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                  <text>A construção da imagem do bibliotecário através da série televisiva
Castelo Rá-Tim-Bum

Jose Mario de Oliveira Mendes (FESPSP) - jmendes@fespsp.org.br
Gabriel Justino de Souza (FECAP) - justinogabriel@hotmail.com
Resumo:
Esta pesquisa trata da utilização da semiótica peirceana como instrumento para a
compreensão da construção da imagem do bibliotecário na série televisiva Castelo
Rá-Tim-Bum (CRTB). Para tanto, conceituamos os princípios de signo, objeto e interpretante
estabelecidos na semiótica de Charles Sanders Peirce (1839-1914) e apresentamos um breve
histórico do profissional bibliotecário através dos tempos. Utilizamos questionários para
entender qual a percepção do espectador com relação ao bibliotecário na série e constatamos
que a imagem construída deste profissional é a de uma pessoa erudita, que trabalha em
bibliotecas e que usa óculos demonstrando, deste modo, o comportamento dos signos e como
as pessoas os apreendem para formular a construção do profissional em sua mente, inclusive
com conceitos anteriormente pré-estabelecidos.
Palavras-chave: Construção de
Rá-Tim-Bum.

Imagem.

Semiótica

peirceana.

Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Bibliotecário.

Castelo

�Eixo Temático: Eixo 7 Construção e Identidade Profissional
Introdução
A imagem, segundo o dicionário online de português (DICIO, 2019) é a
representação de um juízo de valor, apreciação, conceito que a mente humana atribui
a alguém, a algo ou alguma coisa. É, portanto, uma construção, fruto de várias
concepções, dentre as quais destacamos a semiótica, que apresenta sua construção
a partir de uma tríade sígnica (signo, objeto e interpretante).
Diante dessas considerações iniciais, a escolha do tema desta pesquisa é
influenciada pela função e impacto social de uma série televisiva em particular, o
Castelo Rá-Tim-Bum ao exemplificar como se dá a construção da imagem de um
personagem do ponto de vista semiótico. Tal perspectiva vai além de simplesmente
traçar um perfil ou estereotipar um personagem, mostrando como a imagem é criada
na mente, algo que está além do que é apresentado por literaturas especializadas.
Deste modo, a construção e representação da imagem do bibliotecário torna-se o
objeto deste estudo, visando responder ao seguinte questionamento: Qual a imagem
construída do bibliotecário na série televisiva Castelo Rá-Tim-Bum (CRTB)?
A série televisiva brasileira Castelo Rá-Tim-Bum (CRTB), foi criada por Cao
Hamburguer e Flávio de Souza, no ano de 1994, produzida pela TV Cultura e
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e exibida pela própria TV
Cultura entre 1994 e 1997. Consagrou-se como um dos grandes sucessos da
televisão brasileira, tornando-se uma das séries mais importantes destinadas ao
público infanto-juvenil
Para explicar a análise defendida pela semiótica, é preciso compreender que o
signo é formado pelo representamen (como o signo se apresenta), pelo objeto (aquele
que carrega o signo em si mesmo) e pelo interpretante (que é o resultado dos dois
anteriores, o significado ou interpretante). Um dos principais precursores da semiótica,
Charles Sanders Peirce (1839-1914), analisa três modos em que os fenômenos
(signos) aparecem à consciência, a saber, a primeiridade (que diz respeito aos aspectos
mais sensíveis da leitura, praticamente desprovidos de conhecimento e cultura, as
qualidades dos signos), a secundidade (que é a soma das qualidades, que formam
singularidades para a leitura dos signos) e, por fim, a terceiridade (que é a propriedade
que faz o signo funcionar como tal, ganhando caráter de lei pela linguagem,
generalizando a tradução do sentido). Partindo deste pressuposto, Joly (2012) afirma

�que tudo pode ser signo, pois somos seres socializados e aprendemos a interpretar o
mundo que nos cerca, seja ele cultural ou natural. Coelho, Valentim e Almeida (2017)
afirmam que a semiótica abordada por Peirce trata de estudos de linguagens,
caracterizados pela busca da significação e do sentido por intermédio de qualquer
fenômeno. Ainda, segundo Baldissera (2008), essas existências são criadas pelos
humanos por meio do conhecimento de seu entorno ou pela possível existência de
definições em sua mente, pois é por meio dessa significação pré-existente que há a
tendência de atribuição de significação ao mundo que cerca o indivíduo.

Método da pesquisa:
Esta pesquisa tem caráter exploratório que, de acordo com Marconi e Lakatos
(2006, p.191), tem como finalidade “aumentar a familiaridade do pesquisador com o
ambiente, fato ou fenômeno, para a realização de uma pesquisa futura mais precisa
ou modificar e clarificar conceitos”. Além disso, é uma pesquisa de caráter quantiqualitativo que, segundo Creswell et al. (2003, p. 212 apud Gray, 2012, p.165-166),
se define como “a coleta ou a análise de dados quantitativos e qualitativos em um
único estudo, no qual os dados são coletados de forma concomitante e sequencial,
recebem prioridade e envolvem a integração de dados em uma ou mais etapas no
processo de pesquisa”. Optamos também pela investigação por questionários, a fim
de verificar a percepção do espectador com relação ao personagem bibliotecário
presente na série. Neste sentido, Marconi e Lakatos (2006, p. 203) afirmam que o
“questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série
ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do
entrevistador”. Utilizamos o Google Forms para aplicação de questionários on-line
que, conforme Gray (2012, p. 188), “são ferramentas cada vez mais comuns de
realizar pesquisa de levantamento” obtendo, deste modo, um total de 194 respostas,
as quais são analisadas e discutidas adiante.

Resultados e Discussão
Numa das perguntas, cujas respostas estão expostas a seguir, perguntamos
quem eles consideravam bibliotecários na série CRTB e o que os levou a acreditar
nisso, gerando o seguinte quadro:

�Quadro 01- Categorização das respostas da pergunta 08

Fonte: Desenvolvido pelos autores, 2019.

O Gato Pintado (GP) é o bibliotecário da biblioteca da série televisiva CRTB
e, a partir da categorização das respostas abertas da questão acima exemplificada,
percebemos como os signos foram importantes para a construção da imagem de um
possível bibliotecário. Constatamos que os signos representam o bibliotecário como
culto, organizado, que sabe repassar informações, inteligente, receptivo, detalhista,
simpático e que é ligado à leitura e aos livros.
Ele [Gato Pintado] está sempre na biblioteca, ele sabe aonde (sic) está a
localização dos livros, ele autoriza a retirada dos livros.
Leitor [Nino], entusiasmado, gerador e buscador de conhecimento, ávido pelo
contato com a comunidade, bom relacionamento interpessoal com moradores
e visitantes do Castelo, curioso por inovação, contador de histórias, novas
ideias para brincadeiras / programação cultural e realiza advocacy da
biblioteca, que ao meu ver (sic) é grande parte do Castelo - onde está o Gato
é apenas a parte destinada ao acervo. (Grifos nossos)

A partir das respostas analisadas, entendemos a percepção dos signos
apreendidos, como por exemplo, signos relacionados à biblioteca, sendo que o objeto
(o bibliotecário) sempre está na biblioteca, é organizado, instrui acerca de informações
que outras pessoas precisam, gosta de leitura e, consequentemente, tem um objeto
ligado a livros podendo, deste modo, nos levar a inferir que os respondentes acreditam
que para cuidar de um acervo não é necessário um bibliotecário, já que os signos
representam Nino como tal, sendo estes, o de alguém entusiasmado, buscador de

�conhecimento, ávido pelo contato com a comunidade, que tem um bom
relacionamento com todos os moradores e visitantes do Castelo, o que demonstra,
aqui, um signo ligado a um bom atendimento e relacionamento interpessoal, com
novas ideias para brincadeiras e contação de histórias, um signo ligado à mediação
de leitura e atividades culturais desenvolvidas por bibliotecários nas bibliotecas. A
percepção dos espectadores nos faz crer, de modo geral, que mesmo que não
acreditem que a série possua um bibliotecário, os signos apresentados a eles fazem
com que acreditem que o bibliotecário seja o GP, sendo aqui aplicados os princípios
apresentados por Peirce sobre primeiridade, secundidade e terceiridade.
Considerações Finais ou Conclusões:
Com base no estudo teórico desenvolvido nesta pesquisa e nas análises do
questionário aplicado, podemos perceber que o presente estudo possibilitou uma
análise e o entendimento de como a imagem de um objeto, neste caso o bibliotecário
na série televisiva CRTB, é formada na mente humana por meio da tríade sígnica
composta por objeto, signo e representamen, explicada por meio da semiótica
peirciana. Quanto à percepção dos espectadores, tabulamos, categorizamos e
analisamos os dados coletados nos questionários, o que demonstrou a apreensão
geral dos signos que compuseram a imagem do bibliotecário na série: a imagem
construída foi a de um bibliotecário ligado a livros, que mora ou está na biblioteca, que
é erudito, disseminador e mediador de informação e que “usa óculos”.
Diante deste recorte específico, a realização desta pesquisa contribui para
compreender a construção da imagem do bibliotecário na mente de espectadores que
apreendem os signos relacionados ao objeto e constroem uma determinada imagem
de tal profissional. Essa construção imagética explicada pela semiótica pode ser
alterada se conceitos pré-concebidos acerca do profissional forem modificados, o que
pode afetar diretamente os signos apreendidos e a percepção com relação a esse
profissional. Assim, a escolha deste tema estabelece uma relação forte com a
construção sígnica, a qual se aplica e afeta diretamente a imagem do bibliotecário.

�Referências:
BALDISSERA, Rudimar. Significação e comunicação na construção da imagemconceito. Revista Fronteiras: estudos mediáticos, v. 10, n.3, p. 193-200, set./dez.
2008. Disponível em http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/5397.
Acesso em: 05 jan. 2019.
CRESWELL, John W. Research design: Quantitative, qualitative, and mixed
methods approaches (2nd ed.). Thousand Oaks, CA: Sage, 2003.
DICIO: dicionário online de português. 2017. Disponível em:
https://www.dicio.com.br/imagem/. Acesso em: 01 mar. 2019.
GRAY, David E. Pesquisa no mundo real. 2. Porto Alegre: Penso, 2012.
JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Lisboa: Edições 70, 2012.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de
pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de
pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 6 rev. São Paulo: Atlas,
2006.
MARTINS COELHO, Tatiene; POMIM VALENTIM, Marta Lígia; CANDIDO DE
ALMEIDA, Carlos. A construção do conhecimento organizacional segundo a
abordagem da semiótica peirceana. Biblios, Pittsburgh, n. 66, p. 37-46, jan. 2017.
Disponível em: http://www.scielo.org.pe/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S156247302017000100004&amp;lng=es&amp;nrm=iso. Acesso em: 01 mar. 2019.

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