<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="3546" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/3546?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-20T03:59:27-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="2629">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/26/3546/SNBU1987_032.pdf</src>
      <authentication>dec29da599f76eecfd27fdaa10c8bc08</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="40909">
                  <text>USU~RIOS

POTENCIAIS

O CASO DOS OPERARIOS DA UFMG *
CDU : 027.6

337.17

MARISA GURJ~O PINHEIRO **
BEATRIZ MARÇOLLA LOTT ***
MARIA CRISTINA GUIMAR~ES LOUREIRO ****
VIRGTNIA CHRIST ****

PALAVRAS - CHAVE

USUARIO POTENCIAL
BIBLIOTECAS ESPECIAIS
BIBLIOTECA PARA OPER~RIOS
R E S U M O

A partir de uma visão da biblioteconomia enquanto atividade social e das bi
bliotecas enquanto agentes potenciais
indutores de mudanças,transformações e
desenvolvimento das sociedades,foi rea
lizada uma pesquisa com os
operãrios
da UFMG, visando identificar a sua familiaridade com canais de comunicação
formal e sua percepção sobre bibliotecas. São apresentados os
resultados
desta pesquisa e recomendações prelimi
nares p,' ra impl antação de uma bi b 1 i ote
ca alternativa para estes usuãrios. -

* Pesquisa realizada para a Disciplina "Estudo de Usui
**
***
****
*****

rios" no Curso de Mestrado em Biblioteconomia
da
1984.
Bibliotecãria da Fundação Centro Tecnolõgico de Minas Gerais
CETEC
Belo Horizonte-MG.
Bibliotecãria da Universidade Federal de Ouro Preto
- UFOP - Ouro Preto-MG.
Bibliotecãria do Instituto de Desenvolvimento Econômico-Social do Parã - IDESP - Belem-PA.
Bibliotecãria, Professora da Fundação
Universidade
do Rio Grande - Departamento de Biblioteconomia
e
Histõria - Rio Grande-RS.
UFt~G,

587

�1 -

INTRODUÇ~O

Muito se tem falado sobre o novo direcionamento

da

biblioteconomia, sobre a premente abertura de fronteiras

das

atividades bibliotecãrias e se questionado as prãticas

tradi

cionais, principalmente, sob o ponto de vista de sua inserção
no contexto politico - ideolõgico.

Esses questionamentos têm

sido feitos tanto em relação ã função das bibliotecas

pfibli-

cas, como tambem em relação ãs bibliotecas universitãrias
especializadas.

Porem, poucas inovações têm sido

e

realizadas

e, ate certo ponto, nota-se ainda uma grande resistência

por

parte dos bibliotecãrios em revolucionar tecnicas

tradicio-

nais e implantar novos serviços, cuja natureza dos

objetivos

seja diferente da dos serviços oferecidos normalmente.
As bibliotecas universitãrias direcionam seus esforços, na maioria das vezes, aos estudantes, professores e pesquisadores e, geralmente, não procuram atingir uma parte subs
tancial
de

da comunidade universitãria, constituida pelo pessoal

suporte (auxiliares administrativos, trabalhadores

ma-

nuais, etc.).
O que atualmente se discute e que essas

bibliotecas

podem e devem, na medida do possivel, ampliar suas funções,im
plantando novos serviços e diversificando o universo de
rios.

usuã

Ou seja, a biblioteca universitãria pode, por exemplo,

ter uma função de lazer coexistindo com sua função

cultural

e tecnica, a qual legitima sua razão de ser, uma vez que
de encontro aos objetivos da.institução.

588

vai

�As razões para a nio implantaçio de serviços que atendam às necessidades de lazer são, basicamente, de ordem politi
ca e financeira.

~er-

Quer porque a implantação desse tipo de

viço poderia, de certa forma, desvirtuar o objetivo
nal da instituição, preferindo-se assim, abster a

educaciobiblioteca

de sua função sócio - cultural, quer pelo fator financeiro,que
dificulta a formação de um acervo para leitura de lazer,

leva~

do-se em consideração a constante insuficiência de verbas destinadas às bibliotecas.
Este trabalho consta dos resultados de uma

pesquisa,

realizada com os trabalhadores da UFMG, visando ã caracterização de suas necessidades de informação*.

o objetivo, quanto ao nivel de funcionãrios estudados,
foi o de atingir apenas os trabalhadores que não executam atividades docentes ou administrativas e que, por possuírem nivel
sócio-cultural mais baixo são relegados a um segundo plano

na

estrutura social e, consequentemente, no sistema universitãrio,
o qual reproduz essa estrutura.

2 - A UNIVERSIDADE

FEDERAL

DE

MINAS

GERAIS - UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais pode ser caracterizada, a grosso modo, por dois momentos em sua história: o
primeiro, no qual consistia de uma universidade estadual,
autonomia econômica, administrativa e didãtica, e o

com

segundo

caracterizado pela sua federalização.

*

Os conceitos "trabalhadores" e "operãrios" para efeito des
se estudo referem-se somente às pessoas que desenvolvem tra-=balhos braçais como, por exemplo, eletricistas, mecânicos, jardinei
ros, carpinteiros, pintores, bombeiros, etc, diferindo desta forma.
daquelas pessas que realizam algum tipo de trabalho intelectual.

589

�A Reforma Universitãria de 1968, atrelou as

insti-

tuições de ensino superior a uma ideologia e a um modelo domi
nante fazendo com que as universidades passassem por reformulações principalmente de carãter administrativo, ampliando-se
a burocratização e a centralização do poder.
foi

Essa

um movimento que se desencadeou de fora para

reforma

dentro,faze~

do com que fosse sufocado dentro do espaço universitãrio,

o

espirito criativo e a critica ã sociedade, em favor de um modelo utilitarista de carãter tecnicista, que visava

apenas

a preparação de pessoal para a absorção pelo mercado econõmico.
"A Reforma Universitãria foi fechada, contida em

um

modelo e não teve o conteúdo liberal que era a caracteristica
mais marcante nas reinvindicações apresentadas". (1)
Essa reforma foi conduzida em um determinado contexto sócio-econômico e politico que, com o passar do tempo, gerou sua própria contradição e consequente ruptura desse modelo.

Hoje, a situação atual do pais, a perspectiva de uma no-

va constituição colocam diante da comunidade

universitãria

uma abertura para questionamento do papel da universidade bra
sileira, permitindo-a aspirar por mudanças que a
em um centro de ensino e pesquisa vinculado e

transformem
comprometido

com uma experiência progressista de desenvolvimento social.

3 - A BIBLIOTECA

CENTRAL

DA

UFMG

"As funções da biblioteca universitãria sao claras,em
relação aos objetivos da própria universidade :

590

~eios

de trans

�missão de conhecimentos e suporte para o desenvolvimento
pesquisa.

da

Dentro da universidade, a biblioteca integra-se

na essência de sua autêntica missão educativa". (2)
Até a década de 70, as bibliotecas da Universidade

F~

deral de Minas Gerais faziam parte de um sistema descentralizado, onde as instalações tanto físicas como a parte administrativa ficavam diretamente subordinadas às diversas Faculdades, Escolas e Institutos.
Em 1976, foi redefinido o grau de centralização
Sistema de Bibliotecas da UFMG, tendo ficado decidido que
Biblioteca Central ficaria localizada no Campus da

do
a

Pampulha

e com um acervo de obras bãsicas, necessãrias para o atendi mento dos estudantes que ali estavam.

Em fevereiro de 1981,0

prédio foi ocupado pelas coleções de Ciências Exatas (ICEx) e
Ci~ncias

Biológicas (ICB) e em 1983, pela Coleção de Geociên-

cias (IGC).
Quanto aos sel"vi ços técni cos, a Bi bl i oteca Central

re~

liza atualmente a aquisição centralizada para todas as biblio
tecas da UFMG e se constitue no Centro Regional do

Catãlogo

Coletivo Nacional.
A Biblioteca Central visa dar apoio ao ensino, pesqul
sa e extensão, atendendo prioritariamente, as categorias
professores, alunos de graduação e de pós-graduação. Os

de
fun-

cionãrios (incluindo aqui o pessoal de apoio, o pessoal administrativo, os operãrios, etc), embora sejam considerados como categoria de usuãrios potencial, na verdade, nao sao

lem-

brados como usuãrios seja na formação do acervo bãsico,

seja

em relação aos serviços prestados.

591

Isso foi comprovado atra-

�ves da análise dos boletins informativos. espelhadffi no Estatuto da UFMG, que eram fornecidos

na época da pesquisa, aos

funcionários quando de sua contratação pela universidade, ex
plicando-lhes sobre o funcionamento da instituição, seus
reitos e deveres como funcionários,etc. : em nenhum

di

momento

foi mencionado seu direito de usufruir do acervo ou serviços
de bibliotecas.

Em outras palavras, isto significa não lhes

despertar o direito de utilização de bibliotecas.
No caso do pessoal de menor nível sócio-cultural, a
visão imponente do prédio e a crença de que aquele

e

um

lu-

gar próprio para as pessoas mais letradas, os afasta.
LOPES(3) menciona que o operário não qualificado te
me a biblioteca

"aquele amontoado de livros com numerozi -

nhos nas capas, com letras embaralhadas numa língua estranha
o assusta, mas também o fascina.

Quando conseguimos

a barreira que o impede de falar conosco,

vencer

bibliotecárias,de~

cobrimos maravilhadas nos olhos do homem simples, de macacão
sujo, que faz a limpeza ã noite, uma palavra de agradecimento".
Urge portanto, tentar transformá-los em

usuários

reais, através de uma adequação do tipo e do local do serviço a ser prestado, sendo necessário para isto o conhecimento
de suas necessidades de informação.

4 - OS

OPERARIOS

DA

UFMG

Aceitando-se que "a informação constante

determina

modificações globais de comportamento social"(4)considera-se

592

�que as bibliotecas, ao manipularem informações poderiam se

~

prescntar comoum agente indutor de mudanças, transformações e
desenvolvimento das sociedades.
Dentro desta visão da biblioteconomia como

atividade

social, par iu-se para uma pesquisa para identificação do

in

teresse dos trabalhadores acerca de informações e da sua percepção sobre bibliotecas, visando ã implantação de
e formação de acervos especiais.

serviços

Esses serviços visariam, ba

sicamente, prororcionar horas de lazer aos trabalhadores

e

seus familiares, bem como, contribuir para o seu desenvolvi mento intelectual em assuntos alheios ou relacionados com

a

Universidade.
A implantação de um serviço

d~

cariter recreativo

educacional para os trabalhadores deveriJ ser
vontade do grupo d ser servido.
veZ0S,

r~o ~

Par~m,

G

resultado

essa vontade

e
da

muitas

formalmente expressa ou por não estar ainda a ni

vel de consciinsia ou Dor acharem que este não i um

direito

seu e, consequentemente, não gerarem expectativas acerca

da

utilização de serviços de bibliotecas.
"População informada i população motivada, politizada,
proçwessista,

desenvolvida.

Se esta população nada espera

da

biblioteca, porque não a conhece, cabe 'a biblioteca tomar

a

iniciativa e oferecer seus pristimos",(5)
Com essa finalidade, tentou-se caracterizar os trabalhadores no sentido de verificar a receptividade deles em relação ao objetivo proposto.

Esse contato foi enriquecedor por

ter propiciado, sobretudo, uma percepçâo dos trabalhadores
quanto pessoas, permitindo tambim a identificação de

593

e~

algumas

�características como, por exemplo, a simplicidade, a timidez,
e uma postura pouco reinvindicatória acerca dos seus direitos.
Foi usado como universo da pesquisa apenas

aqueles

trabalhadores que desenvolvem suas atividades no campus
Pampulha.

da

Dessa forma. o u"niverso inicial foi restringido p.!

ra 257 trabalhadores do qual foi retirada uma amostra aleatória de 103 trabalhadores a serem
Destes 103, constatou-se

entrevistad~s.

~ue

68% estão inseridos

na

faixa etãria entre 21 e 45 anos o que indica uma maior probabilidade desse grupo se tornar usuãrio real da

biblioteca,

não só pelo nível de escolaridade (apenas 10,7% do total

são

analfabetos e estão com mais de 45 anos),mas tambem por

de-

monstrarem maior ambição cultural e profissional.

Os traba -

lhadores na faixa de 45 a 65 anós, pela própria discriminação
social, na maioria demonstram menor interesse por leitura e o
nível de ambição profissional e muito baixo.

Esses

repassam

o desejo de um nível cultural melhor para os filhos, ao aleg.!
rem que eles jã se encontram "na reta final".
A maior porcentagem, em termos de escolaridade,recai
sobre a 4a. serie do lQ grau (36,9%).

Porem, não se pode con

siderar que os trabalhadores que concluíram o "primãrio"

te-

nham um nível de leitura bom, principalmente, se levarmos

em

consideração que 78,6% dos trabalhadores vieram do

interior

ou da "roça" e cessaram suas atividades escolares a muito tem
po, ou ainda que alguns deles tiveram que interromper os
dos para ajudar financeiramente na manutenção da família.
tros apontam

ainda, como motivo para sua baixa

est~

Ou

escolaridade.

a distância entre a casa e a escola, a ausencia de professo -

594

�ras nos grupos do interior e a int.errurçãe-

dos estudos na e!J0-

ca das colheitas.
Esses dados mostram a importância de uma

biblioteca

totalmente dirigida a essa população, a qual deverã
principalmente, como instrumento facilitador para
do hãbito de leitura, que

~

atuar,
aquisição

baixo (1,3%), tendo sido

alega-

dos como motivos para a não leitura:a falta de tempo(3l,4%).
nao lerem bem (21,8%), acharem cansativo,desinteressante e/ou
não terem paciência (13,8%), não saberem ler (10,7%).
Apesar da leitura nao ocupar lugar de destaque na vida cotidiana dessas pessoas, 92,2% são favorãveis ã
ção de uma biblioteca.

implant~

Entretanto, deve ser levado em consi

deração que de modo geral, sobra -lhes muito pouco tempo para qualquer tipo de diversão, uma vez que em suas horas

de

folga, a maioria (31,4%) aproveita para fazer biscates ou ajudar em casa, tanto nos finais de semana como

tamb~m

durante

a semana ap6s o expediente normal.
Quando questionados sobre a preferência acerca do tipo de leitura, esta recaiu sobre a Biblia.
cos e os de "Farwest"
preferência.

tamb~m

Os livros didãti

apresentaram um bom indice

na

Quanto a jornais e revistas a escolha recai so

bre os jornais "Estado de Minas", "Diãrio da Tarde" e as
vistas em quadrinhos.

Entretanto, excetuando-se os

re-

livros

de "Farwest", 89,3% dos trabalhadores não leram nunhum livro
nos últimos dois meses que antecederam a pesquisa.
A forma de obtenção desse material,
compra ou

atrav~s

pouco procurada,

de

empr~stimo

com colegas.

Apenas 4% a utiliza para

595

~

feita ou

por

A biblioteca

empr~stimo

~

de li-

�vros didáticos, usando quase sempre a Biblioteca Pública

ou

a biblioteca do Centro Pedagógico da UFMG, instalada

no

Campus da Pampulha, as quais apresentam algumas dificuldades : A Biblioteca Pública estã fisicamente distante
local de trabalho e moradia dessas pessoas e a
do Centro Pedagógico não

e

franqueada a todos

do

biblioteca
indistinta-

mente, atendendo a principio apenas aos estudantes do Centro.
Quando se trata de buscar informações

especificas

para o desenvolvimento de suas atividades a maioria

dos

trabalhadores (70,9%) não sente necessidade de buscar

es-

clarecimentos em fontes formais (manuais, livros, periódicos etc.), preferindo a ajuda de colegas ou chefes ou apenas confiando na sua prãtica profissional.

Somente

29,1%

jã recorreu a fontes formais para sanar dúvidas sobre
trabalho.

o

Quanto ã temãtica foram citadas necessidades de

informações referentes a ãreas, tais como, hidrãulica, ele
tricidade, matemãtica, mecãnica, dentre outras.
Quanto ao uso de informações utilitãrias

(endereço

de algum serviço de utilidade publica, linhas de ônibus etc),
o procedimento mais usual e o de recorrer a um guarda,

ãs

pessoas em geral ou colegaso
Não e muito claro para esses trabalhadores,a função
real de uma biblioteca

alguns (19%) reconhecem que

sabem qual a utilidade dela e outros a visualizam

nao

atraves

das seguintes imagens: Biblioteca "serve para guardar livros", "serve para arrumar livros", "contem diversas qual!
dades de livros", "contem livros para estudantes",

596

"deixa

�iJ~

e n te ma i 5 i n te 1 i g e n te ", "em p r e s ta ou a 1 ug a 1 i v r os", "s e r ve p~

ra emprestar ou comprar livros", "serve para encontrar
"~

que explicam o passado",

livros

uma escola de adiantamento das pe!

soas" "serve para indicar onde conseguir livros",

"~um

lugar

para trocar livros·, "tem professoras de plantão para infor
ma r".
Quando consultados sobre a validade da implantação

de

um serviço que atendesse ãs necessidades de informação e de la
zer, 92,2% gostariam de ser "beneficiados", mesmo quando levan
tadas barreiras como tempo e distância fisica (local de trabalho-biblioteca, casa - biblioteca).

Muitos trabalhadores, me!

mo apresentando dificuldades de ler, demonstraram

interesse

em desenvolver o hãbito de leitura e poder retirar livros para
auxilio ãs pesquisas escolares dos filhos e para lazer das familias, havendo apenas algumas ressalvas, tais como: " ••. depe~
dendo

da necessidade", "se o tempo desse", " •.. se não desse

trabalho" e "

se viesse nas minhas mãos".

Dos 7,8% que não gostariam desse serviço, alguns justi
ficaram-se dizendo, que

~

" ... perder tempo", que "atrapalha o

serviço", "cansaço", "melhor pegar informações com os colegas",
e "não gosto de pegar nada emprestado".
Os resultados da pesquisa apresentaram uma contradição
que deve ser levada em consideração, uma vez que, apesar
dados terem demonstrado que a informação formal não

dos

consistia

um fator presente nas v;das dos trabalhadores, estes mostraram
interesse na existência de uma biblioteca para desenvolver

o

hãbito de leitura, para continuar os estudos, para poder

ter

acesso a livros que auxiliem nas pesquisas escolares dos

fi-

597

�lhos, para ajudar no desenvolvimento de suas atividades
fissionais, para poder ter acesso a livros que sejam

pr~

fontes

de divertimento e desenvolvimento intelectual.

o "cansaço" que existe ap6s um dia de trabalho, a ex
pectativa de uma jornada extra para aumentar o orçamento familiar e a distância física entre moradia e as bibliotecas,

ã

são, inegavelmente, as grandes questões contrãrias quanto
frequência dessas pessoas a essa instituição. Mas esses

fa-

tos podem ser minimizados se forem adotadas medidas que faci
litem o acesso, evitem burocracias desnecessãrias para

os

trabalhadores, desenvolvam serviços que contribuam para
dia - a - dia das pessoas e façam com que a biblioteca
constitua, tambem, em uma fonte de lazer e não

o
se

simplesmente

um "dep6sito de livros".

5 - RECOMENDAÇOES

Tendo em vista o resultado da pesquisa, recomenda-se
a realização de um teste-piloto de implantação de uma

bibli~

teca para os trabalhadores da UFMG, devendo else teste
precedido de uma discussão sobre a dinâmica de

ser

funcionamen

to da mesma visando realmente tornã-la uma biblioteca alternativa e não somente reproduzí-la dentro do enfoque tradicio
nal.
Quais seriam os principais entraves para viabiliza ção do projeto? espaço físico, pessoal e custos.
Quanto ao primeiro recomenda-se a implantação de
posto de informação em um local de passagem obrigat6ria

um
ou

encontro de trabalhadores como,por exemplo, um local perto

598

�do relógio de ponto.

Destaca-se que essa biblioteca

alter-

nativa localizada fora da Biblioteca Central não deve

vista

como mais um reforço ã

distinção de classes e sim como

uma

forma de facilitar o acesso ã informação, desmitificar o conceito de biblioteca para sãbios e sensibilizar os trabalhadores para utilização da informação de seu interesse.
Quanto ao item pessoal recomenda-se tentar

conseguir

um estagiãrio via Conselho de Extensão da Escola de Biblioteconomia para se encarregar do serviço sob coordenação de

uma

Bibliotecãria da Universidade, sensibilizada para o tipo

de

trabalho a ser realizado.
Em relação ã verba para a aquisição de materiais,

o

maior de todos os problemas, sugere-se tentar a utilização de
caixas-estantes do SESC, SESI e Biblioteca Publica e, concomi
tantemente, fazer uma campanha no Campus Universitãrio

para

obtenção de material bibliogrãfico, estabelecendo-se previa mente o perfil do material a ser aceito.
Cabe ressaltar que a biblioteca para os

trabalhadores

proposta neste estudo deve consistir, acima de tudo, em um

l~

cal de convivência dando espaço para veiculação da comunica ção informal, uma vez que, esta e que se constitue a forma na
tural de obtenção de informações dessas pessoas.

Concomitan-

temente, deverM ser planejados tambem alguns serviços
tradicionais em bibliotecas como, mural de noticias
calendãrio de

event~

publicos de lazer e ainda a

mais
diãrias,

realização

de cursos tecnicos bãsicos, encontros, etc.
Apõs implantado, enfatiza-se a necessidade do

acomp~

nhamento constante e de adequação dos serviços para uma post!
rior avaliação geral do projeto.

599

�6 - CITAÇOES

BIBLIOGRAFICAS

1) NOCOLATO, M.A.
supostos.

Vitalização de uma universidade e pre!

In SEMINARIO SOBRE A UNIVERSIDADE BRASI -

LEIRA, 1., Juiz de Fora, 1979.

Anais •.• Juiz de Fo-

ra, UFJF, 1980, p. 39-46.
2) ASSUNÇAO, J.B. et alii.
ca universitãria.
Horizonte,

Rev. Esc. Bibliotecon.UFMG,

Belo

(1) : 53, mar. 1975.

~

3) LOPES, J.S.

Recursos humanos em bibliote-

et alii. Biblioteca de empresa com função

educacional, social e cultural. Rev. Bibliotecon.Brasilia,

~

(2): 643, jul./dez. 1977.

4) PINTO, A.M.B.

A biblioteconomia como agente de

gresso social.

pro-

In: JORNADA SUL RIO-GRANDENSE DE BI-

BLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇAO, l, Porte Alegre, 1982.
Anais...

Porto Alegre, Associação Rio-Grandense

de

Bibliotecãrios, 1982, p. 33.
5) Ibid.
REFERtNCIAS

BIBLIOGRAFICAS

e

1 ) BIBLIOTECA
com ele.
~

ras

trabalhar

Bol. Assoe. Catarinense de Bibliotecãrios,

(1) : 3

2) BOS I, E.

uma instituição do povo e deve

-

6, jan./jun. 1982.

Cultura de massa e cultura [!o[!ular;

~erãrias.

5 ed.

1e i tu -

Petrõpolis, Vozes, 1981, 192 p.

(Meios de Comunicação Social, 6, Pesquisa, 4).

600

�3) BURSTEIN, S.

A biblioteca na empre5a; atualiz~çáo,

to-educação e especialização do pessoal.
con. Brasi1ia,
4) LEMOS, A.G.B.

2

(2)

&amp; MACEDO,

: 563-8, ju1./dez.
V.A.A.

R.

au-

Gibliole--

1977.

PJsição da

biblioteca

na organi zação operac i ona 1 da un i vers idade. i~~&lt;=.,
Bibliotecon.UFMG, Belo HOI'izonte, 4 (1)

: 40 -

51,mar',

1975.
5) TARGINO, M.G.

A univer'sidôde brasilelra no momento atual.

Rev. Esc. Bibl iotecon.UH1G, Belo Horizonte,
237 -

55, set.

1982.

~_~(2;:

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="26">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39565">
                <text>SNBU - Edição: 05 - Ano: 1987 (UFRGS - Porto Alegre/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39566">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39567">
                <text>Tema: Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39568">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39569">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39570">
                <text>1987</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39571">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39572">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39573">
                <text>Porto Alegre (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40898">
              <text>Usuários potenciais: o caso dos operários da UFMG.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40899">
              <text>Pinheiro, Marisa Gurjão</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="40900">
              <text>Lott, Beatriz Marçolla</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="40901">
              <text>Loureiro, Maria Cristina Guimarães</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="40902">
              <text>Christ, Virgínia</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40903">
              <text>Porto Alegre (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40904">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40905">
              <text>1987</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40907">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="40908">
              <text>A partir de uma visão de biblioteconomia enquanto atividade social e das bibliotecas enquanto agentes de mudança, transformações e desenvolvimento das sociedades, foi realizada uma pesquisa com os operários da UFMG, visando identificar a sua familiaridade com canais de comunicação formal e sua percepção sobre bibliotecas. São apresentados os resultados desta pesquisa e recomendações preliminares para implantação de uma biblioteca alternativa para estes usuários.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67411">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="13">
      <name>snbu1987</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
