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                  <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO BRASIL DO PONTO
DE VISTA DO PESQUISADOR, SUAS EXPECTATIVAS
E INTERESSES

JORGE DA SILVA PAULA GUIMARÃES
(Professor Titular de Histologia da UFF)

Na pesquisa científica, como em qualquer outra atividade humana, estamos sempre confrontados com a necessi
dade de tomar decisões. Com relação à pesquisa científica,
especialmente, nós precisamos decidir, por exemplo; quanto
às linhas de trabalho ou temas de pesquisa a ser adotado;
quanto à metodologia a empregar, envolvendo procedimentos, técnicas, instrumental, animais, etc.; quanto à estrutura conceituai e teórica, dentro da qual vamos propor as
perguntas do trabalho científico, vamos analisar os resul
tados. avaliar as respostas e extrair as conclusões. Esse ato
humano de decidir e, sobretudo, de decidir bem no âmbito
da pesquisa científica e, insisto como em qualquer setor,
exige acima de qualquer coisa a aquisição prévia de informação. Informação definida como tudo aquilo que orienta a
ação, no entanto mais do que informação, nós os cientistas
precisamos de informação relevante para a decisão final,
relativa àqueles aspectos que me referi inicialmente. Para
preencher essa condição, isto é. para se ter informação relevante necessária a atender a essas solicitações anteriores,
precisamos de pelo menos 3 pré-requisitos, que devem ser
considerados: l*? — a informação deve existir em forma adequada e acessível; 2" — os usuários da informação devem
saber que ela existe, e, 3*? — os usuários da informação devem saber como encontrá-la e como usá-la.
Toda informação é operacionalmente inexistente se não
for comunicada de alguma forma e, há várias maneiras de
fazê-lo (oral, escrita, conferência, livro, rádio, disco, fita;
periódico, microfilme, etc.). O cientista, ou é um ser comunicante, ou não é cientista. Ciência é impensável sem co— 368 —

�municação e mais do que isso, para que o trabalho científico atinja seu rendimento máximo é preciso que a informação dada seja de boa qualidade e adequada à sua pesquisa. Estima-se que 9% dos recursos gastos em pesquisa podem ser desperdiçados, se uma adequada informação não
for apropriadamente comunicada. Temos como exemplo: levando a uma duplicação desnecessária de pesquisa; a um
planejamento mal elaborado; a um atendimento falho de teorias, conceitos, que levam a conclusões errôneas ao fim
da pesquisa e, assim por diante.
A comunicação de informações se faz de 3 maneiras distintas: F — através do que Solla Price chamou "Colégios
Invisíveis", que é um sistema informal de troca de informações sob a forma de cartas .periódicos, encontros fortuitos,
seminários, visitas a laboratórios, etc., é uma vivência social entre os cientistas que leva a um processo de comunicação muito ativo e eficaz; 2" — através de comunicação
formal de trabalhos originais publicados em periódicos, livros, teses, monografias, anais de congressos, etc. e, que são
conhecidos na terminologia técnica como "Publicações Primárias" e, 3" — através das publicações ditas "Secundárias"
e, que alguns chegam até a chamar de "Terciárias". Consistem nos índices, abstracts, review^s, advances, progress,
etc., sendo que algumas vezes se incluem sumários ou artigos de atualização e questões importantes de temas, ou revisões da história remota ou recente de um determinado assunto e, mais recentemente, listas analíticas dos artigos publicados na semana, mes ou ano. A utilização dessas 3 modalidades de comunicação da informação entre os cientistas
varia grandemente; num extremo encontramos aquele que
se vale largamente de publicações secundárias, que antes
de cada projeto de pesquisa realiza uma ampla revisão bibliográfica. se valendo de todos os serviços de informação
que a biblioteca a qual ele tem acesso, dispõe e se propõe
a fazer; enquanto, do outro lado situa-se aquele que apenas
consulta regularmente alguns periódicos relevantes, ou preferem mesmo, se informar circulando num desses "Colégios
Invisíveis". É lógico que nenhum desses tipos de cientistas
se realiza no estado Duro, O cientista atuante de alguma
forma utiliza todos esses processos .apenas enfatiza às vezes
mais um ou outro, dependendo inclusive do temperamento,
mortunidade. etc., de cada um deles. De um modo geral,
existe uma subutilização dos setores secundários de infor— 369 —

�mação. Um levantamento realizado na Inglaterra em relação à literatura médica revelou que, apenas 1/3 das solicitações feitas à National Lending Library for Science and Technology eram conseqüência de referências obtidas em índices
e abstracts, a maior parte das solicitações provinham de referências obtidas em publicações primárias ou oralmente.
Em outro levantamento demonstrou-se que os biologistas
usam menos os serviços secundários do que os químicos,
muito embora esses, também, não o utilizem no nível considerado ótimo. A razão desses fenômenos eu desconheço.
Como a utilização dessas redes de informação nem sempre
é muito fácil, tudo indica que os cientistas ,a maior parte
das vezes, só utilizam a literatura cuja existência lhes chega
mais facilmente às mãos, aquela em que eles têm contato
de uma forma mais direta e imediata. Várias razões concorrem, obviamente, para isso; mas, provavelmente 3 parecem influir de maneira significativa nesse procedimento: 1"
— ausência de instrução e treinamento formal e sistemático
na utilização desses serviços de informação; 2^ — a tendência natural dos cientistas a buscar a informação por métodos simples e diretos, procurando o que deseja através do
"Colégio Invisível", folheando periódicos, etc. e, 3"? — a
qual acho a mais significativa, são certas dificuldades que
o cientista e o pesquisador atual enfrenta de se orientar
dentro da crescente complexidade da rede de informação;
geralmente, a situação está adquirindo um caráter muito
sofisticado, esotérico, complicado, que nós que já possuímos
um tempo razoável e número de pesquisas realizadas, de repente nos sentimos atordoados e meio perdidos no meio dessas publicações, itens, etc.
Seja como for o produto final do serviço de informação
é a literatura propriamente dita, da mesma forma que o produto final do trabalho científico é o documento, sua publicação. Nesse ponto, chegamos à biblioteca. Para o cientista e o pesquisador profissional a biblioteca é o centro vital
da cadeia de informações e de uma forma ideal, o pesquisador espera que ela seja, na atualidade, capaz de atender a
todas às demandas de informação, isto é, que seja um sistema bastante complexo, capaz de identificar, adquirir, processar, armazenar, recuperar e suprir a informação.
Para um cientista hoje manter-se atualizado, especialmente se ele deseja conservar-se atuante dentro do que se
chamou "frente de pesquisa", exige-se dele um esforço con— 370 —

�tínuo de busca e análise de informação, sobretudo se considerarmos a crescente multidisciplinaridade de quase tudo
p que se faz atualmente. Hoje, qualquer pesquisa em Biologia é impossível de se fazer só com Biologia, quando na verdade nós temos que ter acesso à informação, a respeito de
Bioquímica, Biologia Celular, Física, Matemática, etc. A tendência é haver cada vez mais uma aproximação entre as ciências. Podemos dizer que, atualmente, qualquer pesquisa
envolve uma consulta multidisciplinar. Isto é uma carga
bastante grande para o pesquisador que quer se manter
atuante na frente de pesquisa, isto é, que pretende continuar produzindo trabalhos científicos relevantes, ou sejainformação relevante que passe a ser inserida e passe a participar dessa frente de pesquisa, depa rede de informação
internacional. Isto mostra a importância do especialista em
Documentação na ajuda dada aos cientistas, sobretudo no
flomínio e na utilização da moderna tecnologia informacional, tais como: computação, telecomunicação, reproduções
de todos os tipos, microreprografia, etc. Toda essa tarefa do
fíientista e do especialista em Documentação na busca de in''ormação é realizada visando ao objetivo básico, que é a ob
tenção e seleção dc informação relevante para o^ trabalho ^de
pesquisa a ser feito. Do ponto de vista do cientista esse e o
maior préstimo que o especialista em informação pode lhe
oferecer A participação dos cientistas nas tarefas de modificar e melhorar os serviços de informação, que venham a
atender suas próprias necessidades, parece ser imperativa
nos dias de hoje. Em 1966, James Cock, numa reunião da
Sociedade para o Progresso da Ciência da Inglaterra, afir*
mou! "Penso que um dos problemas reais que enfrentamos,
atualmente, é persuadir os cientistas a participar ativamente no desenvolvimento e melhoria dos serviços de informa(;áo que utilizam. Do contrário correremos o perigo de ver
surgir um abismo intransponível entre o especialista da informação, que cria os serviços e, os cientistas, que supostamente os utilizam".
Todas essas considerações são importantes, desde que
nós não percamos nossa perspectativa nacional, por isso
formularia as seguintes perguntas: Como tudo o que foi
mencionado se aplica as nossas condições concretas? São
nossas bibliotecas universitárias centros reais de informação
capazes de identificar, adquirir, processar, armazenar, recuperar e suprir informações? Já existe entre nós a figura
— 371 —

�fio especialista em informação, que seria o indivíduo que
ficaria entre o cientista e a fonte de informação? Em que extensão e profundidade as atuais bibliotecas e serviços de informação estão auxiliando o cientista na busca e seleção de
informação relevante? Estão os cientistas utilizando regularmente os serviços de informação fornecidos pelas nossas
bibliotecas, especialmente os serviços ditos secundários? E
finalmente, que papel devem desempenhar os cientistas e
pesquisadores nesse esforço de mudança? E se todas essas
indagações e respostas implicam numa negativa, então, a
pergunta é a seguinte: O que devemos fazer para mudar a
situação agora?

— 372

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Para o pesquisador a Biblioteca Universitária é o centro vital da cadeia de informação e ele espera que , na atualidade, ela seja capaz de atender às suas edmandas de informação, ou seja, um sistema bastante complexo, capaz de identificar, adquirir, processar, armazenar, recuperar e suprir a informaçao. Do ponto de vista do pesquisar, este é o maior  benefício que o profissional da informaçção pode oferecer. A participação do pesquisador na melhoria dos serviços de informação, que venham a atender as suas próprias necessidades, parece ser imperativa nos dias atuais. </text>
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