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                  <text>Biblioterapia e a face terapêutica do bibliotecário
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Carla Sousa (Instituição - a informar) - carla_sou@hotmail.com
Resumo:
Apresentamos uma experiência de Biblioterapia vivida na Biblioteca da Universidade Estadual
de Santa Catarina, Unidade Balneário Camboriú. A atividade foi desenvolvida dentro da
programação do Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio. A atividade
denominada ‘Sessões de Biblioterapia: Leitura e relaxamento’ abordou o tema da ansiedade a
partir de dois contos e um poema. Foi possível constatar que as sessões oportunizaram
contato com outras facetas do bibliotecário. Por meio da leitura e da literatura, o cuidado se
processa no âmbito da Biblioterapia e a face do cuidador pode se revelar no bibliotecário.
Concluímos que, se tomarmos o cuidado por uma restauração do bem-estar, em alguma
instância a Biblioterapia é o lugar onde é possível cuidar do Ser Humano na Biblioteconomia
Palavras-chave: biblioterapia biblioteca universitária
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
A Biblioterapia é um tema que vem ganhando espaço nos últimos tempos.
No Brasil, especialmente a área da Biblioteconomia e os bibliotecários estão cada
vez mais interessados em aprender e praticar a Biblioterapia, que entendemos
como sendo o cuidado com o ser humano por meio das histórias literárias
(CALDIN, 2010). Vale esclarecer que a palavra terapia é utilizada aqui no seu
sentido mais amplo de cuidado, cuidado com o outro e com o bem-estar de todos.
Dentro deste contexto e inserindo a biblioteca universitária num movimento
que busca o bem-estar das pessoas, este relato apresenta uma experiência vivida na
Biblioteca da Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC, Unidade
Balneário Camboriú - CESFI/UDESC.
O ambiente acadêmico tem sido alvo de preocupação no que diz respeito à
preservação e manutenção da saúde mental dos universitários. O alarmante
crescimento do índice de sujeitos afetados por doenças mentais, transtornos
psíquicos, e mesmo o suicídio no Brasil e no mundo, relatados pela Organização
Mundial da Saúde - OMS nos últimos anos, reflete-se também neste meio. Estresse
e ansiedade são conhecidos fatores apontados pelos alunos nas avaliações
institucionais, pela queda de desempenho nos cursos de graduação e pósgraduação.
Foi afim de trazer luz à questão da saúde mental para o público
universitário, que a UDESC se engajou no Setembro Amarelo - campanha brasileira
de prevenção ao suicídio, uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV),
do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria

�(ABP). No mês de setembro de 2018 foram promovidas ações em todos os centros
de ensino da universidade.
Especificamente no Centro CESFI/UDESC, foi promovida uma programação
especial sobre o tema, reunindo em todas às quartas feira do mês de setembro,
atividades e profissionais tratando e esclarecendo sobre saúde mental entre os
jovens. Houve palestra com psiquiatra, roda de conversa com psicóloga, dia de
atividades e cuidados com saúde e bem-estar com a participação de diversos
profissionais de auriculoterapia, fisioterapia, educação física entre outros.
Foi nesta oportunidade e sensível à condição do aluno universitário, que a
Biblioteca

ingressou

com

um

serviço de

cunho

terapêutico:

a

Biblioterapia, alinhado ao propósito de cuidado que o evento trouxe. Este artigo
relata, portanto, esta experiência, de interação da biblioteca universitária com a
oferta de informação e serviços de saúde, expondo aí uma face terapêutica do
bibliotecário.
Relato da experiência:
A biblioteca CESFI/UDESC propôs a realização de sessões de Biblioterapia
na grade de atividades do Setembro Amarelo da instituição e teve um fácil aceite
pelos organizadores. As sessões foram realizadas no dia 20 de setembro em dois
horários, às 12.30h e às 18.30h para atender ao período vespertino e noturno onde
há os cursos de Engenharia de Petróleo e Administração Pública, respectivamente.
Foram anunciadas pelas redes sociais e mecanismos de comunicação
internos, a oferta de “Sessões de Biblioterapia: Leitura e relaxamento”, abordando
o tema Ansiedade. As ministrantes Carla Sousa, profissional convidada, mestre em
Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista
em Biblioterapia, e Karin Vanelli bibliotecária da instituição e aplicadora de
Biblioterapia, previamente configuraram a sessão, selecionando contos e poesias
que permitissem identificação e conexão com algumas emoções e sensações que
permeiam o tema de ansiedade.
Providenciou-se a reserva de sala com capacidade para até 40 pessoas. O
interesse pela ação passou a ser manifestado pelos alunos já nas redes sociais, e

�alguns procuraram a biblioteca para saber do que se tratava. Percebeu-se ali uma
expectativa quanto a realização dos encontros.
Na data agendada, disponibilizadas em círculo, as cadeiras foram uma a uma
sendo ocupadas pelos interessados, que ao todo somaram 26 vinte e seis, entre
alunos, servidores e terceirizados. Inicialmente enquanto se acomodavam, foi
utilizado música ambiente, previamente selecionada pelo caráter relaxante e
introspectivo. Canetas e folhas A4 simples, foram distribuídas. A luz foi mantida
apenas a natural, e assim que chegou o horário combinado acrescido de alguns
minutos de tolerância, foi fechada a porta e iniciada a sessão.
Uma breve apresentação das ministrantes, oralizando definições simples
sobre o que é a Biblioterapia, o aspecto sutil da atividade e como transcorreria a
sessão, introduziu o público ao trabalho que seria então realizado.
Carla convidou a todos para uma prática de respiração e relaxamento, ora
solicitando que atentassem para o ruído externo à sala, ora para o ruído interno,
ora ao próprio corpo, respirando conscientemente e conduzindo os participantes à
introspecção. Assim, em postura relaxada, olhos fechados, respiração fluída, Carla
leu o poema de Fernando Pessoa ‘Para além da curva da estrada’.
Finda a leitura, houve um tempo para que os participantes escrevessem
sobre o visualizado, sentido, percebido, e então, quem se sentiu à vontade expôs
livremente suas impressões. Ali vieram relatos de identificação de sentido entre o
ocupar-se com o futuro, com o que virá depois da curva, e a permanência no
momento presente.
Na sequência Karin fez a leitura do conto de Colasanti (1997), ‘Janelas sobre
o mundo’ em que um rei mandou construir um castelo com muitas janelas, uma
para cada dia do ano, a fim de ver paisagens diferentes todos os dias. Não se
demorava em nenhuma delas, nem naquela em que avistou uma jovem moça, a
cuidar das rosas. Mesmo desejando se ater ali, seguiu abrindo novas janelas.
Passado um ano inteiro, chegou a hora de abrir aquela janela especial de novo, e
com tristeza, constatou que a moça não estava mais lá.
Ao final da leitura, foi proposto que os ouvintes que fizessem um desenho da
janela na qual gostariam de se demorar. Alguns emocionaram-se no momento de

�apresentá-las ao grupo. Família, profissão, saúde, foram representados nas janelas.
Uma flor representou a aparição do amor.
O fechamento da sessão se deu com a leitura da crônica de Rubem Alves
‘Ostra feliz não faz pérola’ que trata da aceitação dos problemas da vida, do poder
transformador que situações difíceis contém em si, e então comentou-se sobre o
potencial que as dores da alma têm, de nos trazer riqueza emocional.
Foi então proposta a dinâmica do abraço, em que cada partícipe virou-se
para o companheiro ao lado, e olhando nos olhos foi convidado a dizer: O grão de
areia que dói em mim, abraça o grão de areia que dói em você. E todos nos
acolhemos em fraterno abraço de encerramento. Alguns buscaram abraçar também
aqueles que melhor conheciam e outros com quem havia se conectado ao longo da
vivência.
O retorno de alguns dos participantes nos fizeram crer que as sessões de
Biblioterapia oportunizaram a estes universitários um contato extraordinário com
o profissional bibliotecário “Não imaginava que bibliotecário pudesse fazer um
trabalho tão sensível”, afirmou a estudante Paula Leiko, graduanda do curso de
Administração Pública.
Partimos do princípio que a prática da Biblioterapia é terapêutica e traz
benefícios para quem participa, mas em nenhum momento o bibliotecário pode ser
elevado ao grau de terapeuta, por isso a preocupação levantada por Caldin (2010)
de não usar a denominação biblioterapeuta e sim aplicador de biblioterapia.
Acreditamos que todo ser humano tem uma face de cuidador, uma face
terapêutica, no sentido de estar preocupado com o bem-estar do outro. Por meio da
leitura e da literatura, o cuidado se processa no âmbito da Biblioterapia e a face do
cuidador pode se revelar no bibliotecário.
Para tanto, Caldin (2010, p.44) ressalta que o bibliotecário deve “antes de
tudo, nutrir interesse pelo aspecto humano da profissão”, e também “demonstrar
empatia, interesse e preocupação com o bem-estar do outro, saber escutar os
problemas alheios e ser flexível no programa de atividades que planejou”, a autora
enfatiza ainda que “estabilidade emocional, boa saúde física, bom caráter, domínio
de textos literários e embasamento teórico são pré-requisitos para o aplicador de
biblioterapia, que em momento algum se intitula terapeuta”.

�O relato de experiência aqui apresentado foi fundamentado nesses
princípios que regem a prática da Biblioterapia. E, dessa forma, foi possível realizar
um trabalho sensível de cuidado tendo como protagonista o bibliotecário no âmbito
acadêmico.
Considerações Finais:
A atividade resultou como um meio eficaz de aliviar as tensões impostas no
cotidiano acadêmico e ao mesmo tempo abrir espaço para o encontro consigo
mesmo e com o outro por meio da fala e das emoções despertadas pelos textos
literários. A atividade deverá constar na programação de outras edições do evento
Setembro Amarelo, e de outras iniciativas de saúde e bem-estar propostas na
Universidade.
Entendemos que a Biblioterapia é também um espaço de expressão do
bibliotecário, onde os conteúdos do profissional, oriundos de sua relação com as
leituras, e do sentido que dá a elas, é expresso. A seleção dos textos, a combinação
entre eles, e até os silêncios vividos na sessão, dizem sobre a estética do profissional
que conduz o trabalho.
Aplicar

Biblioterapia é

uma habilidade que humaniza o fazer do

bibliotecário, promovendo efetivo acolhimento das demandas emocionais do
público que frequenta a Biblioteca (usuários, públicos), observados os limites éticos
até onde este profissional pode ir. Se tomarmos o cuidado por uma restauração do
bem-estar, em alguma instância a Biblioterapia é o lugar onde é possível cuidar do
Ser Humano na Biblioteconomia.

Referências:
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
CALDIN, Clarice Fortkamp. Biblioterapia: um cuidado com o ser. São Paulo:
Porto de Idéias, 2010.
COLASANTI, M. Longe como o meu querer. 2 ed. São Paulo: Ática, 1997.
PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. Recolha,
transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha. Lisboa: Presença, 1994.

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