de pessoal especializado.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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      <name>snbu2002</name>
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