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                  <text>avaliação de serviços prestados a usuários de
BIBLIOTECAS BIOMÉDICAS

MARIA ANGELA LAGRANGE MOUTINHO
DOS REJS
(Professora de Pesquisa Bibliográfica da Escola de Enfermagem da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ) e Bibliotecária da
Biblioteca Central do Centro de Ciências da
Saúde (CCS) da UFRJ)

'

A avaliação em bibliotecas biomédicas é uma pesquisa a
efetuada pelos bibliotecários que nela trabalham, indica-

naturalmente para tal tarefa, por sua formação e vivênprofissional. Mas bibliotecários não têm o hábito da pesWisa ou como salienta DIEGUES JUNIOR (4) em relação a
- ^tistas sociais, "não há uma tradição de pesquisa", tradigp^.não é uma atribuição clássica, sendo portanto difícil de
^ implantada, de se tornar habitual.
■ . O sistema de informações que é uma grande biblioteca
^omédica compreende pessoal de diversos níveis, usuários
® diversas formações e áreas de conhecimento, que conti^ apresentar os serviços já por demais conhecidos e está
produzindo outros mais modernos como os relativos a rePeração de informações on-line e a análise de informações.
orém existem as bibliotecas menores, carentes de recur"s _e instalações adequadas, mas prestando importantes
fjí^iÇos à comunidade biomédica. Esta inadequação foi veç/icada por Yone CHASTINET (2) ao avaliar o Sistema Na'Onai de Informação e Documentação Agrícola — SNIDA.
. ^ASTInet comprovou não haver uma relação direta ene_a quantidade dos bibliotecários da rede e o nível de coopeÇao. Assim sendo, muitas vezes a avaliação pertinente exij'u^9^hecimentos interdisciplinares, envolvendo fatores quaOíiri
® ® quantitativos, fazendo com que não saibamos por
jj^j ? começar, quais as técnicas a empregar. Por onde se
uma avaliação? Pelos serviços meios ou fins? Quais
v[ji^^^°ridades a serem consideradas? Em nosso ponto de
tais considerações são secundárias, contanto que a
— 237 —

�pesquisa seja iniciada. É muito mais fácil aprimorar os índices de avaliação do que esperar haver uma situação adequada para aferição de serviços prestados. Entretanto, nao
estamos na época da improvisação, do individualismo, devendo então considerar certos princípios.
1 — Devemos nos preocupar com a uniformização de
métodos e a não duplicação de serviços. Nesse sentido, devemos seguir a linha geral de situar toda e qualquer biblio'
teca biomédica num sistema mais amplo de informações.
Como um ponto nesse sistema, a biblioteca deve inicialmet''le se integrar com as bibliotecas a ela relacionadas, seja
assunto, proximidade geográfica ou hierarquização, visando tomar conhecimento das avaliações que estejam senCrealizadas, e como estão sendo realizadas.
2 — Determinar qual o nível em que devemos executai
nossa pesquisa. Segundo LANCASTER (5) existem três
veis possíveis.
a) Avaliação de eficiência
b) Avaliação de custo da eficiência
c) Avaliação de custo dos benefícios
Continua o autor sugerindo que no primeiro item ocorrem geralmente avaliações das demandas e não das
sidades reais. Quanto ao segundo e tercejro níveis, tão comuns em países europeus e nos EEUU não são muito an
lisados em bibliotecas biomédicas brasileiras.
Levando em consideração o princípio número um,
ineçamos a sondar a área biblioteconômica biomédica, atra'
vés de contatos informais com outros bibliotecários, P®
intermédio do Grupo de Bibliotecários Biomédicos da Asso
ciação Profissional de Bibliotecários do Estado do Rio
Janeiro (APBERJ/GBB). Após o que elaboramos um qn®?'
tionário para servir de embasamento a um trabalho cuj'^
objetivo será uma sugestão para padronizar a coleta, deno
minação e talvez a interpretação dos dados estatísticos
seções de circulação de bibliotecas biomédicas. Muitos qu®®'
tionários já foram distribuídos e alguns já nos foram devol'
vidos. Este questionário inicial, ou melhor, este conjunto d
questionários será o ponto de partida para uma linguag6'|^
controlada, comum e sem se prestar a interpretações duvl
— 238 —

�dosas. O método estatístico é imprescindível em qualquer
í^valiação por permitir aferição através de dados qualitativos
® quantitativos. Através da obtenção de dados estatísticos,
Sua organização, apresentação e análise, podemos avaliar os
serviços que impliquem no fornecimento de número de da ■
oos significativos. Não queremos dizer com isso que só de''Pinos utilizar as técnicas estatísticas. Fenômenos isolados,
^ao se prestando a inferências estatísticas são muitas vezes
"^'gnos de serem avaliados.
O princípio número dois nos leva novamente a citar
Lancaster, recomendando seu trabalho como devendo ser
udo por todos os bibliotecários interessados em avaliação. A
'Avaliação de eficiência é bastante sutil e presta-se a interpretações variadas. Inclusive nos propiciando uma coleção
Sistemática de evidência para verificação de que certas mu'Janças estão ocorrendo nos processos da biblioteca ou,..
leitores. Se o papel do bibliotecário também é de educador, de modificar o usuário, então certamente devemos
Saber quais as possíveis e as desejáveis mudanças. Deve hauma análise detalhada das variáveis considerações importantes.
A enfatização das demandas e das necessidades dos
•■'suários, isto é, o que os usuários pedem e o que realmente
Precisam, levou-nos a coletar dados através da turma de
^lusios de "Pesquisa Bibliográfica" **. considerada uma amos^ra representativa dos leitores de uma biblioteca biomédica.
^luitas perguntas feitas diretamente são respondidas conforms o usuário simpatisa ou não com seu entrevistador ou de
^cordo com seu humor. Os pedidos de sugestões também se
Prestam a má interpretação, pois nem todos preenchem as
P^Peletas. O hábito de leitura e escrita é tão pouco cultivaque mesmo os leitores "necessitados" não querem escreumas poucas palavras que poderiam vir a ajudá-los.
Esses motivos nos levaram a aplicar um questionário
ondagem tentando avaliar a maturidade e conhecimento
E&gt;isciplina do currículo de graduação da Escola de Enfermagem
UPRj, tendo uma carga horária de trinta horas e proporcioí^ando dois créditos. O programa da disciplina compreende apresentação da biblioteca, estudo e aplicação das normas da ABNT
relativas a apresentação de traballios científicos, elaboração de
trabalhos, documentação.
— 239 —

�dos leitores no que se relaciona com bibliotecas. Também
para orientação de quais os ensinamentos a serem transmitidos na primeira parte do programa. Todos Os alunos são
também usuários da biblioteca do Centro de Ciências da
Saúde da UFRJ .O comportamento inadequado de grande
parte dos leitores dessa biblioteca nos motiva para estender
a aplicação do questionário acima a outras áreas. O que
nos impediu até agora de tal atitude foi a falta de ocasião
propícia, talvez em cursos a serem dados futuramente.
O questionário tinha várias perguntas mas apenas iremos analisar as relativas à existência de bibliotecas nos
colégios onde cursaram o segundo grau, bem como a adequação das mesmas. Quarenta e oito alunos responderani
o questionário. Desses, vinte e um haviam estudado em
colégios com bibliotecas, vinte estudaram em colégios sem
bibliotecas, sete deram respostas prejudicadas. E, das bibliotecas existentes, apenas três podiam ser consideradas
"boas". Tais resultados nos preocuparam bastante, haja
visto que os cursos "preparados" de vestibular, citados de^
tre os colégios relacionados, não têm bibliotecas. Esses cursos apenas lidam com apostilas, nem livros indicam para
leitura. Daí, porque usuários de bibliotecas biomédicas, ao
entrarem na faculdade, no terceiro grau, ainda estão em
nível de primeiro grau no que se refere a bibliotecas.
Essa avaliação foi efetuada no início deste ano e coni'i'
nuará sendo feita em cada semestre, para aferição dos r^'
sultados e conseqüente mudança de métodos.
A avaliação deve ser constante e ter como objetivo "
aprimoramento dos serviços. Mudanças podem ou não ser
efetuadas, são um meio e não um fim.
Concluindo, solicitamos aos colegas que divulguem oS
trabalhos efetuados no campo da avaliação para melhor
entrosamento dos interessados.
Bibliografia Consultada
1 BLOOM, B. S. Handbook on formative and sumative eva'
luation of student learning. New York/etc/ McGraWHill Book Co. c. 1971/923 p.
2 CHASTINET, Yone S. et alii. A implantação da rede d®
coleta e registro bibliográfico do Sistema Nacional de
Informação e Documentação Agrícola — SNIDA, uiw^
— 240 —

�avaliação. In :CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9. Porto
Alegre. 1977. Anais... Porto Alegre, 1977, p. 50.
3 CUNHA, Maria Luisa Monteiro da, Bibliotecas universitárias em sistemas nacionais de informação. IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 9 Porto Alegre, 1977. Anais...
Porto Alegre, 1977. p. 67-92.
4 DIEGUES JUNIOR, Manuel. Pesquisas inter disciplinar es;
problemas e perspectivas. Multidisciplinar, 1 (1):
9-14, 1974.
5 LANCASTER, Frederick W. Guidelines for the evaluation
of information systems and services- s.l, UNESCO,
1977. 178 p.
6 SCRIVEN, Michel. Evaluation perspectives and procedures. In: POPHAM, W.J., ed. Evaluation in education;
current applicatioris. Berkeley, McCutchan Publ.
Corporation /cl974/ 585p.
tras publicações;

— 241 —

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              <text>Analisa a área biblioteconômica biomédica, mediante aplicação de questionário com os biblitoecários  por meio do Grupo de Bibliotecários Biomédicos da Associação Profissiomal de Bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro (APBERJ/GBB), como ponto de partida para criar uma linguagem controlada, e aplicou-se também questionário com os usuários da biblitoeca do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, perguntando se havia bibliotecas nas suas escolas de origem, a fim de investigar  o comportamento do usuário na biblioteca.</text>
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