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                  <text>MUDANDO OS RUMOS DA PARTICIPAÇÃO
DE ESPECIALIZAÇÃO DE

BIBLIOTEC~RIA;

BIBLIOTEC~RIOS

UMA PROPOSTA PARA CURSO

Dl INSTITUIÇOES DE ENSINO SUPERIOR

LENA VANIA RIBEIRO PINHEIRO
MARIA DE NAZARE FReITAS PEREIRA
Curso de Pôs-Graduação em Ciência da
Informação (Convênio CNPq-IBICT/UFRJ
e Escola de Comunicação)

1.

INTRODUçllO
O convite dos organizadores deste encontro de

bi-

bliotecas universitárias para apresentação de uma proposta de
curso de especialização para bibliotecários se formula em

mo

mento de grandes mudanças politico-institucionais.
A consolidação de uma democracia estável e moderna
requer o resgate do pais do atraso social, pOlitico e

cultu-

ral em que se encontra.
Nesse sentido, o novo quadro que se delineia

traz

em seu bojo dois principios essenciais:
- a instauração da modernidade

politico-instituci~

nal não se constitui em tarefa isolada do Estado
mas ê,antes,esforço comum de todos

nôs;

- a participação conseqUente - um processo politico e cultural - está na medida direta da

educa-

ção inovadora para transformar mentalidades.
As instituições de ensino superior - locus

ideal

para transformar mentalidades - enfrentam na atualidade
das mais graves crises de sua histôria, sofrendo duras

uma
criti~

cas de expressivos segmentos da sociedade e da opinião publica em geral:

um claro indicador de que

eSSilS

instituições

precisam igualmente passar por processo de transformação.

75

�o

produto do trabalho dessas instituições -

conhe

cimento/informação - que é igualmente sua matéria-prima,

se

constitui no principal recurso nas sociedades ditas pós-mode!
1
nas; ordenã-lo é tarefa dO bibliotecãrio.
Muito embora nao tenhamos sequer construldo

a moder-

nidade, a inserção do Brasi 1 na economia internacional
coloca diante de situações

nos

tlpicas dessa nova ordem: a infor

matização da sociedade.
A atuação do bibliotecãrio, inadequada para os novos desafios politicos e operacionais, requer mudanças em sua
educação.

De um lado, a superação das dificuldades

oriundas

de formação profissional deficiente - a crise das universidades brasileiras é um fato - e, de outro, a preparação para
conhecimento de causa e das peculiaridades do processo

o
de

transformação por que passam a sociedade brasileira em geral,
e a universidade e o bibliotecãrio em particular.
A formalização da proposta para um curso de

espe-

cialização se apoia no estudo de situações peculiares ao:
- ensino da Biblioteconomia e da Ciência da Informação no exterior e no Brasil;
- exercicio da profissão e da problemãtica das bibliotecas universitãrias;
- o novo papel que cabe

às universidades desempe-

nhar e, como decorrência natural, as bibliotecas
e seus profissionais.

o

exame deste conjunto de situações levou-nos a di

recionar a proposta do curso de especialização para bibl iotecãrios de bibliotecas e centros de informação
que atendem aos nucleos de

especializados

pós-graduação e pesquisa, por

76

se

�reconhecer que aí se local iza a vanguarda do país na

area ci

entífico-tecnolôgica.
Com isso, pretende-se nao apenas minimizar as lacu
nas existentes na formação profissional do bibliotecãrio. mas
contribuir para capacitã-lo

a

prod~

atuar em ãrea vital de

ção do conhecimento no complexo academico.

2. MtTODO PARA ELABORAÇí'\O DA PROPOSTA
A formalização de conteudos disciplinares para sanar di fi cul dades presentes no exercício de uma dada

pro f i s-

sao deve-se originar do conhecimento da causa em questão.

e

O caminho para aquisição deste conhecimento
p 1 o.

du-

De um lado. o contato direto junto aos envolvidos

processo - educadores, especial istas e empregadores -

no
pa ra

levantamento dos problemas e impasses com que se defrontam
das soluções adotadas para sanã-los.

De outro. as

e

experien-

cias que a 1 iteratura relata em tais domínios profissionais.
A adoção da primeira abordagem pode-se dar de

du-

as formas: o levantamento sistemãtico de dados junto aos

age~

tes do processo e a experiência oriunda do contato com

ta i s

agentes. ainda que não sistemãtica, por conta da prãtica didã
tico-pedagôgica.
O levantamento sistemãtico de dados junto aos
estão na prãtica mostra-se, via de regra, inadequado.

Odes

conhecimento de aspectos vitais do meio ambiente em que a
tica se situa e a enfase. ainda que deficiente, nos
operacionais são de tal ordem que os profissionais

pr~

aspectos
encontram

dificuldades em perceber os conteudos que lhes faltam.

77

que

Como

�conseqUência, não têm elementos para verbalizar a situação, o
que se agrava pelo fato de a época atual ser

profundamente

marcada por conflitos e tensões organizacionais e ambientais.
Jã a prãtica

didãtico-pedagó~ica

tamente na proposta por conta do

se manifesta dire

contato que as autoras manalunos

têm com os agentes do processo, quer na qualidade de
dos cursos da

pós-graduação do 1B1CT, quer na experiência a~

qui ri da na formul ação de um curso para bi bl i otecãri os de organizações do tipo acadêmico para o Curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Parã.
A revisão da literatura, muitas vezes para confirmar suposições, é adotada como suporte principal da

proposta.

Ela se encaminha em três direções:
- levantamento dos principais problemas com que se
empr~&lt;Jador

defrontam as bibliotecas universitárias brasilei
ras na atualidade;

......
espeClalista

•
..educado r

- a imagem que a sociedade e o bibliotecário fazem
da profissão;
e a discussão em torno da formação e atuação

pr~

fissional.
Nos dois ultimos aspectos, a revisão contempla

a

literatura estrangeira por se reconhecer o caráter cosmopolita, e não insular, do mundo moderno.

A

sociedade

brasileira

em geral,e as bibl iotecas acadêmicas em particular, estão expostas às influências externas e nao se pode pensar em

capac~

tação de pessoal para o setor da informação cientifico-tecnológica dissociada do processo de transformação das

modernas

economias industriais em economias pós-industriais. Nessas, o
conhecimento e a informação se constituem na matéria
essencial.

78

p ri ma

�Ao se
treinamento junto

descart~r

~queles

o levantamento das necessidades de
que

s~o

os sujeitos da proposta,não

se deseja exclui-los da discussão.
Esboçar primeiro e discutir depois tem apenas o in
tuito de facilitar a participação de todos os interessados

a

partir de algo concreto, substantivo.
Faz parte da própria dinâmica do Seminário

Nacio-

nal de Bibliotecas Universitárias discutir as propostas
cursos de especialização antes de sua formalização.
sugere

o

dos
que se

é que desta discussão participem educadores, especia-

listas e empregadores.

3.

REVIS~O

DA LITERATURA
Três tipos de documentos foram selecionados

para~

visão: os que tratam da formação e atuação profi ssional,
que se referem

~s

relações do bibliotecário com a

os

sociedade,

e os que falam especialmente da problemãtica das bibliotecas
universitárias.
Nas duas primeiras situações, documentos brasileiros e estrangeiros são passados em revisão para que seja possivel verificar as semelhanças/diferenças em ambientes
ais com estágios de desenvolvimento
No que tange

~

soci-

tão diferenciados.

formação estrangeira, muito

flexível que a nossa, os problemas de tradução das

mais

efetivas

demandas do mercado nos formatos curriculares se fazem igualmente presentes.

A diferença, aqui, passa pelo fato de

que

as sociedades avançadas não enfrentam mais dificuldades

de

organização de seus acervos informativos, qualquer que
sua procedência: a informatização das operações

79

seja

bibliotecã

�rias é fato.

Seu desafio agora é o da efetiva transferência

da informação, isto é, da internalização do conhecimento

ger~

do por todas as esferas de produção/participação social: ciên
cia e tecnologia, indGstria, comércio, serviços,

administra-

ção pGblica e relação Estado/sociedade civil.
A formação brasileira enfrenta este e outros desafios, o que torna nossa situação complexa pelo acGmulo
problemas que precisam ser superados: organização
dos acervos, superando os conhecidos estãgios de

de

definitiva
reorganiza-

ção - passando de CDD para CDU, mudando da Vaticana para ALA,
etc. - incorporação das modernas tecnologias da informação

e

transferência da informação para a sociedade.
O item sobre o bibliotecãrio e a sociedade
que a imagem que o profissional tem dele mesmo é

mostra

idealizada,

pois sua prãtica não se concretiza conforme os valores
ele prega.

que

A imagem da sociedade. tanto brasileira quanto

e~

trangeira, acaba reproduzindo a atuação, via de regra, passiva e acomodada da profissão.
Finalmente, o item a respeito dos problemas

das

bibliotecas universitãrias mostra:
a) desnível entre acervos/produtos/serviços e
demanda dos usuãrios, sobretudo os da

a

pós-gra-

duação;
b) falta de integração aos programas

universitã-

rios;
c) falta de planejamento, tanto institucional
to nacional.

80

qua~

�3.1

A Li teratura de Formação e ,\tuaç.iÍo__ ?_~_oJ:.i..ssio~
A discussão a respeito dos problemas oriundos

formação em nossa ãrea e da

conseq~ente

atuação

da

profissional

deficiente tem recebido, por parte dos educadores, grande

a-

tenção,na atualidade.
Ainda que com intensidade e conteudos diferentes,
a discussão tem sido encaminhada tanto no exterior

quanto no

Brasil.
A literatura estrangeira, principalmente a

norte-

americana, apresenta um quadro referencial típico das socieda
des que conseguiram montar uma infra-estrutura informativa s6
lida e diversificada,tanto no setor publico quanto no
do.

priva-

E as modernas tecnologias da comunicação/informação

t~m­

se constituído em força decisiva para sua consolidação.
Nesse sentido, percebemos duas orientaç5es nos estudos revistos: os que se encaminham para a proposição e avaliação de conteudos curriculares demandados pela nova

situa-

ção social, e os que adiantam mudanças na ãrea em razão

da

incorporação definitiva das modernas tecnologias de comunicação/informação nos serviços e produtos.
A literatura brasileira, por sua vez, é espelho da
situação de um país que enfrenta sérios problemas de formação
porque tem, como principal desafio,no momento, a
das dificuldades e contradições oriundas de formação
sional deficiente e dissociada do contexto social.

superação
profisNesse sen

tido, grande parte da literatura é dedicada ao levantamento e
anãlise dos problemas da formação profissional, proposição de
currículos para superação das
tação do novo currículo

de

defici~ncias

Biblioteconomia.

81

e exame da implanOutras contri bui

�ções tratam da pós-graduação, da introdução da tecnologia
computador na formação e das possibilidades de atuação

do

profi~

sional na ãrea.

3.1. 1

A Literatura Estrangeira
A formação profissional no exterior difere em mui-

to da que adotamos no Brasil.

Primeiro, os modelos são muito

mais flexiveis por permitirem cursos tanto a nivel de graduação quanto de pós, estes em maior quantidade.

Segundo,

serem ministrados em vãrios Departamentos - Educação.
cação, Biblioteconomia, Engenharia, Computação, dai uma variedade curricular.

por
Comuni

resultando
2

O artigo de TENOPIR é esclare-

cedor desta situação.
Outro aspecto que merece destaque é a

avaliação

constante a que tais cursos são submetidos, resultando
fértil contribuição para a educação na ãrea.
3

4

dai

Os artigos

de

5

DRONINA, DAVINSON e LAZAR se orientam nesta direção.
A ligação com o mercado, com a sociedade em ultima
instância, também faz parte da agenda dos educadores.

E

a

questão presente, ainda que nem sempre verbalizada pelos auto
res, é a da preparação do profissional para atuar na sociedade informatizada.
orientações.

Esta se

formaliza

nos textos em

duas

De um lado, a ênfase nos aspectos da especiali-

zação profissional e da tecnologia da informação/comunicação,
no sentido de consolidar a tendência atual para

produçã%rg~

nização/recuperação de todos os recursos informativos,por

pr~

cessos automiticos.

qu~

De outro, a preocupação com o futuro

dro que a rotinização dos processos informativos traz em
bojo, qual seja o de liberar o bibliotecãrio, o

seu

profissio -

nal da informação, para participação em ireas mais estimulan-

82

�tes do ponto de vista intelectual e polltico.
Muito embora a literatura revista possa se

enqua-

drar nas três orientações acima descritas, as fronteiras

en-

tre uma e outra nem sempre podem ser bem demarcadas.
Da leitura dos artigos, uma constatação emerge

de

imediato: a qualidade dos cursos, a panacéia curricular, a ve
lha discussão da questão teoria/prãtica também se faz
nas sociedades ditas avançadas.

presente

Nesse particular, a situação

norte-americana é tão preocupante para seu governo e educadores que recentemente vi eram a publ i co reI atõrios sobre o

as-

6

sunto."A Nation at Risk" aponta para os riscos da nação amer..!.
cana por conta de fal has em seu si stema educacional e "Alliance
6

_

for Excellence" propoe mudanças de postura para atuação
·sociedade do conhecimento·

em

na

todas as ãreas do saber.

As crlticas ã formação bibliotecãria e do
sional de informação são feitas indistintamente.

profis-

Mas

an tes

de mencionã-las, cabe reter as diferenças na educação

entre

2

as areas, conforme mostra TENOPIR.

Este autor, ao analisar 144 prospectos de

cursos

oferecidos nos Estados Unidos, na grande ãrea de Ciência

da

Informação, mostra a atuação da maioria a nível de mestrado e
doutorado (134 programas) mas também uma tendência para conso
lidação dos cursos a nível de graduação (78 programas).
nova si tuação trat'ã, ,egundo o autor, profundo impacto

Esta
no

mercado de trabalho.
Mais esclarecedora do que esta situação, entretanto, é a que di
sos e a

Z

Y'2spei to ã fi 1 i ação departamental desses cur-

conseq~ente

Assim

~

ênfase curricular dos conteudos.
que a grande maioria se origina dos depar-

83

�tamentos ae Ciência da Biblioteca (50,7% - 73 cursos), de C1
ência da Computação (25% - 36 cursos) e de Educação (12,5% 18 cursos).

Independentemente da vinculação departamental,

e

cara~

percebida a existência de um nucleo de disciplinas que

terizam, segundo o autor, a educação em Ciência da Informação propriamente dita.
TENOPIR 2 considera, neste caso. ap~
nas

os programas que incorporam a palavra informação

seus titulos.

em

Anãl ise e aval iação de sistemas, bases de da-

dos e estrutura de arquivos. sistemas de administração

de

bases de dados, teoria da computação e matemãtica, programação de sistemas e programação para aplicações especiais formam o tal nucleo.
E aqui emerge a constatação mais relevadora

da

separação entre as ãreas da Biblioteconomia e da ciência

da

Informação nos Estados Uni dos: a maior parte dos cursos

que

se originam dos departamentos de Ciência da Biblioteca

não

incluem em seus curriculos disciplinas do nucleo.

Estas

se

encontram basicamente concentradas nos cursos oferecidos

p~

los Departamentos de Computação, tanto na graduação
na pós.

quanto

A graduação se concentra nas habilidades para

pro-

gramar e operar o computador enquanto na pós a ênfase

recai

sobre os aspectos teóricos, inteligência artificial e

apli-

cações especiais.
habilidades

O destaque aqui ê para as ferramentas

técnicas,"o foco tecnológico".

que se ori gi nam

Os

dos Departamentos de Ciência da

programas
Bibliote-

ca, ainda que sob o rótulo de Ciência da Informação,
zam

e

enfati

os aspectos de organização da informação, automação

de

bibliotecas, sistemas interativos, métodos de pesquisa e ad-

84

�ministração.

O que sobressai, portanto, nesses

i "a recuperação, o uso e o lado humano da

conteudos.

Ci~ncia

da Informa

ção" ... ,o"foco humanístico".
2

As constatações de TENOPIR são apoiadas igualmente
3

pelo estudo de DRONINA em levantamento e análise de cursos mi
nistrados na área de

Ci~ncia

da Informação nos Estados

dos, Grã-Bretanha, Suécia e oeste europeu.

Uni-

Os programas

são

divididos em quatro grupos: o primeiro, do "pessoal de informação e bibliotecas que exerce atividades em bibliotecas";

o

segundo, para especial istas em tecnologia do computador;

o

terceiro, para profissionais de informação de vários
da Ciência e Tecnologia e,o último, programas de

campos

treinamento

de usuários.
O primeiro problema observado em relação aos

pro-

gramas do primeiro grupo é que as instituições mudaram de título, isto é, de Escolas de pós-graduação em Biblioteca

para

Escolas de pós-graduação em Ciência da Informação e Bibliotecaso

No entanto, segundo muitos estudiosos, essa

alteração

teve efeito pequeno no aprendizado dos especialistas.

A ênfa

se e dada ã automação dos processos de bibliotecas e armazena
mento e recuperação da informação, presentes em 80% dos

cur-

sos, a maioria mestrado, e poucos de doutorado.

pro-

Estes

2

gramas se orientam para aquilo que TENOPIR chama de "foco humanístico".
Os programas do segundo grupo se orientam para

os

aspectos de "software" e "hardware" da tecnologia da informação e não nos interessa aqui reter tais conteúdos.
Cabe destacar, entretanto, a preocupação com as no
vas tecnologias em outras sociedades.

4

DAVINSON, ao estudarl4

cursos de Escolas de Estudos de Biblioteconomia e

85

Informação

�da Inglaterra e País de Gales, utilizando o metodo de
vista com 400 estudantes para a anãlise de mudanças

entrerecentes

de currículos e futuras possibilidades, identifica limitações
existentes, que têm relação com os currículos,

estudantes,

"staff" e política institucional e governamental.

As Escolas

apresentam falhas em responder rãpida e sensivelmente às

mu-

danças introduzidas pelas tecnologias da informação/comunicação, tema que predomina nas discussões.
3

Voltando a DRONINA, cabe destacar agora o conteudo
dos programas que se orientam para profissionais de

informa-

ção em vãrios campos da Ciência e Tecnologia, por se

tratar

de formação de pessoal para as mesmas ãreas de atuação

dos

clientes em potencial do curso objeto deste trabalho.
ãrea

~

Esta

a que tem atraído, nos ultimos dez anos, mais da meta-

de dos clientes dos cursos oferecidos.
Segundo a American Society of Information Science2

ASIS, em dados relativos a 1975, os Estados Unidos

ofereciam

45 programas desse tipo que, apesar de conteudos variados, a-

brangem os seguintes tópicos, em maior ou menor extensão:
- organização de arquivos de recuperação da informação;
problemas de i nformação e organi zação

de

servi-

ços;
sistema de comunicação científica;
- tecnologia da informação;
- anãlise e operação de sistemas

aplicad~

sos de biblioteca, representação da
controle para tomada de decisão;

a

proce~

informação,

e

- história dos serviços e problemas de informação,
profissões de informação e sistemas de informação.

86

�o Li 1 -c i rI1 U

to P i c o

u

a p r e s f-~ rI ta:..: o (~ -: do

maior complexidade, abrangenoo aspectos

te \:

I

i ('

~5cio-econ6mlcos,

~0-

llticos, filos5ficos e psico15gicos de todos os rrocessos envolvidos na geraçâo e transmissâo de informaçâo cientrfica.
A aquisição da habil idade para atuaçâo

profissio-

nal em areas especializadas no próprio local de:rabalho -

o

3

que DRON INA chama de "aprender fazendo" - ê consi derada

COIIIO

menos efetiva,na atualidade.
Nesse sentido, a combinaçâo entre a formaçâo

e 111

uma area particular e a aquisição de instrumental na ãrea

ae

informaçâo ê um caminho adotado para a formação de pessoal es
pecializado.

A autora menciona o curso planejado para espec!

alistas no campo da informaçâo em QUlmica, desenvolvido

pelo

Departamento de QUlmica da Universidade Americana de Washingto n.

o

programa bãsico e o usualmente adotado em QUlmica, ao

qual sao acrescentados três cursos em Ciência da
sendo um introdutório.

Informaçâo,

o programa ê flexlvel e varia de

cordo com os interesses dos alunos.

o

exemplo dado ê o

ade

sistema de informaçâo para sub-estruturas qUlmicas, o que reflete um direcionamento para assuntos especlficos da ãrea objeto do curso, QUlmi ca.
Finalment~,

na anãlise dos cursos do quarto

gru-

po - o de treinamento de usuãrios - a autora destaca seu

as-

pecto conservador e tradicional.
3

Final izando, ORONINA

conclui que. a despeito

sucesso de alguns cursos, muitos problemas nâo foram
dos.

do

resolvi-

Como sugestâo para solucionã-los, destaca a necessidade

de um equillbrio entre a teoria e a prãtica, a preocupação com
os progressos da ãrea e a coordenação de esforços em

87

escala

�nacional e internacional para resolver os problemas mais complexos e se chegar a criar programas de ótima qualidade.
5

Outro artigo de avaliação curricular i o de LAZAR.
que aborda os problemas de educação e treinamento atravis

intern~

estudo de 22 currículos de oito países e um organismo

~us­

cional: Hungria. Alemanha Oriental. Alemanha Ocidental.

r

tria. Bilgica. França. India. Senegal e UNESCO.

do

interessan

te notar a inclusão. na pesquisa. de países de três continentes. com sistemas políticos e estãgios de desenvolvimento diferentes e de culturas mais diversas ainda.

Ele

acredita.

no entanto, que os resultados possam ser vãlidos, para

ou-

tros tantos países,pela natureza geral de algumas propostas.
5

_

O estudo de LAZAR constata a enfase maior dada aos
mitodos. processos e tecnologias de biblioteca
ção

e

informa-

seguidos das funções sociais das bibliotecas e

centros

de informação e de administração e seus elementos: 2/3 do
po são ocupados com conteudos relativos a mitodos.

te~

processos

e tecnologia.enquanto ã interface com o usuãrio são dedicados
apenas 31 da carga horãria.
Entre as conclusões do estudo. destacam-se as

se-

guintes:
- os cursos diferem muito em escopo e ênfase;
- os

cursos enfatizam os assuntos históricos

ticnicos. em detrimento. entre outros. de
nho e administração de sistemas de

e
dese-

informação e

de modernas tecnologias de informação.
5
Como conclusão final, LAZAR afirma que os cursos
são conservadores e rígidos e que o aperfeiçoamento e adequação dos cursos i inevitãvel pelo aumento contínuo das necessi
dades de informação e das tecnologias de comunicação.

88

A ca-

�racterTstica básica dos currTculos é o pragmatismo e
c i s mo,

o

practi-

nucleo básico para um currTculo em Ciência da Infor

mação incluiria "o conhecimento dos fundamentos,da teoria

e

prática da Biblioteconomia e do trabalho de informação

no

sentido restrito",

do

A solução para "restaurar a reputação

sistema educacional de Bibl ioteconomia e Ciência da

Informa-

ção é substituir o padrão estático do currTculo pelo padrão
di nâmi co':
Nesse sentido, sua proposta privilegia os elemen tos do sistema, o funcionamento dos subsistemas e suas interrelações, aí incluído o meio ambiente social,

Ele propõe

um

nucleo básico que compreenderia os seguintes assuntos:
- função soci al e papel das bi bl iotecas e

ce n-

tros de informação;
- uso e usuários de informação;
- componentes, serviços e funções dos sistemas; me
todos e processos; e desenho e planejamento

de

sistemas de informação,
Os documentos revistos a seguir discutem,

basica-

mente, a questão da formação e o mercado de trabalho,

tendo

como pano de fundo, com exceção de duas contribuições,

a

crescente informatização da sociedade,
CLOUGH e GALVIN 7 retomam a velha questão da
8,9

lização x especialização', VEANER

ad"a
1 n t a as mu d anças

gener~
esper~

das para a prõxima década no cenário das bibliotecas universi
_

tarias, enquanto HOLLEY

10

retoma sua definição de 30

anos a-

trás - mas profundamente atual - do perfil necessário ao

bi-

bliotecário que atua nessas instituições; GROVER l~ DOSA 6

e

VOGEL 12 discutem, especificamente, os novos perfis profissionais demandados pela sociedade do conhecimento,

89

�CLOUGH e GALVIN 7 abordam a educação de bibliotec!
rios especializados nos Estados Unidos: segundo KOENIN 7 , estes são em proporção crescente, o que
tros autores.

e

confirmado por

Em decorrência desta constatação, os

oucursos

de Biblioteconomia estão reorientando seus currlculos
atender mais aos profissionais que trabalham em

para

bibliotecas

especializadas. al incluldos principalmente os do setor privado.

Isso implica num diãlogo entre educadores e bibliote-

cãrios especializados, que
objetivo desse diãlogo

e a tônica de seu discurso.

e aproximar

"a sala de aula i

O

reali-

dade da pritica" e, para isso, o autor vai buscar na experiência da Medicina, a sugestão de "Programas de Residência em
Bibliotecas", como extensão do curso.

A participação do

bi

bliotecãrio especializado ocorreria desde a concepção do cur
rlculo ate a formulação de normas para avaliação de

progra-

mas.
Para facilitar o diilogo entre os educadores
bibliotecãrios, os autores sugerem ate uma agenda.

e

Eles re-

conhecem, tambem, a necessidade de redefinição da missão

do

ensino, para responder ao novo mercado.
Outro problema crucial e a harmonia necessãria en
tre uma preparação mais extensiva ou mais especializada.

O

"bibliotecãrio generico", de formação inadequada, seria

um

produto tlpico dos multiplos propósitos que caracterizam

os

currlculos das Escolas de Biblioteconomia.
indesejãvel e encorajada pelos padrões de

Esta

tendência

~redenciamento

American Library Association - ALA 7, que determinou que

da
"os

programas das escolas podem preparar para o estudo de princI
pios e procedimentos comuns a todos os tipos de
e serviços de biblioteca."

90

bibliotecas

�Um fator a ser esclarecido

t'

de

que as

generali-

zações de que fala o artigo dizem respeito ãs ativ',dade,
ticas, operacionais, e não aos aspectos

te6~icos

pr~

como se po-

de ri a s u po r.
Os autores afirmam, ainda, que algumas
estão reduzindo o

n~mero

escolas

de cursos eletivos oferecidos

em

Biblioteconomia, ao nlesmo tempo em que eliminam cursos

que

focalizam exclusivamente um tipo de biblioteca.
Essa não nos parece ser a solução adequ"da

pois

nao sera reduzindo a possibilidade de diversificar a
ção, a ampliação de conhecimentos, sem

d~vida

forma-

enri~uecedora,

nem excluindo cursos voltados a um tipo de biblioteca, que

~

creditamos resolver o problema.
7

LANCASTER, citado por GLOUGH e GALVIN,

defende,

por exemplo, que a parte substantiva dos curriculos

repouse

na comuni cação humana em geral, com ênfase na comuni cação fo.!:
mal porque, para ele, o bibliotecãrio deve "estar familiarizado com todos os aspectos do ciclo da comunicação".

As es-

colas de Biblioteconomia, ainda segundo LANCASTER 7 ,

seriam

convertidas em escolas de informação e comunicação,

idéia

ratificada por LINE!
A primeira contribuição sobre o futuro,
te e provocati va. é de autori a de VEANER 8 ,9.

estimula~

Trata-se

um dos artigos mais denso. sobre o assunto, com a

de

vantagem

de discutir especificamente as mudanças ,esperadas para a

pr~

xima década no ambiente das bibl iotecas acadêmicas e de seus
profissionais.

Ele adianta questões referentes ã

administr~

ção dessas instituições e dos recursos financeiros com
crescente disputa entre recursos informativos

tradicionais

(em papel) e os que incorporam as modernas tecnologias

91

a

(micr~

�fichas, bases de dados, etc.) ,enfim, às modificações que
esperadas no ambiente, missão

são

funções e operações dessas bi-

bliotecas em futuro próximo.
Para fins desta parte da revisão, interessa destacar a futura participação dos bibliotecirios em areas

mais

estimulantes no complexo de ciência e tecnologia, na

medida

que a crescente informatização das bibliotecas os libera para
outras ireas de atuação. VEANER8 ,9 destaca os cursos de orientação bibliogrifica - uma irea vital para mudar a imagem do
profissional - envolvimento no planejamento das

instituições

em que se situam as bibliotecas, produção de estudos e pesqui
sas e efetiva participação em instituições da sociedade

ci-

vil, como as associações científicas.

o

autor não adianta o tipo de currículo

adequado

à nova demanda, e nem era este seu propósito. Mas o trabalho
de HOLLEy lO , recente, que nenhuma ligação tem com o
de
VEANER8 ,9 é üti I na medi da em que defi ne um perfi 1 para o bibliotecirio acadêmico, ou seja, os tipos de conhecimento

ne-

cessirios para seu efetivo domínio do meio ambiente em

que

atuam.
Para o autor, a ignorãncia generalizada a respeito
da natureza dos "colleges" e das universidades tem
em ações contraprodutivas.

resultado

Sua constatação primeira é a

que "os bibliotecirios acadêmicos precisam saber muito
do que as habilidades técnicas que aprendem nas

de
mais

e s co I as" .

"Eles precisam conhecer especialmente o contexto social, econõmico e político no qual a biblioteca opera".

r

surpreendente para o autor que esta visão,

rentemente simples, tenha sido esboçada por ele mesmo,
três décadas passadas, o que só comprova a

92

apahi

dificuldade de efe

�tivo entendimento por p2rte da comunidade.
Esta situação nada tem de surpreendente pois
profissão apresenta um carãter profundamente

a

conservador,

fossilizada que se encontra em metodos, tecnicas e

pro du-

tos tradic,)nais.
Os conhecimentos propostos, e que devem ser

com

binados ao instrumental tecnico, são de quatro tipos:
1 - Fundamentação a respeito da história e

desen

volvimento da educação superior;
2 - História da cultura e do saber;

3

Obtenção do conhecimento em vãrias
nas;

discipli-

e

4 - Avaliação dos resultados da pesquisa

cient;-

fica.
Enquanto os bibliotecãrios permanecem dissociados
do contexto em que atuam, a sociedade do conhecimento

desa-

fi a a ãrea da informação pel a emergênci a de novos papei s
fissionais, orientados para a efetiva incorporação do

pr~

conhe

cimento produzido em todas as esferas da vida social.
Nesse senti do, GROVER 11 apresenta um modelo
curr;culo para bibliotecãrios do futuro, na sociedade

de
pós-

i ndustri al que el e chama de "Soei edade do Conhecimento". Sua
abordagem e de cunho fortemente sociológico e atual.

Cita

diversos autores que dirigem o seu discurso ã teoria, em con
trapartida ao "merito relativo" das habilidades.
colocada

A questão

é: qual o conteudo dos cursos de Ciência da Infor-

mação e das Bibliotecas?

A questão fundamental e possibili-

tar ao profissional a articulação entre teoria, atitudes
habi 1 idades.
Para reforçar seus argumentos, recorre a

93

e

�e salienta a presença do computador como um impulsionador
ra a redefinição do papel dos bibliotecãrios.

p~

O profissional

de biblioteca, no pensamento de GROVER 11, deve ser

preparado

de tal forma que seja capaz de "integrar teoria na

prãtica".

A esse profissional caberia formação mais de natureza

cogni-

tiva, para capacitã-lo a "articular uma filosofia de

profis-

sional de informação e de biblioteca para compreender o

pa-

pel da biblioteca na sua comunidade e dentro da Sociedade".Es
ta filosofia possibilitaria aos bibliotecãrios exercer o
papel de agente de mudanças.

seu

Para GROVERll , outro conhecime~

to necessãrio aos profissionais da ãrea ê o do

comportamento

humano na comunicação da informação e da teoria dos

padrões

gerais de transferência da informação na sociedade, em variãveis referentes a grupos, profissões, raças e idade.
Um dos pontos abordados no trabalho de

GROVER 11,

discutido por SHERA, ê o "conhecimento em si mesmo", isto

e,

como "o conhecimento ê coordenado, integrado e colocado

no

trabalho".

Essa questão nio tem sido estudada e sim como

o

conhecimento se desenvolve e aumenta.
O modelo criado por GROVER 11 ê eminentemente teõri
co e desenvolvido em torno de sistemas de informaçio,

inclu-

sive administração de sistemas de informação.
O documento sugere que para o profissional

criar

serviços apropriados a um meio ambiente particular, tem
partir da "compreensão das funções sociais das
centros de informação (educacional, cultural,

bibliotecas e
informacional,

de pesquisa, de recreaçio e bibliogrãficos)".
O mo dl
e o de GROVER 11 propoe,
tambem,
para que
estudantes adquiram maior conhecimento. disciplinas
compat;veis com os objetivos de suas carreiras

94

que

os

eletivas

profissionais,

�em duas a reas:
- administração de bibliotecas e informação;

e

- desenho de sistemas de informação.
Levantamento feito pela Associação de Administração de Processamento de Dados, pela Associação de Indüstri- 6 e outras, constataram a expansao
as da Informaçao

acentuada

do mercado de carreiras alternativas no setor da informação.
E e exatamente a preparação para esse novo mercado o
da contribuição de DOSA 6 .

tema

Segundo a autora, trata-se de

um

desafio que se transforma num dilema para o planejamento

de

cursos de informação.

de

Ela observa que, quando os cursos

Ciência da Informação promovem cursos em Ciências

Sociais,

tais como, Sociologia do conhecimento, Polltica de informa ção, etc., atraem estudantes de outros departamentos.
convivência e interação interdisciplinares e

Essa

en ri quecedora

e, alem de expandir os horizontes, amplia tambem o

mercado

de trabalho.
A contri buição de DOSA 6 parte da constatação
que o estoque de informação/conhecimento e muito maior

de
do

que sua efetiva incorporação pela sociedade norte-americana.
Constatação, aliãs, nada atual se pensarmos que a Ciência da
Utilização do Conhecimento, que se institui no final dos

a-

nos 60, se fundamenta igualmente em tal pressuposto.
Não obstante a "velha" pedra
tribuição e fertil

de toque, sua

por propor papeis profissionais

con-

emergen-

tes para fazer face ao novo desafio: deslocamento das

fun-

ções de preparação dos meios informacionais para a de transferência de informação, esta entendida como a tradução

do

conhecimento produzido em ação.
Os novos papeis profissionais se situam na

95

a re a

�de transferência da informação.

Os curriculos de Biblioteco-

nomia incluem apenas fragmentos de um ou de outro, dai

ser

necessãria inovação educacional para atendimento das demandas
especificas da sociedade norte-americana, com fins de:
a) Administração dos recursos informativos -

pela

necessidade de integração do planejamento/administração/avaliação dos vãrios processos e

sis

temas de informação em qualquer tipo de organização; o novo papel se orienta para a compreensão dos aspectos psicológicos, sociais, politicos, econômicos e legais da administração

dos

sistemas de informação e dos serviços e comunicação com os usuãrios;
b) assessoramento informacional - se orienta
funcionar como interface entre os sistemas

para
de

informação e o usuãrio,e pressupõe grande capacidade para explorar fontes de informação
parte dos que aqui se situam.

Esta nova

por
a rea

deve ser capaz de fornecer orientação personall
zada em qualquer ãrea de especialização e

re-

empacotar a informação em unidades e formas uti
lizãveis; assistentes de pesquisa, consultores,
assistentes legislativos desempenham muitas des
sas funções, ainda que nunca tenham

escutado

fal ar a respei to do novo papel;
c) utilização da pesquisa - relacionada com a difu
são e utilização da informação que se

origina

de pesquisa cientifico-tecnológica; a

atuação

nesta ãrea inclui o dominio dos metodos de disseminação da informação e o entendimento de as-

96

�pectos da soci 01 ogi a

do conhecimento e dos

p~

cessos de inovação tecnológica e social;
d) redes de interação social - se relaciona

participa~

o estudo da interação entre vãrios
tes para fi ns de intercãmbio de

com

informação,

tanto direto quanto mediado por computadores e
telecomunicações; o objetivo das redes se

si-

tua desde a mera transferência de dados ate
criação e intercãmbio do conhecimento;

e

e) disseminação publica da informação - parte

do

reconhecimento que o fluxo de informação
mão-unica, tipo SOl, não atende às

a

de

necessida-

des de interação entre vãrios participantes,por
conta da crescente atuação publica nos

campos

da saude preventiva. preservação do meio ambiente, consumo de energia e dos recursos da
nologia da informação/comunicação; o

te~

especia-

lista das informação e visto, ele mesmo,

como

um recurso informativo para indivlduos e grupos
sociais.
A inovação educacional que se faz necessãria para
o exerclcio dos novos papeis deve considerar areas interdisciplinares contidas na transferência da informação e o papel
do profissional, o que incluiria "atitudes, abordagem,
de pensar e visão do mundo".

Isso implica num

modo

re f e re n c i a 1

teórico, "num sistema de valores éticos e num conjunto de
bilidades".

h~

O profissional formaria "uma ponte entre a tra-

dição e as mudanças".

A duvida fica na ênfase a ser

dada à

generalização ou à especialização.
Um conteudo que emerge de imediato de suas

97

apre-

�entendimento

ciações para o novo currículo diz respeito ao

dos aspectos humanos da transferência do conhecimento para sua
incorporação na solução dos problemas científicos, técnicos,
sociais e políticos.

Ou, nas palavras da prôpria autora,para

"integrar a informação ao mundo de conhecimento do usuirio".
DOSA 6 não propõe conteúdos curriculares para as no
vas ireas de atuação,mas a última contribuição revista, a de
VOGEL ll , relata experiência de um curso de pôs-graduação. com
dois anos de duração. na Universidade de Konstanz

(República

Federal da Alemanha), para formação de especialistas em areas
de assessoramento informacional e administração da

informa-

ção.

O programa é oferecido pelo Departamento de Ciência Po1 íti ca e Admi ni stração12 e um dos requi si tos para admi ssão é
o candidado ji ter completado outro curso de põs-graduaçãocom
nível de mestrado.
A emergência destes novos campos tem como pano
fundo "o ripido aumento da quantidade de informação

ae

disponí-

vel (explosão da informação), os diferentes tipos de informação necessiria, a amplitude

do mercado internacional de infor-

mação e" 12 .•. "o uso crescente da tecnologia a qual é concebi
da para faci 1 i tar o uso da i n formação mas que. na verdade ,cria
novas barreiras, pelo menos para aqueles que não são

treina-

dos para seu uso"12.
O assessoramento informacional opera com "a utilização planejada e a transformação do 'know.how' existente

na

sociedade, com o objetivo de satisfazer as necessidades de in
formação"12 dos usuirios, enquanto indivíduos.
A administração da informação, por sua vez, se
rienta para a organização da transferência e do
to informaci onal.

o-

assessoramen

O objeti vo aqui é "o refinamento dos

pro-

cessos internos de informação"12 e não a utilização e avalia-

98

�ção da informação, area típica de atuação do assessor informacional.

o conhecimento necessãrio para o exercício do asses so ramento

informacional se situa no domlnio dos

nos sistemas de informação

moder-

disponíveis no mercado interna pr~

cional, seus conteudos, estrutura, forma de acessã-los e
ços.

r

necessãrio, ainda, o domínio de técnicas de

indexação e linguagens documentãrias.

resumo,

Outras habilidades são

requeridas como a de comunicação com os usuãrios,

anãlises

de custo/benefício (administração dos negócios), ciência

da

computação e lingUística informacional.
O administrador da informação apresenta
rísticas típicas de um cientista social.

caracte-

Ele deve

domi na r

teorias e metodos de pesquisa social, pois uma de suas tarefas bãsicas é a concepção e operação de sistemas de

informa

r

necessa

ção para atender às necessidades da organização.
rio, ainda, o conhecimento dos padrões de fluxo da

informa-

ção, bem como de técnicas de anãlise, concepção e implement!
çao de sistemas para que seja possível "refinar os

proces-

sos i nternos de informação" 12.
A duração do curso e de 850 horas, em período

de

dois anos, COm conteudo curricular bãsico idêntico para
dois tipos de especialistas; a carga horãria é que é
ou menos intensiva.

os
mais

O programa prevê, ainda, disciplinas e-

letivas que variam conforme o perfil anterior do candidato.
Os comentãrios de VOGEL 12 a respeito do mercado de
trabalho são muito apropriados para a situação brasileira e,
por tal razão, merecem destaque.
A carga horãria para os cursos obrigatórios é reconhecida como grande.

Entretanto, tal procedimento visa

99

a

�garantir preparação para ampla gama de possibilidades do

mer

cado de trabalho, o qual, ainda não estabelecido, exige adap·
tabilidade ãs demandas que coloca sob o aparato

educacional.

Assim, somente formação abrangente, em cariter compuls5rio,p!
de garantir a abertura necessiria a um mercado em formação.

3.1.2

Literatura Brasileira
A"pedra de

toque"do~

artigos que pensam a formação

é a inserção das disciplinas técnicas profissionais no
to social em que se situa a nossa pritica.
tal

tend~ncia.

r

conte~

sintomãtico que

jã presente em contribuições da década de

70,

e consolidadas em documento avaliativo "O Ensino da Bibliote·
conomia no Brasil"13. continue a marcar parte da produção dos
anos 80.
Por tal razão. selecionamos apenas algumas contribuições que expressam essa tend~ncia: VIEIRA 14 ,15, MUELLER 16 e

POLKE1~
A salda para o impasse em que nos encontramos

é.

sem duvida alguma. a p5s·graduação. esta entendida como o lu
gar ideal para transformar mentalidades e criar os conteudos
transdisciplinares de que tanto nos ressentimos.
mos apenas uma contribuição.

a de PAIM

tativa da pritica que permeia . com

18

Seleciona·

• por ser represen·

~nfase

no contexto· ain

da que com resultados diferentes. a p5s·graduação no Brasil.
Tal salda. entretanto. tem injunções pollticas oriundas da disputa pelo poder no âmbito da põs·graduação. Es
te o tema da contribuição de REIS &amp; REIS 19 • ao avaliarem
o
curso de mestrado da UFMG.
O rompimento do impasse em que nos encontramos
lento.

é

Prova disso nos é fornecida pela implantação do novo

100

�currículo de Biblioteconomia, na UnB, e pela recentíssima in
trodução da ãrea de tecnologia da informação no currículo da
graduação do curso oferecido nessa Universidade.
Para finalizar, o discurso do 19 Encontro de Ensi
no em Biblioteconomia e Ciência da Informação, ocorrido
início deste ano.

Aqui é possível perceber a velha

no

retóri-

ca, ainda não alterada em sua essência, na medida em que nao
se articulam, no âmbito da classe, propostas concretas
fazer

para

face aos novos desafios.
Para VIEIRA 15 - que pensa o bi bl iotecãrio

como

"agente social com função de catalizador e difusor do conhecimento socialmente produzido" - um currículo deve

integrar

o conhecimento das atitudes requeridas pela nova

postura(fl~

xibilidade/criatividade), das teorias de outras

disciplinas

e das técnicas que propiciam o exercício prãtico da

profis-

são.
Em outro artigo, VIEIRA 14 propõe linhas curriculares para a formação do profissional de informação pois, para
ela, o verdadeiro objeto de estudo da Biblioteconomia é

a

informação.
A elaboração teórica para fundamentar a profissão
se originaria de disciplinas que permitem visão crítica

do

mundo, de um lado e, de outro, a abordagem integrada e metõdica do conhecimento.

A teori a da Bi bl ioteconomi a e suas in

terfaces com as areas afins é igualmente considerada.
Do primeiro conjunto, fazem parte a Filosofia,

e

sua aplicação ã Biblioteconomia, Lógica e LingUística, PsicQ
logia e Pedagogia e Ciências Sociais (organização social, PQ
lítica e econômica de um povo).

São propostas ainda

vãrias

interfaces destas ãreas com a informação, daí resultando con

101

�teudos sobre História da Cultura, Psicologia da motivação, E
conomia da informação, etc.
Da teoria da Biblioteconomia são propostos conteu
dos sobre teoria da informação, da comunicação, da classificação e biblioteconomia comparada, em diversos contextos. In
clui, ainda, tecnologia da informação e da comunicação.
A proposta de VIEIRA 14, densa e estimulante,
cessita da formação inicial de corpo-docente orientado
a elaboração de

conhecimento~,

ne
para

realmente transdisciplinares,

que ainda não estão articulados para os fins a que se destinam.

A autora parece reconhe c er tal necessidade ao mencio-

nar a desejivel "teoria biblioteconõmica transdisciplinar"
como ocorrência de medio prazo.
MUELLER 16 integra três objetivos na proposição de
um currlculo pleno para o Curso de Biblioteconomia da

Unb:

"compreensão da responsabilidade profissional, desenvolvime.!!
to de habilidades especlficas e colocação de certas atitudes
e pontos de vista julgados desejiveis".
Cabe destacar, na contribuição de MUELLER16,

pelo

que tem de comum com nossa vivência, o relato de uma experiência quando da integração a esse curriculo de uma disciplina que enfocasse o meio ambiente de nossa pritica.

Não

foi

localizada no catilogo da Unb nenhuma disciplina que pudesse
fornecer tal conteudo.

Dal que a sol ução foi cri ar "Bi bl io-

teconomia e a Sociedade Brasileira" para garantir a presença
de tópicos necessirios ã apreensão do meio ambiente.

o que esta experiência tem em comum com a

nossa

diz respeito ã necessidade de criação/reunião/articulação de
conhecimentos os mais diversos para transmitirmos noções que
aprendemos na escola da vida profissional.

102

Estas

resul tam

�espectro

da diversidade de nossas trajetórias por um amplo
de ambientes em que flui a informação - ciência

tecnolo

e

gia, setor produtivo, exercício da cidadania, bibliotecas pQ
blicas e escolares - realizando estudos e pesquisas em que a
convivência com o novo nos desvenda ãreas de saber nunca dan
tes navegadas, fundamentais para a apreensão do ambiente que
pretendíamos compreender.
Nesse sentido e que vemos na profissão um carãter
transdisciplinar, na medida em que tenta integrar o

contex-

to, o ambiente, o cenãrio para a compreensão do aspecto rela
pod~

cional da informação - esta não existe no abstrato e só

r

mos compreendê-la sempre em relação a alguma coisa.

neces

sãrio um movimento a nível do cognitivo que nos permita

ver

alem dos conteudos disciplinares que jã estão dados, o estabelecimento de uma "ponte" que permita um movimento de

mão-

dupla informação/contexto, com desenvoltura e segurança.
se sentido, a

prof~ssão

parece reunir muito pouco que

Ne~

seja

interdisciplinar, este entendido como aquilo que e comum,que
é recíproco a duas ou mais disciplinas.

Se novos

conteudos

forem ministrados a partir desta perspectiva, corremos o

ri~

co de tornã-los abstratos, em nada contribuindo para esclare
cer sobre sua verdadeira função.
A este aspecto do novo, do inusitado, as observações de POLKE 17 acrescentam mais uma dificuldade que tem
ver com o carãter de profunda instabilidade do meio
dos países periféricos.

a

social

Para conviver com tal peculiaridade

ela sugere propiciar ao bibliotecãrio uma consciência social
que lhe garanta movimentar-se e direcionar-se em
desta natureza.

situações

Muito embora este aspecto social da consci-

ência seja importante, ele, isolado, não

103

instrumentaliza

o

�bibliotecãrio com elementos para a intervenção social.

Dal

que a aquisição desta consciência deve caminhar junto com
de natureza polltica, propiciando a efetiva participação
processo de poder: este não

e algo

que se toma, mas que

a
no
se

cria no interior da própria sociedade.
A ausência desta competência polltica

e

constata-

da na falta de representatividade dos bibliotecãrios nos cole
giados atuantes no meio acadêmico e que detêm o poder de deci
são, principalmente quanto ã divisão de recursos.
Ao lado disso, outra fato ratifica esta

si tuação

marginal, qual seja, a da estrutura organizacional das biblio
tecas em nlveis baixos da hierarquia acadêmica,

contribuindo

para sua vinculação distanciada do núcleo do poder.
PAIM 18
ção em Minas.

fala-nos da experiência com a pós-gradua -

O contexto se faz presente nas ãreas de concen

tração e nas linhas de pesquisa que atribuem ênfase aos temas
nacionais e ao questionamento da Biblioteconomia que aqui

se

pratica.
As ãreas de concentração são dirigidas para a circulação da informação no âmbito da comunidade publica,

dos

"desassistidos de informação" (Biblioteca e Educação) e na

e~

fera de produção e transferência da informaçã.o cientHica(Biblioteca e Informação Especializada).
A tradução das concepções teóricas de uma dada rea
lidade

e

um processo polltico, sujeito a pressões de

grupos

de interesses diversos que se articulam em uma ou outra direção.
Em avaliação realizada por alunos do mestrado

da

UFMG 19 , a conclusão destaca aspectos macro e micro-ambientais
que dificultam "a dinamização dos cursos de pós-graduação

104

em

�qualquer unidade da Universidade, haja vista qUe ,)'
serâo influenciados por quest6es

mais gerais da

tituiçâo e que resultam da problemãtica polltici'.

me

~IIIOS

pr~pria
€'

in!

social da

sociedade brasileira".
As autoras apontam para problemas decorrentes
visão subalterna da profissão. da predominância

da

feminina -

"as mulheres são percebidas como submissas, passivas e

con-

formistas" - e do pequeno porte do grupo da p5s-graduaçâo no
âmbi to da UFMG.

Dal emerge baixa representatividade e poder

no âmbito mais geral das decisões acadêmicas.
Outros problemas dizem respeito aos aspectos
operaçao do pr5prio mestrado.

Assim

e que

de

a freqaência

a

disciplinas oferecidas por outros cursos - e que forneceriam
a visão do contexto ocorre

e

e

via de regra impossibilitada: o

que

"falta de interesse em atender a essa demanda, pOis

opõem restrições e dificuldades. justificadas por:
de professores,

n~mero

carência

limitado de vagas, etc."

Destas e doutras dificuldades, como a falta
professores preparados para a orientação

de

de teses, o que não

ê atributo apenas do curso da UFMG. emerge a conclusão do tra
balho: a relação macro/micro estruturasse combina em "jogo de
forças entre grupos com nlveis de poder diferenciados, com

~

posições mascaradas entre correntes que querem manter

o

"status quo" e outros que pretendem transformações.Ver-se-ão
alianças e conchavos entre os grupos, estando relegada a segundo plano a busca de respostas às questões da sociedade
dos próprios alunos, que como representantes dos

e

diferentes

estratos sociais trazem à "torre de marfim" aquelas contradi
19

ções".

O ultimo conjunto de documentos revistos apontam

105

�problemas para incorporar os novos ensinamentos no âmbito da
graduação.
A contribuição de TARAPANOFF 20 mostra o quanto

ê

lento o rompimento com os aspectos operacionais, não no sentido de exclul-los, mas de integrã-los substantivamente

ao

conhecimento dos aspectos em que pode se fundamentar a nossa
prãtica.
No currlculo pleno para a formação bibliotecãria,
em vigor na UnB em 1984, a ênfase recai sobre as materias de
formação profissional e instrumental (75%), enquanto a funda
mentação teórica ocupa apenas 15%.
MIRANDA, ROBREDO e CUNHA 2l relatam a recente exp!
riência com o ensino das novas tecnologias da informação
curso de graduação da UnB.

no

Eles mencionam o processo acele-

rado de informatização da sociedade brasileira, o que se dã
principalmente pelos avanços provocados pela reserva de mercado.

Reconhecem o quanto o novo currlculo deixa a

desejar

em materia de automação e apontam para as dificuldades

en-

frentadas pelas bibliotecas e sistemas de informação, no Bra
sil, para incorporação das modernas tecnologias no processamento de seus serviços e produtos: os exemplos de automação
integrada de todas as tarefas são bastante limitados em

qua~

tidade e qualidade.
Um claro indicador das dificuldades em operar
mudanças necessãrias e a conclusão a que chegam os

as

parti c.!.

pantes do lQ Encontro Nacional do Ensino da Biblioteconomia
e Ciência da Informaçã0 22 , a respeito da "falta de capacitação pedagógica e metodológica dos docentes para

implementar

o novo currlculo."
Merece destaque, neste Encontro, a retórica

106

da

�discussão, por ser reveladora do impasse em que nos encontra
mos: a inexistência de vontade politica

organizada e de

postas concretas para superar situações hã muito
como impeditivas de articulação efetiva com as

pr~

detectadas
necessidades

da sociedade brasileira.
Para os participantes do 19 ENEBCI. e

preciso

que os cursos sejam "suficientemente realistas", mas a reali
dade estã ausente da discussão.

O documento menciona,

tam-

bem. a necessidade de se estabelecer nova definição da Bibli
oteconomia" para que o ensino e a pesquisa possam atender aos
interesses mais legitimos da comunidade cientifica.
e cultural brasileira".

Aponta, ainda, para a

tecnica

necessidade

de "tornar possivel a recuperação de uma imagem que e aceita
mundialmente," mas nada adianta para esclarecer que imagem e
esta.

107

�3.2

Bibliotecário e Sociedade: imagem e auto-imagem
Os trabalhos estudados sobre o bibliotecário

en-

quanto profissional, expressam duas tendências: uma, do pensamento da sociedade em geral e, no caso de VEANER 8 ,9, da co
munidade acadêmica em particular, sobre o bibliotecário

e,

a outra, da vi são que este profi ssi onal tem de si mesmo.
Há evidências do descompasso entre a formação

e

as novas demandas do mercado, criadas pela sociedade informa
tizada.
Na sua revisão de literatura, OLIVEIRA

23

cita BUN

DY e WASSERMAN e suas observações sobre as transformações so
ciais ocorridas, sobretudo a partir da decada de 60 e que te
riam compelido o bibliotecário

a uma mudança de

comportame~

to, no que se refere a "autoridade, autonomia, criatividade,
dinamismo, disposição para mudança e consciência social".
Da literatura estrangeira. destaca-se VEANER8'~na
análise das mudanças de mercado decorrentes das modernas tec
nologias e da atuação privada no setor.

Em projeção para

a

decada de 85/95, afirma que,com as novas tecnologias de

in-

formação, as tarefas de produção vão diminuir, enquanto

au-

mentará a necessidade de "qualificação, conhecimento, atitudes e habilidades nas relações intelectuais e humanas"8,?

O

bibliotecário terá que ser flexlvel para conviver com as mudanças que, vistas de forma negativa, representarão uma

ameaça

e, de forma positiva, serão transformadas em "possibilidades
de ouro".

VEANER 8 ,9 acredita que os problemas residem no as

pecto "intanglvel" dos serviços bibliotecários, entre

os

quais a criatividade.
Os documentos estudados por OLIVEIRA23

confi rmam

isso pois, de um modo geral, criticam as atitudes conservado

108

�ras, passivas e pouco crlticas dos bibliotecãrios.
da a criatividade que, juntamente com dinamismo e

E

e

ain-

compet~n­

cia, formam o conjunto de qualidades citadas por VIEIRA 15 c~
mo garantia de mercado de trabalho e razão de sucesso, mesmo
em fase de recessão econômica e diante dos desafios da Infor
mãtica.
Para OLIVEIRA 23 , hã uma defasagem entre a
ção acadêmica e o desenvolvimento da profissão,

forma-

considerand~

se a rapidez das mudanças sociais, o que para ela seria parcialmente sanado pela educação contínua.

VEANER8,~ no seu trabalho extremamente

oportuno,

procura desvendar as causas da imagem negativa que a comunidade acadêmica tem do bibliotecãrio, profissão
de 2a. c 1 as se.

Pro f e s s ore s e p esq li i s a do re s

considerada
universitãrios

não reconhecem os bibliotecãrios como seus pares e, pior,nem
a sua responsabilidade fundamental no processo de ensino. Eles vêem o bibliotecãrio ~omo algo entre "secretãrio e supe!
visor de depôsito"8,9

o

que teria concorrido para que o

bibliotecãrio

assumisse postura tal que leva o meio acadêmico a subestimãlo?

VEANER8,9identifica fatores relacionados ao sistema uni-

versitãrio e ã prõpria classe.

No primeiro caso, estã a bu-

rocracia, que contribui para a inércia do bibliotecãrio, sendo a
"atomização da profissão" um reflexo da organização acadêmica em geraL

Do outro lado, "modelos descritivos de tarefas

bibliotecãrias", que escondem o
fissão.

conte~do

intelectual da pro-

Ele aponta, ainda, a falta de tempo do

bibliotecã-

rio para desenvolver pesquisas e o fato de que sua
vivência

não depende de produtividade.

$

obre-

Prosseguindo o

seu

raciocínio, VEANER 8 ,9 indaga: "como vencer a inércia organi-

109

�zacional, como fazer para que os bibliotecários construam co.!!!,
promissos intelectuais""( Ele próprio responde, declarando que
a mudança de imagem depende da habilidade política e criatividade, aqui, novamente mencionada.

Ao contrário da maioria

dos autores que estudou o assunto, VEANER8 ,9 chega às

sol u-

ções, algumas já mencionadas no capítulo 3.1.1, sugerindo aos
bibliotecários que:
- se envolvam no planejamento acadêmico;
- organiz m e participem de cursos de

orientação

bibliográfica;
participem do trabalho de associações científicas;
- realizem intercâmbio profissional;

e

- participem de seminários.
Uma das explicações de VEANER 8,9 para a

condição

inferiorizada do bibliotecário e original: ele compara o bibliotecãrio a outros profissionais como o medico, por

exem-

plo, que trabalha em situações emergenciais e finitas.

A

estes os clientes entregam suas vidas mas não lhes e ensinada a cura.

Jã o bibliotecãrio compartilha a sua experiência

com o usuário, ensinando-o a utilizar a biblioteca, sem
pendência.
ceptível

ea

E não cobra nada.

No entanto, o que não

e

deper-

natureza infinHa da função do bibl iotecário Po!

que o conhecimento não se esgota.

O limite existente e

o

da "capacidade, curiosidade e engenhosidade dos usuãrios".
Para VEANER 8 ,9, na busca ã competência, o requis.:!..
to não e a qualificação tecnica e sim o "background", a formação mais abrangente, o que ele qualificou de "intangível":
"processos de pensamento, totalidade do conhecimento, o
telecto, o julgamento, a qualidade das relações

110

in-

interpesso-

�ai s

11

•

No âmbito do Brasil, VIEIRA 15 realizou uma pesqul
sa sobre o mercado de trabalho do bibliotecãrio, inserida na
disciplina Seminãrios, do Curso de Biblioteconomia da Univer
sidade Fede ral de Minas Gerais - UFMG, usando como metodologia palestras e leitura de texto e aplicando pre e pós-testê
nos alunos participantes.

Foram convidados para os

seminã-

rios profissionais considerados bem-sucedidos e que desenvol
vem ati vi dades "menos convencionai s", com o objeti vo de analisar as razões de seu sucesso profissional.
A autora partiu de sua própria convicção de
o potencial do trabalho do bibliotecãrio vai além dos

que
limi-

tes da biblioteca e atribuiu papeis aos bibliotecãrios.
discussão traz subsldios para o estudo da imagem e da
imagem do bibliotecãrio.

Sua
arte-

As conclusões do trabalho

compro-

vam que os alunos, antes dos seminãrios, tinham uma

visão

restrita, impressionista, da profissão de bibliotecãrio, limitada ao ambiente da bibl ioteca, sem estender as suas

fun-

ções ã sociedade como um todo. Enquanto no pre-teste o

bi-

bliotecãrio foi visto como técnico, administrador e profissl
onal da informação/agente social da informação, no pós-teste
passou a ser 01 hado como profissional de informação/agente
cial da informação e agente sócio-polltico.

Portanto, a

cepção da dimensão maior da profissão só foi posslvel
as palestras e a leitura do texto, realizadas no

s~

pe~

após

decorrer

dos Seminãrios.
A outra autora brasileira, jã mencionada no

ini-

cio deste capltulo, é OLIVEIRA 23 , que analisa a Bibliotecono
mia enquanto profissão e dados relativos a atitudes de pro fissionais que nela atuam, considerando os seguintes

11'1

fato-

�res: remuneração, requisitos intelectuais e mecânicos, condiç~es

de trabalho, "status" profissional, estere6tipo e

cons-

ciênci a soci a1 •
OLIVEIRA 23 identifica, ainda, "a natureza do

tra-

balho, o sa1ãrio, o comportamento profissional e a auto-estima profissional como fatores influentes nas atividades

profi~

A sua hip6tese bãsica i que es-

sionais dos bibliotecãrios".

q ua i s

sas atitudes diferem segundo o tipo de biblioteca nas

atuam, o que não foi confirmado no decorrer do estudo, no que
tange ã natureza do trabalho.

O bibliotecãrio brasileiro

a-

traba-

credita no carãter intelectual e na utilidade de seu

lho, o que não coincide com as opiniões contidas na literatura especializada no assunto.

falta

Dai pode-se deduzir que

ao bibliotecãrio, capacidade critica para analisar a sua pr6pria atividade.

O tipo de biblioteca que influencia a atitu-

de i aquela cujos objetivos e politicas não estão

definidos.

Finalmente, i constatada a existência de

valores,

tais como, "inovação, independência, espirito liberal e liderança", o que leva a autora a concluir que os

profi ssionais

"possuem elementos bãsicos e predisposição para o desenvolvimento e fortalecimento da Biblioteconomia como

pro f i s são" .

Então, perguntamos, o que falta ou i preciso fazer para
isso ocorra, efetivamente?

Respondemos: mudança,

de mentalidade e de postura profissional.

sobretudo

A via natural

possivel para impulsionar essas transformações i a

fissional - a passagem do plano da idealização para a

tionadores e motivadores.

112

e

educação.

Portanto, a solução repousa essencialmente na formação

ção depende da reconstrução de novos programas de

que

prorealiz~

ensino,que~

�3.3

Problemas das Bibliotecas Universitãrias
Ao se planejar um curso de especialização para bi-

bl iotecãrios de bibl iotecas universitãrias especializadas ,não
se poderia analisar apenas a formação profissional,

deixando

ã margem o estudo das bibl iotecas porque "profissional ismo
educação profissional são vasos comunicantes".

E

~

e

exatamen-

te nas bibliotecas especializadas e universitãrias que

estã

concentrada a maioria dos bibliotecãrios brasileiros do

Rio

e de

São Paulo.

Essas bibliotecas deveriam ser, de

acordo

com os principios da nova pOlitica universitãria, "meios

de

interligação com a comunidade".
A identificação dos principais problemas deste tipo de bi bl ioteca

~

real i zada tanto a parti r da 1 iteratura es-

pecializada quanto do conhecimento de causa.
Da literatura especializada, foram
25

selecionados

26-30

CARVALHO e MIRANDA, autores que vêm abordando as questões relativas ãs bibliotecas universitãrias em diversos
e enfoques.

Al~m

desses, foram estudados alguns

trabalhos
documentos

produzidos para os Seminãrios Nacionais de Bibliotecas Univer
sitãrias e o 19 Plano Nacional de Bibliotecas UniversitãriasP NB U.

O que se depreende

~

que as situações

apontadas

como problemãticas em bibliotecas universitãrias, são

pratic~

mente todas as do universo de uma biblioteca, em grau

de

maior complexidade.
Para tal, tem contribuido a crise, tanto de

prin-

cipios quanto financeira, pela qual passa a universidade brasileira e que se reflete duplamente em nossa area:

formação

profissional deficiente e bibliotecas universitãrias

inadequ~

113

�das enquanto infra-estrutura de organizações que têm na informação/conhecimento, a matéria-prima de seu trabalho.
Para discutir problemas especificos de

biblioteSem~

cas universitãrias, vêm sendo realizados, desde 1978, os
nãrios Nacionais de Bibliotecas Universitãrias, num total

de

quatro, até hoje.
~

O 3Q Seminário questionou, entre outros assuntos,a
formação profissional e concluiu pela seguinte

recomendação:

- a promoção de "cursos regulares de treinamento e
aperfeiçoamento para bibliotecãrios, não só rela
cionados com suas tarefas tipicas, como

também

com as areas de conhecimento onde ele atua".
No 4Q Seminãrio de Bibliotecas Universitárias~2rea
lizado em Campinas, em fevereiro de 1985, o Instituto
leiro de Informação em Ciência e Tecnologia-IBICT

Brasi-

apresentou

um documento reunindo recomendações de diversas reuniões

so-

bre bibliotecas universitárias· que, após discutido mais

am-

plamente, foi reelaborado e veio a servir de base para o
19
33,34
Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias-PNBU, do
qual
posteriormente trataremos.
Até então, os problemas detectados vinham
repisados, sem que houvesse um estudo critico que

sendo
indicasse

o quanto ou como vêm sendo solucionados.
Contrariamente ã situação brasileira, no exterior,
em revisão critica de 12 estudos realizados em bibliotecas u35

niversitãrias, ERICKSON chega a uma conclusão alentadora:
775 recomendações, mais da metade foi implementada, e
25% não foram concretizadas.

apenas

Por outro lado, a maioria

bibliotecas universitãrias onde foram realizados estudos

114

de

das
de

�usuãrios teve,

co~o

conseqOências diretas ou indiretas desses

estudos, melhoria quanto a recursos, pessoal e serviços.
Os estudos de usuãrios braslleiros, embora
giem bibliotecas universitãrias, não apresentam

privil~

continuidade

que permitam acompanhar a solução ou não dos problemas apont!
35

dos, exceto o estudo de KREMER, cujos resultados permitiram i
PUC realizar modificações para melhor atender aos usuãrios de
seu sistema de bibliotecas.
A situação das bibliotecas universitãrias·~ anali25
sada por CARVALHO, que identifica, inicialmente, diversidade
de estrutura e de estãgios de organização.

Ao lado da racio-

nalização de recursos e atividades, causadas indiretamente p!
la Reforma Universitãria, hã uma ausência de polTtica no
tor, o que atualmente o MEC/SESU vem implementando,

Se-

atrav~s

33,34

do Plano Nacional de Bibliotecas Universitãrias - PNBU.
partir da existência de uma polTtica,

~

A

possTvel que as bibli

otecãrias universitãrias se constituam num sistema.
~

do a autora

avaliação de desempenho das bibliotecas e,
dificultada pela ausência de dados.

No entanto,

a literatura sobre o assunto atesta baixo nTvel de
nho, o que
estrutura".

~

segu~

desempe-

atribuTdo a "precãrias condições" e "fraca infr!
25
CARVALHO enumera problemas referentes i central.:!.

zação, processos técnicos (ausência de normas e padrões), automação ,comutação ,n"cursos bibl iogrãfi cos,edi fi cações e equi pamen tos, acervo e orçamento.
25
Das falhas constatadas por CARVALHO, duas
particularme~te

estão

relacionadas ã justificativa do curso de esp!

cal ização que planejamos:
- o "distanciamento do bibliotecãrio dos programas

, 115

�globais da instituição, o que o coloca em

posi-

ção inferior dentro da comunidade universitiria~
e

- os bibliotecirios "nio possuiram treinamento especializado nas ireas do conhecimento com

cujas

bibliografias trabalham", nem "informações relevantes sobre outras ireas do conhecimento necessirio aos serviços".
A primeira implica num maior conhecimento da
versidade enquanto

In~tituiçio

de ensino, pesquisa e

Uniexten-

são. assim como do MEC. seus planos e programas, e a segunda,
em fundamentação teórica na área de especialização da biblioteca.

Tanto em relação a uma como a outra, foram

previstas

disciplinas de caráter politico e filosófico que proporcionarão esses conhecimentos, reconhecidamente necessários aos

bi

bliotecirios das bibliotecas universitárias.
25
_
Finalmente, CARVALHO observa a ausencia de programas regulares e cursos especialmente voltados às

bibliotecas

universitirias, o que e colocado entre as prioridades para
solução de problemas da biblioteca universitária e pode

a
ser

33

viabilizado atraves do PNBU.
26-30

MIRANDA praticamente esgota a discussão dos probl!
mas das bibliotecas universitirias e suas ideias são

importa~

tes na medida em que o conteudo de s~u discurso e atual. mesmo em trabalhos de 78. seu enfoque e acentuadamente

politico

e suas preocupações transcendem os temas geralmente

quest;on~

dos quanto a bibliotecas.

r

uma visão mais globalizante

da

biblioteca universitária, sintonizada com os propósitos

do

ensino. pesquisa e extensão e, sobretudo, com a expansão

da

pós-graduação.

116

�27,29

MIRANDA pensa

a

biblioteca universitãria como

um

acomp~

centro de pesquisa que deveria ser, ela própria, para
nhar a universidade moderna e suas transformações.
Ao analisar a tão

pol~mica

questão centralização x

descentralização, vai buscar na abordagem

sist~mica

os

con-

ceitos de flexibilidade, inter-relação e integração e o
despojado da rigidez e radicalismo que

t~m

faz

sido o tom da dis-

cussão entre bibliotecários e comunidade universitária,

o

que reflete mai" resistência a mudanças do que argumentos tec
nicos, administrativos, pollticos ou de bom senso.

MIRANDt?,28

advoga que as decisões sejam tomadas com a participação

de

todos os envolvidos no processo acadêmico.
De todos os problemas debatidos por MIRANDA,
têm relação direta com a presente proposta de curso.

dois

O pri-

meiro, e da necessidade da participação dos bibl iotecários em
nlvel polltico.

Nesse sentido, direcionou os problemas

para

os gerentes, pela natureza administrativa de seu trabalho

e

a conseqUência natural de suas articulações na esfera polltica.
No entanto, embora reconheçamos que a politização
se faz mais premente nos administradores, está latente

nos

Um sistema de bibliotecas, nas

suas

demais bibliotecãrios.

relações com o meio ambiente e na interdependência de

seus

componentes, exige dos profissionais que nele atuam o conheci
mento dessas inter-relações, o que envolve o processo como um
todo e a questão

polltica nele inerente.

O segundo problema diz respeito ã incapacidade

de

as bibliotecas sairem da situação de bibliotecas centrais

e

de setoriais

de graduação, para bibliotecas de pós-graduação.

117

�27

Segundo MIRANDA, da ausência de serviços de informação, para
p5s-graduação, surgiriam as "micro-bibliotecas de p5s-gradu!
ção",

e

a

isto

ele chama de "desafio da p5s-graduação:

A proposta do curso é uma resposta a esse desafio e, ao

mes

mo tempo, uma tentativa de vencê-lo.
Toda a problemãtica das bibliotecas

universitã-

rias, tão extensa e profundamente debatida em reuniões

e

documentos, tem-se arrastado sem que ocorra melhoria, confo!
me antes mencionado.

A situação permanece quase

inalterada

pela ausência de uma polltica para o setor e pela inexistência de uma organização sistêmica em bibliotecas, no

âmbito

de cada universidade.
No entanto, a partir deste ano, com a
33

nalização, pelo MEC, do lQ PNBU, será

posslve1, na

em que for implementado, o desenvolvimento e a
de um

institucio
medida

consolidação

Sistema Nacional de Bibliotecas Universitárias, coor-

denado por um órgão de formulação de pollticas e

programas

para bibliotecas universitárias que, atuando junto ao

MEC,

planeje e viabi1ize diretrizes e ações do PNBU.
O lQ PNBU incentiva e fortalece sistemas de
bliotecas universitirias, coordenados por um órgão

central,

estimula e define padrões de desempenho e estabelece
para o planejamento financeiro, recursos flsicos e

bi-

ações
recursos

humanos, parte na qual se insere o curso ora planejado.
O 1Q PNBU enfatiza a formação e

desenvolvimento

de coleções e inclui, também, diretrizes para o processamento técnico, automação, usuãrios e serviços estimulando, ainda, as atividades das bibliotecas universitãrias em progra mas cooperativos.

118

�Acreditamos que a implementação e continuidade

do

Plano tornarão posslvel as transformações tão necessárias

e

tão esperadas das bibliotecas universitárias, possibilitando
a sua atuação como instrumentos eficientes, ágeis e

modernos

nas ações de ensino, pesquisa e extensão da Universidade.
Finalmente, sobre o conhecimento de causa de

que

fala o inlcio do capltulo, temos a acrescentar que, nos diver
sos tipos de atividades desempenhadas pelas autoras,

quer

seja como bibliotecárias de bibliotecas universitárias,

quer

como docentes, tanto na graduação quanto na pós-graduação
mais

rece~temente,

no planejamento de cursos de

e,

especializa-

ção e na coordenação de um sistema de bibliotecas universitárias, essa prática, qualquer que seja o nlvel, corrobora

os

problemas debatidos pela literatura sobre o assunto ou discutidos em reuniões de bibliotecas universitãrias.

3.3. 1

Bibliotecas Universitárias Especializadas e
Cursos de Pós-Graduação
Dados oriundos do Guia de bibliotecas

universitã-

36

rias brasileiras, ainda que defasados, pois a coleta data

de

1977-78, indicam um universo total de 487 bibliotecas universitárias, das quais 426 são especializadas.
especialização, na maioria dos casos,

e

Entretanto, essa

na acepção mais

am-

e, em grandes áreas do conhecimento. Nes25
se quadro, CARVALHO constata outro problema, a este estreitapla do termo, isto

mente interligado - a falta de definição de áreas de especialização das bibliotecas setoriais - o que contribui para
inadequação dos acervos aos usuários que as bibliotecas

a
aten

demo
28

Já em 1980, MIRANDA alertava para a

119

prol iferação

�de bibliotecas universitárias que, nessa ocasião, estariam em
torno de 700 e para a dificuldade de controle e cadastramento,
agravada pelas ocorrências de fusão, desmembramento, mudanças
de endereço e, até mesmo, pela existência de bibliotecas"clan
destinas".
Entre essas bibliotecas, aparentemente tão numerosas e os cursos de pés-graduação já implantados nas universidades brasileiras, não há equilibrio quantitativo nem qualita
37

tivo.

-

Segundo documento da CAPES, atualmente funcionam

799

cursos de pés-graduação, tendo sido credenciados mais 49,
partir de 85, o que totalizada 848.

a

Esses cursos, evidente -

mente, precisam de infra-estrutura minima de informação

que

possibilite o desenvolvimento de atividades didáticas e

de

pesquisa.

Não se está pregando, aqui, a proliferação nem

descentralização de bibliotecas e sim a formação de

a

núcleos

de acervos especializados, com literatura relevante e

corren
co~

te e a prestação de serviços de informação de alto nivel,
dizentes com a demanda de informação de professores, alunos
pesquisadores da pés-graduação.

e

O inquestionável é a necessi

dade de apoio bibliográfico para os cursos de pés-graduação e
a qualidade dos serviços e produtos de informação.
_

_

38

O mundo academico, "papirocentrico", gerador

de

conhecimento, é, simultaneamente, consumidor de conhecimento/
documento e constitui um ciclo auto-alimentado, no qual a biblioteca, mais do que um instrumento vital, é um elemento integrador.

Nesse

mundo, a pós-graduação está na vanguarda
39

deve refletir "o novo espirito cientifico", como
mais profundamente se pensa e repensa, se constrói e
trói e se inova e renova.

onde
recons-

E caberia ã biblioteca/Centro

informação aplacar e responder ã prece de Bachelard: "fome
39

nossa de cada dia, nos dai hoje".

120

e

de

�4. PROPOSTA DE UM CURSO DE ESPECIALIZAÇAO
A proposta se embasa em dois aspectos:
a) levantamento do estado atual dos cursos de especial ização no Brasil, ocasião em que se
tata ausência de programas orientados para
clientela selecionada - bibliotecãrios

con~

a
dos

centros de pôs-graduação;
b) justificativa dos conteudos curriculares conce
bidos a partir de ausências/necessidades

evi-

denciadas na revisão da literatura; o pano

de

fundo que orienta as proposições é o papel que
devem desempenhar as bibliotecas

especializa-

das no complexo cientlfico-tecnolõgico

brasi-

1 e i ro .

A partir dal, os objetivos do curso e a estrutura
curri cul ar são defini dos.

4.1

Estado Atual dos Cursos de Especialização no Brasil
A proposta de um curso de especialização

voltado

especificamente para bibliotecãrios de bibliotecas universitãrias implica no levantamento dos cursos de

especialização

em funcionamento no Brasil.

o

curso pioneiro é o hoje intitulado Curso de Es-

pecial ização em Documentação e Informação - CDC40
ciado em 1955, no antigo Instituto Brasileiro de
fia e Documentação - IBBD, com o nome de Curso de
Bibliogrãfica e, nesse ano, dedicado às Ciências

Foi iniBibliograPesquisa
Naturais.

Na sua concepção original, o CDC pretendia especial izar

pr~

fissionais em informação nos campos da Ciência e Tecnologia.
ConseqUentemente,

J

curso era aberto também

121

a profissionais

�de outra formação que não

Biblioteconomia e a cada ano

escolhida uma determinada área.

era

De 1964 em diante, passou a

ser chamado Curso de Documentação Cientifica, realizado

em

convênio com a UFRJ e, a partir de 1984, transformou-se

em

Curso de Especialização em Documentação e Informação, funcio
nando na Escola de Comunicação da UFRJ.
O CDC, diferentemente de alguns cursos de

especi~

1ização, vem funcionando ininterruptamente hã 31 anos, tendo
especializado mais de 600 alunos, entre brasileiros e estran
geiros dos demais paises latinoamericanos.
No decorrer desse tempo, o CDC vem sofrendo alterações curriculares, não somente em função das mudanças admi
nistrativas, como de sua própria filosofia para atender novas
demandas de mercado.

Mais recentemente, já na decada de 80,

o curso pretendeu atender a profissionais de

Bib1iotecono-

mia, para capacitã-10s a implantar o novo curricu10
de Biblioteconomia.

minimo

No entanto, a clientela do curso

não

consolidou esse propósito pois dela não fizeram parte

profe~

sores.

O que se percebe, ainda que numa análise superficial

das disciplinas e conteudos pragmáticos, e a tendência a

am

p1iar o escopo do curso, pela inclusão do contexto onde flui
a informação, o que está representado na disciplina Informação, Comunicação e Desenvolvimento.
O numero de cursos de especialização em 1975

era

de um modo geral, insuficiente pois o Plano Nacional de Pós-

Graduação~ , deste ano, apontava a falta de cursos de espec!
a1ização, o que sobrecarregava os cursos de mestrado e douto
rado.
Os demais cursos de especialização são
surgindo nos anos 80, entre os quais os das

122

recentes,

Universidades

�do Rio de Janeiro - UNI-Rio, Universidade Federal Fluminense
UFF, Universidade Federal do Paranã

- UFPr, Universidade Fe

deral da Paraíba - UFPb. os dois ultimas
os.

na ãrea de usuãri-

Fora do ambiente universitãrio, foi promovido, em Brasl

lia, pelo CNPq/IBICT, Fundação Centro de Formação do

Servi-

dor Publico - FUNCEP e Associação dos Bibliotecãrios do
trito Federal - ABDF. o Curso de Especialização em

Ois

Adminis-

tração e Sistemas de Informação. no momento interrompido.
Alem desses, hã uma

proposta de curso de

especi~

lização para a Universidade Federal do Parã, elaborada pelas
autoras deste trabalho e apresentada em março de 1986.
Dos cursos enumerados, merece ser destacado o
UFF 42 , iniciado em agosto de 1986, pelos objetivos comuns

da

i

presente proposta. pois tem como clientela os bibliotecãrios
do Nucleo de Documentação da UFF e bibliotecãrios lotados nas
Universidades do Grande Rio.

O Curso visa a buscar

solução

para melhor adequação dos serviços de informação i

demanda

da comunidade acadêmica, em ultima instância. o melhor desem
penho das bibliotecas da UFF.

Observa-se, tambem, no

seu

programa, a introdução do contexto social da informação,

na

disciplina "Comunicação, Cultura e Sociedade", e a preocupação

com os aspectos políticos em estruturação da

Educação,

estudados na disciplina "política e Estrutura da Educação no
Brasil"42
Hã, ainda, dois cursos financiados pelo

Programa

de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, PADCT,
como parte do programa de ação do IBICT 43 : curso de informação biomedica e de gerência de sistema de informação

agrí-

cola.
Entre as atividades do IBICT para o desenvolvimen

123

�de recursos humanos,

v~m

sendo realizados, regularmente,

a

partir de 1981, cursos de atualização, com carga horãria

en

tre 20 e 40 horas, voltados principalmente a profissionais
que exercem atividades em informação cientifica e tecnolõgica.

O acompanhamento e avaliação desses cursos, pelo

pró-

prio IBleT ,evidenciaram ser necessãria a sua continuidade

e,

mais, a sua incrementação em todo o Território Nacional.
Portanto, os dados parecem indicar que, embora t!
nham surgido mais cursos, em diversos niveis, sobretudo
partir dos quatro ultimos anos, o numero

e ainda

a

insuficien-

te se comparado com a quantidade de profissionais atuantes e
suas necessidades de capacitação.

Segundo levantamento

Conselho Federal de Biblioteconomia - CFB, relativo a

do
1983,

aproximadamente 13.000 bibliotecãrios oriundos de 30 cursos de
graduação,

estão exercendo atividades. A

estes

podem

ser acrescentados outros profissionais não graduados em Bi blioteconomia, mas que desempenham atividades em Informação.
Com vistas a preencher partes dessas lacunas,

em

especial de bibliotecãrios de bibliotecas universitãrias. o
Plano Nacional de Bibliotecas Universitirias - PNBu 33 aprese!
ta, dentro de planejamento de recursos humanos, como

dire-

triz para a formação e qualificação adequada dos recursos

h~

manos de bibliotecas universitãrias. a promoção de

es tudo s

para a implantação de cursos de especialização.

propos-

As

tas serão discutidas neste SQ Seminãrio Nacional de Bibliote
cas Universitãrias - dentre as quais as destas autoras e
Antonio Miranda, orientada para a administração e
de Bibliotecas Universitãrias.

124

de

ger~nc i a

�4.2

Justificativa
O pano de fundo que norteia a definição dos obje-

tivos e da estrutura curricular se apoia em duas

constata-

ções: de um lado, o desenvolvimento de pesquisas na Universi
dade, atividade que no Brasil ocorre tambem vinculada ao ensino e como decorrência sobretudo dos cursos de

pós-gradua-

ção, fator de criatividade/inovação no meio acadêmico; de
tro, a necessidade imediata de transformação das

o~

bibliote-

cas setoriais em nucleos especializados com funções de

cen-

tros de documentação/informação.
A fragmentação da ciência e a especialização dela
decorrente, o numero crescente de pesquisadores

(cientistas

e tecnólogos) e de pesquisas, cujos resultados são divulga dos em documentos das mais diversas naturezas, concorrem

p~

ra que as bibliotecas em geral, e as universitãrias em parti
especializ~

cular - não só para atender a nova, maior e mais

da demanda, como tambem para controlar e criar novos
mos de divulgação da documentação produzida - assumam

mecani~

novo

papel, o de centro de informação.
A geração acelerada de documentos e

ocasionadata~

bem, pelo processo de "publ i car ou perecer", que faz
do sistema de avaliação e promoção acadêmicas.

Alem

pa rte
disso,

o surgimento de novos tipos de documentos e a sua produtividade avassaladora, dão origem as fontes secundãrias e terciã
rias, cuja elaboração implica em seleção, anãlise, resumo

e

indexação.

r bem verdade que esta situação ocorre
com a literatura estrangeira.

apenas

A memória cientlfica e tecno-

lógica nacional estã em estado caótico e cumpre recuperã-la.
O progresso cientlfico e tecnológico, que contri-

125

�buiu para a especialização, cria, tambem, necessidades de informação mais especifica.

Assim, a corrida tecnico-científi-

ca e a competitividade do mundo
cas ãs mudanças.

moderno impelem as bibliote-

Aquela biblioteca geral, mais armazenadora,
bibli~

passiva diante de seus usuãrios, vem cedendo espaço às
tecas ou centros de informação especializados,

eminentemente

disseminadores e, portanto, prestadores de serviços mais elaborados e sofisticados.

Completando esse quadro, o

mento dos computadores, e a sucessão de

"geraç~es"

aparecicada

vez

mais poderosas, alem dos minis, micros e os formatos com seus
problemas de compatibilidade, tornam mais complexo o

mundo

biblioteconômico.
O surgimento das modernas tecnologias de

informa-

ção/comunicação impulsiona a indústria do conhecimento,

quer

na produção de bases de dados nacionais ou hospedagem das estrangeiras - ãrea em estado incipiente no pais - quer no aCes
so ao mercado internacional da informação, este profundamente
elitizado por altos custos financeiros impostos pela Secretaria Especial de Informãtica.
Por outro lado, a pesquisa, para ser concretizada,
tem que atravessar uma das etapas metodológicas que e a revisão bibliogrãfica, possível atraves da recuperação e
da literatura estrangeira e brasileira relativa ao
com retrospectividade e atualidade.

r

anãlise
assunto.

nas bibliotecas e cen-

tros de informação que os pesquisadores vão buscar as

fontes

bibliogrãficas para realizar esse, entre outros trabalhos,

e

onde esperam receber. com rapidez. informação relevante, precisa e atual.
Nessa nova biblioteca ou centro de informação,

o

bibliotecãrio tanto tem que desempenhar papel tradicional

qua~

126

�to moderno e, para isso, precisa ser devidamente recapacitado.

A especi al i zação das bi bl iotecas e centros, inversamen-

te, obriga os bibl iotecãrios ã ampliação dos seus
tos, na medida em que

conhecime~

e essencial conhecer o universo

do

trabalho da comunidade ã qual atendem, transcendendo as

fun

ções operativas tradicionais para inquietações que vão da

g~

ração ã comunicação e uso do conhecimento, preocupações mais
da Ciência da informação, em sua versao social.
A necessidade de serviços de informação

qualitat~

vos se faz mais premente, na medida em que e constatada
carência de bibliotecas na Universidade.

a

Po rtanto, se

as

bibliotecas são insuficientes em numero, que apresentem serviços de alta qualidade, o que, segundo a literatura sobre o
assunto, tambem não ocorre, em geral.
bibli~

Falhas, inadequações e outros problemas em
tecas universitãrias
tudos de usuãrios.

têm sido constatados não apenas em

e~

O relat5rio do MEC 24 menciona "a necessi

da de de melhor utilização da biblioteca", o que traduz

uma

deficiência quanto ã qualidade, a partir da dedução de

que,

se nao sao devidamente utilizadas, e por não responderem,
altura, às demandas de informação atuais.

à

Os bibliotecãrios

que nelas operam devem, portanto, ser capazes de administrar,
operacionalizar e avaliar os serviços, para chegar a bom nível de atuação.
Reportando-nos ao estudo de OLIVEIRA23 , ressaltamos uma de suas conclusões: "o bibliotecãrio possui

elemen-

tos bãsicos e predisposição para o desenvolvimento e fortale
cimento da Biblioteconomia como profissão", mas nao

possui

outros valores como "autoridade, consciência de classe, senso de progressão e competição". considerados essenciais para

127

�ASHEIM, na "identificação da Biblioteconomia como profissão."
Com relação ã primeira constatação, e preciso

que

os bibliotecarios vão alem da noção de valores e cheguem

ao

exercício de valores.

Quanto ã segunda, necessario se

faz

não só

manter esses valores, como adquirir outros, comprovadamente ausentes, segundo o trabalho de OLIVEIRA 23 , principa~

mente desenvoltura, liderança, independência e criatividade.
Talvez seja exatamente pela ausência desses
res

valo-

que os bibliotecarios não são capazes de reverter o

pr~

cesso porque, entre a possibilidade de intervir, assumir lide
ranças e propor soluções inovadoras ou alternativas, resta

a

ele, por falta de opções, um comportamento omisso, dependente
e acomodado frente a situações e condições institucionais difíceis e adversas.

Ele precisa ser instrumentalizado para a!

gumentar, para buscar caminhos de participação conseqÜente.
Outro complicador diz respeito ã formação

generi-

ca, enquanto metodos e tecnicas, acrítica e descontextualizada do ambiente em que flui a informação.
Nesse sentido, e nosso pensamento que cada biblioteca e tipo de informação requer um tratamento tecnico
alo

No caso específico do programa que propomos, o

espec~

generico

diz respeito ã fundamentação teórica, ou seja, ã Ciência

da

Informação e Biblioteconomia, ã Sociologia, Psicologia, Política, a Ciência e ã Tecnologia e as diversas areas dos campos
científico e tecnológico, assim como do contexto onde a infor
mação flui, a Universidade e as questões relativas as políticas nacionais de ciência, tecnologia e de informação.
Cabe aos Cursos de Biblioteconomia, de graduação e
pós-graduação, inclusive especialização, preparar os

profiss~

onais para as demandas de informação da sociedade moderna.

128

�4.3

Objetivos
O Curso pretende capacitar melhor os

nais de informação de bibliotecas universitãrias

profissioespecializ~

das, contribuindo para mudar a imagem do bibliotecãrio e seu
lugar no

~'ocesso

acad~mico,

a partir da atuação conseqUente,

e para tornã-lo um agente de mudanças sociais.

A estrutura e conteudo programãticos permitirão o
embasamento filosófico,político,social e profissional atraves de:
~rea

l-fundamentos teóricos em
e

Ci~ncia

Biblioteconomia

da Informação/Comunicação

e

em POlÍtica;
~rea

2 - fundamentos teóricos em aspectos

vos, psicológicos, sociais e
que interferem na produção,
e absorção de

Ci~ncia

cognit~

políticos,
comunicação

e Tecnologia,

no

seu conceito mais amplo e em ãreas espe-

cificas da atuação das bibliotecas;
~rea

3 - conhecimentos relativos ao meio ambiente

da biblioteca, a Universidade, e o

seu

papel na atualidade política, social,cu],.
tural e educacional, inerente as

suas

funções no ensino, pesquisa e extensão e
aos programas e ações governamentais nas
areas de Ciência, Tecnologia e
ção;
~rea

Informa-

e

4 - habilidades técnicas desenvolvidas
forma condizente com a especialidade
biblioteca, o tipo de dados que

de
da

coleta,

armazena, processa, dissemina e recupera
(bibl iogrãficos, econômicos ,fatuais etc.)

129

�e com as modernas tecnologias de informa
ção.
Desta forma. bibliotecãrios e outros

profissio-

nais atuantes em bibliotecas universitãrias especializadass!
rão capazes de uma participação mais intensa no meio acadêmi
co, de chegar a deter maior poder de decisão. propondo.

ate

com ousadia. soluções alternativas e inovadoras diante

dos

impasses profissionais.
O curso totaliza 38 creditos. 570 horas/aula. assim distribuldos:
~reas

e 2 - 12 creditos - 180 horas/aula

~rea

3

- 12 creditos - 180 horas/aula

~rea

4

- 14 creditos - 210 horas/aula
38 creditos

130

570 horas/aula

�4.4

Estrutura Curricular
As disciplinas sugeridas para as areas 1 e 2 enfa

tizam os aspectos macro/micro ambientais que interferem

na

geração/comunicação/absorção de Ciência e Tecnologia. Fornecem, ainda, conhecimentos politicos e da educação e

imagem

profissional para possibilitar a intervenção efetiva na realidade acadêmica.
Fundamentação teórica e contexto erlucacional/profissional do bibl iotecãrio são combinados em quatro discipl.!..
nas, totalizando 10 creditos - 150 horas/aula.
)l;reas 1 e 2:
1 - Fundamentos de Biblioteconomia e Ciência da Informação/
Comun i cação

3 credi tos - 45 ho ras/ aul a

2 - Metodo logi a do Ensino Superi or

3 creditos - 45 horas/aul a

3 - Metodologia da Pesquisa

2 creditas - 30 horas/aula

4 - política e Sociedade

2 credi tos - 30 horas/aul a
TOTAL

10 creditos -150 horas/aula

As disciplinas da ãrea 3 enfatizam o

ambiente de

Ciência e Tecnologia e da produção/circulação/transferência
de informação.

Quatro disciplinas são concebidas, em

de 10 creditos - 150 horas/aula, alem de "Estudos de

total
Proble

mas Brasileiros" e "Seminãrios",com 1 credito e 15 horas/au1 a cada um.
)l;rea 3:
Informati zação da Soei edade

3 creditos - 45 ho ras/ aul a

Desenvolvimento Cientifico-Tec
nológico

3 creditos - 45 horas/aula

Transferência da Informação

2 credi tos - 30 horas/aul a

Estudos de Usuãrios

2 creditos - 30 horas/aula

Estudos de Probl emas Brasi lei ros

credi to

- 15 horas/aula

Seminãrios

credi to

- 15 horas/aula

12 creditos -180 horas/aul a

131

�A ultima

area. a 4. agrega disciplinas que se vol

tam basicamente para o sistema de informação e para a "clfnica informativa".

Planejamento/Administraçio, Processamento

tecnico em sua versão

mais moderna e recursos

informativos

são distribufdos em g disciplinas com 14 creditos,totalizando
210 horas/aul a.
J(rea 4:

Planejamento e Administração de
Si stemas de Informaçio

3 creditos - 45 horas/aula

Tratamento tecnico da informaçio:
Seleção/descrição bibliogrãfica

2 creditos - 30 horas/aul a

Indexação

2 creditos - 30 horas/aul a

Recuperaçio e disseminaçio

da
2 creditos - 30 horas/aula

informação
Automaçio de Sistemas de Informaçio

2 creditos - 30 horas/aul a

Recursos informativos em Ciência e
3 creditos - 45 horas/aul a

Tecnologia
TOTAL

132

14 creditos -210 horas/aula

�DISCIPLINAS
/f. re a s 1 e 2:

Fundamentos de Biblioteconomia e Ciência
da Informação/Comunicação:

r

desejãve1

3 creditas - 45 horas/aula

que a disciplina trace um

programa

das linhas de pesquisa tIpicas de cada uma dessas áreas. mos
trando as tendências dos estudos no exterior e na PaIs.

O

conteudo programático pode incluir os modelos de comunicação
(Shannon, Garvey e Griffith) e, na ãrea de Ciência da Informação, por exemplo: estrutura da literatura, a literatura co
mo produto da atividade cientIfica, padrões de produtividade
e estudos bib1 iometricos.

Ciclo da comunicação na ciência e

na tecnologia: da geração ã sua publicação.

Controle social

da ciência; a pressão para "publicar ou perecer".
Metodo 10gi a do Ensi no Superio r :

3 creditos - 45 horas/aula

Sugere-se o aproveitamento desta disciplina

para

a discussão de tópicos especIficos do ensino da Bib1iotecono
mia como: o estágio atual do ensino da Biblioteconomia

em

paIses avançados e nos paIses em desenvolvimento, com destaque para o Brasil, perspectivas, novo currIcu10 de Biblioteconomia, estrategia de ensino e o papel dos cursos de
graduação na criação de uma mentalidade na área.

pós-

A discus -

sao dos temas pode se ãpoiar no contexto mais amplo da Educa
ção superior - e do próprio exercIcio profissional (imagemdo
bibliotecário).
2 creditos - 30 horas/aula

Metodologia da Pesquisa:

Criação do conhecimento na ciência e nas ciências
sociais: os paradigmas mecanicista e ambiental na
cientIfica moderna.

produção

Metodos de pesquisa. questões fundamen-

tais para seu desenvolvimento. isto

133

e.

tecnicas de coleta

e

�anilise de dados aplicados a situações tipicas de serviços de
informação/documentação.

al~

Munidos desse conhecimento, os

nos ficariam mais capacitados para o entendimento da prõpria
produção cientifica e para atividades de pesquisa na area.
politica e Sociedade

2 creditos - 30 horas/aula

Os sistemas pOliticos; as instituições e

seus

pressupostos; o processo e as alternativas de organização

p~

litica; o fenômeno da participação social e individual e sua
legitimação/corrupção; os principios e as necessidades sociais que justificam o poder, suas funções e disfunções no organismo social; a ordem, o equilibrio e a dinâmica das insti
tuições, seus fundamentos, sua evolução, suas quebras ou regressões; os principios gerais que regem as sociedades e
nações.

134

as

�11:

re a 3:
3 creditos- 45 horas/aula

Informatização da Sociedade:

Da sociedade agrãria ã sociedade põs-industrial.
Novas formas de organização social e pol1tica: hierarquia,ce.!!.
tralização x descentralização, participação social via os gr.l!.
pos de pressão e via os grupos de conhecimento.

O reino

verdade (Ciência) e o reino da justiça (Política).
tos alternativos.
formação.

da

Movimen-

A sociedade. seu papel e o mercado da in-

Modernas tecnologias existentes para o tratamento

e disseminação da informação: videotexto, teletexto, processador de texto, periõdico eletrõnico, correio eletrõnico

e

teleconferências.

A

Sistemas de informação inteligentes.

política do setor de informãtica no Brasil e suas implicações
atuais: a indústria do conhecimento no Brasil.
Desenvolvimento científico e
3 creditos - 45 horas/aula

tecnológico:

A disciplina abrange temas que enfocam as peculi!
ridades da Ciência e da Tecnologia, destacando suas diferenças histórica, cognitiva e social.

Serão ressaltadas

as ins-

tituições de ensino superior como produtoras de Ciência
Tecnol agi a e, em suas rel ações com o setor produti vo e
al: o processo de desenvolvimento científico e

e
soci-

tecnológico,

de industrialização e de politização, da sociedade brasileira.

Desta forma, os alunos estarão melhor capacitados

para

compreender os diferentes aspectos de produção do conhecimen
to no âmbito da Ciência e Tecnologia os quais,
mente, criam necessidades de informação e de

conseqUentetransferência

específicas em cada comunidade.
Transferência da Informação:

2 creditos - 30 horas/aula

O cientista e o engenheir0

135

enquanto geradores

e

�consumidores de informação.

Transferência da ICT para o

tor produti vo e o setor soci al.

se

Aspectos psi colõgi cos, cog-

nitivos, sociais, polfticos e culturais do processo.

Os con

ceitos de consciência possivel, consciência crftica e

cons

ciência participativa.
2 créditos - 30 horas/aula

Estudos de Usuários de ICT :

Introdução ao estudo de usuários como tema de
teresse da

ciênci~

da Informação: origem, objetivos, princi-

pais problemas e tendências da área.
e ambiental.

in

Paradigmas mecanicista

Análise da literatura gerada sobre estudo

usuários do Bra s i 1 e do exterior.

Classificação de

de

estudos

de usuários: pe rfi 1 de usuário. estudo de demanda da informa
ção. estudos de comportamento do usuário. es tudo s de avaliação de serviços de in fo rmação.

Tecnicas adotadas em estudos

de usuários: questionários. entrevistas, observações
tas, diários, etc.

di re-

Análise e avaliação de questionários, de

acordo com a tipologia de estudos de usuários.
desvantagens das tecnicas.
A pesquisa parti cipante.

Vantagens

A tecnica do incidente

crftico.

A tecni ca Delphi •. Estudos de usu-ª.

rios brasileiros: as experiências do IPR, PUC,
IBICT/CCI, IPT e IBGE.

e

PETROBRJl:S,

A modernização dos serviços/sistema

de informação e documentação e os estudos de usuários.
Estudo de Problemas Brasileiros-EPB:

1 credito

- 15 horas/aula

Sugere-se que o programa inclua o desenvolvimento
de temas de interesse da atualidade como:
- A crise na universidade brasileira.
- Educação e Constituinte.
- O Plano Cruzado.
- O setor de informática e a reserva de mercado.
Abertura do mercado brasileiro ao setor
ços (de outras economias).

136

servi-

�- Desenvolvimento tecnolõgico em areas de
microeletronica, qUlmica

e

ponta:

biotecnologi~.

- Polltica cientlfica e tecnolõgica.
- Ação dos õrgãos de fomento em Ciência e

Tecno-

lo g i a.
- A extensão na universidade.
Semi nâri os:

1 credito

- 15 horas/aula

Propõe-se a realização de seminârios hlbridos com
a discussão de questões de interesse geral e específicos, de
acordo com a ârea de especialização do curso.
Como temas de i nteresse geral, destacam-se:
- política de informação científica e tecnolõgi ca.
- A questão da mulher e sua partiCipação no merca
do de trabalho.

- O profissional de ICT enquanto agente de mudanças sociais: perspectivas e limites de
ção.

137

sua a-

�Jl:rea 4:
Planejamento e administração de sistemas
3 creditos - 45 horas/aula

de informação:

Sistemas. Teoria geral de sistemas. Evolução

das

bibliotecas. Centros de informação/documentação. Sistemas
informação.
oro

de

exter~

Planejamento bibliotecãrio no Brasil e no

SNICT, IBICT e 19 Plano Nacional de Bibliotecas Universi

tãrias - 19 PNBU.

UNISIST, NATIS e PGI, da UNESCO.

mento de sistemas de informação: diagnóstico.
manda e necessidades de informação.

Planeja-

Estudos de de-

Concepção/desenho de sis

temas de informação: objetivos, estrutura organizacional, com
ponentes e recursos.

informação.Pr~

Barreiras em sistemas de

ativid~

blemas de duplicação de esforços e de superposição de
des.

Sistemas de bibliotecas universitãrias.

e descentralização.

Sistemas cooperativos.

Centralização
Subsistema

de

processos tecnicos e subsistema de produtos e serviços de informação.

Administração.

Principios de administração

dos a sistemas de informação.
fluxogramas.
mação.

Organogramas, cronogramas

e

Controle e acompanhamento de serviços de infor-

Instrumentos: reuniões, planos de trabalho, manuais e

formulãrios de serviços, estatisticas e relatórios.
ção de sistemas de informação.
ing.

aplic~

Avalia-

Eficãcia e eficiência. Market

Promoção de serviços de informação.
Tratamento tecnico da informação I:
Seleção/descrição bibl iogrãfica:

3 creditos - 45 horas/aula

Processos tecnicos em bibliotecas: seleção,
ção, catalogação, classificação e indexação.
quisição.

coleções.

politica de

Seleção e desenvolvimento de coleções.

arte no Brasil e no exterior.

aquis~

a-

Estado

da

Metodologia para avaliação

de

Formatos de descrição bibliogrãfica.

138

Catalogação.

�Cabeçalhos de assunto.

Catãlogos.

Formatos: desenvolvimento, compati-

de entidades coletivas.
bi 1 i dade e conversão.

Padl'onizaç'iiü d€ entl'aaas

Formato O.LCO.

Sistemas automatizados

cooperat i vos.
Tratamento tecnico da Informação 11:
Indexação:

xação.
ção.

2 creditos - 30 horas/aula

Indexação: principios gerais.

Linguagens de ind~

Linguagens pre e pôs-coordenada.

Tecnicas de indexa

Vocabulãrios controlados.

Tesauros: estrutura e cons-

trução.
Tratamento tecnico da Informação 111:
Recuperação e disseminação da
Informação:

3 creditos - 45 horas/aula

o fenômeno da relevância: diferentes noções de
levância no contexto da comunicação.

r~

Subsistemas de recupe-

ração da lnformação: organização, armazenamento, negociação
de perguntas, estrategia, recuperação, disseminação e avali!
ção.

A relação usuãrio x profissional de ICT na

da pergunta.

Estrategia de busca.

processo de recuperação.

negociação

Processo de indexação

A recuperação em diferentes dimen-

sões da organização informativa: da biblioteca aos bancos
bases de dados.
mação - OSI.

Serviços de disseminação seletiva da

Boletins de alerta.

so ã informação.

e

e

infor

Busca retrospectiva. Ace2

Processo de avaliação: criterios e medidas

de precisão, revocação, etc.
Automação de Sistemas de Informação:

2 creditos - 30 horas/aula

Conceitos bãsicos de processamento de dados e telecomunicação e sua aplicação às ãreas de automação de bibl i
otecas e produção de bases de dados.

Automação de

sistemas

de informação, seus diferentes subsistemas e rotinas: de se-

139

�leção, de coleta, de processamento, de recuperação, de

prod~

tos.

Busca

Registro bibliogrãfico legivel por computador.

retrospectiva, disseminação seletiva da informação e localização de documentos primãrios.
Recursos informativos em Ciência e
Tecnologia:

o

3 creditos - 45 horas/aula

fluxo de informação em Ciência e Tecnologia. C!

nais de comunicação informal, semiformal e formal.

A organ.!.

zação e estrutura das atividades de informação cientifica
tecnológica no exterior e no Brasil.
e missão.

Bi bl iotecas: conceito

Bibliotecas universitãrias.

ção/documentação.
da informação.

Centros de

Centros referenciais.

Centros de tradução.

Sistema de informação.

informa-

Centros de anãlise

Redes de bibliotecas.

Bases e Bancos de dados.

A informação nos ambientes cientifico e
gico.

e

tecnoló-

Dados bibliogrãficos e de outros tipos: estatisticos,

econômicos, fatuais
e terciãrios.

etc.

Documentos primãrios, secundãrios

Documentos primãrios: livros, folhetos, mono-

grafias, anais de congresso, manuais, publioações
series, teses

etc.

oficiais,

Relatórios, normas e patentes. Periódi-

cos: origem, funções, crescimento e perspectivas.

Documen-

tos secundãrios: bibliografias, catãlogos, indices, resumos,
etc.

Documentos terciãrios:bibliografia de bibliografia

estado-da-arte.

Acesso ao documento: catãlogos coletivos

comutação bibliogrãfica.

O CCNP e o COMUTo

140

e
e

�5.

CONSIDERAÇcrES FINAIS
A idiia primeira

curso era direcioni-To

do

aos

bibliotecirios de bibliotecas universitirias especializadas
que atuassem junto aos cursos de pôs-graduação. Entretanto,
para que isso ocorresse, far-se-ia necessirio um levantamen
to do número de bibliotecirios que exercem atividades

nas

Universidades brasileiras, de bibliotecas especializadas/s!
toriais e de cursos de pôs-graduação, por Universidade, Estado e região,

O cruzamento desses dados permitiria identifi

car a clientela e estabelecer prioridades, inclusive quanto
aos campos de conhecimento objeto do curso.
Dada a impossibilidade desse levantamento,
ausência de dados ou por sua

desatualização,

por

principalme~

te quanto a bibliotecas e bibliotecãrios, o curso foi estru
turado para Ciência e Tecnologia, no seu conceito mais

am-

p lo.

O grau de especificidade do conhecimento que

o

curso pode transmitir i relativo, pois hi diferentes nlveis
de especialização acadêmica.

A classificação do

conhecime~

to tradicionalmente adotada na estrutura das Universidades
brasileiras i por grandes ireas: Ciências Jurldicas e Econô
micas, Ciências da Saúde, Filosofia e Ciências Humanas, Tec
nologia, Ciências Matemãticas e da Natureza, Literatura
Artes e, dentro delas, hi uma oscilação de maior ou

e

menor

grau de especi al ização dos cursos.
Dependendo de estudos posteriores que

permitam

definir melhor a clientela, o curso, por dpresentar flexibi
1 idade, pode convergir para uma determinada irea do conheci
mento, sobretudo nas disciplinas que,por sua natureza,assim
o permitem: Metodologia da pesquisa, Desenvolvimento cienti

l41

·."t

�fico e tecnolõgico. Transferência da Informação. Estudo de usuãrios. Estudo de problemas brasileiros. Seminãrios.recursos
informativos. Tratamento técnico da informação e Planejamento
e administração de sistemas de informação.

Entretanto.

essa

idéia não é excludente. isto é. as disciplinas podem ser abor
dadas em carãter intensivo e extensivo.
Não foi identificado. na proposta. o corpo docente
que lecionarã neste curso, partindo-se da pressuposição

de

que os professores de Ciência da Informação. do convênio Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ/Conselho de Desenvol
vimento Científico e Tecnolõgico-CNPq. que ministram aulas no
Curso de Especialização em

Documentação e Informação

CDC

e no mestrado em Ciência da 'Informação. podem formar o nucleo
de professores do curso.

Isso depende. entretanto. de

deci-

sões institucionais que envolvem a direção da UFRJ/Escola
Comunicação. a Coordenação do mestrado e os prõprios
res.

de

profess~

Pode-se pensar em programas inter-institucionais. com a

Universidade Federal Fluminense. por exemplo. que

desenvolve

um curso de especialização na ãrea.
Finalmente. a carga horãria do curso (570

horas/a~

la) que pode parecer. em princípio. excessiva. reflete as ausências da formação bibliotecãria. sobretudo se

confrontadas

com as novas demandas da sociedade e, particularmente,da Universidade. na sua atuação em ensino. pesquisa e extensão.

142

�6.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Proposta de um curso de especialização para bibliotecários mediante análise do cenário internacional da formação dos profissionais que atuam em bibliotecas universitárias, visando criar um curso  para capacitar melhor os profissoinais de informação de biblitoecas univertsitárias especializadas, contribuindo para mudar a imagem do bibliotecário e seu lugar no processo acadêmico, a partir da atuação consequente, e para torná-lo um agente de mudanças sociais.</text>
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