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                  <text>DIVULGAÇÃO DOS SERVIÇOS BIBLIOTECÃRIOS EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÃRIA

Francisco das Chagas de Souza
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Universidade Federal de Santa Catarina

RESUMO

Apresenta considerações em torno do desenvolvimento de ativilla
des de divulgação em bibliotecas universitárias, analisando~
pectos de organização da divulgação, reflexos da
divulgação
juntoaos usuários e, por fim, propõe uma alternativa de divul
gélÇ,ão de bibliotecas uni versi tárias.

Palavras-chaves: BIBLIOTECAS

UNI\~RSITÃRIAS

- MARKETING;

BI-

BLIOTECAS UNIVERSITÃRIAS - DIVULGAÇÃO DE SERVIÇOS.

1. INTRODuçÃO

Ao se considerar a divulgação dos serviços em

uma

biblioteca ou em qualquer tipo de biblioteca tem-se que, antes
de qualquer outra coisa, não esquecer o público ou a natureza
do público consumidor desses serviços.
Em função disso, e por tratarmos da biblioteca uni
versitária brasileira, temos que considerar sua função

básica

de atender ao corpo docente e discente da universidade,
dos servidores técnicos e administrat.ivos. Ora, será
público exclusivo de uma biblioteca universitária
pais?

491

além

este
em

o

nosso

�Tanto bibliotecas universitárias de instituições
vinculadas ao poder público, quando daquelas vinculadas à iniciativa privada sofrem um assédio do público geral e estudan sobret~

til na busca de informações e documentos. Isso ocorre,
do, pela falta generalizada de bibliotecas públicas,

oficiais

ou não, com capacidade para atender ao povo. Por outro

lado,

nao sao poucas as universidades que põem à disposição do públ!
co externo alguns de seus serviços, inclusive o de

bibliote-

cas' interpretando essa ação como uma ação de extensão que
vê a legislação brasileira de ensino superior. Essa

aç~o

pr~

pode

também ser interpretada como um mecanismo de marketing. Se ela
é uma instituição pública está mostrando o desempenho governamental, embora com falhas, e mostrando que pode extrapolar
sua ação interna para atender aos demais individuos, se
do como órgão de serviços e oferecendo retorno à

a

port~

população.

Se ela é uma instituição da iniciativa privada, estaria se mos
trando como acolhedora dos futuros interessados potenciais por
seus serviços.
Por isso mesmo, sua necessidade

de mostrar-se

útil e utilizável, vai fazer do usuário da biblioteca universi
tária um multi-usuário. Desde aquele que a frequenta como consequência de estar na universidade enquanto estudante, professor e servidor até aquele outro, membro da comunidade externa.
Por conseguinte, uma estratégia de divulgação dos serviços tem
que partir antes de uma definição de como a biblioteca

vaia~

der a tais públicos, se ela quer atender a tais públicos, porque ela quer atender a tais públicos e como ela quer atender a
tais públicos.

o

que se tem visto são muitas bibliotecas uni ver

492

�si tárias fazendo o atE:ndimento ao In: 1 ':i---usuárj o da _desm,'

ma--

neira amadorista, incidindo em erros em todas cs momentos,
por isso,

e

nao atendendo bem a ninguém. Assim, se a biblioteca

puder atender bem apenas ao seu público interno, mais imediatamente a professores e alunos, que centre sua atenção apenas
nesses. Porém aqui surge outro pequeno problema: a administra
ção superior da universidade. Esta normalmente vê

as coisas

azuis ou cor-de-rosa, não aceitando muitas vezes os argumen tos dos planejadores e administradores bibliotecários;

nao

atendendo na medida necessária seus pedidos de ampliação

dos

itens finanças, pessoal, acervo, etc. mas ao mesmo tempo dese
jando e exigindo que a biblioteca atenda ao multi-usuário.Não
compreende que ao forçar esse tl.pO de situação está
do

I

a médio prazo

I

obri'Jan-

uma dE&gt;terioraçãü da prélpr i a imaqcrn dos spr

viços oferecidos. No caso das j_nstituiç6es
de ordem financeira s~o sempre alo~ada~

p~blicas

r~7oes

C,lSL'

elas

corr ~)lfa·;e

à.s próprias cordiçõ-2s de alocação de rlecurs--)s. No
instituições da iniciativa privada

~s

sus~el.ta-se

que pJra dcsti

nar às mantenedoras todos ou a maioria dos recursos utilizá veis na própria universidade. Não entrando no méritD

destil

questão, ocorre por fim sobre a biblioteca uma exigência

sup~

rior à própria capacidade de renovação a preservação de condi
ções de crescimento compatíveis com o crescimento ao

número

de cursos e vagas da universidade.

Só que agindo dessa forma a administração superior
está correndo um risco, pois na medida em que deseja de

sua

instituição um abrir-se ao público, tem-no feito de uma forma
anti-mercado, ou melhor, contra esse mesmo público. Campos
zo

(1)

I

Man

dã uma definição genérica de r.tarketing que permite f.JCE

ceber como q'-'.dse

~udG

tem sido feito nilS bibliotecas uni VlcrS.l

493

�tárias de forma um tanto amadora. Segundo ele "Marketing impl,!
ca em conhecer o que o consumidor deseja, implica em estudar a
produção dessa necessidade, produzí-la, distribuí-la e
la ao consumidor". Um fracasso que talvez

vendê-

exista nas biblio-

tecas universitárias é o de pressupor que todos os professores
e todos os alunos precisam de 'livros' e mais 'livros'.

Com

isso compra alguns 'livros', obtém outros por intércâmbio, recebe outros por doação, e desconsidera outros interesses

do

usuário, bem como desconsidera outros aspectos. No entanto, nu
ma prática de marketing se não ocorre uma criteriosa

seleção

(ou seja, atender ao que o consumidor deseja) não interessa
da pensar sobre os outros aspectos envolvidos, pois para

n~

que

serviria o marketing? Agregando-se a esta a reflexão de Steuart
H. Britt (2), ainda para um consumidor geral ('Por que as pessoas compram as coisas que possuem ... e por que o fazem? A
posta é que toda

venda ocorre na mente do consumidor') é pos-

sível se entender porque algumas tentativas
nas têm falhado.

re~

~

pseudo-marketingi~

justamente por menos valorizarem o usuário,

por desrespeitarem-no muitas vezes e,

fundamentalme~be,

nao oan

siderarem sua unidade de personalidade.
De outro lado, de forma complementar e em certos
casos substituta ao marketing, pode-se fazer o trabalho de relações

públicas. Segundo Eric Carlson (3)

é uma função administrativa que:

1)

"Relações públicas

~ransmite

e interpreta as

informações de uma entidade para os vários setores do respect,!
vo público; e

2) comunica as informações, idéias e

opiniões

desses mesmos setores à entidade, a fim de que daí resulte
sólido

programa de ação que conte com a inteira

aquiéscência e apoio do público".

494

um

compreensão,

�ISSO,

porém, não é tão simples e nao pode ser fei-

to da forma amadora que se obser.va em muitas instituições

no

pais.

2. ORGANIZANDO A DIVULGAÇÃO

Do que foi dito até agora, é possível extrair-se a
idéia de que a divulgação não é alguma coisa a ser

feit~ irr~

fletidamente, apenas porque sobrou algum recurso, ou
conseguiu-se algum estagiário

porque

de jornalismo ou de arte.

Ela

precisa ser feita, mas como um instrumento permanente da

org~

nização e tendo suporte de outras etapas já cumpridas ou

com

total possibilidade de serem realizadas. Não deve ter o objetivo de criar expectativas mas, acima de tudo, transmitir

e

interpretar informações concretas. Nesse sentido, analisare
mos três aspectos importantes na organização da divulgação dos
serviços de uma biblioteca universitária.

2.1. O que se deseja divulgar.

Em primeiro lugar, é necessário conhecer o
rio. E esse conhecimento não existe a partir do momento

usuáem

que ele ingressa na universidade como aluno, professor ou ser
vidor. Mas poderá existir a partir dos relatórios que são ela
borados em certos setores técnicos da universidade, informando o número de docentes, suas titulações, suas habilidades lin
guísticas, horas à disposição da universidade, produção intelectual, entre outros dados. Quanto aos alunos
relatórios

~ão

úteis

os

pós-vestibular que divulgam o perfil sócio-econô-

mico dos alunos segundo os cursos em que ingressaram. E quan-

495

�to aos servidores é relevante se determinar as ocupações

que

desenvolvem na universidade além dos interesses pessoais

por

estudo, lazer, etc. Partindo-se deste ponto inicial

pode-se

começar a pensar na criação de um programa de divulgação

que

vá dizer-lhes o que desejam ouvir ou o que lhes pode sensibilizar. Contudo, aqui surge um outro problema: o que divulgar?
Afinal, tudo o que se faz na biblioteca é
viços.

substancialmente~-

t;: da sua essência como órgão prestador de serviços.

Qualquer coisa bem feita se transforma em retorno para o consumidor de informações. A

iluminação, a estanteria, o

lei-

aute, a referência, o empréstimo, os processos técnicos,
aquisição, a comutação bibliográfica, a aeração, a

a

cordialid~

de dos funcionários, a limpeza, o espaço suficiente para

o

trabalho do usuário, e outros itens, são todos relativos

a

serviços. O contrário deles é desserviço e se torna incompati
vel com o atendimento ao usuário. A sujeira, a descortesia, a
proce~

falta de cadeiras, a falta de livros, a morosidade dos
sos técnicos, o ar abafado ou úmido, a desordem nas

estantes

são, enfim, causadores de péssima impressão no usuário,
o atingem muito profundamente tendendo a alterar sua

pois

empatia

positiva e comunicando à sua mente a incapacidade da entidade
em recebê-lo bem e atendê-lo com presteza. Mas o que divulgar
se tudo é serviço?

Naturalmente, os serviços que possam

int~

ressar obj-etivamente ao usuário-, cuidando para que nenhuma in
terferência -seja interposta pelos desserviços.
Assim, a implantação de um terminal de

computa-

dor, por exemplo, justificaria uma divulgação. A aquisição de
uma fonte de referência internacional ou nacional de

grande

importância para um determinado público. A ampliação de

uma

coleção específica. Dados acerca da universidade. Dados

acer

496

�cien-

ca de fatos sociais, pollticos, culturais, econômicas,
tlficos e artlsticos.

~

verdade que vários outros itens

passlveis de divulgação e isso

~eve

sao

ser feito. O cuidado

que

se deve ter é o de não divulgar dados a mais. Dados que induzam a uma expectativa mais ampla do que

~

capacidade real

atendimento. Se foi implantado um serviço de comutação

de

bibli~

gráfica deve-se dizer ao usuário que ele pode receber uma

có

pia no prazo máximo de 30 dias se este é realmente o prazo má
ximo, pois se ele vier a usar esse serviço e este prazo exceder ao máximo informado ele desacreditará da seriedade da ins
tituição. Se a fonte internacional adquirida está em

llngua

ingl~s

nos Esta

inglesa e cobre só a

literatura publicada em

dos Unidos e Reino Unido, mas deixa de cobrir a literatura in
glesa de palses africanos anglófonos, da Austrália, e de

ou-

tros palsEs publicada em inglês, não se deve dizer ao usuário
que a fonte cobre toda a literatura existente em llngua

ingl~

sa. Estes são alguns dos cuidados que devem ser tornados.

Da

constância desses cuidados depende a credibilidade da biblioteca.

2.2. Por que divulgar

Outro aspecto importante a ser considerado na
vulgação dos serviços é que a instituição bibliotecária

diao

fazê-la pretende adquirir credibilidade, mais aproximação com
o usuârio, sua simpatia pelos serviços oferecidos e contribu!
ção real ao progresso

da instituição maior. Entre esses

ti vos não se pode destacar um como mais importante. Todos

obj~

o

são do mesmo modo e se interagem. Dessa maneira, a divulgação

é uma

tarefa profissional na medida em que o especialista em

497

�divulgação, e nao apenas o mero curioso, é que saberá

inter

pretar que credibilidade, que aproximação com o usuário,

que

simpatia do mesmo, que contribuição real são desejadas

pela

Biblioteca Universitária e por quais formas devem ser conse guidas.

2.3. Como divulgar

Assim, a divulgação nao pode ser feita de

qualpar~

quer modo. Deve-se evitar o excesso de miséria, pois vai
cer que a organização é incapaz de satisfazer ao usuário,

e

deve-se evitar o excesso de luxo, pois pode parecer que a men
sagem é fantasiosa e tende a frustrar

o usuário. Aqui se apli-

ca bem aquela velha máxima de que 'a virtude está no meio'.Se
gundo Kate Coplan (4), falando da biblioteca enquanto insti tuição, sem distinguir tipologia, "Para e1 espectador

gene-

ral, una exhibición representa lo que la biblioteca

puede

ofrecer. Desgraciadamente, muy a menudo las exhibiciones

se

distinguen por su falta de novedad, mala presentación, diseho
descuidado o falta de interés. Una exhibición es parecida

a

un individuo, para tener éxito debe ser acogedora y atractiva,
debe tener vida, equilíbrio, personalidad y aún humor en

cer

·tas ocasiones. Debe gustar antes de poder informar".
Não há muito tempo, tivemos a oportunidade de ver
uma divulgação em uma biblioteca universitária de importante
universidade aqui da região Sul na qual a mínima sensação que
se tinha era de desrespeito ao usuário, pela forma como

os

cartazes estavam apresentados.

o trabalho que deu origem aos cartazes foi resul
tado de uma pesquisa onde os usuários reclamavam contra cer-

498

�tos problemas ambientais, sendo o mais grave o barulho

de

voz humana. Ora, o barulho provinha de uma série de condições
relacionadas ao próprio leiaute da biblioteca, mas também

da

falta de educação de funcionários que falavam em voz alta

a

toda hora, e de uns poucos usuários. Dias depois, surgiram em
diversos pontos da biblioteca alguns cartazes ridiculamente e
laborados, tanto na mensagem, quanto na forma. Um deles

era

aproximadamente o que se reproduz na figura 1.
Contudo, os digníssimos funcionários (pessoal auxi
liar, principalmente)

continuaram no blá-blá-blá constante. O

resultado de tal divulgação foi simplesmente parecer

ridícu-

la, comprometendo um propósito que era tornar o ambiente mais
agradável para o usuário. Para a maioria dos usuários

aquilo

era inteiramente incompreensível, mesmo porque a maior

parte

nao compromete o silêncio, que não nos parece deva ser contro
lado de forma castrense. Afinal, o pGblico de uma

biblioteca

universitária é um pGblico adulto, perfeitamente capaz de com
preender o meio em que está, bem como é capaz de entender
de se entender com os boquirrotos que surgem de quando

e
em

vez.
Vimos, também, recentemente, uma divulgação produzida por uma Biblioteca Central de uma Universidade
importante do
boa.

~

Sudeste

Federal

brasileiro, cuja qualidade é muito

formada por uma série de folders

onde se divulga cada

um dos serviços principais, dando uma caracterização do servi
ço e informações complementares presumivelmente Gteis

aos

usuários. O inconveniente é que a biblioteca aparece de

uma

forma que deveria fazê-lo para o seu corpo funcional. Para os
seus usuários ela deveria se mostrar prestando serviços.

499

Não

�figura 1

500

�é muito vantajoso dizer que há uma seção de periódicos,

que

periódicos é um tipo de publicação de tal natureza, etc. Mais
significativo, talvez, é trabalhar questões às quais a biblio
teca possa atender e dar ao usuário o caminho que pode percoE
rer.
Não temos visto exemplos de divulgação que traba
lhem a idéia apontada no final do parágrafo anterio.&gt;:.

Seme-

lhante à forma de divulgação e 1dborada pela universidade fede
ral acima citada tivemos oportunidade de ver em outra, também
universidade federal, e

da

Reaião

Centro-Oeste.

Nesta,

a biblioteca central aproveitando um período em que conseguiu
um estagiário do Curso de Relações Públicas, e com assistên cia docente, fez um trabalho muito criativo, embora certas
messas estivessem acima da capacidade de atendimento da

p~

bi-

blioteca. Por outro lado, quando fincou o período de cumpri mento de estágio por part(, deste estudante a universidade não
possibilitou à sua biblioteca central condições para

receber

novos alunos de Relações Públicas para darem continuidade

ao

trabalho iniciado, o que poderia, a longo prazo, resultar

em

uma aproximação entre as condições reais da biblioteca com

a

expectativa que se criava no seu usuário.
Ademais, deve::er considerado que

tais

folders

tendem a nao ser lidos inteiramente, resultando também em que
a equipe da biblioteca (muitas vezes esperando um milagre
conscientização

de

do usuário após a divulgação) se vê frustlada,

pois tudo continua como antes.

3. RECEPÇÃO DA DIWLGAÇÃO

Para que a equipe da biblioteca nao

501

se frustre

�com os resultados da divulgação, é necessário levar em

consi

deração o seguinte: primeiro, se o trabalho foi realizado
nível profissionaJ_; segundo, se as mensagens foram

em

registra-

das com base em verdades; terceiro, se houve um acompanhamento da reação dos usuários, para melhorar cada vez mais a

di-

vulgação e os serviços. Normalmente, ocorre que é feita a divulgação e f1-ca-se a esperar milagres. No entanto,

ó

tIl.abalho

de divulgação carece de minúcias em todas as fases e de

um

maior grau de interesse da equipe exatamente no feedback.

3.1. Observação das reações.

Nada mais oportuno nessa fase do que
to

acompanhame~

das reações de cada usuário. Reações que podem ser l'evan-

tadas a partir de opiniões fornecidas aos funcionários.

De

sir,tomas quase imperceptíveis na melhora das operações de bus
ca

em catálogo impresso ou terminais. De menor número de peE

guntas sobre localização de documentos. De melhores resulta dos em sala de aula. De repercussão junto à

administração,tr~

duzindo-se em mais atenção à biblioteca.
Claro que algumas dessas reações parecerão estacio
nárias. Mas só será possível saber se estão estacionárias
os resultados forem medidos. Essa medição poderá ser

se

feita

através de alguns instrumentos. 1) Cada opinião dada a funcio
nário deve ser registrada por ele em formulário especial elaborado para esse fim;

2) Deve-se fazer registros dos

de localização de informações em fichários e terminais;

erros
3)

Deve-se fazer registros dos auxílios de localização de docu mentos pedidos pelos usuários;

502

4) Deve-se registrar as soli-

�citações de materiais bibliográficos segundo cada Curso existente na universidade,

5) Deve-se

registrar as

manifesta-

ções ou ações da admi.nistração superior como decorrência

da

divulgação. Muitos outros itens deverão ser observados e,

em

cada caso, definidos com antecipação pela equipe de

elabora-

ção do programa de divulgação.

3.2. Medição dos resultados.

Uma vez coletadas e processadas, tais

informa

ções devem ser comparadas com os resultados anteriores. Esses
resultados anteriores devem ter sido apurados nos anos precedentes ao desenvolvimento

do programa, pois estamos conside-

rando organizações já em funcionamento. Só com isso, se poderá efetivamente avaliar o grau de satisfação ou

desperdício

que repr.esentou o programa. E com isso, pensar em novas estra
tégias e novas táticas de divulgação se ainda permanece
suspeita de que algo deve ser melhorado ou as melhoras

a
asseg~

radas.

3.3. Ofensas ao usuário.

Talvez, em certos casos, um resultado a que
pode chegar é o de que a divulgação que deve atingir a

se
mente

do usuário, seus mais profundos valores, foi encarada coletivamente of.ensiva, corno provavelmente foi o PSIU! da figura 1,
para

a biblioteca a que nos referimos. Neste caso, resta bai

xar a cabeça às evidências e partir efetivamente para a reali
zação de algo mais profissionalizado e tentar recuperar
prejuízos à imagem que porventura possam ter ocorrido.

503

os

E ver-

�dade que uma ofensa coletiva pode nao acontecer pela

diversi

dade das personalidades de cada usuário. No entanto, determinados usuários que funcionam como líderes em seu meio não

p~

dem ser desprezados.

4. PROPONDO UM PONTO DE PARTIDA

Parece-nos útil considerar sempre que a divulgaçãci
de serviços jamais deve começar como uma atividade

isolada.

Sendo parte de uma política de marketing e relações públicas,
e sendo tais atividades funções administrativas,a divulgação
decorrerá de planejamento setorial, dependente do planejamento global da instituição. Para isso, o primeiro passo é dis tinguir a filosofia da instituição, seus objetivos, seus instrumentos

de ação e de avaliação. Assim também deve ser fei-

to com relação à biblioteca. Necessariamente, para que
instituição prestadora de serviços funcione adequadamente
ca implícito três pontos

importan~es,

sua filosofia de trabalho:

e estes serão parte

uma
fi
de

1) Sua valorização como veículo ;

2) Seu respeito à inteligência do consumidor; e

3) Sua

res

ponsabilidade enquanto equipe. Isto transferido para o âmbito
da biblioteca universitária vai dimensionar um ponto de part!
da para a atividade de divulgação, na medida em que se reco nheça como fundamental não apenas dizer o que ela é, ou

como

ela é, mas sobretudo o que pode fazer.

4.1. Valorizar a biblioteca como veículo.

Uma forma que parece proveitosa como divulgação na

504

�biblioteca é demonstrá-la como meio eficaz de fornecer dados.
Ou como imaginava MCLuhan 'meio é mensagem'. Trabalhando

a

partir desse princípio, em vez de imprimi.r folders conceitua!!
do o que é serviço de referência, coleção de periódicos,

com~

tação bibliográfica, talvez fosse útil in:.ciar um programa de
divulgação através de cartazes para veicular eventos específicos, permanentes ou temporários, e afixá-los em locais

esp~

cíficos ou por todo o campus. De um modo bem característico,o
cartaz deverá identificar a fonte (Biblioteca), a mensagem

r~

produzida de a1guma publicação-fonte, arrolar outras publicações, e dirigir o usuário a um serviço específico.
O risco que pode ocorrer é o de a equipe nao tra
balhar com as mensagens certas ou oportunas para

o público.

Isso vai depender da sensibilidade da equipe e do conhecimento que ela possua do contexto da universidade. Daí a necessidade de planejamento e daí compreender-se que cada caso é
caso. Os aspectos formais de apresentação linguística e

um
vi-

sual deveriam ficar com os membros da equipe versados em rela
ções públicas e marketing, de preferência reunindo

componen-

tes do grupo de Comunicação Social e Arte. A possibilicade de
sucesso é bem mais significativa e o custo se tc.rna bem inferior aos milheiros de folders

necessários para atingir um nú

mero semelhante de indivíduos e com resultêidos mais duvidosos.

4.2. Respeitar a inteligência do usuário.

Um ponto controverso e duvidoso é: que tipo
mensagem o usuário está disposto a aceitar?

A solução

de
para

isso é partir com mensagens informativas, aceitando o pressuposto de que a universidade está voltada

505

para o

fornecimen-

�to de recursos culturais e técnicos necessários para que
indivíduo assuma papéis sociê.is. Assim, ele está muito

o
mais

propenso a ler, assimilar e compreender informações positivas
do que punições, notadamente se ele não é um infrator, ou nao
se sente assim, Um cartaz que lhe diz PSIU!!! na entrada
biblioteca, com

o sentido

da

de pedir silêncio, o está punindo

por antecipação. Além de não lhe favorecer com qualquer infoE
mação ainda se torna de repugnante abuso. Desse modo, se a bi
blioteca deseja silêncio em suas salas de leitura deve

dar

uma razão embasada em pesquisa, para. que possa justi.ficar-se
inclusive como uma instituição onde se armazena e

dissemina

um saber a ser tra.nsformado. O usuário leva consigo uma infor
mação a mais. E para

os menos afeitos ao silêncio, por exem-

plo, a mensagem é suficiente para uma reflexão.

4.3. Exigir responsabilidade da equipe.

Em qualquer programa de divulgação, o mínimo
deve acontecer é um envolvimento positivo de todos os

que

elem~n­

tos do grupo de funcionários. Não apenas dos bibliotecários ,
mas fundamentalmente de todo o pessoal auxiliar, de todo

o

pessoal de apoio, envolvendo até os faxineiros. Apenas um indi víduo do grllpO é suficiente para desvirtuar todo um traba lho dessa envergadura e fazer cair por terra o esforço de meses de trabalho e anos de preparação para um salto qualitativo que se pretenda. Assim, para organizar um sério programa de
divulgação dos serviços, é indispensável um treinamento de

t~

do o pessoal. As estratégias para isso devem ser pensadas por
cada instituição, dadas as suas particularidades.

506

�4.4. Modelos de cartazes.

Para finalizar, propomos t,m conjunto

de

cinco

cartazes, com os quais, após cumpridas as etapas iniciais

de

planej amentcc, e previstas as etapas consequentes de avaliação
e replan"jarr,ento, se poderá iniciar a divulgação dos serviços
da biblioteca.
No cartaz número I, a biblioteca informa sobre a
estrutura organizacional da universidade, reproduzindo o

org~

nograma da mesma. A seguir, dá lista de publicações que

com-

plementam essas informações. Publicações essas disponíveis na
coleção de referência ou acessíveis a partir de consulta

ao

bibliotecário. Esse bibliotecário (deve ser o de referência )
estará realmente a serviço do público. Se for um funcionário
não-bibliotecário deve estar adequadamente treinado e devidamente inteirado de seu papel. Este tipo de cartaz deveria estar afixado nas salas de aula em qua.lquer época do ano (figura 2).
No cartaz número 2, a biblioteca informa

sobre

o tipo de profissional formado em cada um de seus cursos. Deve
ria ser o perfil profissiográfico traçado pela Organização

I~

ternacional do Trabalho, ou Associação Nacional que

tenha

elaborado uma definição para a profissão. A seguir, dá

listii

de publicações disponíveis na coleção e que ampliem ou

compl~

tem a informação. Publicações essas acessíveis através de catálogos de títulos ou assuntos, ou através do bibliotecário.
Sua exibição poderá ser na biblioteca e em outros espaços públicos da universidade e, inclusive, salas de aulas, nos
ríodos em que se comemora o dia, semana ou mês

507

da

pe-

referida

�figura

2

A BIBLIOTECA CENTRAL INFORMA
A Estrutura Organizacional da Universidade
comoreende g

508

�profissão (figura 3).
No cartaz número 3, a biblioteca informa sobre
serviços mais significativos, ou sobre todos os seus

os

servi

ços. Poderá ser através de um painel à sua entrada e cartazes
afixados em outros locais públicos do campus. Para que

tenhü

efeito, é necessário que as seções sejam devidamente sinaliza
das

perm~tindo

mobilidade ao usuário. Sua exibição

podcri

ser permanente (figura 4).
e~

No carta;: número 4, a bibliotE·ca informa sobre
tos ou acontecj.mentos que interessam à sociedade como um
E,

todc

particularmente, a todos que convivem comunitariamente

As-

sim, temas atuais como Assembléia Nacional Constituinte no Era
sil, Infecção Hospitalar, Divica Externa, Déficit Público,
temas específicos da região onde se situa a biblioteca

ou

podem

ser apresentadcs a partir de uma conceituação autc.rizad,\,

se-

guida de uma lista de publicações que podem ampliar e comple mentar a informação e, por fim, orientar o usuário ao uso

do

catálogo de títulos ou assuntos, ou buscar o bibliotecário.

A

época de exibição deverá ocorrer t.ão logo surja um tema importante. O local de exibição é múltiplo, incluindo a própria biblioteca, salas de aulas e outros espaços públicos no campus
(figura 5).
No cartaz número 5, está apresentada uma forma para se alterar ou condicionar atitudes ou comportamentos

de

usuários, sem imposição militar, e enriquecida com inforffiação.
Por esse meio, se consegue eficiência
~suários

que, nao se

co~portando

se~

melindrar os

demais

da forma que se deseja modifi

car, poderiam sentir-se ofendidos. Sua exibição deFeria

ser

permanente ou durar até quando se verifique que o objetivo foi

509

�figura

A

BIBLIOTECA

MÉ DI C O

3

CENTRAL

é

510

INFORMA

�figura
A BIBLIOTECA CENTRAL

estão à

sua

4
INFORMA

disposição

511

�figura
A

BIBLIOTECA

CENTRAL

5
INFORMA

ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE

512

e

�alcançado. Deve ser exibida no interior da biblioteca,

C~

10-

cal visível para os usuários (figura 6) .
S~gerimos

que tais

cart~zes

sejam produzidos com

sobriedade de cores d8 modo a ter boa legibilidade a
distânci.a. Assim, uma dimensão
100

algurr.ü

recomendável seria em torno de

cm X 60 cm.
Os modelos anexos tentam dar uma idéia

ca de cada tipo

d~

esquemát~

cartaz, sendo os dados acrescentados

acordo com as necessidades e condiçC8S em que os programas
divu~gação

ce
de

possam ser efetuados.

REFEReNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1. Apud SIMÕES, Roberto. Iniciação ao marketing.

3. ed. rev.

e amp. são Paulo, Atlas, 1973. p.23.
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Bibliografia complementar
BEYRODT, E. Sugestões ao planejamento estratégico de

marketing de serviços. Marketing, 16(117) :30-35, jul. 1983.

513

�figura
A

A

BIBLIOTECA

conversa

6

CENTRAL

em ambiente

514

INFORMA

fechado

�DGNN, R.G.

&amp; BOYLE, H.F. Online searchJ.ng: an analysis

marketing issues. Information services

&amp;

of

Use, 4 (3)

147-154,

June 1984.
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WOOD, Douglas.

Trad. H.de

Improving your imac;e: Fow to promete a

libra

ry cr information se:rvice. Aslib Proc., London, l§.(lO) :40140fi, Oct, 1984.

Abstract
The author Eresenl:s considerati ons abGut the developing

of

marketing activities in academic libraries.
Keywords: ACJ\DE:UC l,IBRARIES - Mi'.RKETING; l'.CADEMIC LIBRARIESDISSEl'UNA'TION OF SERVICES.

515

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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