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                  <text>Ex-líbris: lugares de memória
Márcia Della Flora Cortes (IFFAR) - marciadfc@yahoo.com.br
João Fernando Igansi Nunes (UFPEL) - fernandoigansi@gmail.com
Laís Braga Costa (IFFar) - lais.costa@iffarroupilha.edu.br
Resumo:
O presente artigo tem a finalidade de refletir sobre o ex-líbris, marca de propriedade de livros,
como um objeto que contém substrato para a memória e capaz de ser um lugar de memória.
Esse guardião do passado apresenta informações quanto ao seu conteúdo e quanto a sua
técnica de produção. Considera-se nesse trabalho os aspectos relativos aos rastros do passado
e potencial narrativo dos ex-líbris gravados que revelam simbologias, relações sociais,
profissões, paisagens, ideologias e pensamentos. Estes objetos representam o proprietário de
uma obra, seus gostos e ideais assim como a técnica de um artista, que em conjunto ao
encomendador, elaboram essa marca de propriedade, que serve ainda para estimular
lembranças. Logo, entende-se que o ex-libris contém substrato para a memória carregando
traços do período e do meio em que foi criado representando indivíduos e coletividades. Como
procedimentos metodológicos realizou-se uma revisão de literatura em teóricos que discutem
a memória coletiva e a identidade como Maurice Halbwachs (1990), Pierre Nora (1993) e Paul
Ricoeur (2007). Também fazem parte da revisão bibliográfica autores que abordam
especificamente os ex-líbris, como Esteves (1956), Bertinazzo (2012) e Silva (2014). Ainda,
algumas imagens de ex-líbris do Museu de Arte Frederikshavn Kunstmuseum foram
selecionadas a fim de destacar o potencial memorial e identitário dessas marcas de
propriedade.
Palavras-chave: Ex-líbris. Memória. Lugares de memória.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: Eixo 08
Resumo expandido
Introdução: O presente artigo tem a finalidade de refletir sobre os ex-líbris,
marcas de propriedade de livros, como objetos que contém substrato para a
memória e capazes de ser um lugar de memória. Esses guardiões do passado
apresentam informações quanto ao seu conteúdo e quanto a sua técnica de
produção. Considera-se nesse trabalho os aspectos relativos aos rastros do passado
e potencial narrativo dos ex-líbris gravados que revelam simbologias, relações
sociais, profissões, paisagens, ideologias e pensamentos. Logo, entende-se que o exlibris contém substrato para a memória carregando traços do período e do meio em
que foi criado representando indivíduos e coletividades.
A memória como uma categoria ampla, que perpassa por diversas áreas do
conhecimento, desde os processos neurobiológicos até as ciências sociais, nesse
trabalho é abordada quanto a seus aspectos sociológicos. Considerando-se que o
passado é materializado nos objetos, temos então importantes indícios e
informações do passado através de marcas impregnadas nos ex-líbris, que podem
fazer aflorar a memória.
Método de pesquisa: Como procedimentos metodológicos realizou-se uma
revisão de literatura em teóricos que discutem a memória coletiva e a identidade
como Maurice Halbwachs (1990), Pierre Nora (1993) e Paul Ricoeur (2007).
Também fazem parte da revisão bibliográfica autores que abordam especificamente
os ex-líbris, como Esteves (1956), Bertinazzo (2012) e Silva (2014). Ainda, algumas
imagens de ex-líbris do Museu de Arte Frederikshavn Kunstmuseum foram
selecionadas a fim de destacar o potencial memorial e identitário dessas marcas de
propriedade.
Resultados e discussão: Os ex-líbris, são obras de arte em miniatura e como tal,
devem ser reconhecidos tanto pela sua beleza estética como pelo seu potencial
memorial que possibilita ainda o resgate de identidades. Sua função original era
marcar a propriedade de um livro, entretanto também servia como um sútil
lembrete aos esquecidos ou aqueles que ousavam pensar em furtar obras.
Destaca-se que a invenção da imprensa promoveu a difusão do
conhecimento em função da maior facilidade em se produzir livros, entretanto a

�partir daí o furto, conforme Machado (2014) “tornou-se epidêmico” o que fez com
que bibliotecas da Idade Média acorrentassem suas obras. Esteves (1956, p. 55) nos
dá uma dimensão da atração e sentimento que o livro causa: “O que deixa
transparecer que, em todos os tempos, mesmo quando não eram numerosos os
leitores, o livro – nosso mestre, nosso melhor e mais fiel amigo, - foi sempre
cobiçado pelos amigos do alheio”.
Era, portanto, necessário criar uma maneira de identificar as coleções e dar a
elas seu real valor. Nada melhor que uma bela gravura para demonstrar o apreço e
zelo de um proprietário pelo seu livro. Os ex-líbris foram originalmente produzidos
a partir de técnicas de gravura que conforme destaca Bertinazzo (2012), é um
processo artesanal e bastante minucioso, em que um artista está em contato direto
com a obra.
Surgiu assim, uma representação gráfica oficial, de um indivíduo ou
instituição, com a finalidade de marcar através de signos a sua propriedade,
identidade e em decorrência, é carregado de memória. Não se sabe exatamente a
data de surgimento do ex-líbris, entretanto, foram utilizados principalmente a
partir do Renascimento.
Esteves (1956, p. 35) compreende que o ex-líbris “nada mais é que um sinal
ou marca de propriedade sobre uma coisa que é o livro” surgindo no lugar da antiga
pratica de escrever o nome do proprietário e seu pertencimento a própria mão nas
páginas iniciais do livro. Esse mesmo autor destaca que essa etiqueta tem força de
escritura pública pois mesmo que não contenha o nome do proprietário, todos
respeitam seu direito de posse (ESTEVES, 1956, p. 19).
Para Bertinazzo (2012, p. 25) o ex-líbris é “uma espécie de selo de
propriedade, incontestável e universal, que vem colada na face interna da capa, no
rosto ou anterrosto do livro, valorizando-o”. Corroborando com os autores,
entende-se que o ex-líbris é capaz de autenticar a propriedade de uma obra e para
tanto opera como um sinal de distinção social que ao ser visto traz à mente de
quem o vê, elementos que referenciam o dono de um livro, assim como a memória
de um contexto social e um período. As figuras 1 e 2, ilustram os ex-líbris:
Figura 1 – Ex-líbris de Erika &amp; Andreas Selle

Fonte: Frederikshavn Kunstmuseum (2019)

�Figura 2 – Ex-líbris de Artur Mário da Mota Miranda

Fonte: Frederikshavn Kunstmuseum (2019)

A figura 1 do artista Jorge de Oliveira, produzida em 1987 retrata o indígena,
origem da cultura brasileira em meio a natureza. A figura 2, produzida por Alberto
Lima em 1950 representa simbolicamente que livros fechados não fazem letrados
levando os indivíduos a um trabalho árduo e braçal.
A partir dessas imagens, entende-se que o ex-líbris é um objeto simbólico e
atua como um vetor de identificação com a função primordial de representar a
propriedade de uma obra, assim como pensamentos. Logo, contém elementos que
permitem o reconhecimento identitário e ao mesmo tempo possibilitam o resgate
da memória social.
O processo de construção do ex-líbris envolve uma ideia a ser representada
que é relativa aos gostos e preferencias do proprietário de livros. Entende-se que os
rastros deixados pelos ex-líbris revelam simbologias, relações sociais, profissões,
paisagens, ideologias e de modo geral a memória que alguém quer deixar e ser vista
em seu lugar. Por isso, quando uma pessoa procura um artista para produzir sua
marca de propriedade verifica-se tanto um compartilhamento de memórias quanto
uma relação temporal de indissociabilidade do passado e presente que busca
aflorar e também resgatar a memória através de signos que atuam como uma
identidade visual.
O êxito quanto ao ex-líbris produzido depende da íntima relação entre o
indivíduo solicitante e a pessoa que executa sua criação. Esse processo exige a
interpretação e compartilhamento de memórias entre esses dois. Em suma, é um
trabalho conjunto onde ocorre a leitura e interpretação de ideias que são
decodificadas e materializadas através de signos que representam e também são
capazes de identificar tanto o proprietário de um livro quanto o artista criador.
Bertinazzo (2012) discute a relação cooperativa entre encomendador e
artista, dentro da História da arte e explica que este “[...] deve seguir, o quanto
possível, as orientações do bibliófilo relativas ao tema, itens que comporão esse
selo, divisas, tamanho, técnica e afinar o desenho até que satisfaça a ambos”.
(BERTINAZZO, 2012, p. 31).
Logo, o resultado desse trabalho conjunto, precisa agradar aos dois, e
embora o solicitante informe suas preferências quanto a estética e iconologia do exlíbris, é o artista que usa a sua aptidão e técnicas específicas para dar forma à

�imaginação do proprietário de livro construindo assim, memórias compartilhadas.
Desse modo, entende-se o ex-líbris como uma prática narrativa e discursiva que
traz à tona lembranças de uma pessoa e por consequência da sociedade a qual ela
estava inserida constituindo uma rica fonte de informações e memórias.
Segundo Halbwachs (1990, p. 47), “[...] a parte que representamos em cada
modo de ver está determinada pela intensidade desigual das influências que estes
têm, separadamente, exercido sobre nós” revelando aspectos que estão na
sociedade e exercem de alguma maneira, mesmo que de forma desapercebida e
inconsciente, influencia sobre o homem. Essa argumentação corrobora para
compreender-se o potencial memorial dos ex-líbris, mesmo que esse objeto
produza e potencialize memórias diferentes em cada pessoa, estivemos expostos a
trocas e experiências dentro de um determinado contexto e grupo social. Logo, os
signos presentes nos ex-líbris provocam diferentes percepções e memórias.
Halbwachs (1990) compreende que a memória coletiva se constitui a partir
de um conjunto de interações sociais, entre um sujeito e aquilo que está em sua
volta. A partir de estímulos as lembranças surgem, assim como o
compartilhamento de elementos que identifiquem um grupo. Dessa forma,
entende-se os ex-líbris como um objeto capaz de auxiliar um indivíduo a
reconstruir uma imagem do passado, no presente, atuando como um vínculo social
que materializa e resgata memórias.
Conforme Nora (1993, p. 9) “A memória é um fenômeno sempre atual, um
elo vivido no eterno presente” e “se alimenta de lembranças vagas, telescópicas,
globais ou flutuantes, particulares ou simbólicas, sensível a todas as transferências,
cenas, censura ou projeções”. Essa concepção reflete em uma sociedade que busca
lugares para ancorar a sua memória, bem como objetos que possibilitam aflorar e
resgatar lembranças.
Nora (1993, p. 13) aponta que “Os lugares de memória são, antes de tudo,
restos”, pois é preciso criar maneiras de lembrar a “sociedade que só tende a
reconhecer indivíduos iguais e idênticos” depende de suportes assim como ex-líbris
para recordar.
Ricoeur (2007, p. 107), esclarece a importância dos rastros como indícios
para a história que nos conectam ao passado uma vez que “ao lembrar de algo,
alguém se lembra de si”. Logo, os rastros são suportes para o resgate de memórias.
Considerações finais: Portanto, entende-se que os ex-líbris guardam em si
referências, tanto de um proprietário e um artista quanto de elementos que estão
presentes na sociedade, nas técnicas de sua produção. Ainda, é um suporte para a
memória social visto que através de seus rastros permite resgatar e aflorar
memórias.
Enquanto registro histórico, o ex-líbris é como uma ponte que liga o passado
ao presente trazendo a lembrança de que determinado livro pertenceu a um
indivíduo ou instituição. Os signos presentes nos ex-líbris, especialmente os
gravados, representam um proprietário e remetem a aspectos que estão em seu
meio social assegurando o seu reconhecimento. A partir desse aspecto, essa marca
de propriedade torna-se um elemento identitário capaz de representar e comunicar
uma informação.

�Referências:
BERTINAZZO, Stella Maris de Figueiredo. Ex libris: pequeno objeto de desejo.
Brasília: UNB, 2012.
ESTEVES, Manuel. O ex libris. 2. ed. Rio de Janeiro: Laemmert, 1956.
CANDAU, Joël. Memória e identidade. São Paulo: Editora Contexto, 2016.
CANDAU, Joël. Bases antropológicas e expressões mundanas da busca
patrimonial: memória, tradição e identidade. Revista memória em rede,
Pelotas, v. 1, n. 1, p. 43-58, dez.2009/mar. 2010.
FREDERIKSHAVN KUNSTMUSEUM &amp; EXLIBRISSAMLING. Disponível em:
http://art-exlibris.net/search?query=nationalitet-59&amp;pt=owner Acesso em: 15
mar. 2019.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Rio de Janeiro: Vertice, 1990.
HALBWACHS, Maurice. Los marcos sociales de la memoria. Caracas:
Anthropos Editorial,2004.
HARTOG, François. Tempo e história: como escrever a história da França hoje?.
História Social, Campinas, n. 3, 1996. p. 217-154. Disponível em:
&lt;http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/viewFile/89/84&gt;. Acesso
em: jul. 2018.
LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, SP: Unicamp, 1990.
Disponível
em:
&lt;https://www.ufrb.edu.br/ppgcom/images/Hist%C3%B3ria-eMem%C3%B3ria.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul. 2018.
MACHADO, Ubiratan. Sua excelência: o ex-líbris. In: SILVA, Alberto da Costa e;
MACIEL, Anselmo (orgs). Livro dos Ex-líbris. Rio de Janeiro: Academia
Brasileira de Letras, 2014. p. 9-75.
NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Revista
Projeto História, São Paulo PUC-SP, n. 10, p. 7-28, dez. 1993.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas:
Unicamp, 2007.
SILVA, Alberto da Costa e; MACIEL, Anselmo (orgs). Livro dos Ex-líbris. Rio de
Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2014.

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