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                  <text>A organização da informação na Cultura da Convergência: análise
sobre a classificação da Netflix

Andrei Roberto de Araujo (USP) - andrei.phx87@gmail.com
Deise Maria Antonio Sabbag (USP) - deisesabbag@usp.br
Bruna Daniele de Oliveira Silva (UNESP) - bruna.daniele.silva@usp.br
Resumo:
A partir do avanço tecnológico de agregar as pessoas e proporcionar novos formatos no
compartilhamento de ideias nasce o termo designado como Cultura da Convergência. Com
movimentos sociais responsáveis por uma mudança na produção, distribuição e consumo de
produtos de entretenimento, como elemento desse cenário está a Netflix. Empresa streaming
de audiovisuais na vanguarda de seus serviços. A organização do conhecimento e a
organização da informação são conceitos trabalhados academicamente na Biblioteconomia e
Ciência da Informação, desde meados do século XX. Para a área, essas noções ajudam a
entender como tanto a informação quanto o conhecimento estão ligados a história humana. O
objetivo deste trabalho é verificar dentro do contexto da Cultura da Convergência a
organização da informação e conhecimento, utilizando os conceitos da Teoria da Classificação,
analisando a classificação do catálogo audiovisual digital Netflix. Assim, foram pegos todos os
quarenta termos de sua lista nas categorias “Filmes” e “Séries” e mais dez audiovisuais de seu
acervo relacionados à Cultura da Convergência, posteriormente, foram criadas fichas para
comparar sua classificação com os conceitos da Teoria da Classificação. A metodologia é de
caráter exploratória e bibliográfica, com pesquisa investigativa na classificação da Netflix.
Como resultados obtidos identificou-se uma classificação superficial, contendo dois níveis
classificatórios, não ter modulação e sem presença de extensão e compreensão nos níveis que
possui. Concluindo, pode-se dizer que seu sistema de organização do conhecimento não
contribui para uma busca por parte do usuário de forma positiva para se encontrar
determinados assuntos ou audiovisuais em particular.
Palavras-chave: CBBD 2019; Ciência da Informação; Teoria da Classificação; Organização do
Conhecimento; Organização da Informação; Cultura da Convergência;
Netflix.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�1 Introdução
Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, principalmente
a internet, surge com demasiada frequência, uma tendência social de
participação e integração entre as pessoas, assim, criando grupos com
afinidades e objetivos em comum. Uma das áreas que pode ser observado a
atuação desses determinados grupos é o entretenimento. Nos últimos anos é
crescente o envolvimento, a participação e o desenvolvimento de tais grupos
sociais em universos que abrangem a cultura pop em geral.
Assim, ao estudar este fenômeno, Henry Jenkins cria o termo Cultura da
Convergência, também conhecida como Cultura da Conexão, em que trata
justamente da relação entre esses grupos em contrapartida a todos os
envolvidos num processo de criação de produtos de entretenimento. Nesses
grupos podemos citar como exemplos: a) os estudiosos de mídia; b)
profissionais de comunicação; e c) pessoas que estão ativamente envolvidas
na criação e na propagação de conteúdos de mídia.
Nesse cenário temos o surgimento de um novo modelo de sistema
midiático que cresce com a comunicação em rede associada a práticas de
cultura participativa, criando uma diversidade de novos recursos facilitando as
intervenções e interações entre os grupos. Novas plataformas são criadas
dando abertura a mudanças sociais, culturais, econômicas, legais e políticas.
Neste contexto surgem novas maneiras de interação entre as grandes
produtoras e seu consumidor como a empresa Netflix, que disponibiliza uma
enorme gama de audiovisuais em seu serviço de streaming e que busca focar
cada vez mais naquilo que grupos específicos querem, oferecendo um catálogo
imenso em termos de conteúdo. Para que as demandas de cada grupo sejam
atendidas pelo catálogo, existe uma necessidade de se ter um sistema
classificatório que estabeleça essa relação de forma objetiva.
Posto isso, o objetivo deste trabalho foi analisar o catálogo da Netflix e
para servir de modelo de sistema, usamos os conceitos fundamentais da
Teoria da Classificação. Com intuito de entender a ferramenta classificatória de
seus audiovisuais, ou seja, através da coleta de informações nele, foi verificado
se apresenta um sistema de classificação que contribua para uma boa busca
de seus produtos por parte de seus usuários.
2 Cultura da Convergência
A Cultura da Convergência é definida pelo autor como sendo “onde as
velhas e novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se
cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem
de maneiras imprevisíveis”. (Jenkins, 2009, p. 29). Esses aspectos são
responsáveis pelo crescimento do mercado de nichos, onde os produtos

�oferecidos buscam atender especificamente cada um desses grupos e seus
interesses. A Netflix, como empresa expoente na produção e distribuição de
audiovisuais trabalha em cima da ideia de nichos, consequentemente, ela faz
parte do cenário da Cultura da Convergência.
A Cultura da Convergência não depende apenas do aparato tecnológico,
mas do conhecimento e das relações sociais de cada um, pois, “a convergência
não ocorre por meio de aparelhos, por mais sofisticados que venham a ser. A
convergência ocorre dentro dos cérebros de consumidores individuais e em
suas interações sociais com outros (JENKINS 2009, p. 31). Isto significa que a
convergência tem êxito devido a criação de significados comuns aos
participantes, a interatividade com os aparelhos e a participação dos
consumidores na criação e disseminação de conteúdo.
A cultura participativa surgiu pelo acesso dos consumidores aos novos
meios de comunicação e criação de conteúdo, flexibilizando a relação produtorconsumidor. A empresa de streaming Netflix, emerge da insatisfação com o
sistema pré-convergência, em que aos consumidores bastava consumir e ficar
com as expensas de lidar com a burocracia de terceiros (locadoras de vídeos)
ou a TV com seu conteúdo limitado e voltado a publicidade tanto em horário
definido como dentro dos programas. A Netflix surgiu como uma alternativa de
preço acessível, em que o consumidor teria autonomia para decidir o que e
quando assistir sem o ônus das propagandas em meio a programação, além
disso, a empresa possui diversos canais de comunicação com seus clientes
para ouvir o que gostariam de assistir, por exemplo, no próprio aplicativo a um
canal de sugestão de conteúdo, além disso, a empresa é muito interativa nas
redes sociais.
No contexto da Netflix, a convergência atua, não só nos meios de
disponibilizar conteúdos, disponibilizando-os em diversos aparelhos de mídia,
mas também, na interatividade que a empresa garante aos seus usuários, seja
na comunicação em outras diversas mídias sociais ou na interatividade com os
produtos, a exemplo do recém-lançado Bandersnatch.
Com um catálogo tão extenso e diversificado cria-se a necessidade do
aplicativo possuir um sistema de classificação que se adeque às peculiaridades
da era da convergência, de forma que seja compreensível aos consumidores
participativos e acima de tudo que garanta a recuperação dos itens.

3 Organização do Conhecimento e Teoria da Classificação
Na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, a Organização do
Conhecimento pode ser entendida como “construção de modelos de mundo
que se constituem em abstrações da realidade”. (Brascher; Café, 2008, p. 6).
Com isso, uma parte fundamental para o entendimento das coisas e

�pensamentos, aprendizado e desenvolvimento humano diz respeito sobre a
organização do conhecimento e da informação. Dentro desses modelos, temos
as Classificações Bibliográficas, que se caracterizam por apresentar um
conjunto de conceitos fundamentais para poder organizar documentos,
principalmente de cunho científico.
A área que estuda as classificações é conhecida como Teoria da
Classificação, que ao analisar o desenvolvimento histórico das classificações
apresenta pontos considerados fundamentais para que um determinado
sistema seja nomeado como uma classificação bibliográfica. Como por
exemplo:
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓

Categorias;
Características;
Gênero;
Espécie;
Divisão em cadeia;
Divisão em fileira;
Extensão;
Compreensão;
Termo;
Assunto;
Modulação. (Piedade, 1977).

E foi utilizando desses conceitos como modelos comparativos que o
presente trabalho buscou entender como é estruturada a classificação da
Netflix.
4 Método da pesquisa
Foi desenvolvida uma ficha com os principais conceitos da Teoria da
Classificação, apresentados por (Piedade, 1977) e relacionados ao sistema de
classificação da Netflix, assim, buscando entender como ela é constituída e se
pode ser entendida como uma classificação eficaz.
Para realizar a análise foram selecionados dez audiovisuais de produção
da própria Netflix e suas fichas técnicas, como também todos os termos
encontrados nas abas de “Séries” e “Filmes”, dando um total de 40 termos ou
gêneros de audiovisuais. O procedimento foi realizado no catálogo da Netflix
disponível no Brasil, acessado por um computador pessoal.
Figura 1: Ficha de análise de audiovisuais da Netflix
FICHA DE ANÁLISE COMPARATIVA DA CLASSIFICAÇÃO DA NETFLIX
Gênero ou audiovisual: STRANGER THINGS

�Conceitos
Bibliográficos:

Presença na Netflix:
SIM/NÃO

Relação:

Categoria

SIM

Séries

Característica

SIM

Produção seriada

Gênero ou classe

SIM

Séries

Espécie

SIM

Séries dos EUA/Séries
teen/Séries de ficção
científica e fantasia

Divisão em cadeia

SIM

Séries
Séries dos EUA
Séries teen
Séries de ficção científica
e fantasia

Divisão em fileira

NÃO

Extensão

NÃO

Compreensão

NÃO

Modulação

NÃO

Termo

SIM
Séries/Séries dos
EUA/Séries teen/Séries
de ficção científica e
fantasia

Assunto

SIM

Séries/Séries dos
EUA/Séries teen/Séries
de ficção científica e
fantasia

Elaborado pelos autores
5 Resultados e discussão
Como resultado da análise do quadro obtemos as seguintes reflexões:
a) a classificação da Netflix pode ser considerada breve, resumida,
superficial, apresentando apenas três níveis;
b) seu layout é apresentado em forma de lista não possuindo divisão;
c) apresenta novos termos que não são traduzidos na classificação mais
subordinada;
d) apresenta termos com nomenclatura diferentes, mas identificam o
mesmo conjunto de assunto (ou recuperam os mesmos audiovisuais)
sem estarem vinculados com subordinação, superordenação e
coordenação.

�Já para a classificação encontrada nas fichas dos audiovisuais analisados,
temos os seguintes desdobramentos desta análise:
✓ Apresenta divisão em cadeia, mas subordinação clara;
✓ Termos encontrados que são inexistentes na classificação geral;
✓ Impressão de ser uma classificação à parte e que não pode ser
identificada como continuação da geral.
Esses aspectos podem levar ao usuário uma busca confusa e pode,
eventualmente, gerar insatisfação e falta de comprometimento com o catálogo
em consideração a outras organizações que oferecem do mesmo tipo de
serviço.
Do ponto de vista da Cultura da Convergência, pode acontecer com que
grupos fujam e procurem um serviço melhor orientado ou com mais facilidade
de encontrar seus nichos.
6 Considerações Finais
O presente trabalho teve como objetivo alcançado na observação de um
sistema classificatório presente no que hoje se trata de uma tendência de
consumo de audiovisuais, que são os catálogos digitais. Em contrapartida, se
pôde obter pouco respaldo da própria empresa Netflix já que eles divulgam
poucas informações oficiais e o único termômetro que serve para verificar se
estão tendo êxito são os números de crescimento em todo o mundo. Mesmo
assim, como verificado, sua classificação foge ao modelo do que consideramos
adequado para conseguir estabelecer elos mais firmes com o seu público tão
diversificado e nichado. Como ela se encontra na vanguarda de tal serviço,
estendemos que futuramente, com outros serviços iguais de concorrentes
estando disponíveis, cada vez mais a empresa deverá prestar atenção nesse
sistema para que não perca um público tão amplo que conseguiu agregar.
7 Referências
BRASCHER M; CAFÉ L. Organização da informação ou organização do
conhecimento? In: ENANCIB, 9., 2008, São Paulo. Resumos… São Paulo:
USP, 2008.
JENKINS, H. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.
JENKINS, H. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da
mídia propagável. São Paulo: Aleph, 2024.
PIEDADE, M.A.R. Introdução à teoria da Classificação. Rio de Janeiro:
Interciência, 1977. 190 p.

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