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                  <text>TREINAMENTO DE USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO PARA
ALUNOS DE GRADUAÇÃO DA ÁREA BIOMÉDICA DA UFF

ALRIDIA CARVALHO PINTO MOREIRA
(Chefe da Biblioteca de Engenharia do NDC
da UFF)
ENEIDA DE MATTOS FOLLY
(Chefe da Biblioteca de Medicina do NDC
da UFF)
MARCIA MARIA ERTHAL SERRÃO
(Bibliotecária da Divisão de Serviços Técnicos/Seção de Catalogação e Classificação do
NDC da UFF)
MARÊDA FIORILLO BOGADO
(Chefe da Biblioteca Biomédica do NDC
da UFF

1

Introdução

O presente trabalho trata do treinamento de usuário/aiuno de graduação da UFF, da área biomédica, que constituí
uma população considerável, pois ingressam cada ano, nessa
área, aproximadamente 1.200 alunos. Não será abordado
aqui treinamento de aluno de pós-graduação, nem de professores e pesquisadores, cujo tamanho da população não chega a constituir problema de treinamento.
Treinamento de usuário em biblioteca universitária e
especializada não é assunto novo. Ao contrário é farta a literatura disponível sobre o tema. Os autores são uníssonos
em reconhecer essa necessidade e a preocupação de treinamento de usuário em biblioteca já transcende o âmbito da
literatura profissional.
MALUGANI (8) Enfatiza que "em vista da amplitude do ,
problema do acesso à informação é urgente — como tem sido
indicado — que o especialista, seja professor, cientista, téc— 378 —

�riico ou estudante, receba orientação e treinamento para o
uso da literatura científica e técnica da sua especialidade e
dos guias e fontes de acesso à literatura das ciências afins".
NEGHME (10) cita como um dos requisitos mínimos para o cumprimento satisfatório das funções da biblioteca em
ensino superior a "Educação dos usuários sobre a biblioteca
e levantamento bibliográfico".
CEPEDA (4) acentua a necessidade de treinamento na
'forma de cursos formais, como fazem algumas faculdades
de medicina em nosso país que "já aprovaram no curriculum um treinamento no uso da biblioteca, das bibliografias
médicas e nas técnicas de investigação bibliográfica".
FJALLBRANT (5), quando trata de diversos métodos de
ensino aplicáveis à educação do usuário da informação,
observa que "o bibliotecário pode estar primordialmente interessado na máxima utilização dos recursos da informação existente na biblioteca; os professores, em como ensinar
os alunos a coletar informações e ter acesso a elas de forma
crítica, enquanto que os estudantes podem estar querendo
saber como encontrar informação tão rapidamente quanto
possível, a fim de passar nos exames. Os principais objeti^^os de um programa de instrução de usuário devem integrar esses diferentes aspectos".
A "Association of American Medical Colleges" e a "U.S.
iNationai liiorary of Medicine", citadas por NEGHME (10)"
fizeram um estudo detalhado acerca da responsabilidade
que a Diuuoteca vem assumindo em conexão com a pesquisa
e ensino, recomendando que dê a ela igual categoria de direiios e privilégios que aos outros departamentos dentro da
et.coia, inclusive voz na estrutura dos programas de ensino
e na preparação dos orçamentos. Além disso, recomendou
que se destine tempo do horário habitual de estudo para
instruir os alunos sobre o uso da biblioteca e para que se
realizem treinamento em levantamentos bibliográficos".
BRITTAIN (3), no 99 Congresso Brasileiro e 5^ Jornada
Sul-Rio-Grandense de Biblioteconomia e Documentação, realizado em Porto Alegre, em 1977, ministrou um curso sobre
treinamento de usuário da informação, no qual abordou aspectos como tipos de instrução, métodos, avaliação, projetos de apoio existentes e modelo de instrução para usuário
— 379 —

�Em suma, observa-se que a preocupação em preparar o
usuário para utilizar eficazmente a informação é geral.
Na Universidade Federal Fluminense algumas tentativas
foram feitas a fim de levar ao usuário/aluno de graduação
conhecimentos necessários ao uso da biblioteca e das obras
de referência existentes no acervo, assim como de noções
essenciais no preparo de trabalhos científicos. Cabe destacar Os cursos que foram realizados na Biblioteca de Veterinária, Medicina e Farmácia, integrados a disciplinas üo
currículo, atingindo apenas uma clientela reduziüa e específica, por solicitação de professores das disciplinas. jiJsses
cursos tinham por oDjetivo orientar os alunos na elaboração
de trabalhos que teriam que apresentar ao mestre, em que
o uso das fontes de informação e da biblioteca estavam inclusos. Outras tentativas foram feitas, como a elaboração
de um manual sobre "Redação e apresentação de traüalnos
técnicos e científicos" (11). assim como a elaboração de um
currículo mínimo para curso de treinamento para toaas as
áreas, em 1971, que não chegou a ser posto em prática.
A falta de uma sistematização de cursos desse tipo na
UFF demonstra dificuldades a serem superadas.

Z

D'ificuldades para treinamento de usuáriu/aluno de gi'^'
duação da Universidade Federal Fluminense

MILLER (1962), citado por WEST (12), ao tratar do
processo da aprendizagem diz que "todo aprendizado ó um
auto-aprendizado". Relaciona, a seguir, numa escala de eficiência crescente, os diversos graus de aprendizagem: "a menos eficiente", "apenas ligeiramente eficiente", "mais eficiente" e "muito eficiente".
Considera "menos eficiente" o aprendizado para atender
a necessidades puramente acadêmicas. Demonstrou que alunos que obtém altas notas em determinados exames retêm
pouco desse conhecimento e quando repetem, três anos apósa experiência dos mesmos exames, alunos que obtiveram
baixas notas se equiparam aos seus colegas que originalmente haviam se sobressaído.
— 380 —

�"Aprendizado apenas ligeiramente eficiente" é aquele
obtido através de freqüências a conferências ou preléções ou.
de leitura de revistas e livros, pela forma regular. Esse tipo
rle aprendizado, conclui MILLER, pode ser prejudicado pela
falta de uma seleção objetiva.
O "aprendizado mais eficiente" é o que se relaciona à
procura de informações para resolver um problema que se
tem em mãos, como por exemplo, dar uma aula.
Finalmente, o "aprendizado muito eficiente" é aquele
cm que o indivíduo procura a informação com uma finalidade prática imediata e importante, tal como resolver o
caso de um paciente.
Como se vê, os pontos do aprendizado se dão quando
determinados pela necessidade.
Com relação aos cursos de treinamento de uso da biblioteca, se não houver necessidade prática imediata, o aprendizado ficará, sem dúvida, comprometido. E essa é uma das
grandes barreiras encontradas para treinamento de alunos
de graduação da UFF.
Outro problema que se tem que encarar é o número
elevado de alunos a serem treinados.
Sabe-se que a Universidade Federal Fluminense se inclui entre as primeiras do país quanto à população estudantil . Só na área biomédica matriculam-se por semestre cerca
de 600 alunos. Existem, para atender as necessidades de inlormação desses alunos, uma biblioteca biomédica, que serve a todos da área básica e quatro bibliotecas na área profissional, atendendo respectivamente a alunos de farmácia,
medicina, veterinária e odontologia.
O pessoal técnico disponível nas bibliotecas, com condições especificas para treinar, parece não ser em quantidade
suficiente para atender a número tão elevado de alunos.
Por outro lado, os alunos estão sujeitos a um horário de
aulas descontínuo, que abrange mais de um turno; as disciplinas por sua vez são ministradas em lugares diversos. O
regime de crédito por semestre permite que o aluno requeira
uma carga horária às vezes maior do que a que pode su portar, no afã de preparar-se mais cedo. Evidentemente, há
no momento pouca oportunidade para a inserção de um
novo curso no currículo.
— 381 —

�Em suma, esses parecem ser os principais problemas para
treinamento de alunos de graduação da área biomédica da
UFP. Sem dúvida, necessitam de uma solução imediata.
3

Por que treinar?

A escola moderna baseia a educação na auto-aprendizagem do aluno. Fundamenta-se, principalmente, em ensinar
o aluno a aprender, ao invés de sobrecarregá-lo com uma
quantidade exagerada de dados informativos. Na formação profissional do aluno, que é a meta do ensino universitário, deve estar implícito o fornecimento de meios que o
possibilite a continuar sua aprendizagem através da auto-educação. E onde o profissional encontrará os meios mais
eficientes para prosseguir avançando em seus conhecimentos, senão através da palavra escrita?
Visto isso, não pode a biblioteca universitária omitir-se
em relação a essa necessidade, virtual do aluno, ou seia, permitir que ele passe pelo curso de graduação sem obter as
armas necessárias que lhe permitam continuar o seu auto-aprendizado. É evidente que alguma solução deverá ser
tomada para implantação de cursos de treinamento de usuário da informação, também para alunos de graduação da
Universidade Federal Fluminense.
4

O uso que a população em estudo faz dos recursos
da Biblioteca

Durante a primeira semana do mês de abril de 1978 foi
efetuado um inquérito com cento e um alunos de gradua
ção, que se encontravam utilizando as bibliotecas biomédica
e de Medicina da UFP, com o objetivo de identificar padrões
de uso da biblioteca e de fontes bibliográficas. Segue, abaixo, o resultado desse inquérito.
4.1 Resultado do questionário — entrevista aplicada
a)

FINALIDADE DA IDA À BIBLIOTECA
conhecer as novas aauisicões
Consultar alguma publicação
Usar as salas de leitura ...
Pedir um livro emprestado
— 382 —

1%
Ifío/o
35%

�Fazer levantamento bibliográfico
Pedir explicação ao bibliotecário
Sem resposta

iVo
2%
10%

O resultado acima indica que grande parte da população
observada (75%) vai a biblioteca para usar as salas de leitura ou pedir um livro emprestado.
b)

CANAIS DE ACESSO A INFORMAÇÃO
Bibliotecários
Catálogos
índices e "abstracts"
Colegas
Professores
Sem resposta

25%
15%
10%
40%
10%

Pelas respostas acima, verifica-se que os instrumentos
usuais de acesso à informação, isto é, catálogos, índices e
"abstracts" pouco significam para o aluno de graduação. Ê,
ainda, a indicação do professor (40%), formalizada ou não,
que representa o meio mais utilizado para o acesso à informação .
c)

FINALIDADE DO CATÁLOGO
Para saber que obras a biblioteca possui
sobre determinados assuntos
Para saber que obras a biblioteca possui
sobre determinado autor
Para localizar obras nas estantes
Sem respostas

27%
19®^
46%
8%

Na maioria das vezes (46%), o aluno procura o catálogo apenas para localizar, nas estantes, a publicação que
previamente lhe foi indicada. Utiliza-o quase sempre para
anotar o número de chamada e o nome do autor da obra a
fim de solicitá-la ao funcionário no balcão.
d)

DIFICULDADES PARA OBTER AS INFORMAÇÕES
DESEJADAS:
Falta de publicação
Falta de tempo
— 383 —

igo/^
7%

�Não sabe como obtê-la
Falta de orientação didática
Outras
Sem resposta

2%
1%
1%
70%

70% das questões ficaram sem respostas. O que acontece é que, por desconhecimento dos recursos da biblioteca,
não sabem os alunos colocar suas dificuldades devidamente.
e)

CONHECIMENTO E USO DA COLEÇÃO
— Cite uma obra de referência bibliográfica de sua
especialidade.
Livro-texto
Sem resposta

•

38%
62%

A pergunta acima foi colocada com o propósito de verificar se os alunos têm conhecimento do que seja uma obra
de referência bibliográfica. 38% só citaram livro-texto e
62% não deram respostas. Há, como se vê, desconhecimento das fontes de referência da área.
— De que publicações necessita para manter-se
atualizado?
Periódicos
Livros-texto
"Abstract" e índices
Enciclopédias
Sem respostas

32%
51%
1%
7®/©
go/o'

As respostas enfatizam como prioritório o livro-texto.
As obras que dão acesso à informação atualizada (índices é "abstracts") não foram enfatizadas como prioritárias.
'
Os dados referentes a periódicos dão a idéia de um consenso a respeito do seu valor para atualização de conhecimentos .
— Prefere obras de leitura resumida?
Sim
Não
Sem respostas

25%
12%
64%

�— Você gostaria de ler um pouco mais sobre assuntos dados em aula?
Sim ....
Não
Sem respostas

77%
18%
2%

64% não deram respostas sobre se preferem ou não livros de leitura resumida. Isso parece mostrar uma perplexidade, que pode refletir a impossibilidade do aluno de graduação de aprofundar suas leituras. Já na questão seguinte,
77% declaram que gostariam de ler um pouco mais sobre
assuntos dados em aula. Houve uma evidente contradição,
mostrando talvez que a maioria dos alunos quer ler, ma?
reconhece essa impossibilidade, durante o curso.
f)

CONHECIMENTO DAS NORMAS DA ABNT
— Faça a referência bibliográfica da publicação que
você está lendo.
Referência incorreta
Referência certa
Sem respostas

40/0
10/0
950/0

Os alunos não sabem fazer referência bibliográfica, como já era de esperar-se,
— Em oue lugar do livro você localiza o que está
contido nos capítulos?
Sumário
índice
Folha de rosto
Título

Ijo/o
85%
2%
2%

Convém assinalar, aqui, que na ocasião da entrevista,
a maioiia dos alunos tinha em mãos obras que indicavam
seus sumários pelo nome de índice.
4.2 Comentários
De uma maneira muito geral, os problemas de informação podem se resumir em:
— 385 —

�Como encontrar a informação
Como aprender a informação
Como redigir um trabalho (relatório, seminários)
A primeira dificuldade abrange aspectos como uso correto dos catálogos da biblioteca, noção de arranjo de documentos, uso do material de referência, conhecimentos
acerca de redes e sistemas de informação, etc.
Aqui se coloca desde logo o problema do nível e tipo
da informação desejada pelo aluno. A rigor, a informação
que o aluno de graduação da UFF busca nas bibliotecas
das quais se tem tratado limita-se à inserida no livro-texto.
Como se sabe, instrumentos de referência como índices e
"abstracts" se referem quase sempre a informação de conteúdo recente e original, ao qual o aluno de graduação parece não estar, no momento, interessado. Seria o manuseio dessas obras uma necessidade urgente sentida pelo aluno de graduação da UFF? Provavelmente, não. Porém, o conhecimento desse tipo específico de publicação é urna das
armas que o aluno deve adquirir para continuar sua auto■ aprendizagem, já no exercício de sua profissão.
A segunda dificuldade é a fase em que o aluno já de
posse da informação desejada e disponível passa a decodificá-la e interpretá-la.
Os problemas que surgem se referem, de início, à barreira lingüística. Sabe-se que aproximadamente 70% dos
alunos de graduação da UFF não têm acesso à lingüística inglesa e grande parte desses alunos faz restrições à literatura
escrita em língua espanhola, como se tem provado pela
grande rejeição das obras nessa língua, quando disponíveis
para empréstimo e consulta.
Seria esse um problema que um treinamento de usuário a nível de graduação pudesse solucionar? Evidentemente não.
Quanto à interpretação do texto, diríamos o seguinte;
o texto de literatura cientifica de conteúdo assente (livro-

— 386 —

�-texto, enciclopédia, manual, etc.) representa, no plano didático, o apoio teórico do que é exposto na sala de aula.
Ele é, sabe-se, o registro permanente do conhecimento em
vigor, enquanto tal. Daí dizer-se que um livro-texto é, também, além de instrumento para estudo e aprendizagem,
uma obra de consulta. Essas obras apresentam o conhecimento sistematizado e pretendem, num prazo máximo de 5
anos, servir como referência do conhecimento que pretendem englobar, e por isso são, na maioria das vezes, extensas No campo científico e tecnológico essas obras são geralmente traduções de um conhecimento importado que.
frenüentemente, são comerciais, e cujo conteúdo às vezes
se refere a uma realidade que não é vivenciada, no nosso
meio. üelo aluno de graduação. Daí uma das dificuldades
de interpretação.
Não seria demais lembrar o pensamento de SOLLA
PRICE resumido por BRAGA (2) quando diz: "Talvez a primeira grande advertência deva ser dirigida aos países menos desenvolvidos, para que se esforcem e procurem, por
Iodos os meios, integrar realmente o ensino universitário
com a educacSo primária e secundária: principalmente que
deixem de lado os livros didáticos em línguas estrangeiras e
nroduzam textos decentes e adequados, em seus t)rónrios
idiomas. Semnre batalhamos contra o nacionalismo científico. mas atualmente üode ser uma boa estratégica inverter
ar regras da batalha".
Como se sabe, a apresentação de um trabalho escrito é
tarefa que necessariamente envolve conhecimentos da língua,
do assunto a ser tratado e da maneira como deverá ser apresentado, isto é, das partes em que deve ser constituído, Um
simples curso de treinamento de usuário da informação não
poderá, é evidente, orientar nesses três aspectos; restringe-se apenas à maneira de apresentação e, sem diivida, como
a experiência tem demonstrado, isso já facilita a expressão
do conteúdo.
Experiências com alunos da UFP junto às disciplinas
de Tecnologia Farmacêutica, Botânica, Tecnologia dos Alimentos de Origem Animal, Anatomia Patológica dos Animais
Domésticos e Obstetrícia e Patologia da Reprodução Animal,
mostram que, quando conjugados os esforços da biblioteca
e de professores interessados em que seus alunos aprendam
— 387 —

�a elaborar corretamente um trabalho científico, os resultados são apreciáveis. Convém notar ainda que a satisfação
verificada entre os treinandos ao ver suas perplexidades, próprias de quem se inicia em tarefas desse tipo, dissolverem-se
pelo conhecimento de como fazer são marcantes e estimulam a fim de que se procure fornecer esse tipo de orientação aos demais alunos.
5

Recomendações

CONSIDERANDO a situação atual da Universidade Federal Fluminense.
RECOMENDA-SE:
5.1 que se procure conscientizar os profissionais docentes
da área médica para problemas de uso da informação —
através de cursos formais de treinamento, a fim que indiquem clientela para cursos específicos para seus alunos, integrados às suas disciplinas. Cabe aqui assinalar que esses
cursos para docentes poderão ter, ainda, a vantagem de,
além de concientizá-los para a problemática do aluno, minimizar o esforço das bibliotecas na tarefa de elaboração de
levantamentos bibliográficos, hoje nitidamente aceita (6")
como própria do usuário interessado;
5.2 que sejam programados cursos de treinamento para
aluno de graduação, de acordo com as solicitações dos docentes já conscientizados, como tem sido feito pelas bibliotecas de Veterinária e Farmácia, levando-se em consideração
os interesses da biblioteca, do corpo docente e as necessidades dos acadêmicos, como preconiza FJALBRANT (5).
5.3 que, para atingir de um modo geral a todos os alunos
da UFF, seja elaborado um curso audio-visual modulado em
dois níveis, pela equipe técnica do NDC, com a colaboração
dó Núcleo de Audio-Visual da UFF. O primeiro nível do
curso atingirá a clientela que ingressa na área básica. Esse
curso deverá conter ensinamentos estritamente necessários
ao uso e funcionamento da biblioteca. O nível mais adiantado do curso fornecerá à clientela já na área profissional,
conhecimentos mais amplos sobre o uso da informação científica e o preparo de trabalhos técnicos observando-se o ensino/aprendizagem dos instrumentos bibliográficos específicos a cada área profissional;
— 388 —

�5.4 que seja incluída a disciplina "Didática" no currículo
do curso de Biblioteconomia dessa Universidade, com a finalidade não só de preparar o aluno para futuras atividades
docentes como, ainda, proporcionar ao profissional já lotado nas bibliotecas universitárias da UFF formação nesse sentido, pela oportunidade de obter esse crédito.
Em suma, as recomendações acima seriam os passos
iniciais a serem dados a fim de que no futuro esses cursos
fie treinamentos fizessem parte da programação curricular
cta Universidade Federal Fluminense, mesmo como disciplina optativa, a exemplo de outras universidades do país.

CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
1

ARBOLEDA — SEPÚLVEDA, Orlando &amp; ALVEAR, Alfredo. Métodos audiovisuales en Ia instrucion de usuários de Ia information. Separata do Boi. Biol. Agric.,
9 (4): 271-288, 1972. p. 272.

2

BRAGA, Gilda Maria. Informação, ciência, política científica; o pensamento de Derek de Solla Price. Ci Inf.,
Rio de Janeiro, 3 (2); 155-177, 1974.

3

BRITTAIN, J. M. User studies user behaviour and user
instruction; series of lectures and Seminars y Porto
Alegre, 1977 (Curso ministrado durante o 9^ Congresso Brasileiro e 5"^ Jornada Sul-Rio-Grandense de
Biblioteconomia e Documentação)"
4

CEPEDA, Luiza M. Rodrigues. Responsabilidades da
Seção de referência numa biblioteca médica. Porto
Alegre, 1972. 12 p. mimeog. (Trabalho apresentado
à S''- Jornada Sul-Rio-Grandense de Biblioteconomia
e Documentação, p. 2-4).

5

FJALLBRANT, Nancy. Teaching methods for the education of the library user, Libri 26 (4): 252-267, 1976
p. 253.

6

FOSKETT, A.C. A abordag:em temática da informação.
São Paulo, Editora Polígono, 1973. 437 p. 15.
— 389 —

�7

KOMIDAR, Joseph S. O uso da biblioteca. In: GOOD.
William J, &amp; Hatt, Paul K. Métodos em pesquisa
social. 5 ed. Trad, de Carolina Martuscelli Bori.
São Paulo, Editora Nacional, 1975. cap. 9, p. 137-154.

E

MALUGANI, Maria Dolores. La biblioteca en la educación agrícola superior. Separata do Boletim Bibliográfico Agrícola, 4 (1): 1-12, 1967.

9

MORETTI, Dina Maria Bueno et alii. Orientação bibliográfica na área agrícola. Porto Alegre, 1977. 15 p.
mimeogr. (Trabalho apersentado ao 9° Congresso
Brasileiro e S''' Jornada Sul-Rio-Grandense de Biblioteconomia e Documentação).

10

NEGHME, Amador. La funcion de Ia biblioteca en Ia
ensenanza superior, Ia investigacion cientifica y Ia
practica profissional. Separata do Boletim de Ia
Oficina Sanitária Panamericana, 63 (3): 242-250,
Sept. 1972. p. 243-244, 246.

11

PERYOTON, Ana Mary Valporto &amp; TAVEIRA, Maria Nilce. Apresentação e redação de trabalho científico.
Niterói, Universidade Federal Fluminense, 19.

12

WEST, Kelly M. Função da biblioteca no aprendizado
para aprender clínica médica. Separata da R. bras,
clín. e terap., 1 (3): 159-64, Mar. 1972.
DEBATES

DYRSE BARRÊTO TAVEIRA (Professora do Departamento de Documentação da UFF): O Núcleo de Documentação da UFF conta com um quadro reduzido de profissionais bibliotecários. Como seria possível desviar os poucos
profissionais existentes para se dedicarem a tarefas docentes?
MARÊDA FIORILLO BOGADO: Como nós sabemos que
c pessoal técnico disponível nas bibliotecas do Núcleo de
Documentação da UFF, com condições especificas para treinar, não são em quantidade suficiente, a nossa proposta foi
H da solução de um treinamento coletivo, uma solução de
triagem, uma solução de emergência, que nós reconhecemos.

— 390 —

�Como solução de treinamento coletivo, nós colocamos uma
jiOlução de cooperação ,em torno de uma equipe, que seria
formada pelos profissionais bibliotecários do Núcleo de Documentação da UFF, em que teríamos a felicidade de contar
com a colaboração do Curso de Biblioteconomia da UFF, na
elaboração e implantação desse projeto. A nossa proposta
como solução de emergência, como primeira triagem seria a
tie um audio-visual, na forma de um filme ,porque acreditamos ser essa a solução mais econômica. O elenco do filme
seria formado pelas nossas próprias colegas bibliotecárias
e, os cenários seriam as bibliotecas da UFF. Esse filme seria
oferecido em horários a serem estudados, em grandes auditórios, onde seria dado um curso que contivesse conhecimentos mínimos necessários sobre o funcionamento da biblioteca e treinamento do usuário, isto é, como consultar um catálogo, o que significa o regulamento da biblioteca, etc.

— 391 —

�</text>
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                <text>Tema: A biblioteca como suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional.</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Treinamento de usuários da informação para alunos de graduação da área biomédica da UFF. (3ª Sessão Científica)</text>
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              <text>Folly, Eneida de Mattos</text>
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          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Date</name>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Trata do treinamento de usuários, alunos da área de biomédicas, da graduação na Universidade Federal Fluminense. Apresenta resultado de um estudo realizado em abril de 1978 junto aos usuários com o objetivo de identificar padrões de uso da biblioteca e de fontes bibliográficas. São apresentadas algumas recomendações , que levam aos passos iniciais para que no futuro, esses treinamentos façam parte  da programação curricular da universidade, como disciplina optativa.</text>
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