<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="3427" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/3427?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-10T22:35:27-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="2510">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/13/3427/SNBU1978_020.pdf</src>
      <authentication>facdb0f5e20bea96672bb93fd06058f9</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="39768">
                  <text>biblioteca universitária no brasil
REFLEXÕES SOBRE A PROBLEMÁTICA

ANTONIO MIRANDA
íAssessor de Planeiaraenlo Bibliotecário
da CAPES)

RESUMO
1

biblioteca como um problema técnico e como fenô'•^eno social, a inter-relação com o meio ambiente, o processo
^ negociação com as esferas do poder decisório superior.
^ ecessidade de definição de objetivos segundo a realidade
^Institucional, necessidades de desenvolvimento de uma
mentalidade científica de planejamento de serviços e de
valiação de coleções e de formulação de uma política de
^^leção. Discute o problema da estrutura administrativa
^usência^de padrões e critérios válidos na elaboração de
"1'ganogramas e na definição de atribuições, responsabill
"Sdes, orçamentos e programação de ativi'lades); de "protécnicos" (excessivo apego às tarefas técnicas sem
stucbs sérios de adequação às suas próprias necessidades^
por último, os_ problemas de pessoal, (desestímulo ao
^Perfeiçoamento contínuo e a titulação a nível de pós-graUação para acompanhar a própria capacitação docente nas
I'niversidades e responder à demanda cada vez mais sofis,JÇada/especializada da comunidade universitária). A bi■^"oteca universitária sobrevive sem este planejamento, não
adequadamente a formação de sua coleção e não
l^^dica suficiente tempo e recursos à referência e ao treinamento de usuários, ou seja, descuida o princípio orientador
serviços e os fins e objetivos da entidade. Advoga, como
^°íUção, um plano de estímulo na formação de pessoal biblioe a criação de um Sistema Nacional de Bibliotecas
niversitárias. j!:
— 175 —

�1

Introdução

Antes de constituir-se em problema técnico possível
de ser controlado e submetido à hermenêutica das leis e
normas da biblioteconomia, a biblioteca universitária é um
fenômeno social. A complexidade está na dicotomia apaiérite entre a abordagem técnica e a visão política dos problemas. A praxis revela que binômio técnica - contexto
social só é equacionado positivamente quando o árbitro —
no caso o bibliotecário — transita nas duas esferas e quando
í^abe, como administrador, dialogar com o poder decisório
superior. Erra, portanto, aquele que oferece tão somente
soluções técnicas. Frusta-se o planejador que não sabe
auscultar ps forr?is tendências, inclinações e demandas daS
personalidades em conflito na sua área de atuação e fracassa
se não souber articular estas forças ambientais em favor
de seu projeto. Vale dizer: o projeto só é válido — por mais
correto que pareça do ponto de vista técnico — se conseguir
catalizar as forças e inclinações do meio ambiente cm qü®
pretende atuar.
Caberia, portanto, a análise desta conjuntura como
parte inalienável do planejamento de sistemas de bibliotecas
(:m nossas universidades. A razão está em que cada insti'
tuição tem as suas características próprias, suas tradições c
até mesmo barreiras psicológicas que são o produto de sua
ideologia ou — para ser mais preciso — do ideário dos qü6
forjaram e nela imprimiram a sua personalidade, assim
como a influência de seus novos líderes.
A dificuldade maior está em que esta "realidade objeti'
va'-' é dinâmica, expressando o equilíbrio tático das força®
atuantes.
Sem dúvida, esta conjuntura afeta o funcionamento
serviços bibliotecários com nessas universidades. Para daí
um exemplo, as dificuldades de criação e desenvolvimento
de uma biblioteca central em uma universidade mais antiga
(que foi criada através da coordenação das antigas faculda'
des isoladas pré-existentes as quais continuam mantendo
uma (compreensível) autonom.ia e ato certa auto-suficiên'
cia) do que uma universidade totalmente nova, criada sobrc
a prancheta do planejador. No primeiro caso, o diálogo
sobre "centralização e descentralização coordenada" doS
— 176 —

�serviços bibliotecários da B. C. exige um nível de argumentação e persuação mais complexo e diplomático do que na
^ííva universidade, onde os recursos humanos foram recrutíidos coetaneamente, dentro de princípios gerais e abrangentes e onde os elementos ainda não têm posições de certa
forma cristalizadas e sacramentadas pela tradição. A capaf^icade de "ubiqüidade" na abordagem do problema é o
grande desafio diante do bibliotecário-planejador. Ele
Precisa ponderar as forças em derredor, colocando-se na
Perspectiva mesma de seus interlocutores, sem preconceitos
^ sem exacerbação de ânimos, na tentativa de compreender
opiniões divergentes e de encontrar um mínimo divisor
^omum capaz de neutralizá-las.
Esta capacidade de isenção crítica, de honestidade na
'Tticulação de dados e de "distanciamento" (no sentido
^rechtiano do termo) quanto às forças em conflito (se for
^ caso) é o lado mais difícil do problema, pois depende da
habilidade inata de parlamentar que deve fazer parte dos
'"squisitos e qualidades do bom administrador envolvido em
^^•refas de relações humanas, seja ele bibliotecário ou não (i).
No estudo das duas realidades — a da universidade mais
^ritiga vivendo o processo transitório da sua homogeneização
j

íl) Uma corrente inglesa mais radical advoga que a admlnis•"ação de biblioteca não deve ser exercida por um bibliotecário, mas
por um especialista em' administração, ficando com o bibliote^®rio a assessoria relativa aos problemas técnicos. É discutível a
ítlidade de uma experiência desta natureza, pois não é o diploma
faz o profissional. Sem dúvida, se o graduado em administração
in 'itas,
♦' e souber conhecimentos
específicos em. suaeleárea,
as aptidões
assessorar-se convenientemente,
cumprirá,
com
Iji^.^^vel sucesso, a sua missão. Provavelmente até melhor que um
„ "'lotecário sem a experiência e domínio da arte de administração,
iifr
contrário (e isso costuma acontecer com muita freqüência,
trari
administrador
não-bibliotecário
admlnlsaaor e nem obibliotecário,
então
a experiência não
podeé nem
ser fatal.
adiYii^ insistência na necessidade de indicar profissionais para a
•ninlstração em, suas áreas de competência é justamente a de
^'^tar uma empatia profissional e técnica mais solidária, capaz de
^'^Jear o apoio e a cooperação entre iguais o que — é bom frisar
^ tam.bém pode, em circunstâncias excepcionais, gerar inconfore conflitos.
'^orifP
seria o bibliotecário com a dupla titulação (em blbllote^
administração) mas com a necessária ressalva de que
cie .P^riência e a aptidão próprias devem somar-se aos títulos vazios
Significados positivos.
— 177 —

�e a nova universidade gestando sua fisionomia estrutural —
deve-se ressaltar que uma não é melhor do que a outra. São
diferentes e ambas oferecem vantagens e desvantagens.
A mais antiga talvez apareça como mais conservadora,
cautelosa em suas decisões e burocraticamente mais lenta,
enquanto que a mais nova tem maior liberdade para criar
o decidir. Por outro lado, esta última tende a exercitar o método desaconselhável da "tentativa e erro", devido à inespe] iência de seus componentes humanos se não como indivíduos (pois alguns podem ter tido uma comprovada experiência prévia) mas sim como equipes de trabalho. Naturalmente que a biblioteca é beneficiária e vítima da infra-estrutura geral da instituição na qual ela se insere. Ignorar
esta estrutura maior é impossível na prática. Por outro lado,
como já foi assinalado, as instituições são as pessoas que dela
liarticipam e é tarefa do bom administrador saber manter a
rqüidistância responsável com as diversas lideranças mediante diálogo construtivo e objetivo, evitando posições radicais e intransigentes, afiliações fortuitas e passageiras, tendo em vista objetivos e benefícios duradouros para a organização que ele dirige.
Sendo um organismo dentro de outro maior, seria prof-edente investigar o que o organismo maior pensa e espera da biblioteca, na tentativa dc saber os seus limites e atribuições segundo as possibilidades reais.
Não temos, e é reconhecida a nossa falha, uma tradição
bibliotecária no Brasil, lassim como a nossa tradição universitária é bem recente. Não podemos esquecer o fato de que
as universidades são fenômenos novíssimos em nossa cultura por causa do nosso tipo de colonização. Verdadeiras bibliotecas universitárias — entendidas não apenas como grandes coleções em majestosos edifícios mas julgadas, sobretudo, pela excelência de seus serviços à comunidade acadêmica só aparecem neste século e só agora começam a afirmar-se
o a impor-se. O conceito mesmo de biblioteca varia de país
para país e é peculiar no nosso caso, a falta de tradição no
uso de livros e de bibliotecas. É a experiência que limita ou
amplia os conceitos. A nossa é uma sociedade emergente onde, via de regra, o nosso bisavô era analfabeto, nosso avô
concluiu o curso primário e nossos filhos, pelo menos alguns
deles chegam à universidade, sem haverem convivido con^
— 178 —

�livros em casa, sem nunca terem freqüentado boas bibliotecas públicas. Isto é válido para alunos e para professores e
só a novíssima geração de professores utiliza grandes bibliotecas para a elaboração de suas teses e pesquisas. Ao contrário, a grande maioria supriu a carência de serviços bibliotecários hábeis e ágeis organizando duas bibliotecas privadas
ou as coleções departamentais para consulta imediata. Esta
experiência conforme a visão do que o professor (e por extensão toda a comunidade) tem da biblioteca. As nossas pequenas, mal aparelhadas e pobres bibliotecas setoriais existem porque algumas personalidades sentiram a necessidade
de desenvolvê-las e apoiá-las como instrumentos de apoio ao
fnsino e à pesquisa nas suas áreas de atuação. Foram médicos, engenheiros, químicos, especialistas em Sociologia, Diveito ou Educação, coordenadores ou diretores de cursos
que arregimentaram esforços, reuniram obras, buscaram fundos e iniciaram suas coleções. Na maioria dos casos, quando
a empresa torna-se complexa, contratam bibliotecários para
organizá-las e atendê-las, A estes idealizadores e pioneiros
oabe-lhes o mérito e o reconhecimento e naturalmente, defendem o seu patrimônio quando ameaçado de descaracterização mediante sua incorporação anônima a serviços centrais, fora de seu alcance e determinação.
A modernização e a racionalização no emprego dos recursos humanos, materiais e financeiros na manutenção de
serviços bibliotecários em nossas universidades exige uma
mudança radical de métodos de organização de serviços, onde a "biblioteca isolada" não tem condições de sobrevivência.
Como, então, conciliar esta tradição de biblioteca isolada, liberada por indivíduos interessados na sua implantação
c manutenção — precária em serviços e praticamente voltapara si mesma —, com esta outra biblioteca em circuito,
em sistema, delegando parte de suas prerrogativas em função dos benefícios do intercâmbio e dos usuários?
Trata-se, sem dúvida, de uma decisão administrativa,
ttias no fundo envolve negociações para as quais o planejador necessitará de uma grande dose de isenção, flexibilidade,
paciência e visão de futuro. Primeiro porque as pessoas não
costumam ceder seu território de influência se não estão
Plenamente convencidas das vantagens desta renúncia. Infelizmente — devemos reconhecer —, as tomadas de decisões
— 179 —

�quanto a "centralização" têm sido feitas de forma geralmente autoritárias, sem estudos sérios e bem fundamentadas, sem uma campanha de esclarecimento público adequada e sem uma programação correta na sua inplantação.
Fechar bibliotecas no início ou fim do ano escolar para mudança é um erro que, infelizmente não é dos mais raros
entre nós.
Logicamente, toda mudança deve ser precedida de uma
jirogramação que assegure o mínimo de atropelos aos usuários e só se justifica se o sacrifício for realmente para melhorar os serviços da biblioteca. De preferência, o material a ser
transportado deve ser previamente processado, toda a meríânica da mudança prevista e controlada e a comunidade
informada da mudança. Afinal, o que se muda não são apenns livros mas também serviços e eles não podem ser descontinuados sob pena do prestígio e da frustação. Parece óbvio,
mas, lamentavelmente, é freqüente assistirmos a "bibliotecas" inteiras em caixotes, com seus fichários transtornados,
iogados nos depósitos de bibliotecas maiores, com a alegação de que "faltam funcionários" para reorganizá-los. E
porque, então, foram desmanteladas?
Descontinuidade administrativa, falta de poder de decisão do bibliotecário no processo, reviravoltas nas regras do
.i''go, descuido, acidente incontrolável? De tudo um pouco
na via cruéis da organização de nossas bibliotecas universi1 árias, hoje vivendo a sua crise de crescimento e afirmação.
Com a explosão demográfica na universidade (hoje são
mais de um milhão de estudantes); com a pretendida muflança dos métodos de ensino que mais orientam o aluno
(c o professor) a abandonar a apostila e as "anotações de
aula" para iniciar-se na pesquisa bibliográfica; com a proíi-'
feração de cursos de pós-graduação (hoje são mais de 800
cm todo o país); com a ampliação do número de professores com titulação de mestre e de doutor, ou especialização,
pressupondo novos métodos de atualização permanente de
conhecimento; com um contingente cada vez maior de indivíduos e equipes realizando pesquisas e preparando teses;
dissertações e trabalhos acadêmicos, com tudo isso, a biblioteca universitária ganhou notoriedade, evidência. Transformou-se, aliás, no grande problema e dificuldade para o de- i
senvolvimento da nossa reforma universitária.
— 180 —

�Teria crescido a biblioteca proporcionalmente à demanda? Teria evoluido qualitativamente? Involuiu?
É difícil acenar com mais resposta satisfatória.
Nos últimos dez anos foram construídos alguns razoavelmente grandes edifícios de bibliotecas (UNB, UFJP, UFSM,
UPSC, UFRN, UFV, UFPE), e vários outros estão em construção ou estão sendo projetados (PUC/RS, UFMG, UFPB,
etc.) .
Consideráveis recursos vêm sendo aplicados na aquisição de livros e na importação de periódicos e, hoje por hoje,
quase todas as grandes universidades têm ou estão organizando os seus serviços centrais (por centralização física ou
por coordenação de atividades, dependendo da configuração física ou administrativa) e, salvo, em algumas universidades particulares, todas possuem bibliotecários graduados
em seus quadros.
Problemas, no entanto, subsistem. Poderiam ser sumariados assim;
1.1 Estrutura administrativa. Mesmo nas universidades
federais não existe um critério unificado quanto à estrutura administrativa das (s) biblioteca (as). Não se pretende
que haja um único modelo obrigatório para todos os sistenias de bibliotecas, mas critérios comuns ajustáveis às diferentes situações e estágios do desenvolvimento. Idealmente,
deve existir uma biblioteca central ou um núcleo da coordenação de bibliotecas em cada universidade com suficiente
autonomia como para cumprir com os seus objetivos. Um
"regimento interno" aprovado pelo Conselho Universitário
(onde o Diretor da Biblioteca deve ter vez e voto) e orçamen"
to próprio e definido são pré-requisitos para qualquer empreendimento sério. Os padrões internacionais recomendam
5% do orçamento da universidade para a manutenção de
serviços bibliotecários.
Uma Comissão de Biblioteca, composta também por professores das diferentes áreas de conhecimento, deverá orientar o Diretor da Biblioteca nas suas decisões quanto a seleção de material bibliográfico, distribuição do orçamento de
aquisição, etc. Não se trata de uma Comissão honorífica.
— 181 —

�pró-forma, mas um grupo de trabalho que implica na não
indicação de pessoas por mais representativas que sejam,
que não possam prestar a colaboração devida. Não pode haver um hiato entre a biblioteca e a comunidade a que ela
serve e a Comissão deve ser o arauto e a manifestação de reivindicações, queixas e tendências da própria comunidade.
A ausência de uma estrutura administrativa definida,
com atribuições claras e objetivos explícitos vem dificultando, sobremaneira, o desenvolvimento-«dos serviços bibliotecários na maioria de nossas bibliotecas universitárias.
1.2 Processos Técnicos. Os bibliotecários são acusados,
tradicionalmente, pelo excessivo apego aos processos técnicos em detrimento de outras atividades igualmente importantes. Em verdade, poucas bibliotecas universitárias podem orgulhar-se de contar com catálogos atualizados e completos. Os sistemas de classificação variam majoritàriamente entre o CDU e a CDD e, em certos casos, ambos sistemas
sobrevivem as vezes numa mesma universidade (em djiferentes bibliotecas) ou, até mesmo, em diferentes coleções
de uma mesma biblioteca. Naturalmente que isto afeta a
compatibilidade de serviços, sobretudo nos catálogos coletivos, mas a reclassificação é excessivamente onerosa para
constituir-se em solução viável.
/
V

Ainda quanto aos processos técnicos caberia ressaltar
que nós fracassamos exatamente nos dois processos mais
importantes sob a perspectiva dos serviços à comunidade: na
seleção e na referência. Sem dúvida alguma, "Seleção é a
atividade técnica que orienta a formação e o desenvolvimento do acervo". CBaríssimas bibliotecas universitárias fazem
avaliações periódicas de suas coleções no sentido de adequá•las, em termos de pertinência e relevância, em graus de
quantidade e excelência, aos conteúdos programáticos dos
cursos oferecidos pela universidade, tomando-se em consideração o tipo, as características de seus usuários. Como podem, então aplicar os recursos para uma aquisição equitativa e racional? Deixando aos professores a tarefa da seleção,
sem orientação e sem uma política definida? Aqui reside o
grande conflito, o fator que mais compromete o envolvimento da biblioteca com a comunidade, causador das queixas e
frustações mais desconcertantes"^
— 182 —

�o outro lado da questão é o serviço de referência que
tampouco existe na maioria de nossas bitíliotecas. Isto é, o
leitor vê-se desorientado e perdido sem orientação e sem treinamento. Se lembrarmos a sua tradicional inabilidade no
uso de livros e de bibliotecas, pode-se compreender a sua
perplexidade ou revolta.
Acusa-se o usuário por sua ignorância e pune-se-o por
sua inabilidade. Ao invés de treiná-lo e orientá-lo, prefere-se
i'ochar-se-lhe o acesso às estantes e criar novos controles.
Na biblioteca universitária brasileira os leitores são bem informados quanto aos seus deveres (através de regulamentos, vigilância, multas e suspensões) mas. .jamais chega a
precisar, claramente, quais são os seus direitos.
Se não existe o serviço de referência, como então são orientados os "processos técnicos"? Respondem a normas frias
e canhestras quando, ao contrário, deveriam tomar em consideração os hábitos e as determinações da própria comunidade usuária?
Pode faltar tempo e pessoal para tudo menos para o
leitor, que é a razão de ser da biblioteca. A estratégia está
justamente em saber criar ou orientar os hábitos de leitura
da comunidade o que exige do especialista conhecimento das
técnicas de referência, do acervo ao seu alcance, de serviços
opcionais (comutação hemerográfica, empréstimo interbiDiiotecário, etc.) e, naturalmente, cultura geral e específica,
além das qualidades inatas indispensáveis a qualquer pessoa que pretenda servir a comunidade.
1.3 Pessoal. As estatísticas demonstram que, apesar do
progresso nos últimos anos, é ainda diminuto o número de
bibliotecários em relação com o universo de usuários. Os
' processos técnicos" e as tarefas administrativas consomem
quase todo o tempo e a força de trabalho de pessoal graduado.
Por outro lado, dois problemas afetam a utilização desses
profissionais para a prestação de melhores serviços. Em prinieiro lugar, a falta de planejamento de serviços. Isto é, são
destinados para tarefas descoordenadas, isoladas, repetitivas,
nao raro absorvendo rotinas não profissionais o que significa baixa produtividade ,falta de metas e objetivos definidos.
— 183 —

�Em segundo lugar, o despreparo dos profissionais que
«ervem em bibliotecas. Com o incentivo crescente à capacitação de docentes, o nível de especialização de nosso professorado vem aprofundando-se o que implica em demanda de
informação mais sofisticada e específica. Por outro lado, o
bibliotecário de nossas universidades não teve o correspondente incentivo à capacitação permanente. Ao contrário, os
mais jovens e os mais ambiciosos optaram pelo ensino (para
usufruir dos privilégios) ou foram atraídos por melhores
oportunidades e melhores salários nas bibliotecas especializadas e nos sistemas nacionais de informação.
Os colegas bibliotecários acrescentariam um terceiro problema que é a dificuldade que encontram nas tarefas de planejamento e administração, por falta de verbas, apoio nas
decisões ou pela inexistência de pessoal profissional e auxiliar
capacitado. No entanto, a nossa experiência nos diz que,
apesar de casos isolados de real desinteresse de algumas autoridades universitárias ou até mesmo de injustiças, na maioria dos casos dá-se exatamente o contrário; as autoridades
universitárias não encontram a liderança, a segurança e a
capacidade nos profissionais como para conceder á biblioteca os recursos pretendidos.
Sem um plano coerente, sem liderança efetiva e sem
participação atuante nas esferas de decisão, nenhum bibliotecário conseguirá reunir os recursos para a sua biblioteca,
salvo as mínimas para a sua sobrevivência. Os recursos nas
nossas universidades são limitados e, no caso das bibliotecas,
devido ao fato de que raramente constituem-se em prioridade orçamentária, um trabalho de esclarecimento e persuasão é indispensável.
1.4 Outras dificuldades. O grande obstáculo no desenvolvimento de serviços bibliotecários parece ser, como já foi proposto, a nossa precária tradição na área.
Não abundam, entre nós, os modelos de bibliotecas com
serviços eficientes e uma infra-estrutura compatível com os
seus objetivos. Ainda viemos no "vir-a-ser" e imitamos os
modelos estrangeiros. Seja como for, é a nossa própria experiência (aliada à estrangeira, sem dúvida, mas com cautela) que poderá mostrar-nos com segurança o caminho a trilhar. É antes de tudo, uma mudança de mentalidade, de atitude, paralelamente aos recursos humanos, financeiros e materiais que devemos conquistar.
— 184 —

�Uma biblioteca tem que definir as suas metas e para
isso necessita de um estudo de sua própria realidade antes
de aventurar-se a qualquer transformação qualitativa. Esta
capacidade de julgamento da situação e a formulação de novas opções (teologia, vale dizer, a fixação de objetivos e metas realistas) é que garante o planejamento de sistemas de
bibliotecas. Pretende-se, com ele, atingir os objetivos com o
mínimo de recurso, no menor prazo de tempo, maximizando e otimizando as oportunidades.
Fala-se muito, modernamente, em "administração por
objetivos", em administração científica. Na prática, os empecilhos são grandes, mas a ausência de critérios e planos
õ pior.
A Universidade Brasileira vive um momento dramático
tíe transição provocado pela renovação de nossa sociedade,
pela busca de novos valores e de soluções para os grandfs
pi'oblemas nacionais. Informação é matéria prima indispensável nesse processo de renovação. A Biblioteca Universitária necessita acompanhar este processo de renovação, capawtando-se para contribuir decisoriamente nas tarefas de ensino, pesquisa e extensão. Ela deve constituir-se na base e
fíGntro deste grande debate e busca de informação e idéias
Ou como ainda acontece em muitos casos, contentar-se com
tarefa menor de ser apenas um banco de livros de texto ou
Uni salão de leitura estudos opcionais.
É um extraordinário e maravilhoso desafio colocado à
iniaginação criadora dos bibliotecários acadêmicos.

2 Conclusões
A biblioteca universitária brasileira enfrenta uma crise
de crescimento pela Renovação Universitária ,pela tentativa
de transformação dos métodos de ensino e aprendizagem,
pela explosão demográfica no ingresso de discentes, pela intensificação de pesquisas e da extensão e, sobretudo ,pela
^capacitação de docentes que vem demandando maior sofisticação e exigindo maior pertinência no atendimento dos serviços de informação e documentação.
— 185 —

�As bibliotecas não cresceram em termos de aquisição
de material bibliográfico e na facilidade de seus serviços nas
mesmas proporções. No entanto, é justo reconhecer que consideráveis recursos vêm sendo destinados, em muitas universidades, para aquisição e para renovação de serviços e de
métodos de trabalho, tanto nas universidades federais quanto nas estaduais e particulares. E grande parte destes recursos provêm de fontes financeiras externas, mediante convê
nios. A heterogeneidade na procedência destes recursos, aS'
sim como a ausência, em muitos casos, de critérios defiai
dos para a sua utilização, vem criando alguns embaraços sobretudo porque a gerência dos recursos nem sempre é feita
de acordo com um plano global de investimento do setor bibliotecário das universidades, mas de forma isolada e descoordenada. Seja por inexistência da politica aludida (que norteia as aplicações) seja por desconhecimento de tal políticsi
(quando ela existe). Voltamos, portanto, ao princípio da necessidade de maior entrosamento da biblioteca com estes ca'
nais decisórios, no sentido de racionalizar o emprego dos recursos em função de objetivos mais abrangentes e equitativosExiste, paralelamente, a dificuldade de obtenção de moeda estrangeira para a importação de material bibliográfico ■
Os "tetos" de importação são limitados para cada universidade, os processos de aquisição são lentos e os livros e periódicos cada vez mais caros por causa da inflação nacional ^
internacional.
Independentemente ou não da liberação de mais recursos para material bibliográfico ,duas soluções são propostas:
a) que seja realizada, pelo Ministério da Fazenda, estudos para a retirada dos materiais bibliográficos
rubrica "Material Permanente", criando rubrica especifica onde sejam incluidos, também, todos os novoS
tipos de materiais de registro bibliográfico conforin^
"Recomendação do 9" Congresso Brasileiro &amp; V Jorna'
da Sul-Riograndense de Biblioteconomia e Documentação, Porto Alegre, 3 a 8 de julho de 1977".
O problema é antigo e a solução não é nova e vem sendo
proposta insistentemente. Pretende-se liberar o livro da coU'
dição de "objeto" físico para transformá-la em instrumento
didático, assumindo o risco de usá-lo e, eventualmente,
descartá-lo da coleção por obsoletismo ou irrelevância.
— 186 —

�'

b) criar os mecanismos necessários (acordos, convênios
de serviços, catálogos coletivos, comutação hemerográfica, empréstimo inter-bibliotecário)no sentido de
maximizar o uso deste acervo acumulado nas universidades e justificar os altos investimentos que eles
representam. Nenhum país, por mais rico que seja,
pode abrir todas as comportas de importação sobretudo quando isso implica numa excessiva duplicação
de títulos para uso restrito e limitado. Urge favorecer
o intercâmbio, sem o qual o ensino e a pesquisa permanecerão atrofiados pela curta acessibilidade local,
pela burocrática e vagarosa processualística da boa
vontade isolada e extemporânea. Em suma, faz-se
mister, paralelamente ao sistema proposto de universidade brasileira, criar-se um Sistema Brasileiro de
Bibliotecas Universitárias como agência de planejamento e coordenação deste intercâmbio de recursos e
de experiências. Um tal sistema facultaria a catalização destas energias, serviria de foro para a discussão dos problemas comuns e facilitaria a formulação
de mecanismos hábeis para provocar a desejada aproximação em termos cooperativos e funcionais, entre
as nossas bibliotecas universitárias através da complementação de seus serviços. Mas este é um assunte
que escapa ao âmbito do presente trabalho, ficando
aqui, tão-somente, o seu registro para uma abordagem futura mais detalhada e argumentada.

Bibliografia consultada
^

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Collection Development Committee: Guidelines for the formulation of
collection development policies. Library Resources &amp;
Techi^ical Services, 21 (1): 40-47, 1977.

^ CUNHA, Maria Luisa Monteiro da. Biblioteca Universitárias em sistemas nacionais de informação. In; CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 3-8 julho 1977
36 p.
^

CUNHA, Murilo Bastos da. Sistemas de informação no
planejamento do desenvolvimento. In; CONGRESSO
— 187 —

�BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 1977. Anais. . . Porto Alegi'^'
1977. V. 2, p. 11-21.
4

FERREIRA, Gilda Pires. A biblioteca universitária cn'
perspectiva sistêmica. Recife, Universidade Federal
Pernambuco, 1977. 29 p.

5

MIRANDA, Antonio, Análise conjuntural das biblioteca^
das universidades federais do Nordeste do Brasil.
REUNIÃO DE DIRETORES DE BIBLIOTECAS CENTRAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO NOR'
DESTE, 1., Foraleza, lü-12 Novembro 1977 Brasíli^^'
CAPES/MEC/DAU, 1977.

r

. Bibliotecas universitárias: festa e fome. Boletii"
ABDF, Brasília, 3-6, mar./abr., 1977.

7

. Bibliotecas dos Cursos de Pós-Graduação em Ed^^'
cação no Brasil: estudo comparado. In; CONGRES"
SO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
CUMENTAÇÃO, 9., Porto Alegre, 1977. Anais...
to Alegre, 1977. v. 2, p. 268-333.

9

. Planejamento Bibliotecário no Brasil; a inform^'"
ção para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, Livro^
Técnicos e Científicos. Brasília, Editora Universidaí^®
de Brasília, 1977. 135 p.

0

OSBURN, C.B. Planning for a University Library Policy
on Collection Development. Int Livr Rey, 9, 209-22*'
1977.
DEBATES

LÉLIA GALVÃO CALDAS DA CUNHA (Chefe do DepaJ'
tumento de Documentação da UFF): Acredita que a soluÇ^^
para o problema de atendimento nas bibliotecas, diga
da perto é educação do profissional bibliotecário, do
tanto ao treinamento dos usuários?
i
ANTONIO MIRANDA: Nem uma coisa, nem outra. ^
problema é muito mais complexo. Gostaria de dizer que
se é um problema da estrutura do ensino no país. É ele
— 188 —

�'^va a que tenhamos usuários sem nenhum treinamento,
capacitação e sem condições para a própria iniciação
pesquisa e, no desenvolvimento do seu trabalho intelectual,
''into quanto do bibliotecário que muitas vezes recebe umPi
^orrnação deformada.
í
JOSÉ DE ALBUQUERQUE MOREIRA (MEC/DAU/
^APes): Talvez a solução para todos esses problemas, fosse
^ &lt;^'nação de um Centro Nacional de Planejamento em Infor'^fição e Documentação. O que lhe parece?
ANTONIO MIRANDA: Atualmente, estamos fazendo um
'^vantamento da situação das bibliotecas universitárias bra'^i'eiras, para saber o que são e que problemas têm. Acredique muito em breve possamos ter 3 subprodutos disso: 1"
^ um guia das biblictecrr; brasileiras, para facilitar o inter•"âmbio e o estudo dessas universidades; 2° — formar grude trabalho para estudar os diferentes tipos de probleencontrados nas bibliotecas universitárias; e, S"? — que
^ o mais importante de todos, a formulação de um Sistema
-^acionai de Bibliotecas Universitárias, que é o que mais se
'^scessita na presente conjuntura nacional. Acredito que já
amadurecida a idéia de se criar um Sistema Nacional
Bibliotecas Universitárias no país, para desenvolver mo'^'Plos que possam ser se.guidos, não de maneira rígida, mas
jlue possam servir como orientação para a organização de
•bibliotecas. Precisamos parar, pensar e ver quais são as ne^'^ssidades de cada universidade, com relação às suas biblio''-cas e, depois num sistema que interligue essas bibliotecas
nível nacional, do contrário não haverá recursos financeinem humanos para isso.
Queria transformar isso tudo numa recomendação ao
"ÍH:c/dau, pois acredito que seja o órgão responsável para
'^'^nsar e decidir sobre esses proíalcmas.
Gostaria que desse Plenário saísse uma recomendação
MEC, para criar um grupo de trabalho com representação regional para devotar-se ao estudo de uma legislação e
uma estrutura organizacional modelo para a biblioteca
-universitária no Brasil, que possa orientar seu planejamenpadronização, interrelação e definir as responsabilidades
universidades e da própria classe bibliotecária.
— 189 —

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="13">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8559">
                <text>SNBU - Edição: 01 - Ano: 1978 (UFF - Niterói/RJ)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8560">
                <text>Niterói (Rio de Janeiro)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15141">
                <text>Tema: A biblioteca como suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39559">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39560">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39561">
                <text>MIC/UFF</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39562">
                <text>1978</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39563">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="39564">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39760">
              <text>Biblioteca Universitária no Brasil: reflexões sobre a problemática. (Painel sobre Administração de Bibliotecas Universitárias)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39761">
              <text>Miranda, Antonio</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39762">
              <text>Niterói (Rio de Janeiro)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39763">
              <text>MIC/UFF</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39764">
              <text>1978</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39766">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="39767">
              <text>Aborda a Biblioteca como um problema técnico,  e como fenômeno social, a inter-relação com o meio ambiente, o processo de negociação com as esferas do poder decisório superior. Discute a estrutura administrativa, processos técnicos, padrões, orçamento, etc. Advoga como solução um plano de estímulo na formação de pessoal bibliotecário  e a criação de um Sistema Nacional de Bibliotecas Universitárias.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67298">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="11">
      <name>snbu1978</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
