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                  <text>A CONTRIBUIÇÃO BAKHTINIANA PARA A INDEXAÇÃO DO
GÊNERO LITERÁRIO

Sandra Rafaela Batista da Silva (UFPE) - sandradocumentos@outlook.com
Hélio Márcio Pajeú (UFPE) - heliopajeu@gmail.com
André Anderson C. Felipe (UFPE) - andreandersonf@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem por finalidade refletir como as concepções da filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin sobretudo o gênero do discurso e o dialogismo podem contribuir com uma das
etapas da Organização da Informação: a indexação. A metodologia tem caráter exploratório e
descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e
documental. Apresenta como resultado a perspectiva da linguística acerca das obras
estético-literárias como um gênero do discurso que deve ser analisado na sua completude.
Palavras-chave: Mikhail Bakhtin. Gêneros do discurso. Dialogismo. Indexação. Obras
estético-literárias
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO:
A Ciência da Informação (CI) relaciona-se com o corpo de conhecimento
relativo

à

produção,

coleta,

organização,

armazenamento,

recuperação,

interpretação, transmissão, transformação e uso da informação (BORKO, 1968).
A Biblioteconomia, subárea da CI, possui dentre as suas atividades a
Organização da Informação (OI) a qual trata de representar o conhecimento
registrado com o propósito de torná-lo acessível aos usuários da unidade de
informação.
Brascher e Café afirmam: “O objetivo do processo de organização da
informação é possibilitar o acesso ao conhecimento contido na informação. ”
(BRASCHER; CAFÉ, 2008, p. 5).
Para que esse objetivo seja alcançado faz-se necessário descrever os objetos
informacionais (textos, imagens, registros sonoros, páginas da web, entre outros).
Uma das atividades da descrição é a indexação.
A indexação, é tida como uma das etapas mais importantes do trabalho do
indexador, posto que tenha como finalidade a identificação de conceitos,
concretizada no processo de leitura documentária.
Ela envolve um empenho suplementar de compreensão e análise do texto
para identificar e selecionar os conceitos que representam a essência do documento
lido para serem representados por signos linguísticos na forma de palavras-chave
dentro de um sistema automatizado de recuperação da informação, conforme
apontam os trabalhos de Cintra (1989), Kobashi (1994), Cunha (1990), Lara (1993) e
Ribeiro (2010).
Mai (2005) ao discutir o papel do indexador, considera ser quase impossível,
naturalmente, para qualquer indexador, precisar todas as ideias e significados que
estejam associados a qualquer obra, posto que sempre haverá ideias e significados

�potenciais que diferentes pessoas em momentos e lugares distintos poderão
descobrir no mesmo.
Todavia, se um assunto é atribuído a uma obra erroneamente quebra os
princípios norteadores da indexação, uma vez que, será recuperado um item que
não atende as necessidades do usuário. Não obstante, a omissão de assuntos
dificulta o acesso à obra já que ela será recuperada em menos expressões de busca
e o item informacional será indiretamente negado ao usuário, situação recorrente ás
obras estético-literárias.
Mediante essa realidade, o objetivo desse trabalho é refletir acerca de
enunciados sob a perspectiva da Linguística, a saber: a filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin com o propósito de expor sua concepção sobre gêneros do discurso
e dialogismo e como essa interdisciplinaridade podem contribuir para a indexação de
obras estético-literárias.
Para o filósofo, a linguagem liga todos os diversos campos da atividade
humana, o que a torna também diversificada por atender cada contexto social.
Emprega-se a linguagem através de enunciados (oral e escrito) e esses são
concretos (reais e acabados) e únicos (não repetíveis) pois, quando enunciamos não
proferimos apenas palavras, mas, significados e contextos e essa totalidade nunca
poderá ser repetida.

Evidentemente, cada enunciado particular é individual mas, cada
campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente
estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.
A riqueza e a diversidade dos gêneros do discurso são infinitas
porque são inesgotáveis as possibilidades da multiforme atividade
humana e porque em cada campo dessa atividade é integral o
repertório de gênero do discurso, que cresce e se diferencia à
medida que se desenvolve e se complexifica um determinado campo.
(BAKHTIN, 2003, p. 262, grifo do autor).

Os três elementos do enunciado são indissociáveis e determinados pela
especificidade do campo de conhecimento a que se refere ou refrata. Desta forma,
para o autor, os gêneros do discurso surgiram dentro das convenções sociais em
determinados contextos, cada meio social estabeleceu qual estrutura é condizente
para a comunicação em seu meio. São eles:

�a) unidade temática a qual não é somente o assunto abordado pelo
enunciador mas, o recorte dado pelo mesmo e seu ponto de vista no
momento único em que o enunciado ocorreu;
b) estilo que faz parte do enunciado ao representar a individualidade de quem
enuncia e as características correspondentes aos gêneros já estabelecidos;
c) forma composicional que refere-se a organização do discurso, o
acabamento relativamente estável do enunciado.
Bakhtin alega as duas formas pelas quais o homem interage com o mundo e
com os outros através do mundo, uma delas é a dialogia que ocorre quando forças
se relacionam, mas não morrem, elas convivem e interagem de maneira tensa e
contraditória (GEGE, 2010).
A relação dialógica entre sujeitos ocorre via discursos, através de signos,
fazendo parte do processo da estruturação da linguagem, já que, enunciamos
através de palavras e tais palavras com seus significados valorativos fazem parte de
determinado contexto social.
Logo, a interação só pode ocorrer se o que está sendo dito é compreendido
pelos sujeitos participantes da comunicação, tornando o enunciado completo quando
dele pertencem outros elementos além das palavras - que por si só são abstratas.
As obras literárias também apresentam os elementos citados e, portanto, também
são enunciados.

MÉTODO DA PESQUISA:
Os procedimentos metodológicos desta pesquisa têm caráter exploratório e
descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa
bibliográfica (ou de fontes secundárias) e documental (ou de fontes primárias),
segundo os postulados de Lakatos e Marconi (1992).
Neste trabalho, consta o levantamento bibliográfico pertinente ao escopo do
tema, com o propósito de construir um referencial teórico que discuta as questões de
Organização da Informação e indexação de obras estético-literárias.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Compreendendo que indexar é atribuir os assuntos tratados em determinada
obra quando realizamos pesquisas no catálogo da biblioteca e percebemos que
muitas obras estético-literárias não são recuperadas, notamos então, que tais obras

�não recebem a mesma atenção de tratamento da área que as obras técnicas
científicas.
Situação recorrente devido à variedade estrutural em que as obras estéticoliterárias podem se apresentar e na possibilidade de tratar de um assunto sem
utilizar o sinal correspondente ao mesmo. No entanto, essas peculiaridades do
gênero não justificam o tratamento que tais obras recebem, principalmente, na
indexação.
Uma vez que, “Todo texto participa de uma relação humana, de uma atividade
humana. ” (GEGE, 2010, p. 44). E a essas atividades humanas relativamente
estáveis é o que Bakhtin nomeia de gêneros do discurso. E a escrita, inclusive de
obras estético-literárias, por ser uma das formas de comunicação, atende o mesmo
padrão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES:
Demonstra-se, dessa maneira, a importância da filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin, sobretudo, a sua concepção de gêneros do discurso e dialogismo
para a leitura documentária de obras estético-literárias, visto que, as mesmas
necessitam de maiores cuidados no processo de leitura com fins de identificação
dos assuntos para indexação.
Posto que, o filósofo nos ajuda a compreender a constituição do gênero, ao
apontar seus três elementos indissociáveis, e a enriquecer o processo de leitura
documentária ao nos advertir que textos, inclusive estético-literários, são
enunciados, e, portanto, elos na comunicação discursiva, que ao serem analisados
sem levar em consideração as peculiaridades que os constituem, perdem o sentido.

REFERÊNCIAS:
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Editora Martins Fontes,
2003.
BORKO, H. Information Science: Whatis it? American Documentation, [s. l.], v.19,
n.1, p. 3-5, jan. 1968.
BRASCHER, M.; CAFÉ, L. Organização da informação ou organização do
conhecimento. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 9., 2008, São Paulo. Anais eletrônicos [...]. São Paulo: USP,
ANCIB, 2008. Disponível em:

�http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/ixenancib/paper/viewFile/3016/2142. Acesso
em: 14 dez. 2018.
CINTRA, A. M. M. Estratégias de leitura em documentação. In: SMIT, J. W. (coord.).
Análise documentária: a análise da síntese. 2. ed. Brasília, DF: IBICT, 1989. p. 3037.
CUNHA, I. M. R. F. Do mito à análise documentária. São Paulo: EDUSP, 1990.
GRUPO DE ESTUDOS DOS GÊNEROS DO DISCURSO - GEGE - UFSCAR.
Palavras e contrapalavras: conversando sobre os trabalhos de Bakhtin. São
Carlos, SP: Pedro &amp; João Editores, 2010.
KOBASHI, N. Y. A elaboração de informações documentárias: em busca de uma
metodologia. 1994. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Programa de
Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo, São
Paulo, 1994.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos . 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
LARA, M. L. G. A representação documentária: em jogo a significação. 1993.
Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) – Programa de PósGraduação em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo, São Paulo,
1993.
MAI, J-E. Analysis in indexing: document and domain centered approaches.
Information Processing &amp; Management, [Amsterdã], v. 41, n. 3, p. 599-611. 2005.
Disponível em: http://jenserikmai.info/Papers/2005_AnalysisInIndexing.pdf. Acesso
em: 14 dez. 2018.
RIBEIRO, C. Indexação de livros: um modelo de leitura aplicado às bibliotecas
universitárias. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Paulista, Marília, 2010.

AGÊNCIAS FINANCIADORAS:
Essa pesquisa teve início no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica da Universidade Federal de Pernambuco (PIBIC-CNPq-UFPE) no período
de 2016 a 2017 e foi continuada no Trabalho de Conclusão de Curso – A
contribuição da concepção de gêneros do discurso no processo de indexação de
obras estético-literárias (SILVA; PAJEÚ, 2018) – para alcançar o título de Bacharel
em Biblioteconomia do qual oriunda esse artigo.

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