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                  <text>A interação como artefato para cocriar valor em Biblioteca
universitária

Raquel Alexandre de Lira (UFSC/UFAM) - raquel_lira_dias@hotmail.com
rb.csfu@ikavr.g-)amrofni-ãçutisnI(
Resumo:
O processo de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão na universidade passa por diversas
mudanças. Consequente esse novo cenário exige das Bibliotecas Universitárias (BUs) um
papel proativo. As BUs precisam evoluir e deixar de ser simples centro de gestão e acesso a
recursos impressos, para tornarem-se locais de encontros, onde os diversos atores da
comunidade universitária passam a interagir e compartilhar experiências e conhecimentos.
Diante desse cenário, o estudo apresenta uma reflexão dos processos de interação e a sua
relevância como base para a cocriação de valor em BU. A pesquisa é caracterizada como
bibliográfica, de caráter exploratório, com análise qualitativa baseada no método de revisão
integrativa. O estudo expõe um resumo do estado da arte em relação à temática cocriação de
valor em biblioteca. Os resultados preliminares ratificam que a interação é o artefato central,
e mais relevante quando se pensa em cocriação de valor em BU.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Cocriação de valor. Cocriação em biblioteca.
Interação. Interação em biblioteca
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução: As universidades vivenciam um contexto de mudança, marcado
pela inovação nos processos de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão.
Consequente às bibliotecas universitárias (BUs) necessitam se adequar a esse
novo paradigma.
A BU deixa de ser centro de gestão e acesso a recursos impressos, para
tornar-se local de encontros, onde os diversos atores da comunidade universitária
passam a interagir e compartilhar experiências e conhecimentos. Essa interação
entre os diferentes atores no ambiente acadêmico é a base para que ocorra a
cocriação, uma vez que, é por meio da influência mútua, que os diversos atores da
comunidade acadêmica, de forma colaborativa irão cocriar novos serviços.
Na ótica de um sistema complexo como a BU, a cocriação deve antes ser
entendida como um processo dinâmico, tendencialmente expansível de interações,
diálogo e comunicação (WOODALL, 2003), implicando uma constelação de
recursos integrados (operantes e operados) (VARGO; LUSCH, 2004).
A cocriação refere-se aos processos por meio dos quais usuários e
provedores colaboram, ou participam na criação de valor de forma conjunta
(PONGSAKORNRUNGSILP; SCHROEDER, 2011). É um conceito amplo, não
limitado apenas às ações específicas da organização, mas direcionadas a
participação do usuário em atividades relacionadas, ao processo de concepção e
entrega do serviço. A cocriação acontece em todos os momentos de interação e
troca entre provedor e usuário. E envolve colaboração para definir e resolver o
problema de forma conjunta, criando um ambiente de experiência em que os
consumidores/usuários possam dialogar e coconstruir experiências.
A cocriação em bibliotecas é a “criação colaborativa de valor entre biblioteca
e usuário, onde uma interação dialógica, personalizada de usuário/biblioteca
desempenha um papel importante”. Enquanto na proposição de valor a criação é
unidirecional (iniciada pela biblioteca), na cocriação é bidirecional, ou seja, criado
em conjunto pela biblioteca e usuário (AGARWAL; IKEDA, p. 640, 2015).

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O conceito de cocriação surgiu e é muito explorado no marketing
empresarial, porém em instituições públicas estudos são escassos, sobretudo em
bibliotecas universitárias. No contexto de bibliotecas merecem destaques os
estudos dos autores Islam; Agarwal; Ikeda (2015; 2015a) intitulados:
“Conceptualizing value co-creation for service innovation in academic libraries”, no
qual os autores conceituam cocriação de valor no contexto de bibliotecas e propõem
um framework de cocriação para inovação de serviços em bibliotecas universitárias,
e o artigo “How do academic libraries work with their users to co-create value for
service innovation?: a qualitative survey” no qual foi testado empiricamente o quadro
conceitual de cocriação para serviço de inovação em bibliotecas.
Outras contribuições relevantes são dos autores: Urquhart; Turner (2016),
Urquhart; Tbaishat (2016) e Urquhart (2018), os quais trazem uma análise do
impacto da avaliação em biblioteca universitária, além de uma reflexão sobre o valor
deste nos serviços biblioteconômicos.
Método da pesquisa: A pesquisa é caracterizada como bibliográfica, de
caráter exploratório, pois se trata de uma busca sistemática da literatura em
publicações internacionais, para a realização de uma revisão integrativa sobre a
temática em questão. As pesquisas foram realizadas nas bases de dados: Web of
Science (WOS); Scopus; Emeraldinsight; Library &amp; Information Science Abstracts
(LISA) e Sage Journals online. Foram utilizados os termos de busca: “Academic
library” e “value co-creation”. Com a finalidade de ampliar os resultados, foram
formuladas diversas strings de buscas. Após a aplicação dos critérios expostos, foi
realizada análise preliminar dos trabalhos, a partir da leitura dos resumos, e
posterior leitura dos textos completos.
Resultados: As BUs são lugares integradores e intermediários na difusão do
saber e na construção do conhecimento, constituem-se como parceiras ativas e
dinâmicas dos processos pedagógicos. São estruturas multifuncionais de apoio as
práticas de aquisição do conhecimento, visando o desenvolvimento de
competências multidisciplinares da comunidade acadêmica. A sua existência é
assegurada pelo desempenho contínuo e processual de múltiplas tarefas,
enquadradas por normas e orientadas por objetivos definidos pelas instituições
mantenedoras(CARVALHO, 2016).
A atividade mediadora da BU é essencial para preservar a informação, por
meio de processos documentários, o que permite a transformação em
conhecimento, dando origem as inovações científicas e tecnológicas. É um contexto
social onde se desenvolvem as práticas de competências para facilitar e melhorar
o sucesso acadêmico (SANCHES, 2013).

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Diante das características das BUs e com base nos resultados preliminares
das análises, é possível inferir que implantar e/ou incrementar processos interativos
em BU é primordial para o desenvolvimento de parcerias com os diversos atores da
comunidade universitária.
A interação propicia benefícios tanto para o provedor quanto para o usuário.
Por meio desse intercâmbio de conhecimentos e experiências, a prospecção de
novos serviços e/ou a adequação dos existentes, será de acordo com as
necessidades do usuário e os recursos disponíveis do provedor. O estudo assinala
que a interação é o artefato central e mais relevante quando se pensa em cocriação
de valor. Ou seja, é por meio do processo dialógico e coordenado de usuários e
provedores que ocorre a cocriação.
Considerações Finais: A participação ativa do usuário no processo de
cocriação de serviços minimiza os riscos em relação ao atendimento das
necessidades dos usuários, e consequentemente, aumenta o valor da BU perante
a comunidade acadêmica.
É fato que as BUs estão inseridas em um cenário de constantes mutações,
tais como: recursos orçamentários limitados, explosão de recursos informacionais
e o aumento das exigências por parte dos usuários. Essas mudanças têm
determinado redefinições nas relações sociais entre organização e usuários, na
reorientação dos focos, papéis e expectativas, na reconsideração do papel do
usuário, enquanto ator social mais informado e exigente, na maior
responsabilização atribuída aos agentes econômicos e sociais, e na construção de
valor.
A interação com os usuários, por meio dos diversos recursos disponíveis,
proporciona aproximação, e o fortalecimento dos laços entre os diversos atores
envolvidos. É um elemento relevante para uma efetiva cocriação entre os sujeitos,
além de socialização do conhecimento, entre outros aspectos relativos à
apropriação da informação, ao desenvolvimento de competências e à construção
de novo conhecimento. Assim, diante desse contexto, espera-se que a BU alcance
protagonismo com ações proativas, e a interação com os diversos atores da
comunidade acadêmica, se faz necessário para o seu fortalecimento.

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Referências
CARVALHO, M. M. M. O serviço experiencial em bibliotecas universitárias.
2016. Tese (Doutorado em Gestão) – Doutorado em gestão, Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 2016.
ISLAM, M.A; AGARWAL, N.K.; IKEDA, M. Conceptualizing value co-creation for
service innovation in academic libraries. Business Information Review, v. 32, n.
1, p. 45–52, 2015.
ISLAM, M.A.; AGARWAL, N. K.; IKEDA, M. How do academic libraries work their
users to co-create value for servisse innovation?: a qualitative survey. Qualitative
and quantitative methods in libraries, n. 4, p. 637-658, 2015a.
PONGSAKORNRUNGSILP, S.; SCHROEDER, J. E. Understanding value cocreation in a co-consuming brand community. Marketing Theory, v. 11, n. 3, p.
303-324, 2011.
SANCHES, T. L. B. O contributo da literacia da informação para a pedagogia
universitária: um desafio para as bibliotecas académicas. 2013. Tese (Doutorado
em educação) - Universidade de Lisboa, Lisboa, 2013.
URQUHART, C.; TURNER, J. Reflections on the value and impact of library and
information services: Part 2: impact assessment. Performance Measurement and
Metrics, v. 17, n. 1, p.5-28, 2016.
URQUHART, C; TBAISHAT, D. Reflections on the value and impact of library and
information services: Part 3: towards an assessment culture. Performance
Measurement and Metrics, v. 17, n 1, p.29-44, 2016.
URQUHART, C. Principles and practice in impact assessment for academic
libraries. Information and Learning Science, v.119 n. 1/2, p.121-134, 2018.
VARGO, S.L.; LUSCH, R.F. Evolving to a new dominant logic for marketing,
Journal of marketing, v. 68, p. 1-17, 2004.
WOODALL, T. Conceptualising 'value for the customer’: an attributional, structural
and dispositional analysis. Academy of Marketing Science Review, v.12, n. 12,
p. 1-42, 2003.

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