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                  <text>MEDIAÇÃO DA LEITURA E PRÁTICAS PARA A FORMAÇÃO DE
LEITORES

Aparecida Merotto Lamas (PMV) - cidameroto@hotmail.com
Resumo:
O presente artigo visa demonstrar os benefícios da prática da leitura e a importância do
mediador no processo de estimular o gosto e prazer de ler como também de formar leitores
efetivos, a fim de que o hábito, a experiência de ler, seja prática democrática, livre e acessível
a todos. Utilizou-se estudo bibliográfico e relatos pessoais da autora para refletir e analisar se
ações culturais nas bibliotecas públicas e escolares contribuem efetivamente para o fomento
da leitura.
Palavras-chave: Mediação da leitura; Formação de leitores; Biblioteca.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
As bibliotecas se empenham em realizar campanhas, propostas, metodologias,
estratégias, enfoques e experimentações que levam à prática da leitura, à iniciação
literária e à formação de leitores.
Indicar um livro para quem está iniciando o processo de ser leitor é o desafio do
mediador de leitura. As vivências relatadas, levam a reflexão sobre os esforços que
vêm sendo feitos nas bibliotecas, a fim de democratizar os seus espaços,
popularizar os seus acervos e, efetivamente, despertar e incentivar o gosto pela
leitura.
É frequente a oferta de ações culturais e artísticas nas bibliotecas, como contação
de histórias, saraus literários, teatros, oficinas de arte, encontro com escritor, dentre
outras, cujo objetivo é incentivar à leitura, porém, nem sempre o número dos leitores,
de livros lidos e dos empréstimos de livros acompanham o aumento do número
dessas ações.
É possível observar, experimentar, errar e aprender com usuários e com outros
profissionais, como também analisar se as ações culturais e artísticas, promovidas
nesses espaços, são práticas que realmente incentivam a leitura. Serão relatadas
ações do cotidiano de bibliotecas e reflexões sobre o papel do bibliotecário como
mediador de leitura.

RELATOS
Caso 1: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2001
Uma professora preocupada com seus alunos semialfabetizados que não gostavam
de ler, os levou à biblioteca. Ao planejar uma estratégia diferenciada para incentiválos, a professora relatou que se identificava com os alunos pois também não lia por
prazer. Até então, os únicos livros lidos por ela foram por obrigação, enquanto
cursava o ensino superior. Ela não teve a oportunidade de ler livros na sua infância e

�se entediava com livros de muitas páginas. Ao ser incentivada a ler e apresentada
aos clássicos infantis, passou a indicar para os alunos os livros que leu e que
gostou. Com essa ação, nasceu uma educadora leitora que reproduziu essa
estratégia de primeiro experimentar ler livros, descobrir uma leitura prazerosa, e só
então oferecer o que gostou, respeitando o gosto e a maturidade leitora de si e do
outro.
Caso 2: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2005
Usuários entravam contrariados numa biblioteca e ao manusear os livros e os ler,
ficavam aborrecidos. Ao terminar a leitura ou ouvir uma história, perguntavam o que
fazer, qual era ‘dever’ sobre o livro, se era para desenhar a história. A princípio eles
estranhavam, quando lhes diziam que era somente para ouvirem ou lerem. Ao
modificar esta prática que fazia parte da rotina da biblioteca, a leitura deixou de ser
um ato enfadonho, sem atividades posteriores que insinuavam cobrança e obrigação
e passou a ser um momento agradável.
Caso 3: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2014
Um jovem com mobilidade reduzida se recusava a frequentar a biblioteca, Sem
habilidade para manusear as páginas dos livros, não lia e não gostava de ouvir as
histórias serem contadas. Passamos a ler para ele, periodicamente, um capítulo do
livro ‘As mil e uma noites’. Usando o recurso da personagem Sherazade, esse leitor
foi ‘fisgado’ pela curiosidade. Posteriormente apresentamos os audiolivros. Isso lhe
possibilitou autonomia e independência para escolher o que ler, no local e horário
conforme sua vontade, necessidade e conveniência. Dessa forma, tornou-se um
leitor pleno.
Caso 4: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2015
Apesar de todo o empenho e motivação, uma jovem mãe estava frustrada com seu
filho de sete anos que ainda não lia. Quanto mais ela o instigava, pressionava e
cobrava, menos ele queria frequentar a biblioteca e se recusava a tentar ler e a
pegar livros emprestados. Depois de conversarmos com a criança sobre a
possibilidade de ler as imagens do livro, sobre imaginar a história quando se observa
a sequência das ilustrações, foi possível apresentar e oferecer para ele um livro sem
texto. Ele o levou para casa e depois de ler a imagens, contou com prazer a história

�para outras pessoas. Esse menino ao ser tratado como um indivíduo em processo e
não como alguém incapaz, encantou-se com os livros, com as histórias. Ao se ver
livre das cobranças e com a autoestima elevada, logo foi alfabetizado, não parou
mais de ler e, pouco tempo depois, passou a escrever suas próprias histórias.
Caso 5: Escola da Rede Municipal de Vila Velha/ES - 2017
Ao iniciar o ano letivo, uma professora executou um projeto em parceria com a
biblioteca, cujo objetivo era incentivar o gosto pela leitura e aproximar os alunos da
biblioteca. O projeto previa o envolvimento dos alunos em atividades lúdicas
semanais, como oficinas de artes, contação de histórias, estudo dirigido de textos
literários e, só no final do projeto, os alunos teriam contato com os livros. Porém, no
quarto dia do projeto, após a realização de contação de histórias e de oficina de arte,
muitos alunos questionaram quando poderiam ter contato com os livros, ler e os
levar para casa. O projeto precisou ser revisado e modificado a fim de antecipar a
data para a realização dos empréstimos dos livros. Assim, ao intercalarmos as
atividades planejadas com a leitura, foi atendido o desejo e as expectativas dos
alunos. Nesse caso, as ações lúdicas foram apenas o meio para incentivar a leitura
e o objetivo do projeto foi alcançado.
Caso 6: Escola da Rede Municipal de Vila Velha/ES - 2018
Após realizar uma linda performance de contação de história para todos os alunos
de uma escola, a artista apresentou para os ouvintes o livro no qual foi baseada sua
contação e sugeriu que eles o procurassem na biblioteca da escola, na intenção de
incentivá-los a ler. Muitos alunos, empolgados com a apresentação, aceitaram a
indicação e foram procurá-lo. Porém, eles ficaram frustrados por não encontrarem o
livro sugerido na biblioteca. Teria sido uma ótima oportunidade de incentivo a leitura
se o livro indicado estivesse ao alcance de quem ouviu a história.
Caso 7: Escola da Rede Municipal de Vila Velha - 2018
Um grupo de adolescentes, ao visitar uma biblioteca, queria ler apenas os livros de
suspense e terror, mas a pessoa responsável que os acompanhava não queria que
fossem oferecidos os livros pois acreditava que livros com esse tema não eram
adequados, convenientes e apropriados para eles. Essa opinião era baseada em
seu próprio gosto e critérios pessoais. Foi possível sugerir um acordo com os alunos

�a fim de trocar indicações de livros, e, posteriormente, criado entre eles um grupo de
leitores onde ambos, professora e alunos tinham a oportunidade de expressar seus
gostos e opiniões, indicando, uns para os outros, os seus livros preferidos. Essa
ação aproveitou a curiosidade dos leitores por um tema ou assunto específicos para
motivá-los a perceber outras possibilidades de leitura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
É inegável que as bibliotecas devem ser espaços vivos, dinâmicos, de promoção da
leitura, de ações educacionais, culturais e artísticas. Ler é uma ação que precisa ser
prazerosa, com significado. Formidável que sejam produzidas releituras a partir do
conteúdo dos livros e é de suma importância vê-los transformados nas mais diversas
expressões artísticas, mas é fundamental que os livros sejam lidos para que o leitor
tenha uma experiência pessoal com o texto, e que, a partir dessa vivência, possa
usufruir dos benefícios que a leitura proporciona.
As atividades de contação de história, oficinas de arte e dramatizações são
importantes ações de marketing para divulgar os livros e o acervo de uma biblioteca,
assim como para apresentar a biblioteca e seus serviços. A propaganda do livro é
uma etapa no processo para incentivar a leitura, mas é fundamental oferecer os
livros, disponibilizar, os aproximar dos leitores, ou seja, tornar os livros acessíveis
para a leitura.
Precisamos de informação e de conhecimento para satisfazer nossas necessidades.
As bibliotecas, principalmente as públicas, têm por objetivo, por meta, ser espaço
acessível e democrático de mediação de leitura. Fundamental é que os profissionais
das bibliotecas sejam preparados para atender os usuários com competência, que
valorizem e apresentem os livros de forma respeitosa e cativante para que seus
usuários acreditem na leitura como uma maneira de melhorar a vida e, portanto
descubram o prazer de desfrutar um livro.

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