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                  <text>necessidade de INFORMAÇÃO; O PONTO
DE VISTA DO PESQUISADOR

CÉLIA LÚCIA MONTEIRO DE CASTRO
(Doutora em Medicina)
RESUMO DA PALESTRA
A preocupação do pesquisador, no que se refere à velocidade de disseminação da informação, tem como ponto de
partida os seguintes aspectos:
a)

As relações existentes entre pesquisa/ciência/tecnologia/desenvolvimento, associando o domínio da informação ao poder;
b) O custo envolvido nos procedimentos de produção, estocagem e divulgação do conhecimento;
c) O caráter cumulativo do conhecimento científico e a
reconstrução do objeto pela crítica da comunidade de
pares;
d) A permanente ameaça da desatualização da informação impressa, mormente nos campos de desenvolvimento acelerado, tornando rapidamente obsoletos livros e
revistas;
e) Os procedimentos usuais de seleção de material a ser
impresso e as próprias limitações do mercado editorial.
Estes aspectos influem, necessariamente, no livre trânsito da informação, quer determinando o que pode ser divulgado, quer afetando a velocidade com que o conhecimento é disseminado. Neste sentido, não se torna disponível ao
pesquisador a informação de "hoje", aumentando os intervalos de tempo entre produção e obtenção do conhecimento
e/ou da informação.
Embora se reconheça que os centros e núcleos de documentação estejam atentos ao problema, parece sempre

— 357 —

�necessário ou prudente salientar a questão da velocidade da
propagação do conhecimento, trazendo para debate a exiquibilidade de medidas tendentes a:
a)
b)

Agilizar os mecanismos de obtenção e reprodução de
material impresso;
Divulgar trabalhos em andamento, a par de trabalhos
já concluidos, ressaltada a importância dos conclaves
e das "comunicações" neles apresentadas;

o)

Cadastrar centros e pessoas envolvidas na produção de
conhecimento, por áreas e sub-áreas do saber;

ti)

Utilizar os mecanismos de comunicação informal, de
modo mais eficiente e para benefício coletivo;
Especializar os profissionais em documentação por área^
de conhecimento.

e)

DEBATES
ALICE BARROS MAIA (Diretora do Núcleo de Documentação da UFF): O problema de agilizar a informação para
Que ela chegue mais rapidamente ao pesquisador, no sentido de diminuir o intervalo de tempo entre a existência da
informação e sua utilização por quem de direito, seria no
meu entender, a divulgação da pesquisa em andamento no
momento em que ela é registrada e aprovada. Isto, porém
corre um grande risco porque a pesquisa evolui, pode mudar seu enfoque e. às vezes, até o tema proposto inicialmente. Além disso, temos uma resistência muito grande a vencer: o pesquisador, normalmente não admite que o bibliotecário divulgue a sua pesquisa, no momento em que ela é
registrada. Temos como exemplo a nossa experiência na
UFF. Quando aqui chegamos ficamos preocupados com a
divulgação das pesquisas em andamento. Perguntamos quem
controlava ,onde ficava o registro e quem fazia sua divulgação, pois já que somos um órgão de informação, nós teríamos que ter esses dados para informar: onde estava se
desenvolvendo essa pesquisa, quem estava pesquisando é a
que resultados estava chegando. Não tendo conhecimento
de quem controlava, nos propusemos a fazer um levantamento dessas pesquisas, para se ter um controle, cadastrá-las e fazer uma publicação divulgando-as. Interessando-se
a Coordenação de Pesquisas e Pós-graduação pelo assunto,

�após a distribuição dos formulários, recolheu-os, analisou-os
e tomou a seu encargo a publicação desse trabalho. A partir daí, nos interessamos por outro tipo de informação: as
teses. Essas, também, não possuíam um controle. Fizemos
um formulário e distribuímos aos pesquisadores. Com os
dados obtidos criamos o Catálogo de Teses da UFF, que
abrange, atualmente, o período de 1976-77. Gostaria de ressaltar que durante todo o processo de preenchimento dos
formulários, encontramos grande resistência por parte dos
pesquisadores em respondê-los. O que me parece é que existe pouca comunicação de parte à parte, falta de compreensão quanto à importância das informações a serem dadas
pelos pesquisadores e muita relutância.
Acho, portanto, que tem de haver uma reformulação
geral para que esses problemas se resolvam, sem atritos, apenas servindo a quem de direito e sobretudo, no sentido de
de agilizar o processo de informação.
CÉLIA LÚCIA MONTEIRO DE CASTRO; Apesar de toda
minha formação em Medicina, estou fazendo a algum tempo pesquisas na área de Estudos Sociais, mais especialmente em Educação, e, embora, use questionário como técnica
de pesquisa, seria tremendamente relutante, se algum setor
de Documentação viesse me entregar um questionário, onde
eu dissesse o tema da pesquisa, seu objetivo, sua metodologia, etc., de modo que posso entender a resistência dos companheiros de pesquisa. A minha idéia não é criar desentendimento entre o bibliotecário e o pesquisador, mas simplesmente ver o que se pode fazer para agilizar o processo de
informação. Vamos imaginar que uma Universidade resolva
cadastrar suas pesquisas em andamento. A experiência que
tenho em relação a isso, é a seguinte: em primeiro lugar, há
uma pessoa encarregada desse levantamento. Essa pessoa
começa a elaborar um questionário, esse questionário é revisto ou modificado e, tende a obter uma aprovação para
ser aplicado, dependendo da instituição, esse questionário
pode ser até impresso. Isto leva algum tempo, digamos um
a dois meses. Depois esse questionário é enviado aos pesquisadores de toda a Universidade para ser respondido,
'Obviamente outro período de tempo é levado para que isto
ocorra. Após a entrega, esse questionário poderá ser impresso. Novamente se estabelece um intervalo entre o momento de obtenção de informação e a sua divulgação. Se é
uma Universidade que tem um programa editorial e quer
— 359 —

�publicar esse trabalho, então se coloca, pelo menos mais um
ano; por outro lado, muitas vezes o sistema de distribuição
das publicações da universidade não é assim tão eficiente
que faça com que o indivíduo que deu a informação saiba
e receba depois a obra em que esse dado está contido; mas
mesmo que receba, em geral, vai passar mais um ano entre
o momento em que ele deu a informação e obteve essa publicação. Não sei em que medida se poderia agilizar o processo de informação, talvez com publicações mais simples,
informais, como algum tipo de documento mimeografado,
que poderia rapidamente ser impresso e distribuído aos interessados, embora, esteticamente não seja das publicaçõeiJ
mais bem elaboradas.
Se as colegas me permitem gostaria de fazer uma referência pessoal quanto ao emprego de questionários como
técnica de levantamento de dados. Uma das coisas que st
tem conhecimento hoje em pesquisa social, principalmente se estamos trabalhando com população cativa ou btjcom uma determinada área de interesse, com uma preocupação específica e possivelmente, os informantes se man
têm comigo durante muito tempo é que à medida que aumenta o número de questionários, diminui o número de
respostas. Podemos ilustrar com o seguinte exemplo; estou
pesquisando uma Faculdade de Educação e vou a essa faculdade de 2 em 2 anos ou de 6 em 6 meses e, resolvo enviar
um questionário a esse local para ser respondido. A experiência demonstra que se nós vamos trabalhar com uma população cativa e se enviamos um questionário e ele é por
qualquer motivo respondido, um segundo questionário é
menos respondido e, um terceiro, ainda, menos. Se fizermos
um gráfico pelo número de questionários respondidos, cada
vez que eles forem enviados, notaremos um declínio muito
nítido de recebimento de respostas. Isto, simplesmente, se
dá porque o informante desconhece o que ocorreu com a informação que ele prestou. Em pesquisa social, a técnica nos
diz que no momento que a informação dada pelo informante passa a constituir um relatório de pesquisa, um artigo ou
qualquer outro tipo de publicação deve-se voltar ao informante comunicando-o como foi usada a informação por ele
prestada. Nota-se que na medida em que o informante verifi"
ca para que finalidade a informação dada por ele foi usada e,
constata que diminui o intervalo de tempo entre a informação que foi dada e a obtenção da resposta, então, creio que
— 360 —

�ele passa a colaborar ativamente no preenchimento dos questionários .
Acredito, talvez, que devessemos usar mais comunicações do tipo informal como cópias xerox, mimeografadas,
etc. do que as do tipo formal, porque isto abreviaria o tempo entre dar a informação e divulgá-las ao interessado.
Gostaria de dizer que quanto a mudança ou evolução
cia pesquisa em andamento para enfoques diferentes dos
propostos inicialmente, isto tende a diminuir por uma razão
bastante simples, isto é, as pesquisas se tornam cada vez
mais caras e na medida em que elas atingem esse nível, o
pesquisador está se utilizando cada vez mais de recursos externos a sua instituição para financiar a própria pesquisa.
São rarissimas as universidades brasileiras que têm recursos
suficientes para patrocinar essas pesquisas e, portanto, na
medida em que se obtém financiamentos externos passamos
a ter projetos suficientemente rígidos e detalhados uma vez
que o investimento é muito grande e a agência financeira
não irá incentivar mudanças no processo da pesquisa. Podemos dizer que o mecanismo da descoberta que tanto estimula a imaginação do pesquisador está diminuindo, cada
vez mais devido ao próprio desenvolvimento econômico.
Gostaria de citar a contribuição da Biblioteca do Instituto de Física da UFRGS ,que vem de encontro ao que acabo
de expor. O Instituto de Física da UFRGS mantém seus pesquisadores atualizados através de pre-prints recebidos diretamente dos autores. Para isso mantêm contato com as instituições internacionais afins que enviam listas de suas publicações, Os pesquisadores fazem os pedidos através da Biblioteca e recebem o artigo antes que ele seja publicado.
É um processo pelo qual uma vez que haja um documento
de qualquer tipo pronto não se espera que ele seja publicado, para que seja feita sua divulgação. Na medida em que
o Instituto de Física da UFBGS obtém os trabalhos, antes de
sua publicação, é lógico que se pode ter a informação de
hoje para o pesquisador e, não a de ontem.
Quando se diz que os pesquisadores não gostam de responder questionários e querem guardar para si os pre-prints
é, nesse sentido, que precisamos exaustivamente do auxílio
dos bibliotecários, para que esse mecanismo seja assumido
pelas bibliotecas e, não deixada ao sabor do egoísmo dos
pesquisadores, tentando reter para si o que é patrimônio da
comunidade científica.
— 361 —

�FRANCISCA MARILIA LEAL: A divulgação das pesquisas em processo deveriam ser normalizadas pelo INPI através de ato normativo sendo obrigatória por parte do pesquisador ou instituição patrocinadora da pesquisa a publicação do andamento da mesma em jornais diários, assim
como são publicados os editais, por ser um meio de comunicação e acesso comum e, periódicos especializados por serem mais fáceis para a localização das pesquisas em desenvolvimento ou seja, a possibilidade da publicação em jornais
diários ou em periódicos especializados. O que lhe parece?
CÉLIA LÚCIA MONTEIRO DE CASTRO: Parece-me ótimo, apenas gostaria de relembrar que o periódico especializado volta a ter o tempo de espera para publicação, isto tem
sido amplamente debatido nos Estados Unidos por diversas instituições científicas.
HELOÍSA BENETTI SCHREINER (Diretora da Biblioteca Central daUFRGS): Como a senhora disse no inícioinformação é poder, poder econômico e político, não será
essa própria natureza da informação um fator de resistência à informação de pesquisas em andamento, não será essa
uma das grandes limitações dos cadastros de pesquisa em
andamento. Se o pesquisador muitas vezes julga ou deseja
que ele seja o proprietário único de uma informação contida num pré-print de autoria de um colega seu, não será essa,
também, uma colocação válida, se a informação é ele que
está gerando?
CÉLIA LÚCIA MONTEIRO DE CASTRO: Eu tentaria colocar a questão de uma outra forma. Em 1976, estava pesquisando o problema de Pós-graduação em Educação no Brasil, e a situação no panorama internacional. Em vez de
me utilizar dos sistemas convencionais de pesquisa, simplesmente enviei uma carta pedindo a informação que desejava
saber e essa carta foi vertida para o espanhol, francês, inglês e alemão. Gastamos apenas o correio e espalhamos a
carta pelo mundo todo. Com isso, começamos a receber correspondência e informações de todas as partes do mundo,
inclusive de locais que desconhecíamos totalmente. Estou
dando esse exemplo para demonstrar que a comunicação informal, entre pesquisadores 6, talvez, uma das coisas mais
respeitadas e que faz parte da ética profissional ou seja,
por ética profissional entende-se que um pesquisador ao receber um pedido de informação de um colega tende a atendê-lo.
— 362 —

�A minha preocupação seria em que medida essas formas
informais podem ser agilizadas não para benefício de um
pesquisador, mas para que isso possa servir à comunidade
dos pesquisadores. Acredito que a resistência do pesquisador em dar informação, ou em fornecer um pre-print ou separata se deve ao fato de que ele o conseguiu com um gran
de esforço pessoal e, como nós estamos num sistema capitalista, em que se protege a propriedade privada, evidente mente, uma informação que eu obtive porque conheço alguém que possa me dá-la, não haveria muito interesse de
minha parte em divulgá-la, mas, no momento em que essa
informação não fosse pedida, nem obtida por um pesquisador individual, mas por uma organização especializada, no
caso a Biblioteca, tenho a impressão de que isto beneficiaria a todos.
O pesquisador relutará em fornecer informações sobre
.sua pesquisa, na medida em que ele não veja qual a utilidade daquilo; no momento em que é outro pesquisador quem
pede a informação a coisa muda de figura, jwrque a percepção da utilidade é imediata. Na medida em que Centros
de Documentação consigam convencer o pesquisador que
aquela informação é pedida, mas é pedida para ser divul
gada e, é uma divulgação imediata, acredito que se tenderia a acabar com a resistência por parte do pesquisador.
(Considerações feitas por um participante do Seminário que não foi identificado): Gostaria de levantar alguns
problemas quanto ao que foi dito aqui.
Primeiramente, quanto à demora da obtenção de informação. Enquanto houver falhas no nosso correio, enquanto
nós não pudermos contar com essas embalagens especiais
para enviar a comunicação de forma rápida, será muito difícil diminuir essa demora. Deveríamos ter uma lei ou portaria do governo, no sentido de que qualquer comunicação
escrita ou qualquer outra forma de documento pudesse
chegar a seu destino imediatamente. Enquanto, também
tivermos falta de recursos administrativos e reprográficos
o problema continuará acontecendo.
'
Em segundo lugar, quanto ao cadastramento de pesquisas em processo, além do problema dos questionários que
geralmente, não são respondidos, o que torna o nosso cadastro incompleto, gostaria de dizer que nem sempre a informação que o pesquisador deu no início, é a mesma depois
— 363 —

�que ele desenvolve a sua pesquisa, portanto, o que cadastra
essas informações teria que acompanhar a pesquisa ou o
pesquisador se comprometer a mandar periodicamente as
reformulações.
Outro ponto que gostaria de expor, em nome da Professora Dinah Aguiar Población, que recentemente fez uma comunicação muito interessante à respeito do bibliotecário —
é que ele não é solicitado a participar das Câmaras de Pesquisa ,enfim das reuniões de cúpula, dos pesquisadores, dos
professores, então, ele não toma conhecimento das programações de pesquisa, portanto se o bibliotecário pudesse ser ouvido e pudesse participar dessas reuniões, ele participaria
das decisões a serem tomadas e ficaria mais fácil para ele
divulgá-las. Isto é o que deveríamos pleitear urgentemente.
Outro ponto, ainda, é quanto ao treinamento do bibliotecário. Nós temos a experiência do Instituto de Energia
Atômica em que o bibliotecário que entra nessa biblioteca
é treinado, passando por volta de 9 meses em treinamento
para fazer uma reciclagem em matemática, física, químicaetc., enquanto ele não estiver apto, ele não começa a trabalhar. Com relação à informação bibliotecária, acho que por
enquanto é impraticável nas Escolas de Biblioteconomia, talvez, fosse possível se fazer o treinamento numa instituição
ou um curso preparado com esse objetivo.
Em último lugar, gostaria de dizer que quanto à educação do usuário, nós temos percebido que as bibliotecas e centros de documentação produzem seus instrumentos de informação, porém, o usuário não sabe se utilizar deles, portanto o usuário também, precisaria ser treinado. Alguns são
privilegiados, fazem cursos fora, mas a maioria dos usuários
não conhece o valor dos instrumentos bibliográficos de que
dispõem. O treinamento desses usuários é condição essencial para que eles possam usufruir das fontes de informação.
JOSÉ CARLOS TEIXEIRA (Coordenador do Curso de Biblioteconomia da UFP): Acho um pouco de prevenção do
pesquisador, a tendência de relegar, a um plano inferior, a
.informação produzida anteriormente, principalmente na
área de Ciências Sociais e, mais especificamente em Educação, onde nós não podemos, pelo menos com um prazo de
10 anos, realmente fazer uma avaliação, ou seja, sentir o
'•feedback". Porque em sistemas de ensino, nós não vamos
poder nunca colher os frutos imediatos, o que temos que
— 364 —

�vor é se aquele processo, técnica ou experiência realmente
contribuiu para a formação global do indivíduo e, isto exige um espaço de tempo para ser avaliado corretamente.
Outro aspecto que a senhora abordou e, que é uma
grande preocupação nossa é o problema da formação do bibliotecário. Infelizmente no nosso sistema, o bibliotecário
tem uma graduação mais em termos quase de técnicas de
tratamento de material bibliográfico e documentário, isto é,
disseminação, recuperação da informação, mas já se tentou
na UFF e, é preocupação de muitos, criar essas especializações, na área de Biblioteconomia e Documentação.
CÉLIA LÚCIA MONTEIRO DA CASTRO: Estou de acordo com tudo o que acaba de dizer. Talvez, devesse ser bem
honesta e começar a minha intervenção não tanto na linha
das exigências do pesquisador, mas fazendo um pouco de
crítica ao próprio pesquisador, Espero que ninguém me
critique muito violentamente por isso. Quando penso em
pesquisa, não penso em teses de Mestrado, porque Mestrado
e Pós-Graduação são recursos que estamos usando no BrasU
para preparar docentes universitários ou para melhor qualificá-los, para preparar o profissional de alto gabarito e para iniciar a formação do pesquisador.
Gostaria de ressaltar aqui que Mestrado não forma
pesquisador. Mestrado quando muito dá início à formação
da carreira de pesquisador. Em países mais desenvolvidos
a tese de Mestrado já caiu por terra, porque se reconhece
que em nível de Mestrado não há porque exigir-se tese, já
que as pessoas não estão em condições de fazê-la.
Concordo com o colega José Carlos quando ele diz que
a preocupação com a informação de ontem, principalmente
em Educação, pode desmerecer coisas importantes, porque
um processo educativo não é julgado ontem, porém'gostaria
de lembrar da necessidade por parte do pesquisador de ter
a informação correta e atualizada. Qualquer análise que se
faça fica falha quando os dados são desatualizados, nesse
sentido é que a informação tem que ser atual.
Acredito que se fosse possível se intensificar a formação
de bibliotecários por áreas de conhecimento, seja a nível de
Graduação, Pós-Graduação, ou cursos de especialização, isto
seria de grande benefício para o pesquisador e suas pesquisas.
— 365 —

�Parece-me que no Brasil, atualmente, uma das principais missões do pesquisador é a de cadastrar os nomes e ei:
dereços das pessoas que trabalham na sua área de saber
Seria função da biblioteca ou centro de documentação n
só conhecer as publicações, mas também as pessoas, centros
e instituições que estão na vanguarda daquela área.
DINAH AGUIAR POBLACIÓN (Presidente da Comissão
Brasileira de Documentação Biomédica e Professora da F""
cola de Comunicação e Arte da USP): Uma das metas do bibliotecário é estar sempre insistindo para obter a informa
ção desejada. A exemplo disso, a senhora deve conhecer on
relatórios da Escola Paulista de Medicina. Os questionários
iniciais foram difíceis de serem respondidos, mas desde 1970,
nós mantemos constantemente essa indagação sobre pesquisas em andamento, trabalhos publicados, participação em
eventos e atividades científicas do corpo docente. Estamos
com os levantamentos feitos até 1977.
Recentemente na Reunião da SBPC propusemos, mediante apresentação, inclusive de uma portaria do Ministro
da Educacão, que o bibliotecário participasse das reuniÕe=
dos Colegiados, não como poder decisório, mas para tomf""
(^•.onheclmento das linhas de pesquisa que a Universidade est"
desenvolvendo. O bibliotecário ciente com antecedência do
que será realizado, do que foi aprovado e das linhas de pe
quisa da^instituição, poderá avaliar não apenas o acervo de
que dispõe, mas também providenciar os documentos que os
pesquisadores vão necessitar. Dessa forma a biblioteca passa a ser um centro referencial de informação para o pesquisador.

— 366 —

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          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Castro, Celia Lúcia Monteiro de</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Niterói (Rio de Janeiro)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>MIC/UFF</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>1978</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Discorre sobre as ações necessárias da Biblioteca Universitária para que possa estar sintonizada com os projetos de pesquisa institucionais a fim de poder contribuir com a melhoria do acervo e serviços ao pesquisador.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>snbu1978</name>
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