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                  <text>As mídias sociais da Biblioteca da Câmara dos Deputados: da
promoção institucional à informação para cidadania

Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Resumo:
Descreve a evolução dos perfis em mídias sociais administrados pela Biblioteca da Câmara dos
Deputados, antes voltados exclusivamente para ações de marketing. A partir da adoção dos
preceitos da Agenda 2030, os perfis passaram a abordar, também, informações voltadas para a
promoção da cidadania.
Palavras-chave: Mídias sociais. Agenda 2030. Biblioteca legislativa. Cidadania.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�As mídias sociais da Biblioteca da Câmara dos Deputados: da promoção
institucional à informação para cidadania
Introdução
As mídias sociais modificaram sobremaneira a forma de utilização da Internet,
desde que se popularizaram na primeira década do século XXI. Das redes
sociais a plataformas de compartilhamento de vídeos, as mídias sociais se
tornaram uma espécie de porta de entrada para a navegação na rede mundial
de computadores. Os antigos blogs pessoais e até mesmo os tradicionais
serviços de e-mail perderam o protagonismo para perfis e páginas virtuais em
espaços como Facebook, Twitter, Youtube e Instagram. O novo comportamento
dos usuários da Rede fez com que empresas e instituições entendessem as
novas mídias como instrumentos para disseminar informação diretamente ou
divulgar conteúdos hospedados em sites próprios.
Paulatinamente, as bibliotecas descobriram as mídias sociais como ferramentas
de aproximação com os usuários, diante das possibilidades de comunicação
mais instantânea e da adoção de discursos mais informais em contraponto à
imagem austera muitas vezes associada aos equipamentos. Estabeleceu-se,
assim, um novo espaço virtual de divulgação:
A biblioteca enquanto ambiente de compartilhamento de
informações, pode encontrar nessas ferramentas um forte aliado
na disseminação de seus produtos e serviços, bem como
aproveitar seu potencial de alcance para criar um canal de
comunicação direta com seus interagentes que vai além de suas
limitações de tempo e espaço (CALIL JÚNIOR, CORRÊA e
SPUDEIT, 2013).

Em 2011, a Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, criou o seu
primeiro perfil numa mídia social, nascendo, assim, a página da Biblioteca no
Facebook. No decorrer dos anos, a manutenção da página, atividade outrora
modesta, ganhou sofisticação, enquanto a Biblioteca também aderia a outras
plataformas. O engajamento na Rede fez com que a Biblioteca obtivesse um
retorno inédito do público externo, mostrando novas possibilidades e outros
objetivos de comunicação institucional como a informação para cidadania.
Relato de experiência
Atualmente, a Biblioteca Pedro Aleixo possui perfis em três mídias sociais:
Facebook, Instagram e Youtube, com as duas primeiras recebendo atualizações
frequentes, enquanto a última apenas ocasionalmente. Se antes as contas eram
gerenciadas apenas com a função de promover produtos e serviços da
Biblioteca, nos últimos anos, os perfis agregaram novas funções, como
demonstrado a seguir.
A página da Biblioteca no Facebook foi criada com o intuito de divulgar
conteúdos da Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados (BD), surgida no ano
anterior, em 2010. O software DSpace, que suportava a BD, apresentava uma
funcionalidade que permitia postagens automáticas no Facebook após um

�comando simples. Em paralelo, a página passou a compartilhar postagens
relacionadas à literatura, a bibliotecas e a mensagens motivacionais que se
relacionassem com o universo dos livros.
Em 2015, com o estabelecimento da Seção de Produtos, o perfil do Facebook
deixou de ser acessório da BD e obteve uma primeira tentativa de política
editorial. A partir daquele ano, o compartilhamento de conteúdos de terceiros foi
perdendo espaço para postagens produzidas pela equipe da Seção de Produtos,
voltadas para a divulgação dos vastos acervos físicos e digital da Biblioteca. A
funcionalidade de publicação automática do DSpace foi desativada, uma vez que
as postagens oriundas não possuíam atrativos gráficos quaisquer. Em
consequência, seguiu-se um aumento paulatino do número de seguidores a
partir do investimento em design gráfico e do compartilhamento das postagens
em grupos temáticos do próprio Facebook.
É também a partir de 2015, com a primeiras diretrizes editoriais criadas para
pautar a página da Biblioteca no Facebook, que as postagens do perfil da
Biblioteca no Facebook passam a seguir um calendário de efemérides e outras
datas especiais, fazendo com que essas datas servissem como motes e temas
para postagens, ainda bastante voltadas para divulgação de acervos e
autopromoção da Biblioteca.
Em 2017, a Biblioteca Pedro Aleixo, inspirada pela Federação Internacional de
Associações de Bibliotecas (IFLA) e pela Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários (FEBAB), tornou-se partidária da Agenda 2030, um conjunto de
objetivos estipulados pela Organização das Nações Unidas, relacionados à
inclusão social e ao desenvolvimento sustentável, a serem alcançados até o ano
de 2030. Neste âmbito, a Biblioteca passou a desenvolver e a co-participar de
projetos imbuídos dos valores da Agenda 2030, o que influenciou as pautas
adotadas pelo perfil institucional no Facebook.
A divulgação do acervo continuou se baseando em efemérides e datas
especiais, passando a levar em consideração datas como 21 de março (Dia
Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela ONU) e
movimentos como o 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher,
criado pela ONU Mulheres. O perfil também passou a disponibilizar informações
desatreladas do acervo, mas concatenadas aos objetivos da Agenda, como a
postagem datada de 9 de abril de 2019, que trazia um comparativo, produzido
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre a taxa de
homicídios de negros e não negros no Brasil. Tal postagem é uma das mais
compartilhadas da história da página, ultrapassando 70 compartilhamentos. Vale
ressaltar que durante esse período a equipe responsável também foi se
familiarizando e aprendendo a usar ferramentas gratuitas de edição de imagens
e de vídeos, enriquecendo a qualidade estética das postagens.
Em outubro de 2018, foi criado o perfil da Biblioteca Pedro Aleixo no Instagram.
Naquele ano, o Facebook mudou as regras de visualização de páginas
institucionais, fazendo com que o número de pessoas alcançadas pelo perfil da
Biblioteca naquela plataforma caísse enormemente. O crescimento do número
de seguidores também teve uma queda brusca, quando comparado aos anos

�anteriores. Diante do cenário, optou-se por se diversificar as mídias de atuação
da Biblioteca com a seleção do Instagram. A rede é voltada para o
compartilhamento de imagens em detrimento de textos, o que se mostrou um
novo desafio, tendo em vista que a imagem compartilhada deveria ser capaz de
passar a informação desejada. Neste sentido, as habilidades de edição de
imagem da equipe permitiram que as postagens trouxessem mais do que
fotografias e vídeos, e concebessem imagens com outros elementos gráficos,
permitindo mensagens mais completas.
Em relação às temáticas abordadas, o perfil do Instagram já nasceu sob a
influência da Agenda 2030, congregando os objetivos tradicionais de uma mídia
social de bibliotecas relacionados ao marketing e informação para cidadania. Há
muita similaridade entre as pautas dos perfis da Biblioteca Pedro Aleixo no
Facebook e no Instagram, de forma que os mesmos temas costumam ser
tratados simultaneamente, moldando-se às peculiaridades de cada mídia.
O canal da Biblioteca no Youtube é o perfil menos provido de postagens, servido
como um repositório de vídeos produzidos por ocasião dos eventos organizados
ou co-produzidos pela Biblioteca. Nos últimos três anos, a Biblioteca Pedro
Aleixo tem participado das comemorações de março do Mês do Bibliotecário, em
conjunto com outras bibliotecas do Distrito Federal. Neste âmbito, os eventos de
abertura têm buscado refletir as temáticas centrais das reuniões anuais da IFLA,
que têm se voltado para o papel social exercido pelas bibliotecas. Em 2019, a
temática do seminário do Mês do Bibliotecário foi "Bibliotecas: Diálogos para
Mudanças"” investigando posturas e ações dos bibliotecários diante da
necessidade de aproximação com a sociedade. Todas as palestras estão
disponibilizadas no canal da Biblioteca, além do fato do evento ter sido
transmitido ao vivo pelo Senado Federal, que sediou o seminário.
Considerações finais
As bibliotecas encontraram nas mídias sociais canais eficientes de comunicação
com os públicos interno e externo. Mesmo que apregoem a decadência de
plataformas como o Facebook, a realidade ainda apresenta esta rede social
como ferramenta relevante de comunicação, ainda que divida espaços com
outras plataformas tão importantes quanto. É o caso do Instagram, do Twitter e
do Youtube, cada uma com características peculiares que servirão às bibliotecas
à medida de suas necessidades.
O engajamento nessas mídias trouxe à Biblioteca Pedro Aleixo contato inédito
com o público externo e deixou claro a responsabilidade de atuar como um órgão
informacional da Câmara dos Deputados, que adquiriu protagonismo poucas
vezes visto após as mudanças políticas atravessadas pelo Brasil desde 2013.
As respostas têm sido muito mais positivas do que negativas, haja visto a
imagem das bibliotecas junto ao imaginário coletivo e toda sorte de interações
positivas recebidas pelos perfis da Biblioteca.
Diante deste contexto, a divulgação dos acervos e ações convencionais de
marketing deixam de corresponder à totalidade de funcionalidades das mídias
sociais. As bibliotecas podem e devem ser geradoras de conteúdos, estar

�alinhadas e atentas a pautas nacionais e locais, e contribuir com informação de
qualidade e dados para reflexão. Não se trata de um agir tendencioso, mas de
se posicionar como instituição concatenada às pautas da sociedade, afinal a
Biblioteca serve à Câmara dos Deputados, a "Casa do Povo", que integra o
Poder Legislativo federal.
Bibliografia
CALIL JUNIOR, A.; CORRÊA, E. C. D.; SPUDEIT, D. O uso das mídias sociais
nas bibliotecas brasileiras: análise dos trabalhos apresentados no SNBU e
CBBD.
In:
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: FEBAB, 2013.
Agência Financiadora
Câmara dos Deputados

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