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                  <text>METODOLOGIA DA PESQUISA DOCUMENTARIA

LELIA GALVÃO CALDAS DA CUNHA
(Professora Titular e Chefe do Departamento
de Documentação da UFP)
DYRCE BARRÊTO TAVEIRA
(Professora Assistente de Bibliografia e Coordenadora das Atividades de Extensão do Departamento de Documentação da TIFF)
JOSÉ CARLOS ABREU TEIXEIRA
(Professor Assistente e Coordenador do Curso
de Biblioteconomia e Documentação do Departamento de Documentação da UFF)
RESUMO
Os usuários da informação fazem parte integrante do
processo de transferência de conhecimento e são, em grande
parte, os principais produtores dessa mesma informação.
A nível de graduação, o futuro gerador de documentos, quando colocado na posição de usuário de sua biblioteca universitária, enfrenta dificuldades diversas para ^usufruir, adequadamente, do cabedal de informações contido no acervo a
sua disposição, principalmente tendo em vista a variedade
e a complexidade da literatura especializada. Em outras palavras. a interconexão usuário/biblioteca não se completa,
na prática, e tal situação requer que o estudante de nível
superior seja instruído a respeito da msineira de alcançai*
facilmente as informações de que necessita, para bem desenvolver seus estudos e trabalhos. E essa afirmativa também é indiscutivelmente válida — salvo algumas honrosas
cxcessões já conhecidas no País — com relação aos pós-graduados. Assim, o interesse em abrir caminho para a efetivação desse tipo de treinamento foi o que levou o Departamento de Documentação do Centro de Estudos Gerais da
Universidade Federal Fluminense a planejar e propor, como
atividade permanente, um curso de Metodologia da Pesquisa Documentária, de embasamento teórico comum a qual— 216 —

�Quer área da Universidade, mas com prática diversificada,
isto é, ajustada a cada uma das unidades universitárias,
conforme o campo de assunto por elas abrangido. Como
'astro de experiência nessas atividades docentes, pode ser
ttiencionada, na UFP, a disciplina ministrada pelo Departamento, como obrigatória, no Curso de Pós-Graduação em
tWontologia Social e, anteriormente, no Curso de Pós-Graduação em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial ,além de outras,
^ara êxito da aprendizagem e em qualquer dos casos —
graduados ou pós-graduados — é indispensável a assistência bibliográfica direta do Núcleo de Documentação da Uni versidade, através das suas bibliotecas setoriais, transforJftando o projeto em uma integração com o Departamento de Documentação e tornando realmente proveitosos, para
Os alunos em perspectiva, os resultados dessa cooperação.
^

Treinamento de Usuário da Informação

O objetivo final e a própria razão de ser dos processos
de organização bibliográfica e documentária resume-se no
interesse de servir aos possíveis usuários que, na realidade,
sao parte integrante da complexa corrente de transferência
da informação. Por outro lado, os usuários da informação
formam, também, em maioria, seus principais produtores e
®ssa condição deveria assegurar perfeita interação entre
®Jps e o sistema vigente. No entanto, a interconexão usuário-sistema é, na prática, deficiente, embaraçando o fluxo
informação.
Apesar da existência de outros importantes fatores de'eiminantes externos — amplamente identificados, mas que
não caberia examinar aqui — parece claro que o futuro da
^í^formação científica está significativamente condicionado
^0 comportamento dos profissionais da informação, entendendo-se como tal as diferentes categorias de técnicos e especialistas nela envolvidos. Também parece evidente que a
"onteira entre usuários e manipuladores da informação
se deslocando continuamente, em conseqüência da necessária participação de uns em funções anterior e tradicionalmente reservadas aos outros.
^ • 1 Identificação do problema
,

Depreende-se do exposto que os usuários deveriam receuma certa parcela de treinamento nas técnicas de trans— 217 —

�íerência da informação, o que vem sendo feito em muitos
países, mediante a aplicação de adequados programas de
ensino, numa tentativa de enfrentar esse desafio. Em al'
guns desses países — os mais avançados no campo da Ciência, da Informação — o processo tende a ser cumulativo:
h medida que surgem novas técnicas de tratamento da iO'
formação, crescem as oportunidades para o treinamento prá'
tico de usuários (1).
Tanto bibliotecas como serviços ou centros de documentação constatam que seus recursos informativos não sâ^
totalmente utilizados e, para isso, levantam algumas justifi'
cativas, tais como: incompreensão quanto aos proveitos a
extrair das informações disponíveis; desconhecimento das
fontes de informação existentes e da maneira de explorá-lasi
e indefinição das necessidades de informação (2). Ora, se o
primeiro requisito para a busca da informação é o interesse
do usuário em procurá-la, a solução para o problema reside
em motivá-lo para isso.
O assunto vem sendo objeto de consideração há mais d®
um século, segundo se conclui da análise da literatura a res'^
peito, publicada em 1960, mas referindo iniciativas nesse
sentido, em todos os tipos de instituições, desde 1976 (3),
tem atraido, inclusive, a atenção até de várias organizaçõ^^
internacionais, como a Federação Internacional de DocumeU'
tação, que, já em 1959, em Varsóvia, quando de uma de suas
reuniões anuais, acabou por levar à discussão, entre dez t®"
mas julgados da maior relevância, a formação de usuárjos
da informação (4). E, posteriormente, em diversas ocasiões
semelhantes, ou através de grupos de estudo, vem tornandO'
com insistência, a debates e proposições sobre o mesmo aS'
sunto.
Mais recentemente — porém na mesma linha de exai^®
de âmbito internacional — um dos documentos resultante^
dos trabalhos da Conferência Intergovernamental sobf®
Planejamento de Infraestruturas Nacionais de Documenta'
ção. Bibliotecas e Arquivos (que deram origem aos projeto®
NATIS) preocupou-se em definir a necessidade de treina^
usuários, como parte do estabelecimento de uma política n®]
cional de informação, e lhe atribuindo prioridade. O conheci^
mento e a cultura não podem se limitar a determinado est^'
gio de uma ciência e, sim, devem estimular uma certa curif
sidade intelectual, que induza o indivíduo a verificar a conS'
— 218 —

�tante expansão dos campos de estudo. Portanto, é preciso
^iisinar o estudante a procurar, em bibliotecas e serviços de
iniormação, a atualização do que aprendeu, e, se não souber
lazer isso estará superado tão logo se gradue, ao passo que
ex-estudante que conheça como utilizar fontes e serviços conseguirá se manter atualizado, mesmo que tenha deitado, há algum tempo, os bancos escolares onde absorvia,
l^iretamente dos mestres, os ensinamentos recebidos durante
sua vida acadêmica (5).
Aliás, entre os objetivos do ensino superior figuram os
desenvolver, em todo estudante universitário, o interesse
P6lo estudo e aperfeiçoá-lo nas técnicas que proporcionem
rendimento adequado a esse esforço, justamente para evitar
pessoas já formadas caiam em processo de desatualizarão, devido a sua incapacidade de trabalho intelectual independente, por não saberem colher dados, nem saberem analisá-los e utilizá-los sem o incentivo, a orientação e o apoio
o.e um professor. A longa escolaridade provocada pela pro'iieração dos cursos de mestrado e doutorado poderia, até,
interpretada como recurso do sistema educacional para
^Uperar a falha do ensino superior nessa capacitação do
iuno para o estudo pessoal e autônomo (6).
Competência do treinamento
O encargo de estimular o usuário a se valer da infornação — ou, em outras palavras, de treiná-lo, teórica e pra"camente, na busca da informação — vem sendo atribuí0, em vários países, indistintamente a instituições diverde caráter educacional ou não. Serviços de documen^Ção, bibliotecas, associações de classe, sociedades cultuais e científicas e outras entidades que se sentem envolvi,
no processo do desenvolvimento científico e tecnológico,
como universidades e outras instituições de ensino, tem
dp?
transmitir ao usuário, efetivo ou em potencial,
^eterminadas instruções sobre como explorar, de maneira
ntável, as coleções de documentos existentes.
^ Durante os últimos anos, vem tendo especial relevo o
pPel educativo da biblioteca universitária e alguns autores
^arninam objetivos e formas de proporcionar ao estudante
Se treinamento. Para esse tipo de instituição a relação
a

aprendizagem é complexa, já que conhecer como usar
biblioteca e os respectivos recursos não constitui uma dis— 219

�ciplina curricular, nao correspondendo, portanto, a uma atividade didática formalizada. Assim, isso exige perfeita integração entre o treinamento proposto e os programas de ensino, e requer estreita cooperação entre o pessoal da biblio'
teca e os estudantes. Muitas vezes esses requisitos não se
ajustam satisfatoriamente, comprometendo o êxito do empreendimento (7).
Instruções sobre como usar a biblioteca podem ser transmitidas, sob várias formas, ao estudante universitário; orientação relativa a serviços e recursos da mesma, consubstanciando-se em apresentação física dos setores correspondentes; ensinamentos sobre as fontes básicas de referência'
providência essa dividida entre a biblioteca e o corpo docente da própria unidade universitária a que pertence o
estudante; série de palestras em classe, o que solicita, do
pessoal lotado no setor de referência, bastante familiaridade
com o assunto abordado e permanente entrosamento coifl
o quadro de professores; cursos avulsos, ministrados eni
classe, em auditório, no recinto da biblioteca, ou através de
circuito fechado de televisão; finalmente, instrução indivi
dualizada, mediante assistência direta ao universitário ou
um pequeno grupo de estudantes. Cada uma dessas opçõ^^
tem, para a biblioteca universitária, implicações nem semp'''^
controladas, por diversas razões (8).
Por outro lado quando, há cerca de 2 anos. a Fll'
considerou a necessidade de formar usuários, estabeleceu,
entre suas metas, a de, juntamente com a Federação Intef
nacional de Associações de Bibliotecários (IFLA/FIAB), tomar a iniciativa de promover o ensino da técnica da peS
quisa bibliográfica nos currículos de todas as escolas de
sino superior (4).
Sob outro enunciado a mesma idéia, porém enriqueci'
da, veio a constituir, há menos de quatro anos, um dos ob.]®'
tivos incluídos no programa de ação para incentivar a cri^'
ção de sistemas nacionais de informação: o modo de utili
zar bibliotecas deveria fazer parte da instrução proporciO'
nada desde o nível de primeiro grau, para que a procura d^
imormação passe a ser um ato natural da vida quotidian^
e o conteúdo dessa instrução ampliar-se-ia à proporção
novos graus de ensino fossem atingidos; a nível university'
rio, cursos sobre como usar convenientemente obras esp^
cializadas e fontes de informação deveriam constar dos cu?'
— 220 —

�Jjculos e se desenvolver com a total cooperação das biblio'ecas universitárias (9).
Eis aí o importante: o sistema universitário agindo atrade dois de seus pontos focais — a escola e a biblioteca,
--■ssa integração levará o regresso dos cursos de graduação e
Pós-graduação a adquirir o hábito de, ao longo da vida pro"ssional, continuar procurando e utilizando a informação
•-'specializada, para a realização de pesquisas e estudos, explorando as dimensões da educação permanente, já que a
'^oção de uma bagagem cultural ou técnica suficiente para
uma existência está em vias de desaparecer (10).
^ O Usuário Brasileiro
Por mais rápidos e eficientes que sejam os resultados
"^3 estruturas tradicionais, a escola e a universidade já não
P&lt;jdem bastar à educação. Nos países em desenvolvimento
^ esforço educativo terá de ser continuado até muito além
fase de aprendizagem formal, a fim de que haja condipara garantir a distribuição dos conhecimentos e os
^'Pos de formação de que vão necessitar os indivíduos e a
Sociedade, E essa ação só se efetivará graças a utilização,
^ftUarga escala — ultrapassando à barreira das funções tradicionais do ensino — de todos os grandes meios de difusão
^cs conhecimentos e de formação (10).
No Brasil, não obstante a arrancada numérica do ensino
^Perior, os anseios da reforma universitária não estão proUzindo, ainda, os frutos esperados. Já alguém disse — evientemente com certa dose de exagero — que um alimo
^^asiieiro pode levantar determinado número de créditos
dar uma linha da mataria, sem fazer um só trabalho e,
^'ilvez, sem freqüentar aulas (11). Ao que acrescentaríamos:
j^^Provavelmente, sem ter entrado jamais em uma biblioA escolarização de l"? e 2° Graus faculta ao jovem o de-iivoivimento harmonioso da personalidade em seus aspecç s essenciais — o intelectual, o moral, o social, o vocacional
g ° físico — visando a formar, para o futuro, homens livres
'"^sponsáveis, perfeitamente integrados ao meio em que
g
(12). Não é outra a meta da legislação em vigor, ao
'^•belecer que o "o ensino de l*' e 2° Graus tem por objetivo
— 221 —

�geral: proporcionar ao educando a formação necessária ao
desenvolvimento de suas potencialidades, como elemento de
auto-realização; qualificar para o trabalho; e preparar para
o exercício consciente da cidadania" (Lei n' 5,692, de agosto de 1971).
' ' Durante essas fases, como se sabe, as bibliotecas escolares podem exercer grande influência sobre o desenvolvimento intelectual e cultural da criança e do adolescente. MaS'
infelizmente, são escassos os recursos reservados, no Brasil)
às bibliotecas escolares, quase inexistentes, na prática. Estreitamente relacionadas com as bibliotecas escolares estão
as bibliotecas públicas que, entre outras funções, destinam-se
a estimular a reeducação e a educação permanente. MaS'
ainda, infelizmente, são altamente deficientes nossas redes
de bibliotecas públicas, salvo algumas poucas e honrosas
exceções.
Assim, chega o estudante brasileiro ao ensino do terceiro grau sem ter sequer conhecido os benéficos resultados
da preparação de programas especialmente dedicados a maO'
ter o interesse pela leitura. Não é de admirar, por conseguinte, que ele tente atravessar todo o curso superior incó'
lume à curiosidade de penetrar nos umbrais da biblioteca
universitária, ou mesmo de qualquer outra biblioteca.
Vencidas as etapas do currículo, prepara-se ele para
gressar na vida profissional, continuando a ignorar compje'
tamente o potencial dos recursos que encontraria nas bibU^^
tecas e nos serviços de informação. Mas^isso não unicarnen'
te por sua própria culpa ou displicência. Como enxergar ^
que nunca lhe foi mostrado? Como entender o que jama'®
lhe foi explicado?
Em resumo, a biblioteca brasileira divide com o noSS"
sistema educacional a responsabilidade pela negligência
impera em torno de ensinamentos que despertem o hábit"
da leitura e incentivem o uso racional da informação/do*
cumentação. As próprias bibliotecas se omitem no apoio
processo educacional, esquecidas do papel de pedra angul^^
dos alicerces do ensino e da pesquisa que devem represei'
tar. Bem sabemos o que as leva a isso — a renomada
breza de acervos e serviços e a conhecida escassez de
scs humanos — mas, faz-se mister acabar, no Brasil,
a idéia de que escola e biblioteca caminham e agem separ^
— 222 —

�í^lamente, como se fosse possível dissociarem-se essas duas
"istituições tão ligadas entre si, a ponto de ser difícil dizer
^iide se inicia a tarefa de uma e onde finda a da outra (13).
^•1 Consciência da necessidade do treinamento
E de justiça reconhecer que no Brasil, já há muitos anos,
Preparadores e usuários da informação identificam, em níe âmbitos diversificados, a necessidade de um perfeito
•^ntrosamento, que redunde em proveitosa divulgação de conhecimentos relativos as bibliotecas em geral e aos recursos
'íue elas oferecem.
Desde 1955 — quando a então Faculdade de Farmácia
Odontologia da Universidade de São Paulo começou a proíiioyer cursos de pesquisa bibliográfica — até hoje, as iniciativas nesse sentido têm frutificado lentamente, embora
com grande empenho e entusiasmo por parte dos respectivos executores, havendo a citar algumas realizações em insti^'Ções do País. Vêm sendo, porém, de composição e de ope^acionalização caóticas, em decorrência das realidades regionais diferentes e da variedade de objetivos visados, apesar de
deixarem dúvidas de que a sensibilidade do usuário é
já relativamente disseminada e aceita (14). Dentre
^^Uelas instituições, vale mencionar trabalhos de formação
® treinamento — alguns como atividades permanentes .ouros não, uns poucos até em cursos de pós-graduação — desenvolvidos por: Faculdades de Odontologia, Saúde Pública,
^aimácia e Escola de Enfermagem, todas da Universidade
São Paulo; Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais; Escola de Enfermagem da UniversidaFederal do Rio de Janeiro; Faculdade de Odontologia da
universidade Federal de Pernambuco; Faculdades de Farmácia e Odontologia de Araraquara e de São José dos Campos;
^^í:uldade de Odontologia de Bauru; Faculdade de Medicia (3a Fundação Universitária do ABC; Instituto Tecnológi^ da Aeronáutica, em São José dos Campos: Instituto Bio^édico da Universidade Federal Fluminense; Biblioteca Cental da Universidade Federal de Viçosa. E existe um manual
® instrução programada, preparado para usuários, na Uni®rsidade Federal do Rio Grande do Sul (15).
^ão obstante a convicção generalizada de que, nos curProfissionalizantes ministrados nas universidades brasi— 223:—

�leiras, é preciso fazer algo a esse respeito, reina ainda —
também aqui — acentuada e, talvez, natural divergência
quanto a competência, programas e metodologia do treinamento.
Para alguns, a programação e regência do treinamento
constituiriam responsabilidade direta da biblioteca universitária, junto ao próprio material a ser utilizado, alegando-se ,em defesa disso, que são as bibliotecas das unidades
que armazenam o acervo relativo as diversas áreas do conhecimento. acervo esse em que os estudiosos do assunto
irão procurar as informações requeridas pelo aperfeiçoamento e pela ampliação do seu desempenho profissional. ^
que, embora sejam imprescindíveis o apoio e a compreensão
proporcionados pela alta administração e pelo corpo docente, o encargo de ministrar o treinamento caberia necessariamente aos bibliotecários, cujas formação e experiência
permitiriam a realização de um trabalho bem adaptado às
circunstâncias (16). Para os defensores de tal ponto de vista, somente bibliotecários seriam capazes de transmitir,
com autoridade, a orientação desejada (17).
O que se tem evidenciado, porém, é que essa participação ativa da biblioteca universitária se consubstancia nâo
só mediante orientação direta como através de esforços pa*
ra incluir, nos currículos, uma disciplina específica, corno
ficou facilitado após a última reforma do ensino superiorEm contraposição, convém lembrar a importância d®
atuação do ma^stério superior, apto a aproveitar racional*
mente os recursos humanos e materiais disponíveis bem como a motivar o aluno e a influir decididamente no processo
educativo provocando, muitas vezes, no discípulo, uma proveitosa mudança de comportamento. O professor é sempr®
líder e avaliador de seus alunos, jamais deverá perder o
direito e a oportunidade de mostrar sua interpretação peS'
soai da área de conhecimento em que atua ou que ensina»
nunca sua função poderá perder a relevância a que fa2
jui (11).
Por outro lado, segundo o espírito da reforma universitária ora em vigor no país, o departamento de ensino nao
é concebido como fração unicamente administrativa do tod®
universitário, pois, acima de tudo, compõe um órgão técnl'
co-didático. Cabe-lhe a responsabilidade de executor da
lítica educacional brasileira e de fiador da qualidade de en'
sino.
— 224 --

�Assim, foi com base nessa firme convicção quanto ao
papel dos professores e dos departamentos, no que diz respeito à aprendizagem e aos adequados procedimentos de ensino, que o Departamento de Documentação do Centro de
Estudos Gerais da Universidade Federal Fluminense planejou oferecer condições para a permanente formação de usuários da documentação, através das disciplinas Metodologia
da Pesquisa Documentária II e III, constantes do currículo
do curso de Biblioteconomia e Documentação. Será — crê
ele — face aos objetivos dos cursos universitários, a melhor
solução para o tão necessário treinamento, mediante a execução integrada dos currículos profissionais confiada a todos os Departamentos.
Com embasamento teórico comum a qualquer área da
Universidade, mas com ensino prático diversificado, ou seja,
Hjustado a cada um dos cursos, de acordo com o campo
de assunto por ele abrangido, o plano prevê a disponibilidade do ensino da disciplina para graduandos (Metodologia da
Pesquisa Documentária II) e pós-graduandos (Metodologia
da Pesquisa Documentária III). A experiência que serviu
de lastro a essas atividades, agora formalizadas em Planos
ds Cursos (ver anexos 1 e 2), foi obtida quando de disciplina ministrada pelo Departamento, como obrigatória, no Curso de Pós-Graduação em Odontologia Social e, anteriormente, no Curso de Pós-Graduação em cirurgia Buco-Maxilo-Pacial.
Já no semestre letivo a se iniciar em agosto próximo,
e como resultado do plano ora em etapa oficial de partida,
será ministrada, pela primeira vez a graduandos, aos alunos
do Curso de História, por solicitação do respectivo Coordenador ,
Configura-se grata e auspiciosa ao Departamento de Documentação a oportunidade desse primeiro passo, na trilha
da cooperação interdepartamental, e que objetiva familiarizar os futuros profissionais com os recursos que lhes propiuam as fontes de informação especializada.
Há, ainda, um ponto de suma importância, a ressaltar;
nenhum momento do treinamento proposto, poderá ser
^spensada a colaboração direta do Núcleo de Documentação
da Universidade, através da participação efetiva de suas Bibliotecas Setoriais. As bibliotecas universitárias reúnem,
sempre, as obras de referência que constituem a chave para
— 225 —

�cada setor de estudos visado nos cursos existentes e, portanto,
sem essa participação não será produtiva a aprendizagem programada, pois às Bibliotecas Setoriais requerer-se-á a antecipação dos vários tipos de documentos necessários à suplementação das aulas teóricas e práticas da disciplina a fim
de tornar fácil o acesso ao material de consulta. E mais: a
observação do desempenho do aluno nas Bibliotecas Setoriais, durante o processo ensino-aprendizagem, é ponto essencial para a avaliação do aproveitamento do mesmo.
2.2 Conteúdo programático do treinamento
Não é abundante, entre nós, a literatura referente a programas de formação ou treinamento do usuário da informação e a principal distinção encontrada entre eles advém das
características diversas das instituições que os organiza e
executam, o que influi até na metodologia adotada.
Um adequado programa desse tipo seria, para algumas,
o que conseguisse abranger os seguintes aspectos: necessidade da informação, levando em conta o estágio do desenvolvimento científico e tecnológico nacional; características
gerais e importância das diferentes espécies de fontes informativas e dos variados instrumentos de recuperação de dados; organização e recursos do sistema nacional de informação e da rede de bibliotecas do País e do Exterior; vantagens da aplicação de técnicas modernas ao tratamento da
informação e principais tendências de evolução nesse sentido; origem e razões dos sistemas de classificação bibliográfica (18).
A esses tópicos acrescentaríamos a divulgação das técnicas de organização do trabalho monográfico, com a finalidade de não só propiciar ao candidato a autor a aprendizagem das normas de estruturação e apresentação de teses,
dissertações, relatórios, memórias etc., como de assegurar
a rápida circulação da informação, através dos instrumentos da pesquisa bibliográfica.
De qualquer forma, o que é lícito esperar de um programa de treinamento parece constituir-se da possibilidade
de: capacitar o usuário a compreender os padrões da comunicação e os veículos do fluxo da informação, afim de que
ele se ponha a par das várias maneiras pelas quais uma informação é obtida; dar a conhecer os recursos da informação disponíveis na própria biblioteca freqüentada pelo usuá-- 226 —

�rio, ou em outras bibliotecas; habilitar o usuário a utilizar
os diversos instrumentos de pesquisa da informação requerida por seus estudos universitários e por sua atividade profissional, posteriormente; criar no usuário mentalidade positiva quanto ao uso da informação, o que o estimulará a se
valer dos recursos existentes em diferentes bibliotecas (7).
3 Conclusão
A presente análise dos problemas ligados ao despreparo
e à necessidade de treinamento de usuários pode permitir a
conclusão de que é mais fácil organizar a informação para
eles que fazê-los utilizá-la. Será isso verdadeiro? Será isso
válido? Estará em consonância com os objetivos do ensino
atual? Certamente que não, uma vez que o interesse do usuário resulta do estímulo e não da frustação. Quando devidamente orientado, será capaz de encontrar satisfação ao confrontar e avaliar opiniões de vários autores, por exemplo
em resposta a muitas indagações que o afligem.
Não basta, portanto, diagnosticar razões que conduzem
t'o desinteresse, muitas vezes inconsciente ,do usuário. O
importante é tentar atenuar as falhas de um sistema educacional praticamente desassociado da biblioteca e de todo
manancial de experiências que ela oferece. Cabe aos profissionais da informação a responsabilidade não apenas de organizar e tornar acessível o conhecimento registrado mas,
principalmente, de estimular o seu uso, através de orientação e apoio a todo um contingente de interessados. Somente assim estaremos contribuindo efetivamente para que o
ensino atual atinja um de seus principais objetivos: total
participação do corpo discente no processo ensino-aprendi^agem.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1 AGUIARI, C.S.A.L. et alii. Curso de técnica da pesquisa
bibliográfica: programa padrão para a Universidade
de São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA e DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto
Alegre, 1977. Anais... Porto Alegre, 1977. v. 1, p.
367-85.
2 BONN, G. S. Training lajmen in the use of library. In:
SHAW, R.R. ed. The state of the library art. New
— 227 —

�Brunswick, N.J., Rutgers Univ., Graduate School of
Library Services, 1960. v. 2, pt. 1. Apud YOUNG,
A.P. Research on library-user education; a review
essay. In: LUBANS JR., J.Educating the library user.
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5 CARVALHO, I. M. O processo didático. Rio de Janeiro,
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õ FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE DOCUMENTAÇÃO.
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10 LEITÃO, V. de P. Planejamento didático na universidade.
Educação, 5 (17); 39, Jul/Set. 1975.
PIROG, W. Formacion de usuários de documentación e
información. B. UNESCO Bibl., 24 (5): 294-301, sept.
oct. 1970.
12 POBLACION, D.A. Serviço da informação aos especialistas; pesquisa bibliográfica no currículo das Escolas
das Ciências da Saúde. Belém, 1973. 13 p. mimeo.
13 REIS, H. A. L. Avaliação da produtividade da disciplina
"Pesquisa bibliográfca" no processo educativo. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 1977. Anais...
Porto Alegre, 1977. v. 1, p. 271-6.
— 228 —

�14 SANTOS, J. P. &amp; MENDONÇA, M.L.A. Instrução programada sobre o uso de livros e bibliotecas. Porto
Alegre, UFRGS, Biblioteca Central, 1977.
15 SARAIVA, T. O. ensino de 2^ grau à luz da Lei n^ 5,692.
Educação, 5 (18): 67-75, out./dez. 1975.
16 UNISIST, informe dei estúdio sobre Ia posibilidad de estabelecer un sistema mundial de información científica. Paris, UNESCO, 1971. 176 p.
17 URQUHART, D. J. Política nacional de información. Paris UNESCO, 1976. 16 p. (COM-76/NTIS/76).
18 WIESENBERGER, I. Vlychova uzivatch VIEI. Tech.
knihovna, 11: 337-43, 1966. Apud PIROG, W. Formacion de usuários de documentación e información. B.
UNESCO Bibl., 24 (5): 294-301, sep/oct. 1970.

— 229 —

�ANEXO I (1)
PLANO DE CURSO
1 — IDENTIFICAÇÃO
1.1 — Departamento que oferece a disciplina
DEPARTAMENTO DE DOCUMEN
DOCUMENTAÇÃO
1.2 — Disciplina
METODOLOGIA DA PESQUISA DOCUMENTARIA n

2 — POPULAÇAO-ALVO
2.1 — Módulo de turmas
30 (trinta) alunos
2.2 — Procedência
Alunos dos Cursos de Gra
Graduação da Universidade
Federal Fluminense

3 — DISTRIBUIÇÃO DO TEMPO
3.1 — Horas-aula por semana
3.2 — Horas-aula por mês
— Primeiro mês
— Segundo mês
— Terceiro mês
— Quarto mês

^

14
18

Total das horas-aula mensais

64

3.3 — Horas-aula destinadas
— às provas
— aos comentários das provas
— comlo margem de segurança

4
4
6

Total de horas-aula disponíveis no semestre 50
— 230 —

�ANEXO I (2)

4 — OBJETIVOS
Ao final do curso, o aluno deverá demonstrar os seguintes
comportamentos:
4.1 — compreensão da função dos diferentes tipos de bibliotecas
e instituições congêneres;
4-2 — utilização de forma eficaz e eficiente dos serviços bibliotecários e afins;
4.3 — reconhecimento dos diversos tipos de documentos;
4.4 — habilidade no manejo das fontes de referência e demais recursos oferecidos pelas bibliotecas e instituições congêneres;
4.5 — análise de diferentes métodos e técnicas utilizadas no processo da pesquisa documentária;
4-6 — habilidade na aplicação de normas técnicas à referenciação
dos diversos tipos de documentos e à elaboração de resumos;
4.7 — compreensão das diversas partes que constituem o trabalho monográfico;
4.8 — habilidade na aplicação de normas técnicas referentes à
apresentação e normalização do trabalho monográfico.

5 —&lt; CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Considerando os objetivos propostos (item 4) e o tempo disponível (item 3.3), será desenvolvido o seguinte conteúdo:
5-1 — A biblioteca: tipos e funções. Serviços congêneres.
5.2 — Utilização dos serviços bibliotecários e afins.
5.3 — Documentos: tipos e finalidades.
— 231 —

�ANEXO I (3)

5.4
5.5
5.6
5.7

—
—
—
—

Fontes de referência: tipos e utilização.
Pesquisa documentária: métodos e técnicas.
Referenciação documentária e elaboração de resumos.
Estrutura e normalização do trabalho monográfico.

6 — ESTRATÉGIAS INSTRUCIONAIS
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
6.6

—
—
—
—
—
—

Exposição oral e Interrogatório didático.
Técnicas de ensino individualizado.
Técnicas de dinâmica de grupo.
Visitas a bibliotecas e Instituições congêneres.
Manuseio de fontes de referência e de outros documentos.
Emprego de recursos audiovisuais.

7 — AVALIAÇÃO
O aluno será avaliado durante todo o processo ensino-aprendizagem, através de:
— observação pelos professores (do GDO e do Curso interessado)
— observação pelo bibliotecário nas bibliotecas setoriais
— auto-avaliação
— hétero-avaliação
em função de:
— sua participação em trabalhos de classe
—. seu desempenho nas bibliotecas setoriais
— prova escrita
— apresentação e normalização de trabalho monográfico
7.1 — Épocas previstas para as avaliações:
— observação pelo professor e pelo bibliotecário, durante o
processo ensino-aprendizagem,;
— prova escrita, ao final da primeira semana;
apresentação de trabalho monográfico normalizado, ao final
do curso.

232 —

�ANEXO II (1)

PLANO DE CURSO
I
1 — IDENTIFICAÇÃO
— Departamento que oferece a disciplina
DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO
1.2 — Disciplina
METODOLOGIA DA PESQUISA DOCUMENTARIA III
2 — POPULAÇAO-ALVO
2.1 ^ Módulos de turmas
15 (quinze) alunos
-•2 — Procedência
Alunos dos Cursos de Pós-graduação da
Universidade Federal Fluminense
^ — DISTRIBUIÇÃO DO TEMPO
Horas-aula por dia
Horas-aula por semana
■— Primeira semana
■— Segunda semana
Total de horas-aula semanais
Total de horas-aula destinadas
— às provas
— aos comentários das provas
— como margem de segurança
Total de horas-aula disponível

^
20
3-5
2
2
3
23

^ ■— obejtivos
Ao final do curso, o aluno deverá demonstrar os seguintes
comportamentos:
— 233 —

�ANEXO II (2)
4.1 —i compreensão da importância da informação, face ao grande avanço da ciência e tecnologia;
4.2 — conhecimento dos organismos nacionais e internacionais U'
gados à informação;
4.3 — conliecimento das diferentes fontes de informação;
4.4 — habilidade no manejo dos instrumentos de recuperação
informação;
4.5 — avaliação dos métodos e técnicas utilizados no processo da
pesquisa documentária;
4.6 — habilidade na aplicação de normas técnicas referentes à r®'
ferenciação dos diversos tipos de documentos, e à elaboração de resumos;
4.7 — habilidade na aplicação de normas técnicas referentes ^
apresentação e normalização do trabalho monográfico.

5 — CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Considerando os objetivos propostos (item 4) e o tempo disponível (item 3), será desenvolvido o seguinte conteúdo:
5.1 — A informação face o desenvolvimento da Ciência e da Tec
nologia: importância, ciclo e tendências atuais.
5-2 — Organismos ligados à informação: nacionais e internacional®'
5.3 —■ Fontes de informação: importância e tipos.
5.4 — Técnicas e instrumentos modernos de armazenamento e r®'
cuperação da informação.
5.5 — Pesquisa documentária: métodos e técnicas.
f'.G — Referenciação documentária e elaboração de recursos:
mas técnicas.
5.7 — Estrutura e normalização de trabalho monográfico.
— 234 —

�ANEXO II (3)
^ — estratégias INSTRUCIONAIS
— Exposição oral e interrogatório didático.
62

Técnica de ensino individualizado.

— Técnicas de dinâmica de grupo.
6 4 — Visitas a bibliotecas e instituições congêneres.
6-5
Manuseio de fontes de referência e de outros materiais bi,66

'

bliográficos.
Emprego de recursos audiovisuais.

AVALIAÇAO
O aluno será avaliado durante todo o processo ensino-apren&lt;^i2agem, através de:
~~ observação pelos professores (do GDO e do Departamento
interessado)
observação pelo bibliotecário das bibliotecas setoriais
auto-avaliação
^ hétero-avaliação
função de:
sua participação em trabalhos de classe
seu desempenho nas bibliotecas setoriais
prova escrita
^ apresentação e normalização de trabalho monográfico
Épocas previstas para as avaliações:
— observação pelo professor e bibliotecário, durante o processo ensino-aprendizagem;
prova escrita, ao final do primeiro bimestre;
apresentação de trabalho monográfico normalizado, ao
final do curso.
— 235 —

�DEBATES

NEUZA DIAS MACEDO (USP): Gostaria de informar quf
já foi aprovado pelo Conselho Universitário a inclusão aa
disciplina obrigatória: "Orientação Bibliográfica Especializada", no curso de graduação para todas as unidades a
USP, porém a codificação das várias disciplinas sera feii^
pelo Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Escola de Comunicação da USP. Esse Departamento s
o coordenador desse sistema de disciplina, já tendo sxw
apresentado uma linha básica de conteúdo programatu^ '
respeitando-se as peculiaridades e fontes especializadas
cada área. Já está sendo programado um curso de especi
lização, com o suporte da CAPES, para uma preparaça
didática dos responsáveis pelas disciplinas. O curso sera
a responsabilidade das bibliotecas, com a coordenação "
E.scola de Comunicação da USP.

I

YEDA VARGAS (Chefe da Biblioteca de Ciências Hum»*
nas e Filosofia da UFF): Sendo o crédito "Metodologia da
Pesquisa Documentária", optativo, quais seriam os recursos
para que os alunos se sentissem motivados a fazer o cursoO simples oferecimento do crédito é suficiente para motivar
o aluno? Existe em alguma outra universidade brasileira
programa semelhante?
JOSÉ CARLOS DE ABREU TEIXEIRA: Uma parte da
pergunta já foi respondida pela contribuição dada
colega Neuza Dias Macedo da USP. A UFF está funcionano
dc acordo com a Reforma Universitária e, para cada 1
horas de aula exposiiva considera-se como um crédito da"^
No nosso caso, seria considerado 4 créditos dados, num
de 60 horas de aula. Isto por si só já é uma motivaça
para o aluno, já que ele tem que ter um número determina
de créditos para concluir seu Curso de Graduação. Acn
mos importante, não criticando o sistema adotado P® ^
USP, que a disciplina não seja obrigatória. O importa^ _
é levar o aluno de graduação a se conscientizar da r®
vância dessa disciplina para sua vida estudantil,
sional e de pesquisador.
— 236 —

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 01 - Ano: 1978 (UFF - Niterói/RJ)</text>
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                <text>Tema: A biblioteca como suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional.</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Metodologia da Pesquisa Documentária. (Painel sobre  Treinamento de Usuários)</text>
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              <text>Cunha, Lelia Galvão Caldas da</text>
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              <text>Taveira, Dyrce Barreto</text>
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              <text>Teixeira, José Carlos Abreu</text>
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              <text>Relata análise realizada  dos problemas ligados ao despreparo e a necessidade de treinamento de usuários  e a responsabildiade do profissional da infomrtação em não apenas  organizar e tornar acessível a informação, o conhecimento registrado, mas principalmente de estimular o seu uso. A importância em atenuar as falhas de um sistema educacional desassociado da biblioteca e de todo o manacial de experiências que ela oferece.</text>
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