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                  <text>COOPERAÇÃO ENTRE A BIBLIOTECA NACIONAL
E AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

JANICE DE MELLO MONTE-MÓR
Diretora da Biblioteca Nacional

O tema "Cooperação entre a Biblioteca Nacional e as
Bibliotecas Universitárias" se tomado em sentido geral, isto
é, se não particularizarmos o caso do Brasil, tem sido objeto
de extensa bibliografia, pois pela própria natureza da Biblioteca Nacional, pelos seus objetivos decorre a necessidade da
cooperação. Por outro lado, da própria necessidade de bem
cumprir seus objetivos, a biblioteca universitária, especialmente as dos países em desenvolvimento, sente a importância
de entrosamento e cooperação com a biblioteca nacional de
seu país.
Considerando a biblioteca universitária como um todo,
qualquer que seja sua estrutura, há um interesse eclético
no tocante à aquisição de material bibliográfico, há uma
denendência de bibliografias e obras de referência em geral,
há um interesse indiscriminado cm relação ao tipo de material, além de livros e oeriódicos. Apesar desse ecletismo
comum a ambos os gênero.^; de bibliotecas, a nosso ver,
surgem problemas que sendo comuns às duas partes, certamente com apoio mútuo poderão ser resolvidos com maior
eficiência e rapidez, garantindo uma compatibilidade de
sistemas técnicos a serem adotados. Mencionaria entre
outros problemas comuns, o problema de espaço e orçamento a exigirem um plano comum de aquisição planificada, pois tanto a biblioteca universitária, quanto a biblioteca nacional tendem a se tornar organismos agigantados.
G problema da duplicação do tratamento técnico das coleções a exigirem padrões únicos tanto quanto possível no
processamento do material bibliográfico a nível nacional,
ou seja, o Controle Bibliográfico Nacional. A permuta tanto
Pem âmbito nacional como internacional, o empréstimo
1 inter-bibliotecário, a preservação e restauração de documen— 163 —

�tos, etc. Fizemos essa enumeração apenas para mostrar
como de fato são comuns os problemas que afligem tanto
as bibliotecas universitárias como a biblioteca nacional.
iS de tal maneira desejável essa cooperação, que em alguns
países, a biblioteca nacional se confunde com a biblioteca
universitária, como é o caso da Dinamarca, Noruega e
Israel.
i
Em 1958, o célebre Colóquio Internacional de Bibliotecas
Nacionais da Europa, dedicou sua 3"^ parte às Bibliotecas
Nacionais e à cooperação entre bibliotecas e, os trabalhos
apresentados àquela Sessão davam ênfase aos catálogos coletivos que são tradicionalmente, atribuição das bibliotecas
nacionais; o caso do Brasil é uma exceção. Outro aspecto
importante que foi destacado nessa Reunião foi a aquisição
planificada, que tem como suporte os próprios catálogos
coletivos, daí a ênfase dada aos princípios técnicos para
que houvesse compatibilidade entre os catálogos coletivos,
:sto é, a preocupação com a normalização na compilação dos
catálogos coletivos. A partir de 1974, data da Conferência
Intergovernamental da UNESCO sobre planejamento e
jnfra-estruturas nacionais de Documentação, Bibliotecas e
Arquivos, preconizou-se a integração entre esses sistemas de
informação e, que uma vez estabelecido esse sistema num
determinado país, ele assumiria automaticamente a cooperação, isto é, desde o momento em que o país estabeleça sua
csirutura de coordenação de redes e sistemas de informação, logicamente, ele assuma essa cooperação.
Gostaria de trazer para esse Seminário como sugestão
um anteprojeto de cooperação sistemática entre a Biblioteca Nacional e as bibliotecas universitárias brasileiras.
O Controle Bibliográfico Nacional, como todos sabemos,
e como foi reafirmado pela UNESCO e pela IFLA, no Congresso de setembro de 1977, é uma atribuição das bibliotecas
nacionais e, também, deve ser uma decorrência natural do
depósito legal, que por sua vez deve ser previsto na legislaçoã de cada país. Sob esse aspecto estamos caminhando
perfeitamente dentro das normas internacionais. Temos
através de uma legislação ,embora obsoleta e insatisfatória,
um depósito legal que é prerrogativa da Biblioteca Nacional
e, temos uma Biblioteca Nacional que se preocupa e tenta
produzir um Boletim Bibliográfico ou seja, uma Bibliografia
— 164 —

�Brasileira Corrente, sendo esse o caminho para se chegar
ao Controle Bibliográfico Nacional. Ora, se as bibliotecas
universitárias assumirem a coordenação da produção bibliográfica de suas Universidades e cumprirem o depósito legal
devido a Biblioteca Nacional, está aí o fundamento para o
entendimento da cooperação entre a Biblioteca Nacional e
a3 bibliotecas universitárias. Através, dessa contribuição
dada pelas bibliotecas universitárias estaria a Biblioteca
Nacional apta para assumir a responsabilidade do oferecimento de uma Bibliografia Brasileira Corrente que corresponda à realidade nacional. Essa colaboração vem sendo
feita de maneira informal, gostaríamos que fosse realizada
de maneira sistemática pelas bibliotecas universitárias.
Podemos dizer que depois de 5 anos de interrupção, a Biblioteca Nacional voltou a publicar o seu Boletim Bibliográfico
de forma trimestral.
Outro ponto a respeito do Controle Bibliográfico Nacional, e que acredito seja de interesse comum diz respeito íi
normalização desse processamento técnico. A Biblioteca
Nacional recebe essa documentação, deve processá-la de
forma padronizada a nível nacional e internacional, de
maneira que o seu produto possa ser utilizado adequadatnente. Aqui, então, gostaria de expor o esforço que a Biblioteca Nacional está fazendo com a cooperação do CIMEC,
Centro de Informática do Ministério da Educação, no sentido de estabelecer um formato padrão que será utilizado
pela Biblioteca Nacional e, se for bem sucedido, pode vir a
se tornar um formato nacional. Estou me referindo ao
CALCO. O CALCO foi iniciado por Alice Príncipe Barbosa
no antigo IBBD, durante o período de transformação do
IBBD para o atual IBICT. Esse projeto foi oferecido à
Biblioteca Nacional que vem se empenhando em ampliá-lo e,
desde então, a Biblioteca Nacional com o apoio do CIMEC
vem procurando desenvolver o CALCO. Esse projeto recebeu
apoio do último Congresso Brasileiro de Bibliotecários realizado em Porto Alegre, em 1977. Houve uma reunião no
Rio de Janeiro, em agosto de 1977 e muitas entidades que
dela participaram ficaram de certa forma interessadas no
CALCO. Entre essas entidades podemos citar: Grupo de São
Bernardo do Campo, Fundação Getúlio Vargas, IBICT,
Museu Nacional, UFRGS, etc. Em seguida tivemos em outubro do mesmo ano, a presença entre nós da grande especialista Henriette Aghram, da Biblioteca do Congresso dos
— 165 —

�Estados Unidos, autora por assim dizer do formato MARC,
no qual o CALCO se baseou e que nos encarajou bastante a
continuar no nosso projeto e, que nos deu uma série de
esclarecimentos e conselhos. Naquela ocasião, trazíamos da
Conferência de Paris, o UNIMARC que é o formato de transferência de informação à nivel internacional. Chegamos,
então, à conclusão de que deveríamos dar uma parada no
desenvolvimento do CALCO de tal maneira que pudéssemos
compatibilizá-lo ao UNIMARC, antes de ser ele aplicado ao
Brasil. Isto foi feito pelo CIMEC com a colaboração da
Biblioteca Nacional. O CALCO está adotando todos os
princípios atuais de catalogação ou seja, o ISBD, que deve
ser utilizado pelo Código de Catalogação Anglo-Americano,
cuja nova edição está para ser publicada. A partir daí o
CIMEC produziu um novo manual de preenchimento de
folha de entrada para o CALCO. Esse manual só será publicado depois de ser devidamente testado com o Boletim
Bibliográfico da Biblioteca Nacional. O Boletim Bibliográlico, até a presente data, está sendo feito por computador,
rnas ainda não está totalmente enquadrado no CALCO. No
momento em que o CALCO estiver plenamente desenvolvido
a Biblioteca Nacional, pelo menos para efeito do Boletim,
adotará a catalogação com a normas de ISBD, deverá mudar
o nome do Boletim para Bibliografia Brasileira Corrente e
deverá apresentá-lo de forma diferente, talvez nas bases da
Canadiana, com a ficha completa e, oferecer subprodutos
como fichas impressas. O CALCO será processado todo ele
em fita magnética, naturalmente será armazenado por
computador que, assim, iniciará o Banco de Dados do material brasileiro recebido pela Biblioteca Nacional ou seja, o
Controle Bibliográfico Nacional.
O Grupo do CIMEC está trabalhando, também, em
outros manuais, como: "Instruções de preenchimento do
formulário CALCO: autoridades, versão preliminar". Temos
que colocar no computador o catálogo de autoridades, cabeçalhos de autoridades, cabeçalhos de assunto, entrada de
autores, etc., de maneira que já estamos fazendo um estudo
na Biblioteca Nacional de comparação do cabeçalho de
assunto, entrada de autores, etc., de maneira que já estamos
fazendo um estudo na Biblioteca Nacional de comparação
do cabeçalho de assunto publicado pelo IBICIT com o cabeçalho de assunto adotado pela Biblioteca Nacional, para
verificar qual deles deverá ser usado ou, so será necessário
uma revisão.
— 166 —

�Acreaito que quando as universidades brasileiras examinarem o CaJjUO e o consiuerarem coino uni lormato aceitável, prático e passarem a usa-lo, nos teremos muito rapiüameme a recomposigao ou atualizayao aaquele catalogo
coletivo de livros, que tanto nos serviu, criauo na t'unuagao
Ge túlio Vargas e assumido peio IBBu, atualmente IBiUT,
que, infelizmente teve que ser aescontinuado porque não há
mais condição de mantè-lo de iorma manual. De maneira
que se as universidades brasileiras começarem a usar um
sistema compatível com o CALUO, mesmo que nao seja o
CALCO, as íitas magnéticas poderão ser trocadas e rapidamente nós teremos um catálogo coletivo nacional, e vários
bancos de dados. O importante, realmente, é a compatibilidade dos sistemas usados.
No campo do controle bibliográfico nós, também, estamos iniciando a execução do ISBN no Brasil, como sabem
a Biblioteca Nacional passou oficialmente a se constituir na
Agência Nacional do ISBN, do número internacional do
livro, dessa forma distribuiu a todos, evidentemente, que
nesse campo há muitas falhas, mas a um grande grupo de
editores brasileiros oficiais e comerciais interessados, um
urimeiro folheto sobre o sistema ISBN, e já está distribuindo
um segundo folheto, que é propriamente o manual do ISBN
para o editor. O ISBN está todo sendo controlado pelo
ClMEC e será um projeto totalmente automatizado. A
Biblioteca Nacional já tem por antecipação em etiquetas
gomadas os números, ou seja os códigos das editoras brasileiras com os números previamente alocados, de maneira
que o editor que preencher sua folha de ISBN, que é sempre
compatível com o CALCO pode numa visita à Biblioteca
Nacional, no mesmo instante receber o número de ISBN do
livro que estiver editando, basta que ele apresente os dados
numa folha preenchida e, a Biblioteca Nacional retira das
etiquetas gomadas aquela que será alocada a essa editora e
ao seu livro e cola naquele formulário. O formulário é
preenchido em duas cópias; uma fica com a editora e a
outra é enviada ao CIMEC, que periodicamente produz uma
lista dos ISBN já distribuídos no Brasil. O ISBN funcionando no Brasil é um instrumento do maior valor que a
Biblioteca Nacional possui para verificar o efetivo depósito
da produção bibliográfica nacional. Nesse ponto, antevejo
um elemento de cooperação pois cabe às editoras e em especial as bibliotecas universitárias, mais diretamente do que às
— 167 —

�editoras universitárias, um alerta às universidades, para que
as editoras universitárias se sensibilizem, no sentido de fazerem sua inscrição no ISBN de todos os livros que venham
a ser publicados por elas.
Em termos de aquisição planificada diria que um campo
enorme de cooperação se apresenta. A aquisição planificada, normalmente, tem como base os catálogos coletivos,
que no Brasil estão divididos em catálogos de livros e de
periódicos, sob a grande responsabilidade e atuação do
IBICT, embora o catálogo de livros esteja descontinuado.
A aquisição planificada se impõe nesse país, que se encontra
cada vez mais distante do que se produz no mundo cultural,
porque aumentam a cada dia as barreiras para a aquisição,
especialmente no que se refere à produção bibliográfica
importada. Não podemos num país como o nosso nos dar
ao luxo de pretender manter coleções completas, mesmo
porque os recursos reprográficos nos facilitam muito a
cobertura dessas lacunas. Atualmente, não é mais tatju
não se possuir um número de uma coleção, quanto mais a
biblioteca pretender ter todas as coleçeõs de todos os periódicos, de todos os livros, em todas as línguas, portanto cada
vez mais se torna necessária a aquisição planificada, evidentemente, que há necessidade de uma coordenação nacional,
mas mesmo espontaneamente esse trabalho pode ser iniciado.
Com relação a isso, nós tivemos um exemplo muito interessante a muitos anos atrás, com o Catálogo Coletivo do IBBD
e a Faculdade de Odontologia de São Paulo, que assumiu
a responsabilidade de Centro Nacional de Odontologia e que
recebeu do IBBD uma ajuda em bonus da UNESCO para
completar suas coleções, mas por outro lado, se comprometia
a cobrir em profundidade um determinado campo na área
de Odontologia. Temos assim, que dividir responsabilidades
e nos aprofundar no tocante às especializações. Nesse campo, gostaria de dizer que a Biblioteca Nacional poderia
cooperar considerando o seu próprio problema. Nós sempre
partimos do problema da biblioteca, que sempre é muito
amplo, pedimos ajuda à FINEP, que é financiadora de estudos e projetos. Podemos citar como exemplo, o projeto de
aquisição planificada, que depois de 3 anos e meio de lutas
para conseguirmos utilizar os recursos recebidos, finalmente
estamos vitoriosos e, devemos começar agora a executar
esse projeto. Esse projeto é o segundo de uma série de 4,
ele consiste no levantamento das coleções da Biblioteca
— 168 —

�Nacional no sentido de detectar falhas nas suas próprias
coleções e, na aquisição dessas obras que deveriam a muito
lempo existir na Biblioteca Nacional.
A permuta nacional e internacional está a cargo da
Biblioteca IN acionai por decrelo especial, evidentemente, não
c urna prerrogativa só da Biblioteca Nacional: todas as
bibiioi^cus poaem fazê-la. A Biblioteca Nacional está à
uisposiçao aas bibliotecas universitárias, graças a certas
condições especiais de permuta internacional
O empréstimo internacional ainda não foi estabelecido
üficialmenie, mas é oDjeio ae cogitação pela Biblioteca Nacional, porquanto foi solicitada pela IFi^A a assumir essa
responsaüiliaaae em nome do Brasil. Temos facilidade de
peair livros emprestados de outros países e temos possibilidade de emprestá-los, embora nós ainda não tenhamos o
nosso código de empréstimo internacional. Temos evitado
o empréstimo em âmbito internacional porque recorremos
rnuito a reprografia, por ser um meio mais prático e seguro
do que o empréstimo.
A informação bibliográfica na Biblioteca Nacional está
se desenvolvendo muito, uma vez que criamos a Seção de
Informação Bibliográfica, a SIB, que atende especialmente
e tão Gonientc, acs pedidos vindos de fora do Rio de Janeiro.
A SIE
a diopüsigão de todos não somente para atender
aoi: pediaos relativos a Documentação arma?.enada na Biblioteca Nacional, mas tanto quanto possível aos que se encontram em outros grandes centros de informação.
A preservação e restauração de documentos merece uma
atenção especial. Deve ser um ponto de entrosamento
muito grande entre as bibliotecas universitárias e a Biblioteca Nacional. Tivemos ocasião de expor no Congresso de
Bibliotecários de Brasília, há 3 anos atrás, que já havia um
convênio firmado entre a Biblioteca Nacional e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro para esse campo de
atuação. Esse convênio permanece, embora só agora em
razão do financiamento da FINEP, esteja começando a set
desenvolvido. O convênio prevê uma cooperação por parte
da Biblioteca Nacional, em termos de fornecimento de material especializado, não só de bibliografia, mas de material
de laboratório e, através dos recursos dados em parte pela
— 169 —

�I-INEP e outra parte pela Universidade, uma assistência de
cientistas, biólogos, entomologistas .íitopatologistas, quimi*
cos e bioquímicos para fazerem pesquisas com o material
da Biblioteca. A Universidade se prontificou a fazer análise
do material de consumo a ser utilizado pelo laboratório de
restauração da Biblioteca Nacional. O material empregado
na restauração tem que ser testado antes de ser utilizado.
A Casa de Rui Barbosa assinou também, um convênio
com a Biblioteca Nacional na parte de restauração de
documentos. Está sendo montado o laboratório de restauração da Casa de Rui Barbosa, ao mesmo tempo estão iniciando a íormação de pessoal para operar nesse sistema.
A Biblioteca Nacional tem um grupo de restauração que
está permanentemente em contato conosco e, esse grupo
vem sendo presidido por Edson Motta, grande especialista
brasileiro em restauração. No campo de restauração e preservação de documentos estamos oferecendo, embora de
maneira ainda débil, estágios para os interessados. Estamos
desenvolvendo na parte de microfilmagem um grande trabalho com uma ajuda especial da Fundação Ford e com o
auxilio do Latin American Microfilm Project. Estamos
microfilmando jornais e relatórios brasileiros das províncias
do Império.
Estamos, também, microfilmando jornais de 10 Estados
do Brasil sob nossa coordenação, embora de maneira descentralizada. Ag obras raras da Biblioteca Nacional, cerca de
30.000 peças, que constituem a Seção de Obras Raras da
Biblioteca Nacional.
Um convênio internacional foi estabelecido em 1977,
com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para troca
de 200 rolos de microfilmagem de jornais brasileiros a cada
ano. Esse convênio já foi cumprido com grande vantagem,
oreio eu, de parte à parte.
Firmamos um convênio com o Departamento de História da UFF, o Ministério da Educação, o Governo do Estado
do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Niterói, com o objetivo
de formarmos uma grande hemeroteca. Essa imensa coleção de periódicos pertencia ao Governo do Estado do Rio
de Janeiro, que através de sua Divisão de Biblioteca não
— 170 —

�do
tr e

para organizá-la e preservá-la, veio, com a ajuda
^ ^ assistência técnica da Biblioteca Nacional,
para Niterói, estando sob a guarda dessa Prefei-

se^ri
gerênciaorganizada
do Departamento
de História
UFF,
^ mo^ devidamente
para servir
como da
imenso
^Po de pesquisa. Será a 2'' grande hemeroteca do país.
anr ®P^&lt;3jeto
íorma,
acredito que
isso seja
um
de cooperação
efetiva
entreum
asprenuncio
bibliotecasdeuni^'Sitárias brasileiras e a Biblioteca Nacional.

DEBATES
LELIA GALVÂO caldas da cunha (Chefe do Depar^mento de Documentação da UFF): Você tem algum exem1^0 a citar com relação à contribuição dada pela Biblioteca
acionai, no campo da permuta a alguma universidade bra'^iieira?
JANICE DE MELLO MONTE-MÓR: Não me ocorre
Sora um exemplo concreto. O que posso dizer é que a
i"lioteca Nacional recebe um grande número de publicapara redistribuir pelo Brasil. Gostaria de dizer que
*
estamos satisfeitos com o nosso trabalho de permuta a
^Vei ãe redistribuição nacional e, que a muitos anos vimos
l^^rindo a criação de um Centro Nacional de Permuta,
í^bora até o momento presente não tenha havido provi®ncias que chegassem a um sucesso nesse campo.
bela PEDROSA (Universidade Santa úrsula): Há segu^Ça contra incêndio na Biblioteca Nacional?
^ JANICE DE MELLO MONTE-MÓR: A Biblioteca Nacioa. recebe assistência do Corpo de Bombeiros desde 1971.
^Pois de cumpridas todas as exigências, a Biblioteca Naciorecebeu um certificado emitido pelo Corpo de Bombeiros,
^ qual muito nos orgulhamos. Cursos especiais para pre®nção de incêndios foram feitos com 2/3 dos funcionários
Biblioteca Nacional, em que foi ensinado o manuseio dos
j^^ipamentos próprios contra incêndios. Os microfilmes
^^S'trizes de segurança da Biblioteca Nacional estão numa
^^niara frigorífica bem separada e bem distante dos armais. Desejamos conseguir um depósito fora da Biblioteca
— 171 —

�Nacional para ser guardado esse material. Solução de fato
para esse problema só será encontrado quando se conseguir
um anexo para a Biblioteca Nacional. Não podemos dizef
que não haja perigo de incêndio, mas podemos afirmar que
tudo está sob controle.
MERCEDES DE LA FUENTE (Instituto Adolfo Lutz de
São Paulo): A publicação do Boletim Bibliográfico Corrente
incluirá obras especializadas? Como fica a duplicação d®
informação nessas áreas? As instituições de pesquisa ein
área governamental, cujo material é enviado regularmente
à Biblioteca Nacional, como se situa nos planos apresentados?
JANICE DE MELLO MONTE-MÓR: A Biblioteca Nacional tem por decreto específico de 1907, o depósito legal e se
compromete à divulgai- tudo aquilo que recebe. Eu diris
que qualquer outra publicação é que constituiria uma dupli'
cação de serviço. Tudo o que é depositado na Biblioteca
Nacional tem que ser divulgado através de um Boletim oU
de uma Bibliografia, isto é, todas as publicações brasileiras
recebidas pela Biblioteca Nacional são divulgadas, mesnío
as especializadas
TÂNIA MENDES (Bibliotecária da Fundação (íetúlio
Vargas de São Paulo): Considerando a situação de infra-es'
trutura das bibliotecas, se a Biblioteca Nacional com "
desenvolvimento do CALCO já pensou nos custos operacio'
nuis, no pessoal aisponivel nas demais bibliotecas, possivelmente usuários do CALCO, na politica de atuação das bibliO'
tecas, nos acervos disponíveis no Brasil e, fundamentalmente,
na necessidade dos usuários?
JANICE DE MELLO MONTE-MÓR; Não. Nós nâO
pensamos em nada disso, quando desenvolvemos o CALCO.
Nós temos um problema específico na Biblioteca Nacional'mecanizar os serviços da Biblioteca Nacional, porque não
liá mais pos.sibilidade de continuar o trabalho manualmente.
Na época em que tomamos esta decisão o que havia eifl
estudos no Brasil era o CALCO e, estudamos a viabilidade
de seu desenvolvimento e aplicação à Biblioteca Nacional
Garantimos que o CALCO tem uma compatibilidade
internacional, achamos que devíamos Iqvar esse estudo
aaiante para resolver o problema da Bibioteca NacionalO que nos parece é que estando em desenvolvimento uri'
— 172 —

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Cooperação entre a Biblioteca Nacional e as Bibliotecas Universitárias. (Painel sobre Administração de Bibliotecas Universitárias)</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Monte-Mór, Janice de Mello</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Niterói (Rio de Janeiro)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>1978</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Apresenta o anteprojeto de cooperação sistemática entre a Biblioteca Nacional e as Bibliotecas Universitárias. Propõe que as bibliotecas universitárias ao assumir a  coordenação da produção bibliográfica de suas universidades e  cumprindo o depósito legal junto à Biblioteca Nacional, fundamentam esse anteprojeto, contribuindo para que mediante esta cooperação a Biblioteca Nacional possa assumir a responsabilidade na oferta de umas Bibliografia Nacional Corrente. </text>
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          <name>Language</name>
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